CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Sexta-feira
Jan302009

Pessoas são diferentes. Malas também.

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           O  Sítio do Pica-pau Amarelo e a arrumação de malas 

    

                  MAMÃE nos acordava às cinco e meia da manhã.  Eu era um moleque de oito anos e naquele tempo gastávamos seis horas do Rio de Janeiro à fazenda de minha tia em Minas Gerais.  Era lá que passávamos nossas férias escolares inesquecíveis, aquele verdadeiro "Sítio do Pica-pau amarelo", sem tirar nem pôr.

                   SE poucos anos depois meu pai não tivesse me presenteado com a obra completa infantil do Monteiro Lobato eu poderia jurar que fora na fazenda da Tia Manú - e não em São Paulo - que o genial autor de Reinações de Narizinho tinha se inspirado para escrever sua obra.   Ainda hoje desconfio que ao menos por lá ele andou.

                   TIA MANÚ herdou de seu pai aquela fabulosa, centenária fazenda do Ciclo do Café, cujo magnífico casarão colonial tombado pelo Patrimônio Histórico minha tia dizia já ter hospedado até D.Pedro II.    Na propriedade auto-suficiente havia um fenomenal pomar, uma horta, um curral de vacas leiteiras, cavalos para a lida e para passeios, porcos, galinhas, patos, gansos, açude, pastos, paiol de milho e doce de goiaba feito no tacho. 

                   ATÉ o café era de terreiro.  Plantado, colhido e seco no terreiro ao sol, era torrado na fazenda e moíamos os grãos na hora para que fizessem o café do dia.   Jamais me esquecerei do cheiro de broa de milho que vinha do forno do fogão a lenha, preparada pela Topsi, a empregada negra que parecia ser da família há séculos, já que era filha de uma escrava do avô de minha tia e que nascera naquela mesma fazenda.

 

                     POIS bem, para irmos do Rio de Janeiro a Bicas - MG, era preciso acordarmos cedo, muito cedo, pois chegaríamos ao fim da tarde em noso destino.  Mamãe nos mandava - eu e meus dois irmãos - para o banho e ao final dele nos ajudava a nos vestirmos.   Éramos tão miúdos que ficávamos de pé na cama e mamãe, altona, de pé nos vestia e nos penteava.    Tudo cronometrado e rápido, afinal ainda tinhamos que tomar café, comer pão com manteigae fazer o xixi derradeiro antes de sairmos para a estrada, enfrentarmos seis horas e três conduções até chegarmos à porteira de mata-burros da Tia Manú.  

                     NOSSAS malas já estavam prontas desde o dia anterior.   Há 50 anos mamãe já dizia “cada um deve ter sua própria mala com suas próprias coisas”.  Que noção ela tinha de como arrumar malas! Há 50 anos.   Nossas roupinhas eram dobradas com capricho, amarradas com fita para não se bagunçarem dentro da mala, peças menores eram postas dentro de sacos de pano que chamávamos de “embornais” e os sapatos iam dentro de sacos de papel. As malas sofriam tanto a viagem quanto nós. 

                    AS malas daquela época eram rígidas, de papelão prensado ou de couro, invariavelmente nas cores marrom ou azul-marinho, tinham uma alça central de couro e dois fechos laterais de metal cromados. Ainda hoje me lembro do inesquecível  “tleck”  que aqueles fechos faziam quando os fechávamos: com as malas vazias era um tléck" aberto, cheia, um "tlêêk" seco.    Não havia preocupação alguma com a beleza, com a estética,  conceito de praticidade e adequabilidade.  Malas eram a primeira  evolução dos baús de viagem.    Externamente não havia beleza, só feiura. Internamente, nenhuma divisão,  um simples, pobre forro de plástico ou tecido.  Eram um pouco mais que "caixas com alça".  

                    PAPAI as chamava “pé-de-boi”.  Quem é da época se lembrará do primeiro carro popular do Brasil, o "Fusca Pé-de-Boi", o mais espartano dos fuscas, lançado nos primeiros anos da década de 60, os "Anos Dourados JK".  Para concorrer com ele, o Renault Dauphine "Teimoso".  O interior de ambos era como o daquelas malas.

   

                       ERA tão futurístico alguém pensar em malas com rodinhas naquela época quanto supor que o homem pisaria na Lua em 1969.  Malas com rodinhas eram ficção científica e surgiram só no final da década de 70.  Já a pequena Bicas ainda é uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, mais precisamente na Zona da Mata.  Fica a menos a 40 km de Juiz de Fora e a 200 km do Rio de Janeiro.  Hoje chega-se a Miami em oito horas, apenas duas a mais do que gastávamos para ir à fazenda da Tia Manú. 

 

                        CINQUENTA anos depois carrego essa "herança cultural" de meus pais: o gosto por viagens, o seu planejamento e a prática na organização de malas.   E com alguma frequência me perguntam se tenho regras para arrumação de malas, pedem-me dicas, o que faço com grande prazer e  igual responsabilidade.

                       TODAVIA creio que arrumar malas é bem mais que "acondicionar roupas e artigos de viagens dentro duma caixa com rodinhas".   Trato desse tema como se fosse algo que tem um quê de antropologia e dois quês de psicologia.    Para escrever sobre o assunto resolvi pesquisar e procurar inspiração sobre o assunto na Internet e devo dizer que discordo da maioria das dicas de arrumação de malas que encontrei por aí.  Não que sejam mal escritas, sequer que sejam superficiais, mas sobretudo porque raramente levam em conta a heterogeneidade das pessoas, as especificidades de cada um e as características de cada viagem.  Em geral são dicas de arrumação bem técnicas, refletem experiências pessoais, todavia genéricas e impessoais. 

                       UMA das boas matérias que li a respeito foi no Aquela Passagem, do Rodrigo Purish, que mesmo sendo um blog relacionado quase exclusivamente ao tema "passagens aéreas e o mundo da aviação comercial civil",  o tema "bagagem"  tem tudo a ver e foi muito bem abordado pelo Rodrigo.  Mas há muita, muita coisa boa para se ler sobre o tema além daquele site.   Se quiser aprofundar-se e colher boas dicas e impressões pessoais, veja ao fim desta matéria alguns endereços de outras boas fontes de consulta.

 

                         EU reconheço, compreendo e aceito a diversidade humana, não apenas a mais evidente delas, a dos sexos.  Reconheço, e aceito inquestionavelmente, que nós seres humanos somos diferentes no jeito de ser, no de pensar, no de agir.  Ainda que alguns sejam um pouco mais diferentes do que os outros, somos todos regularmente heterogêneos.  Até mesmo nas coisas mais banais (como para arrumar malas, por exemplo).  E neste caso, testosterona e progesterona influenciam pouco na hora de arrumar as malas, são questões secundárias. Roupa é roupa, necessaire é necessaire, sapato é sapato, remédio é remédio, seja lá para que sexo for.

             PESSOAS são tão parecidas entre si quanto os flocos de neve. Coloque-as no microscópio e perceberá as mais profundas diferenças que nunca pode supor.  Apenas se parecem. Não há sequer uma igual a outra, assim como os flocos de neve. 

             GENTE tem genética diferente, educação diferente, gostos diferentes, anseios diferentes, perspectivas diferentes, costumes diferentes, culturas diferentes, ambientes diferentes e exigências diferentes. Gente é diferente, diferentemente do que muita gente pensa.  Especialmente na hora de arrumar as malas.

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A diversidade dos seres humanos aplicável à arrumação das malas

              SE você aceita a diversidade então não será preciso esforço para compreender, aceitar e valorizar que ela também se aplica tanto na hora de dar quanto de receber dicas de arrumação de malas.   Se você procura dicas, se pretende dá-las, não adote nem aceite definições lineares. Exercite sua capacidade de discernir o que é bom para você do que é adequado para outro.   Há gente que ao arrumar as malas tende a  “levar a casa nas costas”, o que, convenhamos, é para além de incômodo, inadequado.

    

              TODAVIA isso resulta apenas de falta de experiência, de boa orientação e de alguma insegurança.  Do outro lado, radicalmente oposto, há aqueles que se esquecem de tudo, até daquele remédio que precisam tomar todos os dias e que não existe no país pra onde viajou.  Gente é diferente.

             É impossível, inútil a tentativa de definir um padrão único e generalizado.  A arrumação de malas e o que carregar nelas é algo que deve levar em conta o caráter pessoal - em primeiro lugar,  e a aceitação das especificidades de cada um, em segundo.  Esta é uma realidade absoluta e inquestionável.  Todos deveriam pensar assim antes de definirem um padrão único de arrumação de malas ao auxiliarem uma pessoa menos experiente.  Analisar a pessoa para depois sugerir como ela deve arrumar sua mala seria o ideal.

 

   

             NA quase a totalidade das vezes ocorre o contrário, definições generalizadas absolutamente pessoais, que servem muito para quem as deu e pouco para quem as recebeu,  acabam proporcionando mais desconforto e sentimento de culpas do que utilidade para quem as recebe.    Eu já li coisas como “use e abuse de roupas escuras e em tons de marrom, preto e cinza”. Eu detesto marrom!

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A diferença entre ser eficiente e eficaz na arrumação de malas

                   EFICIÊNCIA é fazer certo, usar um meio para se atingir um resultado naquilo que se faz.  EFICÁCIA é obter o resultado certo, efetivo para uma ação eficiente.  Estes dois conceitos são muito usados há bastante tempo na área da administração de empresas e na área médica. Quem não compreende a fundamental diferença entre eficiência e eficácia ou mesmo confunde-se com ela poderá não obter bons resultados.

                    EFICIÊNCIA é fazer a coisa certa, eficácia é fazer com que os resultados sejam positivos. Em resumo, "fazer certo as coisas certas”.  Receitar um remédio rapidamente para um paciente pode ser uma atitude eficiente, porém o resultado do efeito da medicação pode não ser eficaz.

                RACIOCÍNIO e habilidade também podem ser necessários para um bom desempenho em quase tudo na vida. Na arrumação de malas também. Ter foco no objetivo e humildade para reconhecer as diferenças e aceitar opiniões diferentes é útil e adequado tanto para quem dá quanto para quem recebe sugestões de como arrumar malas.

                EU sou feliz em aceitar a minha realidade tanto quanto aceito a dos outros. Frequentemente sou consultado a orientar alguém menos experiente a como arrumar suas malas e o faço com grande prazer e a mesma dose de responsabilidde.   Jamais oriento alguém a arrumar suas malas de viagem exclusivamente sob o meu ponto-de-vista. 

                QUANDO algum viajante experiente sugere ou ensina alguém como arrumar malas unicamente sob o seu próprio ponto-de-vista poderá estar sendo eficiente mas nada eficaz.   Também discordo de quem contrata um “profissional arrumador de malas”, já que experiência adquire-se através de tentativas e erros, atos e consequências.  Pagar a alguém para arrumar as suas malas é algo tão impessoal que não há como dar certo.

                A única verdade absoluta acerca da arrumação de malas, que serve para todas as pessoas indistintamente é: o fundamental é fazer malas bem feitas, adequadas ao seu tipo, ao gênero de sua viagem, à sua personalidade e ao seu grau de exigência.  Malas devem ser personalizadas  ao gosto do viajante, não ao do consultor.

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Viajar bem é viajar leve?

                 ESTE é mais um conceito genérico do qual discordo do conteúdo, ainda que concorde com a forma.   Não que o princípio esteja errado, ele é até um meio eficiente de recomendar, mas por ser genérico demais pode não ser eficaz.   O conteúdo das malas deve levar em conta o conceito de “eficiência” e “eficácia” mas também o de “quantidade” e “qualidade”.

                  MALA de viagem é algo tão essencial que ninguém pode supor prescindir dela, seja lá de que tipo e dimensões for, seja lá em que quantidade e qualidade de seu conteúdo.   Discordo também do conceito genérico de que “mala pesada é mala errada” ou, se preferiem, o que dá na mesma, que “mala certa é mala leve”.  Novamente a eficência pode ser inversamente proporcional à eficácia e a quantidade do conteúdo inversamente proporcional à sua qualidade. Não existe mala errada, existe mala mal feita e/ou inadequada.

                 É muito claro para mim que “mala certa” é aquela que atende às suas necessidades, seja ela leve ou pesada, que esteja adequada ao seu estilo e padrão de vidas, aos seus níveis de exigência, seu grau de aceitação de desconforto, de capatidade aceitar prescindir de coisas.  Malas devem levar em conta os seus meios de transporte e deslocamento, a sua viagem específica. Nada de levar em conta omo verdade absoluta definições genéricas do tipo “viajar bem é viajar leve”. Lembre-se de que elas podem ser mais prejudiciais do que úteis para você.

 

Só há um tipo de “mala errada”: aquela que nãop foi feita por você

nem para você, não atende às suas necessidades

nem às características da sua viagem específica,

mas as de quem as definiu por você

 

                SE você vai sair do avião direto para o navio, duas malas com o limite máximo de peso permitido pode ser considerado como “bagagem adequada”. Se for viajar de trem na Europa, deve considerar como “ mala certa” apenas uma, já que os espaços para bagagem no trem são extremamente limitados e os deslocamentos nas plataformas longos, assim como a subida nos vagões.

               NA eventualidade de seu propósito for o de fazer um safari fotográfico na África do Sul, ou então um passeio de Shinkansen - o Trem Bala japonês - as dimensões da mala são tão restritivas que necessitarão de planejamento adicional, tal como onde deixar guardada a mala grande para quando retornar deses passeios em que permitem-se apenas uma mala de pequenas dimensões, em geral que caiba o conteúdo necessário para um, no máximo três dias.

             SE sua viagem for em grupo e para a Índia ou Marrocos, com acampamento em tendas no deserto, também há restrições quanto à quantidade de malas, quase sempre uma por passageiro.   

            HÁ também que se levar em conta que vôos internacionais saindo do Brasil permitem duas malas com 32 k cada uma, mas que se for fazer vôos internacionais no exterior esse valor cai para 23 k cada. Se sua viagem for pelos Estados Unidos de carro, nada mal ser mais benevolente com o conteúdo e levar duas malas grandes se elas couberem no porta-malas do carro.

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Então não existem regras fundamentais e generalizadas para a arrumação de malas?

                    É claro que há regras fundamentais e dicas básicas para que arrumemos nossas malas de viagens e que valem pra todos. E neste caso não importa a quantidade, dimensões, peso e o destino. Todavia recomendo apenas aquelas que estão relacionadas a como acondicionar o conteúdo da mala adequadamente, como distribiir a roupa para que amarrotem o mínimo possível, de como proceder para evitar peso desnecessário, como otimizar o espaço, que tipos de roupas e tecidos são mais adequados, como racionalizar o conteúdo da farmacinha de viagem, que atitudes tomar para calcular a quantidade de roupas, como preparar uma necessaire adequada para cada viagem e sua duração, enfim, aquilo que difere muito pouco de pessoa para pessoa. Você sabe que tem gente que jamais viaja sem seu travesseiro pessoal? Eu sei, e recomendo a elas que comprem o mais leve possível.

                  ALGUMAS dessas regras são tão óbvias que não necessitam de aprofundamento. Eu sempre parto do princípio de que o leitor viajante saberaá que se vai à praia precisa levar roupa de banho de mar e protetor solar, que se vai esquiar terá que levar roupa de frio, óculos de neve e protetor solar, que se fará caminhadas por parques naturais precisará de boa mochila, roupas, calçados apropriados para trekking, boné ou chapéu e protetor solar, que se for frequentar lugares elegantes necessitará do pretinho básico ou do blazer azul marinho e uma camisa social, que se a viagem for do tipo “Caminhos de San Thiago” o viajante deverá ser tão extremamente econômico que deverá avaliar até mesmo se deve levar uma mochila, vazia.

                 NÃO há um padrão a ser perseguido. Mais uma vez o planejamento é que deve orientar a arrumação de sua mala. É tão óbvia a necessidade de compreendermos que a prepararção de uma mala é uma questão de estilo pessoal e de tipo da viagem que novamente surpreendem-me as sugestões padronizadas e generalizadas, aquelas sugerem que arrumação de mala é uma equação matemática elementar. Não é. Arrumar uma mala é algo relativamente complexo e que demanda planejamento, pesquisa, organização, antecipação e atitude. Atitude também? Sim, sobretudo atitude de ter coragem de eliminar aquilo que julgamos ser imprescindível mas que pode ser plenamente dispensável. E saber que atitudes devem levar em conta a regra da “eficiência e eficácia. Mais uma vez o que é “imprescindível” e “indispensável” é absolutamente pessoal. É ingênuo e desnecessário tentar definir inteiramente por alguém o que é imprescindível e indispenssável, que dirá padronizar, ainda que sobre o básico.

                 SE você é empresário, se é dirigente de uma empresa, se faz uma viagem a trabalho, se viaja a lazer, se é artista, se é mochileiro, se é jovem, velho, criança, se é político, se é homem ou se é mulher, se é rico, se é pobre, se é remediado, se é descolado, se é exigente, se é simples, se é sofisticado, se frequenta lugares que exigem trajar-se especialmente, se é esportista, se é consumista, se tem limitações de locomoção, se irá de carro, trem, avião, navio, a pé ou de canoa, se ficará em hotel ou cabana, se é tecnológico e não viaja sem uma câmera digital, lentes sobressalentes, cartões de memória adicionais, um livro, cartões de visitas, lanterna, canivete, um guia de viagem, mapas, o roteiro da viagem preparado por você ou pela agência de viagens, barbeador elétrico ou descartável, capa de chuva ou guarda-chuva compactos (minha mulher, por exemplo, jamais viaja sem uma sombrinha), bloco de anotações tipo “molestine” ou palm top, óculos pra longe e para perto, óculos multifocais, despertador, extensões e cabos, um notebook e os respectivos adaptadores, carregadores e baterias, se você lava suas meias e roupas íntimas ou simplesmente leva uma pra cada dia da viagem.

                   RACIONALIZAR é um exercício eterno, aprendizado permanente, atitude que acompanhará um viajante a cada nova viagem. Eu mesmo que sou um viajante relativamente experiente, com um currículo de 40 países, mais de 170 cidades, 260 vôos internacionais por 20 cias. aéreas diferentes, seis transatlânticos, com 4 a 5 viagens internacionais por ano, ainda não consegui atingir a perfeição. A cada viagem percebo que é possível arrumar a mala ainda melhor do que a da viagem a anterior, seja do ponto de vista da otimização do espaço e arrumação geral da mala, seja na redução de peso. Tenho ido ao nível de pesar cada peça de roupa e verificar a enorme discrepância que há por exemplo entre uma calça jeans e uma calça cargo (daquelas com bolsos nas laterais das coxas), de uma camisa polo e uma e camiseta de malha, ou preferir sabonetes Phebo de glicerina muito mais leves que os sabonetes de masssa comuns e em quantidade equivalente ao de hotéis que ficarei, de tal maneira que não precise ficar carregando o mesmo sabonete até que se acabe e mais uma saboneteira para acomodá-lo e deixando o usado no último hotel, pesquisando frascos leves, pequenos e resistentes para shampoo e loção após barba, retirando embalagens desnecessárias, acondicionando tudo em sacos plásticos finos, levando apenas um sapato que sirva tanto pra usar com bermuda quanto com calça social, calculando sistematicamente que roupas usarei em cada dia de viagem e de que maneira posso combiná-las e repetí-las sem que pareça que tenha levado apenas duas, copiando as páginas que interessam do guia de viagem em vez de levar o livro todo e ter que trazê-lo de volta (jogando fora as cópias à medida que a viagem decorre), escolhendo cadeados mais leves para a proteção da malas.

                    UM bom começo para fazer malas bem feitas é fazê-las com bastante antecedência. Embora eu já seja capaz de fazer minhas malas dois dias antes de viajar, gosto de fazê-las com calma e acompanhando meu check-list, sem pressão de prazo. A melhor maneira de organizar e arrumar a mala é acondicionar as peças em sacos plásticos, de tal maneira que ao ter que desfazê-la jamais fará bagunça, pois terá um saco para camisas, camisetas, calças, saias, roupas íntimas, meias, bermudas, até mesmo para as roupas sujas. Pense que é muito mais fácil retirar e recolocar as peças em grupos do que todas isoladamente. A melhor maneira de fazer isso é comprando sacos plásticos de dois, três tamanhos diferentes em casas especializadas que os vendem no atacado.

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MALAS, que tipo de malas devo usar?

                ESTA é uma questão que pode ser encarada de maneira genérica, pois quase todo mundo viaja de classe econômica e sujeita-se às restrições de peso e quantidade de malas. Se você pode viajar de executiva e primeira, passe batido por esta parte!

                A primeira e mais importante coisa a ser levada em conta é o peso da mala. Sempre estude primiro o peso, só depois a qualidade, resistência. Evidentemente que é preciso conciliar peso, qualidade e resistência, mas quero dizer que eu já encontrei diferenças de até 4 quilos de uma mala para outra, nas mesmas dimensões. Quatro quilos é um bocado de coisa que você deixará de levar dentro da mala só porque comprou uma baseado na beleza, qualidade e tipo. E o custo de pagar por excesso de bagagem equivale ao de comprar uma boa mala. Levar uma ou duas malas é novamente uma questão pessoal. Eu procuro adaptar isso ao tipo da viagem. Adoro tanto levar uma quanto duas, dpendendo da viagem. Seja eficiente e eficaz!

                A construção da mala, ou seu tipo, é a segunda coisa mais importante a levar em conta. Eu examino o interior da mala e uso apenas aquelas que tiverem a mesma profundidade tanto na base quanto na parte superior (onde fica a alça telescópica). Há algumas malas que têm profundidades diferentes, ou seja, mais rasas no topo que na base, o que é péssimo para a arrumação e nõ soma nada. Outra coisa que eu faço é retirar e até cortar os sacos e divisões desnecessárias do interor da mala. Se um dia você tiver paciência, experimente juntar tudo o que dispensou como peso inútil e veja o quanto podemos racionalizar nesse sentido. Surpreenda a si mesmo!

                SE você não se importa em correr o risco de ter seus rodízios quebrados assim que chegar ao primeiro destino, compre essas malas com quatro rodinhas. Elas são bacanérrimas e hiper fáceis de serem conduzidas, mas se quebram muito mais facilmente por sua característica construtiva de rodas proeminentes do que aquelas que têm duas rodinhas embutidas. Quanto mais embutida a roda e o apoio da mala (quanto menor e menos protuberante ele for) menor a possibilidad de ela ser quebrada pelos delicados e gentis moços que as colocam e retiram dos bagageiros dos aviões e das esteiras. Prefira malas expansíveis, essas que têm um zíper que ao ser aberto lhes dá cerca de 20% a mais de espaço e lembre-se de que espaço não é necessariamente excesso de peso mas pode significar uma acomodação melhor do conteúdo e evitar ter que comprar mais uma mala na volta pra acomodar o que você comprou durante a viagem. De todo modo, os 100 dolares que custam em média por cad mala extra não chega a ser nenhum exageiro se comparado aos mesmos 100 dólares que você terá que pagar se sua mala pasar do peso máximo por mala. Exemplo: pode custar o mesmo que uma mala extra de 23 quilos você embarcar com uma que tenha 30. Exceder o peso máximo permitodo por mala custará o mesmo que despachar uma outra mala. Ao comrar cadeados, prefira os de segredo, aceitos pela TSA, que sejam de corpo plástico e interior metálico, muito mais leves do que os inteiramente metálicos. Eu também recomendo o uso de duas cintas dessas que abraçam as malas pois elas evitam que ao serem recolhidas e manuseadas pelos agentes de despacho se arrebentem justamente no zíper. Imagine ter que lidar com um zíper arrebentado. Também recomendo que as embrulhe em plástico no aeroporto, o que lhes dá mais resistência, evita srem molhadas, protege o exterior e as deixa limpas como novas.

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Algumas dicas genéricas (leia com atenção e use com cuidado!):

1. Sapato bom é sapato usado. Nada de sapato novo em viagem. Estude a possibilidade de levar apenas um par e dê preferência a calçados leves, de couro neutro e macio (tipo nobuk), de solado macio. Sua coluna agradecerá.

2. Necessaire: os cosméticos devem ser acondicionados ir em frascos de tamanho adequado à duração de sua viagem e rígidos. Faça um exercício em casa de quanto shampoo, creme rinse e tudo mais o que você usa precisa. Esse é um item que é melhor levar menos do que mais, porque sempre se encontra pra comprar, seja lé onde for. Pode não parecer, mas shampoo demais pesa demais.

3. A quantidade de roupas suficientes para a viagem sempre deve levar em conta que estamos em viagem, não em nossa casa e cidade. Assim, tenha como princípio básico que usará roupas repetidamente até um limite muito acima daquele que você está acostumado não em viagem. Se vocÊ for prmanecr pelo menos dois dias em cada hotel, leve em conta a possibilidade de usar os serviços de lavanderia do hotel ou da cidade e levar ainda menos roupas. Leve em conta também a possibilidade de lavar algumas peças de roupa no banheiro do hotel e colocá-las para secar no quarto ou na varanda. Se não quiser lavá-los com sabonete, sabão líquido ou o shampoo do hotel, secam no quarto - procure num mercadinho um detergente líquido para roupas. Minha mulher leva um pequeno frasco com aqueles líquidos de pré-lavagem, tipo “Resolv”.

4. Não se esqueça do que é fundamental: remédios. Procure levar apenas a quantidade que usaria no caso de necessitar, em evz de levar a caixa inteira. Caixas pesam, assim como as bulas. Retire a cartela e coloque num saco plástico com um resumo da bula, que vc pode cortar com uma tesoura especialmente no lugar onde fica a posologia. A farmácia é sua, portanto, não cabe alguém sugeri-la por você: os remédios de uso contínuo, analgésico, antitérmico, antigripal, antialérgico, repelente, protetor solar, colírio, acessórios para lentes de contato, enfim, aquilo que você usa ou poderá usar é muito pessoal.

5. Malas de inverno sempre pesam muito mais que malas de verão. Procure levar o casaco mais leve no peso que você tiver, sempre levando em conta a temperatura média que encontrará. Se achar que um é pouco, prefira levar roupas apropriadas para frio que se usam como “segunda pele”, pois estas são leves e podem ser lavadas como roupas íntimas no banheiro, em evz de casacos muito pesados. Também procure levar toucas e luvas de material leve e fino, pois há materiais novos de tecnologia moderna que se encontram em lojas especializadas. Luvas de couro sãio muito mais elegantes mas psam muito mais. Pense nisso.

6. Faça um check-list com bastante antecedência e ponha nele tudo o que quiser. Exagere mesmo. Um exercício legal é exagerar na lista e economizar depois, divertindo-se do quanto você exagerou na lista e economizou adequadamente no conteúdo.

7. Evite carteiras, embalagens, capas de passaporte e bolsas desnecessárias, enxergue tudo como sendo dispensável e você reduzirá muito, muito peso. Você precisa mesmo de capa de ouro de jacaré para seu passaporte e ficar irritada quando na imigração do país o oficial a retirar desprezando-a? Você precisa de capa de papel e de plástico par ao programa de viagem e das apssagens aéreas?

8. Faça um programa de sua viagem contendo tudo, do intinerário aos endereços dos hotéis, os vôos e tudo o mais que estiver relacionado com a viagem. Se você usa notebook coloque tudo isso no seu HD. Se não usa, tenha uma página gratuita na Internet, à qual poderá acessar em qualqur lugar do mundo. Eu uso a do Yahoo, que é tremendamente personalizável e ainda há um bom espaço para você guardar documentos, até cópias de passaportes, seus favoritos classificados como e estivessem no seu próprio computador pessoal. Pense nisso.

9. Se estiver viajando com outra pessoa, divida o conteúdo de ambas, de tal forma que se uma das malas for extraviada não fique um completamente desguarnecido. Se for viajar só inclua uma muda das roupas, um extra de essenciais (especialmente remédios) na bagagem de mão. Identifique a sua mala de tal maneira que ela seja facilmente reconhecível por você mas evite ser tão indiscreto que ela aapareça mais do que destaque de escola de samba.

10. Leve em sua mala de mão uma cópia dos documentos essenciais como passagens, vouchers, passaportes e tudo mais. Faça uma duplicata de tudo e ponha na mala despachada. Eu uso o Yahoo, mas se você não for digital, essa é uma dica levável em conta.

11. Se for viajar de trem convém comprar um cadeado com cabo de aço, como esses de notebook, para prender sua mala e evitar que sejam roubadas, o que infelizmente é algo relativamente comum, especialmente em trechos noturnos.

SE precisar de mais dicas, escreva! E boa viagem!

 

 NOTA: TODAS as fotos são de diversos autores no Flickr

 

 Outras boas fontes de consulta sobre o tema:

http://www.carloscoelho.com.br/viagens.html 

http://www.efetividade.net/2007/01/21/arrumando-as-malas-com-efetividade-semana-das-malas-no-efetividadenet/

http://www.agitocampinas.com.br/materias/arrumando-as-malas/2342

http://www.pontodosnoivos.com.br/lua-de-mel/aprenda-organizar-as-malas-para-viagem-de-lua-de-mel.html

http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mulher-organize-se/arrumando-as-malas.php

http://www.jnjbrasil.com.br/noticia_full.asp?noticia=4647&pos=0

 

 

 

Reader Comments (19)

Arnaldo, ótima lição, um estudo muito valioso. Eu sou bem prática na arrumação da minha mala, mas viajo bem menos do que gostaria e também tenho um guarda roupas bem simplório, mas sempre fica alguma coisa que levo e não uso. Prefiro assim. Gosto de deixar um espaço para pequenas compras quando a viagem é por aqui. Mas, confesso que ainda estou aprendendo e vou melhorar. Parabéns, Arnaldo.

11:06 | Unregistered CommenterRosa

Obrigado, ROSA, mas arrumar malas independe do tamanho e do tipo do guarda-roupa. O mais importante de tudo eu acho que deve ser arrumar mala que atenda às suas necessidades, concorda?
Obrigado pela visita!

Ótimas dicas, Arnaldo!

Gostei especialmente sobre as malas, pois em breve precisarei comprar uma e vou seguir suas orientações.

Também gostei da observação sobre jeans/calças cargo, são essas pequenas observações que podem ajudar em muito nossas viagens.

Acompanho sempre seu blog, é realmente um primor, meus parabéns!

20:19 | Unregistered CommenterMarcelo

MARCELO, obrigado e volte sempre mas...lembre-se: O Monistério da Saúde do Turista adverte: "Aceitar dicas de arrumação de malas pode ser prejudicial à saúde"

Grande abraço e grato pelo comentário e visita!

Oi Arnaldo! obrigada pelo elogio... depois vou colocar o link pro seu blog lá tb! Alias, vc tem dicas mto legais, hein?! Parabéns... Vamos continuar trocando idéias!

21:57 | Unregistered CommenterMariana

Arnaldo.. parabéns pela matéria.. eu no Brasil sempre fui um problema com malas.. viajava um fim de semana e carregava tudo.. mas desde que vim morar na França, tenho me despreendido bastante dos exageros.. afinal sempre carregava exageros e usava no màximo 15%.. Parabéns + uma vez!!
Bisous

13:32 | Unregistered CommenterMartinha

MARTINHA, obrigado pela visita e comentário, retorne sempre.

Arnaldo, você leu meus pensamentos! Eu, que nunca tive problemas para arrumar minhas malas, ando pensando muito sobre elas. Como vc sabe, no final de março parto para meu sabático e levar uma mala adequada para um período tão grande é um desafio. Com três grandes adicionais: 1) o início da viagem é num navio -daí a necessidade de roupas de festa e outras coisas do gênero; 2) parte da viagem será em trem, o que requer um volume só, para facilitar a vida; 3) tem vôo de low cost também na fase inicial, com máximo a ser despachado de apenas 20kg por passageiro (e uma FORTUNA por quilo excedente).

Seu post está perfeito! Fiz outro dia um post no Saia pelo Mundo (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/saia-pelo-mundo.shtml) com as famosas dicas da Sylvia para fazermos as malas - vou colocar ali um adendo e um link para esse seu post, tudo bem? Até hoje lembro daquele check list que vc fez rs

Aliás, já me perguntaram tanto sobre como fazer malas e etc e eu nunca me senti muito confortável com essa pergunta. Tá exatamente no seu post o motivo: "QUANDO algum viajante experiente sugere ou ensina alguém como arrumar malas unicamente sob o seu próprio ponto-de-vista poderá estar sendo eficiente mas nada eficaz." Falou e disse, é isso mesmo.

Parabéns!

MARI, mais uma vez um belíssimo comentário, como sempre elogioso e simpático, mas o melhor de tudo é ser franco. Obrigadíssimo.

Uma das maiores dificuldades em se arrumar uma mala adequadamene é exatamente a diversidade da viagem, e essa sua caberá numa matéria que sei que vc. está com ela na cabeça, logo após o resultado ficar pronto, isto é, a mala! Deve ser mesmo muito complexo (eu jamais tive experiência igual) conseguir colocar em apenas UMA mala um conteúdo tÃo diferenciado (navio, cia, aérea low coast, viagem longa, trem...), o que acho que vai requerer vc carregar uma mochila bem maior do que a de costume, com coisas que pode colocar na mala quando for viajar de trem e de navio, retirando o peso quando precisar tê-la com 20 K.

Outra característica impoetante é ter (ou comprar) a mala mais leve (dentro de um limite de resistência, claro) que conseguir, com um ziper de expansão.

Parabéns a você! E gratíssimo pelo comentário!

P.S. É CLARO que pode (e eu confesso que gostariua muito!) inserir o que quiser do F&F no seu blog.

Arnaldo, eu é que digo: obrigadíssima pelo reply! ;)

Muito bom, Arnaldo!

O mais inusitado é que minha mala para uma viagem de final de semana é quase do mesmo tamanho (e peso) de quando faço uma viagem mais longa!

; )

GUILHERME, com o tempo a gente vai aprendendo não apenas a racionalizar como comocar roupas na quantidade e tipo certos para os dias que durarão a viagem. Obrigado!

Arnaldo, perfeito o post.
Quanta sabedoria ao colocar seu ponto de vista. Às vezes somos tão arrogantes e só por termos experiência nos sentimos os donos da verdade e achamos que o nosso mundo serve igual e perfeito para o outro!!! você colocou muito bem que a individualidade é que conta... chega fiquei constragida, pq esse mesmo fim de semana estava dando "dicas" para minha cunhada de como fazer a mala para a viagem dela, e isso é claro, baseada unicamente em minha experiência, o que é uma bobagem. Vou enviar seu post pra ela que, com certeza e de uma forma muito gentil, vai ser bastante útil para ela, como foi para mim.
um abraço querido.

12:18 | Unregistered CommenterCamilla

Muito interessante o artigo sobre malas...dicas p/ se guardar muito bem, principalmente p/ aqueles q viajam a cada "seculo" pq p/ os demais já colocam em pratica...
Faç parte dos do seculo, rsss... mas recentemente viajei de onibus, cheguei s/ mala... voltei de avião foi um caos... vendo aquelas malas maltratadas nas esteiras... pergunto: um protetor de mala, lavavel e duravel... o q me diz?

NEUSA MARIA, é uma ótima alternativa sim. Esses pláticos com ziper em geral protegem a mala mas também se rasgam com certa facilidde.

7:42 | Unregistered CommenterArnaldo

Sou debutante no seu blog e adorei (sem querer ser cruel), seu post de 2007 sobre aquela mal fadada viagem para Istambul e Grécia A narrativa repleta de detalhes, me lembrou os livros de Monteiro Lobato. Valeu pelo triunfal retorno, não?
Suas fotos são belas, expressivas e sensíveis como sua escrita. As dicas e conselhos deste post foram ótimos. Não uso sacos plastico, uso no lugar aqueles furadinhos que protegem roupas finas e pequenas nas maquinas de lavar. Antigamente era possível comprar o modelo da Sansonite de zipers em cores variadas, q facilitavam sua associação com o conteúdo. fica rapido arrumar e desarrumar tudo a cada hotel que se chega. ( o que convenhamos, é muito chato!). Separando um para cada tipo de roupa (ex.de dormir,de piscina, meias, roupas intimas); uso até para blusas que não amarrotam (malha,seda etc). Tenho também plastificado as malas nos aeroportos. O preço compensa os benefícios de cheqar ao destino com tudo mais protegido e seco. Em minha última viagem, muita gente teve a chateação de encontrar roupas encharcadas,e até manchada, pq nossas malas ficaram sob um temporal de meia hora, à porta do avião, assim como nós passageiros que dentro do onibus, assistiamos desolados a cena.

CLAUDIA GUIMARÃES, obrigado pelo comentário e por enriquecer o texto com suas experiências. Eu acho muito práticos os sacos plásticos porque facilitam vermos o seu conteúdo sem a necessidade de abrí-los. A prática de colocar conteúdos diferentes em bolsas de cores diferentes também é uma ótima maneira de facilitar a identificação.

Eu também tenho embrulhado as malas em plástico nos aeroportos, mas infelizmente algumas cias. americanas não estão permitindo isso, creio que por questões de dificultar a segurança e a eventual descoberta de drogas e explosivos através de cães farejadores. Todavia eu já tive experiências tanto de chegar com as malas molhadas quanto secas por estar ou não usando o plástico.

Obrigado, volte sempre.

P.S.: a viagem desastrada passou de ser traumática a divertida anos depois, exatamente quando escrevi o que aconteceu, portanto, nada de constrangimento em ter rido muito da "desgraça" alheia.

7:26 | Unregistered CommenterArnaldo

Perfeito seu post, estamos programando uma viagem agora em maio eu meu marido e um casal de amigos e suas dicas serão muito uteis para mim.
Obrigaaadaaa

12:39 | Unregistered CommenterFlávia

Agora eu percebi a capricornianidade do autor. Vai ser organizado assim lá na China! Tá de parabéns, que Deus me dê paciência para ser assim um dia!

22:13 | Unregistered CommenterLuan

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