CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Domingo
Set072008

Ouro Preto, MG: O acervo arquitetônico

 

                         NENHUMA outra cidade do período colonial brasileiro teve tamanha expressão na manutenção da imagem arquitetônica setecentista, seja nas construções em alvenarias de pedra, adobe e pau-a-pique, seja nas igrejas, chafarizes e edifícios públicos.

Sacadas da Casa dos Contos

                       As casas de Ouro Preto ficam nas ruas tortuosas e íngremes e destacam-se na arquitetura da cidade, onde as casas geminadas eram construídas para se evitarem-se as correntes de ar entre elas. O Chafariz dos Contos e a Casa dos Contos - como ficou conhecida a Casa Real dos Contratos de Vila Rica, um palacete de arquitetura colonial brasileira que foi utilizado como prisão de alguns inconfidentes, construído para residência de João Rodrigues Macedo, cobrador de impostos - por exemplo, formam um conjunto dos mais bonitos e representativos da arquitetura civil de Ouro Preto.

     

                   A Casa dos Contos foi também sede da Infantaria Portuguesa, além de 'Casa de Fundição'. Hoje é um importante Centro de Estudos do Ciclo do Ouro e abriga uma interessante exposição de numismática e de objetos em sua senzala.

Casa dos Contos

                             NO Centro, dois prédios fronteiriços destacam-se na Praça Tiradentes: a Casa da Câmara e Cadeia, atual Museu da Inconfidência, e o Palácio dos Governadores, atual Escola de Minas e Museu de Mineralogia, Ciência e Técnica. O Museu da Inconfidência é também túmulo dos inconfidentes e abriga grande acervo documental de importante fase da história brasileira.

  

Casa dos Contos

                             LEMBRANDO o poderio colonial, o Palácio dos Governadores tem desenho que se assemelha ao de uma fortaleza. Foi construído por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, passando por várias modificações até 1781. Aos dois lados da praça o casario emoldura os dois palácios.

                              PELAS ladeiras da cidade podem-se ver diversas capelinhas usadas durante a procissão dos Passos da Paixão de Cristo. E é na construção de capelas de fachadas singelas e nas maravilhosas igrejas que o barroco e rococó marcou definitivamente presença em Ouro Preto.

As Capelinhas dos Passos da Paixão

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Uma arquitetura religiosa muito peculiar e de alto nível de qualidade

                   A Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar é a que tem o mais rico interior, nave octogonal, altares entalhados e dourados e púlpitos esculpidos. A monumentalidade buscada pelas irmandades para concorrer umas com outras na disputa de quem faria a mais linda igreja, fez com que a monumentalidade da outra Matriz, a de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, fosse mais um destaque na cidade, com o nobre estilo da talha do retábulo do altar-mor e com a nave cuidadosamente decorada, lindos altares laterais. Nela fica o túmulo do Aleijadinho.

A  fabulosa Matriz do Pilar é a igreja mais rica de Ouro Preto e foi palco do Triunfo Eucarístico

                         A de São José, Senhora das Mercês a Misericórdia, além da ovóide Senhora do Rosário dos Pretos fazem parte do conjunto de igrejas de Ouro Preto que valem ser conhecidas. Também a famosa e singela Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Padre Faria, uma das mais antigas de Ouro Preto. Não é só pelo trabalho de Aleijadinho ou pelo douramento de Mestre Athaíde que se deve conhecer a Igreja do Carmo, mas por todo o seu conjunto arquitetônico e decorativo, acrescidos pelo Museu do Oratório implantado na Casa do Noviciado, que fica no seu adro.

Esplendor do Barroco Mineiro, o altar da Capela de Padre Faria

                     É na Igreja de São Francisco de Assis onde a plenitude da beleza do rococó mineiro se destaca. Projetada e decorada por Aleijadinho, cada detalhe de sua ornamentação interna e externa é belíssimo. Oo altar-mor, o arco-cruzeiro esculpido em pedra-sabão, os púlpitos, o retábulo, o altar-mór e o forro da nave, de Mestre Athaíde, são todos obras-primas.

 

Acima e abaixo, a Matriz de Antônio Dias

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Alguns destaques

                 O papel da Igreja foi relevante no processo de colonização e organização da sociedade e das ocupações urbanas no Circuito do Ouro. A partir do momento em que o ouro era dscoberto em uma localidade, iniciava-se um processo natural de ocupação e desenvolvimento daquela área. As primeiras providências dos povoadores era a construção de uma capela, e sua construção era feita em local estratégico, para funcionar como ponto de atração onde se construíam as moradias em torno da mesma, dando início à formação dos primeiros núcleos urbanos.

Matriz de Antônio Dias

                 NA arquitetura civil Lúcio Costa definiu muito bem o desenho que se encontra em Minas: “saúde plástica perfeita”! , as soluções têm grande elegância, cuidadas proporções e dão às cidades do Ciclo do Ouro ambientação extremamente agradável e uniforme.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias

               POR volta de 1699 foi erguida a capela de Nossa Senhora da Conceição pelo bandeirante Antônio Dias. Em 1705 foi instituída a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Arraial de Antônio Dias, mas somente em 1727 é que os habitantes da freguesia resolveram construir um templo maior. Várias Irmandades surgiram, então, dentro da Matriz da Conceição, como a de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora das Dores, São José dos Bem Casados e muitas outras. Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição está instalado o Museu do Aleijadinho.

É o relevo de Ouro Preto que proporciona suas mais espetaculares vistas 

                       UM dos templos mais importantes de Ouro Preto, por sua qualidade arquitetônica e esplêndida ornamentação interna. Representa o estilo joanino, característico da segunda fase do barroco mineiro. Construção: 1727; Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa; Localização: Praça de Antônio Dias – Antônio Dias; Ingresso: R$ 3,00 (meia entrada para estudantes), válido também para Igreja de São Francisco de Assis e Museu do Aleijadinho; Visitação: terça a domingo, das 8h às 11h45m e 13:30 às 16:40.

As fabulosas pinturas dos tetos das ingrejas criam perfeitas perspectivas e ilusões de profundidade

Igreja São Francisco de Assis

                     OBRA-prima do período rococó no Brasil. Reúne trabalhos de dois grandes artistas mineiros: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (arquitetura, escultura, talha e ornamentação) e Manuel da Costa Ataíde (pintura e douramentos). Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição surgiram várias Irmandades, entre elas, a Ordem Terceira de São Francisco em 1745. Os estatutos foram aprovados em 1760, em Madrid, pelo frei Pedro Juan Molina. Mas, os irmãos franciscanos só obtiveram a licença régia para a edificação do templo no ano de 1771. O desejo de terem sua própria capela fez com que, em 1765, antes da aprovação, começassem a construção pela terraplanagem do terreno.

São Francisco de Assis de Aleijadinho

                       FOI para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis que o Aleijadinho executou seus principais projetos e sua obra-prima, a capela franciscana de Ouro Preto. O desenho caracteriza-se pelo que se pode chamar de “dinâmica barroca” incomparável, especialmente a partir de seu frontispício projetado em planos, no qual se destaca a portada monumental em magnífico jogo de escultura e arquitetura, dominada pelo medalhão esculpido com a figura do santo, fechando o óculo, e pelo frontão vigorosamente marcado por volutas interrompidas.

  

                       ALI foi empregada em grande quantidade a estestita, a pedra talcosa macia, conhecida como pedra-sabão, com a qual o Aleijadinho conseguiu efeitos escultóricos inéditos e soluções únicas, como a colocação dos púlpitos em pedra esculpida no arco-cruzeiro, deixando de lado sua colocação tradicional no centro da nave. Também a capela-mor é outro grande exemplo de escultura religiosa no barroco mineiro.

Construção: 1766 a 1810; Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa; Localização: Largo de Coimbra; Ingresso: R$ 3,00 (meia entrada para estudantes), válido também para Matriz de Antônio Dias e Museu do Aleijadinho; Visitação: de terça a domingo, de 8:30 às 11:45 e 13:30 às 17.

São Francisco de Assis

Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões (Mercês de Baixo)

                    POUCOS visitantes vêem o frontispício da Capela de Nossa Senhora das Mercês e Perdões, pois ela é situada de costas para a Capela de São Francisco de Assis e de frente para o Pico do Itacolomi. Todavia, a capela merece uma visita. A primeira capela foi construída em 1742, dedicada a Bom Jesus dos Perdões. Em 1760 a capela foi doada à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, que havia sido constituída em 1743 na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Passou a ser conhecida sob a denominação de Nossa Senhora das Mercês e do Bom Jesus dos Perdões e só depois veio a simplificação do nome para Nossa Senhora das Mercês e Perdões. “Agregava as gentes brasileiras de cor e, diferentemente dos sodalícios de portugueses, admitia e incentivava a presença de mulheres, apresentando grande proporção em seus quadros. Embora tivesse irmãos escravos, não aceitava aqueles de procedência africana”.

Mercês de Baixo, de costas para a São Francisdo de Assis

                      EM 1760, a primitiva capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões foi vendida à Irmandade de N. Sra. Das Mercês. Conta-se que um nobre paulista assassinou a filha noiva por suspeita de infidelidade. Condenado, sua esposa mandou erigir capela ao Senhor Bom Jesus. Construção: Concluída em 1773; Localização: Rua das Mercês – Centro; Ingresso: R$ 1,00; Visitação: Sábado e domingo, das 10h às 14h.

  

O primeiro teatro do Brasil está em Ouro Preto

 

Igreja Santa Efigênia

                     TAMBÉM conhecida como Nossa Senhora do Rosário, por estar no alto de um morro destaca-se muito na paisagem da cidade e lhe proporciona uma característica muito especial no cenário colonial de Ouro Preto. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Freguesia de Antônio Dias teve seu início em 1718, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, dando origem à construção da Capela do Padre Faria, que reunia brancos e pretos.

                        APÓS uma cisão, os homens pretos da Irmandade decidiram se estabelecer em um templo próprio, no Alto da Cruz. Com o tempo, a Capela do Rosário do Alto da Cruz passou a ser chamada de Santa Ifigênia. Sua história também está ligada ao lendário Chico Rei.

 

A Igreja do Carmo e as estreitas ruas de Ouro Preto

                          SEGUNDO a lenda, foi construída por Chico Rei, escravo que conquistou sua liberdade, a do filho e a de outros negros explorando a Mina da Encardideira. Apresenta elementos da cultura africana (búzios, chifres de carneiro e cabra, marcas de iniciação) inseridos em sua magnífica talha barroca. Construção: 1720 a 1785. Mestres-de-obras: Manuel Francisco Lisboa e Antônio da Silva; Talha: Francisco Xavier de Brito. Localização: Rua Santa Efigênia – Alto da Cruz; Ingresso: R$ 2,00 (meia entrada para estudantes), válido também para Capela de Padre Faria; Visitação: terça a domingo, das 8h às 12h.

Acima e abaixo: detalhes da fachada do Museu da Inconfidência

 


Matriz de Nossa Senhora do Pilar

                 A Matriz de Nossa Senhora do Pilar é um dos mais exuberantes templos de Minas Gerais, considerado o ápice da decoração barroca, cujo interior proporciona dramático efeito para os sentidos. O douramento deslumbra o visitante e uma visita à Matriz do Pilar acaba se tornando uma verdadeira aula de história da arte. Tente visitá-la acompanhado de um guia turístico oficial. ”É a igreja o local onde se dá realmente o grande acontecimento do espaço barroco”, disse Ferreira Goular. A primitiva capela foi construída nos primeiros anos do século XVIII e, em 1712, tendo sido ampliada para se tornar matriz. Todavia o templo tinha posição invertida, ou seja, a fachada era voltada para a direção oposta à atual. Em 1730 João Fernandes de Oliveira arrematou as obras para novas ampliações e em 1733 as obras estavam prontas.

                   FOI então organizada uma procissão para trasladar o Santíssimo Sacramento da Capela de Nossa Senhora do Rosário até a Matriz, que acabou tornando-se na maior festa já realizada na Capitania da Minas no século XVIII - o Triunfo Eucarístico . ”Triunfo Eucarístico de 1733, o vigário Felix Simões proclama para toda a cristandade: Eucharisthia in Translatione victrix , a Eucaristia vitoriosa na trasladação. Todo um reboliço de arte e política na religião popular ... ouro e música, fantasias e foguetes, teatros e serenatas, banquetes e danças, janelas com rendas e calçadas floridas...germina, nas minas gerais de Vila Rica, a semente cultural de um novo mundo, em sua mais lídima brasilidade.” (Pe. José Simões).

Acima e abaixo: Nossa Senhora do Rosário

 

                     EM 1825, devido ao mau estado de conservação da fachada, a irmandade resolveu reconstruí-la, o que acabou por lhe conferir uma característica eclética, ou seja, misto de estilos tanto externos quanto internos. A visita à Matriz de Nossa Senhora do Pilar é organizada de forma a que o visitante tenha a oportunidade de conhecer todo o templo, conhecendo seus inúmeros detalhes. O início se dá pela nave e depois pela capela-mor, sacristia, Museu de Arte Sacra, consistório, e finalmente às tribunas, de onde se tem uma excelente visão de todos os detalhes da talha da capela-mor. Em seguida, é a vez de observar os detalhes da pintura do forro, em caixotão, e o coro, com a visão de todo o conjunto de nave e capela-mor. A saída é feita pela escadaria da torre sineira.

As pedras das montanhas de Minas nos muros, calçamentos, alvenarias e ornamentação

                    CONSTRUÍDA quase ao mesmo tempo que a outra matriz, a de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Inaugurada em 1733, por ocasião do Triunfo Eucarístico. Considerada a expressão máxima de opulência e dramaticidade do barroco. Desde maio de 2000 abriga o Museu de Arte Sacra de Ouro Preto. Construção: 1731, Autor do projeto: Pedro Gomes Chaves (atribuição); Localização: Praça Monsenhor Castilho Barbosa – Pilar; Ingresso: R$ 3,00 (meia entrada para estudantes) – válido também para Ig. São Francisco de Paula e Museu de Arte Sacra; Visitação: terça a domingo, das 9:00 às 10:45 e das 12:00 às 16:45.

 

Acima e abaixo: Capela do Padre Faria

 

Capela do Padre Faria

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

                    A Capela da Ordem Terceira do Carmo é um dos mais importantes templos da arte colonial mineira e pertence à Ordem Terceira do Carmo de Vila Rica, aprovada pelo bispo de Mariana, D. Frei Manoel da Cruz, em 1751, cujo estatuto foi elaborado em 1755. Os irmãos carmelitas se reuniam na Capela de Santa Quitéria, que foi, inclusive, o local de onde surgiu a ordem. A Capela se situava no Morro de Santa Quitéria, divisor dos arraiais de Ouro Preto e Antônio Dias, hoje Praça Tiradentes. A Igreja do Carmo é uma das mais requintadas do Brasil. A poderosa Ordem Terceira do Carmo reuniu os melhores artistas da região para a construção de seu templo, que inaugura o estilo rococó em Minas.

Púlpito rococó da Capela do Padre Faria

                    O Aleijadinho trabalhou nesta magnífica capela carmelita de Ouro Preto, cujo projeto fora de seu pai - Manuel Francisco Lisboa – o qual foi alterado, tornando o frontispício curvo e criando monumentais portadas que englobam genialmente a arquitetura e a escultura, uma vez que a talha decorativa das portas envolve igualmente o óculo central. As torres foram também modificadas, passando a ser circulares, uma solução inédita até então, e recuadas em relação ao plano da fachada, o que lhe confere excepcional movimento.

Construção: 1766 a 1772. Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa; Localização: Rua Brigadeiro Musqueira – Centro, Ingresso: R$ 1,00; Visitação: terça a domingo, das 13:00 às 16:45.

A Capela do Padre Faria e seu belíssimo altar-mór

Igreja de Nossa Senhora do Rosário (dos Pretos)

                 ESSA esplêndida construção de autêntica arquitetura barroca é tradicionalmente conhecida como “Rosário dos Pretos”. Sua planta e fachada curvas a transformam em uma das obras-primas da arte mineira setecentista. Apenas ela e a São Pedro dos Clérigos, em Mariana, possuem essa característica no Estado de Minas Gerais, ou seja a de serem verdadeiramente barrocas em sua arquitetura. A Irmandade surgiu em 1715, na Matriz de Nossa Senhora do Pilar, e 1716, já estava instalada em uma capela própria no Bairro do Caquende. Em 1733, para a celebre Procissão do Triunfo Eucarístico , a Irmandade abriu uma rua que ganhou o nome Sacramento (hoje, Getúlio Vargas), para a passagem do magnífico cortejo. Em agradecimento, o Senado da Câmara, em 1761, doou um espaçoso terreno próximo à capelinha para a construção do novo templo. Existe um sério problema de falta de documentação sobre a construção.

 

Da Estação Ferroviária de Ouro Preto parte o trem turístico para Mariana

                            SABE-SE que, em 1762, as obras já estavam adiantadas. Em 1767, Dom José I autorizava aos irmãos escravos a pedirem esmolas pela Capitania, exceto no Distrito Diamantino, para angariar dinheiro para a construção. O risco foi elaborado pelo bacharel em Cânones e construtor português, Antônio Pereira Sousa Calheiros. A Irmandade do Rosário dos Homens Pretos possuía um dos mais templos de Vila Rica.

Ponte de Marília

                    Construída em substituição à capela de 1709, seu destaque é o curioso traçado circular formado por três ovais sucessivos que apresentam certas semelhanças com as igrejas do norte europeu. No Brasil, há similar apenas na em Mariana. Construção: 1785; Localização: Largo do Rosário – Rosário.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (Mercês de Cima)

                    Perto da Praça Tiradentes, ao lado do Museu de Ciência e Técnica, fica a Capela de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, o segundo templo que o visitante vê ao chegar em Ouro Preto pela Rodovia dos Inconfidentes, bem na entrada da cidade. Quem vem a pé tem a opção de parar em seu adro e apreciar a mais bela vista de Ouro Preto, com incomparáveis ângulos para fotografias. A Irmandade de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia teve o seu início na década de 40 do século XVIII, dentro da Irmandade de São José dos Pardos.

  

Detalhes do Museu da Inconfidência

  

                     Era uma Irmandade que abrigava crioulos (negros nascidos na colônia) e mulatos, mas preconceituosa quanto aos nascidos na África. Em 8 de outubro de 1771 ganharam licença eclesiástica e em 1772 deram início à construção da própria capela. Alguns anos depois foi feita uma segunda obra. A entronização da imagem de Nossa Senhora das Mercês aconteceu em 1773. O arrematante da obra foi Henrique Gomes de Brito e sabe-se que grande número de artistas esteve envolvido em sua construção, cuja documentação foi perdida. Fundada em meados do século XVIII, a confraria de Nossa Senhora das Mercês funcionava na Igreja de São José. Em 1771, resolveu construir seu próprio templo, cujo projeto foi alterado para abrigar apenas uma torre – (tendências do século XIX). Construção: 1771; Autor do risco da fachada: Manuel Francisco de Araújo (atribuição); Localização: Rua Padre Rolim – Centro.

Capela de Nossa Senhora do Rosário de Padre Faria

                    UMA das mais bonitas capelas de Ouro Preto, dedicada a Nossa Senhora do Rosário, pertencia à Irmandade do Rosário, a qual acolhia brancos e negros, a qual foi fundada na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Com o tempo a irmandade decidiu-se pela construção de um templo próprio. Em 1740, abrigou a confraria dos brancos, que expulsou os pretos da Irmandade do Rosário, sendo reedificada e enriquecida nesta época pelos negros que formaram uma nova irmandade. Era construída, assim, mais uma capela em Vila Rica - a Capela de Nossa Senhora do Rosário do Alto Cruz, hoje, mais conhecida como Santa Efigênia. A irmandade fez muitos pagamentos a partir do ano de 1733 até o fim da primeira metade do século XVIII. Existem duas referências de datas: a de 1750, no sino, e a de 1756, na cruz pontifícia.

O Chafariz de Marília

 

                       A cruz pontifícia possui três braços. O historiador Diogo de Vasconcellos propõe uma explicação para a presença da emblemática cruz. O papa Pio VI, através de três bulas, concedia privilégios e graças à capela. Daí, Diogo acredita que a cruz foi feita em comemoração a essa distinção. A sineira lateral e a cruz pontificial são acréscimos posteriores à construção. Possui esplêndidos retábulos barrocos. Construção: 1710; Localização: Rua Padre Faria – Padre Faria; Ingresso: R$ 2,00 (meia entrada para estudantes), válido também para Igreja Santa Efigênia; Informações: Paróquia de Santa Efigênia – (31) 3551-1257.

Chafariz dos Contos

Igreja de São Francisco de Paula

Esta Capela fica uma localização perfeita com vista para as serras de Ouro Preto e forma um belo cenário. De seu adro há uma ótima vista do conjunto arquitetônico da cidade, perfeito para fotografias ao entardecer. A Capela de São Francisco de Paula foi a última a ser construída em Ouro Preto. O local de reunião da Congregação do Patriarca São Francisco de Paula dos Homens Pardos, criada em 1780, era na pequena ermida de Nossa Senhora da Piedade, que se tornou pequena para o seu grande número de fiéis. Em 1804, as obras foram iniciadas. O risco do novo templo foi elaborado pelo Capitão-mor, Francisco Machado da Cruz. Os trabalhos foram demorados e se estenderam pelo século XIX até início do século XX, devido a problemas financeiros da Irmandade. Durante o Império, a Irmandade contou com auxilio do Governo Provincial em vários momentos.

  

Texturas

                 É a mais recente igreja de Ouro Preto e a primeira que o visitante avista quando chega à cidade pela Rodovia dos Inconfidentes. Embora sua construção tenha se prolongado por quase um século, o projeto do sargento-mor Francisco Machado da Cruz manteve-se praticamente inalterado. Construção: 1804 a 1898; Autor do projeto: Francisco Machado da Cruz; Localização: Proximidades da Rua Padre Rolim – Centro (entrada da cidade para quem vem pela Rodovia dos Inconfidentes); Ingresso: R$ 3,00 (meia entrada para estudantes) – válido também para Igreja do Pilar e Museu de Arte Sacra; Visitação: terça a domingo, das 9:00 às 11:15 e 13:30 às 16:45.

Chafariz dos Contos

             O mais bonito chafariz de Ouro Preto, tomou o nome por estar ao lado da Casa dos Contos, obra de 1760. É um chafariz de alvenaria e cantaria, com o corpo central na cor branca, adornado por peças de pedra trabalhada. Tem como motivo ornamental principal superposição de volutas nas extremidades e ao centro uma grande concha, cujas extremidades inferiores têm forma de cabeça de águia, de onde saem os canos de água. A parte superior do chafariz é arrematada em volutas e molduras, cercada de três belas e duas esferas. Tem sobre ele a data de 1760 em inscrição latina. Arrematando o conjunto, uma bacia retangular de pedra aparelhada com orifícios na face frontal, servindo para o escoamento.

             TEM a seguinte inscrição em latim: “povo que vais beber, louva de boca cheia o Senado, porque tens sede e ele faz cessar a sede”. Os chafarizes eram obras utilitárias, essenciais para as populações, devido à falta de água canalizada nas residências. A construção era sempre de responsabilidade das Câmaras Municipais. Os “... chafarizes propiciavam os encontros de cativos e os inevitáveis mexericos sobre o que se passava nos domicílios.” (em História da Vida Privada no Brasil). Eram pontos de encontro e ocorriam freqüentes ajuntamentos, algazarras e brigas, o que chegou a motivar, em algumas vilas, a proibição de “ajuntamento” de escravos nos chafarizes.

 

Casa de Tomás Antônio Gonzaga

                       A bonita casa onde viveu o ouvidor e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga hoje abriga a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto. Esta casa setecentista é característica, com as proporções da largura da fachada bem estreitas contrastando com grandes profundidades. Esta casa tem uma área chamada de “jardim suspenso” e foi construída num lugar estratégico, pois de suas sacadas tem-se uma excelente vista da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis e da Igreja de Santa Efigênia. É um ótimo ponto para fotografias.

                           O Dr. Tomás Antônio Gonzaga viveu nela apenas no período em que exerceu o cargo de Ouvidor, pois quando foi preso, Vila Rica tinha outro magistrado que ocupava o imóvel, residência oficial dos Ouvidores. Dizem os historiadores que o inconfidente continuou a residir na mesma rua, mas não se sabe exatamente onde.

 


Casa dos Contos

                  O bonito e imponente palacete chamado Casa dos Contos impõe-se na paisagem como o mais importante exemplo de arquitetura civil colonial do século XVIII. O desenho do projeto foi feito pelo mestre Antônio de Souza Calheiros para servir como residência do poderoso João Rodrigues de Macedo, que adquiriu da Coroa Portuguesa o direito de cobrar impostos. A casa tinha a função de residência do contratador e a administração dos contratos e era freqüentada pela elite de Vila Rica inclusive Inácio de Alvarenga Peixoto e Rodrigues de Macedo.

                     APÓS a abertura da Devassa de Vila Rica para apurar os fatos denunciados por Silvério dos Reis, a casa abrigou as tropas do Vice-Rei, enviadas pela Coroa para Minas e serviu de prisão para os inconfidentes Luís Vieira da Silva, Dr. José Álvares Maciel, Padre Rolim e Cláudio Manoel da Costa, que morreu na casa após alguns dias de prisão em uma escura e húmida cela. Em 1792 João Rodrigues de Macedo alugou parte da casa para a Fazenda, que a partir de então passou a ser conhecida como nome de “Casa dos Contos” e abrigar as repartições fazendárias portuguesas e a contabilidade fazendária da Capitania das Minas, tendo se tornado casa de fundição.

 

Detalhes construtivos do interior da Casa dos Contos

Monumento a Tiradentes e Praça Tiradentes

Quando chega à Praça Tiradentes o visitante imediatamente tem o olhar atraído pelo monumento a Joaquim José da Silva Xavier, marco da cidade. Com a Proclamação da República o primeiro congresso mineiro deliberou pela construção do monumento na praça da Independência, em substituição à Coluna Saldanha Marinho. Em 21 de abril de 1892 foi lançada a pedra fundamental, durante as comemorações do primeiro centenário da execução de Joaquim José da Silva Xavier. Dois anos após a obra era solenemente inaugurada pelo Dr. Affonso Augusto Moreira Penna, Presidente do Estado de Minas Gerais.

                           A partir de então, a praça passou a chamar-se Tiradentes. O monumento em pedra tem altura de 19 metros, executado em granito extraído do Morro da Viúva, no Rio de Janeiro. A Estátua do Tiradentes tem 2,85 metros e foi fundida na Itália. As vinte e quatro peças decorativas foram feitas em Buenos Aires. O autor da escultura da estátua foi o artista italiano Virgílio Cestari, nascido em Ferrara, diplomado em arquitetura e escultura pelo “Régio Instituto de Bellas Artes” de Florença. Ao longo da sua carreira foi premiado pelas academias de Milão, Florença e Roma. Segundo a tradição a estátua foi colocada propositalmente de costas para o Palácio do Governo de frente para a antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje, Museu da Inconfidência.

 

                          O local onde hoje está a Praça Tiradentes era conhecido no século XVIII como Morro de Santa Quitéria e durante quase todo o século XIX chamou-se Praça da Independência. Em 1894, com a inauguração do Monumento em homenagem a Tiradentes, passou a se chamar Praça Tiradentes e, por volta de 1750, começava a se formar o belo conjunto arquitetônico da praça. Em 1748 já havia o novo Palácio dos Governadores. A Praça Tiradentes é marcada por dois imponentes prédios: o Museu da Inconfidência (antiga Casa da Câmara e Cadeia - 1784) e o Museu de Ciência e Técnica (antigo Palácio dos Governadores).

 
A Casa dos Contos

                          COMPONDO o conjunto, há um admirável casario colonial onde se destacam o Conjunto Alpoim, formado por diversas casas que projetadas pelo brigadeiro José Fernande Pinto Alpoim, as quais vão do número 52 ao 70. Entre elas está a casa de Dom Manoel de Portugal e Castro, o último governador da Capitânia de Minas Gerais no período colonial. As três grades das sacadas apresentam uma curiosidade: nelas encontram-se a inscrições como “para memória do benefício imortal teu nome fica gravado neste metal.” Há uma lenda de que a amante do governador teria mandado fazer a inscrição na sacada de sua casa. Outros destaques são a Casa da Baronesa, no nº 33, a Câmara Municipal e Posto de Informações Turísticas, no nº 41, e o Restaurante Estudantil – REMOP, bandejão. Nesse local, no século XVIII, existiu a Santa Casa de Misericórdia. O prédio atual tem estilo neoclássico e já serviu como Fórum no princípio do século. Fica nº 9.

Acima e abaixo: Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência

 

Museu da Inconfidência

                     O Museu da Inconfidência é um dos mais importantes museus históricos do Brasil e fica no belíssimo prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, imponente, dominando a Praça Tiradentes. O Museu da Inconfidência é fundamental para o visitante, pois seu acervo é importante para o conhecimento da história da cidade. Os mais importantes documentos de seu acervo são os Autos da Devassa, que reúnem os processos instaurados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro durante a Inconfidência Mineira. Também nessa casa encontram-se partituras musicais e obras raras, peças e mobiliário da época.

  

Tiradentes: no seu monumento e na pousada

Museu de Ciência e Técnica

Uma das boas opções de visitação em Ouro Preto é o Museu de Ciência e Técnica, criado em 12 de outubro de 1995, com 12 setores temáticos que contemplam os cursos de Engenharia da Escola de Minas / UFOP: Minas, Metalurgia, Geologia, Civil e Produção, Astronomia, Desenho, História Natural (Antropologia, Paleontologia, Zoologia), Mineralogia e Topografia. Esses seis setores temáticos encontram-se abertos à visitação pública e contam com propostas didático-pedagógicas.

 

Teatro Municipal

O Teatro Municipal de Ouro Preto, conhecido nos séculos XVIII e XIX como Casa da Ópera, é considerado por muitos o mais antigo da América do Sul. Certamente é o mais antigo do país ainda em funcionamento e possui o diferencial de ter sido o primeiro teatro onde mulheres, pela primeira vez, pisaram em um palco no Brasil. É uma visita obrigatória e muito charmosa em Ouro Preto.

Interios de um típico palacete setecentista

 

 

Como Chegar a Ouro Preto:

Turisticamente falando, o “Circuito do Ouro” é um programa turístico desenvolvido pela Secretaria de Estado do Turismo de Minas Gerais, que se propõe a promover o turismo, difundir cultura, preservar o ambiente natural e gerar empregos e renda para os municípios mineiros. Compõem este percurso os municípios de Barão de Cocais, Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Piranga, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia e São Gonçalo do Rio Abaixo.

A principal cidade é Ouro Preto, à qual se chega, a partir de quem vai de Belo Horizonte, pelo caminho mais prático, pela BR040, sentido Rio de Janeiro. Depois de 20 quilômetros, entra-se no trevo sentido Ouro Preto (BR356 - Rodovia dos Inconfidentes), na altura da Lagoa dos Ingleses. Daí segue-se até a cidade. Para quem sai de São Paulo há duas opções: a primeira é pela BR381 até o trevo para Lavras e, a partir daí, pela BR 265 até Barbacena, onde se acessa a BR 040 no sentido Belo Horizonte, estrada pela qual se vai até Conselheiro Lafaiete, onde se entra e segue-se pela Estrada Real (trecho asfaltado), e passa-se pelas cidades de Ouro Branco e Itatiaia, chegando-se dentro da cidade de Ouro Preto. A outra opção é seguir de São Paulo diretamente a Belo Horizonte pela BR 381 - Rodovia Fernão Dias - e em Belo Horizonte pela BR 040, no sentido Rio de Janeiro até o trevo para Ouro Preto (Alphaville, Lagoa dos Ingleses) e, finalmente, pela BR 356 - Rodovia dos Inconfidentes - até Ouro Preto.

Do Rio de Janeiro o trajeto é quase todo pela BR 040, passando por Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena, até chegar a Conselheiro Lafaiete. Nesta cidade pegar a Estrada Real e passa-se por Ouro Branco até chegar a Ouro Preto.


Distâncias:

Belo Horizonte - 98 Km

Rio de Janeiro - 403 Km

São Paulo
(via Belo Horizonte) - 682Km

São Paulo
(via São João Del'Rei) - 678Km

Vitória - 440 Km

Brasília - 860 Km

Mariana - 12 Km

Conselheiro Lafaiete - 50 Km

Tiradentes - 170 Km

Congonhas - 48 Km

Santa Bárbara - 85 Km

Belo Vale - 130 Km

Aeroporto Pampulha (BH) - 115 Km

Aeroporto Internacional (Confins - BH) - 140 Km

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JAPÃO - Uma Viagem no Tempo

 

Reader Comments (19)

Arnaldo, eu gostaria de saber qual a forma mais econômica para a compra de um cruzeiro na Europa: internet, via operadora ou direto na cia, agência de viagem ou existe outra maneira. Eu gostaria de fazer um desses cruzeiros na Europa, em 2009. No site da Costa Cruzeiros tem lugares e preços para todos os gostos, mas a minha total inexperiência me deixou com muitas dúvidas. Como tenho que somar passagens aéreas e pretendo ficar alguns dias, estou pensando em conhecer alguns cantos da Itália, o roteiro fica salgado. Tem uma maneira de equacionar e tornar a viagem mais econômica?

17:35 | Unregistered CommenterRosaBSB

ROSA, a compra na COSTA será o mesmo valor de comprar numa agência de viagens. A COSTA não daria o desconto equivalente à comissão que pagaria à agência.

A ALITALIA seria a melhor cia. para ir a Milão e depois pegar um transfer de Milão para Savona. Lembre-se que a empresa recomenda (eu também, vivamente) ir um dia antes (dormir uma noite em Milão, para pegar o transfer às 8 e meia da manhã para Savona (esse transfer parte de uma rua perto da estação de trem).

Eu não sei como "equacionar a viagem para ficar mais econômica" assim sem um roteiro.

Pode perguntar que eu responderei com prazer suas dúvidas.

Muito obrigada Arnaldo. Quando a viagem estiver mais sedimentada eu venho te pertubar um pouquinho. Ótima viagem ao Japão.

9:30 | Unregistered CommenterRosaBSB

Arnaldo, que beleza!
Como consigue issos cores?. Como consigue um azul tão intenso?

Belíssimo lugar! Esta cidade é Ouro Preto...Ouro Branco...Ouro Azul e de todos os cores!!!
Maravillosas fotos.

15:54 | Unregistered CommenterCarmen

Carmenzita, como diaria a Majô, que descrição mais que perfeita da cidade. Obrigada pelo amor que demonstra ao nosso Brasil.

16:53 | Unregistered CommenterRosaBSB

Sempre passo por aqui e hoje estou mega feliz de saber que vira ao meu pais do coracao,Japao,tenho certeza que vai amar isso tudo,ansiosissima pelas postagens,estarei a postos todo dia,beijos niponicos,Mateimassu!!!

22:13 | Unregistered CommenterMel

Prezado Arnaldo,

Parabéns pela iniciativa de fazer este blog.
O blog é muito interessante e rico em informações.
Desejo sucesso!
Cordialmente,

Nossa... que delicia de post... Ouro Preto é encantador.
Vou acmpanhar a viagem do Japão... já estou aguaradando os posts e fotos.
Alias, vc já deve estar a caminho ou em solo niponico.
aproveita!

18:47 | Unregistered CommenterMirella

Que aula, hein? Você chegou a visitar o distrito de Lavras Novas? ; )

Adoreiiii... muito linda a igreja

15:23 | Unregistered CommenterTayná

Oi Arnaldo, estou fazendo um trabalho sobre Ouro Preto, gostaria de trocar uma idéia com você. Será que você poderia me mandar seu e-mail?
o meu é nina.ouropreto@gmail.com
obrigada!

18:53 | Unregistered CommenterNina

Arnaldo,
Belíssimas as fotos e excelentes comentários. Atenção somente à legenda da décima segunda foto. Aquele altar é da Capela de Padre Faria e não da Matriz do Pilar.
Parabéns pelo espaço!

23:24 | Unregistered CommenterDimítrius

Alo!!
Acabei de descorir este blog.
Amo fotograr e suas fotografias sao MARAVILHOSAS.
Parabens pelo blog!!
Rose

16:53 | Unregistered Commenterrose

Arnaldo, o seu blog é maravilhoso! Adorei os artigos sobre Tiradentes e Ouro Preto. São imensamente úteis! Uma dúvida: em Ouro Preto é permitido fotografar o interior de alguma igreja? Se sim, qual? Obrigada! Bruna

23:56 | Unregistered CommenterBruna

Bruna, obrigado pela visita e comentários. Algumas igrejas sim, podem ser fotografadas por dentro. Outras não, a maioria delas. É uma grade decepção para o visitante não poder fotografar a mais bela, por exemplo: a N Sra do Pilar. Para mim isso afasta turistas e avontade de retornar a Ouro Pretp para fazer um detalhado reconhecimento fotográfico do interior das ingrejas...

Arnaldo, obrigada pelo retorno! A foto do altar que ilustra o seu post é da Igreja ou Capela do Padre Faria? Nessa igreja/capela específica é permitido fotografar no interior? Obrigada!

10:41 | Unregistered CommenterBruna

Bruna, como lhe disse, algumas podem, outras não. Não me recordo de ter feito nenhuma foto proibida, portanto, acredito que sim, na Capela do Padre Faria é permitido. Todavia, isso pode ter mudado, e convém vc perguntar na hora da visitação.

Muito obrigada pelas informações Arnaldo!

14:24 | Unregistered CommenterBruna

Cheguei de Ouro Preto faz 3 semanas! Amei rever todos esses lugares! Suas fotos são lindas!

Em algumas igrejas não pude ir por falta de tempo, é muita coisa pra ver. Fui atrás da história dos Inconfidentes, uma emoção ir ao Chafariz da Marília e a antiga casa onde ela morou (que hoje é a Escola).

Também achei mto ruim não poder fotografar nenhuma igreja. Fiz algumas fotos escondida ... rs ...

E na Casa dos Contos tb não se pode fotografar a senzala, uma pena!

Tenho fotos do Teatro da Ópera, o Teatro Municipal, por dentro, lindíssimo!

Parabéns pelo blog. Um abraço.

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