CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quinta-feira
Ago302007

Dubai: Off-road arábico e luxuoso

Um "Desert Safari" em Dubai

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SEM RETOQUES! Fora um crop, não houve pós-processamento na foto. É assim mesmo, ocre-avermelhado e ondulante!

A topografia dos Emirados Árabes Unidos é basicamente uma planície costeira de baixa altitude que funde-se com as dunas ondulantes do deserto Rub al-Khali, com as montanhas escarpadas que envolvem a fronteira leste com o Omã e com o mar azul-turqueza do Golfo Pérsico.

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Os 4X4 de luxo, jipões em caravana pelo deserto

Clique no MENÚ de FOTOS para ver o Off-road arábico em Dubai

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O passeio de camelo está incluído no pacote (mas é claro que você terá que dar uns Dirhans pro condutor!)

Rub' al-Khālī - que em árabe escreve-se الربع الخالي - significa "o quarteirão vazio" e dá nome a um dos maiores desertos de areia do mundo, cobrindo o terço mais meridional da península arábica. Tem clima tipicamente saariano: temperaturas que vão desde alguns graus abaixo de zero, na madrugada, até 65 graus centígrados ao meio-dia!

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Na "base" uma infra-estrutura turística e de serviços, antes de partirmos pro rally

A paisagem é igualmente saariana: areias avermelhadas, dunas altíssimas, rara vegetação rasteira que insiste em sobreviver teimosamente aqui e ali, camelos e beduínos.

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Lá no meião do deserto, cada operadora tem seu "camp base", onde comemos o churrasco árabe e assistimos à Dança do Ventre 

A proximidade com a cidade faz com que o deserto seja um play-ground dos moradores dos emirados, quintal de atividades esportivas e de lazer para os moradores de Dubai. Ter um grande, poderoso, luxuoso e potente 4 X 4 é quase tão natural quanto vestir-se.

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Evidentemente que essas atividades tornaram-se também um must para os turistas que visitam Dubai, cujas operadoras turísticas souberam explorar bem as atividades culturais e esportivas relacionadas com o deserto, tornando-as uma atração turística tão comum em Dubai quanto visitar o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, excursionar pelas dunas de Natal, visitar o Pelourinho em Salvador, percorrer a noite, os restaurantes e as atividades culturais em São Paulo.

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Há boa oferta de programas turísticos relacionados com atividades no deserto, ainda que todas diferenciem-se muito pouco entre si. Basicamente são a mesma coisa, variando – também igualmente entre si – o tempo e a base de onde partem as caravanas de carros, sempre em grupo, e a base que têm no meio do deserto para o final do programa, invariavelmente com uma apresentação de dança do ventre e um churrasco em estilo beduíno.

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O Toyota Land Cruiser da Alpha Tour

Não há a menor necessidade de reservar antes de viajar, quer seja diretamente pela Internet, quer seja com a operadora que fizer o seu receptivo em Dubai, se você tiver uma, o que acredito que terá. A respeito disso, uma nota: como não é possível reservar um hotel pela Internet em Dubai - já que é exigido visto turístico para brasileiros, e esses são emitidos através do hotel reservado por uma operadora autorizada (ou representante) no Brasil - quase sempre um traslado in/out (aeroporto-hotel-aeroporto) estará incluído no preço das diárias daquele hotel vendido pela operadora no Brasil.

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Na base, junto à "entrada" para o deserto, a infra-estrutura de serviços para os turistas. Falcões e camelos em exposição

Por exemplo: o Rimal Rotana Suites (http://www.rotana.com/searchpref-1-40-11.htm) é representado no Brasil pela operadora Queensberry Turismo (www.queensberry.com.br), cuja operadora de Dubai é a Alpha Tours (http://www.alphatoursdubai.com/tours_subsection.asp?page=Desert%20Safari). Há diversas outras operadoras que vendem os Emirados e ao final da matéria sobre Dubai eu darei os links.

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Já no deserto, uma cerca quilométrica divide os dois emirados: aqui, Sahrjah, do outro lado, Dubai

Um traslado incuído no preço é sempre vantajoso porque efetivamente é uma maneira da operadora local apresentar seus serviços ao cliente enquanto o transporta para o hotel, além de muito mais confortável do que pegar um ônibus ou taxi por conta própria ao chegar ao destino. De fato não paguei nada por isso.

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Um de cada vez, mas em caravana

No meu caso a operadora estava me esperando logo depois dos procesos de imigração (passaporte e vistos) e me ajudaram a pegar a bagagem e já me deram folhetos e informações não apenas comerciais, mas de apoio ao que eu precisasse em Dubai, o que de certa forma proporciona tranquilidade adicional. Tudo isso dito por um gentil e simpático guia de nacionalidade egípcia falando em espanhol. Fomos conduzidos à van que nos transportaria até o hotel e no caminho recebemos vários folhetos com atividades turísticas oferecidas pela tal operadora local em Dubai, a Alpha Tours.

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As três principais atividades no deserto: passeio de camelo, de quadriciclo e de jipão

Ainda no caminho nos decidimos por reservar diretamente com esta operadora o programa “ Desert Safari”, o que eu não recomendo, já que há uma infinidade de outras alternativas que devem ser analisadas com mais calma e critério.

 

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De arquibancada: depois do sobe e desce nas dunas, uma parada para assistirmos à "performance"  de outros aventureiros

Pra começar eu acho que o nome deveria ser “Desert Rallie” e não “ Desert Safari”, porque efetivamente todos os passeios constituem-se no principal do programa, que é ser conduzido radicalmente pelas dunas do deserto, o que, posss adiantar, é excepcional experiência, semelhante ao que se faz em Natal (RGN), todavia com muito mais segurança, pois os veículos são os Toyota Land Cruiser, Toyota Prado, Mitsubishi Pagero, entre outros, de luxo e equipados com “santo-antônio”, aquela proteção interna na cabine, feita em aço tubular e acolchoada, que evita o amaçamento do teto em caso de tombamento, capotamento. Enfim, na verdade é um off-road arábico, não um safari.

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Este é o árabe que não aguentou a parada e "amarelou"

Nota-se forte preocupação com a segurança por parte das operadoras e dos motoristas, muito profissionalismo e responsabilidade na condução, por mais radical que seja a aventura, que mais se aprece uma montanha-russa pelo topo, corpo e base das dunas. Sem dúvidas é um programa que pode ser feito sem riscos, a não ser o de enjoar durante o processo. Mas não se preocupe, o motorista lhe dará um saco plástico para sua “conveniência” em caso de vômitos.

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Os jipões em caravana, pegadas da minha mulher, marcas dos pneus

É possível enjoar a tal ponto? Evidentemente que isso depende de cada indivíduo e só ele se conhece a ponto de saber se enjoará ou não, em vista de outras experiências já vividas.

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Contraste: o rústico deserto e o luxuoso jipão

No nosso caso, um grupo de seis pessoas -  duas sul africanas (mãe e filha), um casal da Arábia Saudita e nós, um casal de brasileiros. Desses, DOIS enjoaram a ponto de sairem pra vomitar: minha mulher e o árabe!  Ele foi salvo pela minha providencial mulher que sempre carrega consigo uma micro farmácia para esses casos. Ofereceu-lhe um remédio contra enjôo (Plasil) que salvou o pobre árabe, nessa altura mais branco que sua roupa e mais mole do que a areia do deserto.

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O tour sempre parte de seu hotel. O condutor vai recolhendo os hóspedes/passageiros (no máximo seis por carro) em cada hotel. O pick-up do passageiro é feito já no  “4x4 wheel Drive”  e pelo próprio motorista que o conduzirá no passeio todo. Basicamente há dois tipos de tour: de UM dia ou de MEIO dia, com duração de 7 horas e meia e 4 horas e meia, respectivamente.

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O "camp", no meio do deserto, é rústico. Ali acontece o show de dança do ventre e o churrasco

Ambos farão o Dune Bashing e Buffet Dinner and B.B.Q. com Belly dancing. A diferença entre um e outro é que no do dia inteiro há a mais o dune ski (uma espécie de “snow board” nas areias) e o camel trek, oportunidade em que num determinado ponto do deserto os passageiros irão até o lugar o “oasis” (ou campsite), o lugar onde haverá a apresentação da dança do ventre e o jantar.

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Fazenda de camelos!

Há uma série de atividades paralelas como photo-stops, visita a uma camel farm (sim, existe uma fazenda de camelos!), camel riding, henna design (aplicação de henna nas mãos ou os pés das mulheres com deenhos típicos, uma tradição muçulmana), shisha (o fumo através das water pipes tipicamente muçulmanas e que em inglês eles chamam de “hubbllee bubblee”)e fotografia do pôr-do-sol.

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Como em todo deserto, as dunas "engolem" as construções

Esse off-road arábico parte de Dubai e pega a curiosa rodovia que corta o deserto, cujo contraste entre o preto asfalto e as vermelhas dunas é de fato exótico e constinue-se numa paisagem bem desconhecida nossa. As areias douradas do deserto são logo ali depois do acostamento e, creia, em vez de cavalos ou vacas, camelos podem eventualmente cruzar seu caminho.

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Esperando um passageiro...

Depois de 45 minutos de estrada desde Dubai, chega-se a uma “base” na beira da estrada, que na verdade é o ponto de encontro daquela determinada operadora de “safari”, o lugar onde os passageiros têm cerca de meia hora para comprarem água, vere animais do deserto (camelos, falcões e macacos), comprarem ums souvenirs ou snacks na lojinha, usarem os toaletes, darem umas voltas de quadriciclo e até mesmo resarem numa mesquita improvisada, enquanto aguardam chegarem os outros veículos da caravana que trazem hóspedes de outros hotéis.

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Ainda estamos em Dubai, mas daqui a pouco entraremos em Sharjah, por que é lá que ficam as melhores dunas e para onde todas as caravanas vão e lá têm suas respectivas bases turísticas no meio do deserto.

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Ao sairmos da base na estrada depois de cuzarmos a divisa os veículos são preparados para a areia, ou seja, seus pneus esvaziados e forma-se uma fila emc aravana para seguir pelo deserto. Entre Dubai e Sharjah atravessa-se a cerca que separa a divisa entre os dois territórios dos emirados e ali, pouco amis adiante, começa o ralie pelas areias: são cerca de vinte minutos de uma guiada radical e veloz, com manobras que a gente percebe serem bem pensadas mas que por vezes nos faz pensar que o carro rolará duna abaixo, muita emoção (todos de cinto de segurança e segurando-se).

Depois de um bom tempo nesse sobe-desce e sacode pelas dunas, paramos numa delas mais alta e observamos as manobras radicais de outros jipes, um bom momento para fotografias, quase ao Pôr-do-Sol, e também para sentirmos pela primeira vez o deserto. Essa foi a hora que mais gostei de todo o passeio, porque temos um tempo para caminharmos um pouco e sentirmos a verdadeira dimensão do desetto, o silêncio, o calor, a areia finíssima que invariavelmente encherá nossos sapatos e a beleza do contraste entre o ocre dourado e o azul do céu, sob um ainda sufocante calor, mesmo que não mais sob um escaldante sol.

Nessa altura já se podia ver ao longe nosso “camp” e logo nos dirigimos a ele. Lá chegando percebi o grande alívio de minha mulher e do árabe, que discretamente cada um procurando seu “cantinho atrás das dunas” tentavam “colocar pra fora” o que havia no estômago.

O “camp” é uma construção rústica de gravetos, uma espécie de “vila” no meio do desrto, onde instalam-se no centro o lugar para a arpesentação das dançarinas de dança do ventre, algumas mesas baixas onde as pessoas sentam-se no chão sobre tapetes orientais e algumas cabanas cobertas no perímetro dessa arena, onde podem-se sentar grupos maiores de pessoas.

Durante toda nossa permanência em Dubai não vimos nem ouvimos brasileiros, mas nesse momento em que chegamos ao “camp” ouvi vozes de um homem e uma mulher brasileiros, um simpático jovem casal de paulistanos, com quem ficamos o resto do passeio e com quem trocamos boas conversar e endereços eletrônicos.

Boa parte dos passageiros mal comeu, devido à indisposição. A comida é tipicamente árabe, com grelhados e cozidos, variedades para vegetarianos, inclusive saladas, queijos e frutas. Há banheiros bem rústicos mas providenciais que mais parecem uma sauna seca e logo ao escurecer começa o show de belly dance. Cerca de 9 da noite retornamos para Dubai pela mesma estrada no meio do deserto e o saldo final foi muito positivo!

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Dicas para o Safari

Idades: Safaris não são recomendados para crianças menores de 5 anos e para grávidas.

Roupa: roupas leves, um casaco leve para a noite, boné, tênis ou sapatos bem leves e rústicos, calças mais folgadas e confortáveis, protetor solar, óculos de sol, toalhas refrescantes. Para os homens e mulheres eu recomendo calças safari, de tecido leve e com vários bolsos.

Para as mulheres, ou camiseta de malha ou blusas de algodão largas de manga comprida, tipo bata. Uma mini-necessaire com sabonete desses de hotel, pasta e escova de dentes. Câmeras: baterias extras, uma bolsa ou case apropriado e paninhos para limpar lentes.


Objetos pessoais: é possível levar um cooler pequeno (desses de plástico maleável tipo bolsa térmica) com água mineral e alguma fruta ou yogurt.

Recomendo uma mochila leve com objetos pessoais e eventualmente papel higiênico, lenço de papel

ou mesmo guardanapos de papel, especialmente para as mulheres.

Alguns remédios de uso pessoal, especialmente contra enjôo.

 

Preço: um safari de meio dia custa cerca de 60 dólares por pessoa


Vídeos no You Tube:

http://youtube.com/watch?v=VVmSjX9dne8&mode=related&search =

http://youtube.com/watch?v=tS4nADP2L28 http://youtube.com/watch?v=qoOizlo88Xo

Reader Comments (23)

Este deu vontade de fazer... Eu fiz um no Marrocos,mas era bem mais primitivo, de camelo mesmo!

Por sinal, acho que voce vai virar a referencia em Dubai para brasileiros, agora que vão começar os voos da Emirates.
19:02 | Unregistered CommenterErnesto
ERNESTO, eu tenho muita vontade de fazer um passeio em jipes 4X4 no Marrocos. De camelo não vai dar pra mim, porque minha primeira e única experiência em cima de um camelo foi terrível, um belo tombo.
Muito boa a matéria, parabéns e um abraço!
9:25 | Unregistered CommenterArthur
Arnaldo, falei no VnV e escrevo de novo aqui: sempre acompanhei seus relatos e suas fotos maravilhosas, mas desta vez você está se superando!
Como disse o Ernesto, vai virar referência para todo mundo que se empolgou com os novos vôos para os Emirados. Pede uma comissãozinha para a Emirates! rsrsrs
Que espetáculo!!!!! Que cores tem esse deserto!!!! Espetacular!!! Curti demais!!!

Mais, mais, mais. Viciamos...
ARTHUR, valeu!, obrigado.

MARI CAMPOS, assim eu fico encabulado...(mas adorei a idéia de ganhar um tico-tico com a Emirates!)

GIRA, mais deserto??!! Caramba, não vai dar não!
Arnaldo, o deserto caiu de amores com a sua máquina fotográfica :-)
Difícil escolher uma só foto...está tudo fantástico!
Eu já tinha lido sobre o Rub al Khali na NG e me lembro que, pela revista, esse era considerado um dos desertos mais inóspitos do mundo, e um dos maiores. Hoje pude ver que não é tão inóspito assim...pelo menos a região mais próxima de Dubai.
Obrigada pelo post, me fez viajar...
13:26 | Unregistered CommenterEmília
F-A-N-T-A-S-T-I-C-O!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estas fotos estao demais...Esta dos camelos com a rodovia eh a melhor pra mim...
Qual a maquina que vc sua? To querendo comprar uma digital semi-profissional...Qual a sua sugestao?
Um abracao
15:41 | Unregistered CommenterClaudio
Valeu Arnaldo!!!!!!!!!!!! Jah salvei nos favoritos...
Um abracao
1:37 | Unregistered CommenterClaudio
Woaaaaaaaah as fotos estão LINDAS. :)

Arnaldo, uma cousa que eu descobri ontem com uma amiga que trabalha na Emirates: você sabia que os locais podme te dar voz de prisão? :|

Logo, um conselho pras meninas que já receberam elogios ou propostas de casamento dos locais: não sejam grossas, sejam diplomáticas. Ou numa grosseria tudo vira um misunderstanding com a polícia hello xilindró. :| Até contactar Embaixada...

Mas parabéns pelos posts cada vez melhores e as fotos MARAVILHOSAS

Bauze ya habibi
Essa é NOVIDADE, de fatoeu não sabia! Grato pela visita, informações e pelo comentário.
Arnaldo... que experiencia, que lugar fantastico, cada foto LINDA e esse deserto, fiquei com MUITA vontade de fazer esse passeio, DEMAIS!!!! Deve ser uma aventura e tanto, nem sei mais o que dizer, estou aqui com os olhinhos brilhando, otimo voce compartilhar conosco.

:)
11:34 | Unregistered CommenterPatsy
Muito obrigado, PATSY, pelo comentário e visitas! Aguarde, daqui a uns dias vem ISTAMBUL!
Arnaldo,
Sus fotografías son de 20 sobre 10.
Me gustan, me gustan y no me canso de decirlo.

Eu estuve en Marruecos y Argelia en el desierto. Al principio me gustó, pero luego me cansaba.
Lo encontraba incómodo. La arena se metía por todas las partes del cuerpo.

Me gustaron mucho las ruinas romanas, casi intactas del norte de Argelia. Ahora no sé cómo estarán.
Ate logo.
11:45 | Unregistered CommenterCarmen
Muito legal! O melhor é que realmente parece que estamos viajando com você!

um abraço
0:45 | Unregistered CommenterRodrigo
Oi, Esse passeio inclui o por do sol? dizem que é um dos mais bonitos!
O seu passei foi o dia inteiro? estou reservando esse passei, mas não para odia inteiro, vou ficar somente 2dias.
Muito bom o seu blog
2:46 | Unregistered CommenterNicolly
Nicolly, parece que vc não leu o texto. TUDO o que vc pergunta está descrito nele!

Caro Arnaldo .
O passeio de camelo de quadriciclo e de jipão estão incluidos no mesmo pacote do safari ? alem do ingles é possivel encontrar pessoas que falam espanhol nos hotéis ou nas agencias do Safari.
abraços,parabéns pelo blog ,muito bom.

2:34 | Unregistered CommenterRicardo

RICARDO, os passeios de camelo e quadriciclo NÃO estão incuídos. São pagos a parte, mas é baratinho. Acho difícil encontrar qgente que fale espanhol, mas se quiser te indico uma guia brasileira em Dubai. Com carro e toda a programação e apoio que vc precisar.

8:07 | Unregistered CommenterArnaldo

RICARDO, transcrevo o que a Solange Barros esreveu [pra mim. Entre em contato com ela, em meu nome (Arnaldo, do Fatos e Fotos de Viagens).

"Solange Barros" solangebarros@globo.com

Ela tem um esquema de trabalho que é flexível e que depende de quantas pessoas estejam incluídas, o que melhora o custo e benefício. Ela tem um carro para 7 pessoas (incluindo o motorista), sendo que dois são menos confortaveis todos os lugares com cinto de segurança.(Pagero Full)

Valores:

-Por hora de acompanhamento...................Dhs 100,00 (cotação U$ 3.65), esta cotação é estável.
-Caso queira usar meu carro e não o taxi.....Dhs 2,00 ( por kilometro) (pagero full com 6 lugares + dois lugares alternativo).
-Dia livre em Shopping, eu deixo e busco em horário marcado cobrando a mesma taxa por kilometragem e meu tempo de percurso.
-Acompanhar em horários de refeição em restaurantes, café etc. eu pago metade do custo do que eu consumir.( sou magrinha e como bem pouquinho!!!)
-Grande distância por exemplo Abu Dabi, capital dos Emirados eu faço um pacote diferente: mantenho os 2 dhs por kilometro e no acompanhamento dou desconto de 50%.
-combino, caso o horário seja possível, uma tarde com um café em minha casa para descontrair e tornar a relação mais informal. (este ítem fica a critério do cliente) e criar um vinculo mais brasileiro de ser. Até porque acho que é turismo saber como vivemos em Dubai, onde moramos e mais ou menos como funciona a rotina dos estrangeiros que são mairia aqui. Os locais são só 11% os outros somos nós tocando esta cidade. Detalhe importante é que a maioria embutida nestes 89% são a mão de obra operária (construção).
Estou aberta a sugestões. E caso necessário o Inglês tenho uma parceira, brasileira porém professôra de inglês que também mora em Dubai nas mesmas condições que eu (marido piloto da Emirates).

Meu trabalho no Brasil em nada se relacionava a guia de turismo, mas sempre envolvida com o público em geral. Tenho um filho de 13 anos morando e estudando em Dubai e outro casado morando no Brasil.
Cursei faculdade de direito, arte dramática, corretagem de imóveis, administrei várias lojas de shopping e fui empresária também na área de comércio.

Envio em anexo uma foto minha com meus dois filhos e minha nora. Eduardo, Denise e o caçula Pedro.
Estarei chegando ao Brasil (Rio de Janeiro) 21 de julho à noite e retornarei em 10 de agosto. Assim visito o filho e amigos e aproveito para fugir da mais alta temperatura de Dubai.
Abraços.
Solange

e-mail-solangebarros@globo.com
celular- +971-050-2455765
residência- 9714-3445268

8:19 | Unregistered CommenterArnaldo

Parabéns pelo blog! Os posts sobre Dubai formam um "guia completo"!
Muito obrigada por todas as dicas emirescas :)
Abraços

23:56 | Unregistered CommenterDan

Gostaria de publicar sua materia no jornal Mais Off-Road, é um jornal segmentado para veiculos 4x4,

abraços

Ronaldo Amancio
Jornal Mais Off-Road
www.maisoffroad.com
jornal@maisoffroad.com

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