Malta: a paisagem da ilha
O Arquipélago de Malta é formado por um platô constituído basicamente de rocha calcárea e em formação bem horizontal. Não há montanhas, rios, lagos e a terra apresenta-se rochosa e estéril, árida. A rocha calcárea, abundante matéria prima local, determinou a aparência das contruções, desde a época pré-histórica até a atualidade.
De terreno predominantemente baixo (o ponto mais alto é Ta'Dmejrek, a 253 m do nível do mar, em Dingli), plano e com penhascos nas costas, terras aráveis. A vegetação natural foi devastada e hoje as árvores como pinheiros, cítricos, ficus, entre outras, foram plantadas nos jardins e nas ruas. Tanto em Malta quanto em Gozo as encostas são usadas para plantio de legumes e verduras. Por causa de seu solo mais adequado à absorção de água, a ilha de Gozo é mais “verde” do que a de Malta. Se algo pode distinguir Malta é a sua extensa fauna marinha, o que faz dela um paraíso para o mergulho.
Nas numerosas grutas e cavernas rochosas encontram-se espécies e variedade de fauna e flora que tornaram o país um dos destinos mais procurados no mundo para o mergulho. De outro lado, graças a sua privilegiada temperatura média anual de 15 graus, a vegetação própria do Mediterrâneo brota por todas partes.
Cultivam-se cereais, hortaliças e legumes, assim como a pecuária de gado bovino e caprino. A mesma estranheza que o idioma provoca ao ser ouvido ou lido ocorre com a arquitetura. Edifícios compactos e sem telhado, formas cúbicas cor de pedra que nos transportam para a margem Sul do Mediterrâneo, profusão de cúpulas que surgem insólitas, varandas protegidas por muxarabis que lembram Ouro Preto, varandas lembram residências andaluses, nichos com santos protetores em cada esquina, mais de 360 igrejas num país cujo fervor católico só é ultrapassado pelo Vaticano.



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