CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quarta-feira
Set172008

Japão: Muito além do Horizonte

O horizonte. Para que serve o horizonte?

                        O horizonte é inalcancável, só serve para nos afastar

  

ACIMA: Tóquio - Templo Asakusa Kannon

                        DESDE muito garoto eu percebi que o mundo era bem maior do que aquele que minha visão alcançava. Na infância, quando eu observava o horizonte a partir da janela de onde eu morava, não havia muitos prédios a impedi-lo. O horizonte costumava estar bem mais longe do que fica atualmente. Ainda que na infância as escalas sejam sempre maiores, na visão romântica de uma criança estar “além do horizonte” significa ficar num lugar quase inalcançável. E bastante misterioso.

ACIMA: Tóquio - Templo Xintoísta de Meiji

                       A imaginação - para além de ser fantasiosa, quase um mundo de fotografia e de estórias e lendas - tentava me levar para o que havia “atrás” do horizonte. Jamais alcançava seu intento. Era como uma “procura pelo que não se pode ver”.

 

ACIMA: Tóquio - Detalhes decorativos do Templo Budista de Asakusa Kannon

                       ESCREVENDO sobre o Japão essas lembranças me vieram à mente de como eu perdia horas fitando o horizonte e o quanto ele me intrigava. Só tempos depois fui perceber que o sentido das coisas pode estar mais aparente do que pensamos:

Certa vez, um discípulo chegou ao templo e pediu para falar com o monge superior porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não fazia sentido. O monge atendeu-o prontamente, curioso por saber qual era a falha que havia na criação do mundo:

- Senhor, a natureza é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas no meu ponto de vista, há uma coisa que não serve para nada – disse o discípulo.

 

- E que coisa é essa que não serve para nada? – perguntou o monge.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte, mestre? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez. Se caminhar quilômetros, ele se afasta a mesma distância. Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada…

O monge olhou para aquele iniciado, sorriu e disse:

- Mas é justamente para isto que serve o horizonte: para fazê-lo caminhar!” (Parábola japonesa)

ACIMA: Tóquio - Templo de Meiji

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                    "Caminhando" para o Japão  e  O Japão numa caixa

                    ALGUÉM já disse que após uma semana de estada no Japão um estrangeiro vai sentir-se apto a escrever um livro. Depois de um mês, é possível acreditar que estará pronto a escrever no máximo um artigo. Se permanecer um ano estará tão confuso quanto certo de sua incapacidade de escrever uma linha. O Japão é realmente diferente. Profundamente. É difícil resumir um país como o Japão. Após uma semana no Japão, e meses pesquisando o país, percebi o quanto é difícil escrever algo sério, com algum ineditismo e sem superficialidades sobre o "Império dos Sentidos", a “Terra do Sol Nascente’.  Escrever sobre esse país é como colocar um gigante numa caixa. O Japão, numa caixa.

ABAIXO: Tóquio - Templo Asakusa Kannon

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Japão – Uma Viagem no Tempo

A Terra do Amanhã e o País do Ontem

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                           No Japão tudo é possível. Inclusive viajar no tempo.

                           DUVIDA? Vá ao Japão. Os filmes de ficção científica sempre mostraram que viagens no tempo eram possíveis, além de ultra rápidas, é claro. No Japão, viajar no tempo é tão comum quanto bastante rápido: basta pegar o Shinkansen (1) entre Tóquio e Kioto que você será transportado a 300 por hora, partindo do futurístico moderníssimo ao passado tradicionalérrimo. Tudo num - ou no máximo dois -  estalos de dedos.  Aliás, uma viagem a o Japão pela primeira vez, chegando em Tóquio -  passando por Nikko, Hakone, Nara e Kioto  -  e saindo por Osaka,  já é ela mesma uma viagem do tempo.

ACIMA: Tóquio - Foto By Alice

                         NA frente deste cenário futurístico ficam os arranha-céus de Shinjuku.  Tóquio tem cantos e esquinas para todas as tribos urbanas e gostos turísticos:  de Akihabara - o bairro eletrônico - a Harajuku - o bairro fashion no sentido literal, sempre lotado de adolescentes viciados em consumo (de moda!), excêntricos como em menhum outro lugar do mundo. Marcas como Gucci ou Prada, por exemplo, vendem mais em Tóquio do que qualquer outra cidade do mundo.

O Japão é um país que não encontra paralelos em termos de nação high-tech, tampouco em tradicionalismos.

 

 

 

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                        Cultura e modernidade em doses extremas

                         TODOS, seja lá como for, onde for, se surpreenderão com o Japão . Seja com uma reprodução da Estátua da Liberdade ou da Torre Eiffel, vendo gente surfar uma onda indoor, cruzando com uma autêntica aprendiz de gueixa ou conhecendo um templo budista por dentro, vendo as tribos de jovens vestidos com as roupas mais extravagantes que você já viu, venha com a mente aberta e deixe-se levar por este país que é uma caixa de surpresas a cada esquina, desde a elegante formalidade dos modos japoneses aos jeitos estranhos de jovens das mais variadas tribos, entre os hiper limpos espaços públicos como estações de tres e shopping malls, do interior calmo, radicalmente oposto às fulgurantes Tóquio e Osaka.

ACIMA: Tóquio - Lanternas japonesas à venda na Arcada Comercial Nakamise

                          AINDA que tradição e moderninade possam contrastar em outros lugares do planeta, no Japão a cultura tradicional e a moderna tecnologia combinam-se num fabuloso, intrincado way of life. É misto, é fusão. Não é contraste. Algo assim como bebericar chá segundo a cerimônia chanoyu (3) numa viagem no trem bala. Ambos são autenticamente japoneses. Ou saber que os samurais de outrora viraram executivos de mega empresas transnacionais e que revistas de Mangá (4) agora são vendidas em máquinas automáticas nas ruas de Tóquio. E nada é mais moderno, urbano, contemporâneo do que as as garotas do cosplay (5) .

  

ACIMA: Tóquio - Detalhes do Templo Asakusa Kannon

(3) Chanoyu é a milenar cerimônia do chá, um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o "matcha", um chá verde pulverizado.

(4) Mangá é a palavra em japonês que define o gênero de revista de história em quadrinhos, extremamente popular entre pessoas de qualquer idade e, cujo tema vai da ação ao romance, dos esportes aos jogos, do drama à comédia, da fantasia ao mistério, do terror à sexualidade, de negócios à ficção científica. O formato moderno do Manga vem dos anos da Segunda Guerra Mundial, todavia esse gênero tem uma complexa história originada na arte do Japão medieval.

ACIMA: exemplares de Manga à venda em Tóquio

(5) Cosplay abreviação de "costume player" (fantasia em inglês) é uma atividade que surgiu nos Estados Unidos em convenções de histórias em quadrinhos na década de 70, oportunidade em que se realizavam concursos de fantasias de super-heróis. De bricadeira para hábito e tradição foi um passo, transformando-se em convenções por todo o país e até por séries e temas, com personagens específicas, sendo os de Jornada nas Estrelas "Star Trek”) e Guerra nas Estrelas (“Star Wars”), as pprincipais. Rapidamente o Cosplay se espalhou pelo mundo, chegando na Comiket, famosa convenção realizada há anos no Japão aonde o termo se popularizou e se espalhou especialmente em eventos e encontros de animê (aqueles desenhos animados japoneses que passam na TV, Mangá e videogames.

ABAIXO: fotos da Praça do Palácio Imperial de Tóquio

 

ACIMA: Palácio Real de Tóquio

Cosplay em fotos

http://www.flickr.com/search/?q=Cosplay+Tokyo

                        O alto custo, a distância, o fuso horário e o idioma são os maiores desafios a quem viaja ao Japão a partir do Brasil. Todavia, uma vez lá, esteja certo, terá valido cada centavo de Yen, cada minuto de jet-lag, cada milha voada e todos os micos pagos cada vez que um educadíssimo japonês lhe disser Douitashimashite (“de nada”) quando você mandar seu Thank You e ficar olhando pra ele com cara de que não entendeu nada. Relaxe, é assim mesmo. Ah, nada pessoal, não estranhe se ao falar qualquer coisa em inglês eles fujam de você como de uma praga contagiosa. Arranhe alguma coisa em japonês que um sorriso japonês discreto e polido se transformará num igualmente simpático quase riso.

ABAIXO: Tori do Templo de Meiji, em Tóquio

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                A grandiosidade do Japão expressa na simplicidade dos Hai-kai

                    NADA exprime tão bem a grandeza e a delizadeza do Japão quanto os poemas Kai-kai. Eles são curtos, breves, fugazes delicados, mas ao mesmo tempo grandiosos na meticulosidade, aidna que simples nas formas. Parecem infantis, mas são tão maduros quanto toda a cultura do país, todos os seus templos budistas, os seus santuários xintoístas, a sua natureza, suas cores, gostos, cheiros e sons. Tudo se combina. Com simplicidade e beleza.

 

ACIMA: Lanterna e Pia de Purificação do Templo Budista de Meiji - Tóquio

                  O Hai-Kai é um pequeno poema japonês composto de três versos, dois de cinco sílabas e um - o segundo - de sete. No original não tem rima, que geralmente lhe é acrescida nas traduções ocidentais. A época do aparecimento do Hai-Kai é controversa, e sua popularização deu-se no século XVII, sobretudo através da produção de Jinskikiro Matsuô Bashô, simbolista inspirado profundamente em impressões naturais (sobretudo paisagísticas) e adepto do Zen. (segundo Millor Fernandes em http://www2.uol.com.br/millor/)

 

ACIMA: detalhes de um singelo monumento e do Portal do Templo Asakusa Kannon - Tóquio

                 O objetivo é capturar a essência do local numa poesia. É uma forma pura de poesia que possui uma longa história que retoma a harmonia da filosofia espiritualista e o simbolismo taoísta dos místicos orientais e mestres zen-budistas, que expressam muito de seus pensamentos e ensinamentos na forma de mitos, símbolos, paradoxos e imagens poéticas.

A nuvem atenua
O cansaço das pessoas
Olharem a lua.

Ao sol da manhã
uma gota de orvalho
precioso diamante.

 

ACIMA: detalhes do Templo de Meiji - Tóquio

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                   Por que o Japão encanta tanto aos estrangeiros?

                      EM parte pela beleza do país e por sua antiguidade, sua magnífica história e civilização. Também por sua intrincada arte, pelo Zen-budismo, pela cozinha, por sua cultura. Tudo isso faz deste um país tão enigmático e surpreendente quanto escancaradamente revelador, fascinante. Todavia, no final de uma visita ao Japão o que terá marcado o visitante terá sido a delicadeza, a sensibilidade, a simpatia e a educação do povo japonês. O Japão é um país necessário, um destino fundamental na vida de um viajante. Ou, em japonês, Nihon sugoi desu! (o Japão é maravilhoso!)

 

ACIMA: a gente de Tóquio, o que mais se vê! Agradáveis, simpáticos, gentis, prestativos, civilizados, educados

                     A sociedade japonesa é hermética, fechada aos estrangeiros, reservada. Dificilmente se misturam na vida social, mas nos recebem, turistas, com simpatia, talvez porque estejam certos exatamente de que estamos aqui como turistas. De passagem, admirando. Japonês não é exatamente alegre, eu diria que, ao contrário, nasce sizudo, mas é simpático e educado. Invariavelmente você achará que todos os japoneses de Tóquio andam nas ruas de cara amarrada.

 

Templo de Meiji

                   HÁ grandes atrações que demandariam meses de estada para conhecermos tudo o que o Japão tem a oferecer turísticamente: são 1300 templos, 60 castelos, 40 parques e jardins, 60 museus históricos e culturais, 71 museus de arte, e 60 centros culturais de arte e artesanato. Se existe um lugar no mundo que encabeça a lista dos muitos lugares do mundo obrigatórios de serem visitados, este é o Japão. E nele Tóquio, Kioto e Hakone, se você dispões de apenas sete dias.

ACIMA: pedidos. Templo Asakusa Kannon - Tóquio

                      O Japão tem uma história que além de muito longa, é extremamente complexa. Os primeiros sinais de pessoas vivendo nas ilhas japonesas são tidos como desde 30.000 a.C.! A História registra que a civilização japonesa começou cerca de 6.000 anos, quando iniciou-se o período Jōmon, durando do mesolítico ao neolítico. No século 3 d.C. iniciou-se o período In Yayoi, o qual considera-se como o de maiores mudanças na cultura japonesa, e durante o qual desenvolveram-se a cultura de arroz, a fabricação de artefatos em ferro e bronze e a tradição na cerâmica utilitária e ornamental, provavelmente originárias das primeiras imigrações coreanas e chinesas.

ABAIXO: detalhes do Templo Asakusa Kannon - Tóquio

  

Templo Asakusa Kannon - Tóquio

                      JÁ o Japão Clássico começou quando o budismo foi intruduzido pela Coréia e ganhou grande aceitação no período Askuka, de 538 a 710 d.C. Desta ápoca foi a cidade imperial de Nara, que em 784 o Imperador Kammu transferiu para Kioto, cidade que permaneceu Capital por centenas de anos. O Japão Feudal começou apóe o Clássico, o qual era representado pelos samurais, os guerreiros extremamente bem treinados que foram tomando o poder aos poucos, à medida que o governo central foi tendo menos interesse na sua militarização, até que durante o período Kamakura (de 1185 e 1333), tomou completamente o poder.

 

ACIMA: O Templo de Meiji, em detalhes - Tóquio

                   DEPOIS do período Kamakura o shogunato foi perdendo o poder paulatinamente até terminar na guerra civil de 1467. Durante o século 16 missionários comerciantes e jesuítas vindos de Portugal , iniciaram os primeiros contatos com o Japão. Em 1.639 o shogunato Tokugawa tomou o poder e imediatamente fechou o país aos estrangeiros, o que durou cerca de 250 anos. Depois disso o Japão só foi ocidentalizar-se a partir de 1.854.

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Próximo Capítulo: A chegada ao “outro lado do Mundo” – O primeiro encontro

Visitando Tóquio, Nikko, Hakone, Kioto, Nara e Osaka

Reader Comments (16)

Dez anos e 10 meses depois, realmente sou incapaz de escrever uma linha sobre o Japão!
Se precisar de uma guia ou quiser tomar um café aqui em Tokyo, estamos aí!
Abraços!

10:33 | Unregistered CommenterAline

ALINE, que pena, se vc tivesse dito isso antes, eu ligaria para vc e combinaríamos, com prazer. Mas hoje fui a Nikko (viagem de dia inteiro) e amanhã cedinho estarei indo para Hakone. Espero que tenha gostado da introdução. Grande abraço!

Amigo Arnaldo, quanto tempo sem te ver e sem mesmo vir te visitar no site de viagens!!!Agora vc é um Pro! em viagens (como vc arruma tempo?) e em fotos. Que olhar o seu!

Ler o que vc escreve é ouvir vc falar há, seilá, 25 anos ou mais, lá atrás, qdo éramos uns doidos bobos e nem sabíamos o que ia acontecer conosco.

Gostei e gosto de ter ver contente - feliz mesmo com seu trabalho e suas viagens.

Vamos ver se um dia desses nos vemos!

Sigo trabalhando em publicidade, mas cada vez mais entrando no mercado de ilustração e textos para livros infantis!

Gostei mesmo de te ver através das viagens - são muitas, vou viajar nelas...Um forte abraço do amigo

Uma introdução linda e meticulosa como você faz sempre!. Um viagem a um lugar misterioso e também cerimonioso. Um acerto completo, Arnaldo.

13:37 | Unregistered CommenterCarmen

CARMEN, um comentáro sempre gentil e simpático, um dos melhores incentivos a que eu continue a escrever cada vez com mais capricho e acertos. Agradeço o seu reconhecimento.

Você sabe que os comentários são o maior incentivo ao blogueiro, mais do que a quantidade de visitas? Pois bem...

Grande abraço e continue acompanhando porque o Japão é um manancial gigantesco para quem gosta de escrever sobre destinos.

A introdução, como sempre, tem o objetivo de levar o leitor a "captar a essência do lugar".

Arnaldo,
Adorei a introducao e as fotos (barbaras como sempre)!
Acho que lhe mandei um comentario dizendo que qualquer coisa que precisasse durante a sua estadia no Japao, poderia (e ainda pode) contar comigo!
Se tiver um tempinho livre hoje a noite, ou amanha ou mesmo domingo (ou terca, que eh feriado aqui), me liga para tomarmos um bancha (estamos no Japao, ne?)
O telefone vai por email!
Abracos

2:19 | Unregistered CommenterAline

Arnaldo

As fotos são fantásticas, eu diria até de profissional.

Como é presente o contraste do ontem e hoje no Japão, eu não consigo imaginar a cultura japonesa sem o passado e o contemporâneo interligados.

O interessante é que esta integração não pesa, eu diria até que a beleza está neste contraste constante.

Beijos,

Wanda e Álvaro

7:11 | Unregistered CommenterWanda

Oi Arnaldo,
Sensacional... seu eu jea tinha vontade de ir ao Japão, agora estou quase que desesperada (risos!). Como sempre seus posts são grandiosos em explicação, ilustração e tudo mais...
Abs e já estou aguardando os proximos capitulos!

11:43 | Unregistered CommenterMirella

MIRELLA, bacana sua visita e ter dspertado interesse em conhecer o Japão. Tenho certeza de que depois de ler TUDO o que tenho em mente, vc. começará a deixar a vontade passar ao planejamento. Obrigado! Arigatô gosaimás.

Perguntinha? As fotos estão lindas? Vc chegou a retocar o é tudo assim, prontinho para o clique ideal???
Afe... to passando mal! ehehehhe...

18:25 | Unregistered CommenterMirella

Arnaldo-san! Ogenki desu ka?! Lindas suas fotos, linda sua descricao do Japao! Deu ainda mais vontade de conhecer! Trabalho com o mercado japones e a cultura deles eh algo unico mesmo. To fazendo aulas de japones pois se q o sorrisinho deles qndo alguem diz algo na lingua deles nao tem preço! Otima viagem!!! um abraco, Schnaider

20:34 | Unregistered Commenterschnaider

MIRELLA, dei uma passada no seu blog e achei legal sua matéria sobre Cingapura, país que pretendo conhecer em 2010. Sobre as fotos, eu diria que é questão de 40% de talento, 50% de equipamento e 10% de pós-processamento (relativo a "crop" (ou corte),além de melhorias de contraste e brilho) e ligeira correção de distorção de lente (quando for o caso, pra não ficar com aquela cara de prédio tombando, ou aberração no caso de lentes grande angulares ou olho de peixe).

SHNAIDER, bacana você ter vindo e deixado sua mensagem. Obrigado! Arigatô gosaimas! Continue lendo e acompanhando, ok?

Nihon sugoi desu! (o Japão é maravilhoso!) e você também, Arnaldo!

10:23 | Unregistered CommenterRosaBSB

Arnaldo

Fantásticas fotos e textos como sempre!
Quase me fazem pensar que também estive lá!O Japão é um dos poucos países da Asia que eu gostaria mesmo de visitar...espero um dia poder ter essa oportunidade...até lá vou viajando aqui no seu Blog!

Abraços

17:13 | Unregistered CommenterMargarida

.

11:20 | Unregistered Commenter.

Lindas, fotos,
ate fiquei com vontade de visitar o Jp kkk
(sou nissei e moro no Jp há 17 anos)
parabens suas fotos são expectaculo
Vou passar a ver o Jp com outros olhos

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