Malta: Passeando por Valleta, a Capital
Da época dos Cavaleiros de Malta são as cidades muradas, visita obrigatória, chamadas Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), debruçadas sobre um grande porto e que constituem a Cottonera, do nome do seu edificador, Nicolas Cottoner, mestre da Ordem que mandou murar a zona no século XVII. Indispensável também uma visita à antiquíssima cidade de Mdina, conhecida por Città Notabile na Idade Média, ou ainda hoje Cidade do Silêncio (devido à calma e silêncio das ruas), habitada por algumas das famílias aristocráticas mais antigas.

Um labirinto de vielas estreitas e muradas que escondem palácios magníficos e que proporciona uma vista esplendorosa de Malta.

A Ordem dos Cavaleiros (ou Ordem de Malta) surgiu na Idade Média, sediada em Jerusalém, como ordem militar e religiosa católica.

Tinha então o nome de Ordem de S. João de Jerusalém. Sua finalidade militar era a defesa da Terra Santa. Tinha também a finalidade de manter hospitais para atendimento aos peregrinos que a visitavam.

Em 1312 a ordem obteve a posse da Ilha de Rhodes. Seu superior era o soberano da ilha, que constituía um estado independente, com exército e marinha. Isso durou até 1523, quando a ilha foi perdida para o sultão turco. Mais tarde, a Ordem veio a dominar a ilha de Malta, perdida para os franceses em 1798. Hoje eles têm sedes em Roma.

Não têm território, mas continuam tendo reconhecida uma forma de "soberania": gozam de representação diplomática.

Hoje eles não são mais considerados pelo Vaticano como ordem religiosa, mas como Estado (embora desprovido de território).

A ordem emite passaportes que são reconhecidos por alguns países, e tem selos próprios.
Em 1530, os Cavaleiros de São João , expulsos de Rodes pelos Turcos Otomanos, receberam Malta para se instalarem. Continuaram em guerra com os Turcos, a quem consideravam infiéis e, portanto, inimigos.

Em 1565 o sultão otomano Solimão, o Magnífico, ordenou um ataque a Malta numa tentativa de exterminar a Ordem. Uma grande frota turca, com quatro vezes o número de homens ao dispor dos defensores, cercou a ilha em Maio. A luta manteve-se acesa até Setembro, mês em que os Turcos retiraram, severamente batidos por causa de reforços vindos da Sicília. O herói do cerco foi o grão-mestre da Ordem, Jean Parisot de la Vallette, que fundou uma nova cidade poderosamente fortificada, La Vallete, que é agora a capital da ilha.

Foi a partir desta cidade que Napoleão atacou a Ordem, obrigando o Grão-Mestre Ferdinand von Hompesch, que lhe teria dado porto-salvo para reabastecer os navios enquanto se dirigia para o Egito, a capitular.
A Valletta, a capital do arquipélago, localiza-se em um cabo da costa leste. Situa-se entre o Grand Harbour, ao sul, e o porto de Marsamxett, ao norte A cidade foi assim batizada em homenagem ao grão-mestre da Ordem, Jean Parisot de la Vallette, que dirigiu brilhantemente a reconstrução da cidade após expulsar os turcos no Grande cerco de 1565. É uma pequena cidade, que conserva bastante dos tempos dos Cavalheiros nos muros das residências e nas estreitas ruas por onde eles andavam, ainda uma interessante e diferente cidade de estilo barroco.

A cidade tem uma planta de formato retangular, de solo irregular. Muitas de suas ruas terminam em regiões que levam até a área das docas. Sua rua principal é a Kingsway, paralela a rua Strait, chamada também pelo nome de Gut. Antigamente, a rua Strait era a única rua onde os cavalheiros podiam lutar um duelo. Mais tarde tornou-se a “zona vermelha”, repleta de bares, restaurantes baratos e prostíbulos visitados pelos marinheiros.

Valetta tem muitas igrejas e castelos belíssimos, entre os quais se destaca a catedral de St. John e ou auberges, ou albergues dos cavaleiros. O Auberge de Castille, reformado no século XVIII, é hoje o escritório do primeiro ministro. O Grand Harbour tem várias docas e pode aportar embarcações de até 300.000 toneladas.
A luz e a água do Mar Mediterrâneo se mesclam de maneira especial nesta cidade e a tornam realmente atraente. A cidade está cheia de fortificações, muralhas, torres e o Forte de São Telmo. O Museu da Guerra, guarda memória da Segunda Guerra Mundial.

Outro interessante museu é o Museu Nacional, o Palácio do Grande Maestre, com pinturas de artistas famosos, e o Museu de Belas Artes, que encontra-se instalado em um palácio do século III. Entre os edifícios religiosos sobressai a Catedral, consagrada a São João, que exibe a maior cúpula da Europa, que se diz alojar duas bombas alemãs lançadas durante a Segunda Guerra Mundial que só por milagre não explodiram.




Reader Comments