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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

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« África do Sul: Um safari fotográfico no Mala Mala Game Reserve | Main | África do Sul: Como é um safari fotográfico? »
Terça-feira
Abr102007

África do Sul: O Mala Mala Game Reserve, Sabi Sands, Kruger Park 

Clique aqui e veja as 515 fotos do safari lá no Flickr

03 Mala Mala Main Camp Chals - interior 051.JPG

De Johannesburg (a ´Manhattan´ da África do Sul) até Mala Mala, experimenta-se um delicioso choque de enorme contraste. É como sair da Avenida Paulista e chegar ao meio do Pantanal de Matogrosso em uma hora de vôo, pousando num daqueles campos de pouso das fazendas da região. 

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E esta uma hora de vôo que separa Johannesburg de Mala Mala - pela South African Airlink - é feita por um turbo-hélice de 29 lugares, o British Aerospace Jetstream 41

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Sair de Johannesburg em direção a esta reserva privada na área do Kruger Park, onde a cidade mais próxima está há três horas de carro, é um absurdo choque e a melhor introdução que podemos ter ao que será essa deliciosa aventura. O endereço do lugar é mais ou menos assim: “perto de Hazeyview, Mpumalanga”.

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Ao aviso do comandante de que iniciaríamos os procedimentos de pouso, olhamos pela pequena janela do avião e avistamos a pista do campo de pouso de Mala Mala, uma tira de asfalto cercada de savana por todos os lados.

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A partir dali tive a verdadeira dimensão de que estávamos de fato no meio do nada, longe de tudo, e o quanto isso era estimulante. Me senti ainda mais ansioso por estar de fato no habitat de animais selvagens que circulam livremente, sem qualquer restrição humana à sua circulação e sobrevivência, e onde temos consciência de que nós somos intrusos.

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Em meio a um descampado na savana africana, a pista de pouso bem pavimentada é tudo o que se pode chamar de “aeroporto”. Pousamos sob um sol arrasador às 12 horas do dia 25 de Março, um domingo de sol com pequenas e poucas nuvens agrupadas num incrível céu de azul.

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Os passageiros que embarcarão esperam - no chão de terra e à sombra de uma árvore, naquilo que seria a sala de embarque de um aeroporto - sua hora de embarque.

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Nós, que chegávamos, num ato repetido diariamente, descíamos do avião já olhando para as placas identificando o nosso lodge, entre outros dois. Nick, nosso ranger, segurava uma placa com o nome MALA MALA, bem destacado ao lado de um outro ranger do Lion Sands Lodge. Nos apresentamos com um sorriso e fomos recebidos com outro e com boas vindas.

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Esperamos ali mesmo e vimos já nossas duas malas serem levadas para o bagageiro de um jipe Land Rover, adaptado para ser uma ‘jardineira´, com um teto de lona, que nos levaria - a nós e a outros dois hóspedes e respectivas bagagens - ao Mala Mala Main Camp.

Pergunto a Nick a que distância estamos e quanto tempo nos separam do lodge e ele responde que em cinco minutos estaremos lá.

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Cinco minutos de viagem por uma estrada de terra seca e poeirenta separam o “aeroporto” do nosso lodge.

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Ao chegarmos já somos inevitavelmente arrebatados por aquilo que irá perdurar por todo o período de hospedagem: total dedicação do staff ao mimo dos hóspedes.

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O primeiro impacto é o da diferença de temperatura: do calor externo da savana à super refrigerada Recepção do lodge, num espaço simpático de no máximo 20 metros quadrados e decorado num estilo africano rústico, autêntico e de bom gosto...

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... entre peles, couros, palha, artesanato, obras de arte, bronzes, esculturas e mobiliário africanos um negro simpático com aqueles dentes imaculadamente brancos e oferecidos nos estende uma bandeja com toalhinhas geladas entremeadas entre flores brancas. Pronto, definitivamente estávamos na África de luxo.

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Nos dirigimos ao balcão da Recepção e nosos Ranger nos mostra uma mesa com jarras geladas e cobertas com filó bordado e cheias de chá gelado, água mineral e suco de laranja.

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Sobre o balcão da Recepção um sul africano negro - ao lado de uma sul africana branca e de olhos azuis, ele muito mais simpático do que ela - aponta nossa ficha de registro já impecavelmente preenchida préviamente, faltando apenas nossa assinaturas.

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Entre um gole e outro de um delicioso iced tea com folhas frescas, concluimos nosso check-in e eu só pensava em nosso bangalô.

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Nosso ranger, Nick, 25 anos , sul africano branco, nos conduz ao chalé, 23 por entre alamedas de terra limpas e varridas, gramados impecáveis e muros floridos.

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Nossa bagagem é levada por seu auxiliar, Eric, uns 45 anos, um sul africano negro, da comunidade shangaan, simpático toda vida, que será o nosso tracker e o auxiliar do ranger durante toda nossa estada e safaris.

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Hospitalidade e Serviço no MalaMala realmente é percebível, por ser um conceito, e possível, pela taxa de 3 empregados por hóspede. Sempre há alguém à vista e à sua disposição para lhe proporcionarem conforto. São 25 chalés e 115 funcionários, incluindo 17 rangers. Tudo em 12.000 hectare de reserva privada.

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No Mala Mala Game Reserve - a maior e mais exclusiva reserva na área do Sabi Sand Game Reserve - na divisa com o Kruger Park, fica o Mala Mala Main Camp, o mais antigo dos três lodges da área, construído no início dos anos 1900 e atualmente um luxuoso camp com apenas 25 chalés.

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E que chalés! Amplos, espaçosos e bem equipados, individualmente decorados, construídos seguindo o estilo sul-africano, de bom-gosto e criatividade nos mínimos detalhes.

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O Game reserve localiza-se na parte sul de Sabi Sabi, com vista para uma planície e para o Sand River.

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Cada lodge oferece alto nível de serviço, equipamento e atenção ambientados na informalidade com cordialidade e hospitalidade.

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O Mala Mala Main Camp é um dos mais lendários e bem conhecidos game lodges da África do Sul. Reconhecido com um dos top destinos na África para safari fotográfico, ou, em inglês, game viewing, ele fica nas margens do Sand River, uma das áreas mais bonitas da região do Kruger Park.

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A coloração ocre da parte de alvenaria do lodge e natural dos troncos de madeira detalhadamente esculpidos e entalhados, em meio ao sobreado das árvores, fazem do Mala Mala Main Camp um lugar muito aconchegante no meio da savana africana.

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De propriedade de Michael e Norma Rattray , Michael Rattray é também o diretor geral do MalaMala Game Reserve, duas vezes ganhador do troféu ´Ossie Doyer for The Conservationist of the Year´, além de ser a única pessoa na África do Sul que recebeu o ´State President's Award for eco-tourism´. È curador do órgão governamental ‘National Parks Board of South Africa´ e foi mantido no cargo por três presidentes sul africanos, entre eles, Nelson Mandela.

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O Rattray Group pratica uma política conservacionista e de promoção social das comunidades locais. As funções de recepcionista, cozinheiros, garçonetes, jardineiros, pisteiros, arrumadeiras e funcionários de lavanderia são todas exercidas por povo negro da comunidade. Além disso, o grupo também incentiva o trabalho dos locais na manutenção de estradas e construção, entretenimento e artesanato. È bacana saber que há uma política de reciclagem de lixo num lugar especialmente construído para isso e, novamente, operado pelos nativos.

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Por um caminho de terra impecavelmente ladeado por gramados incrivelmente aparados e floridos muros de cada chalé, e entre sombrosas árvores - entre elas um rarísismo Baobá que não existe nessa região da África do Sul - chegamos ao nosso chalé, de número 23. Ao entrarmos no chalé entramos numa outra dimensão, altamente atraente e confortável, acolhedora.

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Segundo impacto: por mais que tenha visto fotos e resenhas do Mala Mala Main Camp, entrar em “nosso” chalé foi maravilhoso. Além de lindamente decaorado, extremamente aconchegante, estava impecavelmente arrumado e preparado para nos receber, com mimos simpáticos e inesquecíveis: chá gelado, maçãs, água mineral, ar condicionado a mil, cortinas abertas iluminando os maravilhosos aposentos, cartas de boas vindas em envelope de bom papel com nossos nomes sobrescritos, balde de gelo abastecido minutos antes de nossa chegada.

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Nick nos explica detalhadamente tudo : do controle remoto do ar condicionado ao ventilador de teto, da geladeira aos dois banheiros (sim, no Mala Mala Main Camp são dois banheiros separados e complementados cada um por sua sala íntima e um closet. O conceito do banheiro separado para ele e ela. Creio que a área de cada chalé deva ser algo em torno de 100 metros quadrados.

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Os quartos são todos com belas vistas e possuem, além dos equipamentos tradicionais de um quarto de hotel cinco estrelas, os banheiros para ele e para ela, separados, sistema de refrigeração, ventiladores de teto, à prova de insetos telefone, mini-bar, cofre e roupão de banho, rack aquecedor de toalhas, repelentes de insetos para o corpo e ambiente, água mineral gratuita diariamente (Mount Anderson Spring), cafeteiras em cada quarto, chinelos de toalha, dois roupões (um de toalha, para sair do banho, outro de algodão com estampa em zebra para ficar no quarto), sais de banho, shampoo, creme hidratante...

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No lodge há acesso à Internet, piscina, gerador de energia elétrica, o Safari bar, uma lojinha de artesanato e roupas do Mala Mala, uma adega e uma sala de estar aconchegante, mantendo a atmosfera de um camp africano com sua rusticidade, mas sem perder conforto e charme, tudo funcionando sob uma direção familiar muito bem azeitada.

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Há uma sala de ginástica e de massagens, sistema de purificação central de água, o The Monkey Club - DVD/Library, DVD Players, uma grande variedade de livros técnicos e de arte relacionadas com o mundo animal sul africano e revistas.

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O espaçoso Buffalo Lounge é decorados com bronzes, trabalhos artesanais e arte que retrata a vida africana. Ele se expande para fora, a um deck de madeira, do qual se tem uma relaxante vista, elevada, dos animais que circulam ao longo da mata e das margens do Sand River. Elefantes e antílopes são figurinhas frequentes.

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No jantar você apreciará especialidades servidas à maneira antiga da alta cozinha do serrado africano, com os mais renomados vinhos sul africanos e sob a luz do estreladíssimo céu africano, tudo numa área externa cercada à maneira africana, um quintal cercado com gravetos e pequenos troncos de arbustos ambientados em estilo africano, os tradicionais Boma, onde tradicionalmente celebram-se as festas africanas. Aqui no Mala Mala essa é uma tradição de 60 anos!

 

039 De Joburg a Mala Mala.jpgMala Mala Main Camp: Excepcional Game Viewing

A revista Travel & Leisure de Maio de 2005 elegeu o Mala Mala Main Camp um dos dez mais na categoria “Worlds Best Service” da África.

Luxury Travel Magazine

http://www.luxurytravelmagazine.com/store/pdetails6723.php

Imagem por satélite do Mala Mala

http://www.krugerpark-direct.com/sabi-sands-game-reserve-map.html


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Mala Mala é considerado o melhor game viewing da África do Sul, definitivamente por causa dos 12.000 hectares de primitivos e imaculados campos, o maior campo privado de reserva animal do Kruger Park com a menor densidade populacional humana e menor impacto ao meio-ambiente em toda a África do Sul. São, convertidos, nada mais, nada menos do que 119.949.315,72 metros quadrados de área!

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Outro motivo é a ausência de cercas nas divisas com do Mala Mala com o Kruger National Park, o que proporciona natural migração de manadas em busca da vegetação das águas do perene Sand River, o qual desce de norte ao sul por 13 quilõmetros na área do Mala Mala Game Reserve.

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Os safaris fotográficos são, como já vimos, conduzidos por experientes e treinados profissionais - o ranger-motorista e o tracker-auxiliar. Este último vai sentado atrás na parte mais alta do jipe (ou à frente e fora do jipe, em alguns outros lodges) procurando as trilhas e pegadas do animal. Ele é uma espécie de navegador que também ajuda a desviar os galhos espinhentos nas trilhas mais dentro da mata e que aponta caminhos alternativos.

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Os jipes são originais Land Rover Defender 110 com a carroceria serrada na parte superior, de maneira que retirados teto, janelas e colunas, o veículo fica totalmente aberto. De tração nas quatro rodas, possuem total liberdade de tráfego pelas trilhas, pela mata e por cima de rios ao encontro dos Big Five - leão, leopardo, rinoceronte, elefante e búfalo.

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Ao anoitecer os safaris são com faróis direcionados que proporcionam a oportunidade de vermos os hábitos noturnos dos carnivoros e outros animais. Walking safaris estão incluídos segundo as condições climáticas.

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O sucesso do safari no Mala Mala pode ser avaliado pelo fato de que 76% dos hóspedes consieuiram encontrar os Big Five durante sua permanência no lodge.

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Mala Mala está situado na província de Mpumalanga e faz divisa por 19 km com o Kruger National Park, sendo parte de uma área de conservação situada no coração de uma área denominada South African Lowveld. O termo Veld, que traduzindo-se literalmente equivaleria a “campo”, “planície” tem origem nos idiomas africanis e holandês e denomina certas áreas rurais planas recobertas por mato e grama. Entretanto, a simples tradução não cobre nem define inteiramente o termo, porque tem nuances culturais e idiomáticas, assim como não há uma tradução literal para o termo outback australiano, que, por sua vez, equilavem às pradarias norte-americanas, ou aos “pampas” sul-americanos.

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O interior do sudoeste sul -africano consiste em altos platôs que são denominados South African Highveld, caracterizadas por terrenos mais ondulados e irregulares e por escarpas. Essas são áreas altas e frias, ao contrário das Lowveld que, por sua vez, são mais cultiváveis.

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Quanto menos territorial o animal , mais imprevisível ele é. No entanto, nenhum deles normalmente está interessado em atacar humanos em grupo. Isso, claro, desde que não se sintam provocados ou percebam uma oportunidade. Portanto, é importante estar alerta sempre.

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Os elefantes são os animais que aparentam maior agressividade, especialmente se estiverem acompanhados de suas crias. Mas, confie no Ranger (o motorista) porque ele sabe como ninguém identificar o momento certo de pôr o jipe em movimento, quero dizer, em retirada. Eles conhecem profundamente os hábitos e instintos dos animais e suas reações.

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Os guias sabem muito bem como identificar todas as pistas, sejam elas deixadas, sejam comportamentais. Todos passam por cursos e treinamento, o que os forma em experts na idenfiticação de pegadas, rastros, galhos quebrados, pássaros voando em círculos, fezes, grama abaixada, condições climáticas, estação do ano, enfim, um guia, auxiliado por um tracker, são os profissionais plenamente aptos a identificar o comportamento animal, prever seus movimentos e tomar as providências para evitá-las.

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Nosso ranger, Nick, assim como todos os demais, são profissionais altamente qualificados para a função, não apenas do ponto de vista animal, mas da condução do jipe em condições frequentes de perigo controlado. A todo o momento, quer por sua própria iniciativa, quer por perguntas dos hóspedes, ele compartilha seu conhecimento. São jovens muito educados e prestativos que foram treinados com o objetivo fundamental de fazer com que os visitantes saiam com o máximo de satisfação possível no encontro dos animais e na compreensão de seu meio anbiente e do ecosistema.

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De maneira geral todos os animais são potencialmente agressivos, especialmente se sentirem ameaçados, invadidos em seu território, em perigo em relação às suas crias e em caso de perigo de perda de sua presa e alimento. Por isso é recomendável silêncio e tranquilidade durante o momento em que os observa. Quanto mais perto, mais quieto se deve ficar. Isso vale para o barulho das câmeras. Se a sua câmera é daquelas que simulam o ruído das câmeras profissionais, recomendo que desative o mesmo.

 

O comportamento dos animais é profundamente diferente de espécie para espécie. Por exemplo, quanto menos territorial o animal, mais imprevisível ele é. No entanto, nenhum deles normalmente está interessado em atacar humanos em grupo. Isso, claro, desde que não se sintam provocados ou percebam uma oportunidade. Portanto, é importante estar alerta sempre.

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A parte sul do Kruger , região do Mala Mala, é a melhor para ver os animais. É uma região plana, com cobertura baixa da savana. Desta região são os nativos da tribo Shangaan, em geral o profissional que atua como tracker. Os shangaan são pessoas humildes, orgulhosas de suas raízes e de suas famílias.

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PRÓXIMOS CAPÍTULOS:

- Como é um safari fotográfico? E o que levar para um safari? -

- O Kruger National Park -

- O que esperar de um safari fotográfico turístico na África? -

- Um dia num game Lodge -

- Sugestões para a bagagem -

- Operadoras brasileiras que oferecem pacotes para a África do Sul -

- Family Safaris na África (Especial para o Jorge Bernardes)

http://giramundo.wordpress.com/

Enclosure

Reader Comments (19)

Arnaldo, que sonho!!! As fotos estão maravilhosas, o lugar é íncrível... Imagino a emoção que você não deve ter sentido ao fotografar esses elefantes tão de perto...
11:29 | Unregistered CommenterCarla
Arnaldo, adorável!!!
Puxa, mal posso esperar pelos 'próximos capítulos'!
13:02 | Unregistered CommenterMô Gribel
Obrigado, Carla e Mô, voltem mesmo, acho o máximo vocês terem gostado e isso só serve de estímulo pra eu tentar fazer melhor nos próximos!
Arnaldo. Simplesmente maravilhoso!
14:29 | Unregistered CommenterNil
Arnaldo,

As fotos estão incríveis. Está tudo tão detalhado que por um segundo eu pensei que poderia estar lá também. Parabéns. Eu quero conhecer um lugar assim. Mal posso esperar pelos próximos capítulos, especialmente o último hehehe. Um abraço, Obrigado, Jorge
Sensacional!
Ei, faltou dar o crédito da foto do fotógrafo :-)
Ah, tá certo, foto de terceiros a gente tem que dar crédito sempre: a foto foi feita por minha mulher.
8:34 | Unregistered CommenterArnaldo
Arnaldo, MUITO BOM. Dá para se sentir no Discovery Channel / NatGeo :)
11:49 | Unregistered CommenterArthur
Sem comentários...que sonho!
Não vejo a hora de ver os outros posts...
14:47 | Unregistered CommenterEmília
As fotos e o relato estão maravilhosos. Sempre fico ansioso pela continuação da viagem.

Arnaldo, gostaria de saber se eu poderia lhe passar o meu e-mail para que, se possível, você me informasse uma estimativa de valores da viagem. A África do Sul é um dos lugares que minha esposa sonha em conhecer, por isso queria ver "quanto" precisaremos esperar para realizar esse sonho.

Abs.
17:20 | Unregistered CommenterHugo
Nossa que delícia de viagem! Cada vez aumenta mais minha vontade de voar para lá!
17:36 | Unregistered CommenterIzabel
Hugo,me mande seu e mail que eu lhe enviarei links de todas as operadoras que vendem pacotes semelhantes,nos quais encontrará preços em diversas categorias.
Cara, as tuas fotos sao simplesmente lindas!!!! Resumem perfeitamente o momento...
Acho que eu ja te disse isso uma vez, mas nao me segurei e falei novamente. E se precisar, falo mais uma vez amanha, se for o caso!!!

Demais mesmo, um grande abraco, Diogo.
23:50 | Unregistered CommenterDiogo
Arnaldo, ¡Qué lujo de viaje!... y de todo lo demás...
Parabéns.
3:17 | Unregistered CommenterCarmen
Arnaldo,

Imaginei que o Mala Mala era bom, muito bom. Mas depois ler o post fiquei impressionado.
Que lugar é esse ??? Demais!!!
Agora fiquei aqui pensando nas imagens que vem por aí.
Posta Logo!!!! (brincadeirinha!)

Abs!!!
3:44 | Unregistered CommenterMarcio
Arnaldo,

Que gostoso de ler! Que gostoso de ver as fotos!
Parabéns!

Dessa vez temos foto do fotógrafo vestido a caráter

Um abraço
7:27 | Unregistered CommenterRodrigo
DIOGO, volte SEMPRE e fale SEMPRE o que quiser, quando quiser e como quiser. Pra mim é um privilégio e um prazer MUITO especial a visita de vocês quando acompanhadas de um comentário. Na verdade, é a grande motivação para eu capricar AINDA mais nas próximas fotos e matérias!.

IZABEL, voar pra lá é um caso a pensar, analisar, projetar e etudar MUITO seriamente!


CARMEN, um luxo é o SEU comentário!

MARCIO, por tudo que li, vi e pesquisei antes, sabia que o Mala Mala Main Camp seria algo realmente bom e atraente, mas me surpreendi, pra melhor. Foi demais!

RODRIGO, o fotógrafo (nada fotogênico e que DETESTA aparecer) teve que sair para ilustrar o tema, a matéria. E como eu não quis ir ao Flickr "afanar" uma foto de alguém fotografando, mandei essa mesmo. Sempre acho meio ridículo colocar foto minha, mas não deu! Afinal, o blog tem o objetivo de compartilhar e promover as viagens e auxiliar quem queira programar viagens, não a promoção pessoal.

Grande abraço.


8:19 | Unregistered CommenterArnaldo
Todo mundo comentando da foto do Arnaldo e eu não tinha descoberto ainda...achei que era algum viajante inglês em seu safari fotográfico anual :)
Ficou ótima a foto! É sempre bom juntar o que o virtual e o real das pessoas com quem conversamos tanto...
9:50 | Unregistered CommenterEmília

Arnaldo, quase 3 anos depois, estou eu aqui relendo TODOS os posts dessa sua viagem a Africa do Sul. Vou ficar hospedada num hotel parecido com o Mala Mala e ja to vibrando ao reler os textos e rever essas fotos espetaculares. Que venha logo o meu safari :-)

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