MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quinta-feira
Fev212008

Egito: Alexandria الإسكندرية  

Introdução:  A perfeição é a meta.

                DIZEM os especialistas que a tentativa de atingir a perfeição é uma limitação psicológica,  simplesmente porque a perfeição não existe. Para definir os obstinados com a perfeição sem fazer com que pareçam seres psicologicamente, digamos...deficientes, outros especialistas chamam de METACOMPETENTES aqueles que buscam - e conseguem -  ir além da sua própria competência.  O prefixo META vem do grego, metá, e significa transcender, ir além.

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Parte da cidade de Alexandria vista do navio pouco antes de atracar. Palácio real ao fundo.

               E o que essa tal de metacompetência tem a ver com um blog de viagens?   Eu explico:  há estreita relação entre a metacompetência e os meus objetivos com este blog, meus ideais de torná-lo metacompetente.   Essa condição de desempenho é tão almejada, me dedico tanto a ela, a ir além da minha própria competência em torná-lo um exemplo de qualidade nesse universo da blogosfera - tarefa para a qual decididamente não me julgo competente -  que me torno um eterno insatisfeito e auto-crítico de todo o seu conteúdo.  Quanto menor for o talento,  maior será a dedicação.

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Placas de carro

               TUDO isso é decorrente do respeito à veracidade e à credibilidade das informações aqui contidas. Assim é que sempre  que publico alguma matéria a "meta" é o que público leitor, responsável pelo sucesso retumbante deste blog. Por favor, não me julgue pretensioso!  Quando olho as estatísticas do blog e verifico que a freqüência foi de cerca de 3.000 a pouco mais 100.000 visitas por mês em um ano e alguns meses -  não há como pensar diferente em termos de aperfeiçoamento, melhorias.  O blog vai melhorando aos poucos, a cada nova matéria. E eu não tenho dúvidas de que todo leitor espera sair daqui mais bem informado do que quando entrou.

"A perfeição é a meta. Ainda que ela não exista. E você a merece!"

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Mesquita Abu Abbas al-Mursi

              EU estava me preparando para inicar o trabalho de escrever a introdução a esta matéria e não conseguia sair daquela fase em que nada parecia estar bom, nada passava pela ‘malha-muito-fina’ de minha auto-crítica.  O que eu escrevia ora aparentava não estar bom o suficiente para ser publicado no FATOS & FOTOS de Viagens, ora não exprimia o que eu de fato tinha em mente transmitir. Escrever para este blog tem sido tão difícil quanto prazeroso.

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Forte Qait Bey

              ESCREVER para cerca de 100 mil visitantes por mês - marca na qual o FATOS & FOTOS de Viagens vem se situando nos últimos meses (ver “Tráfego no Bloghttp://interata.squarespace.com/trfego-no-blog/) - recomenda abordagem madura, séria, responsável, imparcial, não preconceituosa e com alguma profundidade no trato dos assuntos, temas e destinos abordados, ainda que possam ter um olhar crítico e opiniões de gosto pessoal. Com base nesses fundamentos o objetivo deste blog é o leitor identificar credibilidade, encontrar guias confiáveis e sem superficialidades e banalidades, ainda que resumidos.

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Forte Qait Bey

               CONSTITUI-SE verdadeiro atrevimento tentar discorrer sobre lendas egípcias, egiptologia e história do Egito. Reconheço minha mais completa ignorância acerca do tema. E não consigo dissociar história e cultura, de turismo. Especialmente quando escrevo aqui no blog. Não tenho dúvidas também de que algum conhecimento prévio acerca da história, geografia, sociedade e cultura de um destino turístico é a base para a sua melhor compreensão e aproveitamento.

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 Rua Ahmed Orabi, uma das avenidas principais do Centro da Cidade de Alexandria

               NÃO é por menos que em “Objetivos deste Blog” eu discorro sobre tal assunto, que me permito reproduzir aqui, em parte:

              “VIAJAR enriquece o espírito, aprimora a cultura e acentua a educação. Conhecer outros países, cidades e povos amplia para o bem a nossa maneira de enxergar o mundo e compreender as pessoas. Viajando - e sobretudo observando com sensibilidade o que vemos - tornamo-nos mais complacentes, deslimitamos nossos horizontes e atenuamos aquela tendência natural à pretensão e ao preconceito que (quase) todo ser humano carrega consigo.

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Forte Qait Bey

              NÃO há nada melhor do que viajar conhecendo antecipadamente um pouco da cultura, da história e dos costumes dos lugares que visitaremos. É a maneira mais eficaz de potencializarmos os prazeres de uma viagem. Quando as planejamos adequadamente, tudo tende a correr bem e as surpresas revelam-se agradáveis. Todo o nosso tempo é naturalmente dispendido em conhecer, ver, absorver e aproveitar. Já o tempo gasto na resolução de contratempos decorrentes da falta de planejamento, é tempo perdido, desperdiçado. Por isso, costumo dizer que programar uma viagem é quase tão bom e importante quanto vivenciá-la. Arnaldo Interata

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Os típicos táxis bicoloridos e o jardim central de uma avenida

               PORTANTO, não estranhem, leitores, e relevem a superficialidade com que abordarei Alexandria, históricamente uma das cidades mais importantes do Mediterrâneo e que já viveu extremos tanto de esplendor quanto de involução. Uma cidade que levou o nome de Alexandre Magno, seu fundador em 331, não pode ser abordada sem seriedade.

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Pilar de Pompéia e Esfinge - Anfiteatro Romano (Kom El Dekka)
_________________________________________

Alexandria  الإسكندرية

               ESTA cidade sempre desempenhou papel privilegiado na história da humanidade e progrediu além de todas as expectativas, tornando-se uma proeminente metrópole cultural, intelectual e econômica, cujos restos ainda hoje são encontrados em suas ruínas e registros históricos. Foi a famosa capital de Ptolemies e a cena do drama emocionante com Cleópatra, Júlio César, Marco Antônio e Otávio.

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Anfiteatro Romano (Kom El Dekka)

               UMA das inúmeras lendas é a de que no delta do Nilo - exatamente onde foi fundada Alexandria - os deuses egípcios esconderam toda a sua sabedoria, que passou, desde então, a ficar disponível aos homens. Para além das lendas e crenças, o fato é que - favorecida por sua posição geográfica no Mar Mediterrâneo -  Alexandria tornou-se uma cidade comercialmente importante, um dos mais fortes motivos que determinaram seu progresso, o qual motivou tantos outros desenvolvimentos na arte, na cultura, ciência e filosofia. Além de ser uma cidade organizada, com notável infra-estrutura administrativa, financeira e comercial para os padrões da época.

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Anfiteatro Romano (Kom El Dekka)

               ALEXANDRIA esteve sob domínio romano mas foi sob o árabe que ocorreu o primeiro período de conflitos decorrentes de tensões religiosas, conflitos estes que contribuiram fortemente para a destruição de boa parte de seu patrimônio daquela que já foi Capital do Egito e conquistada gregos entre 332 e 32 a. C. Por mais de 700 anos o Egito teve uma das civilizações mais importantes da humanidade e foi sucessivamente invadido por gregos e romanos. Alexandria chegou a ser considerada por centenas de anos a capital cultural do mundo.

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Sarcófago de múmia no Museu de Alexandria

              ATÉ mesmo os franceses andaram por Alexandria, sendo mesmo um território francês de 1830 a 1930 esta cidade que além de ficar às margens do Mediterrâneo também situa-se no delta do Nilo. É a segunda maior cidade do Egito e tem cerca de 3 milhões de habitantes e com um dos maiores portos do Mediterrâneo. Alexandria começou a entrar em decadência durante o século I a.C., quando Roma começou a intervir nos assuntos egípcios e sua última governante ptolomaica era Cleópatra, filha de Ptolomeu XII.

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Detalhes de algumas peças do Museu Nacional de Alexandria

 

"O turismo é uma das mais importantes fontes de receita do país,

tanto quanto a taxa cobrada pela permissão de tráfego de navios no Canal de Suez."

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               ESTA breve visita à cidade ocorreu a partir de seu porto, uma das paradas do excepcional cruzeiro pelo Mediterrâneo com o navio Costa Atlântica – que além de Alexandria, no Egito, foi a Limassol, no Chipre, Marmaris, na Turquia e Santorini e Katakolon, na Crécia, além da Sicília, na Itália - num roteiro de 10 Noites, de 13 a 23 de Outubro de 2007, portos, cidades e lugares que estão sendo mostrados aqui no FATOS & FOTOS de Viagens nesta série de matérias em que Pompéia e Taormina foram os primeiros destinos publicados. 

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Museu Nacional de Alexandria

               O cruzeiro, por si só, foi uma experiência fabulosa em todos os sentidos, irrepreensível em todos os aspectos (da reserva ao desembarque tudo foi absolutamente impecável), com uma frequência excepcional, alto padrão e sem aquilo tudo de péssimo gosto e das experiências anteriores extremamente negativas que tive com cruzeiros pelo Brasil, pela Grécia e às Bahamas. Elegante, classudo, ótima freqüência, bom-gosto.

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O Porto de Alexandria deveria ser exemplo para os portos do Rio de Janeiro e de Santos. Moderno, bonito, impecável.

               O passeio pela cidade começou a partir do belo porto de Alexandria e dirigiu-se ao Museu Nacional de Alexandria. Um ônibus escoltado por um carro e uma moto da polícia egípcia o tempo todo. Será tão perigoso assim o Egito?   Naquele interessante museu estão expostas quarenta mil relíquias de valor incalculável, algumas datadas desde o século III A.C., até outras do século VII d.C. As estátuas de Tanagra são um dos tesouros de valor inestimável que podem ser vistos neste museu, além de múmias e sarcófagos, apetrechos, moedas, utilitários, ferramentas, manuscritos, objetos artísticos e religiosos.. É uma pequena amostra do acervo do Museu do Cairo.

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Alexandria e o Mar Mediterrâneo

              DEPOIS do museu visitamos aquela que considero a melhor atração da cidade - o Anfiteatro Romano - descoberto em escavações realizadas na área de Kom El Dekka, que fica próxima ao Museu Romano. São doze terraços de mármore que formam um semicírculo, planta considerada o única com esta característica no Egito.

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Letreiros de lojas na Rua Abol Kassem El Shabi, no Centro da Cidade de Alexandria 

               EM seguida fomos pela estrada à beira-mar até os Jardins de Montaza, cujas lindas palmeiras formam um cenário bastante típico desta área da África e onde fica Palácio de Verão do Rei Farouk, ex rei do Egito. No caminho de volta para o porto, passamos pelo Forte de Qait Bey, na área onde havia o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo.

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Detalhes de rua

               TAMBÉM visitamos a Mesquita de Abu El Abbas, um dos mais famosos monumentos islâmicos do mundo e que fica nesta cidade dedicada ao patrono dos pescadores e marinheiros – Santo Alexandre.

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Palácio de Verão do Rei Farouk - Jardins de Montaza

               AINDA que seja um edifício moderníssimo, a principal atração de Alexandria é mesmo sua biblioteca, já que o famoso Farol de Alexandria, uma lendária construção de 280 a.C. que diziam ter 120 metros de altura e cuja luz era visível a 100 milhas de distância da costa foi destruída pelo terremoto e jamais reconstruído.

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El Salamlek Palace Hotel & Casino - Jardins de Montaza

               A primeira Biblioteca de Alexandria foi fundada em 306 a. C., por Ptolomeu I, sucessor de Alexandre, o Grande, e tinha cerca de 700 mil volumes. Tal acervo foi crescendo progressivamente porque os responsáveis pela biblioteca tinham autorização para comprar todos os pergaminhos existentes da época.

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El Salamlek Palace Hotel & Casino - Jardins de Montaza

               CHAMADA de A Grande Biblioteca para distinguí-la da pequena biblioteca de Serapis, foi inaugurada por Ptolomeu Sóter II (309-247 a. C.), o Filadelfo, segundo rei (282-247 a. C.) dessa dinastia, com o propósito de firmar a manutenção da civilizacão grega no interior da conservadora civilizacão egípcia. Provavelmente idealizada a partir da chegada de Demétrio Falero (350-283 a. C.), levado a Alexandria (295 a. C.) para este fim e atendendo a um projeto elaborado por Ptolomeu Sóter I (367-283 a. C.) cuja obra ficou completa com a construção de sua conexão com o Museu, a obra máxima de seu sucesor, Ptolomeu Filadelfo, que a fez para “reunir os livros de todos os povos da Terra"

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A moderníssima, belíssima Biblioteca de Alexandria

               CONTA a lenda que todos os navios que aportavam na cidade tinham seus pergaminhos confiscados e aos donos eram devolvidas cópias. Essas e outras façanhas contribuíram para fazer de Alexandria o mais famoso centro do saber da humanidade e para lá iam estudiosos e pensadores como Arquimedes e Euclides. Durante sete séculos - entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência da antigüidade, mas não era apenas depósito de rolos de papiro e livros, mas fonte de instigação e pesquisa para os homens de ciência e de letras interessados no desenvolvimento cultural e científico da humanidade. Uma das maiores tragédias da humanidade, o incêndio da Biblioteca de Alexandria, pôs fim a todo seu conteúdo.

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A iluminação zenital economiza energia e protege os originais

               A NOVA Bliblioteca de Alexandria foi inaugurada em outubro de 2002 num belo edifício projetado e planejado pelo governo egípcio e pela UNESCO, hoje uma impresisonantemente moderna e equipada instituição pública de pesquisa e informação inspirada na antiga Biblioteca de Alexandria e com os mesmos propósitos da original. A idéia de reerguer a mais formidável biblioteca de todos os tempos surgiu no final dos anos 70, na Universidade de Alexandria, e em 1988 o presidente egípcio, Hosni Mubarak, assentou a pedra fundamental, tendo as obras começado em 1995. É hoje um suntuoso edifício de 11 andares que custou US$ 212 milhões, boa parte dos quais pago pela Unesco e com a contrubuição de diversos países. Só a sala de leitura da biblioteca principal tem 38.000 m2, a maior do mundo, com acervo de 5 milhões de livros.

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Biblioteca de Alexandria

MAPAS de Alexandria (aéreo e dinâmico):

http://www.wikimapia.org/#lat=31.22&lon=29.95&z=11&l=9&m=a&v=2

http://encarta.msn.com/map_701510014/Alexandria_(Egypt).html

Página oficial da Biblioteca de Alexandria

http://www.bibalex.gov.eg

Reader Comments (20)

Oba! Vou estrear o post. Bem que a Unesco poderia ajudá-los a construir um novo farol em Alexandria...Surpreendentemente organizada esta cidade, não é mesmo?Não conheço muitos relatos de violência urbana no mundo árabe, mas especificamente no Egito, já ouvi vários relatos de ataques a turistas. Talvez isso explique o seu ônibus ter sido escoltado.
FOI por conta de um atentado contra um ônibus de turistas alemães, com mortes, numa estrada do interior do Egito, que o país tomou cuidados contra atentados dessa natureza. O turimso é absolutamente fundamental para o país. Eu achei a cidade extremamente suja, extremamente pobre, extremamente mal cuidada e extremamente relaxada. As três únicas coisas cuidadas são a Biblioteca e os jardins onde fica o Palácio Real e o Porto.

O mais interessante é que uma cidade daquelas recebe muito menos navios de cruzeiros do que Rio de Janeiro - que chegou a ter DOZE navios - e Santos na alta temporada, mas tem uma estrutura decentíssima e de país rico e que dá atenção ao turismo. Um amigo meu foi num cruzeiro da Costa antes do Reveillon e ficou impressionado com a bagunça que é embarcar e desembarcar num porto no Rio de Janeiro e em Santos.
Arnaldo

Interessantissimo e bem diferente do que eu imamginava... Quem sabe voce nao repete mais uma Viagem e Turismo, pois eu nao me lembro de ter lido qualquer reportagem sobre Alexandria. Quanto a sua audiencia, com certeza deve estar havendo uma muito justificada propaganda boca a boca, que voce merece!
11:11 | Unregistered Commenterernesto
Arnaldo, não precisa ficar preocupado...o post está belíssimo, como tudo o que encontramos por aqui :-)
Eu fiquei positivamente surpreendida com a beleza das construções de Alexandria: apesar de já ter lido sobre ela, inclusive em travelogues, não tinha visto tantas fotos para ter uma idéia melhor formada. Difícil escolher uma entre tantas fotos incríveis, mas com certeza a foto de abertura, do palácio real, é uma das preferidas. Mas a do Forte e da Mesquita também! E da nova biblioteca, que bela construção...Enfim, mais um destino que se materializa na minha cabeça através do Fatos e Fotos.
11:15 | Unregistered CommenterEmília
Estou gostando das mudanças.

Chego aqui vejo mais um post digno de vijar sentado na frente do pc e um anúncio de que a viagem a Bangkok está chegando. Vou ficar aguardando março chegar ansiosamente. Se pudesse dava uma viajada para a tailândia e Cingapura todo ano para visitar um lugar diferente.Phi-Phi, Krabi e Samui vão acabar um dia nos seus roteiros!

Um abraço

Rodrigo
22:53 | Unregistered CommenterRodrigo
Arnaldo,

fiquei besta com a beleza de Alexandria, que não conhecia, mas achei bem interessante mesmo essa impressão que você passou para o JorgeGira, de que a cidade em si não é bem cuidada. Acho que esses detalhes e impressões pessoais contribuem muito!!!

Abraços,
Carla
Arnaldo, o número de visitantes é a comprovação de que o blog é uma delícia de ler e ver!!!

Falando nisso, que vista ao chegar em Alexandria de navio. Nossa, linda mesmo! Dá vontade de comprar aquela panorâmica da Hassel para fazer as imagens dessa chegada.

Abração!!
13:04 | Unregistered CommenterMarcio
Oi, Arnaldo! Vim visitar e ver se tinha novidades e vi o banner informando sobre Bangkok!!

Como não sabia um lugar mais genérico para postar, resolvi postar aqui mesmo para desejar uma ÓTIMA VIAGEM e que o terceiro ano do Blog seja assim mesmo: cheio de muitas viagens!!!

Parabéns pelos dois anos já completados!!!
8:49 | Unregistered CommenterÉrica
Afud* demais!!!! Parabéns Arnaldo, as fotos e os fatos continuam bem interessantes.
16:55 | Unregistered CommenterDiogo
Arnaldo, eu gosto, em especial, que você não consiga dissociar história e cultura de turismo. Isso é óptimo, porque faze blog ameno e divertido mas com conhecimento profundo del lugar visitado, com umas fotografias que sublinha a beleza que se espera encontrar em Fatos & Fotos de Viagens.

(En Egipto han habido muitos atentados contra os turistas. Durante un tempo as pirámides fecharon, porque hubo um atentado com rifles contra ônibuses turísticos em Luxor, também recuerdo outro em el Hotel Europa e em o Museo Egipcio. O turismo é essencial para a economia, assim que não é estranho ir protegido por polícias. Ya sabe, vocè que em Espanha,infelizmente, tenemos experiência en atentados terroristas. Isso é doloroso.)
11:20 | Unregistered CommenterCarmen
A Biblioteca de Alejandría é uma beleza, por fora e por dentro. Um espaço de luz!!!. Bonito post e muito ilustrativo!
11:25 | Unregistered CommenterCarmen
Putz, estou estupefata e sem palavras!

Além do belo post de Alexandria, suas palavras iniciais sobre a importância de uma viagem me deixou encantada! Você soube dizer, de maneira clara e poética o que está no âmago da minha alma em relação ao turismo.

Gostei, gostei muito!

Bjs pra vc e continua viajando (e levando a gente junto!)

Postei um novo destino hoje, vai lá conhecer: www.viaggiomondo.blogspot.com

Oi, Arnaldo! Assalamu aleikum! Ana ismi Renata ("Sou a Renata") e acabei de chegar do Egito. Passei onze dias por lá, conhecendo o Cairo, Alexandria e descendo o Nilo e o lago Nasser em cruzeiros. Tantos templos que ficaram debaixo d'água... Muito lindo Abu Simbel! E com o show de luz e som, então... Tb viajei sob escolta. Os barcos e os locais turísticos têm detector de metais. O tránsito é infernal; fora a confusão com os pedestres cruzando a rua (não vi faixas, nem sinais de trânsito) junto com camelos, cavalos, burros, carroças, bicicletas e motos carregando até quatro pessoas. Muita pobreza e lixo. Vc foi as catacumbas e a tumba de Caracalla, onde eram mumificados trabalhadores, nobres, crianças e os cavalos favoritos do imperador romano da época?

9:17 | Unregistered CommenterRenata

Alexandria...um verdadeiro santuario da historia da antiguidade. Andar por onde alexandre magno andou um dia deve,no minimo ser...mágico!

19:47 | Unregistered CommenterCarlos

Olá Arnaldo, lindas as fotos.Gostaria de algumas dicas.
Em dezembro vou para o Egito, Cairo(3 dias) e Luxor(4 dias),com o meu marido e nós queriamos saber se vc foi para esses destinos e oq dá pra fazer com esses dias que já temos reservado. E tbem queria agradecer as dicas do Grand Canyon que vc me passou ano passado, ficamos em Tusayan como vc falou e foi otimo uma viagem super divertida.
Abraços Iza

18:35 | Unregistered CommenterIza

IZA, lamento, mas ao EGITO ainda não fui (não por falta de vontade), exceto em Alexandria. Desta vez vou ficar devendo!

Quanto ao Grand Canyon, fico feliz que tenham siido úteis minhas sugestões e orientações.

Grande abraço

19:52 | Unregistered CommenterArnaldo

A mim apavorou aquele calor, buzinas sem fim, povo muito pobre e a dificuldade daqueles homens entender que mulheres não devem ser obrigadas a andar tapadas para serem respeitadas.

22:17 | Unregistered CommenterHelena

Foi um prazer passear pelo seu blog e uma descoberta maravilhosa.
Abraços,
Miria.

14:21 | Unregistered CommenterMiria

Simplesmente tudo!! amei seu blog, sua forma de escrever e descrever os lugares nos faz estar em cada um deles...obrigada pelas dicas!!!

13:11 | Unregistered CommenterFlávia

Ola a todos. Primero parabens pelo blog e pelas lindas fotos. Adorei muito tudo. Eu sou Moises, guia de turismo egipcio e organizo viagens ao redor de todo egito por precos baratos e boa qualidade e com muitas referencias brasileiras. Se alguem precisasse dumas dicas ou informacoes ou pacotes ou roteiros bem talhado segundo o seu orcamento, entao me escrevam ao info@egitoviagens.com ou mosesmiromizo@hotmail.com

desejo pra todos um lindo comeco do novo ano.

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