Primavera "EM" Praga - República Tcheca
Placa de Rua do Bairro Staré Mesto, em Praga.

De volta a Praga, dez anos depois....
Minha curiosidade viajante me levou à República Tcheca pela primeira vez há dez anos, em junho de 1996, depois de “esticar” uma viagem à Suíça. O então novo país do Velho Mundo havia se separado da Eslováquia há três anos. Agora - nesta Primavera EM Praga - estou de volta a essa cidade ainda mais encantadora, “esticando” uma Viagem à Roma e Veneza.
O Relógio Astronômico de Praga, na Prefeitura (Obecní dùm) um dos ícones da cidade.

Tudo começou com a Perestroika e a Glasnost do Gorbachov (alguém se lembra?). Logo depois da Primeira Guerra Mundial as nações tcheca e eslovaca uniram-se em decorrência da fragmentação do Império Austro-Húngaro. Algo semelhante ao que aconteceu com a União Soviética muitos anos depois. Mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, a Tchecoslováquia tornou-se um país comunista ao ter sido libertada do domínio nazista pelas tropas soviéticas. Nos anos 60 foi se tornando, discretamente, um país comunista mais liberal, moderado e de conotações democráticas. Esse movimento ficou conhecido como a "Primavera de Praga" e irritou os comunistas da “matriz” União Soviética, que tratou logo de enviar tropas que, mais uma vez, invadiram o país e obrigaram seu regime a retornar à linha dura.
Karlùv most (Ponte Carlos), sobre o Rio Moldava, outro ícone de Praga.

No final dos anos 80 , as reformas desencadeadas por Gorbatchev na União Soviética motivaram e favoreceram o movimento denominado "Revolução do Veludo", que sem qualquer violência e sem tiros promoveu profundas mudanças políticas e econômicas no país. Mais ou menos como a distensão ocorrida na Ditadura militar no Brasil na década de 70, com os movimentos “Diretas Já”, “Distensão” e “Anistia”. Em 1990 o país se tornou finalmente democrático ao eleger Václav Havel seu primeiro presidente e conduzindo o país às reformas econômicas e políticas que acabaram por separar, em 1993, a Tchecoslováquia em dois Estados: a República Tcheca e a República da Eslováquia.
Troca da Guarda no Prazský Hrad, o Castelo de Praga.

Atualmente Praga não tem mais aquele exotismo comunista tão impregnado nas pessoas, nos monumentos, na propaganda e no comportamento. E o que é melhor: os brasileiros não precisam mais de visto para ingressarem na República Tcheca. Se já era bom, agora mesmo é que vamos invadir Praga!
Prazský Hrad, o Castelo de Praga.

Mesmo que a antiga Tchecoslováquia fizesse parte dos países do Leste europeu (ou Cortina de Ferro), ela sempre foi ousada e enfrentou o comunismo e o imperialismo.
A impecável Guarda do castelo de Praga.


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