Portugal: Lisboa - Av. da Liberdade, do Marquês ao Rossio e ao Paço
Do alto do Parque Eduardo VII tem-se um dos cenários mais bonitos de Lisboa, com o Rio Tejo ao fundo. A a longa e larga Avenida da Liberdade, que se estende do Marquês de Pombal até ao Rossio, é talvez a mais elegante, importante e bonita de Lisboa.

Do ponto de vista imobiliário , é o eixo mais valioso onde se encontram os mais caros escritórios de Lisboa, onde também ficam bons hotéis. Estende-se ao longo do coração da cidade, do seu centro urbano, e começa no alto, num belo jardim, e tem árvores centenárias ao longo de suas calçadas. Também nela ficam as lojas da griffes internacionais.

A Avenida da Liberdade é a mais moderna e européia de Lisboa e nenhuma outra na cidade tem suas características: área de lazer (três esplanadas e os largas calçadas), recreativa e cultural (o velho cinema São Jorge e o novo espaço Tivoli), centro empresarial e financeiro (quase todos os bancos cias. De seguros e financeiras de Portugal) e região de comércio e serviços.

Estabelecer-se na Avenida da Liberdade é sinal de prestígio, elegância, bom gosto e dinheiro. Caminhar por suas calçadas, do Parque Eduardo VII (parte alta) e da Praça Marquês de Pombal (a rotatória, ou rotunda que lembra a Praça de Cibeles, em Madri) até o Rossio (arte antiga e baixa) tanto pela manhã quanto à tarde, é um bom programa de iniciação a Lisboa.

Vale a pena atravessar a avenida e conhecer a Praça e a estátua do Marquês de Pombal. E não apenas por ser um belo monumento, mas por sua importância histórica.
O Terremoto que se abateu sobre a cidade, na manhã do dia primeiro de Novembro de 1.755, que hoje teria magnitude 9 na escala de Richter, seguido de um maremoto (ou tsunami, como definem hoje) e ainda por inúmeros e descontrolados incêndios, devastou a cidade.

Sebastião José de Carvalho e Melo , mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (nascido em Lisboa em 1.699, faleceu em Leiria em 1.782) foi um nobre e estadista português que sobreviveu ao terremoto, mas não se impressionou, tendo imediatamente liderado e comandado a reconstrução da cidade, tendo ficado definitivamente registrada na história do país a sua atuação exemplar e sua famosa frase: "E agora? Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos", e menos de um ano depois já estava reconstruída.

Como primeiro-ministro do Rei D. José I (1750-1777) foi uma das figuras mais controversas e carismáticas da história portuguesa, mas sua administração ficou marcada pela reconstrução da cidade após o Terremoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitetônico da cidade.

Terreiro do Paço - Porta marítima da cidade
Continuando a descer da Avenida da Liberdade até ao Rossio, prosseguindo, já na “Baixa” , pela Rua Augusta, em direção ao Rio Tejo, você chegará ao que se poderia chamar de “ marco zero” ou “sala de visitas de Lisboa”, o Terreiro do Paço, como hoje é conhecida a Praça do Comércio.
Históricamente, a importância do lugar fica por conta das naus que ali chegavam com os carregamentos de especiarias nas rotas da epopéia marítima da época dos descobrimentos, já que o Tejo era rota comercial por excelência. Por ali passavam reis e rainhas e cidadãos do mundo.

Arquitetônicamente, o Terreiro do Paço é interessante por conta do arco triunfal que é a porta de entrada da Rua Augusta e pelos arcos laterais sobre as calçadas abobodadas que fazem parte do conjunto arquitetônico da praça. O arco foi projetado no tempo do Marquês de Pombal mas só em 1.843 foi iniciado o concurso para o seu projeto arquitetônico e sua construção.

Nas últimas décadas ocorreu queda progressiva da importância do Terreiro do Paço, que já serviu de cenário a comícios desde a Primeira República até ao período pós-25 de Abril, passando pela fase mais próspera do Estado Novo.



Reader Comments (9)
Essa primeira foto me remeteu à uma recordação de criança. Meus pais, portugueses, tinham um foto de Lisboa em casa com esse lugar. Eu sempre via o lugar e eles falavam muito de Portugal, lógico. Meu sonho era conhecer esse lugar. Qdo eu finalmente conheci, foi uma grande realização. Por um instante, ao revê-lo, através de sua foto, tive ótimas recordações. Valeu.
" Portugal até parece com a Europa nessas fotos". Uma vez encontrei uns portugueses na Ásia que se referiam a tudo fora da Península Iberica como Europa, como se portugal fosse outro continente...
Aproveito para desejar uma ótima viagem e sucesso!Animal Kingdom de verdade!
Estaremos no aguardo.
Pena que não posso ir na mala, estou pesando mais de 20Kg...
E ainda na categoria nomes-que-se-perderam-na-travessia: na Vila Olímpia, em São Paulo, existe uma Rua do Rocio. Se não bastasse a grafia com "c", a pronuncia paulistana é "Rócio"!
Quanto aos safaris, é outro sonho meu, mas ainda está em algum ponto de médio prazo na minha lista de viagens. Se vir um hipopótamo por lá, posso pedir uma foto dele? (risos)
Emília, é muito bom quando despertamos boas vontades e lembranças. Pode deixar que vou fotografar TUDO e colocar no Flickr e disponibilizá-lo no blog. Se eu tiver a sorte de encontrar um hipopótamo..
se preocupe com mosquitos, vai dar tudo certo.
Ah!Faça um brinde a comunidade e tire uma foto!