CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Sexta-feira
Jul182008

Tunísia: Túnis, a agradável

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      Excitante e movimentada. Branca e azul. Esta é Tunis.

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Branca e azul, francesa e árabe, mas com muita personalidade!

                  Uma brisa seca soprava no deck do Costa Mágica na manhã daquela quarta-feira.   Era o Sirocco,  o famoso vento de nome exótico que ocorre no verão nessa parte do Mediterrâneo.  Mal começara o dia, o relógio  marcava 7 horas, e aquele vento tão morno já denunciava o calor que viria.  

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Tudo o que eu havia lido sobre Túnis soprou na minha mente com a mesma delicada intensidade que o Scirocco

                 O enorme transatlântico finalizava sua manobra de atracação em La Goulette - o charmoso nome francês do Porto de Túnis -  que em legítimo árabe chama-se Halq al Wadi.     O grande golfo do mar Mediterrâneo ficara para trás, a estibordo, do outro lado do navio.  De minha varanda eu observava aquela manobra com grande interesse.   A atracação de um transatlântico pode ser uma atração turística quase tão importante quanto a própria cidade a ser visitada.   

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              Tanto pra quem está dentro quanto pra quem está fora do navio.  Num navio de cruzeiros não há a menor necessidade de conhecermos termos nauticos, mas uma curiosidade me fez saber o que é bombordo, estibordo, proa e popa.

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A atracação é uma atração turística quase tão importante quanto a própria cidade a ser visitada

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               Alternando o olhar, ora para a proa e a popa daquelas 105 mil toneladas se aproximando do concreto, ora para a cidade que se descortinava ao fundo, o vento me trazia dela cheiros e sons, ainda discretos devido à hora.  Naquele breve instante tudo o que eu havia lido sobre Túnis soprou na minha mente com a mesma delicada intensidade que o vento do Mediterrâneo.

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As portas das casas da Medina de Túnis - A artesã de tapetes de seda

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Na Medina de Túnis a caminho dos Souks...

                Pronto, eu havia tido minha primeira impressão da cidade de Túnis: delicada, cheirosa, fresca, morna, agradável e discreta.   Aquele sopro que vinha da terra -  misto saariano-mediterrâneo - não me fazia sentir exatamente um beduíno no deserto, mas evocava cada uma das imagens que eu tinha da Tunísia.  E mesmo que um terço do território tunisiano seja constituído pelo Saara, ele, o deserto vermelho, está a cerca de 600 quilômetros de Túnis.

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                Bem que eu desejava, mas não seria dessa vez que eu me sentiria um "Paciente Inglês" ou mesmo um "Lawrence das Arábias", personagens de alguns dos iúmeros filmes rodados na Tunísia.    Mas aquele “cheiro” de deserto trazido pelo Sirocco de fato me deixava ansioso.  Era hora de correr para o café-da-manhã e nos prepararmos para a excursão à cidade dali a duas horas!

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Pelas portas das casas demonstra-se o padrão das famílias

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           Entre o Saara e o Mediterrâneo

           La Goulette. O nome do porto desta cidade revela seu passado mais recente: francês. E Tunis é de fato muito mais do que a Capital de um país do norte da África, ao menos como imaginamos ser a Capital de um país árabe no norte da África. Mas ainda que as influências francesas sejam evidentes, não há dúvidas, estamos mesmo em um país árabe e numa cidade cheia de personalidade muçulmana. Você estará certo disso ao ler a placa com o sonoro e sofisticado nome francês e ao seu lado camelos para alugar, tudo junto a um transatlântico de 105 mil toneladas.    

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Na Medina, apenas os nomes de algumas ruas são franceses. Tudo mais é genuinamente árabe

           Se um dia desembarcar no porto de Tunis e entrar na cidade pela via costeira em direção à medina, que cidade do norte da África lhe terá parecido tão eficiente, limpa, sem mendigos e com mulheres vestidas moderna e ocidentalmente, mesmo estando num país muçulmano? Passe -  a caminho da Medina de Túnis - pelas belíssimas, grandiosas ruínas romanas de Cartago e não restará dúvidas, você está em Túnis, a agradável.

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Al-Jumhūriyyah at-Tūnisiyyah (República da Tunísia) Tunisia%20bandeira.gif

           Climaticamente falando, a Tunísia sofre duas principais influências: a primeira - do Mar Mediterrâneo - reduz as temperaturas e produz chuvas tropicais; a segunda - do Saara - que com os ventos secos e quentes do Sirocco (1), torna o ar seco e quente. Assim, basicamente o território tunisiano tem duas faixas climáticas: ao Norte, influencado pelo Mediterrâneo, e ao o Sul, pelo Saara. As temperaturas são moderadas ao longo da costa, com médias anuais em torno dos 20 graus centígrados, e bem mais quentes no interior, ao sul do país. As temporadas de Verão, no Norte, vão de Maio a Setembro, quando as tempetaturas são quentes e o clima seco. O Inverno vai de outubro a Abril, com clima chuvoso, mais frio e húmido.

(1) O Sirocco (do italiano, e em árabe ghibli) é um vento quente, muito seco, que sopra do Saara em direção ao litoral Norte da África. Este fenômeno causa gigantescas tempestades de areia no deserto e manifesta-se quando baixas pressões reinam sobre o mar Mediterrâneo. Freqüentemente o Sirocco, sem umidade devido ao efeito Föhn, cruza o Mediterrâneo atingindo com violência o sul da Itália e, em certas ocasiões, chega até à Costa Azul e à Riviera. A palavra Saara deriva da palavra tenere, que na língua tuaregue significa deserto. Portanto, saiba, Saara é “deserto”. Logo, “deserto do saara” é redundância.

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Um dos vários terraços das casas da Medina de Túnis

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A Tunísia é um novo horizonte turístico no norte da África

           O Marrocos, não há dúvida, tem muito mais a oferecer em termos turísticos e já é mundialmente reconhecida como um destino efetivo. É muito exótico o Marrocos, pleno de atrações e infra-estrutura. A Argélia, todavia, ainda é perigosa. A Líbia começa a sair da lista dos países completamente desconhecidos turísticamente, que já foram perigosos na época do Muamar Khadafi de outrora, para integrar - ainda que discretamente – os catálagos de destinos turísticos no norte da África das operadoras turísticas européias. A Tunísia, entretanto, é a bola da vez dessa parte da costa da África. E por muitos bons motivos:  entre a Líbia de Muamar Kadafi e a Argélia em guerra civil e de fundamentalistas islâmicos, a Tunísia é um oásis turístico seguro e confiável. E após a independência dos franceses, o país tornou-se também um oásis de estabilidade econômica, social e política.

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Brancos, azuis e ocres parecem ser as cores nacionais da Tunísia

           Túnis (ou تونس, em árabe) é a capital e a cidade mais famosa da Tunísia e fica muito pertinho da Europa (a 45 minutos de vôo de Roma e a duas horas de Paris), e foi o berço do império de Cartago, que lutou com Roma nas Guerras Púnicas, nos séculos 3º e 2º a.C. As ruínas do que era a antiga cidade-estado ficam no alto do morro Byrsa e são um dos pontos clássicos de visitação.

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As ruínas de Cartago

           Mais para o sul da cidade fica El Jem, onde há as ruínas do terceiro maior coliseu do mundo, que tinha lugar para 27 mil pessoas e foi construído em 230.   Por causa desses cenários e paisagens Steven Spielberg escolheu a Tunísia como cenários de alguns de seus filmes. Além de Os Caçadores da Arca Perdida, O Retorno de Jedi, A Vida de Brian e as cenas de deserto de O Paciente Inglês, entre outros, foram rodados no país.

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Nos caminhos para Cartago

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A Tunísia é o lado muçulmano light do norte da África

           Este é um dos três países árabes do norte da África mais atraentes turisticamente, junto com o Marrocos, meu predileto, e o Egito, o menos, digamos..., amigável turisticamente. Ainda que o Egito tenha o maior potencial e riqueza histórica, volumosas atrações, é um país que precisa de muito auto-preparo e um bom estado-de-espírito do viajante, além de planejamento: não há como fugir, você será mais usado que corrimão de gafieira, mais explorado e perseguido pelos egípcios do que as tumbas de Tutankamon pelos arqueólogos no século passado. E isso vai acontecendo gradualmente, você vai percebendo aos poucos, progressivamente, que está sendo alvo de toda a sorte de espertezas.

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A Tunísia fica tão perto da Itália...

           Eles já estarão “de olho” em você assim que chegar ao país, seja no aeroporto ou no porto. E não adianta, você não conseguirá ficar um minuto sequer sem que alguém lhe peça uma "baksheesh" (gorjeta) em troca de algum serviço não solicitado ou ainda o mais escandalosamente explorador, desnecessário. Fora a permanente, insistente, irritante tentativa de lhe tentarem venderem algo, que ao fim da jornada lhe terá deixado marcas irritantes. Como um turista você será literalmente “caçado” onde quer que esteja e passe. No começo você aciona seu lado zen e tenta racionalizar: “é a sobrevivência deles, poxa...”, mas eles são tão insistentes quanto astutos, inteligentes e espertos na arte de “tirar-algum-do-turista”, ainda dentro do ônibus do traslado para o hotel pelo seu guia! Isso incomoda e desestimula. Sem dúvidas impressiona muito mal. Mas não vamos falar de Egito!

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Ave. Habib Bourguiba e Igreja católica de São Vicente de Paula; tempos modernos e tempos franceses

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Retratos da vida tunisina...

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           Túnis, a agradável

           A Capital da Tunísia fica entre a Argélia e a Líbia, é um dos mais bem guardados segredos turísticos, altamente recomendável para ser descoberta. É intrigante, atraente e simpática. E o melhor de tudo, tem um povo educado, simpático, hospitaleiro e prestativo, especialmente com brasileiros. Assim como no Marrocos, se disser que é brasileiro....”Aahh, Romário, Kaká, Ronaldinho...”!

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A Medina de Túnis

           É uma cidade que o surpreenderá tanto pela sua modernidade - com grandes centros de convenções, por exemplo, modernos hotéis e ‘ares’ mediterrâneos - que combinam em boa harmonia o vidro espelhado e o barroco, as palmeiras mediterrâneas e as largas avenidas, os cafés europeus e os mercadinhos árabes, os jardins luxuriantes e as mesquitas. Ah, claro, o mar mediterrâneo e suas praias estão logo ali, espalhadas por quilômetros de costa ainda pouco exploradas mas bem supridas de infra-estrutura turística.  E tudo isso tão perto, tão pertinho:  a 130 quilômetros a sudoeste da Sicília e quase encostada em Malta!

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A Medina e o Souk de Túnis

           Há vários serviços de ferries que conectam Túnis à Europa, inclusive com opção de transporte de carro, semelhante ao que liga a Espanha ao Marrocos, sendo o ferry da SNCM que liga a francesa Marselha a Túnis. (www.sncm.fr). A italiana Grandi Navi Veloce (www.gnv.it) opera linha de ferries regular desde Civitavecchia, Palermo e Gênova a Túnis. Todos eles chegam ao mesmo porto de La Goulette, que fica a 12 km do centro da cidade. Do porto é só pegar um taxi oficial (amarelos) e em pouco tempo estará no seu hotel ou na ville nouvelle. Segundo a Wikipédia, o território onde está a Tunísia foi colonizado no ano 1000 a.C. pelos fenícios, povo de origem semita que fundam Cartago, importante centro comercial do mar Mediterrâneo até à destruição pelos romanos em 146 a.C.

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O Narguile é popular entre os jovens e idososos, homens e mulheres. Ah, entre os turistas é um must!

           Passou então a fazer parte do Império Romano. Os árabes conquistaram a região no século VII da Era Cristã e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574, a Tunísia é incorporada ao Império Turco-Otomano e permanece administrada por governadores turcos (beis) até 1881, quando se torna protetorado da França. Na Segunda Guerra Mundial, o país, ocupado pelos alemães, é palco de combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista tunisiano. A história da região sempre foi tumultuada, tendo sido o berço da antiga e poderosa civilização cartaginesa, que dominou a região por mais de 700 anos, até ser conquistada por Roma.

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Caixinhas de machetaria. Tente resistir!

           Deixamos o porto de La Goulette rumo a Túnis, a Capital árabe com suas duas faces, árabe e européia. Atravessando a cidade moderna, construída durante a colonização francesa, com suas típicas avenidas amplas e edifícios públicos e privados imponentes, em estilo clássico e art-nouveau, passamos pela Praça do Governo, a porta de acesso à Medina, a cidade antiga, medieval, que fascina como todas as medinas árabes, quer por sua exclusiva arquitetura, quer por sua atmosfera, seus cheiros, sons, cores e sabores. A cidade moderna, ou Ville Nouvelle , começa no Portão do Mar ( Bab el Bahr ), cortada por aquela grande avenida, Bourguiba, onde os edifícios da era colonial contrastam com estruturas menores e árabes.

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A cidade e a Medina de Túnis

           Para um país tão pequeno – o menor do norte da África – a Tunísia oferece muito turisticamente: das praias mediterrâneas ao Sahara, dos antigos souqs às locações de filmes Star Wars , de ruínas romanas imponentes e grandiosas. Esse país árabe que fala francês e é um dos mais liberais do mundo islâmico, onde as mulheres verstem-se à moda ocidental e o álcool é vendido livremente, fica muito perto da Europa, merece ser visitado por todo o seu território e explorado em todas as suas potencialidades turísticas. A primeira impressão é a de um povo pacífico e simpático, gentil e educado, especialmente com brasileiros (eles também adoram futebol!). A Capital Túnis é um excelente portão de entrada do país, porque reflete a diversidade da nação e contempla o visitante com uma ótima introdução a esse caleidoscópio que é toda a Tunísia.

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No interior da Medina de Túnis

           Túnis pode ser tão vibrante quanto calma. E soube preservar sua própria identidade sem vender a alma ao turismo desenfreado. Nas ruas percebe-se a personalidade: homens mais velhos vestindo jalabas e usando chéchias (aqueles chapéus vermelhos) e um raminho de flores de jasmim atrás da orelha, assistem aos jovens passearem de jeans e óculos D&G e T-shirts Diesel . A cultura é árabe e africana, nÃo há dúvida, mas fortemente infuenciada pelos quilômetros de costa mediterrânea, pelos resquícios da época em que era um protetorado francês, pela proximidade com a Europa, pela globalização e pelo fato fundamental de não ser fundamentalista. O Centro da Cidade é ainda dividido do mesmo jeito que há muitos anos: a antiga medina árabe e a ville nouvelle (cidade nova) criada nos tempos franceses.

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No Souk de Túnis

           Talvez o ponto de partida para aventuras no Saara tunisiano seja a turística ilha de Djerba, a 515 quilômetros ao sul de Túnis. A cidade tem até um aeroporto internacional com vôos diretos para algumas capitais européias e seu ponto alto são seus 126 quilômetros de litoral, com cassinos, campos de golfe e hotéis resort, um cenário perfeito para antes e depois de uma incursão pelo deserto.

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A Medina de Túnis

           Em companhia de um guia entramos na Medina e passamos pela Grande Mesquita, com um imponente minarete que faz lembrar a Mesquita Koutobia, em Marrakech. Assim como todas as estradas levam a Roma, todas as ruas da medina de Túnis levam à Mesquita Zeytouna, fundada em 732. O ponto alto é um passeio pelo souk, experiência fascinante e inesquecível seja lá em que mercado árabe for, mas especialmente marcante no de Túnis. Depois terminamos nossa curta visita a Tunis no povoado de Sidi Bou Said, uma espécie de Santorini árabe, por causa de suas casas brancas e azuis com vista pro mar.

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Os minaretes das mesquitas na Medina e uma loja de perfumistas, tradição tunisiana

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De alguns terraços das casas e lojas da Medina têm-se algumas vistas exóticas e relaxantes

           Talvez nenhum outro país nessa região tenha conservado tão bem a cultura, as influências, as tradições e a arquitetura dos tempos em que era um protetorado francês. Talvez nem mesmo o Marrocos, com sua Capital muito mais européia do que árabe. E tudo isso sem perder a personalidade muçulmana. O resultado é uma cidade extremamente atraente e simpática, de um povo inteligente que manteve impecáveis essas reminiscências misturando-as com as de um país muçulmano. Suas ruas, com prédios coloniais lindos que lembram as largas avenidas de muitos paíss da Europa continental, até mesmo com uma catedral cristã, e seu souk, considerado o melhor do mundo árabe, são o mais marcante exemplo dessa agradável realidade. A verdade é que Tunis tem um personalíssimo misto de árabe, africano e europeu. É uma cidade muito organizada, funcional, limpa, eficiente. E que mistura o antigo com o novo, o europeu com o árabe de maneira explêndida.

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No pequeno souvenir está todo o potencial turístico da Tunísia

           Por tudo o que eu havia lido e visto anteriormente, o que esperava de Tunis era bastante diferente do que encontrei em Alexandria, Egito, em Outubro de 2007, um dos portos de parada do Costa Atlântica naquele cruzeiro pelo mediterrâneo. Minha primeira impressão de Alexandria foi a de que cheguei a uma cidade barulhenta, suja, poluída, desorganizada, empoeirada, insegura e muito mal cuidada. Além disso os egípcios ‘esquecem’ as mãos nas buzinas dos carros, os enfiam em qualquer “buraco”. Um viajante independente “pena” na mão deles, por isso recomendo: prefira passeios guiados, a não ser que vc. seja muito aventureiro e não ligue muito pra sua segurança. Tente um guia local e você evitará transtornos inúteis e terá explicações úteis do que está vendo.

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Tente resistir ...

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           TÚNIS, ao contrário de Alexandria (no Egito, a que me refiro por etr sido um dos portos de parada do Cruzeiro pelo Mediterrâneo de outubro de 2006), é uma cidade limpa, organizada, eficiente e calma, curiosa por ser um misto de Europa com África, mas extremamente atraente por isso mesmo, e evidentemente, por sua personalidade e cultura árabes. Não há como se esquecer de suas características mais árabes e autênticas, tais como sua medina, seu souk e todas as demais tradições culturais e sociais, isso sem mencionarmos o seu ótimo Museu Bardo, a encantadora Sidi Bou Said e a hitórica Cartago.

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           A forte influência francesa que também ocorreu no Marrocos percebe-se com delicadeza e discreção na Tunísia, especialmente em sua Capital. Quando cheguei à Ville Nouvelle, minha primeira impressão foi a de que Túnis mais se parecia com uma pequena cidade francesa, especialmente quando cruzei a Avenue Bourguiba , uma larga avenida de três pistas como se vê na Europa e com aqueles prédios centenários de arquitetura clássica e cafés voltados para a calçada, hotéis e restaurantes. Detesto essas comparações, mas seria a Champs Elysee tunisiana.

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O Scirocco trazia do Saara o calor e de Túnis os cheiros e sons

           Em algumas áreas da Medina percebi que os estrangeiros são minoria, noutras até mesmo ausentes, mas em nenhum momento me senti inseguro. Todavia para evitar perda de tempo, tente conhecer a cidade com um guia local ou mesmo através de um tour guiado, a fim de que você não perca tempo se perdendo e deixando de conhecer o que interessa desta que é uma cidade com vários bens tombados pela UNESCO.

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Portão do Mar (Bab el Bahr) - Cruze um dos Portões da Medina de Túnis e entre no Século XV

           Tudo isso ouvindo 5 vezes por dia os religiosos do alto dos minaretes das mesquitas chamando os fiéis para a prece, vendo homens de turbante e túnica andando de mãos dadas pelas ruas (sinal de amizade), as mulheres cobertas de negro da cabeça aos pés e com os rostos escondidos por véus, (ainda que as mulheres tenham direitos civis desde 1950 e não precisem usar o shador), sob uma orientação islâmica das mais leves e um dos países mais estáveis do mundo árabe. A Capital não é exatamente o mais atraente foco para o turismo no país. Turistas em geral ficam dois dias na cidade e vão para Hammamet e Sousse, ótimas day trips a partir da Capital. Todavia, antes disso, explore bem a fabulosa medina e o souq da cidade, o Museu Bardo e Cartago. Siga ao longo das bancas de frutas, verduras e legumes até o mercado de peixe e carnes - entre o souq e a estação de trens – e termine num café como o M'Rabet. Relaxe, veja a vida passar e tente trocar umas palavras com qualquer pessoa. Pronto, você ganhou seu dia em Tunis.

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           O Souk de Túnis é um desafio ao turista que pretende voltar de mãos vazias

 

           A medina de Túnis foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1979. É o centro da cidade e com uma densa aglomeração de vielas e passagens cobertas, dentro das quais estamos no Século XV. Sons, cores e aromas intensos, comércio dinâmico, vai e vem de gente, boa quantidade de produtos artesanais de couro, vidro, plástico, metais e madeira. Desafio a qualquer turista é retornar de mãos vazias.

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           A parte moderna é a mais fraca da cidade, turisticamente falando. Suas construções populares lembram as de bairros comunistas dos países do leste europeu, de baixa qualidade construtiva e nenhuma preocupação arquitetônica estética. Desta época são alguns edifícios monumentais e claramente feitos para marcar o ingresso de um país na modernidade: os feiosos e modernosos hotéis Africa, International e o Du Lac, uma pirâmide invertida que se destaca ao longe. Todos os três não fariam falta se fossem demolidos. Felizmente os tunisanos abandonaram esses arroubos e retornaram à qualidade e criatividade que caracterizam sua arquitetura contemporânea.

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Os perfumistas e os artesanatos do Souk de Tunis

           Tudo de importante está centralizado na Avenue Bourguiba. Seu estilo francês, seus restaurantes, a vida noturna, os bares e cafés, seus edifícios públicos, hotéis, restaurantes, clubes e cinemas ficam ao longo desta avenida. A imponente - e por que não dizer estranha, já que estamos num país muçulmano - Catedral de São Vicente de Paula, construída em 1882 pelos franceses, também fica va Avenue Habib Bourguiba. É a única igreja católica da cidade.

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Uma das inúmeras paredes decoradas em azulejos

           Toda a Tunísia me foi muito bem apresentada através deste curto passeio de um dia por Tunis, um dos portos deste cruzeiro pelo Mediterrâneo. Tunis deixou um forte sabor de “quero mais”. E o país tem atrações que caberiam seguramente em dez dias de viagem, de ruínas espetaculares da ápoca romana, das águas termais de Hamman Mellegue, das paisagens lunares dos desertos de Matmata, onde foram filmadas cenas de “Guerra nas Estrelas”, das praias de Mahdia e Tabarka, dos passeios de camelo em Douz, a porta do Saara, da cidade de Kerbouane, onde num sítio tombado pela UNESCO o turista visitará vestígios da antiga civilização púnica, dos sítios arqueológicos de Dougga, Bulla Regia e Sbeitla, das cidades de Bizerte e Tozeur, enfim, de um grande potencial turístico com vestígios históricos fenícios, romanos, bizantinos, árabes. São 3000 anos de história e povos que deixaram marcas, dos fenícios aos cartagineses, dos romanos aos franceses. Há ruínas romanas por toda parte e uma das mais importantes são as termas de Antonino, em Tunis, bem ao lado do palácio presidencial.

 

           Também não deixa de ser uma atração turística a deliciosa culinária árabe, comidas típicas com couscous e muita carne de carneiro, servidos em todos os lugares e em todo o país, desde o pão e a harissa - uma pasta de pimenta vermelha que é comida com bastante azeite - às sopas de legumes com cereais, aos “bri”, um bolinho de massa semelhante à do pastel recheado com um ovo frito e, às vezes, atum. Nas estradas e nas cidades pode-se comprar tâmaras frescas da região.

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Museu Nacional Bardo

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           No que se refere à competitividade turística, a Tunísia situa-se entre seus principais concorrentes - Turquia, Egito e Marrocos - no 39º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial de Davos. Esses países ocupam respectivamente as 54º, 66º e 67º posições. O Órgão oficial de turismo da Tunísia define que “comparativamente com os outros países árabes, a Tunísia é o segundo país mais competitivo, apenas precedida pelo Qatar”.

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Avenue Habib Bourguiba, Tunis

           Alguns hotéis arranjam carro e guia privado para ficar à sua disposição o dia inteiro e não há ônibus regulares de sightseeing simplesmente porque não há necessidade: a cidade é muito fácil de ser conhecida e relativamente pequena. A Carthage Tours (www.carthage-tours.com) pode arranjar esses tours com carro privatido e guia, que levam invariavelmente à medina e ao souk, ao Museu Bardo, a Cartago terminando em Sidi Bou Said, tudo num dia.

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Túnis me deixou um gosto de quero mais!

Au revoir, Tunisie!

Sidi Bou Said, a próxima parada

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Reader Comments (20)

Arnaldo, esse blog é altamente indicado para curiosos e amantes das viagens, mas também para historiadores e geográfos. Nossa, quanta informação, uma leitura apaixonante, como sempre.

14:55 | Unregistered CommenterRosaBSB

Eu nunca he estado interessada em conhecer Túnez, mas seu post é um bom homenagem a la cidade. Com tanta boa informação é fácil trocar da idéia. Você faz um texto tan completo e apaixonado sobre a cidade que qualquer pessoa trocaria seu programa.
Parabéns por o texto e as fotos!

17:02 | Unregistered CommenterCarmen

Lindo! Lindo post! Fiquei doida pra conhecer Túnis e olha que nunca tinha ouvido falar... :-)))) As fotos estão lindas!
bjo!

Arnaldo, não tem como não dizer:
suas fotos são absolutamente fantásticas!! Podemos quase tocar a cidade...
beijo

0:22 | Unregistered Commenter

Arnaldo e seus posts sempre completíssimos! Parabéns e um abraço!

18:11 | Unregistered CommenterArthur

AMEI relembrar de Tunis por seus olhos, fotos, texto etc...
Quando estive na Tunisia em Dec. 2006 me deleitei... e como foi minha primeira viagem ao mundo arabe, as vezes ficava encomodada com os vendedores dos suks querem vender tudo para vc... aliás, esse é um dos problemas deles, pois essas atitudes espantam turistas ocidentais que nnao estão acostumados a essa pressão eheheheh....
Tunis é encantadora e diferente do restante do país, principalmente do interior que vai ficando mais conservador.
Como vc disse, 10 dias é possível se conhecer bastante coisa... e eu recomendo as excursões 4x4, para se divertir no deserto...
Na Tunisia tambem comi pela primeira vez, tamaras fresquianhas, tiradas das palmeiras na hora... um sonho de tão doce!!!!
Abraços,
Mirella

10:48 | Unregistered CommenterMirella

não preciso nem dizer o quão agradável foi ler este post e sentir nas fotografias o clima de Tunis.
fiquei curiosissima para conhecer tudo! e acima de tudo, fazer uma bela viagem como a sua.
abraços!

15:56 | Unregistered CommenterAmanda

Arnaldo

Este é mais um pais que está no meu roteiro.... Eu só não entendi no seu relato se voce se sentiu tranquilo, ou foi muito assediado por pedidntes, ou"guias" como o que fui obrigado a contratar no Marorcos, onde voce era em alguns lugares obrigado a contratar um, senão todos os demais vinham incomdar... Mas, não é nada muito pior do que os nossos flanelihnas....

13:26 | Unregistered CommenterEreesto

Ernesto, eu não fui assediado por pedintes e estávamos em grupo com um guia. O assédio de vendedores é como em qualquer país do norte da África. Se souber como se desvencilhar (ignorar com respeito), tudo fica bem.

Acho que um guia oficial é muito recomendável e muito bom, por todos os motivos.

Arnaldo, fotos muito inspiradoras e misteriosas...só ouvi falar bem da Tunísia, um país tranqüilo e com boa estrutura para turismo. Lindo post :-)

13:13 | Unregistered CommenterEmília

Olá !

Fiquei apaixonada pela Tunísia, principalmente pelas fotos, maravilha ! Estarei em Março para conhecer pessoalmente.
Abraços

Noelia

Estou indo para Tunis em maio e adorei tudo o que escreveu. Confesso que estava meio receiosa,pois vou sozinha...agora fiquei mais tranquila. Gostaria de saber se há voos de lá para o Egito. Gostaria de saber tb o valor médio desse taxi e se, do centro da capital é muito longe para chegar ao portal do Saara. Fico agradecida.

Sim, há vôos de Tunis para o Cairo tanto pela Egyptair quanto pela Tunis Air. Sobre preços de taxis não sei. Sugiro perguntar na Recepção do hotel onde ficará. NÃo sei o que é "Portal do Saara"

Olá, daqui a 3 semanas vou para tunis trabalhar. Ficarei num hotel e permanecerei 3 meses. Gostaria de dicas sobre alimentação, forma de me deslocar na cidade.Vou sozinha, é perigoso passear pelas ruas? Obrigada

Estou de partida para Tunis, dia 28/02, e depois de ler o que escreveu estou mais tranquila, pois vou sózinha. Gostaria de saber como é o clima no mês de março? mais precisamente em Djerba.O que está mais me chateando é que vou do Brasil para Itália e a volta tenho que ficar mais de nove horas esperando no aeroporto,Você sabe se tem voos direto do Brasil para Tunis, ou Brasil/Djerba?Desde já obrigado.

O que tenho a dizer ....amei seu blog , espero que nunca deixe de escrever .Voce faz toda a diferença . Grande Abraço . Aline Gonçalves Marquez

Olá,
Adorei sei blog. Estarei indo á Tunisia em Outubro/2013 e gostei muito das suas informações. Como irei também em Cruzeiro (MSC) vc acha que vale a pena comprar o passeio pelo navio ? andar sozinho pela cidade poderemos perder tempo ? já que teremos apenas algumas horas em Le Gouette?
Abraços,

Bom não sei se você ainda atualiza o seu blog mas é que estou precisando urgente de ajuda
Conheci um rapaz online no facebook e ele é de Tunis na tunisia e eu quero muito ir pra lá conhecer ele mas tenho medo pois não falo inglês e não conheço nada ... Queria muito a sua ajuda de qualquer maneira porfavor Obg Carly

20:11 | Unregistered CommenterCarly

Irei à Túnis em junho... obrigada pelas dicas!

Tunísia where? Near Malta ou la Napoli,..🐢🐺🐓🐶👟🎓👝⌚(*) with Clean mind GOD in Portugal or in Europe CIA

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