CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quarta-feira
Nov052008

Japão: Kioto, onde guardam as memórias do país

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Os templos, palácios e atrações mais importantes de Kioto

   

              OFICIALMENTE Quioto, ou Kioto, ou, ainda, Kyoto ( 京都市, Kyōto-shi) é uma cidade na província do mesmo nome. Essa cidade foi capital do império do Japão e atualmente é a capital da província de Quioto, a maior cidade da área metropolitana de Osaka-Kobe-Quioto.

  

                ALÉM de centro cultural do Japão, também é reconhecida por sua cozinha, pois ao contrário da região vulcânica de Kanto, o solo rico de Kioto possibilita o cultivo de boa variedade de legumes e verduras e os vários cursos de água que passam pela cidade proporcionam condições ideais para a pesca.

Kioto: coração e mente do Japão

                 TEMPLOS, templos e mais templos. Há centenas deles. Mas é necessário fazer uma seleção dos que devem ser visitados. Além disso é recomendável estudar um pouco a história do Japão e sua cultura, pois caso vá sem nenhum senso delas seu interesse logo diminuirá, pois é cansativa a visita a tantos templos e santuários.

     

                 EM Kioto encontram-se alguns dos mais famosos templos do Japão: Kiyomizu-dera, um magnifíco templo de madeira erigido numa encosta; Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado; Ginkaku-ji, o Pavilhão Prateado; Heian Jingū, um templo xintoísta dedicado à família imperial; Ryoan-ji, famoso por seu jardim de pedras e o Templo Shunkoin. Os Monumentos Históricos da Antiga Kioto são classificados como patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO e deles fazem parte também os templos Kamo (Kami e Shimo), Kyo-O-Gokokuji (Toji), Kiyomizu-dera, Daigoji, Ninnaji, Saihoji, Tenryuji, Rokuonji (Kinkaku-ji), Jishoji (Ginkaku-ji), Ryoan-ji, Honganji, Kozan-ji e o castelo Nijo. Curiosamente os nativos de Kioto falam um dialeto japonês chamado Kyoto-ben, uma variação do dialeto Kansai falado na parte ocidental do Japão.

               DO Castelo Nijo ao Palácio Imperial e suas centenas de templos, torna-se impossível visitar tudo o que Kioto tem a oferecer numa visita de três dias. Uma estada de cerca de quatro ou cinco dias seria apropriada para curtir a cidade e visitar mais templos e as incontáveis lojas de artesanato, museus, bares, restaurantes e casas de chá.

   

               TODAVIA a principal recomendação é escolher bem a época do ano: Primavera ou Outono. Devido à sua característica geográfica - um vale rodeado por montanhas na região de Kansai -, o Verão tem a reputação de ser muito quente e húmido e o Inverno especialmente frio. Seja na época das cerejeiras em flor, a Primavera, ou em Julho, quando acontece o Festival Gion, ou ainda em Novembro, quando as folhas e as cores do Outono atingem o seu expoente máximo, sempre convém reservar hotel antecipadamente, já que esta é a maior cidade de afluxo de turistas do país.

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O Castelo de Nijo, o Templo do Ryoanji, o Pavilhão de Ouro ( Kinkaku-ji ), o Palácio Imperial,

o Templo do Higashi-hongan-ji, o Centro de Artesanato, o Templo de Heian,

os Templos de Sanjusangen-do e Kiyomizu-dera

Kinkaku-ji

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Torii e Karesansui

UM Torii é u ma linha que separa o sagrado do profano. Um Karesansui , é o jardim Zen no qual não se pisa, se contempla. Um Torii, o portão tradicional japonês que na tradição xintoísta assinala a entrada ou proximidade de um santuário, funciona como o ponto que separa o sagrado do profano na entrada de um templo shintoísta. Um Karesansui, o jardim de pedras japonês, ou jardim Zen, é uma área rasa de areia, cascalho, pedras ou grama.

 

  

                 OS principais elementos de um karesansui são as pedras e a areia, com o mar simbolizado não por água, mas por areia revolvida em desenhos que sugerem ondulações na água. As plantas são secundárias, às vezes inexistentes nos jardins karesansui , quase sempre projetados para serem vistos de uma única perspectiva.

                 UM Torii é formado por dois pilares verticais unidos no topo por uma trave horizontal chamada kasagi, geralmente mais larga que a distância entre os postes. Sob a kasagi há outra trave horizontal, chamada nuki, que une os dois pilares. Em torno desta estrutura básica pode haver muitas variações que dependem do estilo arquitetônico de cada santuário e também de sua divindade principal, saijin.

 

              OS templos podem ter um ou mais Torii, indicando a crescente proximidade do local sagrado. Quando são vários há um maior de todos, chamado ichi no torii, ou o primeiro torii. Os torii podem estar integrados na tamagaki que circunda o santuário. Os mais utilizados são a madeira e a pedra, mas não há restrições de outros materiais. Eles simbolizam claramente a separação, mas também a proximidade, entre o mundo dos homens e o mundo dos kami.

             DENTRE os inúmeros jardins típicos japoneses de Kioto destaca-se o do Templo Ryoanji (Templo do Dragão Pacífico), um local Zen destinado a adoração e meditação, inicialmente construído por volta do ano de 1450. O Templo foi destruído por um incêndio durante a Guerra de Onin e reconstruído em 1486. O jardim de pedras é dessa época, feito para precisamente para que os monges meditassem.

 

   

 

          ESSE jardim não tem árvores, plantas, flores, grama. É um retângulo de cerca de 300 metros quadrados circundado por um muro baixo em três de seus lados, tendo o quarto lado margeado por uma varanda onde fica precisamente o melhor ponto de observação. Como um jardim Zen, seu interior é preenchido por cascalhos brancos, cinco aglomerados de rochas grandes de tamanhos variados que perfazem 15 pedras. O cascalho é feito de pequenos seixos brancos que são cuidadosamente “varridos” todos os dias com ancinhos que formam círculos em torno das rochas e linhas retas e onduladas no vazio entre elas são desenhados.

          TODO o material é arrumado de maneira a que de qualquer ponto o observador possa ver sempre quatorze pedras. A décima quinta sempre fica escondida. Apenas quando uma pessoa chega a alcançar a iluminação, será capaz de visualizar as quinze pedras simultaneamente. É mesmo in confundível a sensação de paz ao se fitar o jardim de Ryoanji.

 

     

                  ALÉM do jardim Saiho-ji, não se pode deixar de visitar os templos Ryoan-ji, Kinkaku-ji e Daitoku-ji.   Ryoan-ji pode ser alcançado pelo ônibus 59 e funciona a aprtir das 8:00 h. Visite-o cedo porque é um dos mais concorridos por visitantes autônomos e de excursões. As 15 rochas posicionadas no jardim retangular, com o cascalho em volta fornam um dos mais importantes exemplos de paisagem Zen do Japão.

 

                PRÓXIMO ao Ryoan-ji fica o Templo Rokuonji, ou Kinkaku-ji, também conhecido como Pavilhão Dourado, considerado um dos mais famosos templos do país. Os segundo e terceiro andares são revestidos externamente em folhas de ouro, dorado que reflete de maneira espetacular nas águas da lagoa de Kyoto-chi. Também relativamente próximo a este fica o Daitoku-ji, um belíssimo mosteiro Zen intimamente ligado à tradição da cerimônia do chá. Vários jardins rodeiam os 22 templos secundários que situam-se ao redor da propriedade, sendo que apenas oito deles estão abertos à visitação pública. O Esse Pavilhão foi reconstruído após um incêndio. Nele há uma casa de chá onde se pode degustar o matcha, chá em pó, e o wagachi, chá doce, servidos numa cerimônia na qual se fazem pedidos. 

         

                  UMA das mais importantes atrações da cidade, o Kinkaku-ji foi construído em 1390, depois da aposentadoria do Shogun Ashikaga Yoshimitsu, este pavilhão dourado em cujo topo há um fênix de bronze. O templo tem um belo lago na frente que, dependendo da hora, do tempo e da luz do dia, proporciona um esplêndido reflexo do templo nas superfície do lago. O shogum vivia neste palácio dourado sem nenhuma vergonha de ostentar luxo enquanto o povo vivia sob a desgraçad a fomo, terremotos e pragas na época. Se tiver sorte de pegar um dia desses o pavilhão brilhará especialmente com a luz do sol, o céu azul e o reflexo na água, caso não esteja ventando.

         

            A maior e mais triste curiosidade seobre este templo é que um estudante com distúrbios mentais ateou fogo no primeiro andar em 1950. Em 1955 foi restaurado e em 1987 novamente recoberto com folhas de ouro, em uma camada cinco vezes mais espessa do que a original. O pavilhão não pode ser visitado, apenas observado e admirado, por motivos óbvios. Mas não deixe de passear pelas redondezas do belo parque que rodeia o parque gramado e arborizado, ajardinado e com casas de chá.

          

Kiyomizu-dera

Kiyomizu-dera é um conjunto de templos em madeira que começou a ser construído no ano 778 nas encostas de uma montanha nos arredores de Kioto. O templo principal tem um enorme terraço de madeira que se projeta no vazio, com dezenas de metros de altura. A palavra “kiyomizu” significa água pura: dessas encostas brotam fontes que são canalizadas para os templos, águas das florestas e fontes que rodeiam Kioto. 

                 O Kiyomizu-dera, localizado ao lado da montanha Higashiyama, tem um hall principal fica no topo de um palanque em madeira que proporciona maravilhosa vista aérea de Kioto. Os edifícios foram reconstruídos entre 1631 e 1633 durante o shogunato de Iemitsu Tokugawa, e o templo foi fundado em 780, Sakanoueno Tamuramaro, famoso chefe militar da Era Heian. É mais antigo que a própria cidade. Kiyomizu-dera pode ser considerado o templo mais importante da cidade. O Templo Kiyomizu-dera fica sobre uma colina e suspenso sobre imensos pilares, cuja curiosidade espantosa é o fato de não haver um só prego ou parafuso na estrutura de madeira que suporta o templo. A área do templo Kiyomizu é especialmente bonita no outono e na primavera. Não há como fugir da mulktidão de turistas tanto quanto não há como não maravilhar-se com a vista que se tem dele.

 

 

                  Quando se atravessa o tori deixa-se os desejos mundanos e entra-se na área sagrada do templo e logo depois pelos Koma-Inu , os dois animais imaginários em forma de cães, são os defensores dos templos, sempre em posições iguais, ou seja, o da direita abrindo a boca e o da esquerda, fechando. Mas os do templo de Kiyomizu estão ambos abrindo a boca, e a explicação para isso é a de que estão dando as boas vindas aos visitantes que subiram a longa ladeira e as escadas até a entrada do templo.

                DESCENDO de Kiyomizu-dera dirija-se às ruas Sannenzaka e Ninenzaka, repletas de edifícios antigos e lojas de artigos de porcelana e lembranças de Kioto. Siga em direção a Yasaka Jinja, próxima ao bairro de Gion, e siga pela rua Shijo-dori até chegar a Ichiriki-tei, uma histórica casa de chá com as paredes pintadas de vermelho. Não é possível entrar neste edifício porque apenas alguns clientes privilegiados podem se sentar numa das divisões tatami do estabelecimento onde as geishas entretêm os convidados.

 

               Templo Sanjusangen-do

              O Templo Sanjusangen-do é um dos lugares mais impressionantes de Kioto, construído em 1164 para o Imperador Go-Shirakawa, originalmente fundado com o nome de Rengeoin mas foi consumido por um incêndio em 1249 e felizmente reconstruído em 1266. O templo abriga 1001 estátudas de Budas num pavilhão com 120 metros de extensão, o maior do tipo no país, o que faz do conjunto um dos mais impressionantes do mundo. A estátua maior no centro representa a Deusa budista da Misericórdia, ou Deusa dos Mil Braços, ainda que atualmente ela tenha apenas 40! O nome oficial deste templo é Rengeo-in, popularmente conhecido como Sanjusangen-do por caisa de suas 1001 estátuas. De fato este templo é uma das visitas mais marcantes de Kioto. Suas 1001 estátuas de madeira em tamanho natural, dispostas em fileiras, esculpidas por Tankei, um famoso artesão do período Kamakura, formam um conjunto precioso. Infelizmente não é permitido fotografar o interior do templo.

               O Nijō-jō ou castelo de Nijō ( 二条城 , ) foi construído pelo Shogun Tokugawa Ieyasu em 1603. Sua planta é constituída por dois círculos concêntricos de fortificações contendo dois palácios, o Palácio Ni no Maru e o Palácio Honmaru, diversos edifícios de apoio e vários jardins. Fica numa área total de 275 000 m2 da qual 8 000 m2 de construções. Visita-se apenas um deles, o Palácio Ni no Maru, além de seus belíssimos jardins. Os shoguns Tokugawa dominaram o Japão do final do século XVI até 1868, quando o imperador da dinastia Meiji tomou o poder.

               O castelo mais se parece com uma fortaleza em cujo interior ficam os dois palácios - um para audiências oficiais e outro para residência da familia Tokugawa. Uma das curiosidades do palácio destinado às audiências é o seu assoalho de madeira, chamado de “assoalho do rouxinol”, devido ao som parecido com o do pássaro, executado segundo uma técnica que provoca ruído ao se caminhar sobre ele a fim de que a guarda dos shogun fosse avisada sobre a chegada de alguém. Com o bando de visitantes caminhando descalços por ele, nota-se perfeitamente os sons. Fora do palácio é possível observar por baixo de seus decks o sistema.

   

               O castelo do shogunato Tokugawa contrasta fortemente com os outros castelos do Japão, os quais eram construídos unicamente para defesa. Este é considerado a quintessência da arquitetura Momoyama, executado inteiramente em cipreste japonês, ostentando especialmente uma delicada e especial transição do entalhe na madeira para a pintura da escola de Kano apresentadas nas portas corrediças no interior do palácio. Infelizmente fotos não são permitidas...

               TODAVIA, é possível explorar o interior do Castelo Nijo no edifício principal, o Palácio Ninomaru, com seus 33 quartos para perceber sua elegância, mesmo se compará-lo aos castelos europeus. Todas as portas deslizantes externas podem ser removidas no verão, para que ocorra melhor ventilação do interior. Elas são feitas em madeira e papel de arroz, na mais tradicional japonesa. Tipicamente japonês, os quartos não possuem mobiliário, mas tatames, pois tudo era guardado em closets.

                ALÉM do “piso rouxinol” o castelo foi construído com um fosso ao seu redor e muros de pedras para a proteção do Shogun e os corredores do castelo eram providos de esconderijos onde ficavam os guardas. O shogum, extremamente preocupado com o excesso de segurança, permitia apenas mulheres nos aposentos reais.

                FORA do castelo há um grande jardim projetado por um renomado jardineiro, Kobori Enshu. Todavia, as árvores não são originais da época da construção do castelo, pois o Shogun acreditava que observar as folhas caindo no outono lhe fariam recordar que sua vida estaria terminando. Ironicamente foi do Castelo Nijo que o Imperador Meiji aboliu o shogunato do Japão em 1868.

 

              O Templo Higashi-hongan-ji é o santuário dedicado aos que vivem através dos ensinamentos de Buda. O Templo Higashi Honganji é a maior obra arquitetônica do mundo em madeira e um importante exemplo de estilo arquitetônico japonês da Era Meiji. O Portal do Templo é uma estrutura monumental com um lindo telhado duplo. Sob o telhado superior há um quadro com a inscrição "Santuário Ôtani da Verdadeira Escola da Terra Pura". No espaço entre os dois telhados ficam as imagens do Buda Shakyamuni, do Venerável Ananda e do Bodhisattva Maitreya (Miroku-Bosatsu), reproduzindo a cena da pregação do "Grande Sutra da Vida Imensurável".

               QUANDO se passa pelas grossas colunas que ladeiam o portal chega-se à grandiosa estrutura do Pavilhão do Mestre, com seu telhado duplo que domina todo o nosso campo de visão. O Pavilhão do Mestre tem 64,5m de frente, 46,2m de fundos e 37,4m de altura. Essa construção e o Pavilhão do Grande Buda do Templo Todaiji de Nara são as duas maiores construções de madeira do mundo. No interior do Pavilhão do Templo Todaiji fica a gigantesca estátua de bronze do Buda Rochana, sentado em meditação, com 16m de altura.

 

               O Pavilhão do Mestre tem uma estátua do Venerável Mestre Shinran que mede um metro de altura e fica num relicário que ocupa o "sanctum sanctorum". O restante do espaço é ocupado por uma ampla nave coberta por 699 tatamis com capacidade de 5.500 pessoas sentadas para venerarem o Mestre Shinran, ouvir seus ensinamentos, expressar sua gratidão e aprofundar sua fé. Durante a celebração do Rito de Ação de Graças e do Aniversário de Falecimento do Patriarca Shinran, romeiros vindos de todo o país reúnem-se para venerar e louvar.

              O Pavilhão do Mestre era originalmente chamado "Pavilhão do Ícone Sagrado", mas em 1879 passou a ter o título honorífico de "Kenshin-Daishi" (Grande Mestre que Contempla a Verdade) ao Mestre Shinran. Em 1887 o nome do edifício foi mudado para "Pavilhão do Mestre". As edificações do templo haviam sido destruídas pelo fogo durante o "Incidente do Portão Hamaguri" de 1864. Quem sobe pelas escadarias centrais penetra no vão entre as colunas da varanda e do centro da nave, que é de 13,7m Os suportes das colunas são ricamente decorados e elas foram dispostas de forma a não prejudicar os romeiros em sua circulação e em seus atos devocionais.

               O Grande Portal e o Portal da Grande Nave foram reconstruídos em 1911, na Celebração do Aniversário de 650 Anos de Falecimento do Mestre Shinran com materiais de doados por todo o país. Muitos operários morreram em acidentes ocorridos em montanhas geladas, ao derrubar árvores para a construção. Tais acidentes eram causados pelo rompimento das cordas empregadas para amarrar os troncos. Entretanto, espalhou-se a idéia de que cordas feitas com cabelo humano seriam mais resistentes do que as cordas comuns. As devotas das províncias de Ecchu, Echigo, Echizen, Ugo, Sanuki, Harima e Bungo fizeram uma campanha de corte de cabelos e ofertaram 53 cordas feitas de cabelo humano. A maior delas mede 110m de comprimento e 40cm de diâmetro.

                 ATÉ essa época, o Higashi Honganji havia sido por 3 vezes destruído pelo fogo, nos anos de 1788, 1823 e 1858. Em cada uma dessas ocasiões a reconstrução do Pavilhão do Mestre foi feita nas dimensões atuais. Em 1641, o terreno do Templo Higashi Honganji foi ampliado com a anexação de 40.000 m2 do lado leste. No centro desse terreno foi construído o Palácio Residencial dos Patriarcas, o Tôden (Palácio do Leste, futuro Kikoku-tei). O Pavilhão do Ícone Sagrado foi reconstruído em 1658, sendo então ampliado para 63,5m de frente e 45,2m de fundos. O Pavilhão de Amida foi reconstruído em 1670.

                NO interior do Pavilhão do Mestre, à direita do sanctum sanctorum, está o retrato do Patriarca anterior, à cuja direita está escrito o Sagrado Nome de Seis Letras. À esquerda estão entronizados os retratos de todos os Patriarcas anteriores, o Sagrado Nome de Dez Letras, o Sagrado Nome de Nove Letras e a Biografia Ilustrada do Venerável Mestre Shinran, em 4 rolos que é lida solenemente durante a celebração do Rito de Ação de Graças.

             NO sanctum sanctorum da Nave Principal está entronizada uma estátua do Buda Amida, em pé, atribuída ao escultor An-Ami. À sua direita está um retrato do Príncipe Regente Shôtoku, juntamente com uma placa memorial do Imperador Kameyama. Do lado esquerdo está o retrato do Mestre Hônen, acompanhado pelos retratos dos demais Patriarcas do Budismo da Terra Pura: Nagarjuna, Vasubandhu, Tan-Luan, Tao-Chao, Chan-Tao e Genshin.

Heian Jingū

http://www.heianjingu.or.jp/index_e.html

DO vermelho mais marcante de todos os templos, talvez o maior complexo de Kioto, o Heian Jingu homenageia dois imperadores: Kammu, o responsável pelo estabe­leci­mento da capital de Heian, e Komei, o últi­mo imperador a governar da cidade de Kyoto. O primeiro moveu a capital para Heiankyō, e o último antecedeu o Imperador Meiji, que moveu a capital para Tóquio.

O torii que antecede o portão principal é um dos maiores do Japão, e o edifício principal, ou shaden, foi praticamente uma cópia o Palácio Imperial de Kioto

O Heian Jingū inclui o Jidai Matsuri, um dos três mais importantes festivais de Quioto. A procissão neste festival começa no antigo palácio imperial, carregando mikoshi (templos portáteis) dos imperadores Kanmu e Kōmei para o Heian Jingū.

MAS o enorme espaço aberto cansa qualquer visitante. Apenas o desejo de fotografar esse que é um dos mais fotogênicos de Kioto em fez atravessar seu pátio desde seu portão de acesso, construído em 1895 para comemorar o aniversário de fundação da Cidade de Kioto.

ALGUMAS das estruturas do Heian Jingū, incluindo o Daigoku-den , o Oten-mon, o Soryu-ro, o Byakko-ro e o Ryubi-dan, foram construídos no estilo Chodo-in .

TODO o ambiente do santuário é bastante zen, o que significa ter amplos espaços cobertos com pedras, como o Jardim Shin- em, os dois lagos com flores e um pavilhão em que se pode sentar e relaxar.

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Centro de Artesanato de Kioto - Kyoto Craft Centre - 京都工芸館 Kyoto Kogeikan

271 Gion-cho Kitagawa, Higashiyama-ku, Kyoto-shi, Kyoto-fu 606-0073

TANTO um museu privado que contém cerâmica moderna e porcelana de ceramistas famosos como Rosanjin, Kenkichi Tomimoto, Hazan Itaya e Kanjiro Kawai. O Centro é turístico, mas extremamente interessante para conhecermos técnicas de pintura de cerâmica, apresentadas no lugar por artesãos locais, para comprar lembranças e para comer. É dedicado à arte moderna, contemporânea, não à cerâmica antiga. São dois andares com variada coleção pde peças em cerâmica japonesa, mas também com alguma coisa em termos de tecidos de seda, lenços, jóias, vidro, cestos, entre outros. Funciona de 11 da manhã às 7 da noite, de terça a sexta. É especialmente interessante para comprar lembranças e Yukatas, Kimonos e leques.

 

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Onde ficar em Kioto

A tradição de Kioto também se encontra na hospedagem. Esta é uma das poucas cidades japonesas onde ainda existe grande quantidade de alojamento no estilo tradicional, com os quartos cobertos por tatami, os chamados ryokan, que oferecem ao turista a possibilidade dormirem num autêntico ambiente familiar, com futons, portas de correr shoji, os relaxantes banhos localizados numa divisão ao fundo de um corredor com chão em madeira. O Yuhara Ryokan Inn (188 Kagiyacho, Shomen-agaru, Kiyamachi-dori, Shimogyo-ku) tem quartos para duas pessoas por cerca 80 dólares. O Kinmata Inn (407 Shijo-agaru, Gokomachi, Nakagyo-ku) tem quartos apartir de 190 dólares e é um dos mais luxuosos. Mas se estiver de trem, pense em ficar perto da estação e locomover-se até Gion pelos ônibus do hotel. O New Myako é uma ótima opção, com restaurantes de comida internacional e ocidental e bem defronte à estação.

Mapa da Cidade

http://www.japan-hotel-reservations.net/japan_map/kyoto_japan_map_detail.html

Endereços úteis na Internet – Páginas de Kioto

Kyoto City Tourism & Culture Information System

http://kaiwai.city.kyoto.jp/raku/modules/english/index.php

Kyoto Visitor’s Guide

http://www.kyotoguide.com/

Kyoto Prefecture’s Web Site

http://www.pref.kyoto.jp/visitkyoto/en/

Kyoto Convention Bureau
http://web.kyoto-inet.or.jp/org/hellokcb/

Kyoto City Tourist Association
http://www.kyotojoho.co.jp/english/

Japan National Tourist Organization
http://www.jnto.go.jp/eng/

Kansai Council
http://www.kippo.or.jp/

Kyoto City
http://kaiwai.city.kyoto.jp/raku/modules/english/index.php

Kyoto Official Travel Guide
http://www.kyoto.travel

Última dica sobre Kioto , especialmente para mulheres: Não há papel higiênico nos banheiros.

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Atrações de Tóquio por área – Sugestões de roteiros (em inlgês e espanhol)

http://www.tourism.metro.tokyo.jp/english/tourists/spot/area_intro/index.html

Guia de Tóquio e do Japão

http://www.planettokyo.com/

Reader Comments (3)

Bela lição sobre a arte e a cultura do Japão. Espero um dia poder aproveitar as dicas!

10:46 | Unregistered CommenterEreesto

Arnaldo, sempre venho aqui para uma pausa no trabalho, momento relax, a sensação aqui é de muita paz, a impressão que tenho é que tudo que você faz é com muita calma e tranquilidade, aqui eu não olho, eu aprecio. Áté agora só uma descrição pouco me agradou: uma tourada na Espanha, não teria coragem jamais. Fiquei muito impressionada.

16:21 | Unregistered CommenterRosa BSB

Prezado Arnaldo...acabei de chegar do Japão, onde conheci diversas cidades, inclusive Kyoto. Planejei com 01 ano de antecedência, pois viajei por conta própria. Visitei diversos BLOGS, especialmente o seu, por diversas vezes, para saber um pouco de cada cidade. Confesso que me ajudou muito a decidir as cidades e locais (maioria Templos) que iria visitar. Confesso que se soubesse da complexidade de cada Templo eu teria lido com mais atenção as informações que vc passa aqui. Após retornar, voltei ao seu BLOG para justamente entender várias coisas que nas minhas visitas não foram possíveis. Fui a Kyoto, Hiroshima, Miyajima, Himeji, Osaka, Nara, Tokyo, Hakone (monte Fuji) e Nikko, nesta ordem, em 02 semanas de viagem. Agradeço pela ajuda que obtive em seu BLOG e estou a disposição de quem precisar de mais informações sobre estas cidades. Forte abraço.

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