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Chegada a Dubai, primeiro impacto e A Síndrome do Jet lag ao contrário

Posted on Ago 14, 2007 at 10:06 by Registered CommenterArnaldo Interata | Comments66 Comments

 دبي Dubai Dawlat al Imarat al Arabiyya al Muttahidah

(Emirados Árabes Unidos) 

DUBAI, Capítulo 1 – A chegada - A Síndrome do Jet lag ao contrário

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O aeroporto de Dubai: emiresco!

Acordamos tarde em Milão, já que nosso vôo para Dubai seria às 21:30 horas.  Milão ficou como uma escala técnica de descompressão antes de irmos pra Dubai. Optamos por não ir diretamente do Rio pra Milão e depois de 11 horas de vôo ainda permanecermos por mais 12 horas no Aeroporto de Malpensa até a hora do vôo pra Dubai. Ficamos aquele dia em Milão, onde passamos a noite.  No dia seguinte, só à tarde iríamos pra Dubai. Isso ajuda muito em viagens com grandes diferenças de fusos horários. Reduz bastante o cansaço e os efeitos do Jet lag, já que a diferença do Brasil para a Itália é de + 5 horas e da Itália para os Emirados Árabes Unidos, apenas + 2 horas.

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Alitalia pousando em Dubai

Sair de Milão pra Dubai num vôo noturno de 6 horas de duração e com uma diferença de fuso de apenas duas horas é extremamente mais adequado, confortável e saudável do que enfrentar uma maratona direta do Brasil à Itália e da Itália a Dubai.

A Síndrome do Jet lag ao contrário Psychotic.       

Uma ansiedade desmesurada. É algo que sempre acontece comigo assim que desembarco numa cidade. Tudo o que quero é ansiosamente fazer o check-in, desarrumar as malas, tomar conta do meu espaço e respeitar minha vontade incontrolável de sair à rua.

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Uma necessidade ansiosa, emocional, eu sei, mas creio que tem um pouco de racionalidade também, um sentido meio lógico de que se fui até ali pra conhecer o lugar, por que desperdiçar tempo com outra coisa que não seja, essencialmente, conhecê-la e dominá-la de fato?

O meu “Jet lag ao contrário”  (eu o chamo assim porque, ao contrário do outro, este me impulsiona!)  é algo que me confere a necessidade urgente de sair à rua e constatar o mais rapidamente possível tudo o que li, planejei e pesquisei meses antes. É como se eu precisasse logo conferir se o desenho dos mapas e os textos dos guias correspondem mesmo  à realidade.   A “Síndrome do Jet lag ao contrário” em vez de apagar, acende!

Neste caso, fico doido pra falar um as’salâmu a’alaykum  (a paz esteja com você) e ouvir um wa’alaykum as’salâm (a paz esteja contigo também). Pronto, aí me sinto em casa!  Nada como ouvir os sons locais, sentir os cheiros e esbarrar em pessoas nas ruas pra me sentir em viagem.    

Ela invariavelmente me ataca sempre que chego a um destino e talvez por conta dela jamais tenha sentido tão negativamente os efeitos do Jet lag. Faz parte dos sintomas dessa síndrome a vontade de ver e ouvir, até de trocar duas palavrinhas que sejam com o povo local e me misturar a ele.

Depois de algum tempo seus efeitos vão se desfazendo, na mesma medida em que minhas sensações vão sendo atendidas. A partir daí me sinto turista de fato.  Antes disso, tenho necessidade de parecer um local.

No momento inicial do primeiríssimo contato a ansiedade acelera o coração, despeja adrenalina, endorfina (e creio que outros hormônios que desconheço) e me provoca a avidez desmesurada pelo desejo da descoberta.

Eu não fui pra Dubai esperando encontrar tapetes voadores, lâmpadas mágicas e gênios com três pedidos. Ainda que sendo um país árabe, longe de achar que encontraria o país das "Mil e Uma Noites" nos Emirados.  Portanto, estava preparado para que meu primeiro impacto com Dubai fosse mesmo a imponência modernosa, até mesmo pelo apelido que os marqueteiros deram à cidade - "Manhattan do Oriente" - o que já definia bem qual seria o verdadeiro "clima" por lá.

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Quer assistir a uma corrida de camelos ou de cavalos? Em Dubai, você decide!

Eu também sabia que aquela  faixa de deserto fora radicalmente transformada, num curto espaço de tempo, em o que há de mais moderno e dinâmico no mundo capitalista, mesmo que adaptado aos "ares" ocidentais, um lugar em que outrora, até a década de 60, só havia dunas, camelos, pescadores de pérolas e poços de petróleo, mas que atualmente é o maior canteiro de obras do mundo, com crescimento superior a Xangai e cerca de 200 prédios comerciais de porte emiresco  em construção simultaneamente!

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Logo ali, no deserto, camelos circulam pela estrada

Mas o primeiro impacto também não foi aquele que eu havia imaginado ainda no Brasil: o alto contraste entre as areias de tom amarelo escuro (e que ficam logo ali atrás do aeroporto) com a fileira de prédios monumentais moderníssimos e também com o mar azul turqueza do Golfo pérsico, tudo isso numa estreita faixa entre o deserto e o mar. Na verdade, esse impacto é mais amplo: o contraste entre o moderníssimo e o tradicionalíssimo é absurdo.

Pegue um pouquinho de Cingapura, de Las Vegas, de Ibiza, de Orlando, de Marrakech, de Chicago, bote umas pitadas de ocidente em uma personalidade oriental e você conseguirá imaginar o que é Dubai.

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Avião da Emirates em seu terminal no Aeroporto de Dubai

Não foi mesmo. Claro que constatei que a areia ocre é onipresente nos Emirados Árabes Unidos, mas o primeiro impacto foi mesmo o aeroporto! O aeroporto de Dubai é, digamos....emiresco!  Não é fácil encontrar um adjetivo para definir a superlatividade de Dubai. Daqui por diante, o adjetivo "emiresco" servirá para definir a magnitude de tudo o que eu achar que é assim tão especialmente superlativo que não encontra similaridade em qualquer outro lugar do planeta.

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O espetacular e inacreditável `free shop´ do aeroporto de Dubai. Emiresco!

O segundo lugar, no quesito "impacto",  também não foi o tal contraste deserto-mar-construções gigantescas, mas o calor!  É claro que eu sabia que o "astro rei" é onipresente e responsável pela temperatura elevada e pela alta radiação de raios UV. Aliás, aqui no deserto, chamar o astro rei de "sol" é subestimar sua potência. Que intensidade de luz, que brilho tem essa estrela que aqui parece ser mais do que de quinta grandeza.  Dalí em diante, portanto, o sol e o calor seriam tão onipresentes tanto quanto as areias de cor ocre e aquele céu azul azulino.

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Canteiro de obras inacreditavelmente grandioso, luxuoso

O próprio aeroporto de Dubai, que como tudo mais aqui é superlativo, é moderníssimo, grandiosíssimo, completíssimo, arrumadíssimo, belíssimo, limpíssimo, organizadíssimo, movimentadíssimo....

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O deserto está logo ali, e é um dos destaques turísticos em Dubai

Impossível para qualquer cidadão do terceiro mundo, por mais viajado que seja, não deixar-se arrebatar pela arquitetura descaradamente monumental e desmesuradamente arrojada e moderna de toda Dubai. O aeroporto de Dubai é o 13° mais movimentado do mundo e isso, para os padrões do mundo árabe, é inquestionavelmente um assombro.

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A riqueza está em tudo, inclusive no fantástico ´free shop´ do Aeroporto de Dubai

De fato, tudo o que veríamos dali por diante seria basicamente o mesmo contraste: as construções faraônicas, as gigantescas ilhas artificias, o prédio mais alto do mundo, os maiores shoppings do mundo, os prédios mais arrojados do mundo, e a onipresente areia do deserto e o mar. Em 2006 o aeroporto movimentou 28,7 milhões de passageiros e espera movimentar 33 millhões no ano de 2007.

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Superlativo em tudo: o Aeroporto de Dubai, além de enorme é luxuoso, limpíssimo, moderníssimo

O DXB, Dubai International Airport, será complementado pelo Dubai World Central International Airport, um novo aeroporto com nada mais, nada menos, do que 140 km², o que deverá ser o maior aeroporto do mundo em área, pois Dubai espera um crescimento futuro compatível com o tamanho do novo aeroporto.

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Ainda que enorme, já está em ampliação o Aeroporto de Dubai

O atual aeroporto foi concebido em 1959, quando o Sheikh Rashid bin Saeed Al Maktoum determinou sua construção, tendo sido inaugurado em 1960 com aviões DC-3 pousando pela primeira vez nas suas pistas, usado por nove cias. aéreas.

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Chegue cedo e aproveite o Aeroporto de Dubai, uma atração a mais

O atual aeroporto é o principal hub da Emirates, a cia. aérea nacional, e consiste em dois terminais separados fisicamente, conectados entre si por ônibus regulares a cada 30 minutos. Um terceiro terminal, exclusivo da Emirates, está sendo contrruído e será inaugurado já no final de 2007, com pistas e circulação para aviões do porte gigantesco dos Airbus A380. Aliás, a emiresca Emirates é uma empresa de US$ 12 bilhões, que cresce 25% ao ano e que investiu emirescos 50 bilhões de dólares entre aviões e crescimento.

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A Emirates investiu bilhões em novos aviões

Também estão em andamento obras para levar a linha verde do Metrô de Dubai ao aeroporto, que terá duas estações no complexo, uma que ficará no Terminal 1 e outra no Terminal 3, mas tal obra deverá ficar pronta só em 2010.

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Luxo e classe, sinônimos de Emirates Airlines

Mais de 80 cias. aéreas operam no Dubai International Airport para mais de 130 destinos, o que faz dele um dos mais movimentados do mundo.

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As instalações do Aeroporto de Dubai são impecáveis. Primeiro impacto ao se chegar ao país

Dubai International Airport

(clique aqui embaixo e veja um ótimo filme do aeroporto e depois volte

http://www.youtube.com/watch?v=IuedCaar0ds&mode=related&search=

 

Paralelos 

Sou um daqueles caras que têm absoluta convicção de que quanto mais velhos ficamos, mais seletivos, críticos e exigentes nos tornamos.  Mas nessa mesma proporção, paralelamente nos tornamos menos preconceituosos, mais complacentes e receptivos com tudo.  

O mesmo acontece em viagens.  Quanto mais experiente o viajante, mais cético e menos facilmente impressionável ele se torna. Isso é absolutamente natural, decorrente dessa seletividade. Mas também paralelamente, e  em igual proporção, torna-se mais receptivo, em decorrência da redução do preconceito.

Como felizmente não fujo às regras inexoráveis da existência humana, eu me tornei um exigente, mas não um daqueles chatos que não gostam de nada, tampouco um inexperiente deslumbrado que gosta de qualquer coisa.  Não me impressiono mais tão facilmente com o que vejo, ainda que venha sendo razoavelmente recompensado e correspondido na sastisfação.

Todavia, Dubai chocou-me favoravelmente desde o primeiro momento, neste primeiríssimo contato sob um sol e um calor escaldantes, apesar de tudo o que li, vi e ouvi a respeito desta cidade que é a “bola da vez” do turismo de luxo mundial.  Talvez os contrastes sejam tão fortes para aquilo que se espera de uma cidade ou país do mundo árabe e o que se imagina de mais arrojado e moderno do mundo ocidental.

É fabuloso o impacto da percepção do que o dinheiro,  o poder, a inteligência e o talento podem fazer,  transformando em 30 anos um lugarejo inexpressivo em algo tão magnífico que beira a ficção científica. E, melhor, com tantos benefícios sociais. Em Dubai a escala e o volume de tudo o que foi e está sendo construído pelo homem excedem a qualquer expectativa e chocam até o mais experiente e cético viajante. Dubai já não é mais o protótipo do que será o futuro, mas seu esqueleto, furando o céu e se extendendo ao mar.

Dubai é o melhor exemplo de como um país árabe pode ser diferente, estável, amigável e orientado aos negócios e ao desenvolvimento, uma economia que cresce 16% ao ano e recebe 15 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros.

O petróleo de Dubai está no fim e suas reservas são as menores de todos os Emirados Árabes Unidos e seus sheiks decidiram que o país teria que apostar no mercado imobiliário internacional, no turismo de luxo, com séria ênfase nos resorts,  e na atração de empresas internacionais para fazerem suas bases orientais no país, o que resultou num expressivo espetáculo de crescimento ou, se preferirem, num espetacular crescimento.

Nos próximos dez anos, numa área de 259 quilômetros quadrados vizinha à Cidade de Dubai, um empreendimento denominado Dubailand terá exatamente o dobro da área atual da cidade, que já teve um crescimento que triplicou seu tamanho em 20 anos.  De acordo com o que está previsto, em Dubailand estarão diversos empreendimentos temáticos como Aviation World, Astrolab Resort, Space & Science World, Extreme Sports World,  Plantation Equestrian & Polo Club, Dubai Autodrome, Pet Land, Safari Park, Dubai Outlet City, Teen World, Virtual Games World e o City of Arabia.

O caso de amor entre Dubai e o turismo internacional cresce de maneira inexorável e na mesma proporção da silhueta da cidade com seus magníficos e estonteantes arranha-céus na orla do mar do Golfo Pérsico. Hotéis de categoria, luxo, preços e arquitetura arrebatadores, shoppings gigantescos e em número de enrubescer qualquer grande capital norte-americana ao longo da costa, Dubai é como uma miragem.        

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O arrojadíssimo e emiresco Burj al Arab, luxuosíssimo, caríssimo. Lindíssimo por fora, cafona por dentro

Tido como o primeiro hotel categoria "sete estrelas" do mundo, o que por si só já define o exageiro, já que nem seis estrrelas existem na classificação hoteleira, o Burj al Arab (burj significa "torre") é o maior exemplo da opulência emiresca. O saguão tem uma fonte que jorra água ao som de uma sinfonia de Tchaikovsky, em cujo lago foram postos peixes que não fariam feio em nenhum aquário do primeiro mundo, isso sem falar das suítes cujos preços das diárias começam em mil dólares por noite, com uma decoração tão opulenta que dizem que a quantidade de ouro emrpegada na sua ostentosa e cafona decoração daria pra cobrir um campo de futebol com aquelas finas folhas de nobre metal. Há, os hóspedes ao se registrarem recebem um cardápio de travesseiros com 12 páginas! E quem quiser conhecê-lo sem hospedar-se terá que pagar 100 dólares por pessoa pra fazer um tour!

Burj Dubai (clique nos links para ver um vídeo institucional e uma animação)

http://www.alineah.com/resultvideo.asp?vname=burjdubai.wmv&l=Burj

http://www.youtube.com/watch?v=w8isV3ZqpmI&mode=related&search=

Já é possível vermos, por exemplo, o final da construção do Burj Dubai, aquele que será o maior prédio do mundo quando estiver pronto, em em 2008. Só nas fundações do gigante foram gastos 12 meses de trabalho para construir uma estrutura subterrânea composta por 195 vigas executadas com 110 toneladas de concreto, a 50 metros de profundidade. Todavia, o número certo de andares e sua altura total é mantida em segredo. Especula-se que ele vá ter 700 metros de altura e um número de andares em torno dos 123, mas poderá ter mais, e as apostas chegam mesmo até os 150 andares.

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O espetacular crescimento de Dubai pode ser visto nessas duas fotos: em 1995 e...

O Burj Dubai, todavia, já pode ser considerado oficialmente o prédio mais alto do mundo, pois acaba de atingir amarca de 512 metros de altura e 141 andares, ultrapassando em 4  metros o arranha-céu Taipei 101,de Taiwan. Existe uma disputa não declarada e muito segredo: o Burj Dubai poderá ter 600 metros de  altura!

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...e 15 anos depois (!!), visto do mesmo ângulo

Nas duas fotos acima, a Sheikh Zayed Road, ou شارع الشيخ زايد, é uma estrada-avenida principal de Dubai, que corre paralela ao mar, mas não junto a ele, e vai do Trade Centre Roundabout até o Emirado de Abu Dhabi, na área de Jebel Ali.  A estrada-avenida, chamada pelos locais de Trade Centre Road, foi construída na década de 90 e de lá para cá teve um crescimento “emiresco” ao seu redor, com prédios gigantescos e tráfego intenso. Ela tem o nome do presidente dos emirados, Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahayan.   

O primeiro trecho da avenida, entre o Trade Centre Roundabout e a Interchange 2 é exatamente onde estão os fabulosos arranha-céus de Dubai, incluindo-se entre eles o gigantesco Burj Dubai, em contrução, e as Emirates Towers. A highway também conecta outros pontos de desenvolvimento em Dubai, como o Palm Jumeirah.  No futuro a linha vermelha do metrô de Dubai terá boa parte passando paralelamente a esta avenida.

Os prédios mais altos do mundo, hoje, além desses dois,  as Petronas Towers, em Kuala Lumpur, Malásia, com 452 m, as Sears Tower de Chicago, com 442 m, o Jin Mao Building, em Xangai, com 421 m e o Empire State Building, em Nova York, com 381m.  A  CN Tower, em Toronto, Canadá, com 558 metros de altura, não entra do ranking porque é uma estrutura auto-sustentada, está na categoria, “torre”  mais alta do mundo.

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O maior canteiro de obras do mundo

Não vá a Dubai se você espera encontrar aquela pequena aldeia de pescadores de pérolas que originou a modernísima cidade atual, cuja família dos Al-Maktoum foi a principal promotora do que Dubai é hoje: uma das cidades mais modernas do mundo com um das maiores rendas por cidadão e taxas de crescimento do planeta. Ao contrário dos demais países do golfo pérsico, a economia de Dubai não se baseia primordialmente na exploração do petróleo , ao contrário, apenas 7% da renda do emirado é obtida dessa fonte.

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Cow Parade? Não, alí houve a Camel Parade!

A maior parte dos recursos provêm da Zona Franca Jebel Ali, onde se localiza o porto de Dubai, e de empresas multinacionais que gozam de vantajosas isenções comerciais e fiscais. As atividades relacionadas ao turismo também têm aumentado sua participação na economia. Os dados mais atualizados dizem que um terço das gruas utilizadas em contrução de edifícios do mundo estão em Dubai!

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A hospitalidade árabe já é tradicional no mundo, mas em Dubai ela é potencializada, turisticamente falando, por uma infra-estrutura completa e sofisticada e pela segurança, o que ajudou muito a lançar a Cidade-Estado como um destino turístico do qual só se fala dele no mundo.

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Há mais indianos e paquistaneses do que árabes em Dubai

Os Emirados Árabes Unidos são a “bola da vez” não apenas no mundo mas também para os brasileiros: o que era inteiraamente desconhecido da maioria dos brasileiros passou a figurar no noticiário e Dubai e Abu Dhabi transformaram-se numa espécie de “sonho de consumo” de viajantes experientes. Lembrem-se que em 2003 o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nos Emirados Árabes Unidos em visita oficial.

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É possível visitar o interior da Mesquita de Jumeirah

Sightseeing normalmente é a segunda intenção de quem visita Dubai. A primeira,em geral, turisticamente falando, são as compras. Dubai construiu também uma reputação de que é um paraíso de compras.

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Exotismo atraente: praia com turistas e camelos!

Aspectos culturais ficam embaçados pelo boom econômico e pelo turismo de negócios, mas alguns sítios históricos e originais podem e devem ser visitados nos dois lados de Dubai: Bur Dubai e Deira.

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Avenidas moderníssimas e prédios gigantescos e imponentes

Todavia o visitante de Dubai não deve esperar da cidade um lugar turístico no sentido mais tradicional e clássico: há uns poucos museus, sítios históricos e muito pouca arte. Para aqueles que querem encontrar história, arte e cultura, Dubai poderá desapontar.

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Al Fahidi Fort - Dubai Museum

Há um pequeno sítio histórico no bairro de Bastakia - defronte ao mar e perto do Dubai Souk e de Diwan - cuidadosamente restaurado e mantido, relembrando o pouco da herança cultural de Dubai, não tão antigos quanto se [pode supor imaginando estarmos no mundo árabe, mas do século 19.

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Bastakia - Old Dubai

Seus estreitos caminhos de pedestres são ladeados por construções antigas feitas em coral e com características “torres de vento”, o ar-condicionado da época. Próximo fica o Dubai Museum, no qual é possível ver um pouco de arte islâmica e a reprodução de uma escola do islamismo e a reprodução de um souk da década de 50 com a representação do tradicional artesanato.

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Bastakia - Old Dubai

Do outro lado de Bastakia, cruzando o Dubai Creek (literalmente “córrego”, mas que na verdade parece um rio) fica o bairro de Deira, onde nos hospedamos, o que seria o equivalente a uma espécie de Centro da Cidade, onde nos hospedamos, perto dos antigos souks e, ainda que não seja o lugar mais turístico do ponto-de-vista do nível dos hotéis (os cinco estrelas, seis e sete ficam na orla), é muito conveniente em termos de comércio e de hospedagem mais econômica. Por falar em “hospedagem econômica”, essa categoria, em Dubai, significa hotéis na faixa dos US$ 250,00!

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Cruzando o Dubai Creek num ´abra´

E cruzar o Dubai Creek nos sus típicos barcos de madeira, denominados abra é, por si, um programa turístico. Você se sentirá um local, porque o povo usa esse meio de transporte popular, como se fosse um ônibus circular. Desse lado da cidade ficam alguns shoppings e os mercados tradiconais árabes que atraem não apenas os locais, mas turistas aos montes. São os souks de especiarias, ouro e tecidos.

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Estação do Abra no Dubai Creek: ônibus circular popular

Todavia, não passa muito daí a “antiga Dubai”, porque na verdade ela jamais foi de fato uma grande cidade, não tendo passado, nos tempos anteriores ao hiper-mega desenvolvimento, de uma simples vila de pescadores e caçadores de pérolas.

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Dubai Souq, na Dubai antiga (Deira)

A Dubai como se apresenta nas revistas, guias e propagandas turísticas fica no lado modernos, a partir da Avenida Sheikh Zayed, uma larga estrada com o maior número de arranha-céus estonteantemente modernos e arrojados e o maior canteiro de obras do planeta, chegando a barrar com várias cabeças à frente, o mega desenvolvimento da China. Essa área de Dubai é um ótimo exemplo de tecnologia arquiteônica e construtiva no mundo. Um prato cheio para o turismo de arquitetura e engenharia.

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Tradição e modernidade, uma das principais atrações turísticas de Dubai

Ali é possível ir ao topo do Emirates Towers para um drink no Vu's Bar e de onde se terá uma vista impressionante não apenas pela altura, mas pela magnitude do canteiro de obras que se avista em 360 graus, da orla do Golfo, com o ícone Burj Al Arab, até o deserto que fica logo ali atrás, passando por prédios impressionantes, como o Dusit Dubai e sua arquitetura inovadora, além do igualmente impressionante Fairmont e do majestoso Shangri-La.

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Burj Dubai

O outro lado interessante da cidade, igualmente moderno, fica ao longo da Jumeirah Beach Road, cujo traçado serpenteia acompanhando o desenho da costa, local onde também ficam o belo empreendimento Jumeirah Beach Park, um complexo com hotéis, shoppings, condomínios e um parque aquático, além da Jumeirah Mosque (a única dos Emirados e uma das únicas do mundo aberta a não muçulmanos e que por isso mesmo vale a visita).

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Dubai é um imenso canteiro de obras. Crescimento a taxas maiores do que as da China

Dubai é um imenso canteiro de obras e por isso mesmo já havia ido que emrpesas de engenharia do Brasil estavam realizando viagens ao Emirado para visitar essas obras gigantescas, executadas segundo o que há de mais modernos em tecnologia construtiva e, por isso mesmo, Dubai se transformou, meio sem ser o objetivo, no destino turístico de arquitetos e engenheiros, um belo lugar moderno para se conehcer as idéias arqutetônicas e arrojadas, porque não dizer “absurdas”, através da simples corrida pelas principais avenidas e a observação detalhada do quanto é interessante, grandioso e arrojado, não apenas sob o aspecto arquitetônico, como também o construtivo. Para ser arrojado e diferente, os edifícios têm que ser cada vez mais diferenciados e arrojados, audaciosos.

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Técnicas construtivas modernas e desenhos arquitetônicos arrojados atraem o "turismo artitetônico"

Os Emirados Árabes Unidos são uma federação de pequenos emirados (Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Qaiwain, Ra’s al-Khaimah e Fujairah) situada na Península Arábica, localizados geograficamente no Golfo Árabe, limitados a leste pelo Irã, ao norte pelo Iraque e a oeste pelo Kuaite, Arábia Saudita, Bahren, Catar e Sultanato de Omã. A Capital, deste emirado não é Dubai, mas Abu Dhabi.

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Dubai Marina: luxo, luxo, luxo!

A topografia e a geografia são mais ou menos assim: o litoral, antes da construção do Dubai Palms e outros projetos, era de aproximadamente 1.318 quilômetros. Os projetos de recuperação de terras ampliaram esta extensão. Topografia: basicamente uma planície costeira de baixa altitude que funde-se com as dunas ondulantes do deserto Rub al-Khali e montanhas escarpadas envolvem a fronteira leste com o Omã.

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O Rub' al-Khālī (em árabe الربع الخالي), onipresente deserto

O Rub' al-Khālī (em árabe الربع الخالي), ou seja, "o quarteirão vazio", é um dos maiores desertos de areia do mundo. Cobre o terço mais meridional da península arábica e apresenta temperaturas que vão desde alguns graus abaixo de zero até 60 graus centígrados ao meio-dia, e dunas mais altas do que a Torre Eiffel, com cerca de 330 metros de altura.

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Os Emirados Árabes Unidos foram formados em 1971, após terem adquirido independência do Reino Unido. Abu Dhabi era um emirado pobre e não desenvolvido, como os outros emirados e sua economia dependia basicamente da pesca e da caça de pérolas, além da agricultura primitiva de subsistência. A vida era simples e difícil até mesmo para a família real. A educação se limitava a ensinar a ler e escrever e aos ensinamentos da religião islâmica. O transporte era o camelo ou o barco. Não havia luz elétrica nos emirados, a não ser a partir da década de 50.

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Madinat Jumeirah com o Burj al Arab ao fundo

A partir do estabelecimento da Federação em 1971, os sete emirados que compõem os E.A.U. formaram uma identidade nacional distinta através da consolidação de seu status federal e agora usufruem de estabilidade política.

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O Sheikh Zayed é o mais jovem dos quatro filhos do Sheikh Sultan Bin Zayed, governador de Abu Dhabi de 1922 a 1922. Quando o Sheikh Zayed nasceu, Abu Dhabi era um emirado pobre e não desenvolvido como os outros emirados. Em 1953, acompanhando seu irmão, Sheikh Zayed fez sua primeira visita a Inglaterra e a França, e ficou impressionado com as escolas e hospitais e com o desenvolvimento naqueles países. Posteriormente decidiu que seu próprio povo tinha que ter o mesmo tipo de beneficias com instalações semelhantes.

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Sheik Ahmad bin Mohammed bin Rashid Maktoum - o Sheik filho

Sua Majestade o Sheikh Rashid bin Saeed Al Maktoum , tem em seu sucessor, Sua Majestade Sheik Maktoum bin Rashid Al Maktoum, continuou este trabalho, fazendo do Dubai a região que mais cresce e recebe investimentos atualmente no mundo.

 

Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum

 محمد بن راشد آلمكتوم

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His Highness Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum - o Sheik Pai

Os nomes árabes obedecem a um padrão que identifica a pessoa e sua sucessão na família: todos os nomes têm o “bin” (que significa “filho de” ou “filha de”), demonstrando quem é seu pai. O “Al” identifica a família a que pertence. Assim, no caso do nome do Sheik, sabemos que Maktoum é seu nome, Rashid o de seu pai e todos da família Maktoum.

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Dubai Mall

Há pouco mais de trinta anos, com a descoberta de petróleo, e quando as rendas da exportação de petróleo proporcionaram a possibilidade de desenvolvimento para o emirado como um todo, Sheikh Zayed era a escolha obvia para a família Al Nahyan, governadores de Abu Dhabi há 250 anos, para enfrentar os desafios que viriam adiante. Um dos princípios da sua filosofia como líder e presidente é que os recursos do país devem ser totalmente usados em beneficio do povo. Hoje, a renda per capita em Dubai é de R$ 64 mil, contra menos de R$ 10 mil no Brasil.

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Deira, ou o downtown Dubai

Quando se pensa em turismo, dificilmente o Oriente Médio é lembrado como uma região adequada e em desenvolvimento. No entanto, os paises do Golfo Pérsico estão investindo maciçamente para se tornarem fortemente competitivos mundialmente em termos de destinos turísticos, tanto na Arábia Saudita, no Bahrain, no Qatar, Omã e Kuwait quanto nos Emirados Árabes Unidos.

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Placa de rua, em Deira (Downtown Dubai)

Além da natureza do deserto e das praias, há parques temáticos, ruínas arqueológicas, shoppings gigantescos de nível internacional, feiras populares, patrimônio histórico, atividades como o mergulho, a pesca, a corrida de camelos e de cavalos, de barcos a vela, esqui na areia, o esqui na neve (sim, indoor, mas há!), passeios em jipes 4X4 no deserto e uma invejável infra-estrutura turística suportando tudo isso.

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Preparada para o turismo: tudo está escrito em inglês e árabe

E, neste particular, Dubai é superlativo também nisso: está em construção o Dubai Mall, o maior shopping center do mundo, o Dubai World Central, o maior e mais moderno aeroporto do mundo (projetado e previsto para um fluxo de passageiros superior a 70 milhões até 2011, o que representa a soma de passageiros do London Heathrow e do Chicago O’Hare, dois dos maiores aeroportos do planeta) tudo para que se consolide de vez o elo entre a Ásia e o Ocidente. Não é por acaso que a Emirates Airlines inaugurará, em outibro de 2007, um vôo direto de São Paulo a Dubai. E o emirado planeja abrir um escritório para o fomento do turismo no país depois que a Emirates inaugurar seu vôo para São Paulo, em outubro.

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Gold Souk

Dubai está no mercado mundial situado como um destino de luxo, o qual associa o exotismo do oriente com a modernidade do ocidente e com a segurança e estabilidade política, transformando, definitivamente, a região desértica num oásis moderno e geograficamente bem situado em relação à Europa e Ásia. Isso faz com que o fluxo turístico aumente ano após anos. Em 2006 os hotéis e apart hotéis de Dubai receberam 6,5 milhões de hóspedes e o turismo gerou receita superior a US$ 2,9 bilhões no mesmo ano, valor que representa 30% na economia de Dubai. A cidade tem aproximadamente 285 hotéis e 135 apart-hotéis, com um total 35 mil quartos.

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Burj al Arab, o único

Mas não é apenas este prédio nem o maior aeroporto do mundo nem o maior shopping center do planeta que dão a tônica dos projetos gigantescos em Dubai. O país tem em andamento, ou prontas recentemente, uma série de outras obras tão espetaculares quanto o Burj, entre elas o The Palm, uma ilha artificial que pode ser vista do espaço e abriga loteamentos para condomínios residenciais e hotéis de luxo sobre três ilhas artificiais em formato de palmeiras.

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Elas usam abaia, mas vestem Prada, Channel, Gucci...

Mulheres de Dubai (clique para assistir a um vídeo)

 http://www.youtube.com/watch?v=mxO7xr_GuNw&mode=related&search=

As duas primeiras ilhas, que aumentam em 120 quilômetros a extensão territorial do país consumiram US$ 1 bilhão cada uma. A primeira, Palm Jumeirah, é residencial e cada um de seus 17 braços em formato de folha é reservado a uma única mansão. Especula-se que o jogador inglês David Beckham tenha comprado a sua por US$ 1,6 milhão. A segunda ilha, Palm Jebel Ali, é voltada ao entretenimento e terá parques aquáticos e restaurantes. Juntas, elas terão 60 hotéis, quatro mil mansões, cinco mil apartamentos e mil casas de praia.

Palm Jumeirah (clique para assistir a um vídeo institucional)

http://www.alineah.com/resultvideo.asp?vname=palmjumeirah.wmv&l=Palm

Em Dubai você pode hospedar-se no primeiro hotel subaquático do mundo, o Hydropolis, de US$ 500 milhõe , ou num dos mais altos e caros do planeta, o Burj Al Arab. Você decide!

 

O emirado ficou conhecido por ter o hotel mais caro do planeta, o “sete estrelas” Burj Al Arab, com diárias a partir de cerca de US$ 1.500,00. A obra custo US$ 6 bilhões, tem 320 metros de altura, fica numa ilha artificial a 200 metros da praia e foi erguida sobre pilares fixos a 40 metros de profundidade. O edifício de fibra de vidro revestido de teflon tem formato de vela, restaurante panorâmico semi-suspenso e quadra de tênis. Ali tudo o que brilha é banhado a ouro, do elevador até as molduras dos quadros. Particularmente eu acho cafona por dentro e belíssimo por fora.

 

Além disso, tem um Ski in door absolutamente inacreditável (o maior do mundo!) que impressiona pelo tamanho, tecnologia e por ser, convenhamos, extremamente inusitado.

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Ski Dubai

(clique aqui embaixo e veja dois filmes do Ski Dubai e depois volte)

http://www.youtube.com/watch?v=v-R6UDdhXlk&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=9a15M2bpjFY&mode=related&search=

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Continuando com as superlatividades emirescas, o Dubailand é uma espécie de Parque Disney das Arábias, mais um empreendimento arrojado e grandioso em todos os seus números: custo de US$ 5 bilhões, 45 projetos, que vão desde galerias de arte até zoológico, a maior pista artificial de esqui na neve do mundo (são 320 metros de comprimento e 70 de altura à temperatura negativas no meio de um deserto que no verão chega a 45º C!).

Quer mais? O navio de cruzeiro Queen Elizabeth 2 foi vendido por US$ 100 milhões e se tornará um hotel flutuante e museu para atrair turistas a uma das principais ilhas artificiais de..? Dubai! A empresa estatal Istithmar comprou o navio com mais tempo de serviço nos 168 anos de história da linha Cunard, que pertence à maior operadora de cruzeiros do mundo, a Carnival Corp. O navio chegará em Dubai em 2009 e ficará ancorado em frente ao Palm Jumeirah.

 

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O Queen Elizabeth Segunda, quem diria, foi parar em Dubai!

E não pense que mesmo usando as abaias, aqueles vestidos negros com véus típicos das mulheres árabes, elas igualam-se às demais mulheres árabes de outros países, especialmente os mais pobres. Lá há abaias de grife para as patricinhas dubaianas. Elas vestem abaias e usam bolsas e sapatos Prada!

 

A cidade de Dubai está concentrada na área da enseada, pois a maior parte dos seus 78.000 km2 de território é, na verdade, deserto. A cidade é dividida como se fossem duas, separadas pelo canal Creek, Bur Dubai e Deira. Apesar de se encontrarem ligadas por duas pontes e um túnel, a maneira mais agradável de se atravessar o canal é através de barcos-taxi denominados abbra. Ambas as zonas têm movimentados souks mas o centro histórico do Dubai fica em Deira.

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Dubai Old Souq

Já os monumentais prédios comerciais, hoteleiros de luxo e condominiais ficam em Bur Dubai, hoje o centro nevrálgico da cidade-estado. Inteligentemente a indústria do turismo criou primeiro as instalações e os meios e só depois divulgou e promoveu externamente o país, atraindo viajantes a turismo de lazer e de negócios. O moderníssimo aeroporto futurista, a completa infra-estrutura de transportes, um eficiente sistema de comunicações, uma economia que além de estável e segura atrai mais e mais capital estrangeiro, além, é claro, da natureza, do exotismo, da cultura, das áreas históricas, tudo contribuiu para fazer do Dubai uma cidade atraente, onde tudo funciona às mil maravilhas. Ah, é claro, com segurança. A revista Condé Nast Traveller definiu Dubai como a cidade mais segura do mundo!

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Reader Comments (66)


Arnaldo:
Sensacional este post. Entrei só para dar uma olhadela e acabei tendo de ler tudo. Parabéns.
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 11:33 | Unregistered CommenterSandro
Gostei do seu Jet Lag ao contrário, quando a gente chega num destino de viagem a excitação costuma ser tão grande que se sobrepõe ao cansaço do vôo. E o clima, é muito seco? Continue postando coisas bacanas. Abs
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 11:36 | Unregistered CommenterMeilin
Arnaldo, que post suculento! Por enquanto fiquei só nas fotos, que estão maravilhosas, como sempre, e me surpreenderam: que lugar interessante! Ainda conseguem manter os pontos mais tradicionais como os souks e mesquitas...
E também adorei as placas! Extremamente fotogências :-D
Vou ler com muita calma...
Aproveite bem!
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 11:38 | Unregistered CommenterEmília
É realmente uma magnificiência de luxo.
Falta referir que toda esta opolência é realizada por mão de obra baratíssima proveniente do Paquistão, Sri-Lanka, Índia, Bangladesh, Indonésia e Malásia.
São milhares de milhares de trabalhadores/escravos que trabalham 12, 13 e 14 horas por dia em condições sub-humanas, debaixo de temperaturas de 50 e mais graus e vivem em bairros degradados sem o mínimo de condições fazendo parecer as favelas do Rio de Janeiro um autêntico paraíso.
Só este ano já morreram à volta de 2000 trabalhadores em acidentes de trabalho.
São os prós e os contras do progresso. O luxo de uns é a miséria de outros.
Talvez o jet-set internacional que vai habitar esse "palácios" aquáticos de milhões de euros, se lembrasse daqueles que os construiram, quando dão a cara por campanhas internacionais de solidariedade e de defesa dos direitos humanos...
Saudações atlânticas!
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 11:57 | Unregistered Commenterroadrunner
Suuuuuuuperr Post, Arnaldo!

Você confirmou os rumores de que o aerporto de Dubai é um super shoping ou melhor um super duty free shop! Ainda vou fazer um especial nesse aeroporto.

Um abraço

Roadrunner,

Sem polemizar, não podemos esquecer que eles vêm desses países porque as condições de trabalho/emprego muitas vezes são as mesmas ou piores do que as encontradas em Dubai e os salários inferiores. Em Dubai ninguém vai com a idéia de ser imigrante ilegal, já que a imigração é altamente controlada. Não justifica, nem abona, mas torna mais fácil entender a escolha desses trabalhadores. Se a Índia, Paquistão ou Sri-lanka (não há uma estatística confiável de acidentes de trabalho nesses países) tivessem melhores condições, eles não estariam indo para Dubai. Esse é o lado negativo do capitalismo, a busca pela sobrevivência.
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 12:40 | Unregistered CommenterRodrigo
Arnaldo, está sensacional o relato da sua viagem... a riqueza de detalhes e de informações dos seus posts impressiona muito, cada vídeo, cada foto, dá pra notar como fazer estes relatos te dá prazer.

Obrigada por compartilhar suas experiências conosco!
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 13:46 | Unregistered CommenterJoana
Estou aqui pensando se o "jet lag ao contrario" não
é a fase um do jet lag , já que uma mudança súbita
do sono-vigilia causa uma excitação inicial , podendo
depois ser acompanhado ou de sonolencia ou de sintomas
semelhantes a um resfriado viral .
Mas é mesmo muito estimulante e enriquecedor realizar
os planos e os sonhos .
É o melhor que a vida pode nos proporcionar :
realizar os desejos e compartilhar as descobertas.
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 18:53 | Unregistered CommenterSylvia lemos
Acho muito bacana a forma empolgada que passou para mim ao ler esse post. Aproveite muito a viagem e capriche nas fotos. Um abraço, Jorge
Terça-feira, Agosto 14, 2007 at 22:39 | Unregistered CommenterJorge Bernardes
Arnaldo,
ainda bem que vc deixou para visitar Dubai praticamente no fim do verao. Se voce tivesse vindo ha dois meses nao poderia estar fazendo esses passeios "dejeitonenhum".
Voce so se enganou em relacao a umidade relativa do ar. Dubai eh bem umido, por isso essa sensacao "grudenta". Ainda que, como eu ja disse, o verao ja esta no fim.
Acabei de ver que voce ja viu a mesquita. Se voce tiver a oportunidade, va a uma das visitas guiadas, quando a mesquita esta aberta a todos. As tercas, quartas e domingos de manha!
Bom passeio!
Ma'assalama
Segunda-feira, Agosto 20, 2007 at 07:48 | Unregistered CommenterCamila
Arnaldo, seus relatos foram de grande valia, só falou pouco sobre compras, jóias tem preço bom???
Terça-feira, Outubro 16, 2007 at 13:38 | Unregistered Commenterclaudia
Fantástico, tudo que vi e li, vc sabe tudo ou quase tudo desse novo destino turistico não é? PARABÉNS porque nem todos podem ter esta oportunidade, que bom que vc foi, e através desta fotos e declaraçoes sua eu conheci melhor Dubai, porque ir lá pessoalmente... quem sabe um dia.
Quarta-feira, Outubro 17, 2007 at 13:53 | Unregistered CommenterCristina Oliveira de Lima
Parabéns pelo post! Está fantástico!

Nossa! Há um ano atrás assisti no Discovery um documentário que mostrava a construção das ilhas artificiais e fiquei fascinada pela ousadia de DUBAI. E hoje, depois de várias pesquisas feitas na internet, tenho muita, mas muita vontade mesmo de fazer minha primeira viagem internacional. Para DUBAI é claro !!!
Quarta-feira, Outubro 31, 2007 at 18:31 | Unregistered CommenterMárcia Moraes de Melo
MÁRCIA, obrigado pela visita e comentários. Mas se voc~e me permite, ainda que Dubai seja MUITO bacana, está longe de ser o destino para uma primeira viagem internacional.
Quarta-feira, Outubro 31, 2007 at 19:09 | Registered CommenterArnaldo Interata
Arnaldo. quero saber pq vc disse q Dubai ainda esta longe d ser destino para uma viagem intternacional?

Sou estudante de Engenharia de petroleo. Que perspectivas vc pode passar pra mim?

obrigado.
Quinta-feira, Novembro 1, 2007 at 15:08 | Unregistered Commenterluan
LUAN, eu disse longe de ser a PRIMEIRA viagem internacional de alguém!
Quinta-feira, Novembro 1, 2007 at 18:17 | Registered CommenterArnaldo Interata
Olá Arnaldo. Muito legal mesmo!!!! Morei em Dubai por 1 ano e 7 meses...é incrível esse lugar, deu saudades olhando suas fotos. Pretendo voltar "a passeio" e ver tudo pronto (Dubailand, The World e etc).

Abraços

Terça-feira, Novembro 6, 2007 at 08:02 | Unregistered CommenterLilian Ransolin de Abreu
Legal, Lilian. Também gostei bastante e pretendo voltar um dia! Obrigado por sua visita e volte aqui sempre.
Terça-feira, Novembro 6, 2007 at 09:12 |