<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!--Generated by Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/) on Fri, 17 Feb 2012 10:11:31 GMT--><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><title>FATOS &amp; FOTOS de Viagens</title><subtitle>JORNAIS de Viagens</subtitle><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/</id><link rel="alternate" type="application/xhtml+xml" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/"/><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/atom.xml"/><updated>2012-02-15T22:35:13Z</updated><generator uri="http://www.squarespace.com/" version="Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/)">Squarespace</generator><entry><title>Porque cometi “twitcídio”.</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/2/14/porque-cometi-twitcidio.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/2/14/porque-cometi-twitcidio.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2012-02-14T17:42:08Z</published><updated>2012-02-14T17:42:08Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;HOJE cometi &ldquo;twitc&iacute;dio&rdquo; (1)</strong>.<strong> A inspira&ccedil;&atilde;o&nbsp;</strong>na vontade de faz&ecirc;-lo veio com o coment&aacute;rio de um leitor <strong>(2)</strong>,<strong> <a href="http://digravida.blogspot.com/2012/01/sumico.html">Igor Leal</a></strong>, no post &ldquo;<strong><a href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/2/1/de-volta-a-india.html">De volta a &Iacute;ndia</a></strong>&rdquo;. Ele <strong>tamb&eacute;m</strong> parece enfrentar o desgosto com o mundo dos sites de relacionamentos e a excessiva dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; Internet, especialmente ao seu blog <strong>(3)</strong>.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eu detesto o Twitter. Acho-o nocivo.</strong> Estou feliz por ter acabado com o perfil do F&amp;F. Sou mais um indiv&iacute;duo da minoria de &ldquo;saturados digitais&rdquo; que felizmente deixa o Twitter e sua deplor&aacute;vel &ldquo;cultura do curto prazo&rdquo;. Jamais&nbsp;demonstrei o&nbsp;comum desespero de tuiteiros por audi&ecirc;ncia e reconhecimento digital. Tamb&eacute;m&nbsp;n&atilde;o encontrei motivos para us&aacute;-lo fren&eacute;ticamente&nbsp;na divulga&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias do blog porque simplesmente geravam&nbsp;tra&ccedil;o na audi&ecirc;ncia. Claro, tamb&eacute;m jamais sucumbi &agrave; nociva pr&aacute;tica&nbsp;de postar atividades pessoais que s&oacute; interessam a mim e&nbsp;n&atilde;o ao voyerismo digital pr&oacute;prio dos sites de relacionamento.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<strong>Al&eacute;m do mais o Twitter &eacute; viciante</strong>, faz as pessoas perderem a no&ccedil;&atilde;o, torna-as ref&eacute;ns da conex&atilde;o digital, da produ&ccedil;&atilde;o de inutilidades e desconcetadas da realidade presencial, do que &eacute; efetivamente produtivo, interessante, saud&aacute;vel e construtivo. Ao contr&aacute;rio, torna pessoas que n&atilde;o eram chatas em chatas, as que j&aacute; eram chatas em chat&iacute;ssimas, e todas em desagrad&aacute;veis. At<span class="descricao1">ordoa, atrapalha, embara&ccedil;a e desconcentra. Empobrece a linguagem, chega mesmo a idiotizar o jeito como se expressam alguns. &Eacute; o maior exemplo dos aspectos nocivos </span>de&nbsp;viver o tempo todo na Internet, muitas vezes dedicando&nbsp;mais aten&ccedil;&atilde;o que &agrave; fam&iacute;lia,&nbsp;aos amigos e ao trabalho. Menos relacionamento virtual equivale a mais qualidade de vida presencial.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Os celulares com acesso &agrave; Internet</strong> podem ser &oacute;timos para viajantes, mas p&eacute;ssimos quando ficam conectados por v&iacute;cio e mais do que precisam, tiram o prazer de estar presente no destino, n&atilde;o no virtual. As pessoas est&atilde;o muito ocupadas <em>twitando </em>sobre o momento em vez de realmente apreci&aacute;-lo, no entanto deveriam dedicar seu tempo a se &agrave;s suas viagens sem <em>twitarem</em>, postarem no Facebook e nos blogs, sobretudo, mas tamb&eacute;m deixarem de lado os SMS e os e-mails.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Aquele leitor, al&eacute;m do coment&aacute;rio gentil</strong> e simp&aacute;tico -&nbsp;que o identifica&nbsp;com minhas impress&otilde;es acerca do fim deste blog -&nbsp; citou em seu espa&ccedil;o o testemunho de outra blogueira, a qual&nbsp; escreveu um longo, mas perfeito, contundente texto acerca dos excessos de dedica&ccedil;&atilde;o&nbsp;&agrave; vida virtual&nbsp;no&nbsp; blog <strong><a href="http://www.lacucinetta.com.br/2012/01/uma-nao-muito-breve-explicacao.html">La Cucinetta</a></strong>:</p>
<p>&ldquo;<span class="descricao1"><em>Escolher o "caminho anal&oacute;gico" e supostamente mais longo, na verdade, tem sido o segredo para uma semana mais tranquila e uma rotina menos estressante. E de repente eu tenho tempo novamente. Precioso tempo, para fazer o que &eacute; importante para mim</em></span>.&rdquo; A autora do blog continua, com uma precis&atilde;o not&aacute;vel, um dos melhores textos que li em blog nos &uacute;ltimos tempos: &ldquo;<span class="descricao1"><em>Se por um lado o feedback positivo &eacute; uma del&iacute;cia e faz bem para o ego, por outro, a cobran&ccedil;a de gente com dedo em riste dizendo que devo me comportar assim ou assado na internet me faz pensar na exposi&ccedil;&atilde;o e no fato de que ningu&eacute;m me obriga a aturar esse tipo de coisa. Para n&atilde;o ter essa enche&ccedil;&atilde;o, basta parar o blog, ou bloquear os coment&aacute;rios. Ent&atilde;o pego-me pensando que n&atilde;o posso parar o blog, pois tenho muita coisa a falar ainda. Ent&atilde;o percebo que n&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; nenhuma tecla a bater que n&atilde;o tenha sido exaustivamente esmurrada ao longo desses anos</em>.&rdquo;</span>&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eu comparo o Twitter a muitas</strong> atitudes bizarras. Algo como escrever uma carta a si mesmo. E coloc&aacute;-la no correio. Ou conversar no elevador com um desconhecido, n&atilde;o do jeito polido que muitos fazem a fim de tornarem o momento desconcertante em algo melhor. Mas como aquele sujeito que toma o elevador no t&eacute;rreo e seleciona o &uacute;ltimo andar, o elevador p&aacute;ra em todos e a cada um entra um novo passageiro que sair&aacute; no pr&oacute;ximo e o deixar&aacute; de novo sozinho. Ele <span style="text-decoration: underline;">sabe</span> que sua conversa <span style="text-decoration: underline;">tem </span>que ser curta,&nbsp;pois durar&aacute; apenas o intervalo entre os dois andares cont&iacute;guos. Ao chegar no seu piso, o passageiro que sai despede-se aliviado. E a conversa se esvai. &ldquo;Est&aacute; chovendo&rdquo;... Sua cantilena desconserta a quem ouve e o faz contar os intermin&aacute;veis segundos at&eacute; chegar seu destino, o pr&oacute;ximo andar. &Eacute; um al&iacute;vio nos livrarmos do chato prolixo do elevador. Mas para a felicidade do passageiro falante, logo entra outro e de novo ele puxa uma conversa, diferente da anterior, mas igual a todas as demais: sup&eacute;rflua, se esvai em poucas palavras. Assim como os 140 caracteres do microblog.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Acabei com o perfil</strong> do <strong>F&amp;F</strong> no Twitter. Ele j&aacute; estava morto h&aacute; meses e na verdade jamais foi muito ativo. Era bem menos chato verificar que n&atilde;o gerava audi&ecirc;ncia do que entrar naquele mundo de inutilidades, superficialidades e banalidades. Felizmente n&atilde;o entrei na onde de criar um perfil pessoal e torn&aacute;-lo um bate-papo virtual. Tenho um perfil no Facebook. &Eacute; pessoal. Jamais terei um do <strong>F&amp;F</strong>.<strong> </strong>At&eacute; porque este est&aacute; com seus dias contados.<strong> </strong>O Facebook me aproxima das pessoas, mas s&oacute; daquelas que desejo proximidade. Mantenho amigos. De verdade. Nascidos no tempo, na presencialidade, na rua onde morei, nas escolas, na praia, no bairro, no trabalho. S&atilde;o gente que conhe&ccedil;o, amigos de fato, parentes e colegas. Quase todos convivi ao ponto de lher conhecer a hist&oacute;ria, o car&aacute;ter, a forma&ccedil;&atilde;o e a moral. Sobretudo suas fam&iacute;lias. N&atilde;o vejo sentido algum em manter contato com pessoas que s&oacute; tenho contato atrav&eacute;s do Twitter ou no Facebook. Acho desagrad&aacute;vel essa necessidade louca das pessoas conectarem-se &agrave;s outras mais&nbsp; pelas redes sociais do que na suas vidas presenciais.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando viajo, uso o Facebook</strong> para dar not&iacute;cias resumidas, com cuidado pra n&atilde;o transform&aacute;-lo em <span style="text-decoration: underline;">mais um</span> perfil desagrad&aacute;vel, de quem n&atilde;o tem o que fazer e&nbsp;o&nbsp;impregna com mensagens chatas, fotinhas de bichinhos, convites pra algum jogo e todas as chatices afins,&nbsp;t&atilde;o desejadas e &ldquo;interesssantes&rdquo;&nbsp;quando os&nbsp;<em>spans</em> que&nbsp;enchem nossas&nbsp;caixas postais eletr&ocirc;nicas oferecendo rel&oacute;gio falso,&nbsp;a oportunidade de ficar milion&aacute;rio com um dinheiro transferido de Burkina Faso ou uma bomba peniana. Em resumo, detestaria me transformar num&nbsp;camarada&nbsp;carente, chato e sem no&ccedil;&atilde;o, aparentando&nbsp;n&atilde;o ter ningu&eacute;m na vida presencial pra conversar, al&eacute;m de ser viciado em conversa de elevador. N&atilde;o perdi a&nbsp;no&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para mim &eacute; simplesmente &eacute; inacredit&aacute;vel</strong> ver pessoas falarem no Twitter de suas vidas pessoais, de suas fam&iacute;lias e filhos como se estivessem na mesa do jantar em casa. Ou ent&atilde;o reproduzirem o passo-a-passo de suas vidas num ato de exibicionismo inacredit&aacute;vel pra quem n&atilde;o perdeu a no&ccedil;&atilde;o. Os sites de relacionamentos tornaram-se uma distra&ccedil;&atilde;o sem o menor sentido para quem como eu acha o tempo precioso, curto e que deva ser gasto com o trabalho, a cria&ccedil;&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o, lendo um livro, convivendo com a fam&iacute;lia e amigos, dando um telefonema, uma volta de moto, escrevendo uma carta, um blog n&atilde;o exibicionista ou at&eacute; um livro. Qualquer coisa saud&aacute;vel em vez de dedicar-se a atividades f&uacute;teis e banais, como por exemplo informar que est&aacute; comprando uma passagem pra algum destino no Twitter. As pessoas perdem sua produtividade por conta do consumo exagerado de sites de relacionamento, perdem seus empregos, desconectam-se de suas atividades e familiares e cortam coisas &uacute;teis de suas vidas por causa de seus h&aacute;bitos digitais.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&ldquo;<strong>Pouco a pouco, os americanos, bem</strong> como os europeus, restringem a intera&ccedil;&atilde;o on-line e se tornam "espectadores", segundo o relat&oacute;rio Ado&ccedil;&atilde;o de M&iacute;dia Social em 2011, da <em>Forrester Research</em>. S&oacute; um ter&ccedil;o dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana. J&aacute; nos emergentes, Brasil entre eles, dois ter&ccedil;os dos internautas atualizam seus perfis semanalmente. Nos centros urbanos, tr&ecirc;s quartos. O relat&oacute;rio visa ajudar em estrat&eacute;gias de neg&oacute;cios, alertando de que "essas tend&ecirc;ncias apresentam um desafio para o Facebook, conforme se aproxima de seu IPO [oferta p&uacute;blica de a&ccedil;&otilde;es]". <strong>(*<sup>4</sup>)</strong>&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muito tempo atr&aacute;s, quando ningu&eacute;m lia</strong> o que eu escrevia eu anotava tudo. Bem antes dos celulares tornarem-se <em>smarts</em> permitindo anota&ccedil;&otilde;es, dos computadores tornarem-se pessoais e port&aacute;teis. Escrevia a m&atilde;o, onde desse e papel houvesse. Depois evolu&iacute; prum bloquinho. Acredite, eu o guardo at&eacute; hoje. Dia desses, vasculhando coisas velhas guardadas numa caixa grandona, encontrei meu bloquinho de viagens. Nem me lembrava mais dele. Ia lan&ccedil;ando tudo o que desse na telha, sem qualquer crit&eacute;rio, ritmo ou ordem. Mas j&aacute; naquela &eacute;poca eu tinha no&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o me tornei um desses chatos que passam o dia escrevendo enquanto viajam e publicando no Twitter: &ldquo;estou no embarque&rdquo;...&rdquo;peguei as malas&rdquo;...&rdquo;entrei no taxi&rdquo;... &ldquo;o caf&eacute; est&aacute; &oacute;timo&rdquo;. Enfim, encontrei meu bloquinho e viajei em tantas anota&ccedil;&otilde;es anotadas mas n&atilde;o compartilhadas. Acho desconcertante ver pessoas que twittam suas viagens inteiras e tornam-se bestas e abobadas. N&atilde;o entendo o motivo de estarem t&atilde;o voltadas a mostrarem tudo para os outros o que fizeram durante toda a sua viagem.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sempre acreditei que viagens s&atilde;o para</strong> o deleite. Obriga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as que se fazem profissionalmente ou a trabalho. Viagens devem ser um p<span class="descricao1">razer suave e demorado para quem as faz.</span> Nada, portanto, justifica permanecer o dia postando os passos de uma viagem num microblog. Todas as viagens podem, e devem, ser compartilhadas, especialmente num blog. Todavia isso n&atilde;o deve tornar-se um infort&uacute;nio, muito menos uma chatice para quem quem l&ecirc; os que perderam a no&ccedil;&atilde;o, o bom senso e o norte. Pessoas que twitam cada passo de suas viagens s&atilde;o desconcertantes. E despertam minha vergonha alheia como nem mesmo o programa &ldquo;Mulheres Ricas&rdquo; consegue fazer. S&atilde;o t&atilde;o chatas quanto aquelas&nbsp;intermin&aacute;veis se&ccedil;&otilde;es de fotografias e v&iacute;deos que &eacute;ramos obrigados a assistir quando algum amigo voltava de viagem.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Eu anotava tudo sim, mas de </strong>jeito a jamais interferir na viagem, sobretudo a n&atilde;o incomodar quem estivesse comigo. E-mails, quando entrei na era digital em 1996, davam not&iacute;cias resumidas duas ou tr&ecirc;s vezes por semana. Eram feitos para dar not&iacute;cias, e evitavam encher as caixas postais e a paci&ecirc;ncias de amigos e parentes. Jamais tornaram-se obriga&ccedil;&atilde;o ou v&iacute;cio, assim como minhas anota&ccedil;&otilde;es eram pessoais, simples, &agrave;s vezes filos&oacute;ficas, outras pensamentos sobre as coisas, as pessoas, culturas. Em geral eram mesmo pr&aacute;ticas, como lan&ccedil;ar o pre&ccedil;o de um jantar, anotar o conte&uacute;do de um card&aacute;pio, descrever lugares incomuns e registrar o que seriam poss&iacute;veis dicas pra os amigos. Enfim, minhas &ldquo;descobertas&rdquo; incr&iacute;veis, ou o que me provodou uma dor de barriga, ou o pre&ccedil;o da consulta a um m&eacute;dico que cuidou de um c&aacute;lculo renal em Veneza, um show, um ingresso, um passeio, um trecho de trem em segunda classe Mil&atilde;o-Veneza-Mil&atilde;o (que custou 63.200 Liras), o pre&ccedil;o de dois canivetes su&iacute;&ccedil;os que comprei em Lucerna (um por US$ 80,00, complet&iacute;ssimo, outro por US$ 12,00, um chaveirinho), de um Pastel de Bel&eacute;m, frases que vinham &agrave; cabe&ccedil;a, impress&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es, o nome de algu&eacute;m, roteiro e dist&acirc;ncias de uma viagem de carro...&nbsp; Tudo o que interessasse (a mim!) eu lan&ccedil;ava ali. Jamais publiquei onde quer que seja e nem o faria. O bloquinho voltou pra caixa depois das lembran&ccedil;as recuperadas e das viagens virtuais refeitas. Mas me fez lembrar do quanto acho estranho as pessoas contarem tudo o que fazem no Twitter, todo o dia e durante todas as suas viagens, o quanto suas viagens tornam-se menos importantes do que falar sobre elas no Twitter.&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Depois veio a Internet. E antes de</strong> surgirem os blogs, comecei a escrever no <a href="http://www.nomad.com.br/">Nomad</a>, um espa&ccedil;o destinado &agrave; publica&ccedil;&atilde;o de relatos de viagens, dicas e fotos. Era bem bacana. Algo como o <em>Virtualtourist</em> e o <em>Travelpod</em>.&nbsp; Era muito bom. Ainda existe, mas parou no tempo, n&atilde;o evoluiu. Entretanto foi ali que desenvolveu-se a id&eacute;ia de escrever mais e melhor, de publicar o que escrevia num blog. Ganhei um pr&ecirc;mio pelo terceiro lugar como &ldquo;Melhor Relato de Viagem&rdquo;, concurso cujo juri era composto por Arnaldo Niskier, entre outros entendidos do assunto. Na &eacute;poca havia apenas os fotoblogs, os di&aacute;rios adolescentes. Seis anos depois eu inaugurava o <strong>Fatos &amp; Fotos de Viagens</strong>, que em mar&ccedil;o de 2012 completar&aacute; tamb&eacute;m 6 anos e&nbsp;mais de 6 milh&otilde;es de visitas.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hoje continuo viajando. </strong>Tanto quanto posso, mais do que preciso e menos do que mere&ccedil;o. Escrevo como<strong> </strong>nunca. Minha inspira&ccedil;&atilde;o para escrever tem andado na dire&ccedil;&atilde;o oposta ao desejo de publicar. Talvez um livro, quem sabe um dia?</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ei, voc&ecirc; a&iacute;! "tu&iacute;te" menos e viva melhor! (ou ent&atilde;o fa&ccedil;a alguma coisa &uacute;til e interessante no Twitter)</strong></p>
<p>________________________________________</p>
<p><strong>(1)</strong> Express&atilde;o que surgiu depois de &ldquo;orkutc&iacute;dio&rdquo;, que equivale a encerrar seu perfil no Orkut, neste caso, no Twitter. Mais e mais pessoas cometem &ldquo;twitc&iacute;dio&rdquo; diariamente, por diferentes motivos, mas com as mesmas raz&otilde;es: encheram o saco do v&iacute;cio. Entre elas, William Bonner, que parecia se divertir muito com a chatice, acordou e percebeu que deixava de viver coisas muito mais interessantes na vida por dedicar-se a produzir textos pro Twitter. Assim como o Orkut, a banaliza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o apocalipse do Twitter, o fim do &ldquo;reino dos 140 caracteres&rdquo; e a evas&atilde;o dos miguxos.<strong> </strong></p>
<p><strong>(2)</strong> &ldquo;Arnaldo, &eacute; por posts como esse que seu blog n&atilde;o pode acabar! Textos cheios de emo&ccedil;&atilde;o, de amor pela vida e pelo amor da sua vida que nos fazem refletir: quero viver e n&atilde;o sobreviver! Que o Carnaval chegue logo!&rdquo;</p>
<p><strong>(3)</strong> &ldquo;A pulga atr&aacute;s da minha orelha &eacute; se os amigos ficam satisfeitos s&oacute; com o que veem aqui e, por isso, o contato pessoal com eles dimiuiu tanto nos &uacute;tlimos tempos... Eu sei, eu reconhe&ccedil;o a minha parte da culpa, porque ter 2 filhos, tentar educ&aacute;-los de uma forma razoavelmente bem, trabalhar normalmente e ainda viver a vida l&aacute; fora? N&atilde;o d&aacute; para fazer 100% tudo!&rdquo; Em &ldquo;<strong>Sumi&ccedil;o</strong>&rdquo;, no blog <strong><a href="http://digravida.blogspot.com/">Di Gr&aacute;vida</a></strong>. <strong></strong></p>
<p><span class="descricao1"><strong>(*<sup>4</sup>) </strong></span>publicado na <strong>Folha de S&atilde;o Paulo</strong> - <span class="descricao1"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/tec/1040056-cresce-debate-sobre-aspectos-nocivos-de-viver-o-tempo-todo-na-internet.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/tec/1040056-cresce-debate-sobre-aspectos-nocivos-de-viver-o-tempo-todo-na-internet.shtml</a></span>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>De volta à Índia</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/2/1/de-volta-a-india.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/2/1/de-volta-a-india.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2012-02-01T13:44:27Z</published><updated>2012-02-01T13:44:27Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CARNAVAL em Varanasi, Sarnath, Khajuraho e Delhi</strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;TEM dias que a gente se sente bem, noutros mal. </strong>Eu me sinto sempre bem. Sou privilegiado, sei bem o que &eacute; isso. Mas n&atilde;o me surpreendo que minha vida tenha sido assim, melhor a cada dia. Ainda bem! O dia em que eu me sentir verdadeiramente mal, acho que ser&aacute; pra sempre. Se assim for, espero que seja quando a morte chegar.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>MAS ei, alto l&aacute;!, Dona Morte!</strong> Fique sossegada por a&iacute;. E respeite a fila! N&atilde;o tenho pressa, n&atilde;o tenho vontade de morrer, n&atilde;o vou me entregar por gosto &agrave; senhora. Tudo &agrave; sua hora. E mesmo assim, quando o fizer, ser&aacute; a contragosto. N&atilde;o se preocupe, n&atilde;o perca tempo tentando convencer-me, j&aacute; sei que meu dia h&aacute; de chegar, e com ele&nbsp;a senhora vir&aacute;. &Eacute; inevit&aacute;vel, mas ainda h&aacute; tanto pra ver e fazer... D&aacute; pra senhora esperar meus cem anos? Fa&ccedil;amos um pacto: a senhora espera e eu prometo: que vou, n&atilde;o com gosto, mas sem fazer for&ccedil;a. Tenho ainda muitas viagens por fazer, umas empresas pra tocar, quero ter mais um herdeiro, ainda n&atilde;o tenho um neto, enfim, preciso ver as minhas e as outras crian&ccedil;as crescerem.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MEUS cabelos come&ccedil;am a ficar brancos</strong>, minha pele j&aacute; enruga, ainda que discretamente, e minha sa&uacute;de &eacute; excepcional. Mas minha doce Em&iacute;lia assim mesmo pediu ("quero que viva at&eacute; os cem!"). Ent&atilde;o, prometi, e promessas eu pago: vou cuidar ainda melhor de mim! Juro por mim! Afinal, se tudo &eacute; para continuar vivendo mais dias ao seu lado, ainda por cima melhor a cada dia, como j&aacute; tem sido, eu prometo, juto que prometo... Se&nbsp;for pra acordar cada manh&atilde; olhando voc&ecirc;, pra dormir cada noite tocando a ponta de seus dedos, esperando que o sonho seja contigo, prometo, eu prometo, j&aacute; disse. Farei&nbsp;o que pediu. Mas n&atilde;o por vaidade, que j&aacute; n&atilde;o me cai bem, mas investindo mais tempo no Dr. Mauri, visitando prontamente o Dr. Luiz Armando quando sentir aquela dorzinha esquisita, pra n&atilde;o faltar a nenhuma aula com nosso <em>personal</em>. Prometo tamb&eacute;m (como adoro prometer coisas f&aacute;ceis de cumprir!) fazer nossas caminhadas deliciosas todas as noites apreciando a bela paisagem de nosso condom&iacute;nio, me encantar mais vezes com a escandalosa vista que invade nosso apartamento, curtir mais a simplicidade de colher jaboticadas de nossa varanda e comer ainda mais saudavelmente do que j&aacute; fazemos, ser ainda mais cuidadoso conduzindo minha Harley Davidson. S&oacute; n&atilde;o prometo uma coisa: ser mais feliz, porque isso n&atilde;o d&aacute;, nem com duas de voc&ecirc;. Uma Em&iacute;lia j&aacute; me basta. A continuar assim, eu vou morrer, mas &eacute; de amor.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EU n&atilde;o acredito em <em>karma</em>, nessas</strong> coisas de &ldquo;pagar&rdquo; por ter vivido uma vida t&atilde;o feliz. E j&aacute; que n&atilde;o sou religioso nem m&iacute;stico, reflito sobre a &ldquo;sorte&rdquo;, ou a falta dela, da maneira mais realista, como afinal tenho a sorte (&ecirc;pa!) de enxergar o mundo e a vida&nbsp;(&ocirc;ba!): simplesmente&nbsp;como eles s&atilde;o! E j&aacute; que n&atilde;o acredito em sorte nem azar, tudo&nbsp;torna-se muito simples: n&atilde;o penso nelas, e <em>pluft</em>!, elas somem!</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; COM a idade as pessoas come&ccedil;am</strong> a olhar para a morte e acreditar que a vida n&atilde;o acaba com ela. Sempre preferi desconfiar disso, severamente. E o fiz ainda moleque. J&aacute; aos 18 acreditava piamente nisso. E j&aacute; que ent&atilde;o s&oacute; se vive uma vez, comecei a me dedicar a viver intensamente, n&atilde;o para me esgotar dela, a vida, mas para segu&iacute;-la em acordo com o que <span style="text-decoration: underline;">eu</span> sempre acreditei que seja "viver com intensidade": dignamente, abusando do bom caratismo, com moral e respeito pela vida, pelas pessoas, pela natureza e pelos animais. Sem buzinar, sem avan&ccedil;ar o sinal, dando prefer&ecirc;ncia, dizendo "bom dia" e abrindo a porta para as pessoas passarem antes de mim.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;TENHO&nbsp;coragem de dizer que</strong> <strong>sorte</strong> e azar s&atilde;o coisas do demo. E que n&atilde;o acredito em demo, mas&nbsp;em probabilidades e oportunidades, na ci&ecirc;ncia, na medicina, no aprendizado, no esfor&ccedil;o e na dedica&ccedil;&atilde;o. Que h&aacute; homens que lutam anos, e s&atilde;o <strong>bons</strong>. Que h&aacute; homens que lutam muitos anos, e s&atilde;o <strong>muito bons</strong>. Mas que h&aacute; os que lutam <strong>toda a vida</strong>, e estes, os <strong>imprescind&iacute;veis</strong> <strong>(*)</strong>. Que o demo s&oacute; vive na mente dos que acreditam nele. E que quanto mais se acredita nele, mais se escravisa a ele. Como tamb&eacute;m <span style="text-decoration: underline;">n&atilde;o</span> acredito em dem&ocirc;nios, an&otilde;es de jardim, Saci Perer&ecirc; (a n&atilde;o ser o do Ziraldo!), Mula sem cabe&ccedil;a, Curupira, alma deste, do outro ou de qualquer mundo, estou certo mesmo que o que colho hoje&nbsp;&eacute; fruto do que plantei ontem. Nada mais. Sou fruto, resultado de como vivo a vida. Pra mim &eacute; f&aacute;cil (e &uacute;til) levar a vida acreditando na vida como ela &eacute;, n&atilde;o como tentavam pregar que fosse nas aulas de catecismo. Quanto melhor a vivo, quanto mais respeito dedico &agrave;s leis, &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e &agrave; ci&ecirc;ncia, quanto mais dignidade e car&aacute;ter demonstro, quanto maior respeito dedico ao pr&oacute;ximo e aos que me respeitam (especialmente aos menos favorecidos e os mais humildes), assim como &agrave; natureza e aos animais, melhores, maiores e mais saborosos s&atilde;o os frutos que colho. E me recordo bem do dia em plantei a sementinha da &aacute;rvore que hoje me d&aacute; esses frutos.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; QUANTO mais me afasto de pessoas</strong> m&aacute;s, tacanhas, invejosas, intrigueiras, quanto mais as ignoro, quando encerro ou&nbsp;n&atilde;o inicio rela&ccedil;&otilde;es com gente que n&atilde;o quer legitimamente bem a n&oacute;s, quanto mais invisto no oposto, melhor sigo a vida. E ela me retribui. Na propor&ccedil;&atilde;o inversa e dire&ccedil;&atilde;o oposta, mais curta &agrave; felicidade e ao sucesso. Quanto mais me dedico a quem efetivamente &eacute; amigo - de familiares a s&oacute;cios, de colegas de trabalho a empregados - e dos que torcem francamente por n&oacute;s, mais e do melhor eu colho.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>PARA mim, viver bem a vida</strong> n&atilde;o deve ser uma tentativa f&uacute;til ou v&atilde;, mas efetivamente dedicada, um desafio, algo como&nbsp;admirar e espelhar-se em&nbsp;pessoas em paz e que promovam a paz, as abertas &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o dos outros, as que evitam conflitos, que abominam cr&iacute;ticas &aacute;s outras, a relacionamentos interpessoais de qualquer natureza, as sem preconceitos raciais, sociais e sexuais, as que n&atilde;o julgam porque reconhecem sua incompet&ecirc;ncia, as que n&atilde;o aconselham sem que as pe&ccedil;am conselhos, as voltadas mais ao que est&aacute; acontecendo na vida do que a si mesmas, especialmente &agrave;s que fazem algo - por mais singelo que seja - para amenizar as desigualdades sociais.</p>
<p>&nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;FILOSOIAS &agrave; parte (desculpe, caro leitor,</strong> s&oacute; agora me lembrei que elas interessam bem<strong> </strong>pouco aos leitores de um blog de viagens!). Faz tempo que n&atilde;o perco tempo&nbsp;vivendo o tempo todo na Internet, especialmente escrevendo inutilidades, futilidades,&nbsp;bobices, frivolidades e asneiras. Uso-a para coisas &uacute;teis e meus computadores para a cria&ccedil;&atilde;o de ciosas positivas, bonitas, &uacute;teis, construtivas, maduras e sobretudo para valorizar o que merece valor.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mas hoje estou me sentindo</strong> <strong><span style="text-decoration: underline;">especialmente bem e feliz</span></strong>: assistimos dia desses &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o <strong>&Iacute;NDIA!</strong>,<strong> </strong>no<strong> Centro Cultural Banco do Brasil</strong>. Para al&eacute;m de ter sido a maior mostra do ano de 2011 no CCBB, que encerrou-se em 29 de Janeiro de 2012, foi uma deliciosa oportunidade de mergulhar no pa&iacute;s mais fascinante do planeta. Atrav&eacute;s de 300 pe&ccedil;as distribu&iacute;das em mais de 18 salas, fizemos um passeio pelo que h&aacute; de milenar e contempor&acirc;neo no subcontiente indiano. Mas o fato maior de termos gosta tanto da exposi&ccedil;&atilde;o foi a chama que nos reacendeu, pois dali a quinze dias estar&iacute;amos embarcando para nossa segunda viagem &agrave; &Iacute;ndia. Desde aquele dia contamos todos os que faltam at&eacute; nosso embarque, vivemos a deliciosa sensa&ccedil;&atilde;o de saudades daquilo que em breve encontraremos.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ESTAMOS indo para a &Iacute;ndia</strong> que nos arrebatou desde a primeira viagem, em Outubro de 2010, ao Rajast&atilde;o e a Delhi. E l&aacute; vamos n&oacute;s de novo com o bom humor e o entusiasmo que sempre nos acompanham em nossas viagens. Desta vez iremos exercitar nosso <em>voyerismo</em> expl&iacute;cito na er&oacute;tica <strong>Khajuraho</strong>, espiar a morte (&ecirc;pa!) em <strong>Varanasi</strong>, visitar <strong>Sarnath</strong> e<strong><em> </em></strong>rever a inesquec&iacute;vel <strong>Delhi</strong>.<strong> </strong>Terminaremos a viagem<strong> </strong>no caos de <strong>Katmandu</strong>, <strong>Nepal</strong>. Estamos fugindo do espetacular Carnaval do Rio de Janeiro e &agrave; espera de emo&ccedil;&atilde;o na veia.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;N&Acirc;O esperamos nada mais do que</strong> reencontrar a emo&ccedil;&atilde;o e a felicidade que marcaram nossa primeira viagem &agrave; &Iacute;ndia, que de novo nos surpreendamos nos templos er&oacute;ticos de <strong>Khajuraho</strong>, penetrem em nossas veias em <strong>Varanasi</strong> e nos sigam at&eacute; <strong>Katmandu</strong>, <strong>Nepal</strong>. A &Iacute;ndia ainda nos chama. E n&oacute;s ainda a ouvimos.</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ENT&Atilde;O, vamos passar o Carvanal na &Iacute;ndia</strong>. At&eacute; l&aacute;, e ainda l&aacute;, daremos not&iacute;cias. Carinhos a todos, beijos nas crian&ccedil;as.</p>
<p><strong>(*) Bertolt Brecht</strong></p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>Cuba - Havana e Santiago</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/1/7/cuba-havana-e-santiago.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/1/7/cuba-havana-e-santiago.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2012-01-07T23:40:37Z</published><updated>2012-01-07T23:40:37Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20La%20Guarida%20MG_7725.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325949307261" alt="" /></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><strong>&nbsp;</strong><em style="font-size: 90%;"><span style="font-size: 90%;">O Corti&ccedil;o</span></em></span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MAIS</span></strong><span style="color: #131313;"> <strong>do que toda hist&oacute;ria,&nbsp;cultura</strong> e hospitalidade,<strong> </strong>a verdadeira gl&oacute;ria de <strong>Havana</strong> est&aacute; na sua pobreza. A maior atra&ccedil;&atilde;o de Cuba &eacute; testemunhar as conseq&uuml;&ecirc;ncias da Revolu&ccedil;&atilde;o de 59, do comunismo e sua derrocada, do embargo comercial,&nbsp;do&nbsp;fim&nbsp;da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e os efeitos da falta de tudo. Para&iacute;so para fot&oacute;grafos, <strong>Havana</strong> tem nas suas constru&ccedil;&otilde;es encapsuladas no tempo,&nbsp;sob os efeitos de meio s&eacute;culo de&nbsp;eros&atilde;o,&nbsp;corros&atilde;o e&nbsp;pobreza,&nbsp;resultados t&atilde;o&nbsp;degradantes&nbsp;quanto fotog&ecirc;nicos. Nossa motiva&ccedil;&atilde;o foi explorar a arquitetura glamurosa e&nbsp;intoc&aacute;vel&nbsp;e n&atilde;o os <em>resorts </em>da ilha e seu mar.&nbsp;Foi assim&nbsp;que Cuba&nbsp;se revelou para n&oacute;s,&nbsp;exibiu&nbsp;toda sua dimens&atilde;o, sua incr&iacute;vel m&uacute;sica,&nbsp;sua gente encantadora,&nbsp;seu patrim&ocirc;nio hist&oacute;rico. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_7841.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1326046764395" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tem de tudo na ilha.</strong> Se voc&ecirc; gosta,&nbsp;Cuba&nbsp;pode ser apenas&nbsp;um destino de praias azuis como tantas outras caribenhas, com&nbsp; resorts berm razo&aacute;veis nas cidades de&nbsp;Varadero e Cayo Largo.&nbsp;Todavia, se procura pela&nbsp;heran&ccedil;a&nbsp;comunista comece em Havana e visite Trinidad, Santiago e Cienfuegos.&nbsp;De todo modo, tudo come&ccedil;a em Havana.&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20La%20Guarida%20_MG_7701.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325950863083" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20La%20Guarida%20_MG_7733.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325950890975" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;<em style="font-size: 90%;"><span style="font-size: 90%;">&nbsp;Num corti&ccedil;o de Havana convivem dignidade, pobreza e gl&oacute;ria do passado</span></em></span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fruto de uma clausura de 53</span></strong><span style="color: #131313;"> anos imposta pela revolu&ccedil;&atilde;o de Fidel, <strong>Cuba</strong> &eacute; o &uacute;ltimo, curioso exemplo de estado socialista ocidental no mundo. Foi a falta de tudo a respons&aacute;vel por trazer intacto ao s&eacute;culo 21 todo seu patrim&ocirc;nio arquitet&ocirc;nico, t&atilde;o grande quanto a pr&oacute;pria cidade, ao menos aos olhos tur&iacute;sticos. O imponente conjunto de pr&eacute;dios de elevado valor estil&iacute;stico, congelado no tempo, guardado nos limites de um muro pol&iacute;tico virtual, largado &agrave; pr&oacute;pria sorte, &eacute; para al&eacute;m de um deleite fotogr&aacute;fico, um fabuloso patrim&ocirc;nio da humanidade. Tudo foi protegido e resguardado das marretas da modernidade, pela falta de desenvolvimento, de recursos, da impossibilidade de trocar o velho pelo novo e do desleixo. Desgastado o original,<strong> </strong>ainda vislumbra-se sua beleza extraordin&aacute;ria e arrebatadora. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_3647.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325975354492" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 90%;">Grande Teatro Nacional, Havana</span></em><em><span style="font-size: 90%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></em></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Havana &eacute; surreal.</strong> <span style="color: #131313;">As curiosidades e contradi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o gigantescas, das mais rom&acirc;nticas &agrave;s mais penetrantes. Como por exemplo a onipresen&ccedil;a de <em>Ernest Hemingway</em> e <em>Che Guevara</em>. O americano (cuja est&aacute;tua de bronze do &ldquo;Papa&rdquo;, em tamanho natural ocupa seu lugar favorito no balc&atilde;o do bar <strong>La Floridita</strong>, onde ele e um <em>bar-man</em> inventaram o famoso coquetel <em>daiquiri</em>) divide com o argentino <em>Che Guevara</em>, o libertador<em> Jose Mart&iacute;</em>, e os revolucion&aacute;rios <em>Camilo Cienfuegos</em> e <em>Fidel Castro </em>a mesma import&acirc;ncia e rever&ecirc;ncia.&nbsp;</span><span style="color: #131313;">Ambos os bares <strong>-&nbsp;Bodeguita del Medio&nbsp;</strong>e<strong> El Floridita</strong>&nbsp;-&nbsp;mostram em seus letreiros de fachada que s&atilde;o casas preferidas por Hemingway,&nbsp;a primeira&nbsp;&ldquo;mi mojito en la Bodeguita", e a segunda "mi daiquir&iacute; en El&nbsp; Floridita&rdquo;.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_6044.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1326047096705" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Ou, ent&atilde;o, que quase toda sua</strong> suntuosidade mant&eacute;m-se virgem, inocente e em evidente decrepitude. Mas mesmo assim, suja, abandonada e desleixada, a cidade &eacute; gloriosa, uma rara oportunidade tur&iacute;stica, cuja autenticidade, realidade social e econ&ocirc;mica tocam na mesma propor&ccedil;&atilde;o o cora&ccedil;&atilde;o, os olhos e a mente do visitante. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_0124a.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325978838620" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sa&iacute;mos felizes de Cuba, orgulhosos por</span></strong><span style="color: #131313;"> conhecer seu patrim&ocirc;nio, sua cultura e sua gente t&atilde;o incr&iacute;vel. &Eacute; poss&iacute;vel que alguns mais sens&iacute;veis, a meu exemplo, saiam deprimidos de uma visita &agrave; na&ccedil;&atilde;o, especialmente ao saberem que 85% do povo trabalham para o estado, recebem sal&aacute;rio mensal de 20 d&oacute;lares, uma cesta b&aacute;sica sem sabonete e pasta de dente e que vive em crise permanente h&aacute; 53 anos. O regime populista, o socialismo de estado e o nacionalismo anti-imperialista est&atilde;o profundamente arraigados na popula&ccedil;&atilde;o, e levam o visitante &agrave; permanente conviv&ecirc;ncia com as duas Cubas, contradit&oacute;rias como s&oacute; elas: a dos d&oacute;lares tur&iacute;sticos e a dos pesos nacionais, a da dualidade econ&ocirc;mica que sustenta um mercado miser&aacute;vel de lojas vazias de gente e de produtos, a de p&eacute;ssimos servi&ccedil;os de transportes, de hotelaria e de alimenta&ccedil;&atilde;o, a do mercado negro de diversos produtos secund&aacute;rios e de primeira necessidade, a de produtos roubados do estado, a de contrabando de objetos de luxo e de arte, entre tantas mostras de uma realidade que incomoda, mas da qual n&atilde;o se pode fugir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_3777.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325978999303" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;</span><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esplendorosa e fechada para o mundo</span></strong><span style="color: #131313;">, Havana vive hoje seu maior dilema: o que vir&aacute; com o fim da Era Fidel e de sua Revolu&ccedil;&atilde;o? O que ser&aacute; desse brilhante museu ao vivo, cujas obras est&atilde;o expostas ao ar livre e concentradas nos limites de <em><strong>Habana Vieja</strong></em> e <em><strong>Habana Centro</strong></em>? O que ocorrer&aacute; com as incr&iacute;veis fachadas em estilos t&atilde;o belos quanto diversos, cujos desenhos brilhantes v&atilde;o do colonial ao <em>art-deco</em>, do modernismo ao ecl&eacute;tico, do <em>art-nouveau</em> ao mourisco? </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-block ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_3636.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979118472" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; uma quest&atilde;o inexor&aacute;vel de tempo</span></strong><span style="color: #131313;">. Como em Berlim, mais um &ldquo;muro&rdquo; cair&aacute;. Com ele uma enxurrada de novidades, de liberdade e de descobertas. Tudo poder&aacute; acontecer mas nada se pode afirmar. Aposta-se que no m&aacute;ximo em dez anos o pa&iacute;s volte a ser aberto e torne-se de novo um quintal caribenho norte-americano. Seja l&aacute; como for, n&atilde;o escapar&aacute; do dinheiro acumulado nos bolsos de exilados cubanos enriquecidos em Miami - um quinto da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s - numa abund&acirc;ncia que jamais se experimentou na ilha, nem mesmo na terr&iacute;vel era Batista. O fim da Era Fidel trar&aacute; de volta os <em>gusanos</em>, &ldquo;vermes&rdquo; burgueses exilados na Fl&oacute;rida, e toda sua riqueza material acumulada em mais de 50 anos. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_5589.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979262458" alt="" /></span>&nbsp; </span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cessar&aacute; ent&atilde;o o embargo americano e </span></strong><strong><span style="color: #131313;">Cuba</span></strong><span style="color: #131313;"> come&ccedil;ar&aacute; seu justo processo de enriquecimento e desenvolvimento. Todavia n&atilde;o se pode negar o risco de tornar-se mais um pa&iacute;s sem personalidade, como tantos outros vizinhos caribenhos. Mas a alguns, ainda que perca autenticidade e exotismo, reconfortar&aacute; saber dos ganhos positivos: liberdade e progresso. Assim que cair mais uma ditadura violenta e atrasada no mundo, um povo com liberdade e oportunidades surgir&aacute;. Mas &eacute; preciso <strong>visitar Cuba logo</strong>, para que se registrem em fotos, em textos e na posteridade da mem&oacute;ria toda sua incr&iacute;vel autenticidade. Para os brasileiros, visitar Cuba significa viver uma assombrosa simpatia, admira&ccedil;&atilde;o e hospitalidade, ainda mais encantadora quando nos dizem: &ldquo;Amamos suas novelas, n&oacute;s amamos suas novelas!&rdquo;</span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">______________________________________</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">Turismo, a nova revolu&ccedil;&atilde;o cubana</span></strong></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><span style="color: #131313;">Cuba tem um charme incompar&aacute;vel, especialmente</span></strong><span style="color: #131313;"> se posta ao lado de todos os outros pa&iacute;ses caribenhos. S&atilde;o mais de </span>400 anos de dom&iacute;nio espanhol,<span><strong> </strong>de</span><span> personalidade, de cultura e de legado arquitet&ocirc;nico, cujo povo tem costumes atraentes, tradi&ccedil;&otilde;es do a&ccedil;&uacute;car, do tabaco, do rum, da m&uacute;sica e da dan&ccedil;a, e onde riquezas naturais litor&acirc;neas e de montanha enchem os olhos de quem visita a ilha. Entretanto, esteja certo, &eacute; a cultura da Revolu&ccedil;&atilde;o que torna a ilha uma j&oacute;ia rara do Caribe, a preciosidade do mundo e um dos pa&iacute;ses mais genu&iacute;nos das am&eacute;ricas. Para todo o mundo, especialmente para n&oacute;s brasileiros, deve tornar-se um destino dos mais populares, como tem sido para cerca de 3 milh&otilde;es de turistas por ano. &nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_5536.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979472754" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Todavia, hoje d&oacute;i verificar os efeitos </span></strong><strong><span style="color: #131313;">da nova revolu&ccedil;&atilde;o</span></strong><span style="color: #131313;">: quase tudo &eacute; estatal e muito pouco do dinheiro tur&iacute;stico circula entre o povo. Muitos profissionais liberais deixaram seus of&iacute;cios como m&eacute;dicos, enfermeiros e professores para trabalharem no crescente setor tur&iacute;stico, a nova revolu&ccedil;&atilde;o cubana, sua &uacute;nica t&aacute;boa de salva&ccedil;&atilde;o. Mas o turismo &eacute; apenas mais um dos contrastes do pa&iacute;s: promove uma economia desequilibrada e traz conseq&uuml;&ecirc;ncias inimagin&aacute;veis. Minha impress&atilde;o pessoal do pa&iacute;s foi compar&aacute;vel a uma ligeira depress&atilde;o. &nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp; <span class="full-image-block ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana_MG_5679.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979611774" alt="" /></span></span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por enquanto, a &ldquo;j&oacute;ia rara do Caribe&rdquo; </span></strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #131313;">ainda</span></span><span style="color: #131313;"> est&aacute; parada no tempo, naquele bem diferente que roda no resto do mundo, exposto nos <em>outdoors</em> de <em>McDonalds</em>, <em>Starbucks</em> e <em>shopping malls. </em><em>N&atilde;o h&aacute; </em>an&uacute;ncios comerciais. Cartazes, s&oacute; mesmo os revolucion&aacute;rios, ou estatais, alguns t&atilde;o ing&ecirc;nuos e ex&oacute;ticos quanto defasados na ideologia e no tempo. Por isso <strong>Cuba <span style="text-decoration: underline;">precisa</span> ser visitada</strong> enquanto permanece assim, aut&ecirc;ntica e congelada, e antes que torne-se um destino bate-e-volta de <em>Key West</em>, antes que acabem-se os <em>paladares</em> - restaurantes privados dirigidos por fam&iacute;lias cubanas -, e &ldquo;hospedagens familiares&rdquo;, dois t&iacute;midos exemplos de empreendedorismo da &ldquo;nova&rdquo; Cuba de Raul Castro. &Eacute; poss&iacute;vel que a &ldquo;nova revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; elimine o desconfort&aacute;vel contraste entre n&oacute;s - que vivemos t&atilde;o bem - e eles, que vivem t&atilde;o mal. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20camilo_MG_0203.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979826980" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20Che_MG_0204.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325979887639" alt="" /></span></span>&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;"><em style="font-size: 90%;"><span style="font-size: 90%;">Camilo Cienfuegos e Che Guevara&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></em></span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fomos a Cuba aproveitando o feriado </span></strong><span style="color: #131313;">de Natal e <em>Reveillon,</em> para comemorarmos meu anivers&aacute;rio e para conferirmos as novidades desta nova revolu&ccedil;&atilde;o cubana. Fomos para entender Cuba com uma vis&atilde;o pessoal, para nos divertir ouvindo rumba e<em> son</em>, <em>guaracha</em> e <em>mambo</em>, para dan&ccedil;ar salsa, beber <em>mojito</em> e daiquiri, para fumar uns <em>Cohibas</em> <strong>(*) </strong>e passear por <strong>Havana</strong> e <strong>Santiago de Cuba</strong>. O tempo foi pouco para tanto o que h&aacute; para ser visto, e ao fim deixou o desejo de voltar para conhecer a ilha de ponta a cabo: <em>Trinidad, Topes de Collantes, Cienfuegos, Santa Clara, Pinar del Rio,&nbsp;Gran Piedra,&nbsp;Vinales, Soroa, Baracoa</em>, e, quem sabe, at&eacute; mesmo <em>Varadero</em> e <em>Cayo Largo</em>. Talvez at&eacute; antes de <strong>Cuba</strong> voltar a ser um parque tem&aacute;tico norte-americano e de se instalar o primeiro <em>McDonald's</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #131313;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Havana%20Floridita_MG_5760.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1325980083424" alt="" /></span></span> </span></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;_______________________</span></p>
<p><strong><span style="color: #131313;">(*) </span></strong><strong><span style="color: #131313;">U<span style="font-size: 90%;"><span style="font-size: 90%;">m </span>Cohiba</span></span></strong><span style="font-size: 90%;"><strong> </strong>custa R$ 100,00 a unidade no Brasil e R$ 10,00 em Havana, na <em>Partagas</em>!</span></p>
<p><span style="font-size: 90%;">&nbsp;</span><span style="font-size: 90%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><span style="color: #131313;">Esta viagem foi a</span></strong><span style="color: #131313;"> <strong>realiza&ccedil;&atilde;o de</strong> um desejo antigo de tr&ecirc;s pessoas que est&atilde;o felizes por terem ido, por voltarem ainda melhores, que viveram mais uma espl&ecirc;ndida experi&ecirc;ncia em viagens. Viajamos com emo&ccedil;&atilde;o, o que tem sido comum entre n&oacute;s, talvez pela maturidade, experi&ecirc;ncia e pela boa sorte na escolha dos destinos. Sa&iacute;mos intrigados, permanecemos encantados, voltamos fascinados. Faltam compet&ecirc;ncia e tempo para expressar o privil&eacute;gio de ter rompido o ano em <strong>Santiago de Cuba</strong>, de comemorar meu anivers&aacute;rio em <strong>Havana</strong> e de compartilhar esta viagem com minha doce <strong><a href=" http://www.aturistaacidental.com.br/">Em&iacute;lia</a></strong> e sua dulc&iacute;ssima m&atilde;e, <strong>Mariliana</strong>. S&oacute; me resta dizer: <strong>muit&iacute;ssimo obrigado, Em&iacute;lia, Mariliana e Cuba!</strong></span></p>
<p><span style="color: #131313;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Veja tamb&eacute;m o apaixonante relato</strong> e as boas fotos da<strong> Em&iacute;lia</strong> no seu blog <strong><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/">A Turista Acidental</a></strong>, com o t&iacute;tulo "<strong><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/?p=4326">Simplesmente Havana</a></strong>". </span></p>
<p><span style="color: #131313;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><em><span style="color: #131313;" lang="EN">Hasta luego</span></em></strong><strong><span style="color: #131313;" lang="EN">! </span></strong></p>]]></content></entry><entry><title>Angkor Wat e Siem Reap</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/12/4/angkor-wat-e-siem-reap.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/12/4/angkor-wat-e-siem-reap.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2011-12-04T14:37:47Z</published><updated>2011-12-04T14:37:47Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: 110%;">SIEM REAP - Chegar&nbsp;&eacute; f&aacute;cil, dif&iacute;cil&nbsp;&eacute; partir</span></strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que mais surpreende no sudeste asi&aacute;tico &eacute; sua capacidade de surpreender.</strong> <em>Mal terminamos nossas maravilhosas experi&ecirc;ncias em <strong>Bangkok</strong> e <strong>Chiang Mai</strong>, um novo caso de amor&nbsp;nos inspirava,&nbsp;inflamava&nbsp;os sentidos, resgatava&nbsp;as melhores emo&ccedil;&otilde;es j&aacute; sentidas em viagem: eram</em>&nbsp;<strong>Siem Reap</strong><em> e os templos de </em><strong>Angkor. </strong></p>
<p><em><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8026.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322777615947" alt="" /></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>&nbsp;&nbsp;</em>&nbsp;<strong><em><span style="font-size: 90%;">Foi ao anoitecer&nbsp;nossa ansiosa,&nbsp;excitante primeira incurs&atilde;o a Siem Riep&nbsp; </span></em></strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O que estava por vir&nbsp;j&aacute;</strong><em> come&ccedil;ava antes mesmo de pousarmos&nbsp;no&nbsp;pequeno e simp&aacute;tico&nbsp;aeroporto de</em> <strong>Siem Reap</strong><em>. O</em> Airbus&nbsp;<em>da</em> Bangkok Airways&nbsp;<em>sobrevoava&nbsp;o&nbsp;vasto</em> <em><strong>Lago Tonle Sap </strong>enquanto<strong>&nbsp;</strong>seu<strong> </strong>comandante</em><strong>&nbsp;</strong><em>anunciava&nbsp;o pouso. O avi&atilde;o da</em> <em>"boutique airline"&nbsp;e sua&nbsp;pintura ex&oacute;tica e colorida&nbsp;&eacute; uma atra&ccedil;&atilde;o nos&nbsp;aeroportos do Camboja, da China, do Laos, Maldivas, Burma, India e Cingapura,&nbsp;destinos&nbsp;da&nbsp;</em><em>terceira melhor cia. a&eacute;rea regional da &Aacute;sia em 2011. Pousamos&nbsp;&agrave;s tr&ecirc;s da tarde. Mal desligaram-se as turbinas,&nbsp;n&oacute;s e os&nbsp;demais 161 passageiros levantamo-nos&nbsp;ansiosos&nbsp;pela abertura da porta do avi&atilde;o e&nbsp;por nosso&nbsp;desembarque. Est&aacute;vamos&nbsp;&aacute;vidos para&nbsp;engrossar&nbsp;a multid&atilde;o de turistas&nbsp;que&nbsp;visita&nbsp;<strong>Siem Reap</strong> e&nbsp;<strong>Angkor</strong> todos os dias.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20sweet%20children_MG_8514a.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323008668982" alt="" /></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Doces, puras e singelas como&nbsp;todo o povo cambojano...&nbsp;</span></strong></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; </em><strong>Por vezes aparentemente hostil, o&nbsp;sotaque</strong> khmer<em> &eacute; curioso. Em nada lembra&nbsp;a atraente sonoridade do tailand&ecirc;s, a&nbsp;l&iacute;ngua tonal,&nbsp;suave, doce e cantada que ainda permeava nossos ouvidos. Sa&iacute;mos&nbsp;do avi&atilde;o&nbsp;</em><em>ouvindo&nbsp;o &uacute;ltimo</em> sah-wah-dee kha,<em>&nbsp;a despedida&nbsp;da comiss&aacute;ria, cuja&nbsp;</em><em>sonoridade alongada</em>&nbsp;<em>da &uacute;ltima s&iacute;laba&nbsp;sempre &eacute;&nbsp;acompanhada de&nbsp;um&nbsp;sorriso.&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em><strong>O tom&nbsp;musical&nbsp;nos acompanhara</strong>&nbsp;<em>durante&nbsp;os dez dias na Tail&acirc;ndia, consagrou-se como&nbsp;o extrato&nbsp;da simpatia e&nbsp;receptividade&nbsp;tailandesas, que&nbsp;neste novo&nbsp;encontro&nbsp;tem&iacute;amos&nbsp;n&atilde;o se repetir.&nbsp;Talvez fosse a&nbsp;hist&oacute;ria recente,&nbsp;sombria e tr&aacute;gica do Camboja, e as deliciosas estadas no pa&iacute;s vizinho o que&nbsp;provocasse nosso&nbsp;temor de n&atilde;o encontrarmos&nbsp;a mesma do&ccedil;ura. Com&nbsp;o cora&ccedil;&atilde;o ansioso e apreensivo,&nbsp;descemos a escada e tocamos o solo cambojano, ainda&nbsp;com as lembran&ccedil;as e&nbsp;as&nbsp;saudades de Chiang Mai e&nbsp;Bangkok, de&nbsp; oito dias dedicados febrilmente&nbsp;&agrave; sua&nbsp;explora&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Est&aacute;vamos&nbsp;no&nbsp;t&atilde;o sonhado destino:&nbsp;</em><strong>Siem Reap </strong><em>e o Complexo&nbsp;de</em><strong> Angkor</strong><em>,&nbsp;e viv&iacute;amos o&nbsp;privil&eacute;gio de visitar um dos lugares mais incr&iacute;veis do planeta.</em></p>
<p><em>&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/BANGKOK%20Airways%20FONTE%20Airliners.net%20Photo%20ID%201945650%20-%20nguyenphuong%20-%20Vietnam%20Air%20Spotters.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322776939445" alt="" /></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>&nbsp;</em><span style="font-size: 90%;"><strong>BANGKOK Airways</strong> (FONTE: Airliners.net - Photo ID: 1945650 - Autor: nguyenphuong - Vietnam Air Spotters)</span></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em><strong>Com&nbsp;aquele&nbsp;&uacute;ltimo adeus&nbsp;soando </strong><em>melanc&oacute;lico,<strong> </strong>nos desped&iacute;amos da Tail&acirc;ndia dando nosso&nbsp;al&ocirc; ao Camboja, e&nbsp;assim que nos deparamos com o pequeno, simp&aacute;tico e caprichoso aeroporto de&nbsp;<strong>Siem Reap</strong>, a surpresa s&oacute; n&atilde;o foi maior que a efici&ecirc;ncia do servi&ccedil;o de imigra&ccedil;&atilde;o e de recupera&ccedil;&atilde;o da bagagem. Simples, pequeno,&nbsp;simp&aacute;tico e acolhedor,&nbsp;o bom projeto de arquitetura,&nbsp;a vegeta&ccedil;&atilde;o luxuriante, a ilumina&ccedil;&atilde;o solar e o desenho khmer do estiloso aeroporto aplacaram nossa saudade.&nbsp;A&nbsp;aus&ecirc;ncia de</em>&nbsp;finger e<em>&nbsp;&ocirc;nibus para o desembarque de passageiros, o nariz do avi&atilde;o quase tocando a fachada do edif&iacute;cil&nbsp;&eacute;&nbsp;precisamente&nbsp;o&nbsp;que torna&nbsp;a chegada t&atilde;o atraente. </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Pre%20Rup_MG_0395.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323003283189" alt="" /></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Siem Reap. Base para explora&ccedil;&atilde;o do Complexo de Angkor - na foto, o Templo Pre Rup&nbsp;&nbsp; </span></strong></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </em><strong>Aquela primeira e gostosa&nbsp;impress&atilde;o</strong><em>&nbsp;</em><strong>logo </strong><em>deu lugar &agrave; seguinte, igualmente boa:&nbsp;um&nbsp; eficiente, r&aacute;pido, divertido&nbsp;servi&ccedil;o de&nbsp;imigra&ccedil;&atilde;o e&nbsp;obten&ccedil;&atilde;o&nbsp;de&nbsp;vistos. Uma fila para pagar&nbsp;as custas de&nbsp;US$ 40,00 para n&oacute;s dois, uma carreira de oficiais atr&aacute;s de um longo balc&atilde;o em curva, cada um com sua atividade, nossos passaportes corriam de m&atilde;o em m&atilde;o em dirre&ccedil;&atilde;o ao final do balc&atilde;o, onde numa segunda&nbsp;fila&nbsp;os recuperamos.&nbsp;&nbsp;Encantados com mais dois belos vistos estampados em papel-moeda, pegamos nosso documento e seguimos em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; esteira de bagagem. Com as malas rapidamente recuperadas, trocamos&nbsp;US$ 100,00&nbsp;d&oacute;lares pela moeda local, o Riel. Embolsamos 400 mil Riel e&nbsp;seguimos para&nbsp;o bonito sagu&atilde;o de desembarque, onde o&nbsp;aparentemente &aacute;spero&nbsp;sotaque </em>khmer<em>&nbsp;ali mesmo foi substitu&iacute;do pela&nbsp;simp&aacute;tica&nbsp;funcion&aacute;ria&nbsp;do hotel&nbsp;<strong>La R&eacute;sidence d'Angkor</strong>, recepcionando-nos&nbsp;</em><em>para efetuar nosso traslado. </em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </em><strong>Mal pod&iacute;amos com nossa ansiedade. Quer&iacute;amos&nbsp;</strong><em>logo chegar ao hotel, efetuar nosso registro, tomar posse de nosso apartamento e sair para explorar <strong>Siem Reap</strong>,&nbsp;a cidade</em> khmer<em> que serve de base para a explora&ccedil;&atilde;o de Angkor. Entretanto, ainda era preciso conciliar o pequeno espa&ccedil;o do carro&nbsp;com nossa bagagem:&nbsp;tr&ecirc;s malas (duas de roupas,&nbsp;uma de artesanato, objetos decorativos, lembran&ccedil;as&nbsp;e antiguidades&nbsp;comprados em Bangkok e Chiang Mai), mais os dois passageiros,&nbsp;motorista e recepcionista e bolsas e malas de m&atilde;o.&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </em><strong>N&atilde;o esper&aacute;vamos encontrar na cidadezinha o</strong><em> mesmo brilho incompar&aacute;vel do complexo de <strong>Angkor</strong>, constru&iacute;do&nbsp;pelas m&atilde;os do povo campon&ecirc;s dos&nbsp;arrozais,&nbsp;por art&iacute;fices das pedras, por arquitetos ancestrais e escultores que imortalizaram com fidelidade espantosa a incr&iacute;vel hist&oacute;ria quotidiana, religiosa e de&nbsp;batalhas da &eacute;poca. Mas a ansiedade era como se estiv&eacute;ssemos prestes a entrar num daqueles templos de&nbsp;mil anos...</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; </em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ____________________________________</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span style="font-size: 110%;">Siem Reap</span></strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><strong>A outrora aldeia colonial transformou-se em</strong> pot&ecirc;ncia tur&iacute;stica. Apenas<strong> </strong>20 anos foram precisos para que a ent&atilde;o pequena cidade escondida do mundo se tornasse um de seus destinos mais populares.&nbsp; Se hoje pouco resta do que era antigo, se perdeu charme e personalidade, eles ainda s&atilde;o vis&iacute;veis nas constru&ccedil;&otilde;es francesas, nas ruas arborizadas, na imperfei&ccedil;&atilde;o perfeita de suas ruas, na sua gente doce como&nbsp;a&ccedil;&uacute;car,&nbsp;na vida simples, no jeito rural.&nbsp; A personalidade mostra-se de muitas maneiras: no cheiro de molho de peixe fermentado, no <em>prahok </em><strong>(**)</strong>, nos <em>chefs</em> de cal&ccedil;ada, na pimenta <em>kampot</em> <strong>(***)</strong>, na dan&ccedil;a <em>Apsara...</em></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8056.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322778355869" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 90%;"><strong>Apsara, a tradicional dan&ccedil;a <em>khmer</em></strong></span></p>
<p><em>...</em>, nos monges budistas, nas linhas <em>art-deco</em> que fundiram-se harmoniosas com as asi&aacute;ticas, na arrebatadora do&ccedil;ura do povo, at&eacute; no seu a&ccedil;&uacute;car, que surpreendentemente &eacute; retirado de palmeiras. Enfim, <strong>Siem Riep</strong> &eacute; uma plenitude de coisas boas para os que gostam de explorar culturas ex&oacute;ticas.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_3267.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322780378252" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Transporta-se de tudo nos scooter, de fam&iacute;lias inteiras a galinhas&nbsp; </span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Alguns pensam em destinar uma</strong> ou duas noites ao centrinho de <strong>Siem Reap</strong>, todavia muitos n&atilde;o o conseguem, n&atilde;o resistem ao cansa&ccedil;o&nbsp;dos estafante dias dedicados ao complexo arqueol&oacute;gico. Aqueles que o fazem, todavia n&atilde;o imaginam&nbsp;que os marcar&aacute;, mais do que a indiscut&iacute;vel impon&ecirc;ncia do s&iacute;tio arqueol&oacute;gico <em>khmer</em>, a experi&ecirc;ncia do conv&iacute;vio com uma&nbsp;gente t&atilde;o pac&iacute;fica, agrad&aacute;vel, doce&nbsp;e alegre.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8000.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322778446701" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span style="font-size: 90%;"><strong>As linhas <em>art-deco</em>&nbsp;fundiram-se discretamente&nbsp;com as asi&aacute;ticas</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Nossa primeira incurs&atilde;o</strong> a <strong>Siem Riep</strong>, se n&atilde;o o mais ansioso, por certo&nbsp;foi o&nbsp;mais excitante momento no Camboja. Assim que nos registramos no hotel e tomamos nosso delicioso quarto, sa&iacute;mos em busca das del&iacute;cias da pequena, por&eacute;m vibrante <strong>Siem Riep</strong>. Mal pod&iacute;amos conter a ansiedade, pois a tarde ca&iacute;a e a noite sempre chega cedo no inverno.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8029.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779449162" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">A noite chega cedo no inverno&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mais que um destino, a cidade</strong> &eacute; uma agrad&aacute;vel experi&ecirc;ncia pra se viver. O centro de <strong>Siem Reap</strong> surpreende por seu agrad&aacute;vel mercado popular, por suas lojas, <em>boutiques</em>, restaurantes, albergues, hot&eacute;is requintados,&nbsp;bares, casas de massagem, cibercaf&eacute;s,&nbsp;cafeterias e, por fim, os nojentos <em>fish spas</em>. A vida &eacute; vibrante e convidativa, especialmente na <em>Pub Street</em>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_3307.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322832777338" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">O ve&iacute;culo nacional cambojano,&nbsp;popular tamb&eacute;m&nbsp;entre os turistas em Siem Reap&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Fam&iacute;lias inteiras seguem&nbsp;num mesmo <em>scooter</em></strong> pelo surpreendente, civilizado tr&aacute;fego de Siem Reap. <em>Tuk tuks</em>, bicicletas (o ve&iacute;culo nacional cambojano), motonetas, carros e pessoas, tudo flui com&nbsp;serenidade&nbsp;e ritmo que nem a mais civilizada cidade ocidental conhece.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8009.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779207178" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span style="font-size: 90%;"><strong>Lojas, <em>boutiques</em>, restaurantes, albergues, hot&eacute;is requintados, bares e caf&eacute;s</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Ainda que seja evidente a descaracteriza&ccedil;&atilde;o</strong> que o turismo de massa provocou na cidade, algo necess&aacute;rio para abrigar a infra-estrutura hoteleira&nbsp;e&nbsp;o grande fluxo tur&iacute;stico, base de visita&ccedil;&atilde;o de um dos mais not&aacute;veis lugares do planeta, ainda h&aacute; vest&iacute;gios de ruas e casas antigas, de originalidade chinesa e francesa na arquitetura, de autenticidade no artesanato, de exotismo. Nada, entretanto, foi t&atilde;o not&aacute;vel quanto a comida. Deliciosa, requintada e ancestral, especialmente a servida nos in&uacute;meros restaurantes do <em>Old French Quarter</em> e do mercado popular, cuja descontra&ccedil;&atilde;o foi sempre garantia de boa divers&atilde;o.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_7959.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779822792" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">A dif&iacute;cil lingua <em>kmehr</em> soa dura, mas a escrita&nbsp;parece transmitir a delicadeza&nbsp;do povo&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Al&eacute;m de tudo, a cidade &eacute;</strong> segura, &eacute; gostosa, &eacute; f&aacute;cil de conhecer a p&eacute;. Como se n&atilde;o bastasse tudo, &eacute; interessante para compras, especialmente roupas, artesanato e objetos decorativos. Um &ecirc;xtase para quem gosta de antiguidades, de objetos decorativos e para casa. Por fim, a qualidade da seda &eacute; not&aacute;vel, seja aplicada &agrave;s roupas, aos artigos decorativos ou aos produtos para a mesa.<strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_7986.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779300895" alt="" /></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&nbsp;&nbsp;<span style="font-size: 90%;"><em>Old French Quarter</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Maravilhosa de muitas maneiras,&nbsp;&eacute; </strong>o povo de sorriso&nbsp;doce, de&nbsp;simplicidade emocionante e&nbsp;sinceridade genu&iacute;na&nbsp;que arrebata o visitante. A marca registrada da cidade, portanto,&nbsp;n&atilde;o &eacute; material, mas a que se percebe na sincera vontade de bem receber, no genu&iacute;no desejo de ajudar e servir, na do&ccedil;ura cativante, na ingenuidade perturbadora e na serenidade exemplar, tudo&nbsp;o parece fazer parte&nbsp;do cerne da personalidade cambojana.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_0283.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779920025" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">O S&iacute;tio Arqueol&oacute;gico de Angkor &eacute; logo ali, a oito Km de Siem Reap&nbsp; </span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>A hospitalidade que parece ser t&ocirc;nica da</strong> personalidade provoca a mais sens&iacute;vel consequ&ecirc;ncia: a conquista&nbsp;definitiva e&nbsp;do visitante,&nbsp;maior at&eacute;&nbsp;mesmo que o&nbsp;poderoso efeito&nbsp;decorrente da visita ao complexo de <strong>Angkor Wat</strong>.&nbsp; Provavelmente este foi o mais amig&aacute;vel contingente de pessoas que conhecemos no mundo, ao menos no mundo que n&oacute;s conhecemos,&nbsp;que excede&nbsp;&agrave;s mais exigentes expectativas e&nbsp;proporciona as mais singelas experi&ecirc;ncias&nbsp;que&nbsp;um turista pode trazer&nbsp;de um&nbsp;pa&iacute;s.&nbsp; Depois de nossas inesquec&iacute;veis experi&ecirc;ncias na &Iacute;ndia, n&atilde;o pod&iacute;amos imaginar&nbsp;que nos dias atuais ainda houvesse gente t&atilde;o doce.&nbsp;Deve ter sido por eles que&nbsp;experimentamos uma despedida&nbsp;t&atilde;o emocionalmnte&nbsp;sentida de <strong>Siem Reap</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_7994.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322779592639" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">&nbsp;A cidade &eacute; segura,&nbsp;gostosa e f&aacute;cil de conhecer&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Muitas,&nbsp;</strong><strong>i</strong><strong>nesquec&iacute;veis e variadas experi&ecirc;ncias marcaram nossa</strong> estada. Como o jantar no fant&aacute;stico <strong>Sugar Palm</strong>. Um dos melhores restaurantes de cozinha <em>khmer</em> da cidade, entre tantos, este, todavia, fica&nbsp;numa casa de madeira tradicional no aconchegante estilo cambojano do interior. Um bom gosto not&aacute;vel na decora&ccedil;&atilde;o,&nbsp;a deliciosa comida meticulosamente apresentada, o antendimento simp&aacute;tico e eficiente &eacute; tudo o&nbsp;faz do lugar merecer com&nbsp;a maior justi&ccedil;a o generoso destaque na m&iacute;dia internacional, sobretudo as reconhecidas men&ccedil;&otilde;es nos mais renomados guias tur&iacute;sticos impressos de express&atilde;o mundial.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>O restaurante fica numa parte</strong> <strong>um</strong> tanto remota da cidade, o que faz dele um destino para quem quer visit&aacute;-lo deliberadamente, nunca por quem est&aacute; de passagem.&nbsp;Em nossa experi&ecirc;ncia a&nbsp;fabulosa comida cambojana estava impec&aacute;vel, tanto na qualidade quanto na criatividade, que&nbsp;resulta de interpreta&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e varia&ccedil;&otilde;es discretas (mas respons&aacute;veis) da comida tradicional, todas preparadas, n&atilde;o sobram d&uacute;vidas,&nbsp;por quem entende de comida e respeita as tradi&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_7964.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322781688656" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Siem Reap - Agitada na medida certa, segura, simp&aacute;tica, acolhedora e atraente&nbsp;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Para al&eacute;m do ambiente simp&aacute;tico, da</strong> boa cerveja, dos bons vinhos, da boa gente, o ambiente &eacute; extremamente acolhedor e os pre&ccedil;os assustadoramente baratos para o padr&atilde;o. Como de tudo mais em <strong>Siem Reap</strong>, sa&iacute;mos encantados do <strong>Sugar Palm</strong>. Agrade&ccedil;o &agrave;s sempre fabulosas indica&ccedil;&otilde;es do <em>Lonely Planet</em> e &agrave;s sempre certeiras sugest&otilde;es de minha doce Em&iacute;lia. J&aacute; ent&atilde;o&nbsp;conquistados&nbsp;pela cidade<strong> </strong>e&nbsp;seu povo generoso, cuja&nbsp;mente, percebemos, &eacute; brilhante, em cujo peito bate&nbsp;um cora&ccedil;&atilde;o, deixamos o <em>Sugar Palm</em><strong> </strong>ainda mais encantados naquele primeiro encontro com<strong> Siem Reap</strong>.&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 50%;">&nbsp;________________________________________________</span></p>
<p><span style="font-size: 90%;"><strong>(*) </strong></span>&ldquo;<span style="font-size: 90%;"><strong>Sah-wah-dee</strong>&rdquo; (soa como se l&ecirc;, &ldquo;savadii&rdquo;) e depois, junto, diga &ldquo;<strong>khrap</strong>&rdquo; (soa como <strong>kap</strong>) se for homem, ou &ldquo;<strong>kha</strong>&rdquo;, sendo mulher. O &ldquo;Khrap&rdquo; &eacute; falado rapida e secamente, com um &ldquo;p&rdquo; mudo, que morre nos l&aacute;bios, enquando o &ldquo;<strong>kha</strong>&rdquo; &eacute; ligeiramente alongado (k&aacute;a). <strong>Sah-wah-dee khrap</strong> (com as m&atilde;os na posi&ccedil;&atilde;o <strong>wai</strong>), para os homens; <strong>Sah-wah-dee kha</strong> (da mesma maneira, com as m&atilde;os na posi&ccedil;&atilde;o <strong>wai</strong>). </span></p>
<p><span style="font-size: 90%;"><strong>(**) Prahok</strong>: resumidamente &eacute; um fil&eacute; de peixe cozido numa pasta de peixe mo&iacute;do, salgado e fermentado feita normalmente de peixes de lama, temperada com o onipresente&nbsp;<em>lemongrass</em> (capim lim&atilde;o), cozido no vapor envolto em folhas de bananeira e&nbsp;com molho a base de leite de coco.</span></p>
<p><span style="font-size: 90%;"><strong>(***) Kampot</strong>: a pimenta recebeu o nome de uma prov&iacute;ncia do Camboja, ao sul, vizinha ao Golfo do Si&atilde;o. A cultura e o gosto pela pimenta no Camboja tem hist&oacute;ria longa que antecede &agrave; grande civiliza&ccedil;&atilde;o dos reis de Angkor, com exploradores chineses descrevendo sua produ&ccedil;&atilde;o ainda no s&eacute;culo 13.</span></p>
<p><strong>Depois do jantar, de volta ao hotel, outras boas e novas surpresas nos aguardavam</strong>.</p>
<p>_________________________________________________________</p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>La R&eacute;sidence d'Angkor </strong>-<strong> Gra&ccedil;a, luxo e beleza </strong></span></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os&nbsp;grandes hot&eacute;is de Siem Reap</strong> t&ecirc;m uma lament&aacute;vel&nbsp;arquitetura, uma verdadeira aberra&ccedil;&atilde;o desoladora e poluidora, nada inteligentes, visualmente de mau gosto&nbsp;nos excessos de modernismo, de vidro espelhado verde e neo-classicismo que&nbsp;contrastam&nbsp;com as ruas simples, as&nbsp;casas coloniais e o rio da avenida principal&nbsp;da cidade<strong>.</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Felizmente h&aacute; exce&ccedil;&otilde;es</strong>: o <em><a href="http://www.hoteldelapaixangkor.com/en/">H&ocirc;tel de la Paix</a></em></span><span style="font-size: 110%;">, surpreendente mais&nbsp;por sua localiza&ccedil;&atilde;o do que por sua&nbsp;majestosa arquitetura art-deco e luxo,&nbsp;fica no "olho do furac&atilde;o"&nbsp;do centro de <strong>Siem Reap</strong>, entre <em>guesthouses</em> e restaurantes. O <em>H&ocirc;tel de la Paix</em>&nbsp;&eacute; o melhor&nbsp;de luxo de&nbsp;Siem Reap,&nbsp;cuja bela arquitetura dos cinco andares abriga&nbsp;107 apartamentos em estilo&nbsp;<em>boutique hotel</em>, al&eacute;m de um &oacute;timo e conceituado&nbsp;spa, o&nbsp;premiado <a href="http://www.hoteldelapaixangkor.com/en/health_beauty/spa_indochine/">Spa Indochine</a>. N&atilde;o ficamos nele, mas como gostar&iacute;amos!</span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Outro que figuraria na lista dos</strong> tr&ecirc;s de melhor gosto na arquitetura, &eacute; o <a href="http://www.fcccambodia.com/">FCC</a>, mas n&atilde;o conta muito porque sua graciosa arquitetura &eacute; original. De todo modo, defronte ao rio de Siem Reap, &eacute; um &oacute;timo exemplar de <em>boutique hotel,</em> refer&ecirc;ncia na cidade cada vez mais massificada por hot&eacute;is modernos com arquitetura deplor&aacute;vel.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Nossa estada, todavia,&nbsp;foi</strong> no </span><strong>La R&eacute;sidence d'Angkor</strong>,<strong> </strong>cercado por um muro discreto e vegeta&ccedil;&atilde;o&nbsp;tropical exuberante, lagos com carpas e plantas aqu&aacute;ticas. Para n&oacute;s o hotel<strong>&nbsp;</strong>tem cinco&nbsp; caracter&iacute;sticas marcantes, justamente aquelas que&nbsp;tornaram nossa estada uma encantadora experi&ecirc;ncia:<strong> bom gosto, discri&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;a, rusticidade luxuosa </strong>e<strong> beleza</strong>.&nbsp; Assim como nos incr&iacute;veis <em>The Peninsula Bangkok</em> e no <em>Four Seasons Chiang Mai</em>, foi&nbsp;tamb&eacute;m&nbsp;uma&nbsp;fabulosa experi&ecirc;ncia hoteleira nesta viagem. A&nbsp;estada de tr&ecirc;s dias, dos&nbsp;quais dois e meio&nbsp;foram dedicados ao complexo de <strong>Angkor</strong>, foi agrad&aacute;vel e confort&aacute;vel do primeiro ao &uacute;ltimo instante. O hotel tem um car&aacute;ter e personalidade que parecem comuns ao pa&iacute;s e ao povo: simpatia genu&iacute;na.&nbsp;Constru&iacute;do em madeira natural e no estilo <em>khmer</em>, pr&oacute;ximo ao centrinho de <strong>Siem Reap</strong>, o hotel &eacute; uma maravilha dentro de outra.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Ambos - complexo de templos e hotel</strong> - est&atilde;o entre nossas memor&aacute;veis experi&ecirc;ncias de viagem. De frente para o rio, a dez minutos de caminhada de <strong>Siem Reap</strong> (ou a 2 d&oacute;lares de <em>tuk tuk)</em>, os tranquilos jardins do hotel, uma piscina aconchegante e convidativa e&nbsp;o <em>spa </em>delicioso formam um conjunto perfeito para&nbsp;relaxamento e&nbsp;recupera&ccedil;&atilde;o&nbsp;das&nbsp;energias ao fim do&nbsp;dia de visitas emocionantes (e cansativas!).&nbsp;&Eacute; caro, mas vale cada centavo.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011%20La%20Residence%20dAngkor.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322777192465" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">O&nbsp;La R&eacute;sidence d'Angkor</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Para al&eacute;m da beleza arquitet&ocirc;nica e</strong> da qualidade das instala&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os, nosso quarto era um dos melhores que j&aacute; estivemos: espa&ccedil;oso, elegante, bonito, fresco e silencioso. O que&nbsp;o diferencia dos demais hot&eacute;is de Siem Reap &eacute; sua arquitetura n&atilde;o massificada, como boa parte dos novos hot&eacute;is sem personalidade.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Quinto dos 165 hot&eacute;is comentados</strong> no <em>Tripadvisor</em>, o <strong>La R&eacute;sidence d'Angkor</strong> possibilita uma experi&ecirc;ncia perfeita em hospedagem e servi&ccedil;os de hotelaria. Um cinco estrelas aut&ecirc;ntico, sem o luxo dos seis, com servi&ccedil;os e instala&ccedil;&otilde;es dignas de qualquer hotel memor&aacute;vel. Quartos e banheiros grandes, decora&ccedil;&atilde;o e ambientes aconchegantes, tudo baseado no calor da madeira teca, em obras de arte cambojanas, nos jardins exuberantes, nos espelhos d&acute;&aacute;gua, num conjunto cuja estada resume-se numa experi&ecirc;ncia extraordin&aacute;ria. O projeto n&atilde;o &eacute; inovador, mas&nbsp;abundante&nbsp;em charme, na&nbsp;ambienta&ccedil;&atilde;o e na decora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; requinte, mas&nbsp;luxo r&uacute;stico e aconchegante, especialmente pela madeira em abund&acirc;ncia e pelos grandes beirais t&iacute;picos da arquitetura nacional.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20La%20Residence%20dAngkor%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8127.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322845631102" alt="" /></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>No quarto, o banheiro integra-se &agrave;</strong> &aacute;rea de dormir com um simples deslizar de portas de correr de madeira e palhinha, revelando uma banheira-chuveiro epa&ccedil;osa. A televis&atilde;o fica discretamente escondida num arm&aacute;rio, o qual que vira uma escrivaninha ao ser aberta, como&nbsp;&eacute; recomend&aacute;vel&nbsp;a um retiro zen, ainda que moderno. N&atilde;o&nbsp;chegamos sequer a usar&nbsp;a TV, nem mesmo por curiosidade,&nbsp;pois nada&nbsp;parecia nos atrair&nbsp;al&eacute;m do hotel, da cidade,&nbsp;dos templos e&nbsp;&agrave; dedica&ccedil;&atilde;o restauradora ao&nbsp;repouso no fim do dia.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/M%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8099.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322833932154" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">La R&eacute;sidence d'Angkor</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Nossos favoritos na lista de experi&ecirc;ncias</strong> deliciosas no hotel foram o <em>spa</em> e o restaurante,&nbsp;<strong>Kea Kong Spa,</strong>&nbsp;cuja&nbsp;piscina interna com vista para um jardim de bambu &eacute; usada ap&oacute;s as relaxantes&nbsp;sess&otilde;es de massagens. Nada, entretanto,&nbsp;revelou-se t&atilde;o agrad&aacute;vel quanto os&nbsp;momentos ao fim dos dias que passamos&nbsp;na piscina externa, localizada numa ambienta&ccedil;&atilde;o&nbsp;das mais deliciosas que j&aacute; presenciamos.&nbsp;O restaurante <strong><a href="http://www.residencedangkor.com/web/pang/the_dining_room.jsp">The Dining Room</a></strong>, estiloso, decorado<strong> </strong>com sobriedade em estilo asi&aacute;tico elegante, serve cria&ccedil;&otilde;es do Camboja, incluindo o <em>Angkor Wat Tower</em>, uma sele&ccedil;&atilde;o de receitas locais na qual destaca-se a Lagosta Mekong. Nele tivemos um de nossos melhores jantares na viagem, um espetacular menu degusta&ccedil;&atilde;o saboreado ao ar livre e ao som de m&uacute;sica e dan&ccedil;a cambojanas&nbsp;ao vivo. Para uma refei&ccedil;&atilde;o menos formal h&aacute; o <strong>Alfresco BBQ,</strong> para comida ligeira &agrave; base de grelhados, e tamb&eacute;m o agrad&aacute;vel <strong>Martini Lounge</strong>, para coquet&eacute;is e <em>tapas</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_7930.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322777271866" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 90%;"><strong>N&atilde;o faltam op&ccedil;&otilde;es de hospedagem. E para todos os gostos,&nbsp;bolsos&nbsp;e estilos</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>H&aacute; &oacute;timas op&ccedil;&otilde;es de hospedagem</strong>&nbsp;em <strong>Siem Reap</strong>, para todos os gostos e or&ccedil;amentos. Encontrar um ref&uacute;gio na cidade n&atilde;o &eacute;&nbsp;dif&iacute;cil. Evidentemente que cada um hospeda-se onde, quando, como e por quanto pode e quer pagar. Todavia, se viagens s&atilde;o, por si, extravag&acirc;ncias,&nbsp;sacrif&iacute;cio financeiro e pessoal,&nbsp;sonho a ser realizado ap&oacute;s&nbsp;dedicado planejamento, &eacute; natural que resultem no melhor para o&nbsp;prazer pessoal, para as alegrias de um retorno feliz e saud&aacute;vel.&nbsp;Comer e hospedar-se bem &eacute; fundamental em qualquer viagem.&nbsp;Passar desconforto por ser p&atilde;o duro (mesquinho&nbsp;ou muquirana, tanto faz)&nbsp;, podendo ficar melhor,&nbsp;n&atilde;o &eacute; nada elogi&aacute;vel.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tudo pode tornar-se ainda melhor se</strong> nos dedicarmos tanto &agrave; escolha&nbsp;de onde nos hospedaremos quanto a de um padr&atilde;o acima do que imaginamos. Pensar, e tentar viabilizar&nbsp;"extravag&acirc;ncias" em hospedagem&nbsp;pode&nbsp;significar&nbsp;uma viagem consideravelmente melhor. Se puder, n&atilde;o se culpe,&nbsp;esforce-se por ficar melhor.&nbsp;</p>
<p>_________________________________________________________________________</p>
<p><strong><span style="font-size: 110%;">Hist&oacute;ria sombria,&nbsp;mente brilhante. O&nbsp;povo&nbsp;sorridente do Camboja</span></strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong><strong>Conosco trouxemos para casa a certeza de</strong> que&nbsp;nem mesmo o terr&iacute;vel sofrimento que passaram com a guerra e o reinado tir&acirc;nico de <em>Pol Pot</em>, comprometeu a&nbsp;simpatia do povo do Camboja. O per&iacute;odo&nbsp;brutal do regime do Khmer Vermelho&nbsp;culminou com o exterm&iacute;nio de 2 milh&otilde;es de cambojanos nos <em>killing fields</em>.&nbsp; N&atilde;o se pode&nbsp;nem se deve ignorar esta realidade numa viagem ao pa&iacute;s nem as marcas sombrias desta&nbsp;hist&oacute;ria t&atilde;o violenta protagonizada por&nbsp;<em>Pol Pot</em>, principal instigador do regime comunista que escravizou a na&ccedil;&atilde;o, desmontou as institui&ccedil;&otilde;es sociais e culturais,&nbsp;matou&nbsp;milh&otilde;es, evacuou cidades inteiras, obrigou&nbsp;o povo&nbsp;a viver no campo e de agricultura, p&ocirc;s fim ao com&eacute;rcio, destruiu escolas, arruinou templos, assassinou 75% dos educadores, obrigou milh&otilde;es a trabalhos for&ccedil;ados, disseminou a fome.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Siem Reap, e especialmente seu povo,</strong>&nbsp;parecem n&atilde;o fazer quest&atilde;o de "vender" as imagens daquele tempo com o objetivo de tirar vantagens tur&iacute;sticas ou quaisquer outras. Ao contr&aacute;rio, percebe-se francamente que n&atilde;o lhe agrada&nbsp;discorrer sobre o assunto, especialmente com as pessoas mais cultas e informadas. &Eacute; poss&iacute;vel at&eacute; que a hist&oacute;ria sombria&nbsp;provoque no visitante a curiosidade e um certo desconforto, especialmente quando encontra os mutilados pelas milh&otilde;es de minas espalhadas pelo territ&oacute;rio, muitas ainda escondidas sob a terra. Entretanto, logo a do&ccedil;ura do povo nos envolve e a hospitalidade nos conquista. Se por um lado as conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais e econ&ocirc;micas sejam not&aacute;veis, por outro s&atilde;o elas que tiram de n&oacute;s&nbsp;o reconhecimento&nbsp;daquela incr&iacute;vel serenidade e simpatia do povo.&nbsp; S&atilde;o elas que nos fazem lembrar o quanto somos privilegiados e que o melhor que temos a fazer para&nbsp;retribuir tanta simpatia&nbsp;e hospitalidade &eacute; nossa melhor e mais genu&iacute;na complac&ecirc;ncia, respeito e, sobretudo, generosidade: n&atilde;o explorar, n&atilde;o regatear exageradamente os pre&ccedil;os, gratificar e agradecer-lhes com nossa melhor simpatia.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>N&oacute;s hav&iacute;amos nos preparado para o</strong> privil&eacute;gio luxuoso que &eacute;&nbsp;conhecer uma das maravilhas da humanidade - o complexo de <strong>Angkor</strong> -,&nbsp;todavia jamais&nbsp;para supormos que ter&iacute;amos uma das melhores experi&ecirc;ncias de nossas vidas na conviv&ecirc;ncia com um povo. Visitar o Camboja foi um inc&iacute;vel privil&eacute;gio pessoal.<strong>&nbsp;</strong></p>
<p>________________________________________________________</p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>ANGKOR, &iacute;</strong><strong>cone da na&ccedil;&atilde;o. </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_8240.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322838724185" alt="" /></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;<span style="font-size: 90%;"><em>Angkor Wat</em></span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do &oacute;bvio ao incomum, tudo o que vimos foi um s&oacute; arrebatamento.&nbsp;</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se</strong></span> <strong>h&aacute; lugares no mundo onde</strong> um viajante precisa ir, o<strong> Complexo arqueol&oacute;gico de Angkor</strong> &eacute; um deles<strong>.</strong>&nbsp;&nbsp;O&nbsp;brilho incompar&aacute;vel da civiliza&ccedil;&atilde;o <em>khmer</em> - centrada em Angkor - foi um dos mais resplandescentes do sudeste da &Aacute;sia. A Capital dos <em>khmers</em>, fundada nos 900, nem sempre teve o aspecto atual: a cidade cercada por altas muralhas e largos fossos surgiu&nbsp;apenas depois de ser&nbsp; saqueada&nbsp;e quase&nbsp;destru&iacute;da em 1.177. Ao abrigo das muralhas, surgiu ent&atilde;o um&nbsp;avan&ccedil;ado plano urban&iacute;stico baseado na implanta&ccedil;&atilde;o de vias e acessos baseadas nos&nbsp;pontos cardeais, em avenidas paralelas,&nbsp;em diferentes bairros, em&nbsp;pal&aacute;cios e templos cujos canais levavam &aacute;gua para o interior.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8927.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322848694130" alt="" /></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>E o&nbsp;que torna</strong> <strong>Angkor</strong> <strong>t&atilde;o especial, incompar&aacute;vel?</strong>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muito, mas&nbsp; especialmente a&nbsp;monumentalidade&nbsp;de todo o complexo, cujas&nbsp;cidades de <strong>Angkor Thom</strong>, fortificada e com 10 Km quadrados,&nbsp;e&nbsp;templos <strong>Angkor Wat</strong>,&nbsp;<strong>Ta Prohm</strong>,&nbsp;<strong>Banteay Srei</strong><span class="st">,</span>&nbsp;<strong>Preah Khan</strong> e <strong>Preah Neak Pen</strong>, entre tantos outros, abrigavam uma das mais fenomenais civiliza&ccedil;&otilde;es do planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8211.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322848752640" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Segundo a concep&ccedil;&atilde;o <em>khmer</em>, uma cidade</strong> deveria representar um todo, como o cosmo em&nbsp;escala reduzida, especialmente nas&nbsp;que vivessem reis. Por isso&nbsp;eram constru&iacute;das&nbsp;ao redor&nbsp;de sua parte mais not&aacute;vel, o templo-montanha, o simbolismo arquitetural claramente evocado em <strong>Angkor Wat</strong>.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Uma obra espetacular em todos os</strong> sentidos,&nbsp;especialmente na contru&ccedil;&atilde;o dos <em>moats,</em> os fossos que circundam <strong>Angkor Wat</strong> e outros templos. Impressionantes&nbsp;,&nbsp;quase inacredit&aacute;veis&nbsp;se considerarmos as dificuldades da &eacute;poca, das ferramentas e&nbsp;da dist&acirc;ncia em que se encontravam as fontes de rochas. Por isso consideram-se entre&nbsp;as mais importantes obras de engenharia da humanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_2146.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322843318882" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 90%;"><strong>O fosso, ao amanhecer&nbsp;</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Entre os s&eacute;culos 8 e 13</strong>, uma sucess&atilde;o de reis hindus e budistas criou magn&iacute;ficos templos e mosteiros em pedra, cujas&nbsp;arquiteturas intrincadas e os elaborados entalhes em pedra impressionaram vivamente os primeiros europeus que os &ldquo;descobriram&rdquo; no s&eacute;culo 19 e&nbsp;continuam a fascinar aos visitantes do s&eacute;culo 21.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20stone%20carving_MG_0580.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323006973978" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Quem dedicar-se a observar&nbsp;os entalhes, ver&aacute;&nbsp;a incr&iacute;vel hist&oacute;ria do cotidiano</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20stone%20carving%20scenes%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20Viagens_MG_0001.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323008500367" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20stone%20carving%20scenes%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20Viagens_MG_0002.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323008530663" alt="" /></span></span>&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Quem dedicar-se&nbsp;a observar&nbsp;os</strong> entalhes em pedra e&nbsp;estiver acompanhado de um guia ver&aacute; cenas incr&iacute;veis e curiosas da vida religiosa, guerreira, cotidiana e social daquele povo, esculpidas com detalhes e beleza impressionantes.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8602.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322848824555" alt="" /></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Perdido e escondido na selva por</strong> s&eacute;culos, seus restos n&atilde;o deixam d&uacute;vidas do quanto&nbsp;foi poderoso e ao mesmo tempo&nbsp;fugaz o antigo imp&eacute;rio <em>khmer</em>. Por vezes fantasmag&oacute;rico, revela, ao mesmo tempo que guarda, seus segredos nas pedras talhadas.&nbsp; Naqueles tomados pela&nbsp;floresta, a natureza&nbsp;apenas informa&nbsp;que com o tempo recupera o que &eacute; dela.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8225.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322849173846" alt="" /></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Resgatada por um homem para toda</strong> a humanidade, <strong>Angkor</strong> tornou-se um de seus mais majestosos patrim&ocirc;nios. Redescoberto por exploradores franceses no s&eacute;culo 19, depois que um deles, <em>Henri Mouhout</em>, publicou a descoberta num livro, passou &agrave; merecida categoria de express&atilde;o mundial, uma das Maravilhas da Humanidade.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8248.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322849243105" alt="" /></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Cada qual tem suas concep&ccedil;&otilde;es e</strong> estilos, mas &eacute; o detalhe dos entalhes decorativos e ornamentais que revelam a hist&oacute;ria, os vest&iacute;gios evidentes do majestoso legado <em>khmer</em>. Mais recentemente o templo <strong>Ta Prohm </strong>foi<strong> </strong>o que mais se conheceu de todo o complexo arqueol&oacute;gico de 600 quil&ocirc;metros quadrados, tornou-se famoso ao ser cen&aacute;rio do filme <em>Tomb Raider</em>, cuja personagem <em>Lara Croft </em>foi interpretada por <em>Angelina Jolie</em>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Templo%20Ta%20Prohm%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_1821.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322868190545" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable">&nbsp;</span>&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">ANGKOR - Templo Ta Prohm </span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>O Patrim&ocirc;nio Mundial pela UNESCO</strong> tornou-se ainda mais tur&iacute;stico, o que &eacute; bom para o Camboja e maravilhoso para a humanidade. Um labirinto de corredores, p&aacute;tios e galerias bem preservados, alguns aparentemente intactos, surpreendem o visitante pelo bom estado, mesmo aos 900 anos de idade. As &aacute;rvores cresceram entre os templos e sobre eles, formaram um cen&aacute;rio que por vezes nos faz pensar que acabamos de encontrar uma cidade perdida. Todavia logo um grupo de turistas nos faz voltar a realidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-block ssNonEditable" style="text-align: center;"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Angkor_MG_0860.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322851871876" alt="" />&nbsp;</span>&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Templo Banteay Srei</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>A Cidade-templo de</strong> <strong>Angkor Wat</strong> &eacute; a mais complexa e impressionante. Constru&iacute;da no reinado de <em>Suryavarman II</em>, entre 1.113 e 1.150, consagrou-se como o maior monumento religioso do mundo, dedicado a <em>Vishnu</em>, cujo projeto representa o &ldquo;desenho sagrado do cosmos&rdquo; segundo o hinduismo, onde o Monte Meru ao centro est&aacute; simbolizado pelo Santu&aacute;rio Central, a constru&ccedil;&atilde;o mais alta. Ainda que se possa imaginar que todo o complexo esteja <span class="base1">"engolido pela selva", apenas dois<strong> </strong>s&iacute;tios encaixam-se nessa descri&ccedil;&atilde;o. O <strong>Ta Prohm </strong>&eacute; que melhor se enquadra na classifica&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20-%20Pre%20Rup%20Temple%201.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323009144717" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;Templo Pre Rup</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20-%20Pre%20Rup%20Temple%202.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323009193811" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20-%20Pre%20Rup%20Temple%203.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323009217785" alt="" /></span></span>&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mas </strong></span><strong>Angkor Wat</strong>, <strong>mesmo n&atilde;o</strong> estando tomado pela selva, &eacute; o de maior significado hist&oacute;rico, humano e arqueol&oacute;gico, o mais emblem&aacute;tico e importante. Todavia, despeito de sua magnitude, <strong>Angkor&nbsp;Thom&nbsp;</strong>parece ser o que mais atrai os visitantes, que proporciona a incompar&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de mist&eacute;rio, talvez por ter sido cen&aacute;rio do filme e por ser tomado pela selva.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Templo%20TA%20PROHM%201222.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322869624317" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Templo&nbsp;Ta Prohm</span></strong></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>Uma visita ao complexo de Angkor arreb</strong><strong>ata</strong> pela beleza, pela monumentalidade, pelos detalhes refinados de arquitetura, pelo refinamento da ornamenta&ccedil;&atilde;o, pela sensa&ccedil;&atilde;o de serenidade e paz, pela beleza pl&aacute;stica dos entalhes e pela harmonia e grandiosidade do conjunto. Nem os oito<strong> </strong>s&eacute;culos de pilhagem e intemp&eacute;ries&nbsp;diminuiram a qualidade da obra, a perfei&ccedil;&atilde;o&nbsp;dos detalhes refinados das esculturas, das magn&iacute;ficas figuras entalhadas que retratam cenas do <em>Mahabharata</em>, al&eacute;m de outras de batalhas do imp&eacute;rio <em>khmer,</em> budistas, cotidianas e sociais.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Templo%20TA%20PROHM%201287.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322869715783" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Com o abandono de&nbsp;Ta Prohm, a natureza recuperou o que era dela</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Arquitet&ocirc;nicamente, o estilo &eacute; angkoriano, &eacute;poca</strong> da fase art&iacute;stica mais evolu&iacute;da e refinada da arquitetura <em>khmer</em>, &uacute;ltima com influ&ecirc;ncia hindu&iacute;sta. Os mais de 400 quil&ocirc;metros quadrados ent<span class="base1">regues &agrave; selva por s&eacute;culos foram descobertos por <em>Henri Mouhot</em>, o naturalista franc&ecirc;s. Desvendando a cidade perdida para o mundo, em 1860, atrav&eacute;s de seu livro <em>Le Tour du Monde</em>. Depois, </span>arqueol&oacute;gos limparam cuidadosamente&nbsp; a &aacute;rea, tornando a revelar sua impon&ecirc;ncia e possibilitando &agrave; humanidade o acesso aos templos consagrados como uma das obras mais importantes j&aacute; constru&iacute;das pelo homem.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;"<strong><em>Os templos devem ocupar um lugar de honra ao lado de todos os mais belos edif&iacute;cios da humanidade, </em></strong><strong><em>porque &eacute; maior do que qualquer coisa que nos resta da Gr&eacute;cia ou de Roma, </em></strong><strong><em>e apresenta um contraste triste com o estado de barb&aacute;rie em que a na&ccedil;&atilde;o agora est&aacute; mergulhada</em></strong>".</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;- Do livro de <em>Henri Mouhout</em> &ndash;</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20moats_MG_0259.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323001638226" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">O gigantesco fosso que rodeia&nbsp;Angkor Wat&nbsp;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Enquanto o Camboja esteve sob controle</strong> franc&ecirc;s o complexo foi aberto pela primeira vez. <strong>Siem Reap</strong> transformou-se, ent&atilde;o,&nbsp;num grande destino para viajantes mais intr&eacute;pidos e exploradores. Tudo, entretanto, mudou quando o Camboja passou ao dom&iacute;nio do Khmer Vermelho de <em>Pol Pot</em> e por d&eacute;cadas tornou-se novamente um bem proibido. Somente com a morte de <em>Pol Pot</em> na d&eacute;cada de 90 <strong>Angkor Wat</strong> voltou a ser um tesouro mundial dispon&iacute;vel para humanidade. "Khmer" era o grupo racial dominante no Camboja e "Rouge" (vermelho, em franc&ecirc;s)&nbsp; a cor oficial da ideologia comunista. Ao assumir uma postura linha-dura em particular, <em>Pol Pot</em> e seus seguidores, declarram os agricultores seriam o verdadeiro proletariado, portanto, destruiu o&nbsp; pa&iacute;s tentando transformar cada cidad&atilde;o em agricultor. Cambojanos que moravam nas cidades foram arrancados de seus lares e fam&iacute;lias inteiras foram enviadas para trabalho agr&iacute;cola for&ccedil;ado nos campos. Dinheiro e livros foram destru&iacute;dos e quase todos os cambojanos cuja profiss&atilde;o n&atilde;o fosse agricultor foi assassinado.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011MG_0133a.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322844767436" alt="" /></span></p>
<p>_____________________________________</p>
<p><strong><span style="font-size: 110%;">Como explorar o complexo</span></strong></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se houvesse apenas UMA recomenda&ccedil;&atilde;o&nbsp;</strong>para eu dar ao leitor, esta seria: chegue cedo!&nbsp;Ao menos &agrave;s sete da manh&atilde;. N&atilde;o evitar&aacute;&nbsp;inteiramente o sempre grande fluxo de turistas, mas ver&aacute; Angkor Wat com o frescor da manh&atilde;, com a beleza incompar&aacute;vel do alvorecer.</span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;</span><span style="font-size: 110%;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_2204.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322840035089" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Angkor Wat - Sexta-feira, 25 Nov 2011 - 7:00 h</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mas h&aacute; muitas recomenda&ccedil;&otilde;es,&nbsp;algumas gen&eacute;ricas</strong>, que servem para todos. Evidentemente que tudo o que ler aqui deve o leitor levar em conta que&nbsp;foram experi&ecirc;ncias pessoais,&nbsp;portanto, que deve adapt&aacute;-las &agrave; sua realidade. Todavia,&nbsp;jamais encontrar&aacute; aqui&nbsp;algo impositivo, do tipo "<strong>n&atilde;o v&aacute; em hip&oacute;tese alguma</strong>"&nbsp; ou "<strong>v&aacute;&nbsp;mesmo que esteja morrendo</strong>".</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_2111.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322842715667" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Mesmo cedo j&aacute; h&aacute; turistas, especialmente asi&aacute;ticos, que sempre andam em bandos</span></strong></span></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><strong>Para al&eacute;m do chap&eacute;u, dos &oacute;culos de sol</strong>, protetor solar, &aacute;gua, roupas e cal&ccedil;ados confort&aacute;veis, &eacute; recomend&aacute;vel disposi&ccedil;&atilde;o para levantar cedo e iniciar o dia de descobertas com a luz incr&iacute;vel do alvorecer. Uma noite bem dormida e um desjejum substancial ajudam a obter esta disposi&ccedil;&atilde;o. Deve-se ter em conta que h&aacute; muito ch&atilde;o a percorrer, escadas e colinas a subir, sol e calor a enfrentar, o que recomenda a economia de energia e a hidrata&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da prote&ccedil;&atilde;o solar.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_0020.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322842912844" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Se for poss&iacute;vel, veja tanto o anoitecer quanto o alvorecer em Angkor Wat&nbsp;</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>H&aacute; uma infinidade de guias impressos</strong> sobre Angkor, alguns tur&iacute;sticos, outros hist&oacute;ricos e bem profundos. Talvez tenha sido a maior cole&ccedil;&atilde;o de livros que j&aacute; vi sobre um tema. Usamos um<span class="base1"> <strong><em>Lonely Planet</em></strong>, o que mais agrega informa&ccedil;&otilde;es efetivamente &uacute;teis, substanciais, conceituadas, confi&aacute;veis, francas e&nbsp;sobretudo <strong>n&atilde;o impositivas</strong>. &Eacute;, de longe,&nbsp;o que melhor informa o leitor, mas n&atilde;o &eacute; o indicado para quem n&atilde;o quer nem se aprofundar nem procurar o incomum. Os DK (Guia Visual), s&atilde;o muito bons e bem resumidos e ilustrados, mas perdem em conte&uacute;do e dicas de quem "morou"&nbsp; no lugar pra escever bem sobre ele.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011%20MG_0108.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322844535689" alt="" /></span>&nbsp; </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>A esta&ccedil;&atilde;o seca no Camboja - de</strong> novembro a abril - &eacute; ideal para as visitas. De dezembro a fevereiro a umidade &eacute; ainda menor, mas tamb&eacute;m &eacute; a mais cheia por turistas. J&aacute; na esta&ccedil;&atilde;o chuvosa, os pre&ccedil;os s&atilde;o mais baixos e chove por per&iacute;odos curtos todos os dias.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/SIEM%20REAP%20Cambodia%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Novembro%202011_MG_3189.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322780143539" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">De carro, de moto, de bicicleta,&nbsp;de tuk tuk e a p&eacute;, &eacute; f&aacute;cil visitar os templos de Angkor</span></strong></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>H&aacute; muitos meios para se explorar</strong> o complexo. O mais econ&ocirc;mico &eacute; de <strong>bicicleta</strong>, mas tamb&eacute;m o mais cansativo e complexo. Alugam-se facilmente nos hot&eacute;is e na cidade. Todavia, saiba que pedalar at&eacute; <strong>Angkor Wat</strong> pode ser exaustivo para a maioria, cansativo para muitos e tranquilo para uns poucos. S&atilde;o 8 km de dist&acirc;ncia, mais cerca de 20 de deslocamentos no interior do complexo.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> O visitante precisa levar em conta</strong> tamb&eacute;m sua habilidade e pr&aacute;tica em longas pedaladas. Precisa&nbsp;avaliar bem os efeitos de pedalar sob o sol, o que recomenda&nbsp;admitir pensar numa&nbsp;op&ccedil;&atilde;o t&atilde;o mais cara quanto melhor, o <em>tuk-tuk</em>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_0236.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322845661605" alt="" /></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Os</strong>&nbsp;<em><strong>tuk-tuk</strong></em>&nbsp;<strong>s&atilde;o confi&aacute;veis&nbsp;e abundantes.&nbsp;</strong>Sobretudo s&atilde;o&nbsp;completamente diferentes dos tailandeses, e&nbsp;em todos os sentidos: seus condutores <strong>n&atilde;o</strong> tentam nos extorquir no pre&ccedil;o, t&ecirc;m um pre&ccedil;os relativamente tabelados (ainda que n&atilde;o oficialmente, s&atilde;o honestos, serenos, gentis, simp&aacute;ticos, n&atilde;o d&atilde;o voltas desnecess&aacute;rias, n&atilde;o nos levam a lojinhas (a menos que queiramos), dirigem com extremo cuidado, enfim, &eacute; uma del&iacute;cia tranquila, divertida, pr&aacute;tica e segura circular de <em>tuk tuk</em> em <strong>Siem Reap</strong> e pelos templos de <strong>Angkor</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Tour%20guide%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20Viagens_MG_8152.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323001261474" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 90%;"><strong>Guias oficiais s&atilde;o&nbsp;altamente recomend&aacute;veis,&nbsp;&uacute;teis, cultos, informativos, mas n&atilde;o&nbsp;indispens&aacute;veis</strong>&nbsp;</span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Os&nbsp;condutores dos <em>tuk tuk</em></strong> muitas vezes s&atilde;o eles mesmos guias (ainda que n&atilde;o oficiais e informais)&nbsp;e&nbsp;podem entrar nos parques e&nbsp;movimentarem-se pelas estradas&nbsp;de seu interior como todos os demais ve&iacute;culos.&nbsp;Custam de 10 d&oacute;lares por meio dia&nbsp;e 20 por dia inteiro, fora uns dez a vinte por cento de gorjeta&nbsp;n&atilde;o obrigat&oacute;ria mas extremamente recomend&aacute;vel,&nbsp;mais o almo&ccedil;o, caso permane&ccedil;am&nbsp;o dia inteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8160.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322845838043" alt="" /></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Os carros, com ar-condicionado, <em>cooler</em> com</strong> &aacute;gua mineral geladinha e toalhinhas de m&atilde;o e rosto idem, motorista e guia, custam entre 55 e 95 d&oacute;lares, dependendo do hotel onde estiver hospedado, mas incluem neste pre&ccedil;o um guia oficial. Tamb&eacute;m s&atilde;o altamente recomend&aacute;veis, pelo menos para o primeiro dia. Tamb&eacute;m &eacute; recomend&aacute;vel&nbsp;o convite para almo&ccedil;arem motorista e guia, caso permane&ccedil;am&nbsp;o dia inteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8197.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322845910252" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>N&oacute;s optamos pelo carro com guia</strong> para os dois primeiros dias e o <em>tuk&nbsp;tuk</em> para o terceiro, meio dia.&nbsp;Gostamos muit&iacute;ssimo&nbsp;de ambas as experi&ecirc;ncias.&nbsp;Na pr&oacute;xima vez eu iria de tuk-tuk&nbsp;com um guia. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s bicicletas, tivemos vontade de alug&aacute;-las <strong>apenas para passear</strong>, n&atilde;o como meio de transporte no interior<strong> </strong>e no acesso aos templos.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20entrance_MG_9822.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323001903088" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 90%;"><strong>Bicicletas, &ocirc;nibus, tuk-tuks, carros, bicicletas, motonetas e pessoas a p&eacute;. Todos entram&nbsp;em&nbsp;angkor&nbsp;&nbsp;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Creio que havendo tempo em Siem Reap</strong>, seria uma agrad&aacute;vel&nbsp;experi&ecirc;ncia, especialmente para um passeio pelos belos campos de arroz e pelas paisagens de floresta e lagos ao redor dos parques, notadamente&nbsp;no dia em que fomos assistir ao alvorecer em <strong>Angkor Wat</strong>. Vimos muitos turistas ocidentais percorrendo tanto <strong>Siem Reap</strong> quanto as estradas ao redor do complexo de Angkor.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Ta%20Prohm%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20nov%202011%20_MG_1839.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322850152220" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">ANGKOR -Templo Ta Prohm&nbsp;- Nov 2011</span></strong></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Todas as pousadas, albergues e hot&eacute;is</strong> em <strong>Siem Reap</strong> t&ecirc;m motoristas de <em>tuk-tuk</em> cadastrados para indicar aos h&oacute;spedes, assim como guias oficiais e carros com motorista, que em geral oferecem&nbsp;o circuito padr&atilde;o para o complexo de <strong>Angkor </strong>inclui<strong> Angkor Wat</strong>, <strong>Bayon</strong>, <strong>Ta Prohm</strong> e <strong>Preah Khan</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Bayon%20Temple%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20Angkor%20Nov%202011_MG_3092.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322850707530" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp; <span style="font-size: 90%;"><strong>Bayon</strong> <strong>Temple</strong>, <strong>Angkor - Fatos e Fotos de Viagens - Nov 2011</strong></span></p>
<p>_____________________________________________</p>
<p><strong>Guias tur&iacute;sticos s&atilde;o necess&aacute;rios?</strong></p>
<p><span class="base1"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio mas altamente recomend&aacute;vel.</strong> Entretanto, n&atilde;o h&aacute; <span class="base1"><span class="base1">a menor necessidade de contrat&aacute;-los&nbsp;antecipadamente. </span></span></span></p>
<p><span class="base1"><span class="base1"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></span><strong>Os templos atraem mais de um</strong></span><span class="base1"> milh&atilde;o de turistas anualmente. Eles trazem riqueza e problemas. Um deles, a superlota&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;tios, o que quebra a atmosfera misteriosa e tranquila das ru&iacute;nas. Jovens guias qualificam-se a cada ano,e &nbsp;todos s&atilde;o extremamente educados, cultos e bem informados, uniformizados e oficiais, com flu&ecirc;ncia perfeita nos idiomas ingl&ecirc;s, russo, espanhol, franc&ecirc;s, alem&atilde;o, japon&ecirc;s e coreano.&nbsp; Todos conduzem os grupos tur&iacute;sticos pelas mesmas rotas e hor&aacute;rios. Portanto, ao contratar um guia, pe&ccedil;a para que ele siga um roteiro personalizado, a fim de evitar o mesmo percurso dos grupos. Na verdade, tudo deve come&ccedil;ar com a escolha de um guia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Angkor%20Siem%20Reap%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20entrando%20no%20parque_MG_2681.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322993567918" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><strong><span style="font-size: 90%;">Entra-se nos complexos de carro, moto, bicicleta, tuk-tuk, &ocirc;nibus e a p&eacute;.</span></strong></span>&nbsp; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<strong>E isso &eacute; fac&iacute;limo e extremamente</strong> simples e confi&aacute;vel. Todo hotel tem o registro de guias&nbsp;que podem oferecer pacotes com transporte exclusivo, de meio dia a tr&ecirc;s dias completos. N&atilde;o h&aacute; a mais remota necessidade nem de contratar antecipadamente nem de contratar um guia indicado por algu&eacute;m que j&aacute; viajou para o lugar e teve uma boa experi&ecirc;ncia. <strong>TODAS</strong> as experi&ecirc;ncias com guias em Angkor s&atilde;o boas. Al&eacute;m do mais, contratando por um dia, voc&ecirc; poder&aacute; concliuir se valer&aacute; ou n&atilde;o a pena faz&ecirc;-lo para o segundo ou demais dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="base1">&nbsp;</span><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Bayon%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_2862.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322851046328" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Angkor - Templo Bayon&nbsp;</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="base1"><strong><span style="font-size: 90%;">&nbsp;</span></strong></span><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Todavia,</strong> <strong>n</strong><span class="base1"><strong>&atilde;o h&aacute; </strong>obrigatoriedade<strong> de contrata&ccedil;&atilde;o de</strong></span><span class="base1"> <strong>um guia</strong> para visita&ccedil;&atilde;o do parque. &Eacute; uma decis&atilde;o pessoal, mas ele&nbsp;ajudar&aacute; muito na compreens&atilde;o de detalhes, em&nbsp;mostrar aquilo que os guias impressos n&atilde;o mostram, em evitar as multid&otilde;es por rotas alternativas e na boa&nbsp;oportunidade de conversarmos e interagirmos&nbsp;com&nbsp;o povo&nbsp;local,&nbsp;al&eacute;m da luxuosa possibilidade de&nbsp;personalizarmos&nbsp;a visita com&nbsp;incurs&otilde;es&nbsp;incomuns. Um guia impresso pode ser suficiente, mas um guia profissional proporciona uma visita&nbsp;racional e explica&ccedil;&otilde;es&nbsp;precisas. </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="base1">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Templo%20Bayon%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_2929.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322869861807" alt="" /></span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="base1">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Templo Bayon</span></strong></span></span></p>
<p><span class="base1"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Uma boa op&ccedil;&atilde;o, intermedi&aacute;ria entre a</strong> mais econ&ocirc;mica e a mais dispendiosa &eacute;&nbsp;considerar &eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o de um guia e de um <em>tuk tuk</em> para o primeiro dia, deixando o segundo (ou os demais) para visitas por conta pr&oacute;pria, seja de <em>tuk tuk</em> ou bicicleta.&nbsp;&nbsp;Informa&ccedil;&otilde;es sobre pre&ccedil;os e programa&ccedil;&atilde;o dos roteiros com guias profissionais s&atilde;o poss&iacute;veis em&nbsp;<a href="http://www.guideangkor.com/guides/guides.html">http://www.guideangkor.com/guides/guides.html</a> . Entretanto, n&atilde;o h&aacute; </span></span><span class="base1"><span class="base1">a menor necessidade de contrat&aacute;-los&nbsp;antecipadamente.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8529.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322869961520" alt="" /></span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="base1"><strong><span style="font-size: 90%;">Angkor Wat&nbsp;</span></strong></span></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>H&aacute; algumas boas e simples maneiras</strong></span><span class="base1"> de se evitarem as multid&otilde;es. A primeira delas &eacute; come&ccedil;ar o mais cedo poss&iacute;vel, em torno das sete da manh&atilde;, e especialmente estar acompanhado de um guia. Dois dias s&atilde;o o m&iacute;nimo, tr&ecirc;s o ideal, quatro o perfeito para epxlorar templos mais distantes. Todavia, para a explora&ccedil;&atilde;o meticulosa e completa das dezenas de templos, precisa-se no m&iacute;nimo de&nbsp;uma semana. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20WAT%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20-%20Nov%202011_MG_8562.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1322870040637" alt="" /></span>&nbsp; </span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Para visitar as ru&iacute;nas do Parque</strong> <strong>Arqueol&oacute;gico de</strong> <strong>Angkor</strong> deve-se comprar um passe de admiss&atilde;o, na entrada principal, vendidos por&nbsp; US$ 20 para um dia, US$ 40 tr&ecirc;s dias e US$ 60,00, por uma semana. Os passes devem ser guardados para verifica&ccedil;&atilde;o permanente e para&nbsp;ingresso nos banheiros na entrada, que o visitante deve aproveitar para usar assim que entrar, pois n&atilde;o h&aacute; mais banheiros no interior, apenas nas sa&iacute;das.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Visitor%20Center_MG_0511.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323002612689" alt="" /></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Visitor%20Center_MG_0512.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323002646398" alt="" /></span>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">H&aacute; Centros de Informa&ccedil;&otilde;es e Banheiros nas entradas dos principais templos</span></strong></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Quase todos os guias impressos e</strong> locais sugerem que as visitas sejam feitas em duas&nbsp;sess&otilde;es de tr&ecirc;s horas cada, com&nbsp;intervalo de tr&ecirc;s horas para&nbsp;almo&ccedil;o e descanso no hotel, o que &eacute; altamente recomend&aacute;vel e indicado. Em geral este arranjo &eacute; feito para evitar o sol quente da tarde, especialmente porque as rochas negras dos templos absorvem calor e o emanam por muitas horas. Uma sesta pode ser agrad&aacute;vel, al&eacute;m de um banho de piscina, uma massagem&nbsp;e um descanso para um retorno revigorado. Todavia, tudo depende do estado f&iacute;sico e do temperamento, da disposi&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de de cada um. Prefer&ecirc;ncias n&atilde;o se discutem, incentivam-se. Portanto, caso prefira dedicar-se mais &agrave;s ru&iacute;nas, n&atilde;o passar&aacute; qualquer necessidade, pois h&aacute; tendas, bares, restaurantes e banheiros em bom n&uacute;mero. </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;</span></p>
<p><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ESCADAS%20Pre%20Rup_MG_0461.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323002816337" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ESCADAS%20Pre%20Rup_MG_0474.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323002840753" alt="" /></span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable">&nbsp;&nbsp; <span style="font-size: 90%;"><strong>O visitante caminhar&aacute; bastante e subir&aacute; escadas na maioria dos templos</strong></span></span><span style="font-size: 90%;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></span></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span class="base1"><strong>Dois dias inteiros dedicados ao parque</strong></span><span class="base1"> permitem conhecer apenas o essencial, abrangidos pelos circuitos chamados <strong><em>Small &amp; Grand Circuits</em></strong>. Os mais recomendados s&atilde;o os seguintes (com os nomes em ingl&ecirc;s, como s&atilde;o oferecidos): <em>Sunset at Phnom Bakheng, Sunrise at Angkor Wat, Explore Angkor Wat, Explore Angkor Thom,&nbsp; Bayon, Baphuon, The Terrace of Elephants </em>e <em>Explore Ta Prohm</em>. Alguns menos comuns come&ccedil;am o dia visitando o <strong>Roluos Temple Group</strong>, em seguida retornan a <strong>Siem Reap</strong> para almo&ccedil;o e depois seguem a <strong>Angkor Wat</strong>.&nbsp; No segundo dia, para evite a entrada principal e seu massivo fluxo de turistas, entre pelo Port&atilde;o Ocidental. </span></p>
<p><span class="base1">_____________________________________________________</span></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>Assistir&nbsp;ou n&atilde;o&nbsp;ao P&ocirc;r do Sol em</strong> <strong>Phnom Bakheng?</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>N&atilde;o permita que opini&otilde;es toscas desqualifiquem a SUA vontade de subir ao Phnom Bakheng para&nbsp;assistir ao P&ocirc;r do Sol</strong>.&nbsp;Faltam originalidade e personalidade a elas. E sobretudo o respeito&nbsp;&agrave; originalidade e personalidade de cada pessoa. Concep&ccedil;&otilde;es simplistas e considera&ccedil;&otilde;es individualistas, sem&nbsp;considerar a pessoa, mas a sua experi&ecirc;ncia pr&oacute;pria como &uacute;nica valida,&nbsp;apenas no que&nbsp;o voc&ecirc; acredita,&nbsp;significa&nbsp;ignorar&nbsp;as caracter&iacute;sticas individuais de cada pessoa e,&nbsp;consequentemente,&nbsp;fazer-lhes recomenda&ccedil;&otilde;es&nbsp;erradas, impositivas e&nbsp;injustas.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> <span class="base1">F&eacute;r</span><span class="base1">teis</span></strong><span class="base1"><strong> em injusti&ccedil;as, exageros,&nbsp;egocentrismo e esnobismo</strong>,&nbsp;boa parte do que se l&ecirc; na Internet s&atilde;o&nbsp;coment&aacute;rios, recomenda&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es&nbsp;impositivas, imperativas, professorais que resumem-se num verdadeiro desservi&ccedil;o tur&iacute;stico.&nbsp; Afirma&ccedil;&otilde;es como &ldquo;<strong>n&atilde;o v&aacute; em hip&oacute;tese alguma</strong>&rdquo;&nbsp;<strong>sempre</strong>&nbsp;ser&atilde;o pretensiosas&nbsp;porque&nbsp;<strong>jamais</strong> levam em conta o <strong>seu</strong> desejo, as <strong>suas</strong> caracter&iacute;sticas, a <strong>sua</strong> personalidade e a <strong>sua</strong> disposi&ccedil;&atilde;o.&nbsp;O bom senso que falta aos exagerados sobra aos que&nbsp;recomendam&nbsp;&ldquo;<strong>V&aacute; se</strong>...&rdquo;, estes sim,&nbsp;</span><span class="base1">&uacute;teis, providenciais,&nbsp;os&nbsp;devemos considerar.&nbsp;</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20001.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323010144653" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<strong><span style="font-size: 90%;">Phnom Bakheng</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong><span style="font-size: 90%;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-block ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20002.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323010251285" alt="" /></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20003.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323010288218" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></strong></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>Ent&atilde;o, como devemos avaliar dicas, sugest&otilde;es, f&oacute;runs e resenhas?</strong>&nbsp; Se aqui &eacute; um lugar para se falar verdades, aconselhar com&nbsp;sensatez&nbsp;e descartar dicas de car&aacute;ter exclusivamente pessoal e egoc&ecirc;ntricas, se &eacute; para servir <strong>aos leitores, n&atilde;o a mim,</strong>&nbsp;d</span><span class="base1">eixo aqui minhas mais vivas recomenda&ccedil;&otilde;es:</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span class="base1"><strong>PRIMEIRA (e mais importante):&nbsp;evite os chatos (ou impositivos).</strong></span><span class="base1"> </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Prefira voc&ecirc;&nbsp;achar que &eacute;</strong> melhor ter ido e n&atilde;o gostado do que arrepender-se de n&atilde;o ter ido e poder&nbsp;ter gostado, por n&atilde;o ter ido&nbsp;porque acatou sem pensar&nbsp;em alguma&nbsp;opini&atilde;o&nbsp;idiota.&nbsp;Simplesmente leve&nbsp;em conta que<strong>sempre</strong> h&aacute;&nbsp;boas chances de <strong>a sua</strong> experi&ecirc;ncia ser radicalmente diferente de outra.&nbsp;Sugest&otilde;es de viagens baseadas&nbsp;em convic&ccedil;&otilde;es herm&eacute;ticas&nbsp;e que se parecem com <strong>prega&ccedil;&otilde;es religiosas</strong> ortodoxas, jamais contemplaam&nbsp;algo fundamental a quem d&aacute; dicas de viagens: bom senso e no&ccedil;&otilde;es de heterogeneidade das pessoas.&nbsp;</span><span class="base1">N&atilde;o deixe que pessoas preguem&nbsp;suas id&eacute;ias como &ldquo;verdades&rdquo;, que&nbsp;afirmem&nbsp;que o &uacute;nico caminho &eacute; o delas,&nbsp;opini&otilde;es &ldquo;fa&ccedil;a&nbsp;o que eu digo e fa&ccedil;o&rdquo;.&nbsp;</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Viagens s&atilde;o</strong> <strong>experi&ecirc;ncias pessoais. </strong>Muitas&nbsp;compartilhadas na Internet em blogs, f&oacute;runs e p&aacute;ginas de relacionamento s&atilde;o&nbsp;egoc&ecirc;ntricas, intrometidas, arrogantes, pretensiosas e auto-promotoras. Devem ser ignoradas. Todavia,&nbsp;neste mesmo universo h&aacute; </span><span class="base1"><strong>boas</strong> sugest&otilde;es, de <strong>grande valia</strong> e <strong>utilidade</strong>. Para evitar erros, <strong>n&atilde;o d&ecirc; aten&ccedil;&atilde;o</strong> </span>aos &ldquo;<strong>conselheiros viajantes</strong>&rdquo;<strong>&nbsp;</strong>impositivos,&nbsp;prefira<strong> </strong>os que&nbsp;dizem <strong>"V&aacute; se..."</strong>,<strong>&nbsp;</strong>ignore os <strong>"N&atilde;o v&aacute; nunca".</strong>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>SEGUNDA:&nbsp;evite <span style="text-decoration: underline;">as seguintes classes</span> de conselheiros tur&iacute;sticos, sejam virtuais ou presenciais, mas especialmente os que escrevem&nbsp;na Internet:</strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1)</strong> os &ldquo;<span class="base1"><strong><span style="font-size: 110%;">Google viajantes</span></strong></span>&rdquo;. Em geral n&atilde;o viajaram muito ou fizeram uma &uacute;nica viagem na vida, n&atilde;o importa o tamanho nem a dist&acirc;ncia. S&atilde;o os que replicam tudo o que leram na Internet, tornam o que &eacute; &oacute;bvio e acess&iacute;vel a qualquer pessoa mais um de seus "incr&iacute;veis" conselhos. N&atilde;o aconselham, determinam. &Eacute; o t&iacute;pico conselheiro do <em>Twitter</em>, de blogs, de f&oacute;runs e afins. Tamb&eacute;m pode-se cham&aacute;-lo de&nbsp;"replicante", porque o que faz quase sempre &eacute; repetir&nbsp;not&iacute;cias que leu na Internet,&nbsp;todavia fazendo-as parecer&nbsp;de sua autoria;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2)</strong> os <strong><span style="font-size: 110%;">Impositivos</span></strong>. Os que &ldquo;se acham&rdquo;,&nbsp;os &ldquo;sem no&ccedil;&atilde;o&rdquo;,&nbsp;que&nbsp;dizem <span class="base1">&ldquo;n&atilde;o v&aacute; em hip&oacute;tese alguma&rdquo; ou&nbsp;&ldquo;v&aacute; nem que esteja morrendo&rdquo;.&nbsp;S&atilde;o pern&oacute;sticos,&nbsp;nocivos, portanto evite os&nbsp;</span>&ldquo;vomitadores de regras&rdquo;<span class="base1">; </span></p>
<p><span class="base1"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3)</strong> os <strong><span style="font-size: 110%;">Impostores</span></strong>, aqueles que citam o que leram em livros,&nbsp;romances liter&aacute;rios, guias tur&iacute;sticos impressos ou virtuais, Wikip&eacute;dia, Internet, revistas e blogs. Sua especialidade mais not&aacute;vel &eacute; profer "frases de efeito".&nbsp;E o fazem com enorme sucesso, tomam descaradamente as id&eacute;ias e textos dos outros e as repetem como suas. Os ing&ecirc;nuos&nbsp;aplaudem suas frases de efeito e afirma&ccedil;&otilde;es &ldquo;geniais&rdquo;.</span> Estes tamb&eacute;m abundam o <em>Twitter</em> e <em>Facebook</em>.<span class="base1">&nbsp;Provavelmente s&atilde;o os mais dif&iacute;ceis de serem desmascarados, conseguem enganar a muitos por muito tempo. </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Em resumo, tente aprofundar&nbsp;suas pesquisas </strong>no que &eacute; profissional,&nbsp;impessoal, s&eacute;rio, maduro&nbsp;e n&atilde;o impositivo. Leia bons guias de viagens impressos, como por exemplo o</span>s confi&aacute;veis&nbsp;<em>Lonely Planet, Frommers, Fodors, DK</em>, entre outros<em>. </em>Eles&nbsp;renunciam ao gosto pessoal em favore da informa&ccedil;&atilde;o da realidade, que pode ser tanto agrad&aacute;vel quanto n&atilde;o, dependendo de cada um que a experimenta.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20034.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323039069125" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p><strong>NOTAS:</strong> &nbsp;</p>
<p><strong>(a)</strong> &Eacute; poss&iacute;vel encontrar mais de uma das tr&ecirc;s caracter&iacute;stica acima em alguns tipos, at&eacute; mesmo <strong>todas </strong>as&nbsp;tr&ecirc;s num s&oacute;.</p>
<p><strong>(b)</strong>&nbsp;O autor&nbsp;deste blog orgulhosamente defende o direito de qualquer um falar besteira, at&eacute; por j&aacute; ter dito algumas. Mas se esfor&ccedil;a para n&atilde;o ser mais um idiota pretensioso a escrever na Internet achando&nbsp;que tudo o que &eacute; bom (ou ruim) pra mim deva ser obrigatoriamente pra quem quer que seja. Louvo aquele que experimenta por sua conta sem que opini&otilde;es de terceiros&nbsp;defina a sua pr&oacute;pria.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20025.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323013016571" alt="" /></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span class="base1"><strong>Longe de ser o viajante mais experiente do mundo</strong></span><span class="base1">, j&aacute; fiz muitas viagens,&nbsp;tenho a sorte de aprender mais em cada uma delas, especialmente tornando-me mais ponderado, condescendete, impessoal,&nbsp;respons&aacute;vel ao sugerir o que quer que seja. Sei que <strong>viagens s&atilde;o empreendimentos pessoais, </strong>que pessoas s&atilde;o diferentes e&nbsp;seus gostos ainda mais. Compreendo que tudo o que vemos, vivenciamos, examinamos e conclu&iacute;mos tem correspond&ecirc;ncia estreita com <strong>nossos valores pessoais</strong>. Gostar ou n&atilde;o de qualquer coisa depende do <strong>car&aacute;ter,&nbsp;forma&ccedil;&atilde;o,&nbsp;idade, personalidade, gosto, sa&uacute;de, cultura e estado de esp&iacute;rito de cada um</strong>. Cada indiv&iacute;duo vive segundo seus pr&oacute;prios&nbsp;conceitos e n&atilde;o&nbsp;deve deixar&nbsp;de basear-me em opini&otilde;es de outros&nbsp;para tirar as pr&oacute;prias.&nbsp;&Eacute; assim&nbsp;que quanto mais leio, mais admiro quem sabe sugerir sem imp&ocirc;r, quem n&atilde;o &eacute; intrometido, quem sabe recomendar com sensatez, quem n&atilde;o demonstra egocentrismo, quem mostra as coisas como elas s&atilde;o, n&atilde;o <strong>apenas</strong> como eles acham que s&atilde;o. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20040.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323011947659" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<strong>No topo, vistas incr&iacute;veis de Angkor Wat</strong></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;</span><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>Uma das p&aacute;ginas mais &uacute;teis para </strong></span><span class="base1">viajantes na<strong> </strong>Internet &eacute; a do <a href="http://www.tripadvisor.com.br/">Tripadvisor</a>, um lugar democr&aacute;tico onde viajantes comentam e avaliam suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias em hot&eacute;is, restaurantes, destinos e atra&ccedil;&otilde;es. Mas como tudo tem dois lados, recentemente o site foi alvo de in&uacute;meras resenhas falsas, figurou nas manchetes virtuais negativamente. </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mesmo as verdadeiras, efetuadas espontaneamente</strong>, precisam de avalia&ccedil;&atilde;o pessoal atenta e cuidadosa. Sugest&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es, cr&iacute;ticas e elogios precisam ser interpretados, porque s&atilde;o fruto do jeito pessoal de cada um. Neste caso n&atilde;o h&aacute; verdades absolutas. H&aacute;&nbsp; tamb&eacute;m avalia&ccedil;&otilde;es subjetivas, falsas, raivosas, egoc&ecirc;ntricas e de pessoas que s&atilde;o pagas para avaliarem mal um hotel concorrente daquele. Uma das boas maneiras de verificar a compet&ecirc;ncia, a imparcialidade e sobretudo a vontade de servir, &eacute; avaliando a quantidade de coment&aacute;rios do comentarista e sua diversidade. Quanto maiores, mais confi&aacute;vel. Isto serve para todo e qualquer f&oacute;rum na Internet.</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>&Eacute; a</strong><span class="base1"><strong>ssim com as informa&ccedil;&otilde;es e sugest&otilde;es</strong></span><span class="base1"> acerca de assistir ou n&atilde;o ao <strong>P&ocirc;r do Sol em</strong> <strong>Phnom Bakheng</strong>. Foram precisamente as radicais diverg&ecirc;ncias enter as opini&otilde;es que me alertaram a analizar cuidadosamente cada &ldquo;dica&rdquo;. A maioria delas &uacute;til, a menor parte, impulsiva, impositiva, egoc&ecirc;ntrica, pessoal e sem crit&eacute;rio. Para a alguns o lugar &eacute; cheio, para outros tem vistas incompar&aacute;veis. Tratado como armadilha tur&iacute;stica para uns, recomend&aacute;vel para outros, experi&ecirc;ncia divertida para tantos, n&atilde;o me surpreendi com o blog <em>Solo Female Traveler</em>, cuja autora definia <strong>Angkor Wat</strong> (e todo o Camboja!) como <strong>dispens&aacute;vel (!</strong>!) em mat&eacute;ria com o t&iacute;tulo &ldquo;<strong><em><a title="Permanent Link to Angkor Wat?  Skip it." href="http://www.solofemaletraveler.com/angkor-wat-skip-it/"><span style="color: black;">Angkor Wat? Skip it.</span></a></em></strong>&rdquo;&nbsp; J&aacute; pensou se voc&ecirc; resolvesse seguir opini&otilde;es como essas?</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span class="base1"><strong>Em resumo, evite os chatos</strong></span><span class="base1">. Todos os chatos. Dos <strong>eno-chatos</strong>,&nbsp;<strong>google-chatos</strong>, <strong>eco-chatos</strong>&nbsp;e, sobretudo, os&nbsp;<strong><em>travel</em>-chatos</strong>.</span></p>
<p><span class="base1">______________________________________________________________________</span></p>
<p><span style="font-size: 110%;"><strong>As minhas considera&ccedil;&otilde;es sobre o P&ocirc;r do Sol em Phnom Bakheng</strong> </span></p>
<p><span style="font-size: 110%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Minha recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute;: <strong>analise SIM a possibilidade de assistir ao P&ocirc;r do Sol em Phnom Bakheng</strong>. Todvia, caso n&atilde;o o fa&ccedil;a, considere visit&aacute;-lo fora do hor&aacute;rio de pico, especiaklmente de manh&atilde; cedo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Climbing%20Phnom%20Bakheng%20A%20Subindo%20Phnom%20Bakheng%20para%20o%20Por%20do%20Sol%20001.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323007595147" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;"><strong>&nbsp;Subindo</strong> <strong>Phnom Bakheng</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Climbing%20Phnom%20Bakheng%20A%20Subindo%20Phnom%20Bakheng%20para%20o%20Por%20do%20Sol%20002.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323007705473" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Climbing%20Phnom%20Bakheng%20A%20Subindo%20Phnom%20Bakheng%20para%20o%20Por%20do%20Sol%20004.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323007736606" alt="" /></span></span>&nbsp;</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>S&atilde;o fatos, primeiramente. </strong></span><span class="base1">Depois de aproveitar o dia conhecendo os principais templos e s&iacute;tios do complexo, boa parte dos turistas vai ao topo de <strong>Phnom Bakheng</strong> para assistir ao p&ocirc;r do Sol em <strong>Angkor Wat</strong>. &Eacute; um momento extremamente concorrido, quando o lugar transforma-se no mais disputado ponto tur&iacute;stico de todo o complexo, talvez at&eacute; do Camboja. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Climbing%20Phnom%20Bakheng%20A%20Subindo%20Phnom%20Bakheng%20para%20o%20Por%20do%20Sol%20006.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323007778915" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/ANGKOR%20Climbing%20Phnom%20Bakheng%20A%20Subindo%20Phnom%20Bakheng%20para%20o%20Por%20do%20Sol%20005.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323007805995" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>&Eacute; t&atilde;o concorrido quanto </strong>espetaculares, templo e vista. Esta, a &uacute;nica do g&ecirc;nero que se tem em todo o parque. Detest&aacute;vel uns, encatadora experi&ecirc;ncia&nbsp;para outros, se puder, recomendo que experimente ter a sua pr&oacute;pria. Primeiro&nbsp;h&aacute; a subida por uma estrada em subida medianamente &iacute;ngreme. Fa&ccedil;a-a no seu ritmo e v&aacute; desfrutando&nbsp;dos mirantes com vistas para outros templos e para Angkor durante o caminho relativamente sombreado pela densa mata, mas se preferir, pode subir de elefante.&nbsp; Para alguns, pode valer tanto quanto pesa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20-%20A%20subida%201%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20004.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323011388582" alt="" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="full-image-inline ssNonEditable">A subida &eacute;&nbsp;tranquila e agrad&aacute;vel...</span>&nbsp;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20-%20A%20subida%201%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20002.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323012835316" alt="" /></span>&nbsp;</strong><strong>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img style="width: 343px;" src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20-%20A%20subida%201%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20003.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323012849728" alt="" /></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="full-image-inline ssNonEditable">...e seus mirantes v&atilde;o revelando surpresas.</span>&nbsp;</strong></p>
<p><span class="base1"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Chegando ao topo e &agrave; base do templo &eacute;</strong> preciso subir dois lances de escada, que podem parecer dif&iacute;ceis e&nbsp;complexos, que tamb&eacute;m podem ser&nbsp;vencidos com pessoas com mediana&nbsp;capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o,&nbsp;c&aacute;rdio-respirat&oacute;rio e f&iacute;sica geral de cada um.&nbsp; </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mesmo para os que est&atilde;o em</strong> &oacute;timo estado, os degraus exigem aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o porque ofere&ccedil;am perigo, mas&nbsp;por&nbsp;serem mais&nbsp;altos e curtos do que os convencionais.&nbsp; Sobe-se de lado, olhando-se para o ch&atilde;o e apoiando-se nas paredes laterais. Mais r&aacute;pido e cedo do que se pensa, chega-se no topo e t&ecirc;m-se uma boa recompensa pelo "esfor&ccedil;o". </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20-%20A%20subida%201%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20005.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323011659995" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20-%20A%20subida%201%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20006.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323011679012" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;">Subir de elefante: US$ 20,00 (para quem n&atilde;o quer ir a p&eacute;). Vale quanto pesa</span></strong></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>Uma vez l&aacute; em cima todos</strong></span><span class="base1"> querem conseguir um bom lugar para observar o evento m&aacute;ximo. A espera ser&aacute; t&atilde;o mais longa quanto mais cedo chegar o turista. Dependendo da temporada (quanto mais alta, mais turistas) divide-se o espa&ccedil;o com muitos outros que est&atilde;o ali pela mesma raz&atilde;o, o que significa tanto dificuldade para encontrar um lugar para sentar-se na &ldquo;arquibancada&rdquo; quanto para fotografar o belo espet&aacute;culo sem que ao &ldquo;revelarem-se&rdquo; as fotos saiam mais cabe&ccedil;as do que paisagem. Para muitos a multid&atilde;o incomoda tanto quanto para outros diverte. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20016.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323012254787" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span style="font-size: 90%;"><strong>&nbsp;No topo, a recompensa:</strong> <strong>Phnom Bakheng com 360 graus de&nbsp;vista para Angkor Wat</strong></span></span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Mais uma vez lembro que cada</strong> pessoa tem sua personalidade e gosto, portanto, &eacute; um indiv&iacute;duo que tem comportamento diferente,&nbsp;pode gostar do evento. H&aacute; limita&ccedil;&atilde;o de 300 pessoas, o que significa que mesmo estando na base poder&aacute; n&atilde;o ser poss&iacute;vel ir ao topo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20015.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323012092089" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp; <strong>Mas lembre-se, o acesso ao templo encerra-se &agrave;s 17:30 todos os dias</strong></span><span class="base1">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>Caso o turista pretenda conhecer o</strong></span><span class="base1"> topo do templo sem esperar o p&ocirc;r-do-sol, pode, e deve, evitar a hora do <em>rush</em>, isto &eacute;, subir bem mais cedo e esperar para ver, segundo seu crit&eacute;rio, se o lugar est&aacute; ou n&atilde;o agrad&aacute;vel e, finalmente, optar por permanecer ou descer. Caso permane&ccedil;a, quase todos os que est&atilde;o ali descer&atilde;o ao mesmo tempo a escadaria e o caminho pela estrada ao fim do dia (sempre &agrave;s 17:30h nesta &eacute;poca do ano). A op&ccedil;&atilde;o de descer pela escada esperando um pouco o maior fluxo inicial de turistas &eacute; boa, mas n&atilde;o tanto que chegue a ficar s&oacute; para descer a estrada &agrave; noite. Do templo, em cima da colina, avistam-se paisagens incr&iacute;veis e incompar&aacute;veis, s&oacute; vistas dali, inclusive de <strong>Angkor Wat</strong>. A vis&atilde;o &eacute; panor&acirc;mica, para uma dist&acirc;ncia e altura que n&atilde;o se encontram em outro lugar. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20021.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323012570655" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> O sol n&atilde;o se p&otilde;e exatamente atr&aacute;s</strong> de Angkor Wat, ao contr&aacute;rio, &agrave; frente dele, mas o ilumina esplendorosamente antes de sumir no horizonte, o que possibilita uma sess&atilde;o de fotos magn&iacute;ficas. Definindo-se por ir, esteja consciente de tudo isso e saiba que, de todo modo, ir ao topo da <em>Bakheng Hill</em>, no<strong> <a href="http://www.world-heritage-tour.org/asia/southeast-asia/khmer-empire/cambodia/angkor/phnom-bakeng/sphere-flash.html">Phnom Bakheng</a></strong>, pode ser uma experi&ecirc;ncia incr&iacute;vel. Lembre-se sempre de que &eacute; pior arrepender-se de n&atilde;o ter ido. Consulte outras opini&otilde;es e tire a sua conclus&atilde;o. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Phnom%20Bakheng%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20029.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1323013347074" alt="" /></span> </span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;</span><span class="base1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span class="base1"><strong>N&oacute;s n&atilde;o fomos ao topo no</strong></span><span class="base1"> fim do dia apenas porque n&atilde;o conseguimos sair de <strong>Angkor Wat</strong> a tempo de subir <em>Bakheng Hill</em>, pois o acesso fecha-se &agrave;s 17:30 h, o que&nbsp;lamentamos profundamente. Por isso o fizemos na manh&atilde; do dia seguinte, logo cedo, mas sempre com vontade de ter ido ao anoitecer. Adoramos.&nbsp;Gostar&iacute;amos siceramente de ter&nbsp;compartilhado o p&ocirc;r do sol - com a multid&atilde;o e tudo ! -em cima de <strong>Phnom Bakheng</strong>.</span></p>
<p><span class="base1">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Virtual Tourist - P&ocirc;r do Sol em</strong></span><span class="base1"> <strong>Phnom Bakheng</strong>:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><a href="http://www.virtualtourist.com/travel/Asia/Cambodia/Khett_Siem_Reab/Angkor_Wat-1202517/Things_To_Do-Angkor_Wat-Sunset_at_Bakheng_Hill-BR-1.html">http://www.virtualtourist.com/travel/Asia/Cambodia/Khett_Siem_Reab/Angkor_Wat-1202517/Things_To_Do-Angkor_Wat-Sunset_at_Bakheng_Hill-BR-1.html</a></span></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<strong>Mapa interativo (Google) de Angkor Wat</strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gardkarlsen.com/Angkor_Wat_Google_map.htm">http://gardkarlsen.com/Angkor_Wat_Google_map.htm</a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Angkor Wat</strong></span><span class="base1"> no </span><strong>Wikip&eacute;dia, a enciclop&eacute;dia livre</strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat">http://pt.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Guia e roteiro de Angkor Wat</strong></span><span class="base1"> - <strong>Wikitravel</strong>:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><em>Angkor Archaeological Park</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><a href="http://wikitravel.org/en/Angkor_Archaeological_Park">http://wikitravel.org/en/Angkor_Archaeological_Park</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Mapa interativo com fotos 360 graus </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><a href="http://www.world-heritage-tour.org/asia/southeast-asia/khmer-empire/cambodia/angkor/map.html">http://www.world-heritage-tour.org/asia/southeast-asia/khmer-empire/cambodia/angkor/map.html</a>. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>_________</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>LITERATURA consultada:</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Focusing on the Angkor Temples: The Guidebook</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><a href="http://www.angkortemplestheguidebook.com/index.php">http://www.angkortemplestheguidebook.com/index.php</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Ancient Angkor</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">Michael Freeman and Claude Jacques</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Enchanting Cambodia</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">Mick Shippen</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="base1">Grandes Civiliza&ccedil;&otilde;es Dessaparecidas - </span><span class="base1">Angkor</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1">Louis Fr&eacute;deric - Reader&acute;s Digest</span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>_______________________________________________</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>Um grande abra&ccedil;o, obrigado pela visita. </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="base1"><strong>&nbsp;</strong></span><span class="base1"><strong>FIM</strong></span></p>]]></content></entry><entry><title>Tailândia e Camboja - Bangkok, Chiang Mai, Siem Reap e Angkor Wat</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/11/3/tailandia-e-camboja-bangkok-chiang-mai-siem-reap-e-angkor-wa.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/11/3/tailandia-e-camboja-bangkok-chiang-mai-siem-reap-e-angkor-wa.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2011-11-03T14:08:55Z</published><updated>2011-11-03T14:08:55Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: 110%;">O prazer de ser&nbsp;turista (ou serei viajante?), a alegria&nbsp;de rever um destino</span></strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><strong>Viajar</strong><strong> &eacute; f&aacute;cil, n&atilde;o requer pr&aacute;tica</strong><em> </em>ou habilidade,&nbsp;nem talento ou compet&ecirc;ncia. Para sair de casa e viajar n&atilde;o precisamos de nada mais que desejo e disposi&ccedil;&atilde;o, e algum recurso &eacute; claro. J&aacute; para viajarmos com o olhar&nbsp;desemba&ccedil;ado para&nbsp;o que vemos,&nbsp;e&nbsp;com a mente aberta para o que percebemos, precisamos&nbsp;de algum&nbsp;aprendizado e dedica&ccedil;&atilde;o. Os que fazem assim voltam sempre melhores do que foram. e&nbsp;tornam-se prontos para reverem um destino ainda melhor do que quando o visitaram pela primeira vez.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Sou turista enquanto viajo</strong> <strong>[1]. </strong>Conhe&ccedil;o lugares por desejo, especialmente os que ainda n&atilde;o conhe&ccedil;o. Mas h&aacute; algo de curioso e novo na emo&ccedil;&atilde;o de <strong><span style="text-decoration: underline;">rever</span></strong> lugares como&nbsp;turista. O primeiro encontro difere do segundo, assim como penso deva ser com o terceiro. E <strong>Bangkok</strong> &eacute; um desses lugares que eu visitaria uma dezena de vezes e ainda sobraria&nbsp;vontade de rever.&nbsp; Quando a visitei pela&nbsp;primeira vez muito ficou por conhecer, e mais ainda&nbsp;com o desejo de rever. Agora ao revisit&aacute;-la dever&aacute; ser a consagra&ccedil;&atilde;o&nbsp;de mais uma maravilhosa experi&ecirc;ncia em viagem, aquela que acaba sendo ainda melhor que&nbsp;a primeira.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Nem todo mundo tem a sorte</strong> de ter nascido numa fam&iacute;lia que adorava viajar, tinham viagens em seu estilo de vida, eram abertos ao conceito de explorar o mundo. Desde os primeiros anos de vida eu j&aacute; viajava em fam&iacute;lia. J&aacute; rapazes &eacute;ramos apoiados em nossas id&eacute;ias de viagens. Naquela &eacute;poca os recursos eram poucos e dos 16&nbsp;anos at&eacute;&nbsp;chegar a ser um&nbsp;adulto maduro&nbsp;eu s&oacute; podia viajar para lugares no Brasil, de carro, acampando ou ficando em hot&eacute;is muito baratos, fossem&nbsp;viagens de maior prazo ou de f&eacute;rias no interior.&nbsp;Mas foi assim que explorei bem meu pa&iacute;s.&nbsp; Para quem cresceu viajando, planejar viagens era mais comum do que pensar no presente de Natal, tanto nos&nbsp;que receberia e quanto nos que daria. Todavia, s&oacute; muito mais tarde fui tirar meu primeiro passaporte. &nbsp;A partir dele,&nbsp;carimbos&nbsp;e vistos,&nbsp;passagens a&eacute;reas e <em>vouchers</em> internacionais iam tornando-se mais comuns do que pensar numa roupa nova ou trocar de carro.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>&nbsp; Ent&atilde;o, ao conhecer pa&iacute;ses que</strong> existiam muitos anos antes do Brasil ter sido&nbsp;descoberto, a&nbsp;chama do desejo de viajar come&ccedil;ava a&nbsp;parecer a de uma foggueira&nbsp;eternamente ardente, um anseio prazeroso&nbsp;de conhecer mais e mais e mais pa&iacute;ses e povos.&nbsp;Foi assim que eu s&oacute;&nbsp;s&oacute; pensava em economizar dinheiro para poder viajar, pesquisar destinos e planejar viagens. E ainda &eacute; t&atilde;o delicioso saber que o mundo est&aacute; ali me esprando.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Entre tantos privil&eacute;gios e oportunidades</strong> que tive na vida, viajar est&aacute; entre os mais encantadores. Por eles tenho a maior gratid&atilde;o e reconhecimento. Por isso valorizo cada nova viagem tanto quanto a educa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento. Viajo com curiosidade, com admira&ccedil;&atilde;o pelas diferen&ccedil;as culturais, com respeito pelas pessoas e seus costumes. Assim &eacute; que para mim o mundo tem se revelado ainda mais fabuloso. Quanto melhor o vejo, mais o percebo como &eacute;, n&atilde;o como o imagino. E o maior dos privil&eacute;gios tem sido t&atilde;o fabuloso quanto imposs&iacute;vel descrever: o quanto &eacute; delicioso viajar com minha doce Em&iacute;lia, que t&atilde;o enormemente agrega valores &agrave;s nossas viagens - do planejamento &agrave; explora&ccedil;&atilde;o - e enriquece meu jeito de ver os lugares. Se afinidades e sintonia s&atilde;o requisitos fundamentais para o sucesso de uma viagem a dois, neste particular eu tamb&eacute;m sou um sortudo.&nbsp;</p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em><strong>Gosto</strong><em> </em><strong>tanto</strong><em> </em><strong>de viajar quanto de</strong><em> </em>escrever, portanto, cada viagem &eacute; uma hist&oacute;ria a ser contada. Esta, agora em novembro,&nbsp;&agrave; fren&eacute;tica e encantadora <strong>Bangkok</strong>, &agrave; incr&iacute;vel<strong> Ayutthaya</strong>,<strong> </strong>&agrave; encantadora<strong> </strong><strong>Chiang Mai</strong> e &agrave; pequena <strong>Siem Reap</strong>, no Cambodia, com seu espantoso s&iacute;tio arqueol&oacute;gico de<strong> Angkor Wat</strong> &eacute; mais uma que <strong>tentarei</strong> compartilhar aqui com o leitor do <strong>Fatos &amp; Fotos de Viagens</strong>.&nbsp; &Eacute; a maneira singela que tenho de despertar seu interesse por um destino, de acender sua chama pelo desejo de viajar, por incentivar a import&acirc;ncia de conhecer e experimentar o m&aacute;ximo enquanto viaja, para que tudo o que h&aacute; de &uacute;til, enriquecedor e construtivo numa viagem se encerre em sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia. Por isso, viaje aqui e boa leitura!</p>
<p><strong>&nbsp;</strong><strong>[<sup>1</sup>] Sou turista. </strong><em>Em todas as dezenas de viagens que j&aacute; fiz para 40 pa&iacute;ses, fui turista. N&atilde;o gosto do termo "viajante", especialmente quando &eacute; posto em contraposi&ccedil;&atilde;o ao "turista". Cheira a pretens&atilde;o, superioridade e presun&ccedil;&atilde;o. Tal esnobismo &eacute; uma tend&ecirc;ncia um tanto perturbadora que se verificam em alguns ve&iacute;culos que tratam de viagens, tanto nos impressos quanto nos da Internet. Nas caixas de coment&aacute;rios de alguns blogs de viagens j&aacute; cheguei a ler coisas como &ldquo;odeio turistas&rdquo;! S&atilde;o pessoas que acham &ldquo;cool&rdquo; auto-denominarem-se &ldquo;viajantes&rdquo;, como se houvesse a mais remota diferen&ccedil;a entre <strong>turistas</strong> e <strong>viajantes</strong>. Colocam-se como seres especiais enquanto viajam, diferindo-se dos turistas como &ldquo;viajantes&rdquo;. Para esses esnobes, "viajantes" s&atilde;o exploradores, melhor dotados de cultura e de intelig&ecirc;ncia. Avaliam-se mais espertos do que n&oacute;s, os turistas ign&oacute;beis. Colocam-se quase como &ldquo;cientistas&rdquo; de viagens. &nbsp;</em></p>
<p><em>At&eacute; mesmo prestigiosas revistas como a </em>National Geographic Traveler<em> j&aacute; incorreram no erro tolo, publicaram mat&eacute;rias como &ldquo;How to be a Traveler, Not a Tourist&rdquo;. </em>Paul Theroux<em> (que decididamente n&atilde;o &eacute; um idiota, ainda que um pouco esnobe) j&aacute; produziu a besteira "Turistas n&atilde;o sabem onde est&atilde;o, viajantes n&atilde;o sabem para onde est&atilde;o indo.". Qualquer um (exceto os esnobes) pode perceber que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a alguma entre turista e viajante, mas que h&aacute; tipos diferentes de turistas, assim como h&aacute; tipos diferentes de pessoas. </em></p>
<p>Anthony Bourdain<em> (que tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; um idiota, tampouco esnobe) num an&uacute;ncio de revista para o seu &oacute;timo programa &ldquo;Sem reservas&rdquo;, no TLC, apresentou o slogan "Seja um viajante, n&atilde;o um turista". Descritos assim, "turistas" e "viajantes" tornam-se apenas mais dois dos estere&oacute;tipos que a humanidade teima em criar. Por todo lado os que se julgam &ldquo;viajantes&rdquo; zombam de pessoas que s&atilde;o turistas, que passam f&eacute;rias em </em>resorts all-inclusive<em>, em cruzeiros mar&iacute;timos, que viajam em grupos ou excurs&otilde;es, que buscam o melhor n&iacute;vel de conforto em suas viagens, que gostam de luxo, como se todo isso fosse &ldquo;mau turismo&rdquo; e praticado por indiv&iacute;duos de segunda classe, ou at&eacute; desclassificados. Para mim h&aacute; apenas <strong><span style="text-decoration: underline;">dois</span></strong> tipos de turistas: os <strong>bons</strong> e os <strong>maus</strong>. Sobre estes sim, &eacute; poss&iacute;vel discorrer longamente, definindo-os e diferenciando-os com precis&atilde;o.&nbsp;</em></p>
<p><em>No meu entendimento, a rela&ccedil;&atilde;o do viajante com o pa&iacute;s visitado &eacute; que importa, o&nbsp;</em><em>qu&atilde;o ela deve ser levada a s&eacute;rio, seja com o objeto, seja com a cultura, seja com o indiv&iacute;duo. Com a leitura e o preparo, o ac&uacute;mulo de informa&ccedil;&atilde;o, ao visitar o pa&iacute;s, aquilo que leu o diferenciar&aacute; dos demais viajantes. </em></p>
<p><em>Me orgulho de ser um turista enquanto viajo. E n&atilde;o vejo sentido algum em desclassificar algu&eacute;m que fica num </em>resorts all-inclusive<em> em vez de num albergue, ou que compra uma excurs&atilde;o, que frequenta lugares tur&iacute;sticos em vez de alternativos, que n&atilde;o viaja por conta pr&oacute;pria, mas em grupo, que n&atilde;o &eacute; &ldquo;cool&rdquo; e que n&atilde;o frequenta lugares moderninhos. Ao contr&aacute;rio, vejo esnobismo. Dane-se quem pensa que h&aacute; diferen&ccedil;as entre viajantes e turistas, que s&oacute; &eacute; feliz quem se classifica como viajante. Eu sou turista enquanto viajo em turismo. E sou muito feliz nesta condi&ccedil;&atilde;o. Tenho o prazer de viajar apenas para onde quero, de me hospedar onde desejo e posso, de frequentar aquilo que escolhi, de carregar uma c&acirc;mera fotogr&aacute;fica, de tirar montanhas de </em>bytes<em> fotogr&aacute;ficos, de andar com um guia tur&iacute;stico na mochila e n&atilde;o tentar aparentar ser um local.</em><strong> </strong><em>A cada nova viagem mais aparento ser um turista, pois tenho no&ccedil;&atilde;o de que afinal sou &ldquo;estrangeiro&rdquo; em viagem tur&iacute;stica. N&atilde;o compreendo porque me envergonhar disso e tentar camuflar-me. Ser um local &eacute; deixar de ser turista, condi&ccedil;&atilde;o que muito me agrada enquanto viajo. N&atilde;o penso em fazer como os locais nas cidades onde moram e estou visitando. Definitivamente n&atilde;o &eacute; um desvio de conduta ser turista. Muito menos vergonhoso. Estranho me parece fingir ser local quando viajamos a turismo. E ainda mais julgar-se superior a quem viaja turisticamente.</em></p>
<p><em>Adoro ir longe, a lugares t&atilde;o distantes de onde moro quanto do modo em que vivo. N&atilde;o uso roupas de safari, bermuda com camisa florida, nem t&ecirc;nis com meia at&eacute; a canela em nenhuma cidade do mundo (talvez o fizesse no Hava&iacute;). Mas sou turista. Viajo para ver, experimentar, conhecer e aprender coisas novas. Quase n&atilde;o viajo a neg&oacute;cios, nem para auto-conhecimento, tampouco para descansar. Vou a lugares diferentes daqueles de onde moro e de como vivo. Nunca me torno um turista inc&oacute;gnito, mesmo que n&atilde;o ande em bandos. N&atilde;o gosto de viagens em grupo, de confraterniza&ccedil;&atilde;o, em excurs&atilde;o, mas n&atilde;o desprezo quem as fa&ccedil;a. Somos todos turistas. Eu sou um turista honesto, consumo sem vergonha atividades tur&iacute;sticas, ando por rodovias tur&iacute;sticas ou por estradinhas vicinais des&eacute;rticas, visito coisas aut&ecirc;nticas e n&atilde;o nego assistir a shows folcl&oacute;ricos quando n&atilde;o h&aacute; outra alternativa. Volto sempre com gra&ccedil;as e extasiado, ainda melhor do que fui. E quanto mais ex&oacute;tico o destino, melhor. Gosto de olhar as coisas como elas s&atilde;o, n&atilde;o como as imagino. N&atilde;o vejo as coisas como os outros acham que devo enxerg&aacute;-las, mas com respeito que a classe dos ignorantes educados devem &agrave;queles que sabem mais que eu, sobretudo quando t&ecirc;m algo a me ensinar. S&oacute; em casa gosto de me sentir local. Apenas em casa n&atilde;o sou turista. E nesta condi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m me sinto muito bem. Ainda assim, por vezes meu lado tur&iacute;stico aflora e me vejo frequentando pontos tur&iacute;sticos, explorando o que minha cidade tem de melhor para os turistas que a visitam e procurando coisas novas para fazer nela. Qualquer um que vive numa grande cidade tur&iacute;stica como o Rio de Janeiro, conhece, sabe e respeita a condi&ccedil;&atilde;o de um turista. E orgulha-se da sensa&ccedil;&atilde;o de morar numa cidade assim. Adoro tanto ser turista em outras cidades quanto ser natural e morar na Cidade Maravilhosa. Adoro o conv&iacute;vio com os turistas que a visitam.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>&nbsp;</em><span style="font-size: 110%;"><em>_________________________________________</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%;"><em>A seguir: </em><strong>Bangkok </strong>-<strong> A chegada. </strong></span></p>]]></content></entry><entry><title>Veneza, autenticidade garantida</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/10/17/veneza-autenticidade-garantida.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/10/17/veneza-autenticidade-garantida.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2011-10-17T19:30:52Z</published><updated>2011-10-17T19:30:52Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20178.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318860496780" alt="" /></span></span></h2>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;"><em>Um</em> Giro in Gondola<em>,</em>&nbsp;<em>romantismo absoluto</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 90%;"><em>___________________________________________________</em></span></strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A personalidade de Veneza &eacute; t&atilde;o pr&oacute;pria que&nbsp;</strong>&eacute;&nbsp;imposs&iacute;vel compar&aacute;-la, mesmo&nbsp;remotamente,&nbsp;a qualquer outra cidade.&nbsp;Em que outra cidade n&atilde;o h&aacute; ruas para ve&iacute;culos? Em qual outra as cartas s&atilde;o entregues de barco, o entulho &eacute; retirado de barco, a pol&iacute;cia patrulha, os bombeiros apagam inc&ecirc;ndios, as ambul&acirc;ncias levam doentes, as mudan&ccedil;as e os g&ecirc;neros transportam-se de barco, e barcos s&atilde;o os &ocirc;nibus e taxis? N&atilde;o h&aacute; avenidas, n&atilde;o h&aacute; carros, n&atilde;o h&aacute; placas nem sinais de tr&acirc;nsito, nem buzinas&nbsp;e marcas de pneus.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2013.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318860933487" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2015.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318860951372" alt="" /></span></p>
<p><span style="color: windowtext;"><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;"</span></span><span style="color: windowtext;"><span style="color: windowtext;"><span style="color: #181818;"><strong>Cidade Flutuante</strong>", a "<strong>Cidade dos Canais</strong>", "<strong>Cidade das Pontes</strong>", "<strong>Cidade das M&aacute;scaras</strong>" ou &ldquo;Seren&iacute;ssima&rdquo;, &eacute; como a apelidam. Desgosto por clich&ecirc;s &agrave; parte, n&atilde;o posso negar que falte verdade a nenhum eles, ainda que t&atilde;o &oacute;bvios. H&aacute;</span><span style="color: black;"> mesmo verdades absolutas e indiscut&iacute;veis sobre Veneza, entre elas, sua autenticidade. Custa-me recordar de outra com estilo t&atilde;o incompar&aacute;vel e incopi&aacute;vel, algo que qualquer visitante parece perceber: n&atilde;o h&aacute; outra cidade com igual personalidade, a despeito do turismo de massa e de um mundo t&atilde;o globalizado, no qual <em>Xangai</em> rima com <em>Dubai</em> em todos os sentidos. Ter personalidade e autenticidade, convenhamos, hoje revela-se um importante diferencial. </span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2068.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318861135581" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Quatrocentas pontes unem os lados dos</strong> <span style="color: windowtext;">pequenos canais, juntam um emaranhado de ruas estreitas separadas por eles, algumas t&atilde;o estreitas que duas pessoas mal passam juntas. Nelas surpreendiam-nos&nbsp;as vistas mais deliciosas de Veneza,&nbsp;por elas &iacute;amos&nbsp;aos lugares mais&nbsp;surpreendentes, como a&nbsp;</span><span style="color: windowtext;">preciosa&nbsp;<em>Parrochia di S. Maria Gloriosa dei Frari,&nbsp;</em>e<em>&nbsp;</em>a <em>Chiesa di San Giacomo dall&acute;Orio</em>, cuja beleza do estilo rom&acirc;nico e serenidade do interior emocionam.</span><span style="color: windowtext;"> Por essas vias tamb&eacute;m se chega &agrave; <span style="color: windowtext;">Igreja de S&atilde;o Barnab&eacute;</span><span style="color: windowtext;">, onde em 1989 <em>Harrison Ford</em> procurou o Santo Graal em "Indiana Jones e a &Uacute;ltima Cruzada" e onde <em>Katherine Hepburn</em> caiu no canal no filme <em>Summertime</em>.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20105.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318861513867" alt="" /></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20106.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318861534798" alt="" /></span> </span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Nas <em>calles </em>estreitas ouvem-se apenas vozes</strong>, a pr&oacute;pria respira&ccedil;&atilde;o e o <em>clop-clop</em> dos saltos no cal&ccedil;amento. A Veneza dos Canais &eacute; um surpreendente arquip&eacute;lago de 117 ilhas divididas por 150 canais unidas por 400 pontes. Ponto final do eixo Constantinopla-Veneza, tanto foi influenciada pelas &lsquo;bizantinices&rsquo; de Istambul que n&atilde;o seria tolice supor que suas fachadas estariam bem em qualquer lugar no Oriente.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20108.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318861790518" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span style="color: black;"><strong>A cidade convida a pular cedo</strong> da</span><span style="color: black;"> cama para conhecer uma tranquilidade que a <em>Serenissima</em> s&oacute; exibe mesmo antes das oito da manh&atilde; (ou depois das oito da noite). Em nenhuma outra tamb&eacute;m persiste o desejo de dormir cedo, porque &agrave; noite na cidade vira um deserto assustador. E se existe um lugar em Veneza poss&iacute;vel de ser conhecido apenas de manh&atilde; bem cedo, este &eacute; o </span><span style="color: black;"><strong>Mercado de Rialto</strong></span><span style="color: black;">, &ldquo;atra&ccedil;&atilde;o&rdquo; para madrugadores, hora em que os locais v&atilde;o &agrave;s compras do peixe do dia, antes que n&oacute;s, turistas infames, tenhamos invadido suas ruas. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20Mercado%20de%20Rialto%208374.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318865894610" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>As primeiras badaladas dos sinos acordam</strong> os moradores, parecem n&atilde;o ter efeito de despertar os invasores. &Eacute; assim o come&ccedil;o de mais um dia em Veneza: gar&ccedil;ons arrumam mesas e cadeiras, barcos descarregam suas mercadorias, fi&eacute;is atendem aos chamados para as missas, moradores carregam suas sacolas com as compras do card&aacute;pio do dia e senhores fumam enquanto l&ecirc;em as manchetes do dia, ou tomam&nbsp;o solzinho da manh&atilde;.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20257.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866053641" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;</span><span style="color: black;">&nbsp;</span></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nenhum outro lugar na cidade &eacute; </strong>t&atilde;o<strong> </strong>movimentado<strong> </strong>de manh&atilde; cedo quanto o <strong>Mercado do Peixe</strong>, ou <strong><em>Pescheria</em></strong> em italiano,&nbsp;ou <strong><em>Pescaria</em></strong> em "veneziano",&nbsp;constru&iacute;do em 1907 por <em>Domenico Rupolo</em> e <em>Laurenti Cesare</em>.<strong> </strong>Para n&oacute;s turistas, o <strong><em>mercato</em></strong> &eacute; um dos lugares mais surpreendentes de Veneza, &agrave; qual vem abastecendo h&aacute; mil anos.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um passeio pela se&ccedil;&atilde;o de <em>Erberia</em></strong> - de frutas e verduras - e pela <em><strong>Pescheria</strong></em>, de frutos do mar - resulta no conhecimento da mais incr&iacute;vel mostra de produtos excepcionais, tanto na qualidade quanto na apar&ecirc;ncia e exotismo. &Eacute; uma das atra&ccedil;&otilde;es mais necess&aacute;rias e inusitadas da cidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2040.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866313860" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;N</strong><span style="color: black;"><strong>&atilde;o por acaso certa vez encontrei a</strong>li o <em>restauranteur</em> Rog&eacute;rio Fasano acompanhado de sua trupe de gerentes dos restaurantes de sua rede. Realizava um circuito tur&iacute;stico-gastron&ocirc;mico-profissional pela It&aacute;lia, demonstrando-lhes a qualidade e a originalidade dos produtos e por certo apresentava-lhes alguns desconhecidos, fazendo-os imaginar como ficariam em seus pr&oacute;prios card&aacute;pios. O setor de frutos do mar do mercado &eacute; especialmente incr&iacute;vel: uma esquisita variedade de peixes, de crust&aacute;ceos e moluscos que equivale quase a uma visita a algum museu de hist&oacute;ria natural marinha.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2038.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866345171" alt="" /></span></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2042.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866365487" alt="" /></span></span> </span></p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><span style="color: black;">Por ali o </span></strong><strong><em>Caff&egrave; del Doge</em></strong><strong> </strong>(Calle del Cinque, 609) serve um bom caf&eacute;-da-manh&atilde;, ali pertinho. Recomendado pelo <em>Time Out</em>, o guia afirma que nele pode-se desfrutar o mais rico, cremoso, delicioso <em>capuccino</em> de Veneza. Feito com uma variedade de caf&eacute;s de origem &uacute;nica, dispon&iacute;vel tamb&eacute;m para comprar em gr&atilde;os, vai muito bem com os doces, que por sua vez tamb&eacute;m podem ser acompanhados do fabuloso expresso feito das sele&ccedil;&otilde;es mais especiais de caf&eacute;s que se possam provar, como se j&aacute; n&atilde;o bastasse estarmos na It&aacute;lia, onde tem-se o melhor expresso do mundo (ainda que eles n&atilde;o produzam um s&oacute; gr&atilde;o da ar&aacute;bica).</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2057.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866537494" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Adem&aacute;s, o</strong> <strong>Mercado de Rialto</strong> est&aacute; localizado no<strong> </strong><strong><em>Sestiere de San Polo</em></strong>, por si s&oacute; uma atra&ccedil;&atilde;o a explorar a p&eacute;, o bairro onde encontram-se os mais antigos e importantes edif&iacute;cios no estilo bizantino-veneziano da cidade.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2028.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866807038" alt="" /></span></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2035.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318866824526" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A &aacute;rea de <em>Rialto</em> &eacute; uma</strong> das mais antigas de Veneza. Depois de sua famosa ponte, seu mais popular destaque &eacute; o mercado, mas tamb&eacute;m explorar caminhando pelo bairro, tendo uma vis&atilde;o t&atilde;o peculiar de suas ruas estreitas por tr&aacute;s do mercado. Come&ccedil;ar por Rialto, o bairro mais sofisticado e elegante de Veneza, ainda que dos menos visitados, &eacute; matar dois coelhos italianos com uma cajadada s&oacute;: <strong>Mercato</strong> e <strong>Rialto</strong>, com destaque para a Ponte. Dali seguimos para a zona mais imponente da cidade, a &aacute;rea que vai da <strong>Ponte de Rialto</strong> at&eacute; a <strong>Pra&ccedil;a de S&atilde;o Marcos</strong>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20272.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318867120372" alt="" /></span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span style="color: windowtext;"><strong>A Ponte de Rialto &eacute; uma</strong> das </span><span style="color: windowtext;">primeiras grandes feitas em pedra em Veneza, projetada em 1524, em forma de arco &uacute;nico com 28 metros de extens&atilde;o a 7,5 metros de altura no seu centro sobre o </span><span style="color: windowtext;">Grande Canal</span><span style="color: windowtext;">, come&ccedil;ou a ser constru&iacute;da apenas em 1588, conclu&iacute;da quatro anos depois.</span></p>
<p><span style="color: windowtext;">___________________________________________________</span></p>
<p><span style="color: windowtext;"><strong>Multid&otilde;es s&atilde;o Veneza. Veneza &eacute; multid&atilde;o.</strong></span></p>
<p><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Os n&uacute;meros demonstram que para cada</strong></span><span style="color: black;"> veneziano h&aacute; duzentos turistas, quase todos tentando conciliar seus sonhos com os pre&ccedil;os extorsivos e as bancas dos <em>souvenirs</em> de pior gosto que se podem ver, de m&aacute;scaras venezianas pra l&aacute; de mal feitas e bugigangas de vidro de Murano a j&oacute;ias antigas falsas e camisas de Michelangelo. Veneza j&aacute; n&atilde;o controla mais a ind&uacute;stria do turismo tanto quanto n&atilde;o o faz com o mar que a afunda.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20290.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318867337533" alt="" /></span></span></span></span><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas na hora em que o</strong> turista acometer-se da desagrad&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o, sugiro dirigir-se ao <em>Peggy Guggenheim Museum,&nbsp;</em></span></span><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;">um o&aacute;sis de tranquilidade e bom gosto, que al&eacute;m da impresisonante (mesmo!) cole&ccedil;&atilde;o de arte moderna, abriga um agrad&aacute;vel caf&eacute;, um jardim delicioso com esculturas fabulosas e a hist&oacute;ria interessant&iacute;ssima de<em> Peggy Guggenheim</em></span>.<span style="color: black;" lang="PT"> </span><span style="color: black;">Se o visitante tem prazer em conhecer trabalhos de Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand L&eacute;ger, Vasili Kandinsky, Paul Klee, Marc Chagall, Kurt Schwitters, Max Ernst (com quem <em>Peggy</em> casou-se nos anos 40) e Jackson Pollock (a quem <em>Peggy</em> ajudou na primeira exposi&ccedil;&atilde;o), para al&eacute;m de um deleite, um prazer visitar o pal&aacute;cio com vistas para o Grande Canal.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20358.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318867566977" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp; </span></span></p>
<p><span style="color: windowtext;"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong></span><span style="color: windowtext;"><strong>Toda viagem requer planejamento. Quanto maiores</strong> </span><span style="color: windowtext;">as informa&ccedil;&otilde;es obtidas antes dela, melhores resultados obteremos. No caso de Veneza - sobretudo para que n&atilde;o haja mais decep&ccedil;&otilde;es do que as que naturalmente afetam o visitante, defendo que ele deva ser ainda mais efetivo, n&atilde;o apenas do ponto-de-vista tur&iacute;stico, mas do preparo para a multid&atilde;o que tamb&eacute;m estar&aacute; desfrutando a cidade, precavendo-se de seus efeitos e contratempos. Em Veneza n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;os vazios sen&atilde;o muito cedo ou nos <em>campi</em> mais distantes.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20309.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318868295594" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: windowtext;">___________________________________________________</span></p>
<p><span style="color: windowtext;"><strong>&Eacute; poss&iacute;vel encontrar j&oacute;ias escondidas em Veneza</strong></span></p>
<p><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: windowtext;"><strong>Multid&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o um</strong></span><span style="color: windowtext;"><strong> problema recente</strong>: a cidade j&aacute; teve duas vezes mais habitantes numa &eacute;poca em que n&atilde;o havia os <em>vaporetti</em>, ainda que com muit&iacute;ssimo menos turistas. Dependendo da &eacute;poca do ano, &eacute; como entrar numa lata de sardinhas ao sair da esta&ccedil;&atilde;o </span><span style="color: windowtext;">Santa Lucia</span><span style="color: windowtext;"> e ingressar num <em>vaporeto</em>, algo ainda mais dif&iacute;cil se estiver carregando malas. Veneza e malas n&atilde;o combinam. O planejamento, aqui, &eacute; mais que necess&aacute;rio, seja para a racionaliza&ccedil;&atilde;o da bagagem, seja para o encontro de um local para hospedagem, o que pode facilitar e baratear soberbamente os deslocamentos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20307.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318868201631" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: windowtext;"><strong>A cidade &eacute; labir&iacute;ntica, quase imposs&iacute;vel</strong> </span><span style="color: windowtext;">de ser sinalizada, o que acarreta alguma dificuldade de locomo&ccedil;&atilde;o. Todavia, perder-se em suas estreitas ruas &eacute; um agrad&aacute;vel exerc&iacute;cio, algo relativamente comum na cidade. E tudo funciona como em qualquer outra cidade excessivamente tur&iacute;stica: h&aacute; &oacute;timos e p&eacute;ssimos restaurantes, h&aacute; pre&ccedil;os t&atilde;o honestos quanto inflacionados, h&aacute; servi&ccedil;os t&atilde;o excelentes quanto pobres, h&aacute; gente t&atilde;o inescrupulosa quanto honesta, h&aacute; comida fant&aacute;stica e med&iacute;ocre, h&aacute; moradores simp&aacute;ticos e n&atilde;o.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20308.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318868229934" alt="" /></span></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20324.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318868247340" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span style="color: windowtext;"><strong>Um viajante que encontra Veneza</strong></span><span style="color: windowtext;"><strong> pela</strong> primeira vez n&atilde;o poder&aacute; deixar de ir &agrave; </span><span style="color: windowtext;"><strong>Piazza San Marco</strong></span><span style="color: windowtext;">, mas l&aacute; deve preparar-se para disput&aacute;-la com os outros 50 mil indiv&iacute;duos que tiveram a mesma id&eacute;ia &agrave; mesma hora, e para o dobro da quantidade de pombos que ali despejam solenemente suas necessidades nas janelas ao redor da pra&ccedil;a e nos ombros dos transeuntes. Todo mundo que vai a Veneza quer ver a </span><span style="color: windowtext;"><strong>Piazza San Marco</strong></span><span style="color: windowtext;">, visitar a </span><span style="color: windowtext;"><strong>Bas&iacute;lica de S&atilde;o Marcos</strong></span><span style="color: windowtext;"> e o </span><span style="color: windowtext;"><strong>Pal&aacute;cio dos Doges</strong></span><span style="color: windowtext;">, as tr&ecirc;s mais importantes atra&ccedil;&otilde;es da cidade, que recebem as maiores multid&otilde;es de turistas por ano, e para as quais n&atilde;o h&aacute; como escapar das longas e demoradas filas de visita&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20Praa%20de%20San%20Marco%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_1484.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318869712806" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: windowtext;"><strong>Enfrentar filas para entrar na bel&iacute;ssima</strong></span><span style="color: windowtext;"> igreja &eacute; inevit&aacute;vel. A </span><span style="color: windowtext;"><strong>Bas&iacute;lica di San Marco</strong></span><span style="color: windowtext;">, todavia,</span><span style="color: windowtext;"> </span><span style="color: windowtext;">requer concentra&ccedil;&atilde;o especial para que o visitante a registre apenas na mem&oacute;ria o que viu: fotografias e c&acirc;meras s&atilde;o proibidas no interior da fabulosa, bizantina igreja. Se fotografar tem tanta import&acirc;ncia quanto conhecer, o visitante deve conformar-se apenas em ver, afinal este &eacute; um dos grandes exemplos de arquitetura bizantina no mundo.</span><span style="color: windowtext;">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20171.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318870060785" alt="" /></span></span>&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20173.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318870080032" alt="" /></span></span> </span></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Colado &agrave; igreja, o Pal&aacute;cio dos Doges</strong>, sede da<strong> </strong>arquidiocese <a title="Catolicismo romano" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_romano"></a>de Veneza desde 1807, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o imponente quanto a igreja vizinha, mas a recorda&ccedil;&atilde;o de passar pela<strong> Ponte dos Suspiros </strong>s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel visitando-se o interior do pal&aacute;cio. <strong>Pal&aacute;cio Ducal</strong>, ou <strong><em>Palazzo Ducale</em>,</strong> <strong>Pal&aacute;cio dos Doges</strong> como &eacute; conhecido por n&oacute;s, &eacute; um dos s&iacute;mbolos e atra&ccedil;&otilde;es m&aacute;ximas da cidade. Sua fachada em estilo g&oacute;tico-veneziano surpreende mais do que seu l&uacute;gubre interior. Ele domina um dos lados da <strong>Piazza de San Marco</strong>, a <strong><em>Piazzeta</em></strong>. Constru&iacute;do em 1309, seus arquitetos criaram a <strong>Porta della Carta,</strong> em estilo g&oacute;tico tardio, ao lado do pal&aacute;cio, junto &agrave; bas&iacute;lica, por onde come&ccedil;a uma visita ao interior. Antiga sede dos Doges de Veneza e da magistratura veneziana hoje abriga o acervo do <strong>Museo Civico di Palazzo Ducale.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20Veneza%20FAtos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_1493.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318869875370" alt="" /></span></span>&nbsp; </strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span style="color: windowtext;">Ao sair, se ainda&nbsp;tiver resist&ecirc;ncia</span></strong><span style="color: windowtext;"> para mais uma fila, entre na que conduz ao topo do </span><span style="color: windowtext;"><strong>Campanile di San Marco</strong></span><span style="color: windowtext;">, defronte &agrave; entrada da bas&iacute;lica. Suba - de escada ou elevador - ao topo do campan&aacute;rio, um dos raros colocados distante do corpo da igreja, entretanto algo comum em Veneza. Dali se tem uma vista inigual&aacute;vel.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20174.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318870111935" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Alguns dizem que subir ao campan&aacute;rio </strong>&eacute; mais uma armadilha para turistas, mas creio que isso se deva exclusivamente pela extensa fila dos que prentendem faz&ecirc;-lo. No campan&aacute;rio h&aacute; uma est&aacute;tua do Anjo Grabriel e numa das faces um cubo onde figuram os le&otilde;es - s&iacute;mbolo do evangelista S&atilde;o Marcos - e uma representa&ccedil;&atilde;o feminina,<em> La Giustizia</em>. Se voc&ecirc; tamb&eacute;m tem avers&atilde;o a filas, saiba que a vista do topo dos 50 metros de altura compensa. Em agosto funciona de 9 da manh&atilde; &agrave;s 9 da noite.</span><span style="color: windowtext;">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: windowtext;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20PRAA%20de%20San%20marco%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%206697.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318870839452" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Terminou de visitar as tr&ecirc;s principais</strong> atra&ccedil;&otilde;es? Circule pela <em>piazza</em> cuidando (ou n&atilde;o!) para n&atilde;o chutar um dos pombos que infestam o ch&atilde;o da pra&ccedil;a ou ser carimbado por um dos que voam sobre ela. Felizmente os dirigentes da cidade parecem ter acordado para o mal e proibiram que se alimentem os pombos.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20POMBOS%20na%20Praa%20de%20San%20Marco%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_0001.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318870993454" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20POMBOS%20na%20Praa%20de%20San%20Marco%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_0002.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318871013902" alt="" /></span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Caso queira curtir uma atra&ccedil;&atilde;o mais</strong> comercial que qualquer outra coisa, tome um expresso num dos dois caf&eacute;s da pra&ccedil;a - o <strong>Florian</strong> ou o <strong>Quadri</strong> - (mas n&atilde;o se decepcione se tamb&eacute;m os achar acanhados e decadentes). Prepare-se para pagar 12 Euros por um <em>cappuccino</em> e mais 8 pelo couvert art&iacute;stico da orquestra que toca m&uacute;sica internacional, mas n&atilde;o reclame, voc&ecirc; est&aacute; em Veneza e, afinal, preparou-se para ela.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2086.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318871184256" alt="" /></span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Depois,&nbsp;vale a pena&nbsp;aprofundar-se na</strong> <em>Serenissima</em>, tanto mais serena quanto mais distante de sua maior atra&ccedil;&atilde;o, a <strong>Piazza</strong> e a <strong>Piazzeta di San Marco</strong>. A&iacute; haver&aacute; in&uacute;meras possibilidades de encontrar originalidade e vida real nas pra&ccedil;as e vias distantes de San Marco, num dos seis <em>siesteres </em>(bairros) de Veneza:<strong> San Marco</strong>,<strong> Dorsoduro</strong>, <strong>Castello</strong>, <strong>Cannaregio</strong>, <strong>San Polo</strong> e <strong>Santa Croce</strong>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20170.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318871441516" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span style="color: windowtext;"><strong>H&aacute; muitas pequenas pra&ccedil;as -&nbsp;chamadas "campo"</strong> - </span><span style="color: windowtext;">que remetem ao passado de Veneza, onde ainda se podem ver as bocas dos po&ccedil;os onde o bairro era abastecido de &aacute;gua, aquela captada da chuva e canalizada para cisternas subterr&acirc;neas.&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: windowtext;">______________________________________________________________</span></p>
<p><strong>A Veneza cotidiana, quase desconhecida dos turistas</strong></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><strong>A maneira comum de se chegar a algum </strong>lugar por meio de um mapa n&atilde;o l&aacute; muito &uacute;til na cidade, onde &eacute; mais corriqueiro focar-se no destino e no senso de dire&ccedil;&atilde;o do que no mapa propriamente dito, mas &eacute; isso que acaba possibilitando descobrir a <strong>Veneza </strong>que alguns chamam de &ldquo;verdadeira&rdquo;, classifica&ccedil;&atilde;o da qual discordo, como se a outra n&atilde;o o fosse. Entretanto, sair do &lsquo;batido&rsquo; e excessivamente tur&iacute;stico &eacute; mais f&aacute;cil do que parece. Para al&eacute;m da &aacute;rea que vai de <strong>Rialto</strong> &agrave; <strong>Pra&ccedil;a</strong> <strong>de S&atilde;o Marcos</strong>, h&aacute; uma Veneza &lsquo;atr&aacute;s dos bastidores&rsquo; que deve e pode ser conhecida, onde cenas cotidianas est&atilde;o nos <em>campi</em> acess&iacute;veis a p&eacute; desde <strong>San Marco</strong> ou <strong>Accademia</strong>.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20sem%20turistas%20fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20002.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879372156" alt="" /></span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Perder-se em Veneza &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil </strong>quanto dif&iacute;cil reencontrar-se. A denomina&ccedil;&atilde;o dos logradouros &eacute; apenas uma das dificuldades, mas compreend&ecirc;-los uma ajuda: <em>Calle, Calletta, Via, Fondamenta, Riva, Laguna, Corte, Ruga, Sotoportego, Salizzada, Ramo, Rughetta, Rio, Corte, Cortile, Campo, Campielli</em>, s&atilde;o os termos que designam os logradouros p&uacute;blicos de uma das cidades com o <em>layout</em> mais confuso e as denomina&ccedil;&otilde;es urbanas mais insond&aacute;veis do planeta. Ali um mapa &eacute; necess&aacute;rio, mas n&atilde;o vai salv&aacute;-lo de ao perder-se reencontrar o caminho para seu destino.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20sem%20turistas%20fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20003.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879665427" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong> Antes &eacute; preciso decifrar o significado</strong> dos nomes, ter em mente que eles mudam a cada quarteir&atilde;o e que podem at&eacute; repetir-se mais adiante. Mapas n&atilde;o valem tanto mas servem mais do que perguntar a algum veneziano: a resposta ser&aacute; sempre &ldquo;siga em frente&rdquo;, &oacute;bvia, porque assim chegar&aacute; ao destino. &ldquo;Um bom mapa &eacute; quase t&atilde;o &uacute;til quanto uma g&ocirc;ndola sem remo&rdquo;, j&aacute; disse algu&eacute;m que infelizmente n&atilde;o me recordo neste fabuloso mundo da Internet. &Eacute; divertido perder-se em Veneza.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20sem%20turistas%20fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20004.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879508270" alt="" />&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/a%20VENEZA%20sem%20turistas%20fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20005.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879527267" alt="" /></span></span></span></span>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Algumas vias internas entre os principais</strong> pontos tur&iacute;sticos da cidade - <strong>San Marco, Accademia, Rialto</strong> e <strong>Ferrovia</strong> - t&ecirc;m nas paredes dos cruzamentos umas placas amarelas apontando dire&ccedil;&otilde;es de um determinado lugar. Essas rotas &ldquo;sinalizadas&rdquo; ligam esses principais pontos tur&iacute;sticos, motivo porque est&atilde;o sempre cheias de n&oacute;s, turistas. Para ajudar um pouquinho a compreender o <em>lay-out</em> da cidade, visite o endere&ccedil;o abaixo e consulte o <em>Google Map</em> com os principais hot&eacute;is, restaurantes, paradas de Vaporettos, escrit&oacute;rios de Informa&ccedil;&atilde;o Tur&iacute;stica, Esta&ccedil;&atilde;o de Trem e outras utilidades em Veneza:</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<a href="http://www.reidsitaly.com/destinations/veneto/venice/venice_map.html">http://www.reidsitaly.com/destinations/veneto/venice/venice_map.html</a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<strong>Mapa interativo de Veneza</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://maps.veniceconnected.it/it">http://maps.veniceconnected.it/it</a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20118.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879842458" alt="" /></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: windowtext;">______________________________________________</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black;"><strong>Veneza &eacute; mesmo rom&acirc;ntica?</strong>&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Supostamente &eacute; a cidade mais</strong></span><span style="color: windowtext;"><strong> rom&acirc;ntica</strong> do mundo, mesmo que tal defini&ccedil;&atilde;o possa parecer mais um de seus um clich&ecirc;s. &nbsp;E o</span><span style="color: black;"> que </span><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: black;">eu</span></span><span style="color: black;"> penso acerca de Veneza ser ou n&atilde;o rom&acirc;ntica?</span><span style="color: black;"> &nbsp;</span><span style="color: black;">O&nbsp;primeiro a me ocorrer&nbsp;&eacute; que o romantismo est&aacute; dentro de n&oacute;s. E&nbsp;pode ser&nbsp;um estado de esp&iacute;rito moment&acirc;neo,&nbsp;uma caracter&iacute;stica pessoal ou&nbsp;um acontecimento ocasional. Na verdade n&atilde;o &eacute; preciso </span><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: black;">ser</span></span><span style="color: black;"> rom&acirc;ntico para&nbsp;achar um lugar rom&acirc;ntico,&nbsp;basta </span><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: black;">estar</span></span><span style="color: black;">. &nbsp;Se por um lado Veneza est&aacute; entre as</span><span style="color: black;"> cidades tur&iacute;sticas mais desejadas do mundo, por outro figura tamb&eacute;m na lista das que mais decepcionam.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20189.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318871675790" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Assim como v</strong></span><span style="color: black;"><strong>iajar&nbsp;&eacute; uma experi&ecirc;ncia</strong> absolutamente pessoal,&nbsp;</span><span style="color: black;">que cada indiv&iacute;duo v&ecirc; e define&nbsp;um destino segundo </span><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: black;">seu</span></span><span style="color: black;"> pr&oacute;prio estado de esp&iacute;rito, sua personalidade, bagagem cultural, forma&ccedil;&atilde;o, gosto e conte&uacute;do, tamb&eacute;m o romantismo est&aacute; em cada um, em maior ou menor graus. Mas&nbsp;Veneza aparenta ser mesmo uma unanimidade, estimula o romantismo e parece n&atilde;o deixar indiferente quem a visita:&nbsp;vimos&nbsp;casais agarradinhos passeando de g&ocirc;ndola ou de m&atilde;os dadas namorando nas pontes e at&eacute; tendo a cidade como cen&aacute;rio para fotos de casamento. N&oacute;s mesmos vivenciamos uma experi&ecirc;ncia inusitada ao passarmos de g&ocirc;ndola sob uma ponte e ao nos beijarmos sermos aplaudidos e fotografados entusiasticamente.&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2097.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318871862897" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>&Eacute; tamb&eacute;m o romantismo</strong> de <span style="text-decoration: underline;"><strong>cada um</strong></span></span><span style="color: black;"><strong> </strong>que&nbsp;definir&aacute; sua resist&ecirc;ncia aos &ldquo;ratos voadores&rdquo; da Pra&ccedil;a de S&atilde;o Marcos, &nbsp;felizmente hoje em n&uacute;mero muit&iacute;ssimo mais reduzido do que h&aacute; anos, quando estive ali pela primeira vez: a prefeitura proibiu que sejam alimentados. O abandono de suas fachadas tamb&eacute;m me pareceram menos evidentes, mas&nbsp;suas armadilhas tur&iacute;sticas estavam mantidas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20264.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318872402467" alt="" /></span></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Por vezes o romantismo de Veneza</strong> me parece mais um fetiche pl&aacute;stico do que originalidade. Talvez eu o veja assim porque a prefeitura de Veneza e as operadoras tur&iacute;sticas explorem com exagero o romantismo, de tal maneira que </span><span style="color: windowtext;">para alguns ela &eacute; t&atilde;o rom&acirc;ntica</span><span style="color: windowtext;"> </span><span style="color: windowtext;">que apaixonam-se antes mesmo de conhec&ecirc;-la. Sobram <em>slogans</em></span><span style="color: black;"> obsessivos por defini-la como rom&acirc;ntica: &ldquo;A rom&acirc;ntica Cidade de &Aacute;gua&rdquo;, &ldquo;Veneza, uma fuga rom&acirc;ntica&rdquo;, &ldquo;Para&iacute;so rom&acirc;ntico na Terra&rdquo;, &ldquo;Veneza, uma rom&acirc;ntica aventura&rdquo;, ainda que a hist&oacute;ria, cultura, arte, arquitetura sejam infinitamente mais not&aacute;veis. No </span><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: black;">meu</span></span><span style="color: black;"> </span><span style="color: black;">caso qualquer lugar do mundo em que eu esteja com minha doce Em&iacute;lia ter&aacute; seu potencial rom&acirc;ntico exponencialmente incrementado. At&eacute; Veneza.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%2090.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318872061487" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: black;"><strong>N&atilde;o posso, todavia, negar o clima</strong></span><span style="color: black;"> rom&acirc;ntico que a geografia e a arquitetura da cidade sugerem, e que tornam Veneza um cen&aacute;rio prop&iacute;cio ao namoro, &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es de amor leg&iacute;timas e ao romantismo genu&iacute;no. Entretanto o t&atilde;o propalado romantismo por vezes parece passar longe, mesmo para o mais rom&acirc;ntico indiv&iacute;dio. Penso que ir a Veneza com sobre-expectativa &eacute; mais ou menos como ir ao Louvre para ver a Mona Lisa achando ver&aacute; a obra de arte mais bonita do planeta.</span><span style="color: black;">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20134.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318879965041" alt="" /></span></span>&nbsp; </span></p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Casos de amor e amantes famosos est&atilde;o</strong> intimamente ligados &agrave; hist&oacute;ria de Veneza: n&atilde;o se pode esquecer de <em>Giacomo Casanova</em> e <em>Baffo Giorgio</em>. Sob certos aspectos pode ser tur&iacute;stica demais pra ser rom&acirc;ntica, ao menos no n&iacute;vel apregoado. &Eacute; rom&acirc;ntica sim, mas at&eacute; onde consegue resistir o romantismo de cada um. Todavia, com boa vontade, consegue-se resistir &agrave; falta de romantismo de toda a sorte de badulaques - de m&aacute;scaras &ldquo;artesanais&rdquo; a g&ocirc;ndolas Made in China -, a tanta explora&ccedil;&atilde;o, &agrave;s multid&otilde;es, &agrave; <em>Aqua alta</em>, &agrave;s coisas boiando nos canais, aos pre&ccedil;os exorbitantes e &agrave; oferta de &ldquo;servi&ccedil;os&rdquo; indesejados, viagens gratuitas a Murano encabe&ccedil;ando a lista das chatices. H&aacute; at&eacute; um <a href="http://astore.amazon.com/mymel-20/detail/1580084699">guia de viagens</a><em>, The Romantic's Guide to Italy</em> especificamente para os rom&acirc;nticos, n&atilde;o apenas de Veneza, mas que descreve as acomoda&ccedil;&otilde;es mais rom&acirc;nticas, os restaurantes e os locais para os casais enamorados e at&eacute; como planejarem um casamento na cidade.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><span><img src="http://interata.squarespace.com/storage/A%20VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20162.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1318880105218" alt="" /></span></span>&nbsp;</p>
<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, nada me parece mais rom&acirc;ntico</strong> do que o filme<em> P&atilde;o e Tulipas</em>, no qual - diferentemente do que mais ocorre na literatura, no cinema e algumas vezes na vida real, onde vai-se a Veneza para morrer - Rosalba, a personagem, decidiu contrariar o mito perpetrado por an&ocirc;nimos e grandes personalidades ao escolher a cidade italiana para voltar a viver. Rosalba (Licia Maglietta) &eacute; uma dona de casa de Pescara, It&aacute;lia, que viaja em uma excurs&atilde;o de &ocirc;nibus com a fam&iacute;lia. Em uma das paradas do &ocirc;nibus &eacute; esquecida pelos demais. Sem dinheiro e sem bagagem pede carona, mas no caminho decide mudar de destino e ir &agrave; Veneza, a cidade de seus sonhos. Em Veneza, Rosalba tira f&eacute;rias da casa, dos filhos e do marido, arruma um emprego, faz amizades e encontra seu grande amor.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">_________________________________________</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">Pr&oacute;ximo cap&iacute;tulo:</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: black;">Falando de G&ocirc;ndolas e Fotografia</span></strong></p>]]></content></entry><entry><title>VENEZA, uma escapada romântica</title><id>http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/8/23/veneza-uma-escapada-romantica.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2011/8/23/veneza-uma-escapada-romantica.html"/><author><name>Arnaldo Interata</name></author><published>2011-08-24T02:49:09Z</published><updated>2011-08-24T02:49:09Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>&nbsp;</strong><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/VENEZA%20Fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens%20MG_01.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314150473771" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VENEZA</span></strong><strong><span style="color: black;"> est&aacute; longe de</span></strong><span style="color: black;"> <strong>ser comum</strong><em>, mas j&aacute; foi t&atilde;o&nbsp;amplamente explorada por turistas, t&atilde;o bem&nbsp;definida </em></span><em>por escritores e t&atilde;o celebrada por poetas&nbsp;que qualquer amador com boas inten&ccedil;&otilde;es ter&aacute; grande dificuldade em mostrar algo&nbsp;novo sobre a cidade. Meu&nbsp;atrevimento foi&nbsp;motivado pelo desejo de homenagear&nbsp;minha doce Em&iacute;lia, ap&oacute;s&nbsp;comemorarmos&nbsp;seu anivers&aacute;rio&nbsp;na </em><strong>Serenissima Repubblica di Venezia</strong><em>. </em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em><strong>Amenizado&nbsp;o senso de pretens&atilde;o por </strong><em>um bom motivo,&nbsp;escrevo&nbsp;sobre&nbsp;Veneza </em><em>com respeito e admira&ccedil;&atilde;o, homenageando&nbsp;minha amada</em><strong>&nbsp;</strong><em>ao</em><strong> </strong><em>publicar<strong>&nbsp;</strong>fatos e fotos&nbsp;de nossos inesquec&iacute;veis&nbsp;momentos na Seren&iacute;ssima e&nbsp;ao mostrar&nbsp;ao leitor&nbsp;nosso&nbsp;olhar sobre a cidade.&nbsp;</em><em>Obrigado, Em&iacute;lia, pelo encanto que&nbsp;&eacute;&nbsp;viver ao seu lado e&nbsp;pelo prazer de&nbsp;o fazermos na mais&nbsp;perfeita sintonia.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/VENEZA%20fatos%20e%20Fotos%20de%20Viagens_MG_7613a.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314150755083" alt="" /></span>&nbsp; </em></p>
<p>
<p><em><strong><span style="color: black;"><span style="color: windowtext; font-size: 50%;">______________________________________________________________________________________________________________________________________________</span></span></strong></em></p>
</p>
<p><em><strong><span style="color: black;"><span style="color: windowtext;">Veneza, Burano, Torcello e Murano. Uma escapada rom&acirc;ntica (e comemorativa)</span></span></strong></em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </em><strong>Todos sabem que Veneza amea&ccedil;a</strong><em> </em><strong><span style="color: black;">afundar</span></strong><span style="color: black;">, seja em decorr&ecirc;ncia do peso de seus pal&aacute;cios constru&iacute;dos sobre prec&aacute;rias funda&ccedil;&otilde;es de madeira, seja pela a&ccedil;&atilde;o da <em>Acqua Alta</em>, o rom&acirc;ntico&nbsp;termo&nbsp;usado para definir a&nbsp;inunda&ccedil;&atilde;o de Veneza pelo mar.&nbsp; A despeito dos&nbsp;esfor&ccedil;os do homem,&nbsp;todavia o mar&nbsp;n&atilde;o encontra resist&ecirc;ncia &agrave; ingl&oacute;ria luta pela sobreviv&ecirc;ncia da cidade.&nbsp;H&aacute; muito j&aacute; se foram os tempos em que&nbsp;a Seren&iacute;ssima n&atilde;o vivia tais efeitos, quando&nbsp;o mar ainda n&atilde;o tinha elevado tanto seus n&iacute;veis e ela reinava&nbsp;solene&nbsp;na&nbsp;Idade M&eacute;dia e no Renascimento. Sua import&acirc;ncia, entretanto,&nbsp;mant&eacute;m-se&nbsp;at&eacute; hoje.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%20MG_0003.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314152461735" alt="" /></span></span></p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>T&atilde;o dignas quanto inofensivas, as a&ccedil;&otilde;es</strong> do homem n&atilde;o impedem&nbsp;o lento,&nbsp;progressivo afundamento da cidade.&nbsp; Ao contr&aacute;rio da Torre de Pizza - cujo colapso foi finalmente interrompido pela interven&ccedil;&atilde;o da engenharia&nbsp;- nenhuma a&ccedil;&atilde;o parece conter a tomada da cidade pelo Mar Adri&aacute;tico.&nbsp; H&aacute; os que dizem que antes de afundar Veneza apodrecer&aacute; pela umidade que corr&oacute;i suas alvenarias, efeito&nbsp;francamente vis&iacute;vel por qualquer visitante. Entretanto,&nbsp;independentemente de sua tr&aacute;gica realidade, a cidade mant&eacute;m o memso&nbsp;poder h&aacute; s&eacute;culos: desperta emo&ccedil;&otilde;es inigual&aacute;veis, ainda que algumas contradit&oacute;rias, mas jamais indiferen&ccedil;a. Talvez seja este o motor que impulsione a tantos na tentativa&nbsp;de descrev&ecirc;-la.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS_MG04.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314152550754" alt="" /></span>&nbsp;</span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>Muitos afirmam que Veneza &eacute; a</strong><span style="color: black;"> mais rom&acirc;ntica cidade do planeta, outros que &eacute; mais charmosa do que rom&acirc;ntica, e alguns que a maioria dos turistas n&atilde;o sabe distinguir uma coisa da outra. Para mim a cidade&nbsp;tem mesmo o poder de despertar insuspeitas novas paix&otilde;es, mas &eacute; perfeita tamb&eacute;m&nbsp;para os j&aacute; apaixonados. N&atilde;o consigo recordar de outra com tal apelo tur&iacute;stico e&nbsp;e ao mesmo tempo t&atilde;o rom&acirc;ntica. Assim Veneza&nbsp;&eacute; vendida no mundo,&nbsp;t&atilde;o bem que eu mesmo admito n&atilde;o ter resistido ao seu <em>marketing</em>.&nbsp; </span></p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Seja&nbsp;qual for&nbsp;o olhar que</strong> lhe designe o visitante,&nbsp;h&aacute;&nbsp;um ponto sobre o qual&nbsp;ningu&eacute;m diverge: </span>o mundo ficar&aacute;&nbsp;muito mais pobre quando ela ruir&nbsp;ou afundar. Enquanto o mar n&atilde;o toma sua terra, a <em>Serenissima</em> continuar&aacute; sendo uma&nbsp;deliciosa armadilha tur&iacute;stica e rom&acirc;ntica.</p>
</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%2015.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314152658000" alt="" /></span></p>
<p>
<p><em><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></em><strong>N&atilde;o foi a primeira vez que</strong> estivemos na cidade, tampouco a que fomos marcados por sua inconfund&iacute;vel arquitetura. O g&oacute;tico-veneziano impressiona sob qualquer ponto-de-vista, mas &eacute; um deleite quando admirado de dentro de um t&aacute;xi aqu&aacute;tico, os personal&iacute;ssimos, luxuosos barcos de madeira venezianos que tornaram-se uma atra&ccedil;&atilde;o &agrave; parte. Durante nosso trajeto do aeroporto <strong>Marco Polo</strong> &agrave; <strong>Piazza de San Marco</strong> v&iacute;amos pal&aacute;cios que abrigaram fabulosas hist&oacute;rias de romantismo genu&iacute;no, um reencontro t&atilde;o marcante e especial e sentido quanto &eacute; imposs&iacute;vel descrev&ecirc;-lo. Sab&iacute;amos ser fugaz, por isso o contemplamos em sil&ecirc;ncio e sorrindo, como se quis&eacute;ssemos eterniz&aacute;-lo, ou mesmo porque soub&eacute;ssemos que ao fim do percurso nos aguardava uma Veneza real, de armadilhas tur&iacute;sticas, de pre&ccedil;os extorsivos, com <span style="color: black;">fluxo tur&iacute;stico de alta temporada, muito calor e um excesso de romantismo mercadol&oacute;gico que beira o mau gosto, al&eacute;m da m&aacute; conserva&ccedil;&atilde;o da cidade. </span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS_DSC03.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314152725630" alt="" /></span>&nbsp; </span></p>
<p>
<p>&nbsp;&nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><span style="color: black;"><strong>H&aacute; sempre um novo jeito de</strong> </span><span style="color: black;">olharmos para um destino conhecido, algum novo motivo para o revisitarmos. Rever lugares &eacute; um dos grandes prazeres em viagens. Havia tantos destinos novos, que somados a tantos por rever que n&atilde;o foi f&aacute;cil encontrarmos o &ldquo;</span><span style="color: black;">lugar ideal&rdquo; para a comemora&ccedil;&atilde;o. Temos uma extensa lista de destinos que nos atraem, especialmente para n&oacute;s, de gostos ecl&eacute;ticos e quase sem preconceitos. O mundo &eacute; t&atilde;o pleno de lugares que permeiam nossos desejos que a lista vai de Palau &agrave; Birm&acirc;nia, de Timbuktu a Botswana e passa por mais de tr&ecirc;s quartos do planeta. H&aacute; tantos lugares desejados, tantos por revermos que minha imagina&ccedil;&atilde;o deu duas voltas ao redor do planeta - em <em>zig zag</em> - enquanto tentava eleger o ideal para a comemora&ccedil;&atilde;o do anivers&aacute;rio.&nbsp; O primeiro problema consistia em conciliar dist&acirc;ncias com o tempo da viagem, cinco dias, o que reduziu os destinos a lugares mais pr&oacute;ximos do que Bangkok e Chiang Mai, os primeiros a me ocorreram. De t&atilde;o desejados, tornaram-se os pr&oacute;ximos, programados para novembro, com uma esticada ao Cambodia e <em>Angkor Wat</em>. Chegamos quase a Zanzibar, que deixamos para fevereiro de 2012, e por pouco n&atilde;o embarcamos para Malta, mas nenhum destes peparecia apropriado ao prop&oacute;sito da viagem: turismo e descanso, lazer e passeios de interesse cultural, comemora&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS_MG_1718.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314152949972" alt="" /></span></span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><span style="color: black;">Nenhum outro lugar pareceu t&atilde;o</span><span style="color: black;"> </span><span style="color: black;">perfeito</span></strong><span style="color: black;"> quanto Veneza me ocorreu. Ao sugerir a cidade, um entusiasmado <em>iuuupiiii</em>!! e alguns pulinhos selaram o destino. Ali mesmo, diante do Atlas, j&aacute; nos imagin&aacute;vamos olhando por uma sacada sobre o Grande Canal, caminhando de m&atilde;os dadas pelas <em>calles</em> estreitas, dando uns beijos carinhosos e rom&acirc;nticos debru&ccedil;ados sobre um gradil ornado de alguma pequena ponte em arco, apreciando uns <em>Tintorettos</em>, almo&ccedil;ando numa osteria escondida, degustando um <em>prosecco</em> e uns <em>cicchetti </em>na varanda de um <em>caff&eacute;</em>, passeando de g&ocirc;ndola ou nos perdendo nos bairros de uma Veneza menos tur&iacute;stica.&nbsp;</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp; <span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/PVeneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%20MG_031a.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314153074586" alt="" /></span></span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;</span><strong><span style="color: black;">O evento n&atilde;o</span><span style="color: black;"> </span><span style="color: black;">estaria perfeito sem</span></strong><span style="color: black;"> uma hospedagem apropriada &agrave; comemora&ccedil;&atilde;o do anivers&aacute;rio de algu&eacute;m t&atilde;o importante na minha vida, que tantas alegrias e felicidades vem me proporcionando desde que nos conhecemos e nos casamos, que tanta felicidade compartilhamos em maior e melhor qualidade a cada novo dia. </span></p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>A lista de hot&eacute;is &agrave; altura</strong> da inten&ccedil;&atilde;o era encabe&ccedil;ada pelo Cipriani, ainda que este jamais estivesse entre os poss&iacute;veis. Optamos pelo </span><span style="color: black;"><a href="http://www.starwoodhotels.com/luxury/property/overview/index.html?propertyID=72"><strong>Hotel Danieli</strong></a> </span><span style="color: black;">(Castello 4196), um <a href="http://www.starwoodhotels.com/index.html?&amp;language=en&amp;PS=M8_LAD">Starwood</a> da categoria <em>Luxury Collection</em>, &oacute;timo e magistralmente localizado, ainda mais adequado para associados do <a href="http://www.starwoodhotels.com/preferredguest/index.html">SPG</a>, os quais podem usar suas milhas acumuladas trocando-as por hospedagem, <em>upgrades</em> e outras vantagens. Perfeito para n&oacute;s.</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%20Veneza%20Chegando%20de%20Taxi%2022a.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314153685557" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: black;"><strong>O Hotel Danieli &eacute; um desses</strong> </span><span style="color: black;">em</span><span style="color: black;"> </span><span style="color: black;">que a hospedagem torna-se uma experi&ecirc;ncia, n&atilde;o exatamente pelo luxo, mas pelo charme de quem ocupa tr&ecirc;s pal&aacute;cios dos s&eacute;culos XIV, XIX e XX decorados com profus&atilde;o de vidros e lustres de Murano, tapetes antigos, colunas brilhantes de m&aacute;rmore, obras de arte e telas antigas. O mais antigo deles - do s&eacute;culo 14 - tem 225 habita&ccedil;&otilde;es. </span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%20Veneza%20Hotel%20Danieli%2041.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314153822659" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>O hotel est&aacute; entre os mais</strong> prest&iacute;giados de Veneza e h&aacute; uma extensa variedade de habita&ccedil;&otilde;es, quase todas com mobili&aacute;rio antigo em estilo veneziano, o que significa dizer muito dourado e rococ&oacute;s. Os apartamentos do </span><span style="color: black;">Palazzo Danieli Excelsior</span><span style="color: black;"> foram recentemente redecorados pelo <em>designer</em> <em>Jacques Garcia</em> em 2008, o mesmo encarregado do projeto do bel&iacute;ssimo <em>Hotel La Mamounia</em>, de Marrakech. Nas novas habita&ccedil;&otilde;es usaram-se tradicionais tons de vermelho escuro e terra, resultando um s&eacute;rio confronto com o estado geral das demais unidades, estas tamb&eacute;m reclamando por inova&ccedil;&otilde;es, moderniza&ccedil;&otilde;es, atualiza&ccedil;&otilde;es e reformas.&nbsp;</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%20Hotel%20Danieli%2039.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314153927522" alt="" /></span>&nbsp;&nbsp; </span></p>
<p>
<p><span style="color: black;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: windowtext;"><strong>O terra&ccedil;o do restaurante</strong></span><span style="color: windowtext;"> </span><span style="color: windowtext;"><em><strong>Terrazza Danieli</strong></em></span><span style="color: windowtext;"><strong> </strong>- de onde se tem uma das paisagens mais exclusivas de Veneza &ndash; &eacute; uma atra&ccedil;&atilde;o fabulosa. Ali a cozinha do chef <em>Gian Nicola Colucci</em> produz especialidades venezianas, ainda que not&aacute;veis segundo os coment&aacute;rios, n&atilde;o nos encantou. O lugar, todavia, faze plena justi&ccedil;a ao prest&iacute;gio que desfruta e honra a vista deslumbrante. &nbsp;O desjejum cedo &eacute; al&eacute;m de um prazer, um convite a uma experi&ecirc;ncia ador&aacute;vel, especialmente antes das oito da manh&atilde;, quando o calor ainda n&atilde;o atravessa o toldo que &agrave; noite &eacute; recolhido para que o c&eacute;u seja pleno. Outra parte not&aacute;vel do hotel &eacute; seu <em>lobby</em>,<em> </em>t&atilde;o veneziano quanto pode ser qualquer outro pal&aacute;cio da cidade. Candelabros de vidro muraneses, tape&ccedil;arias opulentas, pilares de m&aacute;rmore polido, mobili&aacute;rio, escadarias, arquitetura e tudo mais que nos remete ao tempo dos Doges.&nbsp;</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%2002%20Veneza%20Hotel%20Danieli%2009.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314154038700" alt="" /></span>&nbsp;</p>
<p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: windowtext;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: windowtext;"><strong>Os produtos de quarto s&atilde;o assinados</strong></span><span style="color: windowtext;"> por <em>Laura Tonatto</em> e nestas novas unidades uma s&eacute;rie de modernidades integra o quarto, entre elas uma TV de LCD de 32 polegadas com m&uacute;ltiplos canais por sat&eacute;lites, Internet de alta velocidade, ilumina&ccedil;&atilde;o dimerizada, roup&otilde;es aveludados e toalhas em profus&atilde;o, banheiros com metais e lou&ccedil;as de primeira e outros confortos. O hotel figurou na <em>Gold List</em> 2011 da <em>Conde Nast Traveller</em> e tornou-se um dos pontos altos de nossa estada. O jantar de comemora&ccedil;&atilde;o foi no </span><span style="color: windowtext;">Cipriani</span><span style="color: windowtext;">, cuja reserva foi efetuada com dois meses de anteced&ecirc;nca, este sim, elegante como todo Orient Express, uma experi&ecirc;ncia incompar&aacute;vel.</span></p>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><strong>&nbsp;&nbsp;<span class="full-image-inline ssNonEditable"><img src="http://interata.squarespace.com/storage/Veneza%20FATOS%20e%20FOTOS%20de%20VIAGENS%2002%20Veneza%20Hotel%20Danieli%2049.JPG?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1314154134895" alt="" /></span>&nbsp; </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">&nbsp;</span><span style="color: black;">___________________________________________</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><strong><em>Pr&oacute;ximo cap&iacute;tulo:</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: black; font-size: 110%;">Veneza, autenticidade garantida</span></strong></p>]]></content></entry></feed>
