CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quarta-feira
Set122007

Turquia: Istambul - A Mesquita Azul, do Sultão Ahmet I

              

            ELA IMPERA, MAJESTOSA!   Seu nome oficial é Sultan Ahmet Camii.   Solene, parece desafiar a magnitude da Santa Sofia.   Ali, frente à frente, ambas afrontam-se disputando o olhar dos turistas.  Desconhecem que não é preciso.  Sobram olhares e admiração ao conjunto. 

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                               Clique nas fotos acima para vê-las em tamanho grande

            NÃO há limites para a admiração: ambas se completam.  Mal sabem que uma seria menos se não fosse a outra. E o que, afinal, é tão azul na Mesquita Azul que não é azul?

 

           A MESQUITA Azul foi uma resposta do Sultão Ahmet I - 1000 anos depois - ao Imperador Justiniano e sua Hagia Sophia. Considerada uma das mais bonitas mesquitas do mundo, é a única a ter 6 minaretes.  De fora ela impressiona, mas você não tem idéia do que o espera ao conhecê-a por dentro. A luz natural entra pelas 260 janelas de suas 36 cúpulas. A luz natural ilumina os mais de 20 mil azulejos de Izmir que decoram suas colunas e arcos. Como a maioria das mesquitas, ela tinha sua própria Medersa (escola  religiosa que ensinava o Corão).

 

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A única mesquita da Turquia com seis minaretes

          TODOS os olhares contemplam - em respeitosa, silenciosa admiração -  as duas obras mais emblemáticas, enigmáticas, majestosas de Istambul.  Como se não bastassem, por si, em suas próprias, singulares belezas, há centenas de anos estão ali, concorrendo em magnitude, uma olhando pra outra, despertando admiração e contemplação.

 

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Tapetes turcos forram todo o chão do interior da Mesquita Azul

         

          ANTES de a Mesquita Azul ser construída, a Santa Sofia dominava o horizonte.  Mas o desejo do Sultão Ahmet I, que em 1.606 mandou construir uma mesquita, pensou em algo maior, mais imponente e mais impressionante do que a Igreja de Santa Sofia. E conseguiu.  A Mesquita Azul impera. Disputa, mas impera. Vários palacetes e construções foram demolidas para darem lugar à nova obra

 

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A única mesquita com seis minaretes de toda a Turquia

 

 

 

         

           AS cúpulas de diferentes tamanhos, projetadas e construídas em cascata, umas sobre as outras, são emolduradas pelas mais imponentes torres de Istambul, os minaretes da Mesquita Azul.

Assista a dois vídeos da Mesquita Azul

1- Panorama da Mesquita Azul e 2- Chamada para a Oração

(clique no Menú de Vídeos)

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A entrada e o interior da mesquita em três momentos  

 

 

         

           A Mesquita Azul não é apenas bela, é imponente.  E tampouco é azul.  Ao menos externamente. Mas, então, o que é tão azul na Mesquita Azul?  A mesquita foi construída e projetada por um dos discípulos do arquiteto Sinán e o que dá seu nome são os belíssimos mosaicos cerâmicos de Izmir, azuis em diversos tons, que decoram com sutileza e discreção, mas perceptível beleza, o interior da mesquita.

 

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          O tom azul predomina, mas discretamente, ou seja, predomina, mas não domina. Impõe-se, com equilíbrio e discreção, entre as outras cores.


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Sultanahmet Camii, ou Mesquita do Sultão Ahmet

 

          SINÁM Ibn Abdulmennan, ou Mimar Sinán (em turco, "Arquiteto Sinán"), ou simplesmente Koca Sinán ("o Grande Sinán"), foi aquele que arquiteto caiu nas graças do Sultão. Etudou no Palácio Topkapi, projetou-se e foi nomeado chefe dos arquitetos imperiais por 50 anos. Sinám, por si só, é um patrimônio turco. Mas a obra ficou a cargo de um de seus discípulos, o arquiteto construtor otomano Sedefkâr Mehmet Aga, que a construiu entre 1.603 e 1.617.

 

 

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As cúpulas da Mesquita Azul

          

          SUAS inúmeras obras excederam em importância a arquitetura turca. Ele revolucionou a concepção estética do Islã. Esqueça o “azul”, ele é o que menos importa nessa belíssimo exemplo de arquitetura e ornamentação islâmicas otomanas em Istambul.  

 

 

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  Os tons azuis dos azulejos de Izmir dão nome à mesquita

          EXTERNAMENTE, sua majestade a Mesquita Azul impressiona por suas cúpulas e pelos seis esguios minaretes que a distiguem de outras mesquitas no mundo, não apenas na Turquia e Istambul, que normalmente possuem no mínimo uma, no máximo quatro minaretes.


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Os tons azuis predominam sobre os demais. Aqui, a cúpula revestida em azulejos cerêmicos de Izmir

 

 

          

          ALÉM de templo de oração para os muçulmanos, uma mesquita é talvez o símbolo máximo do islã. Nela, como em qualquer templo de oração de qualquer outra religião, seus seguidores oram e agradecem às bençãos e graças recebidas.

 

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Sobre tapetes, virados para Meca

          A palavra salat deriva de salla que significa "santificar". Salat é a oração. Assim, o segundo pilar consiste na santificação e glorificação de Deus através da prática da oração, que deve ser efetuada cinco vezes por dia em períodos definidos. Esses períodos não correspondem a horas, mas a etapas do curso do Sol.

 

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De qualquer lugar de Sultanahmet a Mesquita Azul domina a paisagem

        

          A primeira oração deve ser realizada antes do sol nascer (fajr), a segunda ao meio-dia (zuhr), a terceira no momento médio entre o meio-dia e o pôr-do-sol (asr), a quarta ao pôr-do-sol (maghrib) e a última entre o pôr-do-sol e a meia-noite (isha).

 

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  Os minaretes em dois tempos e uma das entradas para o pátio da mesquita

 

 

 

 

         

          A oração pode ser efetuada individual ou coletivamente em qualquer local, desde que este esteja asseado. O fiel deve também ter o seu corpo e as suas roupas limpas.

 

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Minaretes e cúpulas em profusão: marca registrada da Mesquita do Sultão Ahmet

         

          A oração é precedida de abluções, ou wudu, que consistem em lavar as mãos, os antebraços, a boca, as narinas, a face, em passar água pelas orelhas, pela nuca, pelo cabelo e pelos pés. Se um muçulmano se encontrar numa área sem água ou numa área onde o uso da água contaminada, pode substituir as abluções pelo uso simbólico de areia ou terra (tayammum). A oração abre-se com a orientação do fiel na direção de Meca (qibla).


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A imponência exterior se repete no interior

 

           ABLUÇÃO (do latim ablutio, "lavagem") é um rito presente em muitas religiões, muito especialmente nas religiões primitivas, no judaísmo e no Islã. A ablução é um rito de purificação, com símbolos, atos e significados variados. As abluções rituais primitivas nasceram das purificações necessárias após a contaminação proveniente do contato com os cadáveres, das relações sexuais, do parto, da menstruação, etc. Em outras situações relacionam-se a ritos de preparação para o sacrifício. As abluções são feitas com água, areia ou sangue.

 

 

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          OS minaretes da Mesquita Azul dominam sua aparência externa, emolduram suas cúpulas. Os minaretes são as torres de uma mesquita onde os muezin anunciam as cinco chamadas diárias à oração. Nos tempos do profeta Maomé as chamadas às orações eram feitas do ponto mais alto que houvesse próximo a uma mesquita.

 

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Os tons de azul equilibram-se com os de vermelho. Estilo otomano nos azulejos de Izmir

         

          Oitenta anos após a morte de Maomé surgiram os primeiras minaretes com mais de 50 metros de altura, quando a religião muçulmana se expandiu pelo Oriente Médio e devido à influência da arquitetura bizantina com as suas igrejas com torres.

 

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Os minaretes com alto-falantes

         

          O muezim (Mu‘adhdhin) é o encarregado de anunciar em voz alta, do alto dos minaretes o momento das cinco preces diárias. Ele não é uma pessoa sagrada, mas um servidor da mesquita e sua função pode ser exercida por qualquer pessoa. Hoje em dia, o muezim fala por alto-falantes ou, em alguns casos, uma gravação.


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Allah hu Akbar, grita um muezin dos tempos atuais chamando os muçulmanos para orar 

 

         

Assiata a um vídeo com a Chamada para a Oração

(clique no Menú de Vídeos ou no linka abaixo)

 http://www.youtube.com/watch?v=0yTwTN5xUmw

 

MAPA de localização da Mesquita Azul em Sultanahmet

http://www.istanbulhotelreservations.com/istanbul/mosques/maps/sultanahmet/5-4.gif

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          O chamamento consiste em proferir a frase Allah hu Akbar (Alá é grande), seguida da chahada, a "profissão de fé" islâmica através da qual se atesta que "não há outro Deus para além de Alá e Muhammad é o seu profeta". Esse chamamento (adhan) é entoado de forma melodiosa, sendo necessário que as palavras sejam bem pronunciadas. Trata-se de um momento de forte impacto e belíssimo para um ocidental. Ë bonito de ouvir, emociona.

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Um muezin à moda antiga 
 

            TODAS as orações devem ser voltadas para Meca e realizadas seguindo um ritual. As mesquitas possuem, geralmente, uma torre ou minarete, cuja altura superior às casas que a rodeiam tem a função prática de fazer chegar mais facilmente aos fiéis a voz do muezim que os chama para as cinco orações diárias. Às vezes, numa ou outra oportunidade, os minaretes assumiram também uma função simbólico-política, como a de afirmação da superioridade do islã sobre as outras religiões.

            

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   Os minaretes, as cúpulas em cascata e a cozinha dos pobres

 

          EM algumas mesquitas os muezins aproveitam esse momento para alongar suas orações, o que é contrária à tradição muçulmana em países islâmicos mais rigorosos, os quais condenam essa prática.  Em Dubai percebi isso, em Istambul, não. No Egito, por exemplo, o uso dos alto-falantes está limitado a dois minutos e é proibido na primeira oração do dia.


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   O Mihrab e o Mimbar

 

          O magnífico exterior não desmerece o suntuoso interior. A Mesquita Azul, ou Mesquita de Sultão Ahmet, na verdade é toda um exemplo soberbo de harmonia, proporção e elegância em estilo clássico otomano. Os Otomanos desenvolveram a sua própria arquitetura para as mesquitas, dotando-as de grandes cúpulas centrais, vários minaretes e fachadas abertas.

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As paredes internas revestidas em azulejos de Izmir

          O estilo otomano incluía colunas trabalhadas e tetos altos no interior, incluindo formas que cruzavam com elementos tradicionais de uma mesquita, como o mihrab, por exemplo.

 

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 O Mihrab e o Mimbar

 

 

          AS cúpulas de uma mesquita têm a finalidade de representar o universo visto por Deus, e o tamanho das cúpulas aumentou ao longo do tempo, passando de uma pequena área do teto perto do mihrab, para tornar-se forma dominante que ocupa todo o teto do salão das orações.

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Uma das portas de entrada da mesquita, em forma de Mirhab

 

 

          O salão das orações, ou musalla, não possui mobiliário, ou as cadeiras e bancos das igrejas católicas, de maneira a permitir maior número de fiéis. No interior de uma mesquita não há imagens de pessoas, animais ou figuras religiosas, porque o islã considera que o muçulmano deve concentrar seu respeito e adoração apenas a  Deus.

 

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As mulheres oram em lugares reservados
  
           DO lado oposto à entrada para o salão de orações encontra-se o qibla, uma espécie de muro que deve estar posicionado numa linha perpendicular à cidade de Meca. Os fiéis rezam em filas paralelas à qibla e assim ficam virados em direção a Meca. Em geral no centro deste muro está o mirhab, um nicho em geral ricamente decorado, de onde o imam,  o religioso, faz o sermão (khutba). Nas sextas-feiras o sermão é dado de um púlpito de madeira ou mármore, chamado minbar, que fica perto do mirhab.

           

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Nas mesquitas não há representação de imagens, apenas versos do Corão


          NAS sextas-feiras a comunidade islâmica se reúne na mesquita ao meio-dia, para a oração, como de costume, mas em seguida a esta, realiza-se o khutbah, um discurso que não é um simples sermão religioso, mas que aborda questões sociais, políticas, morais e tudo o que interesse à comunidade islâmica.

 

 

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O lugar onde as mulheres rezam


           A lei islâmica (charia) estabelece que homens e as mulheres devem ocupar posições separadas no salão das orações. As as mulheres devem ficar atrás dos homens e as mesquitas determinam como local reservado às mulheres um quarto separado ou uma área atrás de uma cortina, onde elas não podem ver o imam.

 

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Ablução

 

          É errado pensarmos que as mesquitas sejam apenas um templo como as igrejas cristãs, ou seja, um edifício dedicado apenas ao culto de Deus. Na realidade a mesquita é a construção mais complexa do mundo islâmico, que contém grandes pátios foram construídas com também uma finalidade de serviço público, ou seja, nelas havia, alé do templo de oração, prédios para escola de teologia, sauna turca, cozinha que fornecia sopa aos pobres e lojas que geravam recursos para o auto-sustento.

 

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O local de Ablução, fora das mesquitas
  
          A mesquita foi revestida com azulejos azuis e belos e ricos vitrais no mesmo tom. Como se sabe, não há figuras no interior da Mesquita pois os muçulmanos não cultuam imagens. Ao entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos e cobrir o corpo no caso de homens e mulheres estarem de short, minissaia, bermudas, camisetas sem mangas ou decotes.

 

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NA entrada de cada uma funcionários da Mesquita fornecem uma espécie de canga para cobrir as pernas e um lenço para cobrir os ombros. Saco plásticos são dados para se carregarem os sapatos quando não houver uma prateleira para guardá-los enquanto se faz a visita ao o interior das mesquitas.

 

Enclosure

Reader Comments (34)

Arnaldo, o que são esses azulejos e essa cúpula azul e dourada? E a porta de entrada 'mirhab'? E a visão total da mesquita?
Que coisa...estou espantada.
Outra foto de que gostei muito é aquela do salão central vazio, só com os tapetes e o candelabro...lindo.
15:07 | Unregistered CommenterEmília
EMÍLIA, é realmente tocante e impressionante conhecer esta mesquita por dentro e por fora. Esse salão todo atapetado é o local onde os muçulmanos oram 5 vezes ao dia.
Quando fui, fomos tambem a uma mesquita não turistica e assiti e segui um serviço religioso inteiro. Apesar de nao entender as rezas, fiquei comovido com a fé. Foi um dos lugares que me marcou, assim como o Rio Jordão em Israel, o muro das lamentações em Jerusalem, Santiago de Compostela, e porque não dizer Aparecida do Norte.
22:54 | Unregistered CommenterErnesto
ERNESTO, uma das coisas mais marcantes que já vivi em viagens foi ter presenciado e ouvido os chamados para as orações, várias vezes ao dia, em Istambul. Em Dubia, também, mas Istambul tem uma mesquita em cada "esquina" e do hotel ouvíamos aquele canto lindo e emocionante, tocante, que nos levava a ficar silenciosos...
Eu entendo o que vocês querem dizer...senti isso em Santiago de Compostela e bastante em Aparecida também. Acho muito tocante, principalmente as faces das pessoas que você observa nesses lugares.
Eu imagino que as mulheres não possam entrar no salão principal da mesquita...
9:46 | Unregistered CommenterEmília
EMÍLIA, é inaceitável, do meu ponto-de-vista, qualquer discriminação contra a mulher, seja ela qual for, mas especialmente esta.

Mulheres não podem compartilhar com os homens numa mesquita, lado a lado, as orações. Eu li os motivos e não me cabe questionar, sequer argumentar, porque tradição, cultura, religião e costumes devem ser amplamente respeitados.

É tudo muito complexo para nós, superficialmente, avaliarmos.

Tô com mais vontade ainda de fazer essa viagem em 2008! O relato é incrível e as fotos estão emocionantes. Parabéns!
Simplesmente magnífico!!!
11:23 | Unregistered CommenterWorld Soul
MARI CAMPOS, tenho certeza de que você gostará bastante de Istambul, mas não deve deixar de ir a outras regiões turísticas da Turquia (que eu não fui, exceto a Éfesos). Ainda haverá outras matérias sobre o Palácio Topkapi, outras mesquitas, a Cisterna da Basílica, um passeio pelo Estreito de Bósforo e Corno de Ouro...
Obrigado, 'World Soul', bom ver você por aqui!
Parabéns pela reportagem, pelas fotos, por tudo! Obrigada por compartilhar conosco coisas tão belas...

Yara
13:36 | Unregistered CommenterYara
Arnaldo,
É um post muito bonito, interesante e didáctico.

14:06 | Unregistered CommenterCarmen
Arnaldo, lindo post!
Gostaria de perguntar algumas coisas...
Para visitar "turisticamente" a mesquita, os casais podem entrar juntos? É permitido ficar no templo durante as orações? Como devemos nos comportar se estamos passeando por lá e começa um horário de oração, com os fiéis ajoelhados, etc? Se fosse eu, sairia de fininho, pois se não entendo e não comungo da fé, acho que posso atrapalhar...
15:57 | Unregistered CommenterJurema
Arnaldo, parabéns, muito bom o texto e as fotos, como sempre. Parece que a mesquita tem seis minaretes, e não 4, como de regra, devido a um mal-entendido na comunicação entre o sultão e o arquiteto...
18:29 | Unregistered CommenterArthur
É exatamente isso, Arthur, o sultão mandou fazer um mionarete de ouro e não seis, mas as aplavras são aprecidas e o arquiteto fez seis!
NÂO é petmitida visitação durante os cultos. Os casais podem entrar juntos e ficam apenas ao redor do salão central. Camionhe naturalmente, como se visitasse qualquer templo!
Lugar muito, mas muito bonito! Fico imaginando como seria sem aqueles candelabros.

Fico sempre muito acanhado quando visito templos. Mesmo tendo cuidado de ser o mais invisível possível sempre acho que estou incomodando alguém que está ali por uma razão muito mais forte do que a minha.

Dá mesmo muita vontade de conhecer a Turquia.
23:32 | Unregistered CommenterRodrigo
Sensacional!!! As fotos estão lindas! Destaque para a foto dos tapetes que combrem a mesquita.

Abraço.
Sim, Rodrigo, o mesmo acontece comigo. tento ser o mais discreto possível. Os candelabros hoje com lâmpadas, eram a óleo!
Arnaldo,
Fiquei curiosa qto as fotos que vc tirou. Como vc tirou a foto deles rezando dentro da Mesquita Azul se nao é perimitida a visita durante os cultos?
Da onde vc tirou a foto da Mesquita Azul onde aparecem os 5 minaretes? (Na parte do texto onde vc fala das oraçoes)
Mari, viajei por toda a parte Centro-Oeste da Turquia em Maio. Se quiser dicas, eu posso te ajudar.
15:06 | Unregistered CommenterMariana
Mariana, a foto em que há muçulmanos não fui eu quem tirei, porque não é permitido o ingresso de não muçulmanos na hora do culto. Foi de um álbum na Internet que lamentavelmente perdi o endereço pra dar o crédito. Mas vou tentar encontrar. A outra foto é do terraço de um hotel em Sultanahmet. Há inúmeros hotéis em que eles botam terraços onde em geral há o café da manhã.
ARNALDO, estou atrasadinha, mas nao poderia de deixar um comentario e dizer como estou maravilhada, cada foto linda e estou com a Mari Humm quero conhecer sim! Muito interessante e lindo... Abracos
17:35 | Unregistered CommenterPatsy
PATSY, obrogado pela visita e pelos comentários. Continue a acompanhar a matéria sobre Istambul (ainda faltam o Palácio Topkapi, duas mesquitas, um passeio pelo estreito de Bósforo, o lado asiático, a Torre Galata...) para ter mais informações. Mas, desde já, posso lhe assegurar que nós adoramos Istambul. E retornaremos!
Arnaldo, posso imaginar a sensação de ir a um lugar desses e ser ARREBATADO pela música, que vai toamndo conta de cada célula da nossa pele.

A música e a estética são sensacões absolutamente complementares...Muito bom!
18:34 | Unregistered CommenterMeilin
É isso, Meilin. Não conseguiria exprimir com palavras uma sensação tão intensa em tão curto espaço de tempo e com tantos sentidos envolvidos e despertados simultaneamente.

O odor e a humidade relativa do ar eram agradáveis, assim como a temperatura ambiente. A música, discreta, mas presente. A visão, essa era plenamente arrebatada pelo ambiente. Muito curioso o lugar, ainda que nãos eja rico, belíssimo, algo assim. Muito exótico e curioso mesmo...
Sem comentários, Arnaldo, parabéns pelas fotos.
22:02 | Unregistered CommenterPablo
Obrigado, PAULO! COM comentários sim! Visite sempre, e deixe seus comentários, críticas e sugestões!
Parabéns pelas fotos. Uma maravilha.
A antiguidade da Turquia com o bom gosto bizantino emociona.
Quero ir lá.
GOSTARIA QUE ME FORNECESSEM ENDEREÇOS DE MESQUITAS NO RIO DE JANEIRO URGENTE.
ROSANE

Olá Arnaldo...fiquei fascinada, emocionada e entusiasmada para viajar a Turquia!
Se puder me dar alguns toques corriqueiros quanto a viagem, ficarei agradecida, ainda este ano quero ir a Izmir.
Grande abraço,
Synnara

18:10 | Unregistered CommenterSynnara

SYNNARA, por favor, por favor, seja mais específica em relação às suas dúvidas. Relacione, clara e objetivamente, e as enumere aqui que se u souber resppnder, o farei.

Ola, somos do Brasil Rio Grande do Sul, nos fizemos uma maquete da Mesquita Azul, ficamos impressionadas com os detalhes e com a beleza da Mesquita. Impressionante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Amanda, Andriele e Júlia

17:05 | Unregistered CommenterAmanda

Allah seja louvado!

10:03 | Unregistered CommenterThiago

Olá Arnaldo...fiquei fascinada com o seu relato,vou viajar a Turquia com minha família em abril de 2013,se possível por gentileza me indique lugares para visitar.grata!
patricia leite
email:patybrmania@hotmail.com

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