JORDÂNIA: As muitas faces do país - Introdução

As muitas faces da Jordânia __________________________________________
O Airbus A 320 da Air France acabara de entrar no Oriente Médio e sobrevoava Hebron, na Cisjordânia, já iniciando sua descida para Amã. Eram sete da noite. O Pôr-do-Sol ainda nos dava luz bastante para percebermos, pelas janelas do avião, o monocromatismo e a aridez que caracterizam esse lado do mundo.

Painel informativo do vôo para Amã - Aeroporto CDG, Paris
A tripulação já havia dado o comando para "afivelarem os cintos e retornarem o encosto de suas poltronas para a posição original". Eu já estava tomado pela ansiedade natural da chegada e do primeiro contato com o país, mas naquele momento minha curiosidade maior era saber se o jordaniano que nosso hotel nos enviaria para fazer nosso translado estaria de fato nos esperando.

Homem na Cidadela, Amã - Domingo, 19 de Abril de 2009
Pousamos no Aeroporto Internacional Queen Alia pontualmente às 19:30h.
- COMO será o nosso jordaniano?, perguntei à minha mulher.
- Como assim, o nosso jordaniano?!, exclamou ela.
- O jordaniano que está nos esperando lá fora... respondi
- Será gordo?. Gordo, não, “forte”?, completei.
- Sei lá, pode ser magro também. Mas deve ter bigodes, definiu minha mulher.
- Ah, bigodes é claro que tem, todo árabe usa bigode, acho que é lei. E ele deve se chamar Abdullah.
- Peraí que eu tenho que trocar uns dinares, falei pra minha mulher antes de sairmos, já em direção ao guichê do Money Changer antes de irmos para o balcão de imigração.
ENQUANTO o camarada do caixa riscava meus dólares com a caneta anti-fraude eu olhava sua fisionomia tentando extrair dela um pouco mais de elementos pra montar meu arquétipo de um ‘jordaniano-típico-com-uma-placa-na-mão’ esperando por mim na saída do desembarque. Eu imaginara uma face como a de um egípcio. Os jordanianos têm faces árabes sim, mas pele e olhos bem mais claros do que os egípcios. O "meu" jordaniano era o mais previsível dos jordanianos, como convém a um bom arquétipo: étnicamente falando ele era de origem árabe-beduína e usava um kefiyeh.
Soldado Real jordaniano
(*) Kefiyeh é aquele bonito lenço tradicional àrabe, vermelho, à moda Arafat. Dishdasha é aquela túnica branca com que os homens do Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes e alguns outros países árabes se vestem.
Jornal de Domingo - Amã, 19 de Abril de 2009

A cidade de Amã vista da Cidadela (romana)
O homem vestia um terno elegante, risca de giz, e segurava uma placa com meu nome na altura de seu peito. Que óbvio! Por que não construí o "meu" jordaniano como são mesmo os jordanianos? Por causa da placa, é claro, eu haveria de identificá-lo bem antes do que ele a nós. E ele? Será que também montara o seu arquétipo de um casal de turistas brasileiros?
O "meu" jordaniano com a "minha" placa na mão tinha olhos que expressavam um misto de atenção e curiosidade nos esperava pouco depois do nosso desembarque para nos ajudar na imigração, no recolhimento das malas e nos levar até nosso hotel. Sim, o serviço incluia até tirar o visto no balcão especial, caso não o tivéssemos feito ainda no Brasil. Nosso jordaniano também nos procurava e por certo ele também deve ter montando seu arquétipo de como seria um casal brasileiros absolutamente desconhecidos chegando à Jordânia. Parecia mais ansioso que eu. Assim que identifiquei-me ele disse - entre surpresa (por não correspondermos ao que ele por certo imaginara) e um sorriso que poderia ser tanto de simpatia quanto por achar que decididamente não éramos nada tipicamente brasileiros:
- BEM-vindos ao Reino Hashemita da Jordânia, Ahlan Wa Salan!, me chamo Faris e sou o encarregado de auxiliá-los na imigração e transportá-los ao seu hotel. Fizeram boa viagem? Sua fisionomia a essa altura já aparentava um misto de sorriso de simpatia com alívio pela missão cumprida: “encontrei os brasileiros!”.
- MARHABA. Salaam Aleikum (1), respondi-lhe. Abdullah - com um generoso, surpreso, encantado sorriso - devolveu-me um ainda mais simpático “Alaikum Assalam”, só que mais alongado, enfático. Fez corar meu sotaque árabe. Ao mesmo tempo que ele pegava nossas malas de mão estendi-lhe a mão e recebi um simpático cumprimento. O sorriso foi discreto, mas simpático e profissional todo o tempo.
ALI foi nosso primeiro contato efetivo com o país e seu povo. E naquele instante compreendi que hospitalidade na Jordânia é de fato um plus como invariavelmente eu li em todas as resenhas e comentários sobre o país.
Amã vista da Cidadela
EU estava louco pra falar aquilo! Ansioso por chegar e mandar um bem treinado as’salâmu a’alaykum (a paz esteja com você) e ouvir um wa’alaykum as’salâm (a paz esteja contigo também). Eu convencionei que só me sentiria no Oriente Médio assim que isso acontecesse. Nada como ouvir uns sons e uns cheiros locais pra nos sentirmos "em casa". Tocar e esbarrar nas pessoas também funciona pra reduzir o tempo de "quarentena" que todo viajante tem pra se sentir "no" destino e não mais "em trânsito". É a tal sensação que eu chamo de Síndrome do Jet Leg ao Contrário (**)
PESQUISAR um destino e planejar uma viagem, para quase todas as pessoas é um prazer quase tão expressivo quanto vivenciar a viagem. Sempre provoca aquela delícia que é nossa imaginação, ainda que acentue a excitação da hora da “verdade”. Mas nada se compara a chegar. Ah, chegar é inigualável! Sempre haverá prazeres inigualáveis e incomparáveis tanto no planejamento quanto na vivência de uma viagem planejada. E creio mesmo que o prazer virtual acentua o presencial. É tão excitante ler guias e ver fotos quanto ver, tocar, cheirar e ouvir.
O vôo de Paris a Amã - o AF 582 - saiu às 13:40 do Charles de Gaulle. 4 horas e 35 minutos depois o A 320 da Air France pousava no Queen Alia, um aeroporto típico de um país pequeno, arrumadinho, não muito grande, com tudo o que se precisa, simples e antiguinho, sem exageros, longe da cidade, a 32 quilômetros.
FOTOS: Airliners.net Airbus A 320 da Air France
AINDA assim aeroporto tem tudo o que se precisa: um razoável duty free shopping com preços aparentemente razoáveis, locadora de carros, casa de câmbio. Mas o melhor dele é uma loja do Starbucks! Há notícias da construção de um novo terminal moderníssimo. O Governo jordaniano assinou contrato de US$ 700 milhões com a AIG (Airport International Group) para operar e expandir o atual Queen Alia International Airport.
Cenas de rua -Teatro Romano - Amã
O vôo não foi daqueles arrasa-ânimo, acende-preguiça ou, pra ser mais técnico, provocadores de Jet Leg. Ao contrário, diurno e de curta duração, saindo no início da tarde e com apenas uma hora de diferença de fuso horário, chegou ao destino no início da noite. Decididamente é uma das melhores maneiras de chegar bem numa cidade e estar pronto pro dia seguinte, especialmente com uma noite bem dormida entre ambos.

Aeroporto Queen Alia visto da pista
(**) Síndrome do Jet Leg ao Contrário: funciona de maneira oposta à do Jet Leg, isto é, em vez de “apagar”, provoca ansiedade, "acende". Ocorre comigo com frequência absoluta. Assim que desembarco tudo o que quero é ansiosamente fazer o check-in, desarrumar as malas, tomar conta do meu espaço e atender àquela vontade incontrolável de sair à rua. E ela ocorre até mesmo quando o cansaço tradicional de uma viagem longa e alguns fusos ultrapassados se instala. Esta me impulsiona. É uma necessidade intelectual de conferir e constatar o que tudo aquilo que li, planejei e pesquisei correspondesse à realidade, para verificar se tudo o que foi imaginado corresponde ou não à realidade, ainda que o desejo físico seja de descansar. É um estado de espírito, mais do que de ânimo.
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AQUELE sonoro, imponente, majestoso nome de um país - Reino Hashemita da Jordânia - por um breve instante me fez lembrar de um almoço em família, quando perguntavam-me para onde iríamos em nossa próxima viagem, antes mesmo que eu terminasse de contar-lhes a última: “E o próximo destino? Para onde será a próxima viagem?”. “Jordânia”, respondi. “Em abril iremos à Jordânia e à Síria.”
Bandeira jordaniana entre as pilastras do portal do Teatro Romano
“JORDÂNIA, Síria!?” Aquela exclamação era acompanhada de expressões de surpresa (naturalíssimas, convenhamos). Para mim, todavia, soava como um “Onde diabos fica isso?”, ou, ainda, “Mas...Jordânia, Síria!, por que a Jordânia?!”. “Aqueles países no Oriente Médio, colados no Iraque? O que você vai fazer lá?” Imaginei logo que também me perguntariam “E vai esticar ao Iraque e à Palestina também?”
Fotografando o Teatro Romano no Domingo - Amã, Jordânia
OK, a Jordânia está longe de figurar no time do países só para aventureiros – Usbequistão e Chad encabeçando a lista - mas também ainda não entrou para a lista dos ‘Destinos Classe A’ do planeta, aqueles mais conhecidos e extravagantes - como a Tailândia - ou os ‘da hora’ e que não saem das capas das revistas - como Dubai. Todavia caminha para isso. É muito autêntico e preservado, uma excelente maneira de nos introduzirmos ao verdadeiro mundo árabe. O país ainda carrega boa parte daqueles estereótipos que costumam surgir na memória quando nos lembramos da Arábia: “País das Mil e Uma Noites”. Pode bem ser vendido como “terra de aventuras à moda de Indiana Jones e Lawrence da Arábia”.
PARA um país tão pequeno, a Jordânia orgulha-se de possuir algumas das experiências turísticas mais singularmente atraentes do planeta: além de Amã, as cidades de Jerash, Umm Qais – que fazem parte do que foi a antiga Roman Decapolis (2), as reservas naturais de Dana, Wadi Mujib e Wadi Rum, a bíblica Betânia-além-do-Jordão (ou Bete-Arabá segundo os eruditos) (3), o Castelo de Herodes, o Monte Nebo (onde Moisés viu pela primeira vez a “Terra Prometida”), o Mar Morto, Qumran - onde antigos pergaminhos foram encontrados - e finalmente Petra, a "Cidade Rosa", uma das novas Sete Maravilhas do Mundo.
HÁ bem pouco tempo a Jordânia começou a figurar na lista dos que recebem 8 milhões de turistas por ano mas já projeta-se para a marca dos 10. Não fosse a situação de alguns vizinhos, seguramente já teria passado da marca. Tem estrutura e apelos mais do que suficientes para esse nível e ainda mais. Para além de ser uma real necessidade econômica, o turismo é uma aposta na paz, uma ponte para o entendimento entre árabes e israelenses que tenham o interesse de conhecer heranças culturais de ambos os lados deixando preconceitos e excessos para olharem em direção a um dos desertos mais bonitos do mundo, para o Mar Vermelho e para o Mar Morto, além de cidades milenares e importantíssimas na história da humanidade. A Jordânia é além de tudo um país que pode exercer forte influência positiva entre os países muçulmanos radicais.
“Jordânia: o reino das fronteiras selvagens”
Condé Nast Traveller

Jordânia, Arábia Saudita, Israel, Síria, Palestina, Iraque, Irã, Líbano e Egito
FARIS ajeitou como um quebra-cabeças nossas malas no porta-malas de seu Jaguar ainda imponente mas beirando a aposentadoria, abriu a porta traseira para que minha mulher entrasse e em minutos já viamos placas de direção que indicavam nomes de bairros da cidade e de países vizinhos: Síria ao norte, Iraque a leste, Arábia Saudita a sudeste e Cisjordânia a oeste. Logo o desenho do mapa do país me veio à mente e me fez recordar - por seus traços e pelas indicações de direção - o quanto a Capital desse estreito país estava próxima daquelas fronteiras. Cruza-se o estreito e comprido país de ponta a ponta em apenas seis, sete horas de carro e por estradas asfaltadas.

ESSA vizinhança traria de certo alguma preocupação, não estivéssemos na pacífica, ordeira e neutra Jordânia. Entre dois mundos - o mediterrâneo e o meio-oriental – o país é uma agradável surpresa, uma nação muito jovem mas com história e cultura milenares. Está no Oriente Médio, mas não produz petróleo. Por paradoxal que possa parecer, esta é a sua maior e talvez sua principal diferença, sua grande sorte.

A Jordânia funciona como uma espécie de balança entre seus vizinhos Iraque, Arábia Saudita, Israel e Síria, com quem compartilha suas fronteiras. Sua próspera política de equilíbrio entre astas nações tem sido reconhecida como mais do que um movimento governamental, isto é, faz parte da mente de seu povo, de seu jeito de ser. Mesmo que a maioria dos mais velhos ainda esteja firmemente ancorada nas tradições, os mais jovens lideram as ações e atitudes mais ocidentalistas, francamente conciliadoras e ponderadas. Beduínos nômades, cristãos ortodoxos e muçulmanos árabes co-habitam pacífica e respeitosamente no reino. Para um turista ocidental em visita ao país, este exemplo de civilidade e respeito é tão notável quanto o calor humano, a simpatia, a hospitalidade e o bom humor em aceitar os visitantes.
ESTE oásis de tranquila estabilidade é decorrente desse olhar de seu povo e também de seu governo para o ocidente, sem preconceito, ainda que mantendo-se fixos em suas riquíssimas tradições. O turismo - um de seus mais importantes produtos de exportação - assim como a bem conduzida política não beligerante dos reis Hussein e Abdullah II - pai e filho - são os principais responsáveis por esta realidade, ainda que em meio à uma conturbada região.
E a Jordânia é de fato exemplar. O país segue em direção à modernidade mantendo sua essência nas fabulosas tradições milenares e constitui-se num dos raros países árabes de governo laico que prega a liberdade total de credos.
TALVEZ seja justamente a falta do óleo fóssil em seu território que afastem os olhares de “osamas” e “bushs”, o terrorismo e a compulsão pelo óleo. Torna-se evidente o principal dos motivos que faz da Jordânia esse oásis de paz. A simples menção do termo “Oriente Médio” provoca espanto e alarme em algumas pessoas, mas comparado ao Rio de Janeiro e São Paulo, a Jordânia se torna uma Suíça em termos de segurança e riscos pessoais.

NO trajeto do Aeroporto a Jabal Amman - uma espécie de Centro Novo da Capital jordaniana - a paisagem monocromática era enfeitada por ela, sempre ao lado de seu marido, o Rei Abdullah II, em fotos majestosas e oficiais: a bela jovem Rainha Raina (4), para além de se destacar por sua cultura e comportamento exemplares, embeleza o caminho com sua estampa que nos acompanharia por toda a cidade. Ela aparece em destaque nas revistas européias, menos por sua beleza, elegância e carisma tão marcantes, mais por seu conteúdo intelectual, comportamento, ativismo e engajamento político e social. O Rei Abdullah II, formado em Oxford, tem 43 anos e é casado com a rainha Raina, de 33, origem palestina mas nascida no Kwait. Ambos - o jovem rei e sua bela rainha - têm sua fotografia exposta em quase todos prédios públicos, algumas delas também ao lado de seu pai, o rei Hussein (1936-1999), que governou o reino hachemita desde 1952.
"Viajar à Jordânia é conhecer um mundo árabe autêntico e sem estereótipos"

COMO sempre me preparo para meus destinos (o que significa viajar bem informado), de fato não esperava encontrar uma cidade caótica, suja, barulhenta e tumultuada como o Cairo, todavia nem tão amigável, amistosa e receptiva quanto é Amã. Imaginara, pelo que li e vi em fotos e filmes, um meio-termo entre Cairo e Damasco, todavia com um espantoso, marcante diferencial: provavelmente o povo jordaniano seja o mais hospitaleiro do mundo.
E Faris foi o primeiro a me mostrar isso, assim tão escancaradamente. Jordanianos comovem por sua tolerância e pelo orgulho com que declaram sua visão pacífica e amistosa em relação a quase todas as nações e povos do mundo. Oxalá todos os países turísticos do planeta oferecessem tal receptividade aos seus visitantes. Com brasileiros, então, apaixonados por futebol que eles são, os sorrisos tornam-se ainda mais plenos e francos do que já são naturalmente e acompanham-se sempre da curiosidade pelo futebol de nosso país. Santo futebol! Santa música brasileira!, os maiores embaixadores do Brasil no planeta.
- QUANTOS dias ficarão na Jordânia, perguntou-me Faris terminando um educado, profissional silêncio durante todo o trajeto, discretamente interrompido ocasionalmente quando eu e minha mulher, entre sussurros, apontávamos uma ou outra paisagem que nos chamava mais a atenção.
- Quatro noites, respondi-lhe. “Pretendemos ir a Petra e conhecer Amã”, completei logo a seguir. “É pouco, é muito pouco para o que a Jordânia tem a oferecer”, nos disse Faris. Aquela frase significava mais que uma constatação óbvia, soava como uma repreensão. E nos acompanhou o resto de nossa viagem. “É pouco, é muito pouco para o que a Jordânia tem a oferecer”. A Jordânia tem luxo, tem cultura, boa comida, eco-aventura, spa, tem hamman, compras, artesanato, religião e experiências inesquecíveis.
DURANTE os 30 minutos do trajeto desde o Queen Alia International Airport à Al-Kindi Street, no bairro de Jabal Amman, lembrei-me algumas vezes daquela pergunta: mas, afinal, por que Jordânia? Para conhecer locais de várias passagens da Bíblia, como o Monte Nebo, de onde Moisés avistou a Terra Prometida? Não! Definitivamente não. Eu não sou religioso e não me interesso por este lado da história da humanidade. A Jordânia é um país que justifica a viagem por suas ricas história e cultura, muitíssimo mais do que por ter sido palco de discutíveis passagens bíblicas. Lendo o guia Lonely Planet fui definitivamente cativado pela Jordânia:
“Devido ao nada lisonjeiro perfil de que desfruta o Oriente Médio na mídia internacional - seja por seu improdutivo solo desértico, seja pelo fanatismo religioso e por sua propensão às guerras - Síria e Jordânia certamente surpreenderão positivamente o visitante, não apenas pela segurança que desfrutará em todo o território, mas especialmente pela simpatia e hospitalidade das mais cativantes do mundo. O mais próximo que você estará de ser sequestrado por um fundamentalista islâmico será de ser arrastado para dentro de um café ou mesmo de uma residência para um chá e uma conversa.”

"Em viagens frequentemente as coisas não acontecem tão bem como em nossa cidade, algumas vezes elas podem ser melhores, outras poucas, muito melhores. Em que poucos lugares do mundo você pode deixar seus pertences desacompanhados por horas, lembrar-se deles, ir buscá-los e encontrá-los intactos. E por quantos países do mundo você pode perambular pelas ruas a qualquer hora do dia ou da noite sem sentir medo por sua segurança? "The Lonely Planet guide to Jordan and Syria (p. 9)”
Bem-vindos à Jordânia! Ou Al-Mamlakeh al-Urduniyyeh al-Hashmiyyeh, ou simplesmente Al-Urdun.
(1) Marhaba significa “olá”. Salaam Aleikum é uma expressão árabe que significa um pouco mais do que um cumprimento: "Que a paz esteja com você". A resposta para essa saudação é "Alaikum Assalam", que diz "Que a paz esteja com você também". É a origem do termo português “salamaleque”. Ahlan wa sahlan significa “Bem-vindo” em árabe.
(2) As Dez Cidades (do grego Decapolis) eram - no Novo Testamento - as dez cidades próximas e situadas no lado leste do Mar da Galiléia, cujos moradores eram não-judeus atuavam na pregação de Jesus Cristo. Essa região gentílica havia sido estabelecida anos antes de Jesus por comerciantes gregos e imigrantes. Suas cidades tinham governos politicamente autônomos, formando uma aliança com a finalidade de alcançar oportunidades comerciais e proteção mútua.
(3) Betânia-além-do-Jordão (ou Bete-Arabá segundo os eruditos), situada próxima à foz do Rio Jordão, onde foi feita a mais importante descoberta religiosa dos últimos tempos: escavações realizadas na década passada desvendaram, perto do Rio Jordão, ruínas de igrejas que permitiram a um grupo de arqueólogos afirmar que lá seria o berço do Cristianismo e onde Jesus foi batizado.
(4) A Rainha da Jordânia rouba a cena durante visita a Brasília. Os membros da Real família Hashemita da Jordânia são descendentes diretos do profeta Maomé, através de sua filha Fatima. O Rei Abdullah II representa a 43a. geração desta linha. Web site pessoal da Rainha Raina
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A seguir:
Dias arábicos, noites mediterrâneas

Porta de um das mesquita - detalhe de marcheteria em madrepérola
NOTA: parafernália eletro-eletrônica, cibernética e fotográfica que me acompanha nesta viagem:
Câmera fotográfica reflex digital com duas lentes (uma zoom grande angular 24-120 mm 3.5 e uma 70-200 mm 2.8); Câmera digital portátil que filma (novidade que pretendo introduzir ainda nas matérias desta viagem: filminhos, além de fotos); Notebook de 15 polegadas; Hard disk portátil de 160 Gb; Cartões de memória (não a minha, a das câmeras); Adaptadores de tomada; Cabos de conexão e de alimentação; Carregadores de baterias; 1 benjamim; Celular e seu carregador; Ipod.

Jordaniano na Cidadela - Amã, Jordânia - 19 de Abril de 2009



Reader Comments (17)
Minha melhor amiga de adolescencia morou muitos anos em Amman,e
sinto pena de não ter ido vistá-la , e aproveitado as mordomias
da embaixada .
Antes de ler este post , pensava em apenas passar pela capital ,
ficando tres dias em Petra .
Estou vendo que devo mudar os planos !
Certamente vcs estão no Four Seasons , e fico aguardando os detalhes ..
Uma ótima continuação até Petra e Wadi Run ( eu acho lindo demais o deserto )
SYLVIA, bingo! Estamos no Four Seasons e no próximo post comentarei sobre ele...
ONTEM fizemos um city-tour parcial por Amã (vimos o principal) e hoje iremos a Petra (ida e volta) saindo cedo de Amã e retornando à noite. A melhor maneira que encontramos (e a mais prática) ainda que não a mais barata, foi acertarmos um Taxi que nos levará, ficará conosco como guia e nos trará de volta a hora que quisermos.
Eu espero também poder ver ao menos um pouco do Wadi Run, mas o bacana mesmo seria fazer um passeio de jipe pelo deserto e dormir vendo as estrrelas, mas não vai ser dessa vez...
Obrigado!
A minha bola-de-cristal está um pouco embaçada , quanto a hospedagem em Petra
Deve ser a tempestade de areia !
Não consigo ver claramente , se é o Moevenpick ou Taybet Zaman ...
Ainda não encontrei compania para passar uma noite numa tenda no deserto , mas é um desejo antigo .
Bons passeios !!
Uau! Que fotos lindas...a Jordania seems to be amazing! Aguardo nova postagens!
SULVIA, a sua bola de cristal está certíssima, sabe por que? Porque eu NÃO dormi em Petra, fui às nove da manhã (são duas horas e meia de viagem) e cheguei agora em Amã às oito e meia da noite e deu pra fazer TUDO. Confesso que ficou um gosto de fazer o tour noturno de Petra, mas eu deixaria de ir a Jerash e Um Qai. Posos dizer que estou EXTASIADO com Petra. Vou levar um tempo pra escrever porque preciso CAPRICHAR em algo à altura dos leitores do Fatos & Fotos de Viagens, mas já dianto que foi es-pe-ta-cu-lar! Uma das coisas mais maravilhosas que já vi na vida.
PAULA, a Jordânia é encantadora sim, mas o povo contribui com MUITO! Eita povo simpático, atraente ecurioso, educado e acolhedor. É cativante! Estamos encantados.
Fantastico Arnaldo ! Então é pra lá que eu vou ficar dois ou tres dias .
Imagino que circular e dormir no deserto , fazendo tudo com vagar , e podendo contemplar com calma as nuances e mudanças de cores da areia , acordar antes do sol nascer , enfim , entregar -se sem pressa , deve ser magnifico !
Claro , para isso é preciso abrir mão de outras atrações .
Vou aguardar as tuas bençãos e os posts !
Petra está em meus projetos de viagens em um futuro.
Bonita aventura ao estilo Indiana Jones.
Eu conosco Marruecos e Argelia, não é o mesmo que Jordânia, mais o paisagem árido não me atrae muito (aqui temos desertos em Navarra, Las Bardenas Reales; em Aragón, os Monegros; em Almería o deserto de Tabernas e em outras zonas do Levante o paisagem desértico avança). O deserto tem muita vida, certamente, mais eu gosto muito do água e dos ávores.
SYLVIA, só tem UMA coisa: o deserto WADI RUM fica a cerca de DUAS horas de carro de Petra. Me refiro ao deserto onde foi filmado Lawrence da Arábia e um dos desertos mais bonitos do mundo. petra fica no deserto (aliás tudo na Jordânia é um deserto), mas o que se curte lá é as caminhasdas (hiking e trekking) e "Petra à Noite", onde deve sr maravilhoso contemplar estrelas e presenciar Petra iluminada por luz de velas!
CARMEN, os desertos também não me atraem muito. Petra sim, é um espetáculo de gargantas e desfiladeiros magníficos e com civilizações que contruiam casas e templos escavados na rocha.
Que coisa impressionante: eu no final de tarde no meu trabalho, em Brasília; Carmem na Espanha e Arnaldo na Jordânia, conversando como se tivessemos em salas ao lado. Arnaldo, você está desbravando não só lugares, mas pessoas. Isso tem um significado maior que tudo. Ótimos passeios!
Rosa, agora que eu penso sim que é incrível, você em Brasília, eu em Espanha e Arnaldo em Jordânia!!! Três continentes distintos: América, Ásia e Europa. Incrível! e fuso horário diferente...
Arnaldo, eu quero conhecer Petra, seguro.
Arnaldo, absolutamente encantada com a Jordânia apresentada por você. A cultura tão diferente da ocidental, me atrai cada vez mais.
Imagino vocês se hospedando no Four Seasons, um luxo !!
Nada mais gostoso que chegar, largar as malas e fazer o reconhecimento da área ;)
Òtima viagem para vocês, estou em cócegas para ver seu post sobre Petra !
Arnaldo, seus posts não param em sua missão de inpirar toda a blogosfera! Assim como com Malta, Alexandria...me mostram lugares sobre os quais não tinha imagens formadas. Ansiosa por continuar a viagem! (E que bom que já tem um outro post :-) )
EMÍLIA, inspirar é tudo o que eu pretendo! Sabe?, a Jordânia É dez! Tenho certeza de que você achará também depois de ler todos os posts.
Obrigado pela visita e comentário.
Ola Arnaldo!!!!
Embarco dia 26 de maio p conhecer Israel e a Jordania.
Fico 2 noites em Tel Aviv, 3 em Jerusalem,2 em Amam e 1 em Petra.
Vou pernoitar nestas cidades e delas partir p fazer o tour.
Teria alguns locais em especial ou dicas p me dar p q nao perca a oportunidade de conhecer coisas q estarao tao proximas e derrepente sao imperseptiveis.
Grande abraço.
Beatris
BEATRIS, todas as informações e sugestõs que tenho estão em todos os capítulo sobre a Jordânia. Vc já os leu?
Arnaldo!!!!
Li tds os capitulos sobre a Jordania q vc escreveu.
Me diga uma coisa q roupas sao adequadas p os passeios?
E Israel vc nao foi a Israel?
Arnaldo !!!!
na verdade acabei de conseguir me entender no teu blog.
Achei q havia lido td q escrevestes sobre a Jordania, mas me enganei .
Tbm nao havia visto a parte de Israel.
Farei do teu blog um companheiro na minha viagem.