Washington, DC: Korean War Veterans Memorial
A Guerra da Coréia aconteceu entre 25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953, opondo a Coréia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos e o Reino Unido, à Coreia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética.

O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coréia em dois países, que perdura até hoje. Em 1950, cinco anos e meio depois de derrotar a Alemanha nazi, os Estados Unidos e a União Soviética, ex-aliados, entraram em conflito pelo controle da Coréia, uma nova zona de influência comercial e territorial, arriscando provocar uma terceira guerra mundial.
Determinados a promover e proteger as democracias no mundo os Estados Unidos mandaram tropas do Japão para juntarem-se aos militares americanos que já estavam na Coréia do Sul, que lá permaneciam sob a direção da ONU. O que aparentava ser uma curta campanha contra a invasão de um país comunista a um país democrático, acabou transformando-se numa guerra prolongada localizada na fronteira entre os dois países.
Por três anos a guerra se manteve, até que em 1953 negociou-se a paz e estabeleceu-se uma nova fronteira próximaà original. Um milhão e meio de norte-americanos, entre homens e mulheres, serviram como militares, enfermeiras e burocratas, alguns tendo se notabilizado por atos extremos de heroísmo, dos quais 131 receberam a Medalha de Honra do Congresso, o maior tributo do país aos seus combatentes.
Um lugar para refletir
Visto de cima o memorial é um círculo com a interseção de um triângulo. Os visitantes aproximam-se do memorial vindo de um cenário que rerpesenta um campo de batalha com soldados caminhando por ele.
Um grupo de 19 estátuas de soldados, em tamanho natural, executadas em aço inox, criadas e executadas pelo escultor e veterano da Segunda Guerra Mundial, Frank Gaylord, dá a idéia de um esquadrão em formação de campanha que tenta evocar uma cena nos campos de batalha da Coréia.
Faixas de granito polido esculpidas e arvoredos típicos da mata coreana completam este cenário. Os soldados estão cobertos por ponchos, relembrando o severo e húmido clima na época. Esta patrulha simbólica é representada por homens de diversas etinias e das diferentes forças armadas norte-americanas - Exército, Marines e Marinha.
Num dos lados um meio-fio de granito preto polido recebeu a inscrição dos 22 países que integravam a Organização das Nações Unidas que mandaram tropas dando suporte à defesa da Coréia do Norte.
No lado direito há uma belíssima parede monolítica de granito preto com um tipo de gravação belíssima, como se fosse impressa na pedr apolida, muito superficialmente, com a rerepsentação de diversas faces e figuras de militares e civis que deram sua importante contribuição individual e coletiva de suporte aos que iam para o front.
Ao final do memorial fica um lago denomidado Pool of Remembrance , circundado por árvores e bancos, como um jardim, que dão ao espelho d’água um ambiente de paz e reflexão, justamente defronte a um monolito negro com a inscrição Freedom Is Not Free e circundado por um meio-fio de mármore com a inscrição do número de pessoas desaparecidas, mortas e presas durante todo o conflito.
Em outubro de 1986 o Congresso autorizou a construção do memorial, executado sob a supervisão dos veteranos da Guerra da Coréia e aprovada pelo Presidente Ronald Reagan e Louis Nelson tendo sido nomeado o escultor das faces da parede de granito preto.

Em julho de 1995, no 42o. aniversário do armistício que terminou com a Guerra da Coréia o Presidente Bill Clinton e o Presidente Kim Young Sam, da Repúblida da Coréia, estiveram presentes inaugurando o memorial.
O memorial fica bem defronte ao Lincloln Memorial e ao lado do Vietnam Veterans Memorial e fica aberto à visitação diariamente. Uma lojinha no subsolo do Lincoln Memorial vende livros e informações mais profundas sobre o Memorial e a Guerra da Coréia.
Como todos os memoriais de DC, o The Korean War Veterans Memorial é administrado pelo National Park System e integra os mais de 370 parques norte-americanos que são uma herança cultural do país.
Mapa dos Monumentos do National Mall
http://home.nps.gov/applications/parks/kowa/ppMaps/map_final2.pdf



Reader Comments (2)
Mas eles poderiam parar de fazer guerra, né??
Abs!
Já pensou, Marcio, se os comunistas tivessem dominado o mundo (além da Coréia), invadindo-0 ao seu bel prazer, sem a defesa norte-americana/
Já chegou a ocorrer, Marcio, que o Iraque invadiu agresivamente o Kuwait e foram os norte-americanos que os expulsaram de lá?
Bem, TUDO tem os dois lados e é claro que os amiricanos não são santinhos, mas também não são diabos!
GRANDE abraço e manda ver nas suas belas fotos e ótimas matérias da Europa!