Cisterna Yerebatan - Yerebatan Sarayı
Cisterna Yerebatan
Sob efeitos luminosos e ao som de música clássica
Audição. Este é o primeiro dos sentidos a ser completamente arrebatado ao começarrmos a descer a escada que nos leva ao subsolo onde está a Cisterna da Basílica. Logo no primeiro degrau. E a cada novo degrau deixado para trás a emoção vai aumentando. Na mesma proporção. É como se preparassem o visitante menos favorecido de saúde coronariana a não acabar com sua viagem ali mesmo. A segunda, e completa, arrebatadora abdução do visitante, se dá com a visão. Pronto. Estamos completamente envolvidos pelo clima. A Cisterna da Basílica nos arrebatou.

É impossível não se surpreender. Mais do que isso, ser completamente absorvido pelo clima de mistério criado para surpreender o visitante. Logo ao descermos as escadas que levam o visitante ao interior da Cisterna Yerebatan (Yerebatan Sarayı ou Yerebatan Sarnıcı) - cuja entrada situa-se do lado oposto ao Museu Santa Sofia -, ainda sob os efeitos arrebatadores daquela fabulosa igreja-mesquita-museu, e ainda antes mesmo de chegarmos ao interior da cisterna, o que primeiro nos toca é o som de música clássica que vem e sobe as escadas. Primeiro, discretamente. Mas à medida que cada novo degrau é deixado pra trás o som vai nos conquistando, como se nos preparasse para o segundo impacto num dos sentidos, a visão belíssima desta cisterna, que não é apenas a única, mas a maior das 60 (!) construídas em Istambul durante o período bizantino, toca, arrebata, impressiona e cativa o olhar.
Faz parte do grupo de atrações de Sultanahmet compreendidos pela Santa Sofia, Mesquita Azul, Hipódromo, entre outros, e mais a exploração da ruas do bairro.

Já que era comum durante as guerras na época os soldados inimigos envenenarem as fontes de água potável, foram construídas grandes cisternas dentro da cidade. Como não havia nascentes de água suficientes dentro das muralhas bizantinas que protegiam e cercavam a cidade de Istambul, a água era trazida de nascentes de uma floresta a 25 quilômetros ao norte da cidade.
A Cisterna Yerebatan foi construída em 532 e armazenava a água trazida pelo Aqueduto de Valens. Foi utilizada até o século XIX.

Com gigantescos 70 metros de largura por 140 de comprimento, na sua construção foram usadas 336 colunas de diferentes estruturas romanas colocadas a cada 4 metros, em 12 linhas de 28 colunas cada. São 10 mil metros quadrados de superfície com um pé-direito de 8 metros. A capacidade total de armazenamento de água é de 80 mil metros cúbicos.

Em 1.987 houve um trabalho de restauração e a cisterna foi aberta ao público para visitação. Foram criados efeitos de iluminação e sonoros que criam um clima místico, uma atmosfera bastante especial. A visita é feita através de passarelas suspensas e apenas dois terços da cisterna pode ser conhecido, pois a parte restante foi fechada no século 19.

Duas cabeças de medusa foram usadas como base de colunas. Medusa foi um mito, a mulher que segunda a lenda teve seus cabelos transformados em cobras e qualquer um que olhasse para ela viraria pedra. Uma das imagens está de cabeça para baixo e a outra, de lado. Ninguém até hoje conseguiu descobrir porque os Romanos decidiram colocar as imagens nessa ordem. Permanece até hoje desconhecido o motivo de uma cabeça ter sido colocada deitada e outra de ponta-cabeça.

Os capitéis das colunas são jônicas e coríntios (dos estilos das ordens clássicas da arquitetura: dórica, jônica, coríntia e compósita) e as paredes de toda a cisterna são em tijolos cerâmicos e recobertos com uma camada especial à prova d´água.
Uma dica interessante mais do que uma utilidade é usar os banheiros da pequena mesquita ao lado da cisterna. Você terá a oportunidade de ver um banheiro que também é um local de ablução, o rito de purificação antes da oração dos muçulmanos. E com direito a uma borrifadinha simpática de água de rosas nas mãos ao sair.
Outra dica, desta vez, fotográfica: é muito difícil fotografar o interior da cisterna. Há pouca luz e quanto menos experiente o fotógrafo, mais dificuldades ele terá para registrar o momento. O primeiro erro é usar o flash. Com ele, a menos que vc tenha um flash externo e o domine também, as fotos sairão barncas e completamente sem profundidade. Para os que não dominam muito e estão com uma câmera compacta ou sem muitos recursos, sem conhecimento técnico, sugiro colocar a câmera apoiada num dos parapeitos das passarelas de madeira suspensas, fixá-la o melhor possível e apertar o disparador com delicadeza para não tremer a câmera. Selecione a sensibilidade para pelo menos 160 ou 200 ASA e se sua câmera tiver (quase todas têm) pré-programações para cada situação (pouca luz, interior, exterior, sol pleno, neve, noite...), escolha também a que melhor se enquadre no ambiente. Se for usar flash, selecione aquela modalidade a qual o símbolo é uma lua com estrelas. Nela o flash dispara e depois dele o diafragma continua aberto, registrando a luz. Portanto, não pense que a foto terminou logo depois do flash. Ela continua. Por isso você deve deixar sua câmera bem imóvel depois do flash. Neste modo as fotos costumam ser muito boas, porque o flash ilumina o primeiro plano e depois de apagado a câmera continua a registrar com a luz natural do ambiente. O resultado são fotos mais naturais.
PRÓXIMO CAPíTULO: O Palácio Topkapi em Quatro Tempos



Reader Comments (18)
Maravilhoso mesmo.
um abraço
Momento History Channel):)
ARTHUR, o legal dos blogs é isso! SEMPRE tem alguém complementando informações e matérias e enriquecendo-as!
Trata-se de um programa de 5 DIAS E 4 NOITES, COM CRUZEIRO DE 4 DIAS E 3 NOITES (em NAVIO com PENSÃO COMPLETA), INCLUINDO VISITA a ABOU SIMBEL. SAÍDAS DO CAIRO ÀS TERÇAS-FEIRA.
Pachá Tours
http://www.pachatours.com.br/happycairopr.htm
Veja no link abaixo:
http://www.dpreview.com/reviews/SonyH9/page2.asp
La imaginación del hombre crea maravillas, para poder subsanar errores que otras mentes humanas puedan crear.
La Basílica abastecía de agua a la ciudad, en el caso de que sus aguas fueran envenenadas. Un hecho tan cruel da paso a una solución muy artística.
El hombre reúne lo mejor y lo peor de toda la naturaleza.
Parabéns por o post, Arnaldo.
As coluna são muito bonitas.
São maravilhosas