CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Sábado
Abr122008

Tailândia: Bangkok e Pressa não combinam!

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Pavilhão do Rei, no Marble Temple

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Budas do Templo de Mármore, Potes de Doações do Templo do Buda Deitado e "Chinesices" no Wat Pho

(clique nas fotos para ampliá-las)

               BANGKOK não é uma cidade para ser vista com pressa. Se seus planos de estada na cidade contemplarem 3 dias, leve em conta que não apenas as inúmeras atrações da cidade, mas sobretudo seu trânsito, pedem ao menos mais um ou dois dias.  O trânsito - assim como o tempo gasto nos deslocamentos para conhecer suas inúmeras atrações - ampliam em 20% a quantidade de dias que você imagina permanecer na cidade.  

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Um dos guardiães do Grand Palace

              O calor e o tráfego combinados também resultam na necessidade de ao menos dois dias a mais somados aos seus planos para conhecer Bangkok, caso pretenda explorar todo seu potencial, independentemente de seu preparo físico e de sua faixa etária.   A combinação trânsito-calor exausta qualquer viajante e obriga a que seu dia seja menor do que naturalmente estima-se.   Quer um conselho?  Reduza em duas a três horas o seu dia de passeios e empregue-as em massagem, piscina e descanso.  Você descobrirá que essas são necessidades básicas de um turista em Bangkok, tanto quanto comer, dormir e circular por qualquer outra cidade do mundo.

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Tuk-tuks, ônibus turísticos, carros particulares, taxis, motonetas e caminhões resultam num trânsito constantemente engarrafado

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Paciência (para o trânsito) e sombrinha (para o sol e calor) são dois indispensáveis itens do "kit turístico" para Bangkok

 

"Em cada rua de Bangkok haverá algo que surpreenderá um turista ocidental."

 

               NA grande e impetuosa Bangkok a distância de seu hotel até aquele templo – quando vista no mapa -  pode corresponder à escala geográfica mas não à do tempo dispendido em percorrê-la. Esteja certo e preparado: vai lhe custar mais tempo do que você pensa. Tempo e paciência.  Ir caminhando para uma atração raramente é a opção. E o transporte a ser tomado nunca será apenas um, já que ele(s) depende(m) de para onde você pretende ir, varia intensamente de uma atividade ou atração para outra.  Há, é claro, os walking-tours - os quais mencionarei mais adiante em outros capítulos - mas eles estão restritos a roteiros a pé e limitados a um certo perímetro.  O que mais será usado em termos de transporte é a combinação entre Sky-train e Chao Phraya River Express boats, especialmente quanto às úteis conexões entre ambos nas estações Saphan Taksin e Central Pier, que serão as mais usadas para se chegar às mais importantes atrações da cidade.

 

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"Os táxis são psicodélicos, singulares, fantasticamente coloridos.

As ruas são bem recapeadas, macias de rodar, bem sinalizadas e mantidas. 

E há regras nas ruas. Não é como na Índia ou no Egito. Não há buzinas! "

               UMA roda na frente e duas atrás. Tem jeito de riquixá mas é motorizado. Tem guidão de moto, o motor faz tuc-tuc, tem um teto, o interior é multi-colorido e cheio de luzes,  o assento traseiro é revestido em plástico liso e deslizante, tem umas barras de proteção não muito protetoras e, finalmente, um piloto kamikaze na frente e geralmente dois turistas assustados atrás.  Bem, é isso. Acho que consegui resumir o que é um Tuk-tuk em Bangkok

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Confortáveis? Não. Práticos? Sim. O Tuk-tuk é uma atração turística

               NO interior do país e em cidades próxima a Bangkok você verá tambem os “samlor”, triciclos movidos a força humana, ou seja, a pedal. Eles são bem menores e se assemelham aos riquichás chineses puxados por homens a pé, mas são de três rodas, em vez de duas. São como os tricilos-bicicleta de entregas que se encontram em algumas cidades do Brasil. Seja lá qual for o modelo, estes são os mais turísticos e ao mesmo tempo populares meios de transportes públicos de Bangkok.  Uma viagem a Bangkok sem andar num tuk-tuk é o mesmo que ir a Paris e só passar por baixo da Torre Eiffel. Não é completa.

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De dia eles são mais discretos do que à noite. Você precisa ver todas essas luzes se acendendo ao frearem!

               ELES são muito adequados e úteis para percursos curtos, e até seriam o melhor meio de transporte da cidade, não fossem as mais do que manjadas e reconhecidas trapaças que os "tuk-tuqueiros" fazem para levarem você a alguma loja que é uma verdadeira furada mas que paga a eles uma comissão ou tickets de combustível. São muito divertidos e andar neles é mais do que uma viagem, é uma aventura que aparenta ser mais perigosa do que é de fato.  Eu me dei muito bem porque em vez de enfrentar gastos desnecessários e perda de tempo, contratei uma guia local ao preço de US$ 12,00 por hora (com direito a Van refrigerada) para ficar comigo o tempo que eu precisasse e quisesse na Cidade. Isso dava em torno de US$ 80,00 por dia incluindo gorjetas e assim ela, a guia, fazia o que eu determinasse em termos destino, meio de transporte. Uma corrida de tuk-tuk com ela custava no máximo 70 Bath (pouquinho mais do que 2 dólares!), enquanto que custaria o dobro se fosse pedido por um turista (fora o inconveniente de ser levado incondicionalmente a uma loja).

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Relaxe e ande! É bom, mesmo que você respire um pouco de fumaça e se assuste com certas manobras

               BARGANHE sempre, mas seja justo e não explore:  lembre-se de que eles trabalham duro, mais do que dez horas por dia naquela poluição toda e com um barulho estressante.  Seja bomzinho e menos pão-duro.  Não há nenhuma dificuldade em encontrar um tuk-tuk. Basta posicionar-se numa calçada no meio-fio, como se estivesse pra chamar um taxi e logo alguns aparecerão. Negocie e embarque. Mas recuse qualquer um que ofereça para fazer um “sightseeing” ou  “shopping” por 30 Baht, pois o objetivo dele é levá-lo a lojas caras e não confiáveis. Recuse e pague o mesmo exigindo ir diretamente para o SEU destino. Uma corrida média normalmente custa 60 a 80 Baht. Infelizmente por causa disso os “water taxis” são a melhor maneira de locomover-se em Bangkok: baratos, confiáveis, eficientes, sempre com percursos e vistas agradáveis ao longo das margens do rio Chao Phraya.  O Chao Phraya River Express, os maiores e mais rápidos, com uma lista vermelha e um número no alto e o que a maoiria dos turistas pega.

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Barco do sistema Chao Phraya River Express

               TODAVIA, se seu tempo é limitado, junte-se a um tour que se oferecem às dezenas pela cidade, mais pelo fato de que o transporte está incluído e os deslocamentos reduzidos e descomplicados do que pela necessidade de guia. Caso você seja um viajante medianamente experiente e independente, conheça por conta própria. Mas pense nisso: city-tours podem ser muito interessantes e conseguidos com grande facilidade nos centros turísticos (TAT Tourist Authority of Thailand www.tourismthailand.org e BTB Bangkok Tourist Bureau) e nas recepções dos hotéis e agências de viagens. A Real Asia (www.realasia.com) é uma das que tem as mais abrangentes e imaginativas excursões em Bangkok e redondezas. Se você tem 4 dias, conheça Bangkok por sua própria conta. Se tem cinco a sete dias, poderá fazer alguma excursão de um dia a partir de Bangkok, como a Ayutthaya e ao mercado flutuante.

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O Mercado flutuante fica perto de Bangkok e é um dos passeios "bate-e-volta" mais recomendáveis

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Skytrain – O estilo “Bladerunner” de trafegar em Bangkok

               BEM-vindo ao futuro. Se o tuk-tuk é o estilo "kamikaze" de trafegar em Bangkok, o Skytrain é o estilo "bladerunner".  O Skytrain é um monotrilho elevado, moderno, silencioso, bonito e limpo, que corre por boa parte da cidade, em duas linhas. As estações e seus acessos são bonitas e arejadas, claras e modernas. Ele segue por uma aprte da cidade bem moderna, especialmente na área da Sukunvit Road e por entre prédios comerciais e residenciais modernos e caros. Em certos trechos lembrei-me de uma cena do Bladerunner em que os carros voavam entre os prédios e deixavam o caos urbano embaixo, no nível da rua.

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As estações, assim como as linhas, são sempre suspensas

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O Reino da Pimenta

               TEM que ser macho pra comer na Tailândia. Sem machismo, por favor! “Macho” no sentido figurado da expressão: boca e estômago de aço, nada delicados.  Ou, pelo menos, de avestruz, pra conseguir consumir tanta pimenta sem se furar por dentro. Tudo tem pimenta. E tudo que tem pimenta tem pimenta de todos os tipos. Tem também massa e pasta de pimenta. Os tempêros são ricos e elaboradas são as receitas. Aliás, é uma cozinha sofisticada: são condimentos e especiarias como coentro, alho, cominho, gengibre, manjericão, pimentão, limão... e pimenta.  Há pimentas de vários tipos, cores, formatos.  É comum encontrarmos nos pratos algumas frutas tais como coco, manga, goiaba e tamarindo integrando os ingredientes culinários. Mas com pimenta! 

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Fast food (com pimenta) em estilo tailandês no Mercado Flutuante

               AS carnes são múltiplas: de boi, de porco, peixes, crustáceos, aves, ovos e outros bichos. Com pimenta.  Há muitos pratos à base de massas, legumes e verduras, além de cogumelos. Apimentados.  Pimenta é o arroz com feijão dos tailandeses.  Fritos, assados, grelhados, cozidos na água e no vapor, todos os pratos levam pimenta. Vinagre com pimenta. Açúcar com pimenta. Pimenta agridoce. Molho de peixe com pimenta. Pimenta é a base da culinária tailandesa, o "reino da pimenta".

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"Picante, azeda, salgada e doce, carregada em temperos e perfumes."

 

              AS cozinhas bahiana e tailandesa guardam algumas semelhanças: o uso de do leite de coco, as especiarias, os ensopados e as pimentas, o coentro, o gengibre e o amendoim, além de em alguns pratos, o aspecto.  Toda a culinária tailandesa é feita à base de ingredientes frescos que vão dos legumes e verduras às frutas, carnes e peixes, com generosidade nos temperos à base de alho, condimentos, especiarias e pimentas. Fundamentalmente é uma comida rica, delicada e sofisticada.   O arroz especialmente sem tempero e no ponto de papa, às modas chinesa e japonesa, é usado como veículo.  É uma comida que pode ser ao mesmo tempo picante, azeda, salgada e doce, carregada em temperos e perfumes. Um verdadeiro exercício exaustivo para o paladar.

"Açúcar na comida e sal no suco de frutas."

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Até fast food de rede americana em Bangkok é apimentado

              PIMENTA nos olhos dos outros é refresco, mas em outras partes corpo pode ser um santo remédio, segundo um artigo na revista científica "New Scientist" que demonsta  que a capsaicina - princípio ativo de pimentas - faz bem à saúde, alivia sinusite, além de ter até memso propriedades anti-cancerígenas, mas outros estudos indicam que comer pimenta em excesso causa danos ao estômago.  Não diga! Ah, eles colocam açúcar na comida e sal no suco de frutas!  E nas mesas tem sempre amendoim, açúcar e pimenta como couvert.

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Pimentas e especiarias: fáceis de encontrar e de comprar. Difíceis de comer

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Tailândia, "Terra do Sorriso"?

               BANGKOK é mesmo cidade do sorriso? Sim, é!  Decididamente.  Salvo pelo mal educado e carrancudo sonolento fuuncionário do setor de saúde antes da imigração no aeroporto, todas as pessoas foram sempre sorridentes e educadas, discretas e gentis.   A 'Land of Smiles' resulta de uma reconhecida, mas complexa, simpatia dos tailandeses do interior, muito explorada turisticamente pelo órgão oficial de turismo, e que resiste ainda que Bangkok seja uma megalópole.  Ainda que o famoso sorriso tailandês seja reconhecido como uma verdade, em Bangkok você poderá sorrir para alguns tailandeses e não receber um sorriso de volta, mas isso será a excessão à regra, esteja certo. Isso não chega a ser algo decepcionante porque há uma massiva demonstração de simpatia contrária.

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O sorriso é natural, seja profissional ou não. faz parte da cultura, da educação, do caráter, da formação. Deve estar no Gen, também!

               OS tailandeses têm alguns conceitos básicos em relação à maneira de viverem em sociedade, as quais acho bem bacanas, já que estão relacionados com o budismo, com o qual me identifico. São três os princípios fundamentais: o primeiro é o jai yen, que recomenda que a pessoa evite qualquer tipo de confronto, seja verbal ou físico. O segundo, mai pen rai, determina que para tudo há um jeito, tudo se resolve; o terceiro, sanuk, define que a pessoa deve ter divertimentos, gozar a vida.

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Fast food com sorriso!

               PROVAVELMENTE acontece o mesmo que no Brasil: estão ali trabalhando há horas e em condições lá não muito adequadas e ganhando mal. O tão propalado sorriso tailandês é muito mais do que um sorriso como o conhecemos: em termos culturais ele exprime alegria, embarassamento, resignação, remorso, tensão... O que o sorriso tailandês significa depende do “tipo” do sorriso que estiver sendo usado para aquele momento.

               O sorriso tailandês (em thai: yim) é, culturalmente falando, bem mais complexo, tanto que há denominações diferenciadas para ele: yim yor, yim soo, yim yair-yair, yim hairng, may ork, yor, tak tan, tang, nam dtah, etc, etc etc. Assim, você precisa saber que um sorriso não estará exprimindo necessariamente simpatia por você. Nem tente preocupar-se em identificar as nuances dos diferentes sorrisos tailandeses e seus diferentes significados. Imagine que todos expressam uma superficial simpatia e toque em frente!

              Há pelo menos 13 palavras para definir “sorriso” em tailandês e algumas delas são:  Yim tak tai (sorriso educado, polido); Feun yim (sorriso forçado), Yim cheuat cheuan (sorriso de vencedor); Yim tang nam dtah (sorriso de felicidade) e Yim sao (sorriso entediado). 

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               O Wai é gesto com que os tailandeses agradecem ou cumprimentam uma pessoa. As palmas das mãos ficam juntas na altura do peito, a ponta dos dedos quase tocando o queixo, um leve inclinar de cabeça, uma ligeira inclinação dos joelhos, um sorriso discreto: este gesto é o Wai . Em geral a pessoa mais jovem faz o cumprimento primeiro, depois respondido pela mais velha. Na tradição cultural tailandesa a cabeça é a parte mais alta do corpo, no sentido literal e figurado. Assim, tocar a cabeça de um tailandês é considerado um ato rude. Em contraste os pés são o oposto, a parte mais degradante do corpo. Por isso, mostrar a sola do pé ou apontar o mesmo para um tailandês é considerado ainda mais rude do que tocar sua cabeça.

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               Tradicionalmente os tailandeses são um povo amistoso e gentil, simpático e hospitaleiro, por tradição cultural ancestral, educação fundamental. Referem-se aos seus vizinhos como “pee” - irmão ou irmã mais velho - ou “nong”, mais jovem. Todavia, numa metrópole tudo se perde em qualquer país do mundo: a nacessidade de ganhar dinehro, de sobreviver, faz com que turistas sejam alvo de espertezas e a tal simpatia, hospitalidade e gentileza pode tornar-se atitudes rudes e suspeitas.

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               Tailandeses também não têm o costume de demostrar afeto publicamente entre um homem e uma mulher. Pode até ser um pouco aceito em Bangkok, por ser a capital do país e o lugar mais ocidentalizado dele, mas é considerado mal comportamento fora da capital.

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Toque o tambor, tire os sapatos e acenda uma vela

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Tome cuidado com as fraudes

Tourist Traps ou Tourist Scams

               SEGUNDO o Dicionário UOL Michaellis, uma “tourist trap” é uma armadilha feita para enganar turistas.  Elas existem em vários países do mundo e há alguns sinônimos para ela mas o que mais me agrada é “cilada”.  Ou, em bom português popular, “uma furada”. Em inglês usa-se o termo “scam” para definir fraude, que é um pouco mais do que “tourist trap”, já que esta última não se refere exclusivamente a ser passado para trás e que pode ser melhor definido como “programa de índio”. 

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Suan Lum Night Bazar:  não chega a ser exatament uma "tourist trap" ,  mas fica perto disso

               QUAL a definição para scam?  Fraude. Tentativa comercial de envolver alguém em um esquema para levar vantagem. Impedir alguém de ter ou fazer alguma coisa com o objetivo de levar vantagem. Engano, fraude, dolo, velhacaria, falsidade, artifício, truque, engodo. Há sem dúvidas diversos níveis de tentativas de scams em Bangkok. Todavia há várias delas que não se aplicam ao turismo exatamente. Mas, ainda que você possa achar que isso significa que Bangkok está cheio de ladrões, não pense assim porque você está definitivamente enganado. Apenas ligue seu detector de scams e toque em frente! Leia as minhas recomendações, fique esperto e curta o que a cidade tem de melhor.

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A Khao San Road é uma das maiores "tourist traps" de Bangkok

               UMA das mais clássicas envolve vender pedras preciosas por preço extremamente vantajoso que até o momento que você descobrir tratar-se de uma gema de baixa qualidade,e specialmente nas lojas levadas pelos kamikaze dos tuk-tuk. Outra bastante comum é ser abordado no caminho para o Grand Palace ou para algum importante templo budista por um homem bem vestido dizendo que tal lugar está fechado para uma cerimônia qualquer. Você agradece e logo vem a oferta de um tour nas redondezas e, olhe que coincidência, há um tuk-tuk logo ali esperando por você!  Inevitavelmente o tour será por uma sucessão de lojas de pedras e alfaiatarias. Sim, Bangkok tem essa característica de oferecer serviços de alfaiataria até em barraquinhas nas ruas.  Só em quem vez de ter seu terno feito sob medida e em legítimo cashemir, receberá um em viscose mesmo.

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Khao San Road, de dia ou de noite, A "tourist trap" campeã de Bangkok!

Aqui vão as cinco mais comuns "tourist traps" de Bangkok:

1- NUNCA aceite uma corrida gratuita ou mesmo barata demais oferecida por um kamikaze tuk-tuk;

2- NÃO compre pedras preciosas ou ternos na rua, nem mesmo qualquer outro artigo de alto valor por preços irrisórios ou mesmo baratísimos.  Se quer comprar coisas caras e boas, vá os shoppings de Sukhumvit;

3- NÃO fique cego de achar que está fazendo um excelente negócio porque as chances de ser enganado são de 100%;

 4- SEJA educado SEMPRE, em qualquer cirtunstância, com os locais que claramente estão tentando tirar algum de você.  Diga “Mai aow, kap” em vez de “I don’t want it, thanks”. É a forma gentil e educada de dizer isso em tailandês;

5- SAIBA que tudo o que é oferecido nas ruas é falso, ainda que de boa qualidade. De iPods a calças Levis. Sem exceção.

A coisa é tão institucionalizada em Bangkok que há até um blog, em inglês, divertido e instrutivo, exclusivamente sobre o tema: Bangkok Scams: http://www.bangkokscams.com/

 

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Lojas de ouro no Chinatown: "tourist trap"

               ATÉ mesmo o mais experiente viajante é passível de cair na conversa de algum esperto de abordagem simpática e cativante dando alguma informação não solicitada mas que na verdade pretende oferecer algo extremamente vantajoso, que você acreditará ser muito atraente para você mas será de fato para ele.  Na verdade é um enganador extremamente competente e talentoso cujo objetivo é tirar algum do viajante, mas não de maneira lícita.  Muitos viajantes afirmam que cansaram de ler, ouvir e ver tentativas de engodo, mas cairam porque pareciam conevrsar com pessoas tão convincentes e com tão genuínas intenções.    A técnica é simples:  a abordagem será semrpe simpática e amigável. O primeiro contato sempre vemc arregado de convincentes alegações. Aos olhos do estrangeiro, é um genuíno bangkokian.  Muitas vezes a abordagem se dá na rua, através de um bom papo, num bar e num restaurante, mesmo até nos hotéis. Começa com um bom papo, apresentando-se como piloto de avião, policial, professor, comerciante, aparentemente interessado em transmitir ensinamentos e dar boas dicas. 

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Bangkok tailors

               SAO “encontros acidentais”  que invariavelmente terminam numa joalheria que oferece um “desconto especial” na compra de pedras preciosas num estabelecimento que impressiona à vista mas não tem nenhuma boa reputação, na qual outros “compradores” estrangeiros que “trabalham”  para os comerciantes desonestos e reforçam o cenário de uma loja de comércio sério.  Só há uma única recomendação a ter em conta, sempre:  pessoas locais são basicamente simples, sérias, discretas, reservadas. Nenhum tailandês honesto abordará você diretamente num lugar público para oferecer algo não solicitado, nem para oferecer ajuda, nem para oferecer dicas turísticas ou para anunciar nada. Se isso acontecer - e acontecerá -  simplesmente ignore, não responda, não olhe e continue seu caminho.

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Situando-se geograficamente

               SEGUNDO a Wikipédia a Tailândia é um país asiático dividido entre a Indochina e a Península Malaia. É limitado a norte e a leste pelo Laos, a sul pelo Camboja, pelo Golfo da Tailândia e pela Malásia, a oeste pelo Mar de Andaman e a oeste e norte por Myanmar. E Bangkok a sua Capital. A Tailândia chamava-se Reino do Sião, nome do país até meados de 1949. Thai significa “livre”, em tailandês e é assim que as pessoas geralmente se referem quando vão falar sobre esse país e seus habitantes (cultura thai, língua thai, habitantes Thais, etc.).

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               A região norte do país apresenta um relevo bastante montanhoso, sendo o ponto mais alto o monte Doi Inthanon, com 2.576 m. Na porção noroeste há também uma área elevada denominada Khorat Plateau que é, a leste, contornada pelo rio Mekong, um dos maiores do mundo, drenando uma grande área do continente asiático. No entanto, devido ás suas variações em seu fluxo e por ser bastante encachoeirado,esse rio não é navegável. Outro rio importante é o Chao Phraya, com 370 km, que corta o país de norte a sul, atravessando, inclusive, a capital, Bangkok, metrópole com cerca de 9 milhões de habitantes. Na região sul do país o relevo é mais baixo, sem muitas elevações.

Localizando uma atração, shopping ou hotel no mapa em Bangkok 

http://www.at-bangkok.com/map_google.html

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Uma das rodovias que saem de Bangkok

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Vista assim do alto...

               OBSERVANDO do alto e de longe, como de um dos arranha-céus hoteleiros de Sukhumvit , por exemplo, pode-se confundí-la com muitas outras capitais no mundo, mas ao descer ao nível da rua e caminhar por elas não haverá dúvidas de que o charme oriental desta cidade, dos seus monges de mantos cor laranja, as barraquinhas de frutas e comidas diferentes em todas as esquinas, os Tuk Tuk e os mercados de rua de que você está na inconfundível Bangkok. Aliás, se você mesmo vendado comer numa das inúmeras barraquinhas de rua saberá que está na Tailândia: a culinária Thai é rica em pratos e sabores, e extremamente apimentada.

 

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Visto assim do alto...

              TODAVIA o topo das construções que desenham o principal cartão postal da cidade, o Grand Palace e o seu Wat Phra Kaew (o Templo do Buda de Esmeralda) convocam o visitante a colocar os pés no chão e compreender que o se vê de cima e de fora não se compara as sensações de conhecer o que há por dentro. Especialmente no Grand Palace, que com seu enorme muro branco consegue esconder e não antecipar nenhum arrepio e do choque e se tem ao se ver tudo ali de perto.

BANGKOK%20C%20Blog%20Sukhumvit%2002.jpg  Suhkumvit Road

               ALIÁS, Suhkumvit é um bom ponto turístico para ficar e percorrer: é onde ficam a maioria dos bons hotéis, um incontável número de shoppings, alguns museus, vida noturna suspeita, lojas e galerias onde os produtos são 100% falsos e lugar de prostituição. Em Bangkok há duas principais áreas de hospedagem tradicional (hotéis de bom padrão): Suhkumvit ou à beira-rio, onde ficam aqueles hotéis de primeira linha, ícones do luxo asiático, tais como o Península e o Oriental. É difícil definir qual o melhor lugar para ficar entre esses dois, porque ainda que o primeiro seja uma área mais adequada à hospedagem a negócios e também um ótimo centro de compras, e a segunda mais perto da área mais turística, cada um tem suas características e vantagens.

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O Rio Chao Pharya (com a linha Saphan Taksin cruzando-), o Shangri la Hotel (canto inferior direito), vistos do Lebua StateTower 

              A comida é curiosa e apimentada, exótica e esquisita. Para quem estiver interessado em provar comida repugnante, tem insetos e outros bichinhos asquerosos fritos e vendidos nas ruas: de gafanhotos a baratas do mato, lesmas e outros irreconhecíveis. Portanto, não é por mero acaso que a Euromonitor International – uma empresa de análise econômica com mais de 600 colaboradores pelo mundo – concluiu que Bangkok é a segunda cidade mais visitada do mundo, com 10,4 milhões de visitantes, depois de Londres, que lidera a lista com folga: 15,6 milhões de visitantes em 2006.

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No Rio Chao Pharya ficam os hotéis mais sofisticados de Bangok, como o Shangri la (à direita) e o The Peninsula (à esquerda)

               O grande desenvolvimento dos países asiáticos vem naturalmente atraindo turistas europeus, norte-americanos e, agora também, sul-americanos, segundo o levantamento. Bankok, Cingapura, Hong Kong, Dubai e Seul estão entre as dez cidades mais visitadas em 2006.

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A passarela exclusiva do Sheraton Grand Suhkumvit liga o hotel ao Skytrain

               Bangkok é uma experiência realmente inesquecível, inigualável. Uma cidade moderna, excitante e sofisticada, mas não no sentido do luxo, que até existe, na forma asiática, e no conteúdo cultural e exótico. Para o visitante, a cosmopotila Bangkok terá toda a infra-estrutura das grandes cidades: transporte, compras, hospedagem, alimentação. Mas seu ponto alto é mesmo sua cultura. O exotismo asiático de um país que jamais foi colonizado e que por isso manteve intacta sua herança cultural. Uma metrólole que oferece ao visitante a oportunidade de experimentar uma fascinante e compacta visão de toda a cultura tailandesa em nada mais nada menos do que 400 reluzentes templos budistas de grande exotismo e beleza, magníficos palácios e a fascinante dança clássica tailandesa.

 

               Bangkok não é uma cidade na qual se perceba claramente as divisões de bairros, como um centro financeiro comercial bem definidos, pois os arranha-céus espalham-se pela cidade ao lado de pequenos ou grandes templos, edifícios baixos e casas populares homogeneamente. Por ser assim e bastante arborizada e com um rio que a contorna, a gente não se sente rodeado de concreto.

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A famosa Khao San Road: turismo econômico

               A famosa Khao San Road é o lugar para o turismo econômico, mais conhecido no Brasil e no mundo como “mochileiro” (backpacker).  Nota-se - pela idade média bem jovem dos turistas ocidentais que circulma entre os trabalhadores orientais da Khao San Road - que trata-se do centro de hospedagem estilo albergue em bangkok.  São europeus, australianos e americanos, boa parte deles tatuada e com cabelos em estilo dread, garrafas de cerveja nas mãos. Há bares e restaurantes, lojas de todos os tipos e muitas, muitas opções baratas de hospedagem. Gente circulando tranquilamente na agitada rua e nas barulhentas calçadas, com garrafas de cerveja nas mãos.

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Detalhe (o braço) do Buda Deitado

               E pra quem gosta de noite, agito (e a inevitável prostituição que existe franca e livremente em Bangkok), vá para a Silom Road e para o Patpong district fazer peregrinação por seus inúmeros bares, restaurantes e música ao vivo ou tocada. Prepare-se para conviver com a prostituição, com os Pip show e até shows com nomes como “Supergirl”, “Pussy Galore” e “Super Pussy”. Como este é um blog digamos...familiar, não descreverei sequer superficialmente os que rola nestes lugares. Ah, se você é daquela pessoa que adora as falsificações (algumas perfeitas!) do tipo comprar bolsa Prada de camelô africano na calçada em Nova York, a Silon Road tem um mercado noturno de imitações com produtos como bolsas, carteiras, cintos, relógios Chanel, Fendi, Luis Vuitton, Cartier, entre outros. Tudo falso!, mas super bem feitos.

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Estação do Skytrain em Suhkumvit

               CASO você veja algum cartaz com a palavra "ping-pong" não pense tratar-se do popular jogo de “tênis de mesa”, ainda que na modalidade bangkokiana sejam usadas as conhecidas bolinhas brancas.  Digamos que não se trata também de um esporte, tampouco de um jogo. Vamos chamá-la de “performance”. Esta “modalidade” de ping-pong  consiste em, digamos, “soprar”  as bolinhas em direção a algum alvo. Até aí, nada de espantoso. O curioso é que a bolinha é expelida pelo órgão sexual feminino. Sim, bolinhas e outros, digamos, artigos. 

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Sagrada e profana, Yin e Yang

               EM bares com nomes sugestivos e escancaradamente francos como Sodom & Gomorrah você entre apenas se quiser ou se impressionar-se com os insistentes chamados dos que ficam em suas portas agenciando clientes.  Felizmente a nossa curiosidade limitou-se a conhecer por fora. Minha mulher preferiu fazer uma massagem nos pés e eu circular entre as barracas e lojas de produtos "low quality-high plice" fajutos mas de excelente qualdiade.  Quanto ao “pleço alto” é porque você encontrará os mesmos artigos falsos em lugares menos turístios e, consequentemente, mais baratos.  Ah, não estranhe o sotaque “thaienglish” em Bangkok. Imagine um chinês de pastelaria de São Paulo falando “português”. Soa do mesmo jeito.

              PATPONG, Nana Plaza, Soi Cowboy. Estes são os famosos lugares de entretenimento noturno com orientação sexual.  Este endereço descr eve cada um dos bares e seus estilos:

http://www.bangkokbargirls.info/

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 Nana Plaza, a noite da muvuca, produtos falsos de boa qualidade e prostituição

               EM volta deste mercado, de noite existem bares aos montes com meninas dançando semi-nuas sobre as mesas ou sobre o balcão do bar, coisa que só pensei existir em antigas zonas portuárias... Duas ruas são chamadas de “Paptong”, localizadas junto à Silom Road, a zona da prostituição e dos inferninhos de Bangkok, das prostitutas aos travestis. Na verdade Paptong é o nome de um chinês que começou o seu negócio, não o de prostituição, mas um restaurante-albergue que atendia a pilotos de aviões que vinham da Europa para Austrália e outros países do Oriente e faziam de Bangkok um ponto intermediário de parada, nos tempos em que viagens dessas levavam três ou quatro dias. Ao lado do restaurante do chinês Paptong abriram-se meia dúzia de casas de prostituição e o negócio desenvolveu-se. Mas não se pode ver a Tailândia como é vista por muitos turistas ou que a Tailândia é um país de prostituição. As zonas de prostituição concentram-se em lugares definidos: Paptong, Soi Cowboys, Rachadapisek e Royal City.

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Skytran

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Welcome to Bangkok!

               ENFIM, Welcome to Bangkok!, a cidade dos contrastes e diversidades marcantes, onde convivem em aparente harmonia alinhados shopping centers e populares mercados de rua, os mal afamados tuk-tuks e os modernos skytrains, arranha-céus de vidro e antigos e rendilhados templos budistas, monges budistas vestidos a caráter com ocidentais de bermuda e tênis, o violento Muay Thai – boxe tailandês – com o delicadíssimo e requintado balé clássico tailandês. A cidade é cheia de templos e monumentos religiosos, símbolos extremamente importantes para os tailandeses.

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A belíssima ponte Rama VIII que une os dois lados do Rio Chao Phraya em Bangkok é apenas mais um dos altos contrastes desta cidade

                O Suvarnabhumi Airport (pronuncia-se su-wan-na-pum), também conhecido como “New Bangkok International Airport”, é belíssimo e muito novo: inaugurado Setembro de 2006 é o hub da Thai Airways International, da Bangkok Airways, da Thai AirAsia e um sub-hub para a China Airlines, a EVA Air, a Air India, a Indian Airlines e a SriLankan Airlines.

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Suvarnabhumi Airport - Foto de  John Dalkin (http://www.flickr.com/photos/59303791@N00/527439905/)

               BANGKOK é o lugar para experimentar a mundialmente famosa Thai massage “quebra-ossos”, ou então um dos lendários tratamentos tailandeses de rejuvenescimento num dos spas da cidade - capazes de levar um turista ao êxtase -, quem sabe até um espetinho de gafanhotos fritos ou um jantar elegante num cruzeiro noturno pelo Rio Chao Phraya. Isso é Bangkok. Experimente, explore, descubra seus segredos e extasie-se com as suas mais evidentes, reveladas atrações.

               A moeda do país é o Thai Baht (THB), dividida em centavos (1Baht = 100 satangs). As notas são de 20, 50, 100, 500 e 1.000 Baht e as moedas de 25 e 50 satangs (centavos), e de 1, 5 e 10 Baht. O câmbio é feito nos aeroportos, hotéis e casas de câmbio por bancos comerciais tailandeses nas principais áreas turísticas.

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               O Clima é influenciado pelas monções. E há três principais estações no ano: extremamente chuvosa, de maio a outubro; o Inverno, de novembro a janeiro, quando as temperaturas são mais agradáveis e os turistas enchem a cidade; e o Verão, com calor e humidade. As temperaturas médias ficam entre 20 e 35 graus.

 

               ASSIM, com estes capítulos iniciais, vamos visitar Bangkok , a cidade que tem grandes “prós” (a gastronomia, a arquitetura, os templos exóticos, cultura rica, o budismo ) e alguns “contras” ( prostituição, turismo sexual, esperteza com turistas e produtos falso no comércio). Como toda e qualquer cidade de grandes contrastes, pode ser uma agradável surpresa ou uma leve decepção.

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Bangkok é segura?

               ESTÁ entre as primeiras preocupações das pessoas que visitam a Tailândia a questão da segurança e da saúde. É evidente que todos devem se preocupar com ambos, e eu mesmo sou um dos que pesquisa esses dois assuntos ao planejar uma viagem. Todavia, evito dar atenção aos excessos e exageiros que costumo ler e ouvir acerca de precauções com segurança e saúde, especialmente quando em páginas norte-americanas, que tendem a exageirar muito essas questões. Com relação a Bangkok, evite apenas ingerir água da torneira. Beba apenas água mineral. E em restaurantes populares não aceite água que já venha aberta.

               BANGKOK é segura? Como qualquer grande Capital, tem seus abtedores de carteira, mas nada que para um brasileiro seja alguma novidade. Basta tomar os cuidados normais, tais como andar com cópias de documentos, deixando os originais no hotel, no crofre, andar com relativamente pequenas quantidades de dinheiro e colocá-lo em diferentes lugares (bolso, mochila, bolsa, etc). Há muito mais possibilidade de ter sua carteira batida ou roubada de dentro de uma bolsa ou mochila do que de ser assaltado.

               SE possível use um pequeno cadeado no fecho-eclair de sua mochila, desses de segredo, o mais discretos possíveis. Em multidões e aglomerações ponha a mochila de lado do corpo ou mesmo na frente. Carteira de dinheiro não deve ser facilmente vista no bolso. Preferencialmente coloque dinheiro no bolso da frente.

Reader Comments (22)

Arnaldo, eu ainda tenho muito o que conhecer e a Ásia nunca esteve entre as minhas prioridades, e para ser bem honesta, nunca foi meu sonho mesmo. Mas achei tão bonita Bangkok e muito interessante mesmo, após ler seus posts, que estou começando a mudar de idéia.

Lindas fotos, como sempre!!!
Arnaldo, a Ásia nunca esteve nos meus sonhos, mas estou adorando conhecer Bangkok através das suas lentes!

Parabéns pelas fotos, estão demais!
10:19 | Unregistered CommenterLuisa

O frango apimentado do KFC é mesmo dureza! Um pedido acompanhado de no pepper, no spice, no hot, às vezes, ajuda.

Bonita a foto do aeroporto

Um abraço

13:39 | Unregistered CommenterRodrigo

Arnaldo, bonitas fotos!!!

Eu penso que pode ser divertido, interessante e uma verdadeira experiência viajar a uma cidade como Bangkok. Uma cidade em que se aprecia um certo caos de muitas coisas juntas: veículos, pessoas, carteles de publicidade, comidas, táxis e milhares das cores e todo isso condimentado, adereçado com a mágia do Oriente, o encanto de Ásia. Nós podemos olhar, a través das suas fotos, de uma verdadeira fantasia oriental com é: o Pavilhão do Rei.

Parabéns por o texto e também por as fotos!!!

13:27 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo, sempre que posso venho viajar por aqui. A sua maneira de descrever cada detalhe é vibrante e, ao mesmo tempo, parece que me desligo e fica uma sensação de paz. Perfeito!

15:56 | Unregistered CommenterRosaBsb

Arnaldo,

Que saudades de Bangkok. Tuk tuks foi o meio de transporte mais utilizado por mim quando estive lá. O que deixava a cena caótica da cidade mais bizarra era as máscaras nos rostos das pessoas pois passei lá bem na época do SARS (gripe asiática), era bonito de ver todo mundo correndo de um lado a outro com mascaras brancas... Renderam belas fotos. Um dia publico no meu blog também. Agora, você está de parabéns... ricos e preciosos capítulos informativos.

Beijos

Nossa Arnaldo, é muito gostoso navegar por suas palavras e conhecer todos esses lugares.
Bankok esta na minha listinha e quero conhecer logo... se der certo, esse ano estarei na Tailandia. Você fez roteiro sudeste asiático?
[]s
Mirella

1:56 | Unregistered CommenterMirella

MÔ GRIBEL, obrigado pela visita e sempre com elogios às fotos. E olha que vc. manda muito também nas suas fotos lá no seu blog, já lhe escrevi algumas vezes sobre isso... Mas o fato de meu texto e imagens terem "despertado" em você uma certa, digamos...atração por conhecer a Ásia é o que vale! Essa série de capítulos sobre Bangkok deu MUITO trabalho e meses de pesquisa, leitura e escrita. Não dá pra esconder a satisfação ao ler comentários que reconhecem isso. Obrigado.

LUISA, a Ásia é um continente extremamente interessante do ponto de vista cultural e turístico. E Bangkok é talves o melhor lugar para ser apresentado ao efervescente mundo asiático, porque é um pouco de Índia, China e Vietnam...

RODRIGO, você já havia me escrito (eu ainda estava em Bangkok) sobre o KFC, lembra-se? Aí passei defronte a um e me lembrei. Mas, na verdade, em todo lugar deve-se pedir "sem pimenta", exatamente como na Bahia se pede "frio", quando as baianas nos oferecem um acarajé e nos prrguntam: "Quente ou frio?, meu Rei!"

CARMEN, obrigado! O mais curioso é que aquele pavilhão do Rei foi especialmente construído no terreno do Templo de Mármore (um dos templos budistas mais bonitos de toda a Ásia) para que ele se tornasse monge. Na Tailândia os jovens se tornam monges asism como nossos jovens prestam serviço militar...

ROSA BSB, obrigado pelo elogio, pela visita. Você não sabe como é bom depois de tanto trabalho, ranto cuidado, tanta pesquisa e tanto empenho em escrever e publicar, receber um incentivo desses!

CAROL WIESER, as máscaras ainda são usadas, mas por causa da poluição do ar, todavia apenas por quem trabalha na rua (guardas de trânsito e "pilotos" de tuk-tuk, por exemplo. Mas imagino que o povo usasse ainda mais por causa do surto de gripe aviária. Os tuk-tuks são de fato um interessante, curioso e atraente meio de transporte, mas constituem-se mesmo em uma atração turística. E são baratos, se vc. souber quanto custam de fato e evitar que os caras te levem a alguma loja. Obrigado pela visita e volte sempre. Aproveitando a oportunidade, queria te perguntar qual o melhor lugar para ficar (lado, praia) em Mauritius. Eu estou planejando passar uns dias na ilha e vavia em princípio gostado bastante do The Residence Hotel, e ainda que tenha achado lindo o lado em que ele está, não sei se é o melhor. Estive vendo em seu blog que vc esteve por lá e fez uma matéria bacana....

MIRELLA, eu fiz apenas Bangkok e proximidades. Ano que vem farei Malásia, Cingapura e Brunei. Este ano Farei Japão. Acredito que depois de ler todos os capítulos você terá um bom guia de Bangkok. Obrigado.

8:22 | Unregistered CommenterArnaldo

Arnaldo,
Li seu comentário dizendo que irá ao Japão este ano e fiquei animadíssima!
Eu venho adiando há 2 anos, este ano não irei ainda, mas do ano que vem não passa. Isso será um estímulo e tanto, pois seus posts completíssimos e fotografados irão me dar mais vontade ainda.

11:25 | Unregistered CommenterMô Gribel

Arnaldo

Eu já tinha ouvido falar da Tailandia, mas com a sua descrição e suas fotos me senti la. Parabens !

21:09 | Unregistered Commenterernesto

MÔ GRIBEL, eu irei em setembro próximo (um dos melhores meses para visitar o Japão) mas, considerando que escrever não superficialmente sobre o Japão, turisticamnte falando, é algo que requer meses de pesquisa, leitura de guias e livros, revistas, centenas consultas na Internet, traduções, etc, eu creio que só comeárei a publicar alguma coisa sobre essa viagem lá ra marçode 2009, até porque ainda tenho muita coisa sobre Bangkok, e viaen que já fiz e que virão primeiro, como CHIPRE (Limassol, Curium, Apolo e Omodos); TURQUIA (Marmaris, Dalyan e Caunos); GRÉCIA (Santorini); HOLANDA (Amsterdam e Keukenhof); ITÁLIA (Nápoles, Capri, Palermo e Verona); FRANÇA (Marselha); TUNÍSIA (Túnis, Cartago e Sidi Bou Said); ESPANHA (Palma de Maiorca e Barcelona).

De todo modo, mesmo que você venha a viajar antes de eu começar a publicar (e considerando que publico um capítulo novo a cada dez dias regularmente), basta que você me diga quando irá (assim que estiver definida a data) e eu lhe darei todas as informações que tivercolhido até então, mesmo que sem editá-las...

ERNESTO, eu gosto muito quando você elogia, porque sei que é exigente e conhece. Agardeço muito e saiba que me sinto muito feliz por abrir às pessoas possibilidades de destins que não imaginavam. Grand abraço.

Olá Arnaldo!

Incríveis as fotos de Bangkok! Mesmo!

Acho que todo mundo tem uma idéia das cores, agitos e variedade da Ásia, mas suas fotos foram muito além! Por exemplo, mostrar o Ronald McDonalds foi demais!ehhehe

Um guia completo para quem quiser ir para a cidade! Muito bom mesmo!

Até mais!

12:30 | Unregistered CommenterGuta

Oi Arnaldo,

Desculpe a demora, mas no feriado de Tiradentes já aproveitei e dei uma escapadinha para Santa Catarina... rs.

Sobre Mauritius, as melhores atrações ficam do lado leste da ilha (Ile aux Cerfs, Trou d'Eau Douce) e consequentemente os melhores hotéis também, como o The Residence que você citou. Porém existe alguns lugares no lado oeste da ilha que são imperdíveis, como Port Louis, Grand Baie, Cap Malheureux que fica mais ao norte. O bom do The Residence ou mesmo Beau Rivage (que fica em anexo ao The Residence), é que eles estão localizados praticamente no meio da Ilha na costa leste, o que facilita muito a locomoção para conhecer todos os outros lugares em day trips.

Mas de qualquer lado Mauritius é encantador...
Se precisar de mais alguma dica, peça.

Abraços

23:33 | Unregistered CommenterCarol

Arnaldo,
Hoje tomei conhecimento do seu blog e já estou lendo com tanto entusiasmo que até resolvi consultar você.
Eu sou um médico do interior do Paraná (Rolândia) quase setentão e que juntamente com a minha esposa e mais um casal também senior, vamos visitar Istambul, Dubai (já conhecemos ambos) além de conhcer Bangkok, onde permaneceremos por 4 dias.
Eu gostaria de pedir uma ajuda. Onde encontratremos um guia falando portugês (sei que é mais difícil) ou espanhol com carro para nos acompanhar a alguns roteiros básicos que possam ser feitos neste curto esppaço de tempo.
Muito obrigado pelo apoio e parabéns por este blog que será minha bibkia também.
Prometo não acessar jamais o twitter.
Um abraço,
Tertulino Aires Neto

Em tempo: preciso do guia em Bangkok. Grato

Tertulino, acho muito difícil encontrar um guia que fale português em Bangkok, mas procure na recepção de seu hotel indicações neste sentido. Provavelmente vc encontrará um que fale espanhol, ainda que inglês seja extramamente mais comum. Há muitas opções neste sentido, com om sem carro. Se em seu hotel não houver uma indicação, vá a hotéis de luxo que encontrará ótimas sugestões.

Em DUBAI, escreva para a Solange Barros (mencione que foi indicada pelo Arnaldo, do F&F), brasileira que mora lá e faz circuitos pelos Emirados e transfers. Solange (solangebarros@globo.com)

Em ISTAMBUL, escreva para a Meral Edbardo, guia que fala espanhol. Mencione que foi indicada pelo brasileiro que esteve lá há uns anos, hospedado no Fours Seasons: meral_edbardo@hotmail.com (telefone 0 532 365.5653)

Bom dia Arnaldo, é realmente impressionante como você descreve tão bem os lugares, nos dá a sensação de estar viajando.
Vou fazer uma conexão em Bangkok de 6 horas, gostaria de saber se consigo dar uma volta e conhecer algum lugar imperdível e se possível qual a sua melhor dica de o que fazer e qual transporte usar.
Úrsula

11:43 | Unregistered CommenterÚrsula

Úrsula, se você achar que dá tempo, havendo apenas UMA atração a visitar em Bangkok, certamente esta será o Grand Palace.

Bom dia!
Sou de Mocambique e muito provavelmente vou para Bangkok, Chiang Mai e Malasia!
Adorei as fotografias e principalmente as dicas importantiiissimas sobre a cidade!
Me inspirei no seu texto e nao vejo a hora de me aventurar na Asia =)
Muito obrigada e muitos parabens pelo Blog !!
Daniela

16:19 | Unregistered CommenterDaniela

Olá!
Vc citou uma guia em bangkok que falava portugues. Tem o contato dela?
Agradeço e parebens pelo post.
Verônica

10:12 | Unregistered Commenterveronica

Veronica, eu não citei no corpo da matéria guia em português, mas respondi na caixa de comentário acima, um que me perguntava sobre o mesmo assunto.

Oi, Sou A Dara, guiaturistica que falo portugues na Taialndia....
em caso alguem necesitar informacoes ou queria accomapnar no passeio eu faco sim.
meu whatsapp +66 081 699 9895
facebook : guias en tailandai dara

7:54 | Unregistered CommenterDara

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