Uma olhadela sobre o Chipre
__________________________________________
Chipre (grego Κυπρος - turco Kıbrıs)
O CHIPRE é uma ilha meio estranha: fica bem mais perto do Oriente Médio do que da Europa mas é um país europeu. Metade da ilha é grega, metade turca. Já foi uma província romana. É um país independente, mas depende financeiramente da Inglaterra, de quem se independeu em 1.960 mas firmou um pacto que permitiu que a Grã-Bretanha mantivesse nela algumas bases militares (o que, na verdade, significa que quem manda mesmo no país é sua majestade). A língua oficial é o grego, mas o inglês é a mais falada. Todavia o grego é falado predominantemente no sul, enquanto o turco, no norte.

É o “Berço de Afrodite”, sim a Deusa. A própria bandeira do país é cópia da grega, azul e branca. É a terceira maior do ilha do Mediterrâneo, menor apenas do que a Sicília e a Sardenha. Entre 1.878 e 1.960 os britânicos administraram a ilha e lá deixaram a língua e a mão inglesa. A despeito do Chipre ser um país com enormes influências gregas e de outras civilizações antigas, a vida cultural atualmente demonstra claramente a sua colonização britânica.

As duas regiões montanhosas (Carpas a norte e Trogodos na parte central e a sudoeste da ilha) estão separadas pela planície fértil de Mesoreia. Desde tempos remotos foi um ponto de passagem entre a Europa, Ásia e África. Ainda hoje há inúmeros vestígios das sucessivas civilizações, cidades romanas, teatros, igrejas e mosteiros bizantinos, castelos do tempo dos cruzados e habitats pré-históricos. As principais atividades econômicas da ilha são o turismo, a exportação de vestuário e de artesanato e a marinha mercante. O artesanato tradicional é fundamentado nos bordados, na cerâmica e nos trabalhos em cobre. A cozinha local é grega, a especialidade mais comum o meze, o queijo halloumi e a aguardente zivania.
A República do Chipre é um país independente, mas em 1.974 forças militares turcas - alegando que a Grécia pretendia anexar o Chipre ao seu território - ocupou a zona Norte da ilha, dando início a uma guerra civil que culminou na autoproclamação da República Turca do Norte do Chipre, apenas reconhecida internacionalmente pela própria Turquia. O nome da ilha deu nome ao cipreste e ao cobre (do grego Ký.pros ). É um país com história milenar e que vive fundamentalmente do turismo e bastante voltado para a preservação do meio ambiente e de seus recursos naturais, notadamente a água, que é rara, muito rara.
A zona grega aderiu à União Européia mas o país continua dividido pela chamada “green line”, patrulhada por tropas turcas e gregas e por soldados da ONU. É possível cruzar a fronteira, ou a “green line”, mas apenas da República do Chipre para a zona ocupada, mas apenas por um dia. O Clima é mediterrânico, com verões quentes e secos com temperaturas em torno dos 32ºC, que vão de Maio e Outubro, invernos mais frescos, com temperaturas em torno dos 15/18ºC e alguma chuva e um pouquinho de neve nas montanhas de Troodos.
O Chipre oferece muitíssimas atrações turísticas de praia e arqueológicas, sendo esta última as localizadas em Curium e os Colossos, cujas termas e mosaicos, quase inteiramente recuperados, são o destaque da ilha que está ligada ao culto e ao mito de Afrodite. Como tem grande fluxo de turistas durante o período de verão, quando o calor e sol são fortíssimos e definem a alta temporada. A noite também é bastante agitada com vários bares, com ares típicos de "pubs".
Suas praias são lindíssimas, como é comum às ilhas gregas e há muito passeios e atividades relacionadas com o mar, além de ótimos hotéis e resorts por toda a costa da ilha. Na estrada, trafegando pela esquerda (já que Chipre foi uma colônica britânica), chega-se à belíssima área onde fica – no alto de uma colina com vista para o mar e de parte da costa cipriota – o sítio arqueológico de Curium. A natureza é agreste como na Grécia, mas lindíssima tanto pelas ruínas quanto pela vista. Passa-se por campos plantados com cítricos e por pequenas vilas e sobe-se ao sítio arquológico mais bem cuidado e organizado que já visitei.

Inicia-se a visita conhecendo-se os belíssimos e muito conservados mosaicos, protegidos por uma bela estrutura de madeira com bonita arquitetura. Depois, os Banhos da Casa Efstolios, a seguir o Anfiteatro e, finalmente, as ruínas de alguns templos, entre eles o de Apolo, infelizmente apenas restos, já que sucessivos terremotos destruiram as edificações mais altas.
Sítio Arqueológico de Curium
(Imagem 360 graus)
http://cyprus.arounder.com/kourion_archaeological_site/CY000006036.html
Santuário de Apollo
(Imagem 360 graus)
http://cyprus.arounder.com/kourion_archaeological_site/CY000006035.html
_____________________________
Santuário de Apolo
O Santuário de Apolo é tão antigo quanto se pode imaginar: do século 5 a.C.! Fica em Curium, e trata-se de uma das mais importantes ruínas do Chipre e do mundo romano. É um sítio histórico extremamente bem conservado e muitíssimo bem mantido e estruturado pelo governo do país, realmente impressionante porque jamais havia visto algo tão sériamente cuidado e protegido, especialmente impressionante por ser uma áea com 15.000 metros quadrados. É uma área belíssima, com paisagem de tirar o fôlego.
Nas mitologias grega e romana Apolo (em grego, Ἀπόλλων) era filho de Júpiter e Latona, irmão gêmeo de Artêmis, Deusa da Caça. Também mais tarde foi identificado com Hélios, o Deus do Sol, pois o deus da luz, e sua irmã como a Deusa Selene, da Lua. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu. Ao seu nome acrescenta-se, por vezes, epítetos relacionados com os locais onde era venerado, como o título de "Abeu" (de "Abas"), como era conhecido no Chipre.
Segundo as mesmas mitologias, Apolo é o Deus do Sol, da música, da poesia e da profecia, e ainda o protetor das musas e das árvores. Apolo é representado nas estátuas da antiguidade como um deus muito belo, personificando o ideal grego de beleza masculina. Eram particularmente importantes os cultos que lhe eram prestados em Delos, onde teria nascido, e em Delfos, onde se situava o seu principal santuário.

Uma das mais impressionantes ruínas, tanto por sua conservação quanto por sua beleza e acústica impressionantes, o Teatro Grego Romano foi originalmente construído no Século 2 depois de Cristo. Ainda hoje é usado em eventos musicais e teatrais e quando nos colocamos num determinado ponto marcado no chão de pedra, tanto quem está na platéia quanto quen está no palco, ouve perfeitamente. É uma das experiências mais agardáveis e tocantes do lugar.

______________________________________
Omodos - Mosteiro de Stavros
(Imagem 360 graus)
http://cyprus.arounder.com/city_tour/CY000006236.html
Depois de visitarmos o sitio arqueológico fomos em direção a povoado de Omodos, no interior montanhoso da ilha, onde fica o Mosteiro da Santa Cruz, um dos mais antigos do Chipre e que de acordo com a lenda foi construído depois que Santa Helena chegou na ilha no ano de 327, e onde dizem haver restos de roupas e da cruz de Jesus Cristo. O povoado é muito intressante, com ruas estreitas e com muitas lojas de artesanato e alguns restaurantes de calçada, bons para comer ou beber o vinho típico do país.

Curium foi fundada por gregos no século XIV a.C. e nela há ruínas como o teatro romano, a basílica, o ágora, as termas romandas, belos mosaicos, a casa dos gladiadores. Em Curium era adorado Apolo e perto do parque arqueológico encontra-se o seu santuário. Também visita-se o Estádio Romano de Curium.
Na rota para o povoado de Omodos passa-se por uma das regiões mais bonitas da ilha. É um lugar bacainha onde se pode comer e comprar artesanato e visitar o Mosteiro ortodoxo de Santa Cruz. Omodos é célebre por sua tradição vinícola e além das pequenas adegas familiares há uma cave do século XV. Sem dúvidas esse passeio de um dia nesta parte da ilha me possibilitou ter uma visão ampla da mesma. Pode ser que eu retorne um dia.

Mapa Aéreo do Chipre
http://www.wikimapia.org/#lat=34.671512&lon=32.866437&z=16&l=9&m=a&v=2
Limassol http://www.visitcyprus.org.cy/
http://www.limassolmunicipal.com.cy/index_en.html
Virtual Tour http://cyprus.arounder.com/
MAPA interativo http://maps.visitcyprus.com/?Lang=en

P.S. Se você NÃO gosta da Grécia, vá ao Chipre!


