Portugal: Lisboa - Belém
Belém

Esta é a zona ocidental da cidade, que reúne um conjunto de monumentos e equipamentos culturais de grande qualidade. Comece pelo Palácio de Belém, residência do Presidente da República, e coma um pastel de Belém na famosa fábrica e pastelaria da esquina.
Em Belém, junto ao Rio Tejo, fica a Torre de Belém, um belo monumento do período manuelino, Patrimônio Mundial pela UNESCO...
..., projetada no século XVI por Francisco Arruda, é uma construção em forma de torre quadrangular com baluarte e vigias protegendo-a de invasores.

A ornamentação das fachadas evidenciam influências árabes e venezianas nos balcões e varandas. O interior é muito mais austero, gótico, seco e sem grandes rococós manuelinos da fachada.

Sua arquitetura externa revela uma estilo extremamente elaborado e, internamente, ambientes góticos também são bastante interessantes e proporcionam boas recordações aos visitantes.

Os elementos orgânicos do estilo manuelino estão bem representados, ostentando a Torre de Belém a primeira representação escultórica de um animal africano, neste caso um rinoceronte.

A Torre de Belém – que fica aberta à visitação de 3ª a Domingo, das 10h às 18h - é o maior símbolo arquitetônico do antigo poderio português, uma fortaleza que foi o ponto de partida para os grandes navegadores.
Se tiver tempo, visite também o Planetário Gulbenkian e o Museu de Marinha.

Depois, ainda com tempo, entre no Centro Cultural de Belém, obra de Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, onde poderá comer com vista para o Tejo e para o jardim de Belém.

Depois, siga pelo túnel de pedestres sob a avenida e visite o Padrão dos Descobrimentos, subindo de elevador até ao topo.

Olhando para baixo note o belíssimo trabalho em mosaico, a grande Rosa dos Ventos desenhada no solo. Caminhe depois pela beira-rio em direcção ao Museu de Arte Popular. Mais adiante, passe pela Doca do Bom Sucesso e chegue à famosa Torre de Belém.

Diferentemente da Torre de belém, o Padrão dos Descobrimentos (aberto de 3ª a Domingo, das 9h30 às 18h) é muito mais recente, um monumento moderno, com 52 metros, construído também às margens do Rio Tejo, inaugurado em 1.960, em homenagem aos navegadores portugueses e patronos reais que participaram do importante período dos Grande Descobrimentos.

É possível identificar, retratados em pedra, os reis D. Manoel I, D. Henrique, o Navegador, D. Afonso V, além de dos famosos navegantes Vasco da Gama, Fernão de Magalhães e Pedro Álvares Cabral.

Invocando ainda a grandeza da época dos Descobrimentos, o monumento celebra o quinto centenário da morte do Infante D.Henrique, homenageando aquele grande promotor dos Descobrimentos mas também os navegadores portugueses mais importantes.

Belém está ligado definitivamente como bairro símbolo da “idade de ouro” dos Descobrimentos. Mas a modernidade e animação cultural estão igualmente presentes no CCB – Centro Cultural de Belém. Para passear pelos jardins extensos de perder de vista, para admirar o rio ou simplesmente para descontrair-se com um delicioso pastel de nata, Belém é fundamental.
Pausa para os Pastéis de Belém

Pastéis de Belém são, de fato, uma verdadeira preciosidade culinária. Estes deliciosos doces são considerados os mais autênticos e mais saborosos pastéis de nata de Portugal. Com uma tradição centenária, a “fábrica” atrai centenas de visitantes. E não é de estranhar, já que a receita secreta destes doces de Belém é uma delícia inesquecível.
Pastéis de Belém
Rua de Belém, 84 a 92
(entre o Mosteiro dos Jerônimos e o Palácio de Belém)
O sabor da Tradição
No inicio do Século XIX , em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerônimos, havia uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1.820, todos os conventos de Portugal foram fechados em 1.834 encerrados e expulsos o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro pôs à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém". Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era feito por barcos a vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerônimos e da Torre de Belém, atraía os visitantes que também se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro.

Em 1.837, iniciou-se a fabricação dos Pastéis de Belém em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento, exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo" a mesma receita que se mantém-se igual até hoje.

De fato, a única verdadeira fábrica dos "Pastéis de Belém" consegue, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar hoje, o paladar da antiga doçaria portuguesa.
http://www.pasteisdebelem.pt/index.htm
Mosteiro dos Jerônimos
O fabuloso Mosteiro dos Jerônimos fica aberto à visitação de 3ª a Domingo das 10h às 17h.

Verdadeiro monumento à era de riquezas proporcionada pelos Grandes Descobrimentos, vale a pena conhecer a Grande Nave, o Claustro, os Túmulos do rei D. Manoel I e do Navegador Vasco da Gama, além de todos os objetos e detalhes de origem sacra. A ala leste do Mosteiro abriga o Museu Nacional de Arqueologia de Portugal.

O Museu Nacional dos Coches contém um acervo bastante interessante de carruagens dos séc. XVII a XIX, assim como acessórios de cortejo, arreios e fardas. Fica na Praça Afonso Albuquerque e dá pra ir a pé do Mosteiro dos Jerônimos, sentido Centro da Cidade de Lisboa.

Se tiver tempo, vale a visita não apenas por ser um dos mais bonitos acervos do gênero na Europa num ambiente requintado do antigo Picadeiro Real, mas por permite ao visitante compreender não só a evolução técnica dos transportes de tração animal como acompanhar as mudanças de gosto manifestadas nas artes decorativas tão bem expressas na ornamentação da excepcional coleção de viaturas reais.

Depois da visita, passe pelo Forte do Bom Sucesso e use o viaduto sobre a Av. Brasília para subir à Av. Torre de Belém até entrar na rua de Pedrouços, onde pode pegar o bonde 15 até à praça Afonso de Albuquerque e a Estação fluvial de Belém. Um pouco mais à frente fica o Museu da Electricidade, que depois de visitá-lo pode encerrar o passeio descansando numa das esplanadas ribeirinhas.
Autocarro: 14, 27, 29, 43, 49, 51.
Eléctrico: 15.
Combóio: estação de Belém, na linha do Cais do Sodré a Cascais.
Autocarros para o centro: 14, 28, 43, 49, 51.
Mapa deste percurso:



Reader Comments (18)
Belém me impressionou! Boas opções de visitas.
Quanto a torre, acho que nos conhecemos sem sermos apresentados formalmente. Não me lebro a marca, mas tinha uma lata de azeite com um desenho da mesma que fez parte da minha infância.
Siempre he querido ir a Portugal, pero...También quisiera conocer Madeira y las Azores.
Agora, vi sim, muito bonitas as fotos, parabéns.
Ernesto
Se precisar de mais alguma informação sobre Lisboa fique à vontade!
Um abraço
Olá Arnaldo e demais viajantes,
Estava apreciando as infos sobre Portugal pois vou viajar para lá em Setembro/2008 quando subitamente o link passou de Belém para a Africa do Sul, Krueger Park, etc sem que seja possível ler as dicas de "De Comer e Beber", "De Fado" ,"Roteiros de 1 dia pelos arredores de Lisboa" e tudo mais que vinha após as infos e fotos do Mosteiro dos Jerônimos... Podem me ajudar a acessar ?!!???
Obrigada
Malu
Fotos muito bonitas e deslunbrants Parabens
Impressões atuais sobre Lisboa
Sempre gostei muito de Lisboa. Visitei a capital em 2000, 2005 e agora em abril de 2011. Entretanto, infelizmente, na última vez foi uma decepção... Talvez por conta da crise econômica pela qual passa o país Lisboa tenha sido tão abandonada. Na Rua Augusta, local que antes haviam inúmeras mesas no passeio e aonde era possível apreciar a esplanada em uma tarde de sol, o abandono é total. Dois homens chegaram a oferecer no passeio desta rua, a mim e meu esposo, maconha. Parte do comércio está fechada. No miradouro de Santa Luzia há muito lixo e parte dos azulejos que ornamentam o local foram retirados. Há uma frase no muro: turistas são terroristas...
Almoçamos no chiado, em um local chamado Bernard, ao lado do café A Brasileira. O Restaurante está decadente, é caro e oferece péssimo serviço (registramos, inclusive reclamação no livro do restaurante). Mas poucas opções de locais para almoçar encontramos na região. Aliás, a famosa cervejaria trindade estava fechada...
A decepção foi tamanha que sugeri ao meu esposo que apanhássemos um vôo para Paris. Ele resistiu e resolvemos terminar o passeio na cidade do Porto. Foi a salvação! O Porto está bonito, bem conservado e tem melhores serviços. Fomos muito felizes em escolher para nos hospedar no Porto o hotel Fenix Ipanema Park; é um ótimo cinco estrelas em termos de custo benefício e conta com boa cozinha. Achei importante prestar este depoimento, afinal, viagens custam bastante dinheiro e se eu tivesse tido estas informações antes da viagem, certamente teria evitado tais aborrecimentos...
Abraço
Daniela, parece que teve azar. A crise existe sim mas a cidade na Primavera e Verão está repleta de turistas o que explica o lixo - pela noite passa a brigada de limpeza mas pelo meio da manhã já regressaram os papéis no chão. Isto também explica a frase 'turista é terrorista' - já que deitam papéis para o chão, bloqueiam o trânsito no meio da estrada para tirar uma fotografia, ocupam os lugares reservados aos idosos nos 'bondes'...as cidades não são só museus, e enquanto uns passeiam também há quem viva e trabalhe na cidade. Frases destas encontrará também em Barcelona, em Londres e até Paris - são sinais de contra-cultura e não propriamente representativos de toda a população. Há-que saber distinguir - o mesmo para certos dias onde se toma só café ou chá e jamais um almoço. Mas na verdade esta equipa na 'Prefeitura' tem deixado muito a desejar, muito mesmo. Ainda bem que o Porto salvou a viagem! :)
Queria dizer 'certos sítios' - jamais recomendaria a Benard para almoço, mas sim para um croissant.
Olá Daniela:
Como em todas as viagens é preciso planear e informar-se. Lisboa é maravilhosa e uma das cidades mais fantásticas da Europa e do mundo. Por isso tem muito turista e isso nem sempre é bom, dependendo do ponto de vista. Lisboa tem História (mais de 3.000 anos), tem cultura, tem beleza, tem muitos e bons restaurantes, tem sol, tem rio e mar e tem essencialmente os seus habitantes hospitaleiros e simpáticos. Para isso você tem que escolher e informar-se. Concerteza que ninguém conhecedor recomendaria a pastelaria Benard para almoçar ou jantar!
Eu por ter sido assaltado e roubado no Rio de Janeiro não deixei de gostar da cidade e da sua natureza, que continuo a considerar uma das mais maravilhosas do mundo.