MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quarta-feira
Jul092008

Itália: Capri, um sonho entre o Céu e o Mar

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Os Faraglioni e a Baía de Capri

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Uma encantadora ilha que resiste bravamente ao excesso de turistas

            UM gigante de pedra saindo do mar.     

           A trinta quilômetros de Nápoles, a pequena ilha de Capri eleva-se abruptamente sobre o golfo azul, como um gigante de pedra saindo do mar.  Ela provoca uma fascinação toda particular nos visitantes.    Vindo de Nápoles, à medida que navegamos por sua Baía, a sábia natureza vai poupando os visitantes de primeira hora dos riscos de um impacto fulminante:  a grandiosa e sábia natureza revela suas belezas aos poucos, uma após a outra, que é pra não tirar de vez o fôlego.  

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Os Faraglioni

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Capri e seus mirantes (clique nas fotos para ampliá-las)

       DO imponente Vesúvio ao litoral recortado de Sorrento, da belíssima Costa Amalfitana às escarpas de Capri - conforme o barco desliza, um conjunto de rochedos suspenso no mar desponta no horizonte.  Poucos visitantes resistem ao primeiro impacto: um rochedo abrupto saindo do mar azul e o vai-vém dos ferries, iates, veleiros, navios, transatlânticos, barquinhos e lanchas que sempre estão circulando ou ancorados na baía.

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Grutra azul, mar zul, céu azul

           AO chegarem à Marina Grande, o Porto de Capri, pela Baía de Nápoles, inevitavelmente perderão o fôlego.  Depois do impacto do primeiro encontro com o “gigante de pedra que sai do mar”,  refeito, o visitante experimenta um desejo enorme de se aventurar por esta caprichosa ilha do Mediterrâneo.   É o efeito colateral, saudável e arrebatador, do charme sedutor do topo que  contrasta com a agressividade discreta das escarpas agudas.   E ele, o visitante,  ainda nem sabe que sobre aquele gigante repousa uma doçura.  Contra a aspereza da rocha íngreme, a suavidade das ruas de Capri.  E dali em diante a atmosfera será sempre de encantamento.  Excitante de tirar o fôlego.   Mas não se preocupe: o que faltar em ar sobrará em charme. 

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           OS primeiros turístas foram os gregos e romanos da antiguidade.  Os de hoje chegam de todo lugar e circulam pelas ruelas tortuosas. aos borbotões.  Antigamente o transporte era feito por jumentos, que assim como Santorini, levavam os visitantes de Marina Grande até a Piazzeta. Hoje os táxis, que assim como as calçadas, têm o estilo Capri:  são carros comuns que tiveram as capotas cortadas e substituídas por outras de lona!  Ou também por um funicular e por um personalíssimo micro (micro mesmo!) ônibus.

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A Marina Grande

           ATÉ Augusto, o Cesar - acostumado a conquistas pelo pequeno mundo de então - encantou-se pela  ilha de maneira arrebatadora.  E isso em 29 antes de Cristo, quando ele lá esteve pela primeira vez. A seguir os romanos foram deixando suas marcas e alguns beloe exemplos de amor pela ilha, como a Villa Jovis, para onde anos mais tarde foi transferida a côrte do Imperador Tibério .  E não apenas césares conquistadores encantaram-se por Capri. Tantos outros,  de tiranos a escritores e poetas,  play-boys a dandies,  burgueses a aristocratas, reis e plebeus,  famosos e desconhecidos,  até eu mesmo, simples turista de um dia,  encantamo-nos pela formosura de Capri.

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Da Marina Grande saem os barcos que passeiam ao redor da ilha e pela Gruta Azul

           NÃO é à toa que os símbolos de Capri sejam dois gigantinhos de rocha que brotam do mar:  os Faraglioni - dois imponentes rochedos ponteagudos escarpados rodeados de água escandalosamente azul por todos os lados.  São como guardiães das belezas da ilha.   Os Faraglioni são três blocos de rocha que sobreviveram a milênios de erosão do mar e dos ventos que provocou desabamentos sucessivos.  Cada uma delas tem seu nome próprio: a primeira, ainda ligada à terra, chama-se Stella, a segunda, separada do primeiro bloco por uma faixa de mar azul, chama-se Faraglione di Mezzo e a terceira, Faraglione di Fuori, ou Scopolo, alonga-se para o mar.  Elas medem cerca de 100 metros e a do meio, Faraglione di Mezzo, tem um túnel natural escavado pelo mar que a tornou a mais famosa e atraente.

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O Funicular é o melhor e mais barato meio de se alcançar a parte superior da ilha, ou a doçura que repousa

           CAPRI é mesmo um elegante contraste entre charme sedutor e agressividade discreta.   É assim como o charme de um ladrão sedutor, tal qual o da personagem de Matt Damon em 'O Talentoso Ripley':  ele é ótimo imitador, muito persistente, falsificador, tem a capacidade de cobiçar, ser violento e, no fim, fingir-se inocente com orgulho.  E ainda toca piano, é muito amigável e educado.  Matt Damon é o ladrão sedutor, que rouba o dinheiro, a vida e a identidade de um rico para dá-la a um pobre chamado Thomas Ripley.  Que outro lugar seria mais apropriado para filmar este talentoso enredo do que a Baía de Nápoles.  E quem seria capaz de não encantar-se com uma boa vida em Capri?

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O Funicular por dentro

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As vistas são de tirar o fôlego, mas o que faltar em ar sobrará em charme 

           TODAVIA quem vai a Capri procurando  banho de mar deve saber que não há praias - ao menos aquelas de areia - na orla da ilha. Assim como em algumas das mais famosas ilhas turísticas da Grécia, não existem aquelas praias paradisíacas de largas faixas de areia branca que habitam nosso inconsciente e o coletivo. Mas há, sim, possibilidades de banho de mar na ilha, e ele deve ser bem gostoso:   o mar é calmo, sem ondas e limpo. A temperatura agradável dependendo da época do ano e a cor, bem, a cor...é azulina de doer.           

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O charme está em todo lugar...

           QUEM imagina que o charme de Capri termina em suas escarpas que brotam do mar azul escandaloso ainda não chegou a caminhar por suas vielas cheirosas.  Sim, Capri é perfumada. De cítricos e amadeirados.  Esse charme adicional não é por acaso, é  tradição mesmo.  Duas fábricas de perfumes há mais de 600 anos extraem óleos essenciais de flores de limoeiros e larangeiras e delas fabricam perfumes exclusivos.  Os cheiros cítricos vez por outra visitam as narinas dos visitantes que passam por suas estreitas vias.  Os aromas, cegam a se expandirem para além das fábricas, ganham as ruas. Ruas repletas de lojas personalíssimas, butiques de grifes famosas italianas e farncesas,  de artesanato,  galerias de arte,  joelherias e mercadinhos.

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Capri parece estar em eterna alta-estação turística

           AS escarpas de Capri deveriam pertencer às cabras, mas pertencem aos turistas. Só aos turistas. O visitante por vezes terá a impressão de que não existem locais, só turistas.  Certamente não há cabras.  Especialmente no verão - quando a ilha lota de daytrippers - que, como eu, visitam a ilha num dia e retornam a Nápoles –  quem pretende ficar uns dias em Capri deve ter atenção.  Se procura por tranquilidade,  vá na primavera ou no outono.  É quando o paraíso fica menos lotado.  Já no inverno é capaz que encontre apenas os locais. Quem sabe até mesmo as cabras que não vi. No inverno a maioria dos hotéis simplesmente fecham.   E devem estar certos. Quem é que gosta de praia com frio e chuva? Não se engane: se você espera que Capri seja um lugar turístico de massa e de luxo, acertou.  Bem-vindo a Capri, turista.   E seja mais um entre os milhares que chegam, circulam e se encatam diariamente com esta formosa, encantadora ilha de cenários naturais nitidamente mediterrâneos. 

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           O retrato mais nítido que visitante levará de Capri todavia não será da multidão de turistas, mas de suas belezas naturais, sua simpática hospitalidade e sua vocação turística.  Mesmo o mais desavisado viajante que desembocar na ilha por seu porto, a Marina Grande, esperando encontrar nela um lugar agreste repleto de cabras montesas e camponeses, nem mesmo este, impressionado com a quantidade de gente e de malas desembarcando dos inúmeros ferries, deixará de levar consigo imagens -  estas sim, justas -  da imensa beleza natural de Capri.

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           CAPRI cativa, enlaça e envolve pelo que ela tem de melhor: belíssimos mirantes, varandas naturais sobre o Mar Tirreno e os golfos de Sorrento e de Nápoles, veleiros, iates, lanchas e de lambuja a costa amalfitana coadjuvando ao fundo. - Que cenário!, exclamará o visitante, devidamente enfeitiçado pelos caprichos da natureza que tornam a ilha singular.

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           A ilha é abundante de colinas, rochedos, pomares de oliveiras, vinhedos, terraços ajardinados, flores, mirantes, águas de penetrante azul mediterrâneo. E aidna pode ser possível avistar o Vesúvio ao longe com o céu limpo. Os ferries brancos e hydrofoils ziguezagueando pela baía acompanharão o olhar do visitante sempre que mirado para o azul azulino do Mediterrâneo. Insessante vai-vém que traz e leva gente e carga. Os caminhos e trilhas que proporcionam incontáveis oportunidades de explorar a pé seu território, suas igrejas, ruínas, lojas, cafés, seus bares, sorveterias, retaurantes é o que mais será usado como meio e caminho para que a visita à ilha agrade ao mais ambicioso turista.

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           Junte-se à multidão de turistas explorando suas vielas e de vez em quando sente-se num dos inúmeros bistrôs de calçada na piazzetta.  Ou circule pelas boutiques da Via Camerelle.  Ou simplesmente não faça nada, contemple demoradamente a natureza de um dos inúmeros mirantes com vistas de perder o fôlego. 

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Bizarrices de Capri

           CHEGA a ser bizarra nesta ilha a já reconhedida capacidade do ser humano de adaptar-se ao meio-ambiente. Na ilha elas  surpreendem pela inventividade e criatividade no encontro de soluções e sistemas, ferramentas e utilitários necessários ao homem vencer as dificuldades naturais. Teoricamente, Capri é um daqueles lugares em que só as cabras montesas conseguiriam viver.  E Capri parece incorporar com naturalidade suas características bizarras.  Nem mesmo Santorini é tão encarapitada nas vertentes quanto Capri.  Carros, ônibus e outros meios esquititos de transportes foram  adaptados e recriados para conseguirem trafegar nas estreitas e íngremes ruas da Ilha. E carregam de tudo, gente a malas, geladeiras a gêneros alimentícios.

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Hotel Quisisana

           CAPRI e Anacapri, são diferentes. Capri é turística e comercial. Anacapri é menos “importante” do que Capri, mais recatada, mais cara e mais popular entre os gays. É, eu diria, mais intelectual. Está para Capri assim como Mykonos está para Santorini. Anacapri conserva ainda um certo charme antigo que já não se percebe tão facilmente em Capri, casas com mais jardins luxuriantes e terraços, estilo mais casas mediterrâneo, ruas sombreadas, um certo o toque provinciano. O transporte que leva o turista de Capri a Anacapri  deixa-o no centro de Anacapri. O teleférico do Monte Solaro é uma ótima alernativa para uma vista panorâmica da ilha a partir de uma altura de 589 metros, de onde se avistam  a baía de Nápoles, o Vesúvio, Sorrento e Ischia.

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           EM Anacapri há um bonito farol que é meio símbolo da ilha, onde há um deck que se transforma na praia da ilha, bom para para banhos de mar. Por ser uma ilha pequena, com 2 km de extensão e 1.6 km de largura, é fácil de ser explorada a pé e pelos baratos micro-ônibus que circulam pelas poucas ruas onde é possível o tráfego de automóveis. São eles que conectam as áreas residenciais com as turisticas.

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           SE pretende visitar Capri em um fim-de-semana, tudo o que precisa é de um ticket para o barco, um cartão de crédito e algum dinheiro, sua mala e uma reserva de hotel, porque é arriscado chegar à ilha sem uma. Se puder, fique no Grand Hotel Quisisana (http://www.capri.com/en/c/grand-hotel-quisisana), um belo edifício construído em 1.845 que de sanatório virou hotel. Felizmente.

           BEM, você chegou à ilha e precisa tomar sua primeira e única grande decisão: como chegar ao topo. Pode optar por 1) dirigir-se a um dos taxis exclusivos da ilha, pedir ao motorista que o leve, você e sua bagagem, à famosa Piazzetta (Piazza Humberto).  A Torre do Relógio é onde o visitante tem informações turísticas. Agradáveis são as badaladas dos sinos da torre a cada meia hora.  Por ali mesmo fica a Via Camerelle, a 5ª avenida, Capri, onde os bacanas compram. Eles, os bacanas, aliás, não ficam em hotéis, mas eu iates ancorados ou em alguma villa particular.

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Profumi di Capri

           Lá você caminhará por ruas estreitas, barulhentas e cheias de turistas. Finja que se perdeu e pare na primeira banca de jornais e pergunte onde fica o Hotel Quisisana. Não há local que não o conheça. Aproveite e retribua o favor da orientação comprando um mapa da ilha ali mesmo na banca. Com ele e as indicações você chegará ao hotel e achará ridículo ter parado pra perguntar; 2) não se preocupe em deixar suas malas logo quando aportar na Marina Grande: cuidadosos e experientes carregadores as deixarão direitinho no seu hotel, lá no alto da cidade, seja lá qual for.  Vai por mim, ninguém quer carregar malas pelo funicular - o meio mais fácil e barato de chegar ao topo, e com a vantagem de já ir apreciando a bela vista no percurso.

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           Se você for como eu, assim que chegar ao hotel a ansiedade já lhe terá tomado conta.  Então, prontamente terá tomado um rápido banho refrescante (é verão, está muito quente nesta parte do planeta), terá vestido um calçado e roupas confortáveis,  preparado sua mochila bem leve e com uma câmera fotográfica e logo terá saído para explorar a ilha. Curtir o hotel ficará como um delicioso desejo mais pro fim do dia.    É hora do sightseeing! Ah, se pretende visitar logo a Gruta Azul, deixe pro dia seguinte, quando puder fazê-lo logo pela manhã cedo. Informe-se com tempo, no primeiro dia, ali mesmo na praça da Marina Grande, onde desembarcou. Devido à geologia da ilha, sua formação calcária, há muitas grutas, algumas turísticas. Um dos passeios por mar que se arrnja na Marina Grande é o tour circular que dá a volta na ilha, além dos que visitam a Grotta Azzurra e a Grotta del Bove Marino.

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           É hora do sightseeing! Itinerários pela Ilha de Capri são fáceis e tranquilos. Basicamente são a Marina Grande , o Porto de Capri, localizado na baía do lado da ilha, defronte a Nápoles e seu golfo. Consiste em dois braços de porto onde dividem-se em comercial e de passageiros. O comercial é de 1928, na verdade uma espécie de extensão de um recife natural. O turístico foi contruído há cerca de trinta anos e transformou-se num movimentadíssimo porto de turistas. Esta parte de baixo da ilha é considerada um bairro e é bem antigo. Passeie por ele e observe as coliridas fachadas das casas. Mosteiro de São Giácomo , que chama-se Certosa di San Giacomo e sua característica principal é sua arquitetura que expressa o estilo Caprese. Fundado em 1.371 onde originalmente havia uma vila, este mosteiro cartuxo encerrou suas atividades como mosteiro em 1.808 e hoje abriga, em parte de suas edificações, uma escola. Os rochedos que aparecem ao fundo - I Faraglioni - símbolo de Capri, são imponentes vistos daqui.

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           O Belvedere de Migliera, um espetacular mirante posicionado sobre uma escarpa que “despenca” no mar. Que vista! Dele se pode ver o farol bem na “esquina” da ilha. O farol pode ser alcançado a partir de Anacapri, pela rua Caposcuro. Banho de mar é na Marina Piccola, que pode ser alcançada pela sempre tortuosa Via Krupp, tanto de microônibus quanto de táxi. A pé também, mas é uma caminhada razoável, através da Via Mulo, exclusiva de pedestres.  Romântico? Pra lá de! Tanto que há uma pequena capela sobre um rochedo que celebra casamentos.  Que tal?

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           Tragara e Faraglioni: Tragara é a mais famosa trilha de Capri e ao seu longo há algumas elegantes vilas. Ao final desta promenade chega-se ao mirante que dá vista aos Faraglioni, a vista-símbolo de Capri, reconhecida em todo o mundo, através do Mirante Tragara, de onde se avistam a Marina Piccola e o Monte Solaro, no meio do qual há a Grotta delle Felci.

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           Um passeio à Gruta Azul é inesquecível. Eles podem ser acertados na Marina Grande, de onde saem os barcos que circundam a ilha e passam entre os Faraglioni até a entrada da gruta. Dali passa-se para umas canoas a remo porque, assim como as ruas de Capri, a gruta é apertadinha.  Os barqueiros entoam canções napolitanas e mandam que os passageiros abaixem a cabeça na entrada da gruta. Dá um poco de medo, mas os comandanets do baro têm perícia e traquejo, tudo corre tranquilamente.

 

Mapas com a localização dos pontos turísticos:

http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&om=1&msa=0&msid=108851937139516747764.000001123e62f3cb9903e&hl=en&z=14&ll=40.549939,14.22884&spn=0.030326,0.079823

http://www.capriguideservices.com/map/capri-map.png

Guias de Capri

http://www.capri.net/en/map

http://www.capri.com/

Enclosure

Reader Comments (19)

Lindo demais! Um sonho mesmo...

Nós é que estamos ficando sem fôlego, só de olhar tanta beleza, Imagino ao vivo e à cores.

10:17 | Unregistered CommenterRosaBSB

Belíssimo, e meu pai esteve lá na década de 50 e sempre fala maravilhas de Capri... Arnaldo, você está blogando ao vivo ou esta viagem já foi feita?

11:33 | Unregistered CommenterArthur

ARTHUR, bom ler seu comentário aqui. NÃO estou viajando não, já retornei sim. E achei de fato encantadora a ilha. Creio mesmo que pouco tenha mudado da década de 50 até hoje, talvez apenas a quantiodade de turistas!

Ai, Capri é um sonho mesmo...Já faz tanto tempo que estive lá é este post é um sinal de que já está na hora de voltar. Falando em 'O talentoso Ripley', me lembrei de um filme com a Sophia Loren e o Clark Gable, chamado 'Começou em Nápoles', mas que se passa a maior parte do tempo em Capri. Uma delícia para rever a ilha...
na minha família todos temos Capri como um dos lugares mais lindos (e perfumados) em que já estivemos...Meu irmão e minha mãe voltaram há dois anos e ele já prometeu que dá próxima vez vai se hospedar lá.

17:33 | Unregistered CommenterEmília

Emília, é delicioso quando vemos algo que nos traz boas lembranças como as que vc relata. Ainda ontem me lembrei de vc. ao assistir ao Globo Repórter dedicado à Turquia e a bastante a Istambul, já que vcs pretendem viajar para lá um dia...

Puxa, e eu perdi! Vou dar uma olhada na Globo News para ver a reprise...tenho sempre dado uma olhadinha nos teus guias, delícia. Como temos 4 dias inteiros e 2 meios-dias, acho que dá para curtir bastante coisa: curtir bem Sultanahmet, fazer o cruzeiro pelo Bósforo, conhecer Beyoglu e até ver algumas coisas mais distantes do centrinho.
Reservei o Uyan, um dos que você citou. Queria o Empress Zoe, mas o agente que ia contratar demorou tanto que já estava lotado para a suite que eu queria (bem, desistimos do cara e fizemos tudo sozinhos mesmo). Estamos contando os dias!

13:23 | Unregistered CommenterEmília

Nossa Arnaldo, que post maravilhoso.
Quando fui para a Costa Amalfitana em Nov/Dez 2006 acabei nao indo para Capri, pois estava achando tudo tao vazio e sem graça por aquelas bandas...
Mas vendo esse post, vejo que deveria ter ido. Um dia eu volto!
[]s

13:40 | Unregistered CommenterMirella

MIRELLA, talvez a época que vc tenha ido realmente não fosse a melhor, portanto, teoricamente vc não chegou a perder muito. Agoro, tente programar uma ida em maio, junho, quando tudo fica bem agradável em termos de temperatura, aidna que muito cheio. Mas vale a pena.

EMÍLIA, vc tentou o Dersaadet Hotel? Eu não o visitei, mas é o que está sempre super bem cotado no Tripadvisor. O Uyan. ao menos, eu visitei, fica bem an rua do Four Seaons. 4 dias inteiros e dois meios dias darão seguramente para conhecer tudo o que eu conheci, e o que está descrito no guia.

Arnaldo, Capri , des de sua perspectiva fotográfica, é um sonho muito real. A intensidade azul do céu e do mar são impressionantes, assim como as escarpadas costas de vertigem.
Capri é um sonho que ja é uma verdade em seu post! É um capricho da natureza e do home.

(Você gosto mais deste cruzeiro o do anterior???)

10:05 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo, Capri está ainda mais bonita nas suas fotos!!! Estão todas lindíssimas!

ooops, aproveitando: deixei um comentário outro dia, mas acho que foi pro poço... vc gostou mais do Costa Romântica ou do Costa Mágica? Já viajei no Costa Mágica, mas no ano que vem farei a travessia no Romântica...

MARI, obrigado pela visita. Olha, comprei seu livro esse fim de semana no Shopping Leblon, numa pilha ao lado de outra do livro vermelho do Riq. Foi na melhro livraria da cidade, a Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Na seção de guias turísticos, vc estava arrumadinha ao lado do Riq.

Sobre os navios, eu gostei mais do Coats Atlântica do que o Costa Mágica. Vou escrever um capítulo de como é o Costa Magica por dentro e por fora. Achei o outro muitíssimo mais bonito do que esse. O Romântica eu não conheço.

Arnaldo, obrigada pela dica! Consegui pegar a reprise do programa no Globo News ontem...gostei da reportagem, muito bem feita. O único problema é que agora não queremos só Istambul, mas Capadócia também! (risos)
Bom começo de semana.

8:20 | Unregistered CommenterEmília

Arnaldo!!

Hum, deu uma vontade imensa de pegar o primeiro avião pra lá!!
Que natureza exuberante e inesgotável! Ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas com certeza vou à Capri um dia!

Beijos

20:12 | Unregistered CommenterCarol

Ja e bonito ao vivo, fica melhor nas suas fotos!

23:27 | Unregistered CommenterErnesto

O seu texto é esplendoroso!!!Só isso que eu tenho a dizer.

Fiquei emocionada com suas fotos de Capri, pois fotografei pouco por lá.Descontando a invasão de turistas, não há como negar a beleza da Costa Amalfitana e a cor de suas águas...Em tempo, parabéns pelas observações e dicas.

Ver fotos deste mar azul espetacular de Capri é de encher os olhos, especialmente quando a gente está curtindo as "águas de março" aqui na Toscana. Haja chuvinha chata neste final de inverno. :)

Durante o verão Capri é invadida pelos turistas que chegam de manhã e vão embora no final do dia. Uma dica para quem quer um pouco mais de tranquilidade e sossego é se hospedar em Anacapri, a segunda cidade da ilha, por exemplo aqui: http://bit.ly/orsa-maggiore
Não esqueça de ver o pôr do sol do Farol de Punta Carena...

Abs

Barbara

11:40 | Unregistered CommenterBarbara

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