Pueblo Español - Montjuïc, Barcelona
Alguns poderão achar que uma visita ao Pueblo Español, em Barcelona, pode ser um “tourist trap”, uma roubada, mas estando em Montjuic, não há porque não visitá-lo.

Desde que foi concebido em 1929, o Poble Espanyol – um parque temático das regiões e cidades da Espanha – consolidou-se como uma atração turística secundária, mas recomendável para quem estiver em Montjuic visitando a Fundació Joan Miró (situada no parque de Montjuïc, num magnífico edifício de Josep Lluís Sert, que abriga a melhor coleção pública da obra de Joan Miró, com 300 pinturas, 150 esculturas e a obra gráfica completa).....

.... e o Anel Olímpico (Olímpíadas de Barcelona de 1982), o Pabellón Mies van der Rohe, o Castillo de Montjuïc, o Palau Nacional, sede do Museu Nacional d'Art de Catalunya, a Font Màgica (situada no final do Paseo de Maria Cristina, na Plaza de Carles Buigas ), onde ocorre um belíssimo espetáculo de água, luz e sons durante o verão, entre outros.

No seu interior, ruas e praças construídas rigorosamente segundo seus originais, proporcionam alguns momentos de tranquilidade num lugar com alguns restaurantes medianos e boa infra-estrutura de banheiros.

Construído na montanha de Montjuïc para a Exposición Internacional de Barcelona de 1929, o Pueblo Español (Poble Espanyol) foi dedicado à arte e converteu-se numa snítese da arquitetura e urbanismo espanhóis.

A intenção era demolir o complexo após o término da Exposição, mas foi conservado e transformado em centro turístico por conta do grande impacto que despertou nos visitantes estrangeiros durante o período do evento.

O projeto contemplou diversas edificações e estilos espanhóis de diferentes regiões do país, uma espécie de colagem rigorosamente fiel dos originais.

Nele estão representadas diversas comunidadas espanholas, como Andalucía, Aragón, Asturias, Cantabria, Castilla-La Mancha, Castilla y León, Cataluña, Comunidad Valenciana, Extremadura, Galícia, Islas Baleares, Madrid, Múrcia, Navarra e País Vasco.

A idéia foi impulsionada pelo arquiteto Puig y Cadafalch e depois desenvolvido como uma unidade de conjunto pelos seus construtores – os arquitetos Ramon Reventós e Francesc Folguera, além dos artesãos e artistas Xavier Nogués e Miquel Utrillo...

.... pretenderam fazer um pueblo onde estarian reproduzidos e representados edificios das diferentes regiões da Espanha.

Ao desenvolverem o projeto, os quatro profissionais realizaram diferentes viagens pelo país para recolher material iconográfico. Durante o percurso fizeram centenas de fotografíias, anotações e desenhos que lhes permitiram escolher o que melhor se adaptaria à idéia fundamental do projeto. Os “turistas” visitaram mil e seiscentas cidades e povoados.

No Poble pretendia-se reunir uma coleção de obras mestras da arquitetura espanhola, já que se tratava de construir um recinto que fosse uma síntese da España monumental e uma divulgação de sua cultura, além de ter um pouco mais de Espanha na Catalunha, além de divulgar politiamente a Dicadura de Primo de Rivera.

Mapa interativo do Pueblo Español (Poble Espanyol, em catalão)

O Poble não apenas não foi derrubado quando terminou a Exposição como passou – em seus 75 anos de vida – por diferentes fases políticas importantes do país. Da Ditadura de Franco à Guerra Civil, o Poble foi usado como propaganda para a “unidade da pátria”.

Durante os anos da Guerra Civil, todavia, o Poble foi perdendo sua vocação festiva política e deixou de receber visitantes nacionalistas entusiastas da cultura espanhola...

.... tornando-se um recinto bélico e campo de prisioneiros. Durante os trágicos anos da Guerra Civil o Poble serviu de inspiração para cineastas como Max Aub e André Malraux, que rodaram aqui a película Sierra de Teruel (L’Espoir) cujo tema é a guerra civil espanhola, tirando grande partido do recinto onde foram rodadas diversas cenas.

Em uma área de 49.000 m2, cujo objetivo era dar uma idéia do que poderia ser um “modelo ideal” de povoado ibérico que reunisse as principais características de todo povo da península. Por este motivo se reproduziram 117 edifícios, ruas e praças, cuja seleção levou em conta critérios estéticos que permitissem uma composição global e harmônica do que seria um “pueblo” perfeito.
Sua construção levou treze meses e, curiosamente, a obra tinha uma vida útil prevista para apenas seis meses, o mesmo tempo que duraria a Exposición Universal. Entretanto, seu êxito urbanístico possibilitou a que fosse mantido para sempre.



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