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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

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Segunda-feira
Jul162007

Washington, DC: a “Cidade Museu” - Os Museus Smithsonian

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A belíssima fachada do Museu de História Natural

Se Paris é considerada a “Cidade Museu”, Washington DC pode, seguramente, ser a “Cidade DOS Museus”. O Smithsonian Institution é um complexo fabuloso de nada mais, nada menos do que 18 museus! TODOS, excepcionais. De museus históricos a artísticos, de história natural a temáticos (de espionagem, do holocausto, aero-espacial...)...

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O Museu de Esculturas do complexo Smithsonian: apenas esculturas e mobiles

... para todos os gostos e idades e que guardam algo como 142 milhões de objetos! No meu entendimento deveria ser condiderado um patrimônio mundial, não apenas norte-americano. Um riquíssimo conjunto de cultura e informação para todas as idades, tão bons quanto o de História Natural e o Metropolitan, em Nova York.

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O moderníssimo Museu Aero-espacial

Ao visitar qualquer um dos 18 museus e galerias ou o Zoológico Nacional do Smithsonian você estará entrando no maior complexo de museus do mundo. O Instituto Smithsonian também um centro de pesquisas dedicado à educação pública nos campos de artes, ciências e história.

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Arte, arquitetura, história e costumes: tudo numa só avenida dos Museus Smithsonian

O Smithsonian foi estabelecido em 1846 com fundos legados aos Estados Unidos pelo cientista inglês James Smithson “para o aumento e difusão do conhecimento”. Além dos nove museus e galerias, um complexo subterrâneo de três andares abriga dois museus e o Centro S. Dillon Ripley que inclui a Galeria Internacional, escritórios e salas de aula. Outros cinco museus e o zoológico estão localizados em outras áreas da cidade de Washington. O Cooper-Hewitt, Museu Nacional de Design e Museu Nacional do Índio Americano se encontram na cidade de New York.

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Uma avenida só de museus. Só em Washinton, DC

O Smithsonian Institution tem como estratégia não cobrar ingressos nos 17 museus e no zoológico que administra porque amaior parte de seu orçamento vem do Governo Federal e uma pequena da venda de produtos com suas marcas e dentro das lojas dos museus, assim como os restaurantes e cafeterias e os filmes do Air and Space Museum (o mais visitado de todos).

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O interior do castelo do Smithsonian Institution. Estilo inglês na fachada e nos jardins

Ao todo os museus recebem 25 milhões de visitantes por ano (!!) e o National Zoo cerca de 3 milhões. O fato de que não são cobrados ingressos estimula o público a consumir.

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Os Museus Smithsonian e seus jardins e sinalização impecáveis, como tudo em Washington, DC

Seriam necessárias semanas para conhecer tudo, mas alguns são mesmo “imperdíveis”: o National Air and Space Museum, por exemplo, em suas 23 galerias exibe aviões, foguetes e mísseis, além do módulo Columbia, da Apollo 11, e o veículo de teste do telescópio espacial Hubble.

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O Museu Aero-espacial e seu acervo monumental: de foguetes e satélites a asas-deltas e hidro-aviões

O National Museum of Natural History também merece uma visita por causa das exposições sobre as origens do homem e dos animais, com destaque para as seções de dinossauros, da história da África e do zoológico de insetos.

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O fantástico Museu de História Americana, que guarda um fabuloso e inesquecível acervo

Com tudo sobre a história americana, o National Museum of American History destaca a identidade do país - um quadro, por exemplo, mostra todos os presidentes dos Estados Unidos, e há, ainda, salas com os submarinos da Guerra Fria e as luvas de boxe de Muhammad Ali.

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A beliíssima escultura na entrada principal do Museu de História americana

Os visitantes em geral começam sua visita aos Museus Smithsonian pelo The Castle, um edifício em estilo inglês, em forma de castelo, onde há informações gerais sobre todos os museus no “information desk” e a cripta de James Smithson, um cientista inglês que doou o complexo aos Estados Unidos.

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Detalhe de fachada vista dos jardins do castelo do Smithsonian Institution

As razões que levaram o Sr. Smithson a doar sua fortuna aos Estados Unidos em 1829 para criar e expandir o conhecimento e a cultura naquele país nunca foram muito bem explicadas, já que ele JAMAIS esteve na América! Mas também, quem é que está de fato preocupado com isso?...

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Os jardins do castelo do Smithsonian Institution

A maioria dos museus Smithsonian fica no National Mall, entre o Washington Monument e a Capitol Hill. Geralmente são muito cheios, especialmente nos fins de semana e nos meses de alta temporada, pois são gratuitos. Por isso, recomenda-se que as visitações comecem logo pela manhã, depois do café, no máximo até 10 horas e em dia de semana.

National Museum of the American Indian

http://www.americanindian.si.edu/

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A belíssima fachada do Museu do Índio Americano relembra as centenárias construções dos índios do Velho Oeste

O mais novo museu do complexo é o National Museum of the American Indian, aberto em 2004 e, óbviamente, dedicado aos nativos índios norte-americanos tanto os do continente quanto os do Havaí. No interior do museu há o Mitsitam Café, cujo nome indígena significa “vamos comer!” no idioma dos índios Piscataway (de Delaware). O restaurante proporciona ao visitante a oportunidade de apreciar a cozinha indígena da América e explorar a história dos alimentos desse povo. Vai mais além da cozinha dos nativos norte-americanos, passando também por alguma coisa relacionada à América do Sul.

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Detalhe da bela arquitetura do Museu do Índio

O restaurante é dividido em “estações” para cada povo indígena e abrange técnicas de preparo e cozimento, sabores e ingredientes, tanto da cozinha tradicional quanto contemporânea. Enquanto come o visitante pode continuar apreciando, pelas janelas, o interior do museu.

National Air and Space Museum

http://www.nasm.si.edu/

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O saguão monumental do Museu Aero-espacial

O National Air and Space Museum, bacanérrimo, especialmente para os homens, já que eles são mais ‘ligados’ em coisas relacionadas com a aviação e a conquista espacial. As mulheres também gostam, é claro, porque o acervo do museu é fabuloso, fantástico. Vai do polêmico primeiro vôo do “mais pesado que o ar”, atribuído aos Irmãos Wright até a conquista do espaço e a exposição do “Módulo Lunar”, em tamanho natural, quando o primeiro homem pisou na Lua. É a maior coleção de aeronaves do mundo, do histórico Kitty Hawk à Nave de Comando Apollo 11. TUDO relacionado ao assunto, com simuladores de vôo, filmes, documentos, exposições, cenários, maquetes, etc.

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Cápsula da Apolo 11, uma das preciosidades do museu

Lá estão nada menos que a cápsula que levou Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins à Lua em 1969, o primeiro avião dos irmãos Wright, de 1903, e o meu grande favorito: o "Glamourous Glen", o jatinho Bell X-1, cor de laranja, que Chuck Yeager usou para quebrar a barreira do som pela primeira vez em 1947. O episódio, aliás, deu origem à melhor cena do filme Os Eleitos. De quebra, também magicamente fixados no teto, um Boeing 247D e um Douglas DC-3, entre tantas outras jóias da história da aviação.

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O Módulo Lunar da Apolo 11, original exposto no Museu Aero-espacial

A galeria Como as coisas voam” (How Things Fly) explica os princípios de vôo e tem atividades práticas, demonstrações ao vivo e mais de 50 estações interativas. O Planetário Einstein projeta imagens sobre o espaço e astronomia no teto abobadado, repleto de estrelas. O cinema Lockheed Martin IMAX projeta filmes numa tela imensa de altura equivalente a um prédio de cinco andares.

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A área espacial é uma das mais impresisonantes do Museu Aero-espacial

Nota: não há provas válidas de que os irmãos Wright voaram o mais pesado que o ar antes de 1908, independentemente de qualquer outro questionamento relativo à incapacidade de decolar ou referente à praticidade da aeronave em questão, pois para ser considerado aparelho mais pesado que o ar não é necessário decolar por meios próprios. Para o mundo todo, exceto para a América do Norte, o primeiro vôo do “mais pesado que o ar” foi mesmo efetuado pelo brasileiro Santos Dumont em seu 14 Bis, não apenas considerado como tal, mas como inventor do avião, isso, indistutível, já que o dos irmãos Wright era um planador.

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Réplica do avião dos Irmãos Wright

Os Irmãos Wright, Orville Wright (19 de Agosto de 1871 - 30 de Janeiro de 1948) e Wilbur Wright (16 de Abril de 1867 - 30 de Maio de 1912), são, geralmente, reconhecidos nos Estados Unidos da América e em boa parte do mundo por projetarem e construírem o primeiro avião funcional e por realizarem o primeiro vôo controlado num aparelho mais pesado que o ar em Kitty Hawk, Carolina do Norte, que teria sido realizado em 17 de Dezembro de 1903 (foto registrada com data), além de outras realizações marcantes na história da aviação.

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O vôo do Flyer 1 é reconhecido pela Fédération Aéronautique Internationale como o primeiro de um aparelho voador controlado, motorizado e "mais pesado que o ar." Contudo, há bastante polémica quanto ao fato de terem ou não sido os primeiros a realizar estas acções, reindivicadas por parte de outros indivíduos e nações. Um dos casos mais conhecidos é o do inventor brasileiro Alberto Santos-Dumont, considerado por muitos (principalmente no Brasil) como o criador do primeiro aparelho voador "mais pesado que o ar" - o seu 14-Bis, construído na França, que alçou vôo em 23 de outubro de 1906, quase três anos depois dos Irmãos Wright.

 

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A questão principal sobre esta polêmica, deve-se ao fato de que, de fato, a aeronave de Orville e Willbur Wight elevou-se do chão antes da data do feito de Santos Dumont, entretanto, impulsionado por uma catapulta mecânica, enquanto o 14-Bis alçou alvo por meios motorizados através de combustão, tres anos depois.

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E como o objetivo deste blog NÃO é criar polêmica acerca de qualquer assunto (também não é fugir dele!), mas ter um olhar turístico e despretensioso sobre os destinos, vamos continuar nossa visita aos museus de Washington DC!.

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Nave Soyus acoplando com a Skylab

Este museu ficou tão apertado , por causa das naturais dimensões avantajadas do seu acervo, que foi criado uma espécie de anexo que não é anexo porque não fica junto. O Steven F. Udvar-Hazy Center fica perto do Washington Dulles International Airport e seu belíssimo edifício moderno foi inaugurado em Dezembro de 2003, com muito mais espaço para abrigar o acervo crescente do museu aero-espacial e mostrar centenas de aviões e artefatos espaciais que não caberiam no National Mall. Os dois museus abrigam a maior coleção de aeronaves do planeta. A filial do museu, que fica no Aeroporto Internacional de Dulles, está a uma hora do centro de Washington, DC e lá estão expostos o avião que levou a bomba atômica a Hiroshima (o Enola Gay, um B-29, mais conhecido como Superfortaleza Voadora, que foi transferido da matriz no Mall) e um Stealth Fighter, o avião "invisível", à prova de radares, usado na Guerra do Golfo.

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Udvar-Hazy Center

14390 Air and Space Museum Pkwy., Chantilly, VA

http://www.nasm.si.edu/museum/udvarhazy/

 

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Natural History Museum

http://www.mnh.si.edu/

No lado norte do Mall, e próximo ao Washington Monument, fica outro espetacular museu do complexo, o Natural History Museum, que explora o mundo natural e todas as espéciese que o habitam, de insetos, plantas e animais, a fósseis e minerais, tudo explendidamente exposto. Quem assistiu aquele filme bem chatinho que passou recentemente - Uma Noite no Museu - http://br.cinema.yahoo.com/filme/14087/umanoitenomuseu - com o igualmente chatinho Ben Stiller, vai conseguir imaginar como é este Museu de História Natural de Washington, DC.

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Saguão do Museu de História Natural

A Sala Discovery deste museu permite que seus visitantes toquem objetos de ciência natural e aprendam sobre eles com os assistentes voluntários. O extraoradinário Zoológico de Insetos (Insect Zoo) inclui uma colméia com abelhas vivas e tarântulas. Também são fantásticos o Dinosaur Hall, o Hall de Geologia, o Cinema Johnson IMAX e o Cinema de Imersão (“Immersion Cinema”).

 

O National Museum of American History

http://www.americanhistory.si.edu/

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O Museu de História Americana é um dos que não devem se deixar de visitar

Máquinas, ferramentas, trens e carros potentes e muito mais dão vida à história norte americana. Veja um dos primeiros ursinhos de brinquedo e uma casa de bonecas vitoriana, trens, um trator de madeira e a Sala de História Interativa (“Hands On History Room”) no Centro de Ciências Interativo (“Hands On Science Center”).

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Detalhe da fachada e da escultura na entrada do Museu de História Americana

O Museu de História Americana tem todas as características de ser “mais um museu” jã ao passarmos por sua inponente fachada em estilo romano, com portas monumentais e acervo “chatinho”. Mais uma vez eu recomendo vivamente deixar de lado o preconceito de lado e explorar esse fabuloso e impressionante museu que certamente faz prte de nossa vida. Por favor, não deixe o preconceito impedir você de entrar neste museu com fantástico acervo NADA entediante: de uma camionete GMC (General Motors) de 1949 ao lado de um Mustang 65 e de uma motocicleta Harley Davidson 93, entre centenas de outros veículos que fazem parte da história do mundo e americana.

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Os sapatos originais de Dorothy, de O Mágico de Oz

Você verá um trator da fazenda feito em madeira e veículos menos comuns, como um dragster, ou a motocicleta do Evil Knevil, trens e locomoticas e tudo o que se relaciona ao mundo motorizado da América. Não dá pra detalhar todo o acervo do museu, mas é só você imaginar que vai de skates e lancheiras "temáticas", de torpedos e vestidos das primeiras-damas a gadgets, de objetos presidenciais a de campanha de todos os rpesidentes, de cinema a imprensa, enfim, TUDO o que fez e faz parte da história dos Estados Unidos.

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De transporte a brinquedos, TUDO o que fez parte da história norte-americana no Museu de História Americana

Washington tem 46 grandes museus e isso é bom pra escolher os que mais interessam a cada um. Os dois mais recentes são o Museu do Holocausto, museu interativo da imprensa, o News Museum e o Museu Nacional de Espionagem.

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Uma das unidades dos Museus Smithsonian, todos com belíssimas fachadas

Reader Comments (18)

Isso foi mais que um passeio, foi uma aula. :)
Estou encantada com os blogs que encontro no VnV. Parabéns e obrigada.
14:58 | Unregistered CommenterCláudia
O Arnaldo sempre nos mostra algo que deveríamos ter conhecido - ou que não existia na época - nos lugares que fomos. E, para quem não foi, é um grande preview da viagem.
21:39 | Unregistered CommenterErnesto
Arnaldo, tem uma foto esperando pra ser tirada por você lá no posto seis, com um monte de bandeiras emoldurando o Pão de Açúcar. Se eu tivesse seu talento, tirava eu mesma e saia me exibindo por aí rsrsrs. Abrasíssimo
18:07 | Unregistered CommenterMeilin
Obrigado, Meilin, pelos elogios de sempre. Se eu soubesse disso ANTES,teria feito essa foto hoje,domingo...
Demais Arnaldo!!!

Post que dá vontade de ir para os USA agora!!

Abs!!
19:32 | Unregistered CommenterMarcio
Arnaldo, Estou adorando essa viagem virtual por Washington, demais. Só que hoje esta demorando muito para carregar as fotos, e mesmo aqui na empresa que a conexão é bem rápida!! Tentarei ver melhor depois com calma em casa... mas adorei esses museus, demais.
13:32 | Unregistered CommenterPatsy
Arnaldo,

Eu juro que se tivesse grana eu bancava uma versão impressa e uma eletrônica (para palms e smartphones) dos seu guias! Ia ser um sucesso.

Isso aqui é que viajar sem sair da fente do computador.
Menos Rodrigo, menos! Quem manda MUITO é vc com seu AQUELA PASSAGEM!
Arnaldo,

Não é rasgação de seda não. Eu realmente acho que seu material tem o nível para um livro. Não quer um guia, Ok! Então nós fazemos um daqueles que se coloca na sala para enfeitar e que todo mundo baba com as fotos e texto. O meu está mais para um manual.

Eu sei que você tem muito material, mas vai mais um da Condè Nast sobre Dubai:
http://www.concierge.com/destination/dubai?mbid=wb

um abraço
Obrigado, Rodrigo. Eu acho que poderia passar perto no máximo de uma Revista Ilustrada de Viagem on line.

Sobre o link, já conhecia e havia me esquecido dele! Cheguei a pegar alguns dados lá para integrar as matérias do blog, dentre tantas coisas que já li e estou traduzindo e/ou escrevendo.

Pretendo blogar pelo menos alguma matéria durante a viagem, que está próxima (meados de agosto),



Grande abraço e obrigado pela dica!

eu achei incrivel estes tipos de museu, são mais legais, porque tem muitas formas e tem muitos artigos antigos

Nossa, muito legal1 Fiquei encantada com os sapatinhos da Doroth! Adorei!!

11:40 | Unregistered CommenterCarol

Um dos meus maiores sonhos e desejos, é um conhecer o Museu Smithsonian, o museu que ja fora tema de filmes como Uma Noite no Museu, e agora citado em um dos mais recentes livros do Dan Brown....

Fico a imaginar as varias galerias e contos de historias que existe no museu, fico as vezes vagando como se estivesse no museu presenciando e admirando as mais perfeitas obras de exposição....

Se alguem ai quer convidar alguem para dar uma volta no museu.. entao por favor.. convide-me..... adoraria conhecer o museu mais famoso do mundo pessoalmente....

Estive no Museu Aeroespacial e no de História Americana em Setembro. Ambos são realmente fantásticos,um exemplo de organização, cultura, e mostram muito o verdadeiro American Way of Life!!!!
Devo confessar que emocinei ao ver os sapatinhos de rubi da Dorothy, desejo esse que tenho desde a infância!

21:21 | Unregistered CommenterTaís

SE DEUS QUISER UM DIA EU AINDA VOU LÁ CONHECER O MAIOR MUSEU DO MUNDO

19:58 | Unregistered CommenterTHIAGO

Moro em Washington, D.C. a quase 7 anos, e encanto com as artes da mesma a cada dia mais !

Tens que saber tambem que todos os museus smithsonian tem entrada gratuita

9:37 | Unregistered CommenterTodd

TENS que ler direito. Em DOIS parágrafos do texto, menciono a gratuidade:

1) "O Smithsonian Institution tem como estratégia não cobrar ingressos nos 17 museus e no zoológico..." (...porque a maior parte de seu orçamento vem do Governo Federal...);

2) "A maioria dos museus Smithsonian fica no National Mall, entre o Washington Monument e a Capitol Hill. Geralmente são muito cheios, especialmente nos fins de semana e nos meses de alta temporada, pois são gratuitos. Por isso, recomenda-se que as visitações comecem logo pela manhã, depois do café, no máximo até 10 horas e em dia de semana."

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