MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quinta-feira
Mar202008

Tailândia: Bangkok - กรุงเทพมหานคร- Krung Thep Maha Nakhon

Bangkok – กรุงเทพมหานคร- Krung Thep Maha Nakhon

Uma cidade, dois nomes, duas faces.

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Meninos aprendizes de monges budistas e seus mantos coral no Wat Pho, o Templo do Buda Deitado - Bangkok

               ALGUÉM já disse que se fosse possível comparar três grandes capitais do sudeste asiático a frutas tropicais, a imaculadamente limpa e verde Cingapura seria um limão,  a saborosa e aromática Kuala Lumpur um abacaxi maduro e BANGKOK seria uma jaca!  

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O Flower Market de Bangkok vende a frutas mais espetaculares da Tailândia, entre elas a Jaca

               Sim, aquela fruta de odor forte mas sabor delicioso, feia por fora, esconde um exótico, rico interior. A jaca tem tudo a ver com a "personalidade" desta cidade.  E isto já se nota desde o trajeto do aeropoto à cidade. Bangkok é toda cheiro e sabor.  A aparência da jaca e seu cheiro forte, a sua grossa e espinhuda casca esconde uma polpa macia, fina, delicada e de apurado, incomum, exótico sabor.  A jaca é uma maravilha da botânica.   Bangkok é um esplendor do sudeste asiático.

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Feiosa por fora, deliciosa por dentro! Jacas vendidas in natura em toda Bangkok: a street food saudável.

               QUEM conhece Bangkok afirma que esta jaca, ops!, esta cidade, atrai definitivamente por um um tal conjunto de motivos que realmente importam numa cidade: o povo, a comida, os templos, o rio, os sorrisos, o charme, a cultura, os cheiros, os sons, as compras, a hospitalidade, a atmosfera, o exotismo e a magia. Esqueci de algo?  Possivelmente sim.

E o que há de estranho com o nome desta cidade?

               SÃO dois os nomes oficiais desta cidade: um deles, o oficial, tem 152 letras.  Mas em 1972 o governo o encurtou oficialmente para Krung Thep Maha Nakhon, que a maioria dos tailandeses encurta ainda mais para "Krung Thep", ou "Cidade dos Anjos".

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Bangkok, a "Cidade doa Anjos". Diante de seus inúmeros requintados templos entende-se bem o porquê!

               E Krung Thep Maha Nakhon nada mais é do que a abreviação do maior nome de cidade do mundo e, é claro, de sons praticamente impronunciáveis para os ocidentais: KrungThep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Ayuthaya Mahadilok PhopNoppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam PrasitKrung, ou "Cidade dos anjos, grande cidade dos imortais, magnífica cidade do deus Indra, sede do rei de Ayutthaya, cidade dos templos brilhantes, cidade dos esplêndidos palácios e domínios do rei, casa do Vishnu e de todos os deuses".  Lindo.

               EM thai, esse nome fica assim: กรุงเทพมหานคร อมรรัตนโกสินทร์ มหินทรายุธยามหาดิลกภพ นพรัตน์ราชธานี บุรีรมย์อุดมราชนิเวศน์มหาสถาน อมรพิมานอวตารสถิต สักกะทัตติยะวิษณุกรรมประสิทธิ์. 

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Tailandês é uma lingua tonal, exremamente difícil, de ler e escrever

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               É claro que tudo torna-se muito mais fácil quando resumido a um simples "Bangkok" - ou Bancóc, Bangcoc, Banguecoque - dependendo do idioma em que seja escrito.  A tradução literal do nome Bangkok é “bang” - cidade ribeirinha – e “kok” ameixa silvestre.  Com algumas variações na tradução: tanto pode ser "jardim das ameixas", "lugar das ameixas" ou "cidade das ameixas silvestres". Por si só Bangkok é um nome que faz juz, em sonoridade e exotismo, ao que esta cidade encerra em si.

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Budas sentados, deitados, caminhando e de pé

               CONHECENDO antecipadamente como é Bangkok você descobrirá uma das mais atraentes e interessantes capitais do sudeste asiático. Mas a primeira coisa que precisa saber é que há um bom conjunto de "primeiras coisas a saber", desde quando ir,  pois o onipresente calor e humidade - como se não bastassem o trânsito e a poluição  -  estressam, subtraem a resistência de um despreparado, desavisado turista. 

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Seja lá onde for ela está lá pra te refrescar. É melhor que água mineral suspeita.

                BASTA saber planejar, desde como vestir-se, o que usar, de não esquecer-se de coisas como roupas leves, adequadas e práticas, a sombrinha, boné ou chapéu, além de filtro solar e preparação intelectual que meio caminho do sucesso de sua viagem a Bangkok estará percorrido.

 

"Algumas vezes o bom e o ruim de uma cidade podem estar muito próximos,

como os dois lados de uma moeda. Assim é com Bangkok."

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Delicadeza nas oferendas a Buda

               ISSO se for no verão. Caso escolha a época das Monções, leve a mesma sombrinha acompanhada de capa de chuva e sapatos à prova d'água: em setembro e outubro chove mais do que qualquer turista pode suportar.  E mesmo no verão, a despeito da temperatura alta, o céu nem sempre é ensolarado, quase sempre cinzento.   Calor, humidade e poluição podem, definitivamente, acabar com seu dia.  Distâncias normalmente percorríveis a pé tornam-se impossíveis de serem efetuadas por causa do calor e igualmente estressantes por causa do trânsito. Portanto, programe-se. Ou melhor, prepare-se no mais adequado estilo "zen-turista" de ser!

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Trânsito frenético, caótico, lentíssimo Mas ninguém buzina!

"Bangkok é Yin e Yang . Compreender a relação Yin-Yang entre o novo e o antigo

é a maneira mais sensata do visitante ocidental olhar para Bangkok."

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Bangkok é Yin-Yang

               O principio único da cosmologia chinesa afirma que só existe uma única energia. Esta unidade surge do Wu Chi - o vazio, e se expande, bifurca-se para formar a dualidade Yin-Yang.  A alternância destas duas forças primordiais, as mudanças, são os opostos complementares Yin-Yang, assim como "dia e noite", "bem e mal", "movimento e repouso", "luminoso e obscuro", "masculino e feminino", "positivo e negativo", "yin-yang". Assim é Bangkok.  Nas palafitas, na casas esquisitas, nas lojas e templos, nas ruas, nos carros, nas motos e na gente convivendo ora em caos absoluto nas ruas, ora na caudolosa serenidade do rio Chao Phraya  (pronuncia-se "Cháo Fraiáa").

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A delicadeza das Water Lilies

               COMPREENDER a relação Yin-Yang entre o novo e o antigo - sempre presente em Bangkok - é a maneira mais sensata do visitante ocidental apontar seu olhar para esta cidade. Esta será a melhor maneira de assimilá-la, além de compreendê-la.  Usemos o exemplo da arquitetura. Os tailandeses empenham-se em preservar o passado - expresso na rendilhada e minuciosa ornamentação das dezenas de templos e do Grand Palace -  mas expandem-se para o futuro, através dos shopping malls e dos edifícios high-end e high-tech, dos transportes futurísticos.  

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Bangkok não perdeu em personalidade o que ganhou em modernidade. Os contrastes são seu maior atrativo.

               QUEM não compreender seu espírito yin-yang  poderá enganar-se e acreditar que Bangkok perdeu em personalidade o que ganhou em modernidade.  Esses contrastes, essa co-existência harmônica, enfim, o verdadeiro espírito yin-yang, aplicam-se plenamente à cultura secular e à modernidade, harmonia tão natural que só pode ser creditada a influências milenares históricas, étnicas, religiosas, mitológicas e artísticas. E outras que tais.

 

"A maioria dos visitantes que chega à cidade de Bangkok, Capital da exótica Tailândia,

não está muito certa do que encontrará pela frente."

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O Rio Chao Phraya ao entardecer visto da varanda do Shangri la Hotel (Krung Thep wing)

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A moderna Bangkok: passarela de acesso ao Sky Train (Estação Silon) e facada latera do Sian Paragon Mall

               AINDA que o crescimento acelerado decorrente do sucesso econômico do país - além de um certo superpovoamento - tenham trocado um pouco de serenidade oriental por alguma ansiedade ocidental, Bangkok ainda revela-se zen: seu povo ainda tem gestos e jeitos, muitos sorrisos impensáveis em São Paulo, Berlim ou Nova York.   A despeito do crescimento, algumas coisas não mudaram ao longo dos anos:  persiste otimismo diante de situações desagradáveis (como o terrível trânsito da cidade, por exemplo) e criatividade na adaptação a ele. Mesmo diante do trânsito mais terrível a maioria dos tailandeses não buzina.  O milhares de motos e tuk-tuks trafegam em velocidade, enfiam-se em qualquer buraco,  mas sem buzinas!  Ao contrário dos ocidentais, nesses momentos eles parecem meditar  Bangkok e seu povo ainda estão impregnados da serenidade e delicadeza que o budismo lhes proporcionou e a educação desenvolveu. Torço para que mantenham-se assim, pois é contagiante.

 

"Vir de Milão a Bangkok deve ser quase tão marcante quanto ser abdusido:

é uma experiência chocante, sensacional e,  talvez por isso mesmo,  inesquecível. "

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Detalhe do rosto de um anjo num dos templos do Grand Palace

               A moderna nação tailandesa é uma sociedade multicultural em que predominam a cultura thai fundamental: identidade de uma civilização que soube interagir e integrar-se harmônicamente entre populações indígenas e imigrantes chineses e indianos e, mais recentemente, ocidentais.    Ser thai é ter um arraigado senso político do que é sua própria nação.  Se investigada mais a fundo, a palavra "thai" revelará significados muito complexos do ponto de vista linguístico e cultural.  Os primeiros habitantes têm ligações pré-históricas e depois com tribos Mon, Khmer e Austro-asiáticas, o que define mais superficialmente o caráter fundamental do povo tailandês.

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Mesmo com o trânsito caótico não se ouvem buzinas, gritos xingamentos e não há brigas

               E quando você percebe que a despeito das 22 horas de vôo valeu extremamente a pena vir a Bangkok, pronto, é o sinal de que você foi cativado e irremediavelmente seduzido!

               NÃO é por acaso também que a Tailândia tem uma das mais altas taxas de retorno de turistas do mundo: 97% dos visitantes voltam ou declaram que pretendem voltar ao país, o que confirma seu potential turístico e a diversidade do que este país tem a oferecer ao turista.  Resumidamente, uma viagem ao país deveria contemplar visitas a Chiangi Mai e Chiangi Rai, nas proximidades de Myanmar (antiga Birmânia), a Bangkok (e proximidades do tipo “bate-e-volta”) e às praias de Pattaya, Samui e Phuket.

 

"Com Bangkok não há meio-termo: ama-se ou odeia-se! "

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Detalhe decorativo do Wat Benchamabophit (Templo de Mármore) que conheceremos em detalhes num dos próximos capítulos

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              ENTRA-SE no país, tradicionalmente por Bangkok, através de um aeroporto fabuloso que liga a cidade e o país ao restante do mundo. Todo brasileiro pode ir a Bangkok se tiver um passaporte válido por no mínimo seis meses e o certificado internacional de vacinação contra febre amarela, que deve ser apresentado  antes de chegar ao balcão de imigração, em um setor facilmente identificado por boa sinalização.  Somente depois de preencher um formulário e apresentar tal certificado à autoridade sanitária o passageiro estará pronto para a imigração.

               O Reino da Tailândia recebe mais visitantes do que qualquer outro país no sudeste asiático e é muito fácil compreender porquê ao visitarmos Bangkok:  uma irresistível combinação de exotismo, hospitalidade, contrastes, ora cosmopolita, ora misteriosa, mas sempre sedutora.

"A alucinógena Bangkok primeiro choca, depois seduz."

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Monge no Wat Traimit

               EM Bangkok as ruas podem ser tanto estreitas e repletas de comércio ambulante e carrocinhas nas calçadas - nas quais os visitantes podem encontrar artesanato e seda, produtos falsos de qualidade impressionante - ou então largas avenidas nas quais poderá ficar retido no táfego eternamente congestionado.

               NA maior parte do país a arquitetura é um dos maiores legados da cultura tailandesa e reflete tanto os desafios de viver num país de extremos climáticos quanto o histórico senso comunitário e religioso do povo tailandês, características que influenciaram os desenhos de suas habitações, dos palácios e dos templos.

               TURISTICAMENTE falando,  os cerca de 15 milhões de visitantes anuais dividem a Tailândia em 4 regiões: Tailândia Central (Bangkok, Pattaya, Ayutthaya, Kanchanaburi, Lop Buri e Ko Chang), do Norte (Chiang Mai, Lamphun, Lampang, Sukhothai, Si Satchanalai, Mae Hong Son e Chiang Rai) do Sul (Phuket, Phi Phi, Ko Samui e Ao Phang Nga), do Nordeste (Phimai).

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Ayutthaya - Buda sentado - Ruínas (nos próximos capítulos)

               FALANDO de Bangkok e de sua parte histórica, ela pode ser enfeitada demais, pomposa demais, vistosa, berrante, espalhafatosa e quase afetada, mas - apesar de tudo -  de extrema beleza.  Há coisas absolutamente lindas como os seus templos, ainda que junto com esse adjetivo, todos os demais anteriores sejam plenamente aplicáveis. Em alguns deles o conteúdo chega a exceder as pomposas fachadas que os guardam.  É assim com o templo onde fica o Buda de Esmeralda, que - fique sabendo desde já - é de jade.

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Phra Nakhon Si Ayutthaya (พระนครศรีอยุธยา)

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 Bangkok é um misto-quente de tradições orientais e modernidades ocidentais.

              O bairro de Rattanakosin (The Old City)  é o coração de Bangkok, a "Cidade Antiga, "lugar onde ficam o Grand Palace e o Templo do Buda de Esmeralda, ou Wat Phra Keo, construídos em 1.783, algumas das atrações top 10 da cidade.  O palácio, que já foi residencia real oficial, ainda é usado para cerimônias oficiais e serve como símbolo de Estado. É uma das construções mais bonitas do país, abriga um templo com o “Emerald Buddha”, a escultura em jade que constitui-se talvez na mais respeitada imagem de Buda do país, e por isso mesmo a qual três vezes por ano o Rei preside a cerimônia de troca do manto de Buda. Uma visita ao complexo deve levar no mímimo meio dia e pode, tranquilamente, chegar ao dia inteiro.

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No Bairro Rattanakosin (The Old City) estão as principais atrações históricas e arquitetônicas de Bangkok

Detalhe de fachada do Templo do Buda Deitado

 

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Cerâmica e porcelana chinesas revestem os pagodes do Templo do Buda Deitado

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"As coisas boas e ruins podem ser mais ou menos intensas

dependendo do seu estado de espírito e do seu grau de preparação."

               O prédio da Ramakien Gallery, que fica nas vizinhanças do complexo é decorado com 178 murais pintados meticulosamente e de mapas que representam cenas épicas do país.  Originalmente pintados no final do século 18, os murais são separados por pilares de mármore com inscrições de versos que relatam passagens históricas.   Depois de uma visita os turistas podem ir ao pavilhão do templo Wat Pho e entrarem na fila para uma massagem tailandesa de 45 minutos, a famosa “quebra-ossos”, que não custa mais do que simbólicos 4 dólares.  TODAS essas atrações serão mostradas em capítulos específicos e em detalhes.

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Pinturas de parede num dos pavilhões do Grand Palace (no bairro de Rattanakosin (The Old City), a maior atração da cidade

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Calor, humidade, poluição e trânsito: o dia-a-dia do turista na cidade.

               CALOR, humidade e trânsito são os obstáculos a uma estada tranquila e muito mais proveitosa e agradável do que poderia ser.  A necessidade de usar calças compridas e camisas de manga para entrar nos templos e no Palácio Real podem tornar-se um sacrificante desonforto. Temperaturas de 33 a 37 graus conjugadas a humidade relativa de 80% seriam desonfortáveis em qualquer lugar do planeta, mas em Bangkok a poluição, os odores e o trânsito potencializam o desconforto.

               TODAVIA, calor e a humidade são como tantos outros desconfortos que podem ser passageiros, tais como a fome e o barulho, o frio e os odores. Tanto as coisas boas quanto as ruins podem ser mais ou menos intensas dependendo do seu estado de espírito e do seu grau de preparação.

               POLUIÇÃO é algo do qual não se escapa em Bangkok. O  smog criado pelas condições climáticas e pelos escapamentos criam uma neblina sobre a cidade e fazem perceber o quanto deve ser insalubre viver nesta cidade. Muitos locais usam máscaras cirúrgicas enquanto caminham ou dirigem motos e tuk-tuks pelas ruas.  Os rios também são poluídos e frequentemente vemos lixo boiando carregado pela correnteza, o que é lamentável, especialmente no Chao Phraya.

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Street food, feira livre e tuk-tuk. Mas tudo limpinho

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China town e Tuk tuk

"Bangkok tem sim seu lado negro, mas o colorido o excede."

 

               NÃO imaginava que numa cidade onde existem tantos templos budistas e onde não se pode entrar no Palácio Real com pernas e braços à mostra pudesse eu encontrar tamanha liberalidade como as que se vêm na Khao San Road, o paraíso mochileiro de Bangkok.  Esta é uma rua onde ocidentais velhos e barrigudos andam de mãos dadas com prostitutas adolescentes tailandesas,  mochileiros circulam de shortinhos e roupas muito liberais segurando garrafas de cerveja, jovens de cabelos dread  tomando cerveja nas calçadas e outros em estilo "bob marley".  Na Khao San Road só de vez em quando a gente se lembra que está numa capital de um país do sudeste asiático.

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A sagrada e profana Bangkok

               O exotismo de Bangkok, para minha surpresa, não está apenas nos seus belíssimos templos de arquitetura tailandesa rococolesca. E para minha felicidade o turismo sexual e alcoólico é restrito a uma ou outra áreas da cidade, o que não chega a surpreender, já que estamos numa metrópole com essas dimensões e densidade populacional.  Na sagrada e profana Bangkok encontramos turistas ocidentais vestidos com tênis e bermudas, monges budistas em mantos cor laranja, executivos ocidentais de terno e gravata, travestis, prostitutas e a classe turística ocidental que vai a Bangkok atrás disso.

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               A prática do budismo é universal e contínua na Tailândia e especialmente notável em Bangkok. Todo homem jovem budista tailandês deve dispender parte de seu tempo como monge. Por isso vêm-se tantos monges jovens andando pelas ruas e pelos transportes na cidade, vestidos com seus mantos cor de açafrão.  Os taxis e tuk-tuks são decorados com amuletos, enfeites, estatuetas e até tatuagens com motivos budistas se vêm.  Há inúmeros oratórios-altares pelas calçadas da cidade, onde pessoas fazem reverências e ajoelham-se fazendo preces ou reverenciando, acendem incensos, colocam-se flores e oferendas,  passageiros dos ônibus, dos taxis, do Skytrain e dos tuk-tuks reverenciam com um wai quando passam diante de um templo ou oratório.

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Figura lendária e um dos guardiães do Grand Palace

                O quão sagrada e profana é Bangkok?  No bairro de Patpong, por exemplo, compre uma imagem de Buda numa barraca de rua bem em frente à boate de sexo ao vivo mais famosa da área, a Pussy Collection!

               DIFÍCIL mesmo é enumerar, escolher, definir e eleger entre todas as coisas, fatos, cenas e sensações que impressionam tanto em Bangkok, qual delas é a mais marcante.  Talvez seja justo afirmar que Bangkok é uma cidade vibrante, toda ela marcante, fascinante e pulsante. E será assim aos olhos de qualquer turista ocidental.

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"Há sensações suficientes para extrair oohs!, aaahs!, iihs! e uuhs

 E bastantes para quem quer que seja, de onde quer que venha."

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               A parte histórica de Bangkok, assim como alguns de seus templos, são enfeitada demais, decorados pomposamente. São extremamente vistosos, por vezes berrantes e espalhafatosos, quase afetados.  Apesar de tudo, encerram extrema beleza. Há coisas lindas como os templos - que em alguns o conteúdo chega a exceder as pomposas fachadas que os guardam, como ocorre com o templo onde fica o Buda de Esmeralda. 

                             

“... derrama o leite bom na minha cara e o leite mau na cara dos caretas...”

(Vaca Profana – Caetano Veloso)

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Cenas de rua  - Frenética, colorida., simpática, poluída...

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Bangkok é pura loucura asiática!

               SE fosse possível resumir Bangkok num curto slogan politicamente incorreto e baseado nas minhas impressões, este seria: “Pura loucura asiática”. Talvez Bangkok seja mesmo a melhor cidade para ser introduzido ao sudeste asiático: caótica, poluída, suja, pobre, rica, super povoada, com incríveis contrastes e extremamente atraente culturalmente.  A mais pura essência da cultura asiática nos mais elevados contrastes.  Vir de Milão a Bangkok, então, deve ser quase tão marcante e contrastante quanto ser abdusido: é chocante, sensacional e, talvez por isso mesmo, inesquecível. Bangkok é um ótimo “aquecimento” para quem vai à Índia. E ainda que bizarra em alguns momentos, também é extremamente turística em outros.  Aliás, Bangkok é um dos maiores centros de conexões aéreas para a Ásia, ou, se preferirem, “portão de entrada”, assim como Cingapura e Hong Kong, todas as três com excepcionais aeroportos.  Quente, poluída e populosa: esta é Bangkok, pura loucura asiática! 

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"Quente, poluída e populosa: esta é Bangkok, pura loucura asiática!"

               A Tailândia é um dos mais populares destinos turísticos do Sul da Ásia e é fácil compreender porque. É relativamente segura e barata, com incríveis paisagens naturais nas montanhas, florestas tropicais e litorais, ilhas paradisíacas, ruínas históricas de uma herança cultural fascinante, legados de antigos reinados, cultura e história ricas, boa infra-estrutura turística e uma renomada hospitalidade, além da duas mais reconhecidas marcas registradas tailandesas: a comida e as massagens. E Bangkok é uma das cidades do mundo que mais rapidamente cresceu desde sua fundação, em 1.782, depois de mudar-se de Thonburi, do outro lado do Rio Chao Phraya e após Ayutthaya ter sido saqueada por Burma em 1.767. Na época foram criados os mesmos canais originais de Ayutthaya e o Grand Palace.

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A realeza na Tailândia

              ALGO que impressiona o viajante -  logo ao desembarcar no aeroporto, por conta das gigantescas fotos - é a adoração dos tailandeses ao seu rei. Impressiona, depois toca.  Causa impressão – e certo preconceito – porque comumente associamos esse tipo de adoração às mais conhecidade ditaduras africanas, asiáticas, sul-americanas. Nunca havia visto um povo tão devoto um rei.

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 Rei Rama IX e a Rainha

              FUNDADA em 1782 por Rama I - que iniciou a atual dinastia Chakri – a realeza tailandesa tem em Adulyadej - o atual rei tailandês que está no poder desde 1946, e que tem 80 anos - o mais antigo chefe de estado em exercício no mundo.  Foi uma monarquia absoluta de 1257 a 1932.  Rama IV é o Rei Mongkut, aquele rei do filme “Ana e o Rei do Sião”, o primeiro  rei a se comunicar com o exterior. Quem assistiu ao belíssimo filme protagonizado Jodie Foster e Cho Yun-Fat é uma versão mais "politicamente correta" das estórias de Anna Leonowens mas o filme foi proibido na Tailândia por faltar ao respeito com a monarquia tailandesa por ser baseado em mentiras. As versões anteriores também haviam sido banidas.  É verdade que o filme é muito difícil de engolir como história, já que Anna, sendo súdita da coroa britânica,  jamais poderia tratar o Rei de outro país de igual para igual e com tanta insolência. Não é possível associar aquilo à realidade de se imaginar que um súdito da Rainha da Inglaterra, ainda mais na época da Rainha Vitória, trataria de igual para igual um monarca de outra nação.  Agora é uma monarquia constitucional com o Rei Bhumibol (Rama IX, nascido em 1927, rei desde 1941 e coroado em 1950) e um Senado com 267 senadores indicados pelo rei por 6 anos e uma Assembléia com 357 deputados eleitos pelo povo por 4 anos.

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              É uma sociedade bacana, admirável conceitualmente, na qual a comunidade prevalece sobre o indivíduo e que é influenciada por Confúcio, o filósofo chinês e suas três harmonias: o mundo humano, a natureza, o mundo espiritual.  Na família nunca se está só, nem se dorme só. As crianças são educadas sem ameaças e sem punições mas com profundo senso de vergonha em relação aos outros e de obediência irrestrita aos mais velhos.

             A religião é o Budismo, praticada por 92% da população, baseada no conceito de "Karma" e nos seus 500 ciclos até o Nirvana, e tem 4 princípios: Isto é sofrimento,  Isto é a causa do sofrimento, Isto é a solução para o sofrimento, Esta é a maneira de abolir o sofrimento.  Acho bacana esssa filosofia religiosa de não ter que adorar seres sobrenaturias e reservar um pedacinho do terreno do céu. Se eu tivesse uma religião, provavelmente seria ela o budismo. Acho que isso aqui resume tudo o que penso de pessoas que vivem adorando deuses, santos e tudo o que é sobrenatural:  “A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.”, já dizia Buda.

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Por que ir a Bangkok?

               POR que Bangkok é uma cidade curiosa, efervescente e com muito o que se ver e fazer.  Não deixe os poucos “contras” impedirem você de descobrir tantos “prós” desta cidade.  Fazer turismo em Bangkok pode ser um das atividades mais difíceis para o viajante despreparado.  É um duro trabalho, o qual será tão mais duro quanto forem a desinformação e o despreparo.   Todavia,  com alguma paciência, muita determinação, certo desprendimento e muita informação tudo ficará muito, muito mais fácil.    

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             Grand Palace

 HÁ muito o que ver em Bangkok, para além do Grand Palace, a sua mais impresionante atração e seus pequenos e infinitos detalhes decorativos de seus mais de 100 prédios e templos (ou “wat”), 200 anos de história,  incrível refinamento asiático arquitetônico e decorativo. O National Museum, para citar um exemplo,  é também rico em número de construções e arquitetura, incluindo a residência real e uma capela. O Wat Po,  outro templo impressionante construído no século 16 e que abriga um Buda reclinado de 46 metros de comprimento e 15 de altura, ou a Jim Thompson House,  localizada em Soi Kasemsan, no Centro de Bangkok, que leva o nome de um agente da CIA e que se tansformou num apaixonado ela cultura tailandesa ao ponto de tornar-e o maior comerciante de seda da cidade, talvez do país.

            

"Talvez Bangkok seja mesmo a melhor cidade para ser introduzido ao sudeste asiático:

caótica, poluída, suja, pobre, rica, super povoada, com incríveis contrastes."

 

               E o que dizer dos passeios de barco ao longo do Chao Phraya River?  Eles oferecem uma visão de ângulo completamente diferente dos demais, altamente recomendável porque proporciona olhares inesquecíveis a partir do próprio leio do rio e da rede de canais (klongs) que deram, ambos, a Bangkok um de seus apelidos mais conhecidos no ocidente: “Veneza do Oriente”. Barcos partem do Tha Chang Pier, do Grand Palace e de alguns hotéis situados defronte o rio. E no fim-de-semana uma visita ao Chatuchak Park, a versão oriental e tailandesa das feiras populares européias como a Feira da Ladra, em Lisboa, o Mercado de Pulgas, em Paris, a Feira do Rastro, em Madri - entre tantas outras.

               DE fato não há dificuldades para se fazer uma viagem independente ao país e explorar-se também com independência a sua Capital, ainda que ela tenha todas as mazelas de uma megalópole com cerca de 9 milhões de habitantes. Tudo está feito para receber o turista, independentemente de seu padrão financeiro. A infra-estrutura e as atrações são adequadas a todos os gostos, dado à divesidade e pluralidade, e bolsos, em virtude da excepcional rede hoteleira e de albergues que se encontram sem dificuldades e a custos do sudeste asiático, como se não fossem suficientes a cultura, a arte e a sociedade tailandesas para atrair e cativar o visitante.

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"Os cheiros - ora fétidos, imundos, ora delicados, exóticos –

preencherão permanentemente suas narinas."

 

               MAIS distantes do Centro ficam a Crocodile Farm e o Zoológico, em Samut Prakan , o floating market - em Damnoen Saduak – a Ponte do Rio Kwai, em Kanchanaburi, a três horas de Bangkok, a praia de Ko Samet, a três horas e meia, ou mesmo Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, de indispensável visita, situada nas montanhas do mesmo nome e fundada em 1.296 como a Capital do Reino de Lannathai, com seus mais de 300 (!) templos budistas, alguns deles do século 13. Um espetáculo cenário que ainda oferece aos turistas aventureiros a oportunidade de fazerem trekking, rafting, elephant riding e uma visita a tribos nas montanhas. Todas essas atrações serão abordadas mais detalhadamente aqui em diversos próximos capítulos fartamente ilustrados e com informações úteis, dicas, sugestões e eventuais roteiros e mapas, além de elos de ligação na Internet.

 

"Bangkok é a mais pura essência da cultura asiática.

E nos mais elevados contrastes."

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               DE todo modo, em todas as direções, Krung Thep (lembre-se, do Thai “Cidade dos Anjos”) expande-se para além do horizonte e dos arranha-céus seguindo os meandros do Rio Chao Phraya, da frenética Chinatown e de Little India, dos quarteirões que margeiam o rio ao redor do Oriental Hotel e das incríveis e ponteagudas construções dos inúmeros Wat e dos bairros de Thanons Sathorn e Silom onde ficam as grandes corporações.

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Bangkok fica bem ao sul do país, próxima ao Golfo da Tailândia

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Visitar Bangkok é experimentar uma sobrecarga sensorial

                Para além dos fortes contrastes que acompanharão o visitante durante toda sua estada em Bangkok, a sobrecarga sensorial ficará definitivamente marcado em sua mente como a "trade mark" de Bangkok.   É mesmo uma volumosa sobrecarga sensorial a que todos os que visitam esta cidade são submetidos: visão, olfato, paladar, audição e tato serão testados à exaustão.

               OS cheiros, ora fétidos, imundos, ora delicados, exóticos – preencherão permanentemente suas narinas. O OLFATO será talvez o sentido que mais intensamente você perceberá.    O trânsito caótico, lentíssimo, estressante, também atentará contra sua AUDIÇÃO e também com a boa dose do cansaço e de algum estresse sentido especialmente no fim do dia, ainda que você seja o mais zen-budista viajante.   A confusão que impera ora nas calçadas, ora ruas, no trânsito de pessoas e de carros, encherá seus ouvidos, mantendo sobrecarregada sua audição.

               O PALADAR será testado, em maior ou menor intensidade, na medida do tamanho de sua coragem em provar a apimentadíssima, exótica, condimentada culinária tailandesa, repugnante em alguns “pratos” vendidos nos mercados a céu aberto e nas incontáveis carrocinhas e barraquinhas de rua por toda a cidade. Sejam eles diurnos ou noturnos, sobre a água do Rio Chao Phraya e em pequenas canoas, seja sob barracas e carrocinhas de camelôs nas ruas -, um permanente convite ao paladar.

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               O TATO é um dos sentidos que lhe será inesquecível se você resolver 'aventurar-se' pelo mundo da massagem tailandesa. Atenção!  Por  "massagem à tailandesa" entenda-se "massagem quebra-ossos"!  Em Bangkok há inúmeros locais para conhecer mais esta parte da cultura tailandesa. Aliás, o que não falta em Bangkok é lugar para uma das experiências mais marcantes e inesquecíveis de sua viagem, se você gostar de massagem quebra-ossos, claro. Se você pretende entregar-se a esse “prazer”, há para todos os padrões. A mais barata e mais conhecida é a da escola que existe no Wat Po (o Templo do Buda Reclinado) e que é altamente disputada por locais e turistas. O preço de cada sessão é de 250 bahts por uma hora e 150 bahts por meia hora. Por ser uma escola, adota a massagem tailandesa tradicional, baseada na reflexologia, na acupunctura e no ioga, a qual consiste em pressionar enérgicamente vários pontos do corpo, através da ponta dos dedos, dos cotovelos e dos pés. Se você tiver coragem, faça a reserva assim que chegar ao local e antes de iniciar seu passeio turístico.

 

"Uma aparentemente infindável sucessão de templos budistas de extraordinárias beleza."

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               A aparentemente infindável sucessão de templos budistas de extraordinárias beleza e um skyline de arranha-céus que com eles contrastam estará sempre presente em sua visão, seja nas linhas indefiníveis do Grand Palace, do Wat Phra Kaeo (ou Templo do Buda de Esmeralda), que fica dentro do Grand Palace, cuja estátua de Buda é em jade e rodeada por outras em ouro do Wat Po (“wat”, em tailandês, é “templo”), com o enorme Buda reclinado de 46 metros e recoberto de folhas de ouro, e do Wat Arun, ou Temple of the Dawn, com 70 metros de altura e revestido com pequenos pedaços de vidro colorido e porcelana chinesa, o Wat Saket e a Colina de Ouro,  seja nos modernos shopping centers e bonitos edifícios que abrigam fabulosos hotéis e resorts – de luxo asiático inigualável - seja nos restaurantes mais descolados e bem decorados, nos bares e discotecas mais bonitas do mundo.

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               OS inúmeros ícones desta cidade personalíssima – os tuk-tuk, taxis escandalosamente bi-coloridos, os canais navegáveis que têm tanta importância quanto as ruas de mão-inglesa, os camelôs alfaiates, costureiras e sapateiros trabalhando na rua, as barraquinhas com botijões de gás e toda a tralha para fritarem e cozinharem barraquinhas e carrocinhas, os restaurantes que ficam no topo dos edifícios – como o do Hotel Landmark , no 31º andar, cujo restaurante Rib Room ( http://www.landmarkbangkok.com/frame_dining_main.html ) proporciona uma bela vista num ambiente super bem decorado e sofisticado e servido por belas garçonetes trajadas com extremo bom-gosto, ou como o Restaurante Scirocco, no hotel Lebua at State Tower, igualmente alto, descolado, moderno e bonito (http://bangkok.lebua.com/gallery-em.html), ou um drink ao pôr-do-sol no Restaurante Vertigo (http://www.banyantree.com/bangkok/destination_guide.html) (no rooftop bar do The Banyan Tree Hotel) - nada o marcará tanto com o o trânsito e a obsessão absoluta e incansável – por vezes ingênua – tentativa de iludir e ludibriar os turistas para deles sacar algum dinheiro.

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               DAS mentiras mais cínicas e manjadas - “o Palácio Real está fechado” – aos produtos falsos, de jóias e pedras “preciosas” aos Rolex, nada, todavia, comprometerá sua viagem se você souber como desvencilhar-se das espertezas e deixar-se levar pelo ritmo tailandês. O tato, apenas o tato será o sentido que poderá escapar de ser testado em Bangkok, porque das sedas finíssimas aos crocantes insetos vendidos em espetinhos você só tocará se quiser.

               E o que o surpreenderá é que no meio desse comércio todo não há a sujeirada que se veria no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Chega a admirar o capricho dos camelôs, que ao final do dia recolhem suas tralhas e limpam a área onde instalaram seu ponto durante seu dia de trabalho. Todavia, é muito provável que o que mais marque o visitante de Bangkok é o seu terrível trânsito. E viva os taxis com ar condicionado!

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               A contrastar, também, o efervescente e popular mercado de rua Chatachuk Market e os ultra-modernos shopping malls, o trânsito caótico e o oásis verde do Lumpini Park.

                BANGKOK é uma cidade agitada?  Não, é elétrica!  Vibrante, chocante, colorida e turística. E muito boa pra compras (se você souber diferenciar o falso do verdadeiro e pechinchar). Bangkok é uma típica cidade do terceiro mundo que nós brasileiros conhecemos tão bem: trânsito caótico, mas não perigoso; ruas sujas e com muitos vendedores ambulantes; moderna e exótica ao mesmo tempo; com transportes coletivos dos mais modernos (skytrain) aos mais exóticos (tuk-tuk, um riquichá motorizado); massas de pessoas de diferentes etnias, chineses, indianos e árabes, além dos tailandeses. É a cidade das heresias consentidas: convivem pacificamente o budismo e a prostituição.

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Próximo Capítulo: 

3) Deixe Bangkok roubar seu coração 

Conhecendo Bangkok: Os Bairros da Cidade, O Lay out de Bangkok, Os Transportes, O Clima, O Dinheiro, Os Shopping Malls, Navegando pelo Rio Chao Phraya, Os Klongs (Canais) de Bangkok, A lendária Khao San Road, Hospedagem em Bangkok

 “Falando” tailandês

Quando ir (o clima)

Trânsito de Bangkok – Um entrave ao turista

Reader Comments (27)

Caros leitores e amigos, me desculpem - sinceramente - se não estou respondendo aos seus comentários, mas tem sido difícil postar novos capítulos com tantas fotos e manter o blog atualizado.

Espero que leiam esse segundo capítulo com o mesmo carinho com que o escrevi olhei esta cidade.Por favor, deixe seu comentário que assim que eu puder responderei a todos.

Obrigado pela visita!

P.S. lembrem-se de que haverá mais 13 capítulos!
Arnaldo,
Suas fotos estão cada vez melhores.
Muito bacana seu guia completo de Bangkok!
11:59 | Unregistered CommenterMô Gribel
Arnaldo

Realmente voce está me convencendo a colocar mais uma Cidade na minha lista! E com certeza a melhor descrição da Tailandia que eu ja vi até hoje, e olhe que eu sou rato de revistas e sites de viagem....
23:29 | Unregistered Commenterernesto
Sensacional o relato! Parabéns! É de uma sensibildade ímpar, gostoso de ler e indispensável para quem pretende conhecer.

Estamos esperando vocês de volta. Beijos
3:05 | Unregistered CommenterAlcides
Estou esperando as fotos antigas. Te garanto que são superiores as minhas.

Quando o Musée d'Orsay foi inaugurado, os turistas ao entrarem exclamavam meu Deus!

Pensei nisto lendo seu segundo artigo.
15:09 | Unregistered CommenterMaria Lina
Tá, me ralei, vou comprar a passagem agora... O que eu faço? Não tem como NÃO visitar essa cidade!
16:27 | Unregistered CommenterDiogo
Nunca pensei nem em pensar em ir tão longe, mas já estou começando a mudar de idéia. Parece que estou navegando no Discovery ou National Geographic. Esse blog de viagem está altamente especializado, e com uma característica única: narra com emoções. Prabéns, Arnaldo, está muito lindo!
17:40 | Unregistered CommenterRosaBsb
Arnaldo,

Com esse tempo tão excasso acabo não comentando, mas tenho acompanhado o blog que se supera a cada dia.

Parabéns!

Um abraço,

Bruno Vilaça
Superviagem
Arnaldo, só agora entrei para olhar com calma e viajar...as fotos desse seu post suculento é o retrato fiel da cidade: um caos de cores e visões, delicioso de se olhar! Aliás, adorei as fotos das ruínas, me pareceu um lugar próprio para se ver com calma e relaxar...
Um abraço e continuo por aqui pelos próximos capítulos!
22:53 | Unregistered CommenterEmília
Arnaldo, estou absolutamente fascinada com a Tailândia, os Budas, os costumes, as cores, e SUAS FOTOS !!! Prefiro a parte antiga, a história. Volto com mais calma para ler e continuar a "viajar". Abraços para você e Alice ;)
0:11 | Unregistered CommenterMajô
Arnaldo,

Revisitar Bangkok com você está sendo um prazer!

Não sei não, mas acho Cingapura seria um Durian (primo chique da Jaca) e não um Limão! rsrs

Agua mineral não confiável: você está falando daquelas garrafas brancas escritas Drinking Water? Dava uma rezada antes e tomava todas. Naquela calor tomava o que via pela frente...

Apesar de todo mundo falar das monções sempre fui a Bangkok em Agosto, Setembro e Outubro. Sempre tive muita sorte. Sol na maioria dos dias e umas pancadas isoladas de chuva. Nada que me impedisse de passear ou ir nas praias. Mas o calor não aliava não.

Esse maravilhoso aeroporto tem um que de Brasil: Super faturado ao extremo. Para você ter uma idéia ele foi inaugurado e pouco tempo depois tiveram de reabrir o antigo para poder consertar as pistas que estavam rachando....

Aproveite as cores, sabores e cheiros de Bangkok. Pode não ser o melhor lugar do mundo, mas ela não passa em branco na vida de ninguém!

Uma forte abraço

0:11 | Unregistered CommenterRodrigo
Não me canso de dizer que você é um ARTISTA com maiúsculas!!!.
As fotos -TODAS- de as "Thai Faces" são simplesmentes MARAVILLOSAS!!!. Me recuerdan as fotografías de Ricard Avedon (um fotografo estadounidense muito bom), Robert Frank e Robert Mapplethorpe, mais com cor. Bravo!

13:26 | Unregistered CommenterCarmen
Bom dia!

Estou entrando em contato novamente para tratar da Parceria Comercial mencionada via e-mail em 19/03/08.
Continuamos interessados no site.

Aguardo um retorno para iniciarmos a negociação.


Grata e à disposição,

Karen Oliveira
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karen@hotwords.com.br
www.hotwords.com.br
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Phone: 11 3178 2509
Amigos Arnaldo e Alice

Com o maior prazer escreverei sobre Bangkok quando voltar. Hoje. à noite, embarco para Paris, para um congresso na Bélgica.

Tão logo chegar, entrarei em contato. Aguarde-me.

Muito Obrigado

Abraços fraternos

Camillo Leijoto
13:06 | Unregistered CommenterCamillo
Salve Arnaldo,

Estarei por Pipa até mais umas 3 semanas, depois estarei partindo para uns 3 meses perambulando pela Ásia, só voltando em julho.

Mas terei o maior prazer em conhcer sua mais nova aventura.

Acho Bangkok um lugar fascinante, e certamente voltarei por lá nesta viagem, pois quando estive lá em 2003 e achei que ficou faltando ver tanta coisa...

Estive também em Chiang Mai onde aluguei uma moto e rodei uns dias pelas montanhas.

Depois peguei o ônibus para Vientiane, que achei um lugar ainda mais fascinante, bem como todo o Laos e seu povo hospitaleiro e doce.

Um forte abraço

Tito
www.titorosemberg.com
Estive aqui (não pela primeira vez, é claro) e adorei o material de Bangkok.

Parabéns.

Tatiana Klix
Arnaldo,
Como sempre belíssimas fotografias e textos sempre interessantes de ler!
Muitos parabéns!
Margarida
18:17 | Unregistered CommenterMargarida
Estive duas vezes em Bangcoc. Ainda voltarei muitas. Você comeu muito arroz com manga? Humm...
Olá companheiro, resolvi visitar o seu site e está muito bom.

A Tailandia também adorei...

Viajar faz bem à mente, ao coração e ao espirito...

Abraço

Jr
9:09 | Unregistered CommenterJunior
Arnaldo,

A combinação música x imagens x texto está ótima mais uma vez!!!!

Abs!!!
7:37 | Unregistered CommenterMarcio

MÔ GRIBEL, você tem qalidade fotográfica também e vê-se sso pelas fotos de Portugal. Você enquadra bem e tem aquele "olhar fotográfico" especial. Acho que minhas fotos sairam do me agrado, ainda que as do pimeiro dia tenham sido feitas com a câmera de minha mulher (que é uma ótima reflex, mas com a qual eu não estava habituado) porque nossas malas chegaram três dias depois de nós.

ERNESTO, obrigado. Saiba que eu sou "rato de revista e guia de viagem" até em idiomas que não leio nem compreendo! E delas tiro muitas idéias e estilos, me baseio para escrever. Assim como na Internet, onde há relatos de viagens e blogs mil relacionados ao tema viagem e turismo. Páginas na Internet, então, nem falo. Eu estou pesquisando e escrevendo sobre Bangkok há meses. Cada dia um pouco mais. Reviso dezenas de vezes e a cada uma retiro algo que não gostei e incluo novo. Além disso, é um exercício que a cada vez aprimora um pouco mais os resultados. Leio quem escreve bons guias de viagens (Adriana Setti e Rachel Verano) e trata blogs de maneira séria e profissional, como eu gosto de tratar o FATOS & FOTOS de Viagens, um GUIA de viagens tão profundo quanto possível, bem ilustrado e sério, verificado, checado a fundo para evitar erros de informação, proporcionar utilidade e transmitir credibilidade. E isso toma tempo, dedicação e trabalho. Portanto, NADA é mais recompensador do que elogios como esse seu. Pode estar certo.

MAJÔ, obrigado. Bem, a parte antiga da cidade é de fato apenas UM de seus atrativos, ainda que nela estejam os mais interessantes, do ponto-de-vista arquitetônico e histórico. Mas ficar em Bangkok apenas nesta parte é conhecê-la pela metade. Também não seria um lugar que eu recomendasse hospedar-se (mais tarde vou publicar uma extensa matéria sobre hotelaria em Bangkok, separando a cidade por "setores" hoteleiros e comenando alguns hotéis, destacando os melhores de cata categoria e dando impressões impessoais e imparciais sobre o que penso de "onde ficar" em Bangkok. Ah, eu andei caprichando nas fotos desta vez. Mas o que creio que tenha ficado mais bacana mesmo foi o filme, feito em câmera digital com qualidade "HD" (de TV digital). Eu ainda não sei como editar os filmes e reduzir seu amanho, colocar fundo musical, efeitos essas coisas, pra depois publicar no You Tube e, consequentemente, no Blog, o que seria muito bacana pra complementar em imagens o que coloco em fotos. Qualquer dia eu farei isso. Saiba que eu acho que filmo muito melhor do que fotografo!

MARIA LIMA, eu vou tentar fazer uma seleção de fotos que tenho de Paris, como me pediu, para colocar no seu banner, mas, reafirmo que elas não são como as atuais, não apenas pelo equipamento (uma câmera semi-profissional de 6 megapixels para uma top de 12, além, é claro, da própria evolução do fotógrafo). Não creio que sejam legais, mas ficarei feliz se você escolher uma para seu banner do Conexão Paris.

ROSA, agradeço os elogios e a presença. Nossa!, Discovery ou National Geographic? Sou o maior fã das duas!

BRUNO, visite sempre! A casa é sua.

DIOGO, saiba que apesar da distância, a Tailândia e especialmente Bangkok, são muito baratas. Come-se, dorme-se e passeia-se muito mais em conta e com muito mais opções de escolha do que centenas de destinos semelhantes.

MEU irmão, avisaremos - é claro! - quando chegarmos. Vamos comvidar vocês para uma seção de filmes e fotos em casa.

RODRIGO, na verdade a "Jaca era pra ser o "Durian", mas troquei uma por outra pelo fato de que ninguém conhece a segunda. Eu a fotografei e a vi em alguns lugares (e achei uma fruta linda por dentro e por fora), mas de cheiro repugnante e muito espinhuda. Não me apeteceu comê-la. Acho que Cingapura é uma cidade que posso classificar como a "Dubai asiática", imaculadamente limpa, moderna e high end. Aliás, já estou com planos de fazer uma viagem a Kuala Lumpur e a Cingapura em Março ou Abril de 2009. Comprei em Bangkok um guia DK (os originais em inglês daqueles ótimos Guias Visuais da Folha) da Malásia e Cingapura e fiquei definitivamente cativado. E pelo que li, acho ainda que a jaca, o limão e o abacaxi são muito apropriados para compar estas três capitais aos frutos.

Definitivamente Bangkok está longe de ser tanto o melhor lugar do mundo quanto o pior. Algumas coisas, todavia, impressionam o turista, que à primeira vista pensará encontrar uma cidade suja e mal cuidada. Sim, de fato NÃO é uma cidade bonita (chega a ser feia nas ruas, nos bairros nos canais), mas é limpa, o asfalto das ras um tapete e não se vêm coisas quebradas, abandonadas, sujas e largadas. E que ótimas estradas, que sinalização de trânsito.

Quanto ao aeroporto, vc. já me havia falado desses fatos e eu não tenho como avaliar, todavia, o aeroporto não é luxuoso como o de Dubai, mas certamente sua construção custou bem mais do que o do Emirado, porque ele é todo (inteiramente mesmo!) de vidro espesso e temperado por dentro e por fora com aquele sistema de alumínio fundido moderníssimo de fixação, que custa uma fortuna.

Sim, aquela água mineral suspeita em garrafa de cor fosca e “feita em casa” é altamente não recomendável, até porque é facílimo encontrar as normais (garrafas pet) em todo canto. Eu sempre viajo com uma mochila, a qual tem um lugar apropriado para colocar uma garrafa d’água. Saio sempre com uma e quando acaba reponho. Por isso não houve a necessidade de consumir aquela água “mineral doméstica.”

TITO ROSEMBERG, conta pra nós como será a nova aventura do meu guru “aventuresco”! Tem novidades sobre o programa da viagem lá no seu site? http://www.titorosemberg.com

TATIANA, obrigado pela visita. Também estive no seu. Abraços.

MARGARIDA, obrigado pela visita. Estive em seu blog lendo a última matéria, ainda durante a viagem a Bangkok, mas não tive tempo de comentar. Farei isso sim, com prazer.

JUNIOR, obrigado pela visita e comentário.

MARCIO, o mais lamentável da viagem foi eu não ter tido tempo de agendar um encontro rápido contigo em Amsterdam, não apenas porque chegeui muito cansado, tivemos que pôr o sono em dia, pelo pouco tempo que dispunha e por um compromisso formal de visita a um hotel. De todo modo, da próxima eu marcarei com bastante antecedência. Como escrevi lá, fui a Keukenhof, o Parque das Tulipas, e fui um privilegiado por pegar SOL e NEVE em abril, o que não ocorria há 42 anos! Foi sensacional e fiz fotos lindas que serão mostradas em futira matéria sobre Amsterdam. Grande abraço e obrigado pela visita e comentário.


Arnaldo,
Eu estado olhando preços de viagens a Tailandia e não são caros, não. É um viagem barato e hoteles parecen muito bom. É muito mais caro viajar a Canada!!!. Você viajará a Bali, também???
Tchau
14:11 | Unregistered CommenterCarmen
Carmen, eu não tenho muita vontade de conhecer Bali, não. Todavia, estu interessado em visitar Kuala Lumpur (Malásia) e Cingapura, rovavelmente em 2009, possivelmente em março. SIM, os preços de tudo em Bangkok, não apenas de hospedagem, são muito mais econômicos do que outros países asiáticos e bastante mais do que paíse europeus e norte-americanos.

Oi Arnaldo
Por favor, quais meses você recomenda a viagem à Tailândia ?
grata
Claudia

19:31 | Unregistered Commenterclaudia

As chuvas de monções têm influência sobre o clima de todo o sul e sudeste asiático, principalmente nas áreas planas, em razão da umidade vinda do mar.

A época de chuvas, de maio a outubro, definitivamente não é um bom momento para viajar para lá: chove torrencialmente e faz muito calor. A melhor época é o inverno, de dezembro a março. Na verdade, em Bangkok e no sul do país, quase não se nota que é inverno, faz sempre calor; mas no norte do país, em Chiang Mai, as noites são frescas.

BANGKOK - temperaturas médias
Primavera (abril): mínima 25ºC / máxima 35º
Verão (julho): mínima 24ºC / máxima 32ºC
Outono (outubro): mínima 24ºC / máxima 31ºC
Inverno (janeiro): mínima 20ºC / máxima 31ºC

CHIANG MAI - temperaturas médias
Primavera (abril): mínima 21ºC / máxima 36º
Verão (julho): mínima 23ºC / máxima 31ºC
Outono (outubro): mínima 22ºC / máxima 31ºC
Inverno (janeiro): mínima 13Cº / máxima 29ºC

Nota: Não se surpreenda, o país tem clima tropical, na primavera é mais quente do que o verão, quando chove muito!

A época do ano em que você for viajar irá determinar as roupas
e calçados que deverão ser levados na sua bagagem.

FONTE www.manualdoturista.com.br

Muitíssimo obrigada Arnaldo !

16:24 | Unregistered Commenterclaudia

Muito bom o post, bem bacana !!

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