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Monumento aos Pracinhas - Rio de Janeiro

Posted on Mai 14, 2007 at 20:55 by Registered CommenterArnaldo Interata | Comments10 Comments

Monumento%20aos%20Pracinhas%20000.jpgO aterro da orla da baía de Guanabara - entre o Aeroporto Santos Dumont e a enseada de Botafogo - e a urbanização do parque do Flamengo datam da década de 1950 (o parque é projetado de 1954 a 1959), com as obras iniciadas apenas em 1961, no Rio de Janeiro.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20001.jpgOs projetos urbanístico e arquitetônico que definem o aterro e sua ocupação são de responsabilidade do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 - 1964) do Departamento de Urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro. O projeto paisagístico é de autoria de Roberto Burle Marx (1909 - 1994) .

Monumento%20aos%20Pracinhas%20002.jpgO parque, que tem 7 quilômetros de extensão e 1.301.306 metros quadrados, inclui jardins para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ (1954) e para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (1956), além de incorporar a já existente praça Salgado Filho, em frente ao Aeroporto Santos Dumont.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20003.jpgA ampla área ajardinada integra o centro à zona sul da cidade por vias expressas, compreendendo ainda uma praia artificial de 1.500 metros de extensão, uma pista de aeromodelismo, quadras esportivas, campos de futebol, playgrounds e tanque para nautimodelismo.

Monumento aos Pracinhas

Monumento%20aos%20Pracinhas%20004.jpgO Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, localiza-se no Aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20005.jpgO monumento foi projetado pelos arquitetos Marcos Konder Neto e Hélio Ribas, vencedores de um concurso nacional, tendo sido inaugurado em 1960.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20006.jpgAbriga e homenageia os restos mortais dos soldados brasileiros que haviam sido depositados no Cemitério de Pistóia, na Itália, à época do conflito.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20007.jpgA plataforma elevada, que se eleva a 31 metros de altura, empregou, pela primeira vez no país, o concreto aparente.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20008.jpgO conjunto é integrado por três obras: uma escultura em metal, de autoria de Júlio Catelli Filho, homenageando a Força Aérea Brasileira (FAB); uma escultura em granito, de autoria de Alfredo Ceschiatti, homenageando os pracinhas das três Armas; um painel de azulejos, de autoria de Anísio Medeiros, homenageando os mortos (civis e militares), no mar, datado de 1959.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20009.jpgAlfredo Ceschiatti viajou para a Europa nos anos 30. De volta ao Brasil, no Rio de Janeiro freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes a partir de 1940. Em 1945 ganhou o prêmio de viagem à Europa na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. De 1946 a 1948, alternou-se entre o Brasil e a Europa. Dedicou-se também ao magistério, lecionando escultura e desenho na Universidade de Brasília.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20010.jpgSuas esculturas destacam-se na paisagem de Brasília (no Palácio dos Arcos, na Praça dos Três Poderes e na Catedral) e do Rio de Janeiro (Monumento aos Mortos da Segunda Guerra). Em 1989, a seu respeito escreveu Walmir Ayala em texto ainda inédito: "A obra de Ceschiatti tem endereço público permanente, e corresponde ao rigor e funcionalidade de estruturas arquitetônicas definidas. Reflete exatamente a funcionalidade democrática e comunitária, que a arte anseia por concretizar." Integra os acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte de Belo Horizonte.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20011.jpgO Monumento, que é mais conhecido como Monumento dos Pracinhas, foi projetado por Hélio Ribas Marinho e Marcos Konder Neto. O complexo artístico arquitetônico, está perfeitamente inserido no Aterro do Flamengo, sendo seu elemento vertical o foco do final da Avenida Rio Branco, como pode ser visto na foto do Obelisco da Avenida Rio Branco .

Monumento%20aos%20Pracinhas%20013.jpgO Monumento é guardado por um revezamento das três forças armadas: Exército; Marinha e Aeronáutica; nele estão os restos mortais dos Expedicionários Brasileiros que lutaram e tombaram na Segunda Guerra Mundial, que foram trazidos do Cemitério de Pistóia, na Itália, em 1960. O Monumento foi construído entre 1957 e 1960, em Estilo Moderno e é cercado por jardins de Burl Marx. Além de cerimônias militares ele é palco também de diversas celebrações populares, como foram as Missas rezadas pelo Papa João Paulo II em suas duas vindas à cidade, em 1982 e 1998.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20015.jpgO monumento é o mais conhecido projeto de Marcos Konder, o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, foi erguido no Rio de Janeiro, no Aterro da Glória – local mais conhecido como Aterro do Flamengo. Seus arquitetos foram Marcos Konder Neto e Hélio Ribas Marinho; Alfredo Ceschiatti, o escultor; as pinturas são de Anísio Medeiros e o painel metálico, de Júlio Cateef Filho. O monumento cobre uma área de 6.850 metros quadrados e desenvolve-se em três planos: subsolo, patamar e plataforma, além de uma ampla escadaria.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20014.jpgO subsolo, a que se chega por uma escadaria em mármore perlado lustrado, compreende: antecâmara, câmara, dependência para a administração e acomodações para a guarda permanente, a qual é alternada pelas três Forças Armadas. A câmara fúnebre contém 468 jazigos de mármore preto nacional com tampas de mármore de Carrara, onde encontram-se gravados, nome, graduação ou posto, unidade, data de nascimento e morte. Quinze jazigos não possuem nomes gravados porque se referem a desaparecidos e a mortos não identificados: “Aqui jaz um herói da FEB – Deus sabe o nome.” À esquerda, na parede, estão gravados os nomes dos 800 homens das Marinhas de Guerra e Mercante, dos militares do Exército mortos nos torpedeamentos e dos combatentes não identificados.

Monumento%20aos%20Pracinhas%20016.jpgO patamar compreende a instalação de um pequeno museu, jardim interior e entrada do subsolo. O museu possui mostruários de objetos ligados às operações de guerra de nossos veteranos que lutaram na Itália. O jardim interior mostra o roteiro da FEB. A entrada do subsolo apresenta painéis que representam, em cerâmica, aspectos representativos da vida e da luta no mar, e tem, no sopé, os nomes dos navios brasileiros torpedeados. Aterro.jpg

um pequeno museu, jardim interior e entrada do subsolo. O museu possui mostruários de objetos ligados às operações de guerra de nossos veteranos que lutaram na Itália. O jardim interior mostra o roteiro da FEB. A entrada do subsolo apresenta painéis que representam, em cerâmica, aspectos representativos da vida e da luta no mar, e tem, no sopé, os nomes dos navios brasileiros torpedeados.

 

À plataforma, situada a 3,50 metros do solo, chega-se por uma escadaria monumental, com 26 degraus, em granito preto. Nela está o pórtico de 31 metros de altura, constituído por dois “pilones”, em cuja base se encontra o túmulo do soldado desconhecido. Lá estão também o painel metálico cujo abstrato evoca a ação aérea, a pirâmide triface com as inscrições e o grupo escultórico, da autoria de Alfredo Ceschiatti, representando, irmanados, soldados das três Forças Armadas. Concluído em 24 de junho de 1960, para ele foram transladados naquele mesmo ano, os restos mortais de nossos pracinhas, vindos em urnas funerárias, do Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, Itália.

É fácil de se chegar por ele de carro, com um estacionamento bem ao lado do monumento. Vale uma visita num sábado ou domingo de manhã!

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Reader Comments (10)

Arnaldo, para virar referência internacional, so falta fazer uma versão em Ingles, realmente é outro ponto bonito do Rio, que poucos conhecem. Parabens,
Quinta-feira, Maio 17, 2007 at 19:34 | Unregistered CommenterErnesto
Puxa,obrigado,Ernesto. Você SEMPRE presente acompanhando e prestigiando, além de incentivar! Obrigado. Eu quero ver se faço mais algumaspequenas matérias sobre alguns pontos do Rio de Janeiro.
Quinta-feira, Maio 17, 2007 at 19:58 | Unregistered CommenterArnaldo
Vontade....muita vontade! O Rio me fascina, e você contribui com essa fascinação, descrevendo com tão ricos detalhes. Parabéns Arnaldo, não para...não para.
Sexta-feira, Maio 18, 2007 at 08:59 | Unregistered CommenterAlexandra
Legal, Arnaldo. Esse é um local pouquíssimo conhecido por turistas e cariocas. Como moro no Flamengo, costumo pedalar por ali quase todos os dias e essa beleza me parece muito corriqueira. Mas vale à pena ser conhecida. Ainda mais com as suas informações. Visitei o Monumento algumas coisas e já havia me esquecido daquele painel com ares de anos 60. O museu com os objetos usados pelos pracinhas é muito interessante. Me deu até vontade de conhecer o lugar mais uma vez.
gd ab
Quarta-feira, Junho 6, 2007 at 15:04 | Unregistered CommenterJULIO CESAR CORREA
Olá, sou estudante de Arquitetura e estou fazendo um trabalho sobre o Grande Arquiteto AFFONSO EDUARDO REIDY e como sou Militar da Aeronautica, resolvi fazer o Monumento Aos Pracinhas. será que eu teria como ter acesso as plantas do monumento...
Obrigado.

Segunda-feira, Outubro 22, 2007 at 15:40 | Unregistered CommenterJorge Gomes

Arnaldo, o Monumento aos Pracinhas além de me impressionar como arquitetura e história, e sua importante tarefa de "guardar" nossos pracinhas, tabmém faz parte dele um livro escrito por um tio meu Gen. Nelson Rodrigues de Carvalho cujo titulo não me lembro pois ele faleceu eu era ainda pequena, mas lembro de seu livro fazendo parte desse pedaço de nossa história, dentro do monumento. se possível gostaria de saber o nome desse livro para que eu possa pesquisar mais. obrigada.

Segunda-feira, Junho 2, 2008 at 13:33 | Unregistered Commentermaristela

MARISTELA, sugiro procurar na Biblioteca do Exército Editora, porque eu fiz uma busca na Internet e nada encontrei.

Segunda-feira, Junho 2, 2008 at 21:48 | Registered CommenterArnaldo Interata

sou estudante de arquitetura e tive que fazer uma maquete desse monumento..olha, muito trabalhoso, muitro mesmo!
mas mesmo assim foi um trabalho interessante pois pude conhecer melhor esse monumento que na minha opinião é muito bonito.

Terça-feira, Junho 3, 2008 at 20:55 | Unregistered CommenterRoberta

RIO COMO PODE EXISTI UM LUGAR TÃO EXPLENDOROSO RICO E NÃO EXIGE NADA EM TROCA SÓ NATUREZA!!PÓ PORQUE ESTÃO DESTRUINDO O RIO GALERA!!????? VISTO DE CIMA É MARAVILHOSO MAIS ABAIXO A GALERA ESTA ACABANDO COM ESSA NATUREZA! MAIS ASSIM MESMO TUDO RESISTE!! BARABÉNS ¨¨DEUS¨¨ POR NOS DÁ UMA CIDADE TÃO CHEIO DE VIDA E LUZ! ESTOU ABERTO A COMENTARIOS SE QUIZEREM, AQUI SEGUE:tayronec@hotmail.com abraço à todos! e vamos deixar esta cidade brilhar!

Quarta-feira, Junho 25, 2008 at 21:20 | Unregistered Commentertayrone chagas

QUASE ESQUECENDO parabéns grande Arnaldo! suas fotos são EMOCIONANTESS como dizem INCOMPARABLE!! SUCESSO

Quarta-feira, Junho 25, 2008 at 21:58 | Unregistered Commentertayrone chagas

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