CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Segunda-feira
Fev042008

Itália: Pompéia, que lugar!  

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- Uma breve (bota breve nisso!) história de Pompéia -

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Não apenas corpos humanos e animas foram incrivelmente bem conservados por séculos sob as cinzas

- Introdução -

UMA erupção vulcânica devastadora, uma das maiores cidades da antiguidade completamente soterrada, 2.000 pessoas mortas por asfixia e calcinadas, corpos humanos e de animais petrificados, ruínas, destruição, tragédia, dor... Essas não eram lá referências ideais para me motivarem a conhecer Pompéia.  Especialmente a turismo. No meu imaginário aquele conjunto de ruínas e corpos petrificados nas posições em que morreram - as mais terríveis expressões de dor e desespero - não passavam de turismo mórbido.

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Acesso ao interior das ruínas da Cidade de Pompéia

 TODAVIA, em outubro de 2007 um dos portos de parada do navio Costa Atlântica era justamente Nápoles, no Sul da Itália, a interessante cidade cujas tradições gastronômicas e musicais são sua marca de maior sucesso e reconhecimentomundiais, dominada pelo vulcão Vesúvio que - ainda fumegante -pode ser visto de todos os cantos da cidade.

Npoles%20e%20Pompia%20003.jpgPorto de Nápoles na foto abaixo

NAQUELEfeliz cruzeiro pelo Mediterrâneo, o navio Costa Atlântica aportou em Alexandria, no Egito, em Limassol, no Chipre, em Marmaris, na Turquia e em Santorini e Katakolon, na Grécia, além de na Sicília,Itália – um roteiro de 10 Noites, que durou de 13 a 23 de Outubro de 2007. Ascidades e lugaresserão mostradas aqui no FATOS & FOTOS de Viagens, nesta série de matériasque Pompéia inaugura.

DECIDI desconsiderar o imaginário que não recomendava ao meu consciente uma visita a um lugar tão mórbido, ainda que importantíssimo histórica e culturalmente, além de ser um dos destinos mais importantes da Itália. E lá fui euconhecer Pompéia!

Veja Pompéia no Mapa Via Michellin (clique aqui)

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Pessoas mortas por asfixia e calcinadas, corpos humanos e de animais petrificados...

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Corpos calcinados, recobertos por cinzas durante séculos... (foto de autor no Flickr)

PARTINDO do porto de Nápoles - através de um itinerário clássico, histórico e turístico - a antiga cidade de origem osca, poucos anos depois de ter sido danificada por um violento terremoto, foi também completamente sepultada sob uma densa camada de 6 metros de cinzas vulcânicas, decorrente da gigantesca erupção do vulcão Vesúvio, que no ano 79 eliminou esta florescente cidade.

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Pompéia e seu algoz - o Vesúvio - ao fundo

A cidade de Nápoles é o principal centro cultural e financeiro do sul da Itália e tem mais do que Pompéia a oferecer: ela mesma é uma notável atração turística que vaialém do Vesúvio e das colinas de Posillipo que se elevam a oeste da cidade. Também a Baía de Nápoles, no mar Tirreno, e as ilhas de Ischia e Capri são muitíssimo turísticas e serão objeto de uma futura visita em junho próximo.

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As ruínas de Pompéia em detalhes (Clique nas fotos para vê-las em tamanho 700 x 700)

 

NÁPOLES tem grandes avenidas, como a Spaccanapoli, a do Duomo e a Tribunali, algumas delas já traçadas à época do Império Romano, rica arquitetura, palácios, igrejas e jardins. Pela avenida Caracciolo segue-se por toda a orla da baía de Nápoles.

"Uma terrível nuvem negra acompanhada dechuva de pedras de até 8 metros

supultou em minutos uma das maiores,mais importantes cidades do Império Romano"

EM 24 de agosto de 79 o vulcão Vesúvio - em sua maior erupção - surpreendeu população, estimada entre 10 e 15 mil habitantes - das cidades de Pompéia, Stabia e Herculano, no golfo de Nápoles, ao sul da Itália, já que não sabiam que aquela montanha era um vulcão. A explosão do Vesúvio foi tão violenta que pôde ser observada desde Roma, a 200 quilômetros de Pompéia.

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Óleo sobre tela ilustrando os momentos finais de Pompéia

OS habitantes sequer suspeitavam que aquela montanha sob a qual plantavam as vinhas abrigava um vulcão ativo e, ainda mais, que numa erupção, pedras chamadas lapíli (do italiano lapilli, “pedrinhas”) seriam expelidas a quilômetros de distância e cairiam sobre a cidade como balas de pequenos canhões.

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As ruínas de Pompéia em detalhes (Clique nas fotos para vê-las em tamanho 700 x 700)

UMA chuva de cinzas e pedras de até 8 metros cada foi expelida a quilômetros de altura, caindo sobre cidades a 25 qulômetros de distância. Os que sobreviveram à queda das pedras morreram asfixiados pelo gás tóxico lançado pelo Vesúvio. Após três dias todas as três cidades estavam soterradas. Os que sobreviveram escapando por embarcações, quando retornaram nada mais encontraram.

"Pompéia (do latim, Pompeii), antiga cidade da Campânia, não merecia final tão trágico"

APÓS ter sumido do mapa em 79 a cidade permaneceu enterrada e desconhecida até o século 18. As escavações efetuadas em 1.754 revelaram milhares de objetos que hoje podem ser vistos tanto no Museu Arqueológico de Nápoles como no de Pompéia. Todavia, escavações arqueológicas começaram nos anos 700 e foram sistematicamente sendo interrompidas e retomadas, especialmente no século passado. Tais escavações trouxeram à luz descobertas de valor inestimável e que marcam os visitantes em profundidade. Os vários anos de escavação arqueológica das ruínas trouxeram à tona 20 000 metros quadrados de pinturas e 2 000 de mosaicos, espalhados por mais de 1 milhão de metros cúbicos de construção, os coloridos afrescos da Vila dos Mistérios, o mosaico Cave Canem (“atenção com o cão”) no chão da Casa do Poeta Trágico, os grafites nas ruas (alguns dos primeiros da História), o Templo de Apolo (o santuário mais antigo de Pompéia e seu relógio solar), a Taberna de Herculano, o Teatro pequeno de Pompéia, o Horto dos fuggiaschi (os habitantes de Pompéia que fugiam)...Dois terços de uma área total de 66 hectares já foram escavados. Recentemente, o governo italiano deu o aval para que se prossiga a exploração do espaço restante.

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As marcas das bigas puxadas a cavalo ainda são visíveis nas ruas...

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POMPÉIA, que lugar!

BARBEIROS, engenheiros, bordéis, termas, padarias, templos, teatros, mansões, e um sistema hidráulico para transportar a água por toda a cidade, em canos de chumbo (!) depois que a água era trazida por um aqueduto do rio Abellinum, a 28 quilômetros de distância.

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As ruínas de Pompéia em detalhes (Clique nas fotos para vê-las em tamanho 700 x 700)

POMPÉIA é a estrutura cultural mais visitada da Itália. Localizada a 25 quilômetros do Vesúvio, a cidade foi literalmente varrida do mapa, soterrada por uma monumental erupção que despejou gigantesca nuvem de pedras e gases venenosos que matou 10% da população e cobriu as ruas com a expessa camada de cinzas.

A tragédia que destruiu Pompéia, todavia, foi a mesma que possibilitou que há quase dois mil anos depois todos os seus vestígios pudessem revelar como era a vida na cidade nesse tempo, como as suas ruas de pedra, que até hoje conservam as marcas das carruagens romanas, especialmente ao longo da Via dell'Abbondanza e dão a impressão de que os moradores estiveram por ali há muitíssimo menos tempo.

Veja uma animação da erupção do Vesúvio

http://ngm.nationalgeographic.com/ngm/0709/vesuvius/vesuvius-eruption.html

A rara característica do fato de ter sido encoberta por cinzas em vez de por lava foi um excepcional veículo para a conservação de tudo, já que se fosse por lava, posteriormente petrificada, a destruição seria quase absoluta, ao contrário do que os primeiros pesquisadores encontraram: uma impressionante cidade conservada por mil anos sob cinzas de relativamente fácil remoção.

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A colunata e os jardins das Termas

 

"Era possível ouvir o lamento das mulheres, o choro das crianças, o grito dos homens."

DE fato os corpos encontrados petrificados, cadávares transformados em estátuas nas respectivas posições em que morreram constituem-se uma visão mórbida e triste, todavia reservada em um lugar exclusivo, fechado, para minha feliz surpresa. As pinturas e afrescos mantiveram-se praticamente com a mesma vivacidade de suas cores originais, além de tudo mais o que fosse resistente ao calor extremo. Com o tempo as cinzas tornaram-se sólidas, moldando-se perfeitamente ao formato dos corpos e registrando até mesmo a expressão facial dos habitantes em seus momentos derradeiros. Excetuando-se as madeiras, que queimaram-se, todas as alvenarias e pedras das construções como residências, templos, lojas, padarias e até prostíbulos surgiram dessas escavações quase intactas.

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Detalhe da conservação das colunas de pedra e alvenarias

APÓS o processo de decomposição dos corpos, restaram moldes ocos, cujas cavidades foram preenchidas com gesso líquido para formar as mais famosas imagens da cidade. Uma relato existente sobre a tragédia escrito pelo historiador Plínio, o Jovem, que assistiu à erupção a distância, informava que "Era possível ouvir o lamento das mulheres, o choro das crianças, o grito dos homens. Alguns estavam tão aterrorizados que rezavam pela morte. Outros levantaram as mãos para os deuses e muitos desacreditaram da existência deles naquela noite interminável."

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As ruínas de Pompéia em detalhes (Clique nas fotos para vê-las em tamanho 700 x 700)

SE durante sua visita a Pompéia o turista imaginar-se não no seu tempo atual, mas há dois mil anos no passado, ficará vivamente impressionado com a constatação de que está numa cidade que pertenceu ao berço da moderna civilização ocidental - as cidades romanas - e ficará fascinado com a similaridade com as metrópoles atuais: ruas pavimentadas para veículos de tração animal e com calçadas, por exemplo, todas seguindo um planejamento urbano projetado para prover uma cidade extremamente organizada. Todas as suas ruas desembocavam no Fórum, o centro administrativo, que invariavelmente tinha como vizinho um templo.

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Todas as suas ruas desembocavam no Fórum

AINDA são visíveis os sinais vermelhos pintados nas paredes ainda anunciam a próxima luta de gladiadores e slogans políticos para a próxima eleição que nunca jamais se realizou, os murais de mulheres nuas no bordel Vico del Lupanare. Mas tudo nas .500 construções e nos mais 65.000 metros quadrados de muros e paredes com afrescos e inscrições que estiveram por milhares de anos escondidos e protegidos, hoje estão expostos ao sol, às chuvas e aos 2 milhões de visitantes anuais.

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As ruínas de Pompéia em detalhes (Clique nas fotos para vê-las em tamanho 700 x 700)

CASO esse visitante recorde-se de que está nas ruínas de uma cidade fundada no século 7 a.C. - que teve a sorte de sucessivamente estar sob domínio grego e romano - ainda mais se surpreenderá pelas suas qualidades e dimensões. Um espetacular documento extremamente bem conservado e belo de um grande ponto de comércio por onde circulavam 20 mil pessoas. São ruínas de vilas, fontes, templos, edifícios públicos e uma grandiosidade que assinalam a fartura que Pompéia vivia, com casas e mansões luxuosas que possuiam átrios ajardinados e iluminação natural, ventilação e ótimas instalações.

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Ainda se vêm inscrições gravadas em pedra que ajudam a revelar a história de Pompéia

A Via dell'Abbondanza era a "rua principal", que se pode trafegar por ela ainda hoje, devido ao seu excelente estado, era onde havia o melhor comércio: padarias, lojas de vinho, oficinas de ferreiros e mercearias. Até hoje podem-se ver avisos de jogos, de propaganda política e anúncios pintados nas paredes e nos muros das casas, incrições de todo tipo, desde anúncios de combate a gladiadores, trocas de um amante por outro, trechos de poemas de Virgílio e muita propaganda eleitoral.

"Alguns estavam tão aterrorizados que rezavam pela morte."

EM Pompéia, havia quatro deles, para o culto dos deuses greco-romanos Apolo, Júpiter e Vênus – e outro dedicado à deusa egípcia Ísis. Pompéia tinha uma economia eficiente e próspera, baseada na vinicultura e na produção de lã e objetos de bronze, produtos trocados por couro, âmbar e escravos, oficinas de mosaicistas, tintureiros, marceneiros, marmoristas e pintores. Uma cidade culta e próspera.

OS templos para os deuses romanos Apolo, Júpiter e Vênus conviviam com os bordéis cujos desenhos obscenos de posições sexuais eram anúncios que o cliente apontava para pedir deteminado serviço. Havia um clube, cujo nome era Terma, onde os habitantes reuniam-se à noite, sob lâmpadas a óleo.

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Um dos anfiteatros de Pompéia ainda hoje poderia abrigar apresentações, devido à sua perfeita acústica

DAS construções monumentais, como não poderia deixer de ser, havia um anfiteatro e dois teatros, um com capacidade para 1500 pessoas e outro para 5000 pessoas. No centro da cidade, havia o fórum, o mercado, o banheiro público, os templos, um lavanderia e tinturaria diriginda por uma mulher chamada Eumachia (cuja inscrição pode ser vista até hoje), onde era tingida a lã de carneiro produzida na cidade.

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Afrescos eróticos eram cartazes que anunciavam os serviços

OS habitantes de Pompéia dispunham de outras opções de lazer, além das termas, banhos públicos, jogos, teatro e prostíbulos. Os boêmios frequentavam as tavernas, que se prolongavam por uma na rua através de um balcão. Lá, o cliente mais podia ficar de pé ou sentar-se.

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Os afrescos do Bordel anunciavam os serviços prestados

ENTRETANTO, durante o domínio dos romanos, que em vez de teatros e musicais dos tempos dos gregos, preferiam as lutas sanguinárias de gladiadores, 20.000 pessoas assistiam lutas de gladiadores que gozavam de popularidade semelhante à dos astros do esporte dos tempos atuais e que tinham direito até a torcida organizada. Numa determinada luta ocorrida em 59 d.C. conta a história de que as torcidas adversárias de dois gladiadores protagonizaram uma briga memorável a qual provocou a interdição do estádio por dez anos. Exatamente como as brigas entre torcidas organizadas nos estádios de futebol do Brasil nos dias atuais.

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HÁ 15 anos foram descobertas do lado de fora dos muros de Pompéia as antigas termas muitísismo bem preservadas, inclusive os seus mosaicos, afrescos, piscinas e cascata. É possível visitá-las e entra-se por ela através do que fora seu vestiário com grandes paredes pintadas com afrescos coloridos. Lá pode-se ver o frigidarium - a piscina de água fria com uma cascata - as saunas chamadas tepidarium, laconium e caldarium, pois cada uma era mais quente que a outra, com grandes janelas com vista para a Baía de Nápoles, uma piscina externa aquecida por uma fornalha em que trabalhavam escravos chamados fornacatores. Os trabalhos de restauração das Termas Suburbanas, batizadas como as "termas do prazer", devido aos seus afrescos eróticos e aos banhos promíscuos, há uns dois mil anos, foram formalmente concluídos muito recentemente.

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As pinturas das paredes internas e os afrescos foram preservados por séculos sob as cinzas

PARA visitar as ruínas e os sítios arqueológicos de Pompéia é fácil e pode ser feito em um dia: a cerca de 40 minutos de Nápoles - da estação Napoli Garibaldi -pelos trens da Circumvesuviana (www.vesuviana.it).

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Thermopolium

- Mapa interativo e ilustrado do Tour de Pompéia -

http://hitchcock.itc.virginia.edu/Pompeii/map/Pompeii.html

Se for a Pompéia, visite a página oficial para

conhecer os horários e condições de visitação:

Página oficial de Pompéia

http://www2.pompeiisites.org/database/pompei/pompei2.nsf/pagine/83F508F343460071C1256AB6002F40BB?OpenDocument

Os Últimos Dias de Pompéia

(documentário da BBC de Londres)

http://www.youtube.com/watch?v=3V_tDy4dMD8 POMPIA%20MAPA%20da%20Itlia.png

Pompéia (do latim, Pompeii) fica a 40 Km de Nápoles, na regiãoda Campânia

 

"Passo a passo: bate-volta de Roma a Pompéia e Nápoles"

no Blog Viaje na Viagem, by Ricardo Freire: 

 

http://www.viajenaviagem.com/2009/07/passo-a-passo-bate-volta-de-roma-a-pompeia-e-napoles/comment-page-1/#comment-40001

Reader Comments (32)

O Havaii, com seu mar azul e natureza deslumbrante, ficou para trás para abrir caminho a esse lugar histórico, fantástico e que faz parte do imaginário de todos!!!

Lindo post, Arnaldo!
Pompéia foi um dos lugares mais interessantes que conheci... um espetáculo de cultura, história e tudo mais.

Sua descrição esta perfeita e as fotos, MARAVILHOSAS!!! Me fez retornar a essa cidade que eu achei que só veria corpos petrificados, mas isso é quase nulo.

Eu amei Pompéia... e digo para todos... indo a Italia, não deixe de ver Roma e Pompéia... aliás, o que não ver na Italia, né? Um país e tanto...

Estou aguardando as proximas paradas...
8:11 | Unregistered CommenterMirella
Que dia lindo que vocês pegaram lá! Eu pulei Pompéia e Nápoles quando estive naquela região pra visitar a Costa Amalfitana e agora sei que há muito pra ver o que justificaria uns 3 dias na região. Que delícia, como gosto de ver a Itália. E como é fácil ver o quanto você se diverte com o seu blog. Tá cada vez melhor. É impossível não despertar o interesse ao "visitar" online um lugar retratado aqui. Nâo me refiro à Itália, mas a Dubai ou Havaí que são lugares que nunca havia priorizado em minhas viagens. :)
GIRA, eu sei que vc é um cara de bom gosto e exigente, seletivo e informado. Portanto, ter aqui no blog comentários tão elogiosos e sérios - ainda que simpatia e educação sejam o SEU normal - não posso deixar de agrardecer e de me sentir bem tal recohecimento.

Sim, é o reconhecimento pelo trabalhão que tenho com sso aqui (que é um prazer, esteja certo!). Estou sempre que possível procurando novidades no universo na Internet, em blgs como o seu e outros tantos, a fim de que o FATOS & FOTOS de Viagens seja cada vez mais atraente, útil, agradável, interessante, cativante e sobretudo com conteúdo que transmita credibilidade e seriedade na abordagem.

Pesquiso mesmo, procuro idéias e exploro o Squarespace para tirar dele o melhor em termos de programação, aparência, diagramação, espaço útil ...

SE eu consigo despertar o interesse do leitor, seja quem for, para que ele aprofunde-se num destino, pesquise-o e, sobretudo, conheça-o presencialmente, é tudo de bom.

GRANDE abraço, muitíssimo obrigado.
Oi, Arnaldo!
Surpresa ver a Itália por aqui, que post maravilhoso...eu estive em Nápoles e Capri há muito (e muito) tempo atrás e não visitei Pompéia. Tinha também essa impressão de morbidez e destruição, mas as suas fotos revelam justamente o contrário! Que lugar lindo, mesmo em ruínas...tudo tem cor e imponência. Espero um dia voltar para a Itália e poder ir a Pompéia.
PS: Seu blog está super completo, agora que vi a part dos foruns, tsc, tsc. Excelente!
17:51 | Unregistered CommenterEmília
Arnaldo, o título do post disse tudo: Pompéia, que lugar!
E, aproveitando a deixa, complemento: Fatos & Fotos de Viagens, que blog!
Parabéns!
5:35 | Unregistered CommenterLuisa
Arnaldo,

Já sabia que tinha perdido muito de não ter ido a Pompéia quando fui para Costa Amalfitana. Mas vendo o post....... Piorou minha culpa ! Deveria ter ido mesmo!!!!!

Abs!
19:18 | Unregistered Commentermarcio
Muito bom esse post sobre Pompéia. Além do texto, as fotos estão ótimas e ilustram muito bem a região. Lendo parece que estava lá.
Lendo o blog acho que já vi seus relatos no site Nomad também, não é?
Bom,criei a pouco tempo um blog/site de viagem.
Se puder dê uma olhada lá!
Até!
16:20 | Unregistered CommenterGuta
GUTA, obrigado. Sim eu já fui colunista do Nomad, que legal que vc se lembra! irei agoramesmo ao seu blog, com prazer, e retribuirei sua visita e seu comentário. Se quiser inserir um elo de ligação de meu blog no seu, será um prazer. farei o mesmo aqui, na seção "Os melhores Blogs de Viagem"

Até lá!
To agitando uma trip com a Rê pra Itália em junho. Olha que essa dica foi pro caderninho, ainda mais em função da gastronomia, como foi ressaltado no texto :-)

Abração
11:06 | Unregistered CommenterDiogo
DIOGO, uma viagem com inspiração gastronômica na Itália é fácil e tem tudo a ver. Não é difícil conciliar turismo com gastronomia naquele país, assim como na França. Mas é encesário pesquisar MUITO antes, pra ver que opcões existem em cada lugar. Abraço.
Mais uma vez é um prazer rever um passeio pelas suas lentes... Estive em Napoles e Pompeia em 2001... Que tal um post sobre o museu nacional de Náploes?
19:00 | Unregistered CommenterErnesto
ERNESTO, eu NÃO estive, infelizmente, no Museu de Nápoles, apnas passei pela cidade. Mas não faltarão oportunidades! Grande abraço.
Boa Tarde!


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Oi Arnaldo!
Colocarei o link lá no Vambora!Pode deixar!
Seria ótimo se você colocasse o meu também!
Sei que esse é o comentário de Pompéia ainda mas adorei ver o de Taormina!Muito lindo!!!
11:18 | Unregistered CommenterGuta
Arnaldo,
Desculpa por não haberte dejado um comentàrio antes. O post merecía uma olhada muito profunda.
Eu necessitaba fazer uma reflexión sobre o post más contenida, porque a emoção ha sido intessa e passional. Me he sentido conmovida ante uma obra tan colossal como é Pompéia (fotografiada por você, of course!). Me ha deixado sem aire, turbada.
Estudié Pompéia sua arquitetura e seus afrescos, mais o livros de Arte não están ilustrados com tanta precisão e poesia.

Eu apreció em suas fotografias um gran interesse e respeito por o Arte (e tambén por a natureza). E isso eu penso que é muito emocionante para qualquer pessoa que mira o seu blog-web, porque a pessoa se implica mas en o trabalho de você.
Desculpe os erros de ortografia. Eu não falo portugués.
17:45 | Unregistered CommenterCarmen

Adoro seu site, este foi meu primeiro ano na Europa, um dia te alcanço. Continue sempre.

22:01 | Unregistered CommenterGlaucia

OBRIGADO pela visita e comentários, GLAUCIA.

Olá!!! Recém descobri esse blog e já estou amando!!! Em relação a esse post, tenho q discordar... Visitei recentemente Pompéia,e apesar de seu grande valor histórico, fiquei extremamente decepcionada com a sujeira no local. Um lugar como esse, de profundo valor cultural perdeu mt de seu brilho pelo péssimo jeito com q se apresenta. No meio das ruínas vc se depara com cachorros e seus fezes por todo canto. Um desrtespeito aos visitantes!!!

15:56 | Unregistered CommenterClaudia

CLAUDIA, eu não vi nenhuma sujeira, mas reconheço que o que você mencionou não é de se espantar na Itália.

Obrigada por postar sobre Pompéia; matou minha curiosidade a respeito da antiga cidade.

18:16 | Unregistered CommenterTamiris

Parabéns pelo seu blog .
Visitei Pompeia em 1996. Adorei ! É um local único
Que bom rever estas imagens .

19:37 | Unregistered CommenterAlexandra

oiiiiiiiiiii!!!!!!!!!

tudo bem? gostei muito do seu blog.

18:28 | Unregistered Commenterwieck

Tambèm estive em Pompei e è simplesmente inacreditavel que uma cidade dessas tenha sido destruida. Mas passar pelas suas ruas no leva aos momentos daquela tragèdia, mas tb nos faz pensar nos seus tempo aureos.
Destino maravilhoso! Recomendo!!

Arnaldo,
O título que você deu diz tudo - Pompéia - que lugar!!!
Seus relatos são fascinantes sobre tudo que ocorreu , naquela noite , que o Vesúvio jorrou lavras destruinndo toda cidade.È IMPRESSIONANTE !! PARABÉNS!!
Adoro seus relatos e suas fotos.Vi tudo de perto e recomendo a todos.
Um abraço.

adorei as fotos lindas!!!!!

17:24 | Unregistered Commenterchristine

pompéia élinda !!! é o lugar mais lindo q eu já vi

17:26 | Unregistered Commenterchristine

Arnaldo,
seu blog é espetacular... estou formando a minha viagem para a Itália ano que vem e, cada vez que olho o seu, com suas fotos lindas, minha viagem se torna real... tenho um blog onde auxilio a todos que irão para a Itália... se quiser, dê uma olhada, será um prazer...
http://toindoparaaitalia.blogspot.com/

11:42 | Unregistered CommenterMárcio

Gostei mesmo da forma como descreve ,parece que ja estou no lugar.Parece que posso ouvir os sons da dois mil anos atrás.Obrigado por este blog.

11:58 | Unregistered Commentermagda

Simplesmente linda essa cidade, certamente um dos meus pontos de visita o ano que vem, quando irei morar na Itália! parabéns pela reportagem!

13:35 | Unregistered CommenterLily

Olá!. Hoje, saindo de Manaus para Nápoles, por pessoa, mais ou menos se gasta ou investe-se quanto em passagem,hotel e um tour por Pompéia, por digamos, uma semana? Qual melhor época em preço mais baixo? e o Clima?

15:04 | Unregistered CommenterSalles

Salles, não tenho a menor idéia do quanto gastaria uma pessoa que saia de Manaus para fazer um tor por Pompéia. Sugiro consultar um agente de viagens, pedir-lhe para orçar passagens, hotéis e tudo mais.

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