MENSAGEM ao LEITOR
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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quarta-feira
Nov072007

Turquia: Istambul - Navegar é preciso. Pelo Bósforo!

           É possível que o Estreito de Bósforo seja mais do que apenas uma via de intensa navegação comercial e de lazer, que haja outras atividades além da navegação, mas a única que consegui identificar é a de fato a do transporte de coisas e pessoas, cargas e petróleo.

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O vai e vem interminável de barcos de passageiros pelo Estreito de Bósforo

           Cheguei a ler que em algumas zonas há crianças que mergulham nas suas águas. Vi pessoas pescando sobre a Ponte de Galata, no Corno de Ouro, que é como se fosse uma extensão do Estreito de Bósforo, mas nenhuma das duas atividades são muito saudáveis. Não que pescar seja insalubre, mas o mais provável é que comer o produto da pesca neste lugar possa provocar sérios 'efeitos' intestinais intoxicativos. Aliás, eu não recomendo comer em nenhum daqueles inúmeros barzinhos sob a Ponte de Galata, especialmente os frutos do mar.

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A Estação de Ferryes de Eminönü, uma estação intermediária e a Ponte de Galata

          O Bósforo é uma na verdade uma 'auto-estrada' para petroleiros, navios de carga e de passageiros, e faz a ligação entre o Mar Negro e o Mar de Mármara e a Cidade de Istambul.  Estratégica e comercialmente ele tem um valor inestimável, pois sem a sua navegação alguns dos portos da antiga União Soviética não teriam ligação com o resto do mundo.

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Paládio Ciragan, hoje Centro de Convenções do hotel de luxo com o mesmo nome

           Além disso, o Estreito, ao longo de seus 35 quilômetros, tem a característica geográfica de dividor Istambul em duas. No ponto mais estreito do Estreito a Europa e a Ásia distam apenas 650 metros. É logo ali!

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As embarcações têm "mirantes"para todos os lados - Ponte Fatih, ou Fatih Köprüsü (Ponte do Conquistador)

           Fazer um mini-cruzeiro nestas águas é obrigatório e muito recomendável. Há diversos tipos de ciagens, desde as turísticas e exclusivas às comerciais rotineiras e cada viagem vai de uma hora e meia a quatro ou cinco. O Cais de Eminönü é o mais recomendável para um passeio de ferry circular. Um cruzeiro de Ferryboats é,s em dúvidas, a melhor e mais econômica maneira de se conhecer bem o Estreito de Bósforo e os bairros e a vida em sua costa.

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Ortaköy e Mesquita Mecidiye,  Palácio Dolmabahçe

Estação de Ferryes de Eminönü

           Na margem do Corno de Ouro e bem junto à Ponte Galata fica uma das inúmeras estações de ferries que cruzam o Corno de Ouro e o Estreito de Bósforo para bairros distantes. Todavia, a que interessa ao turista é exatamente a Bogaz Iskelesi. (Bogaz significa estreito Iskelesi significa doca, estação) o que traduzindo quer dizer que esta é a Estação do Estreito (de Bósforo), aquela com cruzeiros de maior interesse turístico, pois vão para os subúrbios asiáticos de Üsküdar, Haydarpasa e Kadiköy. As docas estão sempre marcadas com os nomes dos destinos (estações) e os barcos que partem sempre dela.

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O lado asiático de Istambul e uma de suas colinas. Naquelas torres ao fundo tem-se uma bela vista da cidade

           Eminönü é um ‘hub’ de transportes para onde convergem carros, taxis, ônibus, trens e ferries. Neste bairro chegam os trens vindo da Europa. Está em fase de construção um metrô em Istambul, o qual terá uma importante estação em Eminönü, de onde sairá um túnel ligando este lado europeu ao lado asiático da cidade, o qual está previsto para 2.010.

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As casas valorizadas de veraneio às margens do lado asiático do Bósforo

           Esta área frontal de Eminönü é bem turística, tanto pela Ponte de Galata, quanto pela Estação de Ferry e pelos barcos curiosos que vendem churrasco turco a apressados transeuntes. Parece caótica com o intenso trânsito de pessoas e carros, além de bondes, mas funciona como em toda metrópole.

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           Durante o dia, especialmente no horário comercial, esta área é repleta de trânsito e gente, vendedores ambulantes, um ou outro moleque tentando se dar bem com um turista, turistas e mais turistas, gente indo e vindo a trabalho e para pegar os ferries, estudantes da Universidade de Istambul, em Beyazit.

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Restaurantes de frutos do mar bem na beira do Bósforo

          À noite é muito ermo e vazio. Há algumas residências no bairro, mas a maioria esmagadora é de casas e edifícios comerciais e públicos. Para se ter uma idéia, fixas em Eminönü, há 30 mil pessoas. Todavia, circulam diariamente 2 milhões pelo bairro. E você perceberá isso se passar por aqui num dia de semana pela manhã.

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A Estação de Kanlica, cidade onde se fazem um típico yogurte fresco vendido apenas ali

           Ao final da Ponte de Galata, saindo de Eminönü, fica o Bairro Karaköy (Galata), como seus próprios portos de ferries, linhas de bonde e ônibus, além de um bom caminho para visitar a Torre de Galata. Vale a pena fazer o percurso a pé e passar por um movimentado bairro comercial e com lojas especializadas em ferramentas de construção.

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As Yalis, casas de madeira seculares, custam caríssimo para serem mantidas

           Um cruzeiro pelo Bósforo é uma agradável viagem com especial atração nas questões arquitetônicas e no modo de vida dos turcos. Há desde palácios e fortalezas às típicas yalis (casas de madeira, tradicionais tanto na arquitura quanto na construção), mansões e monumentos, mesquitas a hotéis palacianos, até a Universidade do Bósforo, a mais importante da Turquia.

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           Quase todas as casas têm ancoradouros com barcos privados e algumas têm piscinas, pois muitas constituem-se residências de Verão, altamente valorizadas.      Uma da construções mais impressionantes é o Palácio Dolmabahçe, sede dos sultanatos a partir de quando os sultões não mais quiseram viver no Topkapi, um palácio completamente diferente, em estilo europeu rococolesco, fachada neo-clássica e que lembra muito mais um palácio francês ou austríaco e que poderia estar em qualquer outro país europeu. Lindo, mas nada turco.

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Quanto mais para a frente, mais residencial fica a Istambul asiática

           Este palácio foi também residência de Atatürk, a aprtir da “revolução” que transformou a Turquia de um sultanato numa república e expulsou sultões e sua corte do país. Atatürk é simpesmente adorado e venerado na Turquia e viveu neste palácio até sua morte. Aliás, uma das muitas formas que os turcos encontraram de demonstrar o seu profundo respeito pelo primeiro presidente da república turca foi parar os relógios do palácio às 9 e 5 da manhã, hora de sua morte, há 67 anos.  Há duas grandes pontes pencils que atravessam o Bósforo, uma das quais se chama Atatürk, é claro. Esta é a sexta maior ponte suspensa do mundo, imponente sob qualquer ponto de vista, mais ainda quando a cruzamos sob ela.

De Eminönü a Yeniköy

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           Em geral todos os ferries pelo Bósforo são designados como Bosphorus Tours.  A doca da IDO em Eminönü (http://www.ido.com.tr/en/index.cfm?page=SubPage&textid=856&ln=en) é bem em frente à Ponte Galata e ao Bazar das Especiarias. Diariamente há 9 saídas da BOGAZ ISKELESI (Terminal 3) em Eminönü, com paradas em pequenos portos dos dois lados (europeu e asiático) do Bósforo, o que proporciona uma excelente oportunidade de conhecer diversos aspectos do passado e do presente desta cidade e também um pouco da vida do povo local.

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Na Estação de Kanlica um vendedor de yogurtes oferece o tradicional produto da região. Pode consumir, é seguro e fresco

           Os passeios custam em torno do equivalente US$ 10,00 por pessoa, ida e volta. A viagem de Eminönü a Anadolu Kavagi , última estação, leva 1 hora e 30 minutos. E fiz o percurso de Eminönü a Yeniköy , três paradas antes do ponto final. A primeira saída, de Eminönü é às 10:35 e a última de Yeniköy às 14:30, mas ele ainda vai a Anadolu Kavagi (três estações adiante), de onde retorna às 3:05 h. Portanto, um roteiro ida e volta de Eminönü a Anadolu Kavagi, leva cerca de três horas e meia. As paradas deste circuito são: Eminönü, Besiktas, Kanlica , Yniköy, Sariyer, Rumeli Kavagi e Anadolu Kavagi .

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           O ferry espera em Anadolu Kavagi por algumas horas, proporionando aos apssageiros tempo suficiente para almoço e/ou para subir às ruínas de Yusa Tepesi, do tempo dos otomanos e bizantinos. Mas se você for até a parada final não há muitas opções de retorno a não ser pelo próprio ferryUma outra recomendação é que você vá até Sariyer (a 23 km ao norte de Istanbul por estrada), almoce num dos restaurantes de especialidades em frutos do mar, depois volte por ônibus, mini-ônibus ou taxi, parando em diversos pontos no caminho, se for de seu interesse e algum lhe atrair.

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           Nos dias de semana e nos fins-de-semana, além de no inverno e no verão, há variações de horários em torno de uma hora para menos e para mais. Assim, recomendo verificar no site a planilha com os horários por temporada e dias, assim como no próprio local.

 

           Chegue à Estação de Eminönü ao menos com 30 minutos de antecedência (sugiro pegar o primeiro horário), compre seu ticket e tente pegar um bom assento embarcando prontamente assim que liberarem o acesso à embarcação, pois especialmente nos fins-de-semana e em todos os dias de verão este cruzeiro é muito concorrido, seja por locais, seja por turistas.  Ignore as abordagens do tipo "Bosphorus tour?" e compre seu ticket apenas na bilheteria oficial.

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Indo pelo Mar e voltando por Terra

           Você já sabe como ir e voltar por mar, neste cruzeiro pelo Estreito de Bósforo. Todavia pode fazer como eu, ir por mar e voltar por terra, atravessando de carro ou ônibus uma das pontes sobre o Bósforo. Para fazer isso em meio de transporte público deve sair do ferry na estação Sariyer, conheça o lugar bem movimentado e almoce num dos restaurantes de frutos-do-mar que ficam nas margens do Bósforo. Retorne em um dos transportes públicos terrestres à sua escolha:

           Por taxi: a maneira mais rápida e fácil, mas são 22 km de distância até Eminönü, o que deve lhe custar cerca de 15 dólares.

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           Por ônibus: a linha 25E - Sariyer-Eminönü - que percorre o lado europeu da costa do Bósforo até a Ponte Galata. A rota cênica toda leva cerca de 2 horas e meia e os ônibus partem de Sariyer a cada 20/30 minutos. A linha 25T - Sariyer-Taksim – vai pela costa do Bósforo apena até Büyükdere (onde há um museu de mobiliário e arte otomana, o Sadberk Hanim), e depois segue seu roteiro sem margear o mar até chegar às colinas do bairro de Taksim , parando na praça do mesmo nome. É uma rota menos cênica e turística. Os ônibus partem de Sariyer a cada 20/30 minutos.

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           Microônibus: lembre-se de mencionar seu destino ao motorista para ter certeza de que está indo na direção certa. Esses micro-ônibus fazem percursos mais internos e pelas ruas menores e mais estreitas do que os ônibus regulares, raramente passam pela costa. Todos eles vão apra a Praça Taksim e sua vantagem é serem mais rápidos.

O que ver

Segue uma lista das principais coisas para ver e visitar no percurso de volta (norte-sul).

As distâncias de cada atração referem-se ao “ponto zero”, ou seja, da Ponte Galata:

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          Sariyer (22 km): a cidade fica na área moderna do Bósforo é considerado um dos bons pontos para comer frutos-do-mar antes de descer de volta para o sul, Eminönü. Büyükdere (19 km), junto e ao sul de Sariyer, tem como atração o Museu Sadberk Hanim , de arte otomana, islâmica, mobiliário e antiguidades.

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           Tarabya (17 km) tem esse nome dado pelos bizantinos, que chamaram o lugar de Therapia, pois este lugar era considerado o mais apropriado e saudável para a elite passar o verão.

           Yeniköy (13.5 km) também é uma cidade onde a elite passa o verão desde os tempos bizantino e otomano, quando se chamava elite “Neapolis”, Cidade Nova. Aqui a elite e os embaixadores têm suas casas de verão, muitas delas bem na margem do Bósforo, em belo estilo turco, feitas em madeira, que custam caríssimo e que em geral têm também alto custo de manutenção. É possível observar algumas em estado decrépto. Uma estrada leva ao distrito de Levent, onde pode-se pegar o Metrô até a Praça Taksim.

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           Emirgan (12.5 km), mais reconhecida por seu Festival de Tulipas, que ocorre anualmente em abril, quando seus jardins convidam a passar o tempo nos seus cafés.

           Ponte Fatih, ou Fatih Köprüsü (Ponte do Conquistador), em homenagem a Mehmet , O Conquistador. O melhor ponto para vê-la é em Rumeli Hisari, a parte mais estreita do Bósforo.

           Rumeli Hisari (10.5 km) tem uma bela fortaleza construída em 1.452 por ordem de Mehmet , estratégicamente no ponto mais estreito do Bósforo (cerca de 700 metros), construída em granito das costas do Mar Negro.

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           Bebek é uma cidade que fica ao sul de Rumeli Hisari e sua importância deve-se à Universidade do Bósforo, a mais importante do país, fundada em 1.863 e que divide a colina com a fortaleza.

           Arnavutköy e Kuruçesme (7.5 km), foi uma antiga cidade de albaneses e há restaurantes antigas vilas otomanas denominadas yalis ao longo da costa.

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Vista de uma das colinas do lado asiático de Istambul - O Bairro Taksin ao fundo, à esquerda

           Ponte do Bósforo. Desde que o imperador persa Darius construiu nesse lugar uma ponte de barcos em 490 daí em diante os governantes sonharam em construir uma ponte elevada sobre o Bósforo que ligasse a Ásia à Europa. A ponte de 1.074 metros de comprimento inaugurada em 1.973, no 50o aniversário da República Turca, pôs fim à travessia que até então era feita por embarcações. O dinheiro arrecadado com o pedágio pagou o custo da ponte muito mais rapidamente do que o previsto, o que possibilitou a construção de outra ponte, a Fatih, mais ao norte.

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Outra vista panorâmica do Bósforo, desde o mirante do Parque Pierre Loti, no lado asiático

           Ortaköy e Mesquita Mecidiye (5.2 km) A Mesquita Mecidiye de 1.854 em bonito estilo barroco otomano, fica bem próxima ao pilar oriental da Ponto do Bósforo. A cidade de Ortaköy é um lugar residencial e muito interessante de ser visitado, com seus cafés e restaurantes, bares, butiques e clubes.

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           Palácio Çiragan (4 km), um belo palácio de mármore de 1.874 com uma trágica história. O Sultão Abdül Aziz morreu no palácio em 1.876 em circunstâncias suspeitas dias depois de ser deposto. Em 1.910 foi usado como parlamento otomano, época em que foi inteiramente destruído por um incêndio. Totalmante restaurado, hoje o palácio funciona como anexo ao Çiragan Palace Kempinski Istanbul Hotel.

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           Besiktas (3.5 km) é uma estação de grande movimento de ferries que fica ao norte do Palácio Dolmabahçe. Aqui fica o Museu Naval (Deniz Müzesi) com uma curiosa e interessante coleção de elegantes embarcações do império otomano. Ferries saem e chegam a cada 15 ou 20 minutos para Üsküdar , do lado asiático do Bósforo.

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           Palácio Dolmabahçe (3 km) um belo palácio da época otomana, 1.853, uma construção de 400 metros de comprimento. Do Dolmabahçe você pode subir a colina que leva à Praça Taksim ou continuar ao lomngo da via costeira até Kabatas e Tophane até Karaköy e a Ponte Galata. Um tram liga Kabatas a Karaköy, cruzando a Ponte Galata até Eminönü, (fim da linha de nosso passeio!

Reader Comments (20)

Adorei o tour, Arnaldo! Um belo programa de um dia...
E que tempo maravilhoso você pegou, as fotos estão lindas, pra variar :-)
Quanta diferença da primeira vez na cidade... ;-)
11:30 | Unregistered CommenterEmília
EMÍLIA, parece que fui a OUTRO PLANETA!
Arnaldo,
navegar é preciso, mais por su post muito más.
El viaje por el Bósforo é muito interesante.
Nào conocía as típicas "yalis" y me ha sorprendido muy gratamente.

2:41 | Unregistered CommenterCarmen
CARMEN, muito grato por sua visita e seu comentário SEMPRE gentil e elogioso. Fico muito recompensado quando algum leitor experiente e viajado indentifica aqui algo de novo que não conhecia. Eu recomendo vivamente um passeio desses pelo Bósforo a todos que visitem Istambul e tenham tempo de fazê-lo.
Deu para ver que voce aproveitou bem os seus dias na Turquia!
8:37 | Unregistered CommenterErnesto
Sim, ERNESTO, eu segui suas dicas e conheci razoavelmente bem Istambul!
Com certeza foi muito mais do que as minhas modestas dicas das migrações do pato! E, certamente esta tambem merece um bis na Viagem & Turismo.
20:31 | Unregistered CommenterErnesto
Bem, ERNESTO, aí já é com a Rachel Verano,,,
Arnaldo, parabéns por seu blog que é sempre, em tudo que escreve, muito bom, diria mesmo excelente. Mas este post sobre Istambul está superando tuuudo! Eu tb fiz um mini-cruzeiro pelo Bósforo alguns anos atrás (agora não estou certa se foi 2002 ou 2003) e gostei muitíssimo, mas agora estou certa que teria sido melhor se tivesse lido seu post antes, digo se vc tivesse escrito tudo isso antes de eu ir. Muito sucesso a você e seu blog!
23:57 | Unregistered CommenterElisa
ELISA, obrigado. Volte sempre!

Amigo, acabei de voltar da Turquia, um país fascinante. Passei pela Capadócia, litoral do Mar Egeu e, claro Istambul. Antes de viajar passei pelo teu blog, que me inspirou mais ainda.Hajam palavras para descrever esta viajem e este país maravilhoso. TURQUIA. Sem mais palavras. Ah! A música também me segue como paixão sem fim...Abraços!

Obrigada pelas preciosas dicas de suas viagens e vou me tornar seguidora assídua!
Abs,

Olá Arnaldo ! Muito legal seu site, tem me ajudado bastante. Estarei em Istanbul em maio/12,quatro dias e meio livres na cidade ( exclui dia que chego e saio ) . Gostaria de sua colaboração no roteiro. Pensei no primeiro seguinte: Dia 1 : Mesquita Azul, Santa Sofia, Cisterna Subterranea; Caminhar até a Estaçao do Oriente em Sirkeci e seguir até o Porto ( Eminonu),atravessar a Ponte Galata, ver o Por do Sol.Dia 2 : Palácio Topikapi e Haren ; Arasta Bazar, Museu de Mosaicos; Dia 3 Palácio Dolmobhace, pegar transporte até a Torre Galata , voltar para o Porto Eminonu e fazer o passeio pelo Estreito de Bosforo. Dia 4 Grand Bazar , de lá Universidade de Istanbul, Mercado das Especiarias, se der tempo ,bairro Nisantasi . Obrigada!!

20:38 | Unregistered CommenterAdna

ADNA, para maximizar seu tempo, no primeiro dia, ao invés de Eminonu, sugiro fazer o Bazar Arasta e o museu de Mosaicos se der tempo. No segundo dia fazer Topkapi, Eminonu, passear na Istiklal Caddesi (a rua do bonde, em Taksin) e ver o pôr do sol na Torre de Galata. No terceiro ir a Dolmabahce e fazer o meio dia de passeio pelo Bósforo. No quarto, ir ao Grand Bazaar (não sei porque a universidade...). O bazar das especiarias pode ver no dia de Eminonu.

Talvez uma alternativa seja no segundo dia fazer Topkapi, Grand Bazaar e por do sol em Galata e deixar para passear na Istiklal e Nisantasi no último dia, faz mais sentido geograficamente...

Oi Arnaldo, tudo bem?adorei seu blog, bem detalhado! pode me ajudar? vou fazer o passeio pelo bosforo mas estou achando muito tempo(3 horas)pra ficar em ANADOLU KAVAĞI esperando o barco voltar. Queria chegar la de barco, ficar 1 hora e voltar já para EMİNÖNÜ. Voce sabe se tem algum jeito?onibus, trem, taxi??ou pelo menos de ANADOLU KAVAĞI para BEŞİKTAŞ? porque dessa ultima e mais facil chegar em EMİNÖNÜ..nao sei, me ajuda??obrigada!Sylvia

15:22 | Unregistered CommenterSylvia

Sylvia, eu também achei muito: visitei o castelo e depois peguei o ônibus 15A que percorre a margem asiática. Eu parei em Hidiv Kasri, um palácio art nouveau, para almoço e depois segui de taxi até Kanlica, onde peguei o ferry de volta (o mesmo que tinha ficado esperando em Anadolu Kavagi). Ele para em Besiktas e termina em Eminonu. Eu acredito que, se você quiser pegar um taxi direto até Kanlica, deve ter um barco para Besiktas ou Eminonu, ou seguir até Uskudar e pegar o barco que atravessa o estreito.
Boa viagem!

Emilia, tudo bem?? Vi seu blog, é bem legal!;) esse onibus 15 vai pelo lado asiatico e o 25 pela margem europeia, é isso?os 2 saem de ANADOLU KAVAĞI? E esse 15 qual o trajeto dele(incio-fim), voce sabe? Kanlica é legal? Da pra ir ate la com o onibus e esperar pelo mesmo barco que esta vindo de ANADOLU KAVAĞI , certo? Nao acho quase nada na internet sobre esses onbibus.mt obrigada!bjs, sylvia

10:17 | Unregistered CommenterSylvia

Oi, Sylvia, que bom que gostou do blog!
Sobre o 15, ele vai pela margem asiática: Kanlica não tem muita coisa para ver não, só não perca o iogurte que é bom demais (e que vendem no ferry!). Dá uma olhada nas alternativas do lado asiático e seus ônibus aqui: http://www.lonelyplanet.com/turkey/istanbul/transport/getting-there-around
Dei uma olhada e o 25 vai pela margem européia, que deve ser um passeio bem bacana, olha o link que achei:
http://www.turkeytravelplanner.com/go/Istanbul/Transport/bus_25e.html
Boa viagem e depois conte o que achou, um abraço.

13:31 | Unregistered CommenterEmília

Emilia, olha eu aqui de novo! ;) Esse site ajudou sim. Algumas duvidas:
1-la diz que pra ir pra esse palacio Hidiv Kasri tem que pegar o 15 A em Anadolu e saltar em Kanlica, foi o q vc fez? Da pra ir andando ao palacio?
2-A comida desse restauramte é cara? tem mts opcoes?
3-Nesse porto de Kanlica sera q da pra pegar o mesmo barco que estava vindo de Anadolu com destino a Eminomu apresentando o ticket ja comprado de ida e volta?
Obrigada novamente!beijos Sylvia

18:40 | Unregistered CommenterSylvia

Estivemos na Turquia em junho de 2013 escrevi e também tirei lindas fotos do Bosforo:

http://100dimensoes.blogspot.com.br/2013/08/o-estreito-do-bosforo-entre-historia.html

Josimara

1:10 | Unregistered CommenterJosimara

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