MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Segunda-feira
Set222008

Japão: A chegada ao “outro lado do Mundo” 

A chegada ao “outro lado do mundo” –  O choque do primeiro encontro

Visitando Tóquio, Nikko, Hakone (Monte Fuji e Lago Ashi), Nara e Kioto

 

ACIMA: Ingresso-amuleto de um Santuário Xintoísta

ABAIXO: cenas de rua em Tóquio

 

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                    É COMUM nos referirmos ao Japão como do  “outro lado do mundo”.  Quando criança era comum dizermos que se cavássemos um buraco tão fundo tão fundo que ele saísse do outro lado do planeta, chegaríamos ao Japão. Na escola brincávamos com um globo terrestre tentando “furá-lo” imaginariamente até sairmos no Japão. Todo mundo acreditava que isso ocorreria caso fosse possível cavar tal buraco. O Japão parecia mesmo estar certinho do outro lado do Brasil. Todavia, quase todo o “outro lado” do Brasil vai dar no mar! Isso mesmo, no mar.

O Boeing 747-400 da excelente JAL (codeshare com ALITALIA) no 东京成田机场 Tokyo Narita Airport

Foto: Airliners.net (http://www.airliners.net)

                 EVIDENTEMENTE que crescemos e no mínimo o que sabemos é que o “outro lado do mundo” é extremamente subjetivo e relativo, já que depende do ponto de referência, isto é, de onde você esteja no Globo Terrestre.  Todavia, se quiser conferir o que há exatamente do outro lado do mundo a partir do Brasil...

Dê uma olhada neste endereço e confira comigo: http://www.antipodemap.com/

Na infância em me perguntava: Onde fica o "outro lado do Mundo"?

O  'outro lado do mundo'  significa que quando dormimos no Japão, acorda-se no Brasil

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O primeiro encontro

 

ACIMA: letreiro de Karaokê em neón e os impecáveis taxis do Japão

ABAIXO: taxi, exemplo de profissionalismo - Decoração urbana de uma rua de Tóquio

 

                    ALGUÉM já disse que chegada a um país é uma experiência tão marcante quanto o primeiro beijo, o primeiro encontro, o primeiro tudo que se sente ou se faz com intensidade na vida.      E quanto mais diferente do nosso  país for o que visitamos, mais chocante e vibrante será esse primeiro encontro.   Vibração, palpitação, excitação, emoção, sensação, ansiedade são alguns sinônimos que encontro para tentar descrever o que eu chamo de  “A Síndrome do Jet lag ao contrário”, ou, se preferir, uma ansiedade desmesurada. 

ACIMA: paisagem japonesa urbana em Tóquio

                   É algo que sempre acontece comigo assim que desembarco numa cidade.  Tudo o que quero é ansiosamente fazer o check-in, desarrumar as malas, tomar conta do meu espaço e respeitar minha vontade incontrolável de sair à rua. É a necessidade ansiosa e emocional, com uma pitada de racionalidade,  um sentido meio lógico de que se fui até ali pra conhecer o lugar, por que desperdiçar tempo com outra coisa que não seja, essencialmente, conhecê-lo?

  

ACIMA: as "vending machines" japonesas são curiosas e uma "mão-na-roda"

                    O meu  “Jet lag ao contrário”  (eu o chamo assim porque, ao contrário do outro, este me impulsiona)  é algo que me confere a necessidade urgente de sair à rua e constatar logo se tudo aquilo que li, planejei e pesquisei meses antes confere com a realidade.  É como precisar conferir se o desenho dos mapas e os textos dos guias correspondem mesmo  à realidade.   A “Síndrome do Jet lag ao contrário”  em vez de apagar, acende. Todavia, não é fácil suportar uma diferença horária de 12 horas em relação ao Brasil e, ainda que já no primeiro dia tenhamos "entrado no fuso", o fizemos um pouco cansados e mal dormidos.

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Voando da Itália ao Japão

                     COMO  sempre,  por questões de fidelidade ao programa de milhagem,  voamos do Brasil para Roma e desta para Tóquio, pela Alitalia, com um dia e meio de “descompressão” em Roma,  para no dia seguinte à noite voarmos para Tóquio.  Voltamos por Osaka, onde terminou nosso curto mas maravilhoso roteiro pelo país.  A ALITALIA voa de Osaka a Roma em codeshare com a JAL Japan Airlines.

 

 

          COMO membros do Clube Ulisse  da ALITALIA temos alguns privilégios decorrentes dessa fidelidade, tais como preferência no check-in (efetuado no balcão da primeira classe, ainda que voando de econômica), mais 10 quilos de bagagem por passageiro, prioridade no embarque (junto com os passageiros da primeira e da executiva), prioridade para malas (embarcadas como se fossem de primeira classe e desembarcadas antes das demais), prioridade para escolha de acentos, além de bônus de 25% a mais nas milhas. O vôo da Itália ao Japão foi num Boeing 747-400 da JAL.  Não dá para explicar a diferença entre a Alitalia falida e com cara de estatal brasileira, ou empresa privada estilo Varig, e uma JAPAN AIR LINES.   É como querer relacionar a cultura e o modo de ser na Itália como o do Japão.  E empresa italiana peguei bem numa crise de falência e sem dinheiro sequer para comprar combustível. Se der sorte, consigo retornar ao Brasil uns dias antes de ela fechar.  Já a japonesa, um dos bons exemplos de eficiência, profissionalismo e simpatia japoneses! Uma belíssima cia. altamente recomendável.

 

"Túnel do Tempo": desembarcando em Narita.  O Narita Express, trem do aeroporto à cidade.

 

                  AO desembarcar no Aeroporto Internacional de Tóquio, em Narita, do “outro lado do mundo”,  você terá diversas opções para chegar ao centro da capital, distante cerca de 65 quilômetros.  Táxis e limusines custam caríssimo, algo em torno de US$ 250, o que faz do traslado oferecido pelas operadoras brasileiras  (se vocâ adquirir um pacote “aéreo-hotel-traslados”) algo extremamente interessante.  A opção mais econômica, para quem não tem o transfer, é o trem Skyliner (Keisei Line), que faz o percurso em 50 minutos ao custo de US$ 20, ou o Narita Express (Japan Railways - JR), ao custo de US$ 30.  Lembre-se, um taxi custa US$ 250,00!

ACIMA: o Shinkansen chegando à estaçÃo de Mishima, próxima a Hakone, direção Kioto

ABAIXO: embarcando no Shinkansen e Bilheteria da JR

   

 

                  O aeroporto de Tóquio é moderno e enorme, extremamente bem sinalizado e organizado e muito limpo e eficiente. Preenchidos todos os formulários de imigração e alfândega adequadamente, munidos dos vistos consulares, passamos pela imigração e alfândega em bom tempo.  Aliás, em geral um aeroporto é o retrato do que encontraremos no resto do país, uma fiel apresentação de tudo mais o que encontraremos.

 

                  MEU primeiro contato com o Japão foi durante o trajeto do aeroporto à cidade, como quase sempre é o primeiro contato de todos com uma cidade ou um país.    Ali já vamos tendo a primeira impressão, se ela é feia ou bonita, se é arrumada ou desorganizada, pobre, rica ou remediada.  Mas nem todas possuem o privilégio de terem  “trajetos cartões postais”.  Tóquio é quase isso.   Ao menos estou certo de que nunca havia visto nada igual num trajeto do aeroporto ao centro. 

 

ACIMA: no Japão dirige-se pela direita. Mão inglesa.

                SE seu transporte for rodoviário, o trajeto será por impecáveis estradas em meio a zonas pré-rurais, depois industriais, depois suburbanas e finalmente no gigantesco núcleo urbano que forma a capital do Japão.  Por analogia, é como chegar em Nova York, sendo que aqui é tudo limpíssimo. Chegando ao miolo da cidade me impressionou vivamente o senso de urbanidade e civilidade das pessoas, especialmente nas ruas. O trânsito, ainda que epsado, é civilizadérrimo, não se ouve uma buzina e todos respeitam tudo e a todos. Só mesmo vivenciando Tóquio para conhecer o que é ser urbanamente civilizado.

             TÓQUIO não é o que se pode chamar de uma cidade bonita, e chegando nela, a enorme, moderna e bonita Odaiba Rainbow Bridge (6) - a ponte pênsil que liga nosso caminho do aeroporto à cidade, ou Shibaura Wharf a Odaiba -  é uma bela introdução ao que veremos pela frente, a gigantesca e futurística Tóquio.   Todavia é uma cidade extremamente organizada, eficiente, limpíssima, com muitos jardins arborizados, simpática e, por incrível que pareça, é silenciosa, pois não se ouvem buzinas nem ônibus carros barulhentos.

ACIMA: Tóquio, área do Palácio Imperial - "Torre Eiffel" de Tóquio


           CASO seu trajeto for por trem,  já se vão descortinando paisagens rurais que aos poucos passam de plantações de arroz e pequenas cidades rústicas à fantástica, surpreendende urbanidade de Tóquio.   Aos poucos a plenitude da calma vida rural vai se alternando para o frenetismo da megalópole mais moderna do mundo.  Da janela do hotel, no trigésimo andar, é como avistar o skyline de Nova York ou São Paulo: o de uma cidade absolutamente feita pelo homem com prédios, prédios e mais prédios. Assustadora e gigantesca, uma cidade difícil de sair pra conhecer sem um bom conhecimento de como, onde e por que meio de transporte.

 

ACIMA: Tóquio é assim

(6) A Rainbow Bridge ( レインボーブリ ) é uma bonita ponte pênsil que liga os bairros de Shibaura Wharf e Odaiba através e sobre a Baía de Tóquio e foi construída em 1993 como parte do projeto de da área de Minato Ward. O bonito vão central de 570 metros de extensão, suportado pelas duas torres, além de toda a ponte em seus 918 metros, são feéricamente iluminadas com luzes que mudam de cor, daí seu nome, Ponte do Arco Íris. Além de veículos,por ela passam tr6es linhas de transportes públicos: Metropolitan Expressway No. 11 (a Odaiba Route e Route 357 (também conhecida como "Rinkō Dōro", Portside Avenue) no deck superior, e o Yurikamome New Transit, no deck inferior. A ponte tem passarelas para pedestres em ambos os lados, aos quais oferecem a quem quiser passar por elas a pé, vistas do Porto de Tóquio e da Torre de Tóquio no lado norte e do lado sul para a Baía de Tóquio e para o Monte Fuji. O desenho da arquitetura da ponte foi concebido para harmonizar-se com o skyline desta área de Central Tokyo. Além de refletores, há lâmpadas colocadas nos cabos que suportam o vão central da ponte, em três cores: vermelha, branca e verde, acionadas por energia solar acumulada durante o dia. A ponte pode ser facilmente alcançada a partir da Tamachi Station (JR) ou da Shibaura-futō Station (Yurikamome).

ACIMA: Rainbow Bridge (Galeria de Kempton no Flickr)

http://www.flickr.com/search/?q=Rainbow+Bridge+Tokyo&w=all

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A geografia - A adaptação - O segundo contato - Orientação e Locomoção - Entendendo o mapa

                 SEPARADO da China e da Coréia pelo Mar do Japão, a nação japonesa extende-se por um arco de 2.898 km de comprimento e apenas 403 km de largura, primariamente por quatro ilhas - Honshu, Hokkaido, Shikoku e Kyushu, em cujas vizinhanças ficam 4.000 outras pequenas, algumas não habitadas, assim com as ilhas de Okinawa. A Capital do país, Tóquio, além de Quioto e Osaka, ficam na ilha de Honshu, conectada às demais ilhas por túneis e pontes, a maior e mais populosa, além de a mais atraente turistocamente, já que reúne das atrações mais importanntes do país, histórica e culturalmente.

                  São 47 distritos (todōfuken), agrupadas em oito regiões: Hokkaidō , a segunda maior, cuja maior cidade é Sapporo e que geograficamente é caracterizada por picos, gargantas e lagos; Tohoku , no nordeste de Honshū, cuja maior cidade é Sendai ; Kantō , fica a leste de Honshū, a área mais urbana e desenvolvida do arquipélago, onde ficam Tokyo e Yokohama . Chūbu , na região central de Honshū, a oeste de Tokyo, é dividida pelos alpes japoneses e onde fica o Monte Fuji; Kansai (ou Kinki), a sudoeste de Honshū, e a parte mais cultural e o coração histórico do Japão, sendo Osaka , Kyoto e Kobe suas maiores cidades; Chūgoku , em Honshū, ficam as cidades de Hiroshima e Okayama; Shikoku é a menor das quatro ilhas do arquipélado japonês e Kyūshū a terceira maior. A região também cobre as ilhas Ryukyu e Okinawa.

ACIMA e ABAIXO: Templo Zen Budista em Kioto

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As principais cidades do Japão

                       Fukuoka, em Kyushu, é o portão para o sul do país, região dos maiores portos comerciais. Hiroshima é conhecida por motivos trágicos, assim como Nagasaki . Milhões de visitantes vão à cidade a cada ano em memória dos mortos pelo bombardeio atômico. Kanazawa, na parte central de Honshu, é uma cidade com grande herança cultural. Kobe é famosa por sua carne e sua vida noturna e pelo destruidor terremoto de 1.995, o qual destruiu cerca de 100.000 edificações e matou 5.000 de seus habitantes. Kyoto, a antiga cidade imperial, famosa por sua cultura tradicional, seus quimonos e numerosos templos bem conservados, ainda que milenares. Nagasaki sofreu o segundo dos dois bombardeios atômicos, depois de Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então tornou-se uma cidade eclética e desenvolveu-se tornando-se extremamente cosmopolita. Osaka a terceira maior cidade do Japão. Sapporo é a capital de Hokkaido e a segunda maior da ilha. Sendai é a maior cidade do norte de Honshu. Yokohama a segunda maior cidade do país e abriga o maior porto do Japão. Tokyo, a capital, é moderna, excitante, uma metrópole emblemática, portão de entrada de milhões de visitantes.

ACIMA: detalhe decorativo de muro com telhas trabalhadas, num templo em Kioto

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Tóquio é assim

Do Sushi ao Shinkansen, tudo é difícil de entender

                       TÓQUIO é uma cidade que desafia o encontro de definições. Não há tantos adjetivos assim que encerrem em si as definições mais precisas acerca do contraste entre tecnologia e neón, templos xintoístas e mulheres em quimonos, aranha-céus e imagens de buda. À primeira vista é apenas mais uma megalópole entupida de gente e de carros. De fato é, e essa impressão jamais desacompanhará seu visitante. Tóquio é uma vasta cidade que precisa ser conhecida nos detalhes. Eles surpreenderão qualquer visitante.

ACIMA: uma das muitas "figuraças" de Tóquio

                     ELE, o alienígena, precisa voltar no tempo e saber que em 1590 Tóquio chamava-se Edo, a Capital dos shoguns, os então comandantes supremos e hereditários do exército e que determinavam as leis. E que hoje esta gigantesca união de distritos, bairros e vizinhanças que se chama Tóquio, interligados por um eficientíssimo sistema de transporte ferroviário urbano e de metrô, verdadeiras artérias que transportam legiões de homens de negócios, trabalhadores de escritórios, estudantes e todos os tipos de cidadãos, é uma megalópole do século 21 olhando para o 22 sem se esquecer do 15.   Em uma só estação, Shinjuku, trafegam 2 milhões de pessoas por dia! Tóquio é o que se pode chamar de "uma orgia visual arquitetônica e humana".  E a cidade recebe quantidade sem precedentes de turistas ocidentais, curiosos como eu.

 

ACIMA: a sinalização é em japonês e caracteres romanos, mas nem sempre e nem em tudo

No caso de taxis, sem problemas, aidna que caros, são abundantes e excelentes

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                      AVENTURAR-SE  pelas ruas de Tóquio equivale a programar-se para uma expedição. Tóquio é uma das cidades civilizadas mais assustadoras que já visitei. Absolutamente segura, mas amedrontadora. Deslocar-se por ela equivale a sentir-se como aquele cachorro que caiu do caminhão de mudança no meio do caminho. Totalmente perdido é pouco para definir um desorientado e sem norte, que ninguém entende. Para se sentir assim, entre numa estação qualquer de metrô e tome  um trem, saia em qualquer outra estação, misture-se aos milhões de olhinhos puxados que não falam inglês e não sabem ler um mapa, exprema-se nas esquinas como sardinhas enlatadas para atravessar o sinal, misture-se a alguns milhares desses milhões de habitantes e sinta o que é ser levado pela multidão sem saber exatamente pra onde.

 

ACIMA: para quem anda de metrô em Paris, Nova York ou Londres, em Tóquio não será tão difícil

 

                     PARA  visitar Tóquio é preciso primeiramente estar preparado e assumir duas verdades incontestáveis: 1) você estará invariavelmente perdido e desorientado.  Se até mesmo taxistas desconhecem plenamente como localizarem-se, imagine, então um visitante de primeira hora, por melhor que seja o sinal de seu GPS cerebral;  2) você sempre saberá que estará em Tóquio, por mais perdido e desorientado que possa supor estar. Tóquio e sua gente são inconfundíveis.

                    SER um estrangeiro no Japão é sentir-se como um alienígena do mais distante planeta da mais remota galáxia. Não que sejamos obrigados necessariamente a conhecer a intrincadíssima cultura e mesmo as mais básicas normas de conduta do povo japonês, o que para uma criança deve ser natural, para nós ocidentais sul-americanos é extremamente mais difícil de compreender e assimilar do que um mapa da cidade escrito em ideogramas. Somos turistas. E visitantes são muitísimo bem tratados pelos japoneses. Mas mesmo assim é preciso 3 dias inteiros em Tóquio para sentir-se “em casa”, isto é, um pouquinho além da soleira da porta do seu hotel. Movimentar-se por aqui é complexo, mesmo para o mais traquejado usuário do Metrôs de Nova York, Paris e Londres, onde me sinto completamente familiarizado.  

     

ACIMA: letreiros de lojas e mostruário de pratos de restaurante na vitrine

                       DEMORA pra nos adaptarmos a Tóquio. E tudo conspira contra nossa adaptação e entendimento da cidade: o cansaço da viagem, o fuso horário, o idioma, as dimensões gigantescas, a escrita, a superpopulação, enfim, a complexidade cultural, os detalhes, a comida, a dificultade de locomoção. A segunda impressão que se tem de uma cidade é vivenciando-a, indo pra rua caminhar por suas ruas mais centrais e populosas, ouvir as pessoas, vê-las e tentar comunicar-se. A terceira impressão mais marcante é a qualidade e a quantidade do transporte público de uma cidade. É a maneira mais prática de compreendermos se é ou não uma cidade organizada, bem administrada.


 


 

Se Confúcio e Buda fossem vivos morariam em Tóquio,

vestiriam Armani e andariam de Mercedes

  

               O transporte urbano em geral é bastante eficiente nas grandes cidades, consistindo em trêns urbanos, suburbanos e metrôs, esses os mais turísticos e eficientes. Taxis são ótimos, mas muito caros. Quase toda cidade japonesa tem sistema de ônibus, mas a maior parte deles é difícil de usar pelos visitantes.

                TÓQUIO  não é uma cidade. (7)  Ao menos técnicamente. É enorme, mas na verdade uma combinação de várias cidades em uma. Todavia é plenamente navegável. Para visitantes, quase tudo o que interessa extende-se ao longo ou próximo ao sistema da Yamanote line da Japan Railway (JR), a linha férrea com desenho circular ao redor da cidade. Com um mapa e uma bússola na mente, é relativamente fácil compreender a geografia desta área: considere que o centro deste círculo é o Imperial Palace - que o turista deve considerar como “marco zero” - com os bairros Ginza e Marunouchi a leste, Akasaka a oeste e bem próximo deste, Roppongi, e, depois o moderno Shinjuku. Ikebukuro fica a noroeste e o bairro cultural de Ueno, além do tradicional bairro Asakusa ficam a nordeste.

(7) Embora Tóquio seja considerada um cidade, tecnicamente não é. Não há no Japão uma cidade chamada "Tóquio". Na verdade, Tóquio é designada como uma metrópole com vários distritos, constituída por 23 bairros, 26 cidades primárias, cinco cidades secundárias e oito vilas.

                     EM Tóquio, como no resto do Japão, encontrar um endereço pode ser impossível, ou, na melhor das hipóteses, perto disso. Mas saiba que isso é assim até mesmo para japoneses, imagine para nós! Poucas ruas têm nomes. O que você deve fazer é andar com um mapa escrito em inglês e outro em japonês (o primeiro para você ler e o segundo para um japonês ler pra você), pesquisar o(s) lugar(es) que deseja encontrar antes de sair, marcá-los no mapa, assinalar pontos de referências nas proximidades. O que em segundo lugar deve se ter em conta é que para locomover-se virtualmente pelo mapa deve-se usá-lo como se estivesse trafegando num metrô, ou seja, direção. O fundamental é saber a direção. Até motoristas de taxi pedem a direção.

 

ACIMA: preparando-se para orar e para fonar

 

                       OS endereços funcionam da segunte maneira: restringem-se localizar um edifício dentro de uma área de um quarteirão. Diferentemente do modo ocidental de escrever um endereço, no Japão eles são apresentados da seguinte maneira: de cima pra baixo, ou primeiro o nome da Cidade, seguido pelo bairro (ku), depois pelo distrito (chō ou machi) e, finalmente, pelo chōme, que seria o equivalente a uma área que equivale mais ou menos a dois ou três quarteirões. Um endereço fica assim: Chiyoda-ku, Nagatachō 2-10-3, Capitol Hotel, 3F, onde 3F é o andar no edifício. Mas não tente perder tempo localizando um endereço desse jeito porque será difícil acostumar-se e precisaria de uma estada mais longa. Como em qualquer lugar do mundo com tal grau de dificuldade de compreensão do idioma, de comunicação, de locomoção, é fundamental andar na carteira com o endereço completo e a localização do hotel escritos em inglês e no idioma, além de marcar o ponto no mapa (em inglês e no idioma).

Guia dos bairros de Tóquio e suas atrações

http://www.jnto.go.jp/eng/location/regional/tokyo/index.html

Guias dos bairros

http://www.tcvb.or.jp/en/index_en.htm

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Circulando pelo Japão

                  Evidentemente que isso depende do estilo, possibilidades, gosto e disponibilidade de cada um, mas eu recomendo a compra de um pacote hotel-traslados-tours, de maneira a que você tenha um guia e a locomoção arranjadas, assim como a hospedagem, e tenha também muito tempo livre para circular por sua conta. Mas viajar pelo Japão de trem ou de carro pode ser tão simples - em vista das vias públicas e malha ferroviária muito modernos - quanto complicado, por causa do idioma. Em alguns lugares bem mais fácil que noutros: todas as estações de trens têm informações sobre trens e destinos em inglês. Nas ótimas estradas há praças de parada com serviços, as quais têm informações sobre o trajeto e sinalizações em letras romanas. Abaixo relacionei algumas informações úteis acerca de locomoção pelo Japão:

Modelos de Roteiros Ferroviários pelo Japão

(em português – PDF)

http://www.japaoinfotur.org/img/pdf/O_japao_50a52_print.pdf

Categorias de trens

                      Estradas de ferro: o Japão tem uma das mais confortáveis e eficientes redes ferroviárias do mundo, a Japan Railways (JR), cuja rede com 21.000 km tem o tráfego mais intenso do mundo. Os trens japoneses são seguros, velozes, pontuais e econômicos, e nas áreas urbanas, as empresas ferroviárias, privadas, mantêm uma extensa rede que interliga as cidades. O Tokaido-Sanyo Shinkansen cobre a distância de 1.176 km entre Tóquio e Hakata em 6 horas. O Tohoku Shinkansen liga Tóquio a Morioka em 2 horas e 40 minutos, cobrindo 535 km. O Joetsu Shinkansen liga Tóquio a Niigata em 1 horas e 40 minutos, cobrindo 334 km.

ACIMA: uma rua comercial de Tóquio

                  Por trem, sem dúvida, é a maneira mais adequada de viajar pelo Japão. Eles são rápidos, com ótima frequência, seguros, confortáveis, mas caros. As opções variam dos trens locais de curta distância aos Shinkansen super-expresses, ou, como já vimos antes, os famosos ‘trem-bala’, mais do que um meio de transporte fabuloso, um ícone, um símbolo da modernidade do país. Há que se levar em conta a extrema limitação para bagagem, o que pode inviablizar sua escolha. No nosso caso, as malas foram enviadas por carro e entregues na manhã do dia seguinte, o que nos obrigou a levar uma pequena mala com as roupas e necessidades para uma noite e para a manhã seguinte. Nada demais, se for programado e acertado antes. Há um programa de passes como o europeu para as linhas férreas - o Japan Rail Pass – que pode ser comprado on line e é válido em quase todas as ferrovias. Este passe permite, dentro de sua validade (7, 14, ou 21 dias), viagens ilimitadas nos trens da JR, incluindo o trem-bala Shinkansen (exceto o super-expresso "Nozomi") e deve ser adquirido no país de origem . Através do o trem-bala Shinkansen, por exemplo, numa viagem de 40 minutos para o Fuji-Hakone-Izu National Park.

Onde comprar o Japan Rail Pass no Brasil

http://www.japanrail.com/links/latain_america.html

                             Dos trens locais urbanos aos interurbanos trens bala (Shinkansen) eles são classificados nas seguintes categorias: Local (kakueki-teisha ou futsu-densha): os trens locais param em todas as estações; Rápido (kaisoku); os trens rápidos ‘’pulam‘’ algumas estações. Não há nenhuma diferença no preço do bilhete entre trens locais e rápidos; Expresso (kyuko): os trens expressos param em menos estações do que os trens rápidos (kaisoku). No caso da JR (Japan Railways), uma taxa expressa tem que ser paga além da passagem normal; Expresso limitado (tokkyu): Os trens expressos limitados param somente em estações principais.Uma taxa expressa tem que ser paga além da passagem normal. Os valores vão de 500 e 4000 yenes. No caso de companhias que não sejam da JR (Japan Railways),a taxa expressa limitada não precisa ser paga. Trem bala (shinkansen): Os trens bala (shinkansen), são somente operados pela JR (Japan Railways). Os trens bala usam trilhas e plataformas separadas. Uma taxa expressa tem que ser paga além da passagem normal.O valor vai de 800 a 8000 yenes.

Estátua equestre do Samurai Kusunoki Masashige, na Pça. do Palácio Imperial, em Tóquio

Ótima página em português para saber tudo sobre o Sistema de Trens do Japão

http://www.portalmie.com/turismo/viajando_pelo_japao_trens_way/andando_de_trem/

Descobrindo os melhores destinos de trem

Em inglês, este site fornece informações precisas sobre a malha viária do Japão.

Digite o local de partida e o destino, horário, tipo de trem, e você terá uma lista de possíveis trajetos.

http://www.portalmie.com/turismo/viajando_pelo_japao_trens_way/trens/

Como usar ônibus no Japão

http://www.portalmie.com/turismo/viajando_pelo_japao_trens_way/onibus/

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Turísticamente falando... do Japão

Walking Tours em Tóquio

www.homestead.com/mroka/

BusTours em Tóquio

www.jtbgmt.com/sunrisetour/

BoatTours
www.symphony-cruise.co.jp/english/


               Todavia, voar é um meio eficiente de ir de uma cidade ou ilha para outra, e frequentemente pode custar um pouco ais apenas do que viajar de trem. Portanto, leve em conta tempo e distância (quanto maior, mais adequado é o avião). Compare e conseidere também os custos de ir do hotel pro aeroporto e do hotel para a estação de trem. Linhas aéreas domésticas são operadas pela Japan Airlines (JAL) e pela All Nippon Airways (ANA). A JAL opera apenas as rotas mais importantes de Tóquio a Sapporo, Osaka, Fukuoka e Okinawa. A ANA opera as linhas principais e locais. É possível fazer reservas para um vôo doméstico através de agência de viagens ou diretamente nos escritórios das companhias e também na Internet.

                 Os ônibus Intercity são mais lentos que os trens, todavia, muito mais baratos. E se sua viagem for noturna, seus assentos reclináveis são mais confortáveis do que os dos trens. A maioria das grandes cidades japonesas possui uma extensa rede de linhas de ônibus, mesmo onde existem metrôs e linhas perimetrais de trens, estes, mais fáceis de ser usados pelo turista estrangeiro. Em grandes cidades, empresas de ônibus de turismo usam veículos com janelas amplas e ar condicionado. Em Tóquio e Quioto empresas de turismo e de ônibus locais oferecem serviços com guias que falam inglês.

                   Dirigir no Japão é mais exeqüível do que pode parecer, ainda que a mão inglesa assuste aos não iniciados. De fato ela é um limitador e até um risco. E videntemente que me refiro a deslocamentos entre cidades, porque dirigir em Tóquio só se for local. Todavia, nem todas as estradas do interior são sinalizadas em inglês.

Expressway - Informações sobre como utilizar as estradas Japonesas

http://www.portalmie.com/turismo/viajando_pelo_japao_trens_way/expressa/

                  Também há um sistema de f erries que configuram-se numa excelente maneira de alcançar algumas partes do Japão, sendo as mais comuns as rotas que conectam Kyūshū, Shikoku e parte da costa de Honshū, além de conectarem ilhas maiores com menores.

ACIMA: Palácio Imperial, Tóquio

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Quando ir

                    A Primavera - que vai de março a maio - é a estação mais emblemática do Japão, especialmente por causa das floradas das cerejeiras pelo país, as cherry blossoms. Todavia, há uma semana - chamada de the Golden Week - que vai de 29 de Abril a 7 Maio, um período de feriados japoneses que torna-se a mais popular estação de férias doméstica. O Outono, de Setembro a Novembro, é a melhor época para viajar ao país: as temperaturas são agradáveis, e as cores do outono tornam as paisagens ainda mais sublimes. É mesmo a estação ideal o outono, devido ao ar fresco o céu sereno, os tons das folhagens que mudam a paisagem das montanhas e criando panoramas com brilhos e cores diferentes. O melhor do melhor do outono, as “Fall foliage ”, acontece no curto período que vai do fim de outubro a início de novembro. Os campos de arroz estão plenos e as cenas rurais típicas tornam-se exemplares, além de ser a estação com muitas festas tradicionais, eventos esportivos e culturais, exposições de arte e concertos musicais por todo o país. O Inverno, de Dezembro a Fevereiro, é muito frio e neva, e o Verão, de Junho a Agosto, pode ser inconfortável, por causa do calor e dos choques térmicos do ar condicionado com a temperatura externa quente e húmida.

O que eu gostei:

A educação e as boas maneiras, A limpeza e eficiência, A segurança,

A fantástica extraordinária modernidade (Blade Runner se sentiria old-fashion em Tóquio!),

Os templos, O Povo, A natureza

Tudo funciona, é pontual, tem ordem, é sistemático

O que eu não gostei:

O fato de serem monoglotas (em japonês!, dificulta um bocado) (8)

Você vai ter muito trabalho, empenho, se perder e perder muito tempo se não tiver um guia,

A dificuldade de encontrar comida ocidental (ainda que se possa gostar da fabulosa comida japonesa),

A dificuldade de se locomover (ainda que o transporte seja incomparável)

É caro

(8) : o inglês é falado em todo o Japão, especialmente nas cidades turísticas e centros históricos, mas não é bem assim... Vale a pena observar que muitos japoneses não têm confiança na sua habilidade de falar o inglês e mostram-se reservados ao primeiro contato. Fale devagar e claramente, seja simpático e sorria, o que irá encorajá-lo ao diálogo. (Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/3.turismo/dicas07/index.shtml)

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O idioma japonês

O idioma japonês é derivado do chinês, mas não é igual a este. O japonês é formado por três escritas diferentes: o hiragana, o katakana e o kanji. O chinês utiliza apenas o kanji, que é ideograma, ou seja, cada kanji tem um significado próprio. A escrita do kanji japonês pode ser semelhante ao do chinês, mas o som é bastante diferente. O hiragana existe para ligar os kanjis, para dar fluência vocal, mas é possível escrever tudo em hiragana sem usar o kanji, tal qual o fazemos com o alfabeto romano, como por exemplo em A-RI-GA-TO-U. Já o katakana é utilizado para designar nomes ou palavras estrangeiras, como por exemplo, “Portugal”, que em katakana fica “Porutogaru”. Como não é possível dispor das letras para obter som exatamente igual, há uma tentativa de aproximação com regras próprias.

Arnaldo ficaria assim....

O inglês no Japão

                           Ainda que o idioma seja ensinado na escola, a maioria dos japoneses o falam muito dificilmente. É mais fácil lerem e escreverem do que falarem. Significa que a maioria pode ler e escrever mas não fala. Se for necessário perguntar algo a alguém na rua faça-o aos jovens, porque o idioma ainda está sendo estudado ou o foi mais recentemente, ainda que não praticado. O idioma é usado com frequência em sinalizações, especialmente nos trens e no metrô. Muitos restauranets têm tradução de seus cardápios para o inglês. Os Tourist Information Centers (TIC) têm pessoal que fala inglês e pode ajudar o turista. São poucos os japoneses que entendem e falam o inglês e chega a ser raro encontrar alguém que fale. Os que falam alguma coisa na verdade usam o ingleponês, porque têm muita dificuldade com a pronúncia e acabam falando coisas com um sotaque carregado, coisas como bigu maku, o nosso big mac.

O japonês falado

  

                        Japonês é um idioma fonético que consiste basicamente de 5 vogais, pronunciadas longa ou curtas, e 16 consoantes, que combinadas formam o alfabeto. A pronúncia é relativamente fácil de aprender, mas evidentemente o turista precisa saber apenas as frases bem básicas. A gramática é dificílima, portanto, nem pensar! Por exemplo, enquanto em inglês e as línuas de base latina empregam o sujeito, depois o verbo, depois o objeto, o japonês tem outra lógica. Assim, quando se traduz literalmente algo como “eu comprei uma camisa” para o aponês, pensando em português ou inglês, a tradução ficaria algo como ”Eu uma camisa comprei”. Muitas letras e palavras inglesas e francesas, assim como de outros idiomas, foram incorporadas ao japonês falado, como hanbagaa (hamburger), hoteru (hotel), takushi (taxi), basu (bus) e biiru (beer). Isso parece que ajuda, mas na verdade atrapalha, porque palavras similares podem, entretanto, significar coisas diferentes, como manshun (mansion), que significa apartmento, não uma casa grande. Portanto, mais uma vez, lembre-se, tente escrever o básico, decorar coisas simples e pronto.

Como aprender japonês. Em português!

http://www.comoaprenderjapones.com/

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Como é a lingua japonesa escrita?

                        A língua japonesa compreende 3 formas básicas de escrita:  1)  Hiragana, que compreende os caracteres utilizados para expressar os sons dos vocábulos japoneses; 2) Katakana,  que compreende os caracteres utilizados para expressar os sons de vocábulos de origem estrangeira; 3) Kanji,  que compreende os caracteres que contém significados e expressam as palavras japonesas existentes.

O que são ideogramas em Kanji?

                      A palavra "kanji" significa "letra chinesa", ou, num sentido mais amplo, "escrita chinesa". São os ideogramas, aquelas letras complicadas, cheias de traços. Os primeiros deles datam de mais de cinco mil anos A.C. Eram desenhos utilizados primordialmente em rituais supersticiosos. Com o tempo, sofreram alterações e seus traços foram simplificados. Criaram-se padrões de escrita. Seu número foi aumentando. Hoje há mais de cinqüenta mil deles. Séculos atrás, não havia escrita no Japão. Em virtude do intercâmbio cultural e comercial com a China, adotou-se no arquipélago nipônico alguns dos milhares de ideogramas utilizados pela nação vizinha. Atualmente, um japonês adulto sabe em média cerca de dois mil kanjis. A língua chinesa é composta exclusivamente desse tipo de caractere. A japonesa não. Esta possui o alfabeto silábico chamado Hiragana. No Japão, os kanjis são utilizados mais para a grafia de substantivos, pronomes e radicais de verbos, de advérbios e de adjetivos. O resto é escrito em hiragana. Os kanjis não são apenas letras, são ideogramas. Cada kanji possui um significado. Por exemplo, o kanji de "uma" (cavalo em japonês) antigamente era um desenho que lembrava a forma de um cavalo. Agora, nada mais é do que um ideograma de dez traços. Mas esse ideograma possui a significação "cavalo". O significado de palavras compostas de dois ou mais kanjis tem sempre forte relação com o significado dos caracteres que as compõem. A própria palavra "kanji" é formada pelos kanjis "kan" (chinês(a)) e "ji" (letra). E a maioria dos kanjis mais complicados (aqueles que possuem muitos traços) nada mais são do que a junção de dois ou mais kanjis simples, sobrepostos uns sobre os outros ou espremidos uns ao lado dos outros, formando uma só letra (por exemplo, o ideograma "mori", floresta, é formado por três "ki", árvore, sobrepostos. Igualmente, o significado desse kanji complicado tem relação com os significados dos kanjis simples que o compõem. Um kanji geralmente possui mais de uma leitura (som, pronúncia). Pode-se lê-lo diferentemente dependendo das letras que o acompanham em uma palavra. O kanji "dai", por exemplo, quando acompanhado da desinência em hiragana "kii", passa a ser lido como "oo". Então a palavra fica "ookii". Eu explico: em japonês, a palavra "grande", é "ookii". O caractere chinês que possui o significado "grande" é o kanji "dai" (. Igualmente, esse kanji "dai" é também empregado em algumas palavras japonesas onde a pronúncia "dai" é mantida. Por exemplo, "daiji" (importante).

 

Hiragana e Katakana, o japonês escrito

                  O hiragana é um alfabeto silábico composto por 71 letras inventado pelas mulheres do Japão antigo, que, proibidas de freqüentar escola, criaram versões simplificadas de alguns kanjis. Com o tempo essas versões passaram a representar apenas sons. Atualmente eles são utilizados em partículas, desinências de verbos, de adjetivos e de advérbios. Há alguns substantivos e radicais de verbos, de adjetivos e de advérbios que também são escritos em hiragana. Textos infantis, feitos para crianças que ainda não aprenderam muitos kanjis, são compostos quase exclusivamente deles. Mesmo nos textos adultos também se utiliza o hiragana em forma de kana, minúsculas letras colocadas em cima (ou do lado, no caso das escritas verticais) dos kanjis difíceis, que poucas pessoas sabem ler. O objetivo desses kanas é facilitar a leitura desses kanjis difíceis. Os hiraganas são aquelas letras mais simples e arredondadas da escrita japonesa.

 

                O katakana é também um alfabeto silábico de 71 letras, assim como o hiragana. E também representa apenas sons. Quem o inventou foram os monges japoneses. Mesmo para eles, que eram relativamente cultos, era difícil lembrar da leitura de cada kanji. Então eles escreviam pequenos "lembretes" ao lado das letras mais complicadas. Esses lembretes se tornaram o katakana, que, hoje, é utilizado para grafar palavras de origem estrangeira, algumas interjeições etc.. Em alguns vocábulos grafados nesse alfabeto os japoneses colocam um traço após a sílaba tônica, identificando-a. (FONTE: Dinamarca Adesivos: http://www.dimarca.com.br/infos.asp?page=5)

 

Se quiser saber mais sobre a escrita japonesa

Blog "PRODUTOS NOTÁVEIS"

" Notícias do Japão sob um ponto-de-vista cultural (e nada matemático)"

http://robertomaxwell.com/2008/03/01/a-escrita-na-lingua-japonesa/

ACIMA: decoração graciosa de postes de rua em Tóquio

 

           Como em qualquer lugar do mundo, tentar se expressar na lingua local abre muitas portas. E em nenhum lugar do mundo, por mais errado que se fale e por mais esquisita que seja a pronúncia, quem se esforça simpáticamente em falar alguma coisa no idioma do país visitado será mal recebido. Mesmo que riam de você. O cumprimento no Japão é a parte mais importante no encontro com os japoneses. Um bom cumprimento deixa uma marca positiva. O bom cumprimento não é somente falar bem, mas com voz firme e clara. Nele deve-se curvar no mínimo 45 graus. Algumas palavras e expressões úteis:

Ohayougozaimasu : Bom dia; Kon’nichiwa: Boa tarde; Konbanwa: Boa noite;

Sayounara: Tchau; Arigatou gozaimasu: Obrigado; Douitashimashite: De nada;

Oyasuminasai: Bons sonhos; Shitsureishimasu: Com licença;

Doumo sumimasen: obrigado, desculpe-me

Prazer em conhecê-lo : Hajimemashite; Como vai? Genki desuka?;
Boa noite (para dormir): Oyasumi nasai; Sim: Hai; Não: Ii e;

Com licença : Sumimasen; Desculpe : Gomennasai.

Para consultar TUDO sobre cultura japonesa:

http://www.culturajaponesa.com.br/

Comer

Pode ser o paraíso ou uma certa complicação, dependendo do padrão gastronômico do visitante. Além de tudo, caro. Você pode gastar facilmente ¥10000 (US$ 100) por pessoa num bom restaurante, mas é possível comer por bem menos. Comida decente pode ser encontrada a cerca de ¥1000 (US$ 10) por refeição, mas como o inglês não é facilmente falado e escrito, é difícil encontrar lugar econômico pra comer. Aliás, o Japão é um dos países mais caros do mundo e, por este motivo, menos adequados para mochileiros. Assim, procure por lugares que tenham menús com fotos e em inglês. O mercado de Peixe é um lugar onde se encontra comida boa e barata. Como é um lugar onde os trabalhadores começam muito cedo, é também fácil encontrar refeições mais apropriadas para o desjejum, mas, em estilo japonês. Sushi e soba no café! Outra dica, além de comer em hotéis internacionais e turísticos, é tentar encontrar nos magazins e shoppings se eles possuem lugares pra comer, em geral com cardápios associados a fast-food como sandwiches. A menos que você seja descolado pra comer e esteja a fim de cometer roleta-russa gastronômica (rodar o dedo sobre um cardápio escrito numa lingua que vc. não entende, parar num prato e pedir ele mesmo sem ter a mais remota idéia do que é). Tem uns tipos de restaurantes que ajudam muito porque colocam os pratos do cardápio numa vitrine voltada pra rua e aí dá pra você ver a comida representadas em réplicas feitas em resina, absolutamente perfeitas. O difícil é conseguir guardar o nome e chegar lá dentro pra pedir o prato. Se der pra apontar, vale!

Dormir

Como tudo mais, hospedagem é cara no Japão. Muito cara. O melhor é tentar comprar um pacote no Brasil com operadoras que vendem o conjunto “hospedagem-traslados-passagem” a preços de operadora. Todvia, como para qualquer país, planejando-se e organizando-se antecipadamente, os preços ficam mais baratos na hospedagem. A maior parte das cidades turísticas tem um Tourist Information Center (TIC) e um Welcome Inn Reservation Center, onde você conhecerá os diversos tipos e modalidades de hospedagem japonesas e suas classificações.

Welcome Inn Reservation Center

http://www.itcj.jp/

Todo mundo sabe que Tóquio é a maior e mais cara cidade do mundo e que tem a maior densidade populacional do planeta: muita gente em pouco terreno. Mas pouca gente sabe que a cidade recebe cerca de 2,5 milhões de trabalhadores e estudantes cidade diariamente, que muitas vezes precisam dormir e não podem ou não estão dispostas a pagarem no mínimo 100 dólares por noite. Para esse público há os hotéis-cápsula, oficialmente classificados como “cápsula”, u m meio-de-hospedage no qual não há quartos nem banheiros, muito menos armários. São cápsulas dispostas e sobrepostas em linha, nas quais o hóspede sobe uma escadinha e num habitáculo com espaço suficiente para dormir. Não pode ser chamado de hotel. O mais correto seria dormitório. Uma noite na cápsula custa cerca de 30 dólares.

Malas

Ao contrário dos ocidentais, que em geral viajam com malas de maiores dimensões, os japoneses viajam por seu país com malas reduzidas, consequência das dimensões do país. Isso resulta em igualmente reduzidos espaços para a guarda de malas nos trens. Os lockers também são pequenos. Assim, recomenda-se reduzir a bagagem. As operadoras que vendem pacotes no Brasil exigem que no trecho Tóquio-Kioto o passageiro leve uma mala pequena necessária apenas para o a noite e dia seguinte, já que as malas grandes seguem em transporte rodoviário.

PRÓXIMO CAPÍTULO

NIkko e seus templos e santuários

Reader Comments (22)

Arnaldo

Mais um show! Parabens pela rica visão, pelas fotos e pelo estudo da cultura!

18:55 | Unregistered CommenterEreesto

Arnaldo, você escreve com uma paciência sobre o Japão que eu siceramente não tenho! rs

6:01 | Unregistered CommenterAline

Arnaldo (Arunarudo),

Tentei comentar mais de uma vez no Fatos e Fotos e deu erro... É a segunda vez... Aproveite bem a viagem! Vamos torcer pela Alitalia, pelo menos até você voltar.. E o fuso horário? Vou ter que voltar com mais tempo para ler esse super guia!

Vale lembrar que quem compra o passe de trem JR Pass (comprado fora do Japão) que dá acesso ao trem bala, tem acesso também a alguns trens que ligam os aeroportos à cidade, alguns ferryboats (Myajima Island - Hiroshima), os trens de subúrbio e linhas como a Yamanote em Tóquio.

Recomendo fortemente. No final economiza-se um bocado.

Um forte abraço

Rodrigo

PS: No Mac Donald tem hamburguer de arroz para os vegetarianos... Eu só comia em restaurantes fast food japoneses: Yoshinoya, Udon, Rammén..

Nas lojas Pm/Am (conveniência) vendem Oden. é um cozido de massa de peixe e legumes num caldo de shoyo e peixe. A Massae vivia comprando o ovo desse cozido para comer. Você pega um potinho do lado do banho maria e paga-se por unidade do que se pegou.

Não deixe de xperiemntar a padaria deles. O melhor crossaint que comi foi ai no Japão. O pessoal da Fauchon vai para o Japão aprender...Em todo subsolo das grandes lojas de departamento tem um food court e supermercado.

OBRIGADO pelos comentários, Ernesto e Aline.

Rodrigo, bem, lembre-se que agora toda vez que for comentar aqui tem que colocar uma senha, que aparece DEPOIS de escrever, bem abaixo do comentário escrito.

Bem, a ALITALIA está caindo, falta pouco. Já cheguei em Roma e tudo correu bem. Volto pro Brasil na quinta-feira, um dia antes de que uma decisão derradeira seja tomada. Tenho um plano "B" com a TAP, uma Roma-Lisboa-Rio.

Fiquei impressionado com a quantidade de lojas AM/PM no Japão, Em'Tóruio, então, chega a ser um exageiro. Elas são HIPER convenientes e comprei sanduiches, água mineral, leite e yorgurtes da Alice e outras coisinhas mais. Eu vi desses ovos cozidos, embalados de uma unidade e de duas. Mas como comíamos MUITO bem no café da manhã dos hotéis, de ovos já estávamos bem servidos!

Os pães deles são ótimos e um dos melhores pães francesese quentinhos, da hora, que comi, foi em Hakone, onde comi excelentemente bem. Os croiasants têm em todos os cafés da manhã dos hotéis.

Sobre comida japonesa, eu comi de tudo, de peixe, carne, frango, porco, macarrão e um monte de coisas mais que nem sei dizer o que era. ADOREI. Comi muitíssimo bem e todo canto.

Os passes de trem vou colocar sua dica num próximo capítulo.

GRANDE abraço!

Fui na Takashimaya de Kioto, uma loja lindíssima e muito sofisticada.

Arnaldo,

antes de tudo venho agradecer o carinho com que você nos entrega sua viagem,tanta harmonia e capricho nos textos e nas fotos.

Resolvi que já era hora de comentar (li sua resposta nos comentários do post anterior dizendo que o número de visitas nada conta, mas que são os comentários que fazem um blogueiro feliz).

Você viajou por conta e pesquisas próprias?
Li que você recomenda os pacotes das agências pela dificuldade de locomoção e comunicação que nós ocidentais encontraremos, mas os últimos pacotes que eu pesquisei numa última viagem à Europa sempre traziam hotéis de qualidade inferiores, com muita reclamação de hóspedes no tripadvisor e com preços incoerentemente superiores.

Bem, a gente vai se falando durante a viagem, certo?

Abraços,

Marilia

MARILIA PIERRE, obrigado pelo comentário e, sim, são eles os melhores incentivos. Sejam críticos ou elogiosos, eles é que valem, porque são a possibilidade de aferirmos o grau de satisfação do leitor e, melhor ainda, a possibilidade de nos correspondermos.

Sim, viajei or conta e pesquisa próprias. Os pacotes das agências não são fundamentais, a não ser para países como Índia, Egito e assemelhados...

O Japão é um país extremamente civilizado, organizado e seguro, mas pode ser difícil locomover-se devido à dificuldade extrema de comunicação.

A qualidade dos hotéis depende do preço dos pacotes e é sempre recomendável pesquisá-los em seus próprios sites na Internet e nos de resenhas e classificação de hotéis, como Tripadviros, por exemplo, e tirar suas conclusões.

Ainda assim, alguns pacotes têm opcões de hotéis melhores, o que certamente encarece.

Obrigado pela visita e não deixe de comentar, perguntar, sugerir...

Demais, Arnaldo! Demais mesmo! Que maravilha de viagens você tem feito. E como fotografa bem!!!

Beleza a Kinkaku-ji! mais adoro as fotos das ruas e do ambiente e andanças das pessoas em a cidade.

(Como pode você fazer issas fotos tão boas??? e não me diga que é por a cámara fotográfica, tem que ser outra coisa...não somemte o olho criativo...issos cores fortes e intensos...é magia???)
Um abraço

16:19 | Unregistered CommenterCarmen

DRI SETTI, obrigado pela visita e comentário!
CARMEN, é a câmera, é a câmera....

Carmem, você desvendou um mistério: o Arnaldo é mágico. E a magia vai além das fotografias, elas não falam, mas são tão próximas da realidade, que existe uma comunicação com quem aprecia.

9:42 | Unregistered CommenterRosaBSB

ROSA, Bingo! Você entendeu o que é o objetivo FUNDAMENTAL do Blog: "Captar a essência do lugar"!, tanto em fotos quanto em textos...

Obrigado

Olá Arnaldo!! Primeiramente mto obrigada pela visita no "do lado de cá", volte sempre! Por outra parte quero te dizer que está de parabéns pelo seu blog, é sempre muito bom ter pessoas como você que nos enriquece com boas informações... Eu inclusive já te tinha visitado antes, creio que do blog do Ricardo Freire, pode ser? Um grande abraço desde Madrid! :-)

Caro Arnaldo.

Quero muito conhecer o Japão.

Não me esqueci e estou esperando a foto para o meu blog. No final do ano estarei no Rio. Vamos organizar um encontro de blogueiros?

18:48 | Unregistered CommenterMaria Lina

Oi, Arnaldo, primeiro obrigado pel link ao meu texto sobre a língua japonesa. Infelizmente, não tenho tido tempo de atualizar mais o Produtos Notáveis por causa do mestrado. Gostei muito do seu material sobre o Japão. Você é curioso e tem um olhar muito generoso acerca das coisas. Relato de primeira, com certeza, e que me despertou sentimentos que ficaram esquecidos no tempo à medida em que fui me adaptando e sendo assimilado à cultura japonesa, a qual eu adoro. No mais, queria sugerir três alterações, bobagens, claro, nada sério.

Na parte "encontro", você diz que o letreiro é de um pachinko, mas é de um karaoke. O texto escrito é Karaoke-kan.
Na parte que você fala das placas, diz que elas são escritas em inglês e japonês. Seria mais específico dizer que as placas, em especial as que você sinalizou, são escritas em japonês e no alfabeto romano. Elas continuam escritas em japonês, mas em outro alfabeto. Além disso - como você bem citou - cidades turísticas e de negócios, bem como cidades com alta concentração de estrangeiros, têm placas traduzidas para o inglês, o chinês, o coreano e até mesmo o português, já que somos a terceira maior comunidade internacional do Japão.

Por fim, quando você fala de toodoofuken, sugiro que a tradução em português seja província, não prefeitura. Isso porque, em português, prefeitura se refere às municipalidades. Aqui no Japão, usamos província para os doo, fu e ken; e prefeitura para as municipalidades. Para Tóquio não há uma palavra específica. Assim, falamos o governo de Tóquio. Há jornalistas que usam "o governo do distrito federal", mas não é muito usado.

Ah, uma sugestão. Acho que dá para mochilar, sim, no Japão. Apesar de haver muitas coisas caras, é possível viajar e comer barato pelo país. Eu escrevi um artigo sobre isso no meu blog. Sinta-se a vontade para linkar. Mas, vão algumas dicas:
1. 18 kippu - é um ticket vendido nas épocas de férias (verão, inverno e primavera).Ele custa 11.500 ienes (alguém aí converte, please) e permite 5 dias de viagem em quaisquer trens da JR. É assim que estudantes (como eu hehehehe) viajam. É possível ir de Tóquio a Aomori (norte) e de Atami (próximo a Tóquio) a Fukuoka (ilha de Kyuushuu) em um dia. Óbvio que são trens locais e que cansa. Mas, é viagem de mochileiro.

Você já citou os ônibus que são bem baratos e nem sempre mais lentos que os trens. Da minha cidade Shizuoka a Tokyo é mais rápido ir de ônibus, por exemplo.

2. Estadia: além dos ryokan, que são hospedarias no estilo japonês, é possível dormir em cyber cafés. Alguns possuem, inclusive, chuveiro. Não é um quarto com uma cama mas, naqueles que oferecem serviço 24 horas, há baias e chão de tatami, pequenas cobertores e travesseiros. Dormir em tatami não é tão penoso e o custo é, geralmente, mais baixo. Há filmes, DVDs, revistas (em japonês, sorry), games e internet no pacote. A maioria deles tem drink bar com chá, refrigerantes, sucos e sorvete de creme. Tudo simples, mas muito mais barato que quarto, mesmo de albergue.

3. Há, ainda, os sentô onde se pode tomar banho. Custa 300 ienes e é um banho bem gostoso, com banheira, água quente, delícia... Em muitas cidades há super sentôs onde se pode dormir em quartos coletivos, sempre no tatami ou em colchonetes. Enfim, não é nada rico ou sofisticado, mas é para quem quer mochilar.

4. Comer, como citou um dos comentaristas, pode ser possível em fast foods a japonesa como os Yoshinoya, Sukiya, Matsuya... Ou ainda, há as casas de lamen e de soba, que são bem baratas. Pode se comer por menos de 1000 ienes. Também, há os family restaurants onde se gasta um pouco mais, mas há drink bar, com bebidas não-alcóolicas a vontade, com preço bem baixo. Eu, que como muito, gasto 1500 ienes em family restaurant. Por fim, em cidades com alta concentração de chineses (Tóquio e arredores, por exemplo) há os restaurantes de comida chinesa baratos. São gostosos e bem em conta. Costumo gastar cerca de 1000 ienes, mas eu como muito. Claro que para descobrir essas coisas, tem que sair de áreas turísticas. Mas, nem precisa ir tão longe. Shibuya, Shinjuku, Ikebukuro são cheios desse tipo de comida barata.

Ufa, falei demais. Abraços, Arnaldo e parabéns pelo seu belo texto e fotografias.

5:29 | Unregistered CommenterRMax

Arnaldo!
Amei, como sempre!!!
Gostei muito de uma foto de um vale com umas nuvens bem cinzas.. parece uma tempestade se formando: ficou linda!
Ainda n conseguimos nos ver desde que vc chegou, mas estou super curiosa pra ouvir as historias!
Bjinhus
Marcella

Arnaldo, posso perguntar o que te levou ao Japão? Vc foi a trabalho/negócios? Ou vc foi mesmo passear? Pois é um destino bem diferente... eu tenho vontade de conhecer um dia, mas isso porque sou descendente de japoneses e tenho primos morando lá. Fora os descendentes, nunca vi alguém que quisesse ir lá para passear... por isso a curiosidade. :-)))
Bjos! Os posts estão lindos e as fotos incríveis.

CHRIS PESSOA, fui a passeio, exclusivamente a passeio, como turista mesmo. Nunca tive o provilégio de ter parentes japoneses, mas como destino, cultura, educação, histíroa, o Japão sempre me atraiu. Foi uma experiência maravilhosa que excedeu em muito minhas expectativas.

MUITO grato por sua visita. Gentis palavras que só incentivam...

Arnaldo, você descreveu bem a síndrome do jet-lag ao contrário!
Eu sou exatamente assim, não consigo ficar nem dois minutos no hotel e já quero sair e começar a me sentir 'em casa'. Imagino a sua ansiedade chegando em Tóquio!
As fotos, como sempre, dispensam comentários :-)

18:21 | Unregistered CommenterEmília

Bravo! Arnaldo Adorei suas fotos e descricoes de Tokyo. Eu sou mocambicano residente em Tokyo. Nao tenho palavras para descrever minhas emocoes ao ler este maravilhoso texto na lingua portuguesa. estou arrepiado. muito obrigado.

Antonio.

Arnaldo, parabéns, eu que estou aqui hoje dia 10-12-2011 estamos colhendo várias informações pelas tuas dicas, valeu mesmo,

12:14 | Unregistered CommenterPADULA

Magníficas as reportagens, adorei tudo! Muito interessante.

13:42 | Unregistered CommenterNatasha

Excelente post Arnaldo!
vou reler ainda ainda algumas vezes para ver se consigo absorver um pouco mais dessa quantidade de informação. Estamos indo em menos de duas semanas para lá e já tá dando um friozinho na barriga só de pensar na comunicação em japonês.
abs

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