MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Terça-feira
Dez152009

ISTAMBUL: Os acasos da vida e um grande amor  

  

Os guias Lonely Planet de Istambul e Praga

_________________________________

1 - A vida e seus acasos

             AINDA moleque percebi que nossas vidas são feitas de eventos que combinam fatores aleatórios e inesperados com aqueles que nós mesmos programamos.  Sempre acreditei na realidade, na verdade, ainda que feia e suja.  Isso era o que me distinguia das demais crianças, nada mais. Nenhum talento especial, tampouco inteligência superior. Ao contrário, fui agraciado com inteligência mediana, o que só me fez compreender muito cedo que tudo seria mais difícil para mim do que para os mais espertos.

            Entretanto havia algo em mim que me diferenciava das demais crianças: acreditava apenas nos fatos, na lógica, na verdade, na razão. Nada além da verdade, e  num mundo completamente regido pelas leis naturais e científicas. Cedo comecei a questionar e não acreditar no que os adultos queriam me incutir. Acho até que jamais acreditei em coelho da páscoa. Mais tarde aprendi que discutir com crentes nunca dá certo, porque cada um busca a "verdade" que lhe convém, acredita piamente nela e qualquer teoria ou prova que bata em sua crença é severamente negada. O fato é que me incomodava muito os adultos tentarem passar suas crenças adiante, punindo qualquer julgamento, crítica e pensamento opositivo. Felizmente não sofri muito as conseqüências desses danos à minha formação, porque jamais fui ameaçado em minhas convicções.

            Tampouco acreditava em forças sobrenaturais, unicórnios, duendes, zumbis, fadas, alma do outro mundo, mula sem cabeça, curupira, saci pererê e deuses e santos, estórias contadas e coisas não comprovadas. Para mim tudo era muito simples, que a concepção disso tudo é metafísica, e nunca obtive motivos reais que me fizessem acreditar em qualquer uma dessas coisas, especialmente naqueles que os outros queriam fazer com que eu acreditasse. 

            DESDE muito cedo questionei todas as formas de crendices populares e impopulares. Isso sim me tornava uma criança “diferente”.  A não ser em Papai Noel (o que, convenhamos, era bastante conveniente!), de tudo o mais o que não fizesse sentido, não fosse científico, real e comprovado eu não acreditava.

             CEDO, portanto, aprendi a ver o mundo pela lente da aleatoridade, e a enxergá-lo como de fato ele é, não como cada qual o imagina ou cria na sua mente e tenta fazer ou outros acreditarem. Não com surpresa compreendi que ninguém nasce com um destino traçado e completamente definido, como se a vida fosse um roteiro de filme definidinho tim-tim-por-tim-tim, capítulo por capítulo, do nascimento à morte, como num roteiro escrito antes mesmo do nascimento.  Ao contrário, eu é que surpreendia as pessoas dizendo a elas que nós podíamos sim interferir e construir nossos próprios “destinos”. Ao menos parcialmente.

             AINDA na segunda infância tive a sorte de reconhecer que nossos “destinos” são parcialmente construídos dia após dia, e por dois fatores fundamentais:

1) o primeiro, lógico e matemático, é um conjunto de atitudes e comportamentos decididos e dirigidos por nós,  planejados ou inconscientes, que resultam e acarretam em responsabilidades e efeitos. Enfim, que nós mesmos somos eternamente responsáveis por aquilo que fazemos, assim como pelo que deixamos de fazer. Por favor, não ponhamos a culpa em Deuses ou no acaso: nós colhemos o que nós mesmos plantamos;

2) o segundo, imponderável, é o conjunto de princípios que governam o acaso: as sortes e probabilidades, azares e circunstâncias, os movimentos aleatórios da vida, os trajetos circunstanciais imprevisíveis, as “surpresas no caminho”, o papel do acaso no mundo e consequentemente na vida, uma realidade inquestionável, ainda que insondável. 

               POIS bem, unindo ambos - previsibilidade e aleatoridade - cheguei à conclusão de que nossas vidas não são nem tão previsíveis como querem alguns que definem o que nos acontece como “destino”, mas que também nós não temos assim tanto poder de definír nosso futuro, traçar inteiramente nossos caominhos. Por uma simples razão: as forças do acaso que atuam fortemente contra a previsibilidade. 

             ASSIM que entrei no ginásio tive a confirmação de que estava certo. Numa aula de “Ciências” (biologia, física e química), "descobri" que eu e você também, leitor(a), somos frutos do aleatório: por mero acaso, sorte pura eu - enquanto espermatozóide - consegui chegar lá ao disputar um óvulo com outros milhões de irmãozinhos que não lograram êxito. Azar o deles. Aquela aula de Ciências, e não a de Religião, foi minha primeira viagem pelo entendimento do que são a concepção e a vida, o que são a aleatoridade, o acaso. A partir dali compreendi o que se costuma chamar de “as voltas que o mundo dá”. A partir dali comecei a achar poucas coisas tão incrivelmente interessantes quanto “as voltas que o mundo dá”. 

               NUMA dessas "voltas que o mundo dá", sem saber que o fazia, minhas matérias sobre Istambul publicadas aqui no Fatos & Fotos de Viagens em Setembro de 2007 influenciaram a muito mais leitores do que eu poderia supor. Despei desejos que  nunca imaginei. Desta matéria em diante percebi que tinha a capacidade de "captar a essência"  dos lugares e "inspirar viagens" aos meus leitores. 

               NA caixa de comentários do primeiro capítulo da série de matérias sobre Istambul havia um comentário, em especial, no qual notava-se que meu texto havia sido uma forte fonte de inspiração, uma semente plantada, aquela que mais tarde germinaria e se concretizaria. A curiosidade despertada numa leitora que eu jamais conhecera, o desejo de conhecer Istambul, uma das cidades que mais me encantaram e que eu achava uma das mais incríveis do mundo, que todavia até ali jamais habitara o inconsciente daquela leitora.

               ANOS depois, muitas voltas depois que o Mundo deu, eu tive o privilégio de revisitar Istambul, desta vez ao lado de quem? Sim, leitor, justamente daquela leitora que as circunstâncias levaram ao meu blog e, mais tarde, em minha vida.  Que fabuloso acaso aquele que tornou-se o maior dos maiores privilégios que a vida e o acaso já me proporcionaram: uma viagem com aquela que tornou-se minha doce, encantadora mulher, que seria minha futura esposa e que, espero, a vida me dê a sorte de tela para sempre como minha eterna companheira.

_________________________________ 

2- A vida e suas licenças

                      A VIDA reserva a todas as pessoas uma cota de infortúnios e de privilégios, ainda que não em porções iguais.  Tais frações dedesventurase vantagens que nos são dadas assim que nascemos servem para nos mostrar que apenas um desses privilégios é distribuído com igualdade a todos os seres humanos: o de termos nascido.

Praga. Romântica, culta, sofisticada 

                      VIVER é sem dúvidas o mais magnífico sentido da vida, a sua mais preciosa licença.  Infelizmente há os que experimentam muito mais do pior do que do melhor.  Eu fui um desses sortudos contemplados com uma porção bem maior de privilégios do que de infortúnios. 

O Castelo de Praga e o Rio Moldava vistos da Ponte Carlos 

  

Praga e Istambul: dobradinhas heterogêneas

                        Talvez não haja explicações porque uns sejam tão mais favorecidos na vida que outros. Nem mesmo para aqueles que enxergam a vida como ela é, que compreendem que a vida não se explica,  se vive. Simples e dignamente.  Se vive e se respeita.  É até possível que ela, a vida, perceba tal atitude e nos retribua com bem muito mais do melhor do que do pior. Pode ser até que ela se apiede de nós e recompense quem a viva dignamente e trate tudo o que vive na Terra com igual compreensão, dignidade e respeito.                          

                       Os privilégios da vida são inúmeros, vão dos mais corriqueiros aos mais complexos. Alguns, entretanto, são especialmente preciosos:  ter saúde, amar, ser amado e ser feliz está entre aqueles que mais se almeja e persiga.

 

                       Desses privilégios, um dos mais raros é amar e ser amado.  E é ainda mais precioso quando é correspondido na mesma proporção.  É o amor compartilhado porque tantos esperam, pleno porque todos sonham.  Quantas vezes já paramos para pensar quais são as reais possibilidades de vivermos um grande amor tão amplamente correspondido?  Três vezes, quatro?  E dessas, quantas delas terão sido realmente um grande amor?  Uma? Duas? 

                       E aquele que ainda tenha vivido um grande amor, poderia supor a quantos deles ainda teria "direito" na vida? Eu jamais saberia: até os 57 anos eu havia experimentado um único grande amor da minha vida. Um. Único. E no final da adolescência!

                      QUARENTA anos depois a vida me proporcionava mais uma de suas licenças: o privilégio - dos mais inesperados a essa altura da vida - de viver novamente um grande amor, notávelmente correspondido, absolutamente sensível e inesperado, o mais precioso deles, não apenas por ser o maior, mas porque de certo será o último.

ACIMA: em Praga, recém casados no Castelo de Hradchany 

ABAIXO: o anoitecer em Praga, na Ponte Carlos

 

                        Convenhamos, mesmo o mais esperançoso e otimista indivíduo, com o mínimo senso de justiça, não poderia esperar que a vida lhe proporcionasse tão rara licença no terço final de sua existência.  A possibilidade de viver um grande amor da minha vida aos 57 anos, ser novamente agraciado com tão rara preciosidade, não é apenas um raríssimo privilégio, um a mais desses tantos que a vida já  havia me proporcionado.   Viver um grande amor não é nada perto do que é viver um grande amor sabendo que ele será o último.  É ainda mais precioso. Por ser tão inesperado, ainda mais raro por não ter sido sonhado, ainda mais notável por ser tão correspondido, ainda mais amado por ser o último.

                       Para que compreendamos a complexidade e a preciosidade do que é viver um grande amor, imaginemos nossas vidas como duas linhas paralelas.  A uma chama-se "destino"  e a outra, "acaso".  Ambas são tão distantes entre si, tão paralelas, tão opostas..., mas um dia o "destino" e "acaso" fazem-nas tocarem-se nas pontas, e - ainda que sejam tão opostas, tão distantes entre si,  tão improváveis de se cruzarem, tão próximas mas tão paralelas, tão diferentes e  tão destinadas a serem opostas para o resto de suas vidas -  surpreendentemente mais do que se tocam, unem-se. 

DUAS LINHAS  

Te procurei por muito tempo.

Não percebia que nossos destinos

Eram tão paralelos.

Tão perto de mim...

Tão distante de mim...

Talvez por ter-te procurado tanto,

Por ter insistido tanto na procura,

E por ter-te querido tanto,

Ter-te achado

Foi mesmo minha maior recompensa:

O último grande amor da minha vida!

 

                       Primeiramente aproximam-se discretíssimamente, tocando-se com tal leveza e discrição que por pouco não se deixou de perceber.  Mas percebram.  Depois, novamente, levemente, roçam-se, tocam-se e, por fim, embaraçam-se numa tal complexidade, tamanha, intrincada e inexplicável sucessão de embaraçados que a cada nova volta mais se uniram aquelas duas improváveis linhas que o destino e o acaso uniram.  

ACIMA: Istambul, fé e história

ABAIXO:  Praga, romântica em cada esquina

 

                       Todo amor correspondido é belo, será sempre um magnífico privilégio que a vida nos proporciona.   Amar só é menos precioso do que a maior e melhor de todas as licenças da vida: viver.  Poucas coisas podem ser mais dignas de agradecimentos do que vivermos um grande amor, especialmente se por circunstâncias cronológicas tudo nos mostre que ele será o último grande amor de nossas vidas. É por isso não se pode deixar de agradecer, reconhecer, cuidar e respeitar o amor, especialmente o último grande amor de nossas vidas. 

 

 A bandeira turca e o "Pavilhão Bagdá" no Topkapi 

                         Ah!, como eu agradeço. Agradeço sim, mais uma entre tantas outras vezes que agradeci e agradecerei à vida por ter me proporcionado a mais encantadora chance de viver um grande amor plena e incrivelmente correspondido.   

 

 Praga, nos livros turísticos e nas torres ponteagudas 

_____________________________________

Um amor todo mundo tem, mas...

                          UM amor todo mundo tem, já teve ou terá.  Um grande amor, todavia poucos têm, e muitos não sabem diferenciar um grande amor de um amor comum, simplesmente porque jamais o viveram.  Por favor, querido leitor, não creia que eu menospreze amor de qualquer tamanho ou forma. Amor sempre vale a pena. E seja lá de que tamanho e natureza for.  Amar, seja lá em que forma e dimensão, por quem ou pelo que quer que seja, sempre valerá. 

                         Mas para que a amada seja um grande amor é preciso diferenciar-se na multidão.  É preciso até que não saibamos exatamente como explicar porque ela é assim tão diferente das demais. 

                          É preciso que ela - a amada - tenha nos tocado o coração e a mente muito antes de a termos tocado fisicamente.  Que tenhamos a sensação de que a amamos mais um pouco a cada dia, que nos surpreendamos que hoje a amamos mais do que ontem e que a amaremos ainda mais amanhã.  É preciso mais, é preciso sentir que parece não haver fim no “um pouco mais a cada dia”.  É preciso ter a certeza de que a vida que resta ainda é pouca vida pra esgotar tanto amor.  Para viver um grande amor é preciso inundar-se pelo outro, sem que nos afoguemos de tanto amor, mas nos sintamos completos e preenchidos por dentro, em cada espacinho físico e intelectual.

Istambul 

 

                       É preciso querer ser um só, querer e gostar de ser dependente, assim como se depende de um órgão vital.  É preciso que se sinta muito mais por um olhar do que por mil palavras,  gostar do cheiro e do sabor, da textura e do desenho. É preciso sentir calor quando está frio, arrepios quando está calor.  É preciso ter dor quando se é saudável. É preciso experimentar taquicardia e disritmia. É preciso amar tudo, da voz ao jeito e de tudo o que é feito.  É preciso ver beleza em tudo, que se veja a amada sem máscaras, com a melhor das vistas desembaçadas.

 

O Four Seasons on the Bosphorus, Istambul chic

                       É preciso tremer as pernas, perder o jeito e o rumo.  É preciso um bom estoque de lágrimas, mas de felicidade. É preciso ter tanto o medo de perder quanto a segurança de ter.  É preciso saber que não é suficiente ser feliz, mas fazer feliz a amada. É preciso que os sorrisos sejam doces tanto quanto francos, que não se precise mais do que um olhar para se arrancar um sorriso.

 

O fabuloso Four Seasons on The Bosphorus de Istambul 

  

                       É preciso que não seja fugaz, mas audaz. É preciso sorrir sem motivo.  É preciso compreender as diferenças porque elas são assim tão poucas. É preciso perceber que a dor da saudade é a mesma dor da felicidade. É preciso ter ternura e serenidade para viver um grande amor.  É preciso declarar-se à amada e ao mundo. É preciso alimentar a amada com amor ao beijá-la com fervor.  É preciso ser sócio nos sonhos e nos alvos.  É preciso que não seja imposto, mas espontâneo o amor e o querer. É preciso chorar com aquela música, com um filme, um livro e uma declaração de amor.

 

 

                        É preciso ser um amor escolhido, que ele surja sem interferências, que seja ocasional. Que seja grande mesmo na distância, que se agigante na presença. Que se sinta o cheiro na ausência, que venha o sabor na lembrança. É preciso ser tão grandioso quanto a natureza e ao mesmo tempo tão simples quanto o prazer de dar as mãos. Que não seja chama, posto que será eterno, eternamente. É preciso que um grande amor seja um estado-de-espírito.

 __________________________________

3- Praga e Istambul - Para viver um grande amor

                       ISTAMBUL.  Esta é uma das cidades para as quais gosto muito de retornar. Revê-la e revivê-la sempre me proporciona grandes prazeres. Ela também me agrada bastante porque não é cara e torna mais fácil de realizar aquilo que mais gosto de fazer em viagens: me hospedar muito bem e comer igualmente. 

                        Ao escrever a primeira vez sobre Istambul aqui no FATOS & FOTOS de Viagens, jamais eu poderia supor que influenciaria a tantos leitores -  anônimos ou não -  a visitarem a Capital da Turquia baseados nos fatos, nas fotos e num texto apaixonado.  Que destino o meu!  Sem saber que o fazia, influencie até mesmo aquela que viria ser o grande amor da minha vida com quem eu revisitaria aquela cidade  anos depois.

 

 ACIMA: The Four Seasons on the Bosphorus

 ABAIXO: Come-se bem em Praga e IStambul 

 

                        Sim, Istambul é uma cidade onde come-se bem e dorme-se igualmente bem, mas a preços muito mais baratos do que no resto da Europa.  E visitar esta cidade acompanhado de um grande amor (que também ama esta cidade) é multiplicar por mil vezes os já excepcionais prazeres que Istambul me proporciona. Emocionante e extremamente prazeroso foi revisitá-la ao lado de meu grande amor.

Praga, romântica e culta

   

                      PRAGA.  Apenas quem a conhece pode afirmar porque todas as outras cidades da Europa parecerão um pouco mais feias depois da  estonteante Praga.  Não há cidade mais romântica e apropriada para se visitar com um grande amor.  Eu tive esse privilégio duplo: rever Istambul e apresentar Praga.

                     EM “A insuperável beleza de Praga”  e  “Istambul - Para viver um grande amor” - em breve no Fatos & Fotos de Viagens - o leitor acompanhará uma série de capítulos sobre as duas cidades encantadoras como nunca,  revisitadas e refotografadas, cujos relatos terão meu habitual empenho e capricho para que você, leitor, tenha o melhor que me for possível lhe proporcionar.

                      Até lá, aguarde o último capítulo de Roma: “Ir a Roma e não ver o Papa  -  QUEBRANDO MITOS EM ROMA”! 

                  FELIZ NATAL A todos!

 

Reader Comments (67)

Só para dizer que este foi provavelmente o melhor post aqui publicado, e até o digo com uma lágrimazinha a querer cair em cima do teclado, chuif...

Só me resta desejar um Feliz Natal.

Saudações do Roadrunner!

12:41 | Unregistered CommenterROADRUNNER

Uauuuu!!! Que Lindo!

Que texto maravilhoso! Um presente para a sua Amada, "nossa querida", e para seus leitores também!

Devo dizer, sem vergonha, que também tenho mais do melhor da vida. Sei bem o que é sentir o cheiro e o sabor mesmo na ausência...(qdo meu amor morou fora). Saúde e amor em sua plenitude é o melhor que podemos ter e querer nessa vida, não é mesmo?!

Fico muito feliz em saber que vocês encontram-se nesse "estado de graça"!

Praga, realmente, é uma das cidade mais lindas que já visitei! Istambul ainda não conheço...mas, não tenho dúvidas que acertaram em cheio no roteiro dessa viagem tão romântica! Parabéns! ;)

Um lindo Natal para vocês dois!

Amem-se sempre e muito!

12:48 | Unregistered CommenterPaula*

Uau! Lindo, lindo, lindo o texto. As fotos nem precisamos comentar, maravilhosas como de costume. Parabéns queridos Arnaldo e Emília!

Arnaldo, q post! Uma imensa declaração de amor a uma das pessoas mais queridas q a blogosfera me trouxe! Se abrir um blog vale a pena por cultivar amizades como a de vcs, pra mim, já é mais-que-suficiente. Um encanto. Amor transbordando: esse é o verdadeiro espírito natalino.

Aguardo vcs para um maitai à beira do Oceano Pacífico...

Um grande beijo aos 2, queridos amigos. :)

Que seja infinito essa beleza de sentimento, que vocês sejam sempre assim felizes. E que nós, seus leitores, nos beneficiemos sempre com seus textos maravilhosos e fotos fantásticas.
Ho! Ho! Ho!

16:15 | Unregistered CommenterMarcie

Essa é uma das declarações de amor mais lindas que já vi. Me pareceu um conto de fadas, maravilhosamente ilustrado.

Que o amor de vocês prospere a cada dia e inspire muitas outras viagens e muitos outros posts como esse.

O que posso dizer depois de receber a mais linda declaração de amor? Dessas de fazer o coração disparar, deixar as pernas bambas e as mãos tremendo? Um post desses é para se agradecer olhando nos olhos e não através de linhas mal escritas...
Obrigada a você, Arnaldo...e por você, com esse amor que foi um grande presente para mim, inesperado e maravilhoso. E que continue sendo: maravilhoso, surpreendente, inesquecível...
E agora vou voltar ao começo, para ler mais uma vez...e mais uma...

21:22 | Unregistered CommenterEmília

Aaaaai, que delícia de ler! Já não bastasse os textos e as fotos sempre magníficas, dessa vez falando sobre um amor lindo e merecido por ambos. Parabéns aos dois e muitas felicidades em 2010. Beijins

21:40 | Unregistered CommenterMeilin

Ter saúde, amar, ser amado, ser feliz...
É isto mesmo. E mais algumas coisinhas. Entre elas ter o prazer de conhecer (cada vez mais) pessoas tão bacanas como vocês e ver que estâo trilhando um ótimo caminho (parecido com o nosso).
Tremendo post, tremendas fotos!
Como você mesmo diz : maneiiirooo!!
Ao Rio, a Índia, as próximas!!
Bjos pros dois dos Luz, Re, Dé e Edu.

Eh isso mesmo, Emilia...o q fazer depois de ler uma declaracao de amor dessas? Ler, ler, reler, e ler outra vez... Lindo, lindo, lindo. Emocionante. Que delicia ver que conhecemos gente tao interessante nos ultimos tempos e que essas pessoas podem, literalmente, e, tomara, definitivamente, se encontrar, no sentido mais amplo dessa palavra. Que vcs sejam assim felizes, juntos, sempre.

Lindíssimo, Arnaldo! Parabenzíssimos à Emília e a você pela maravilhosa história de amor. O amor é a melhor das viagens!

7:53 | Unregistered CommenterRiq

Obrigada a todos vocês, muito queridos, que deixaram todos esses comentários amorosos, positivos, alto-astral...É muito emocionante receber todo esse carinho, para adicionar a tudo o que já senti recebendo esse post como presente. Posso falar por mim e também pelo Arnaldo que nos sentimos muito felizes e honrados...
Beijo para todos!

10:56 | Unregistered CommenterEmília

Muito lindo mesmo!!
O post, a declaração, as fotos, o sentimento... Que sejam muito felizes os dois!
beijos e feliz Natal!!

11:23 | Unregistered CommenterLena

Eu sabia que tinha "coisa" por aí, rs... Quando tive a oportunidade de conhecer vocês dois em São Paulo notei que havia algo de especial entre vocês (paixão não dá pra esconder). Desejo ao casal a maior felicidade do MUNDO!

Bjs

Zé.

11:30 | Unregistered Commenter

Lindo como um amor que vale uma vida...
Beijos, queridos!!
Saudade de vocês...

11:58 | Unregistered Commenter

Sem duvida, um dos textos mais lindos que ja tive oportunidade de ler ...e ainda mais precioso, por ter sido publicado em dezembro, mês particularmente penoso para muitas pessoas, como eu, por trazer muitas lembranças de pessoas queridas que já partiram...a declaração de amor, ou melhor, a declaração à vida, toca fundo a alma dos leitores e inspira muito a viver uma vida mais prazerosa...com todo o carinho, desejo a vcs, Arnaldo e Emilia, um feliz natal e um ano novo maravilhoso... obrigada por dividir conosco uma declaração de amor tao maravilhosa...

11:58 | Unregistered CommenterHelo

Um texto delicioso, romântico, profundo, expressivo e eufórico (como o amor mesmo)
A vida dá surpresas e eu estou agradavelmente surpreendida. Certamente uma história incrível!!!... e como fundo Praga e Istambul...
Parabéns pela história da amor
e FELIZ NATAL!!!

12:05 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo e Emília,

Realmente a estória de voces é sensacional, daria um livro. Fico feliz por voces e por poder testemunhar este afteo entre pessoas tão queridas. Que voces sejam muito felizes!!! JB

13:36 | Unregistered CommenterJB

Arnaldo, Passei a acompanhar seu site exatamente por conta da minha paixão por Istambul. Imagino que desfruta-la acompanhado do seu grande amor deva ser sublime. Apesar de ainda não conhecer, esse ano se td correr bem irei com meu marido realizar a viagem dos meus sonhos pela Turquia. Gostaria de saber qual é o melhor bairro para ficar hospedada em Istambul? Sultanahmet? Um grande abraço e obrigado por me fazer viajar por tantos lugares lindos, com tantas dicas interessantes. Grande abraço, Flávia Mendes

Oi, Arnaldo, tudo bem?

Aqui é Jeanne, sou repórter da revista Sorria, uma publicação sobre felicidade e prazeres simples. Estou preparando uma reportagem sobre o acaso, coisas inesperadas que acontecem em nossa vida, e pensei que a história de como conheceu sua esposa, via comentário de blog, tem tudo a ver com a matéria! Me passe um contato de e-mail seu, para podermos falar, ver se vocês topam aparecer na matéria?
Obrigada!
Jeanne callegari
jeanne@editoramol.com.br

Nossa Arnaldo,
que lindo! você colocou em belíssimas palavras toda uma visão esplendorosa de vida, de viver, de ver as coisas... comungo de forma muito íntima de tantos desses valores que só não cheguei às lágrimas de fato pq estou no trabalho neste instante... Mas meu coração está repleto de felicidade! que genial você, parabéns pelo texto!
um ótimo Natal para vc e para a sortuda da Emília :D aproveitem muito e divirtam-se sempre...
até 2010!!

15:51 | Unregistered CommenterCamilla

Oi Arnaldo! Lindíssimo texto - como sempre.. Mas esse, sem dúvida, bem especial! fico mt contente de saber que vc está tão feliz!
Saudades!!!
Um gd bj

Marcella

Celebrar e compartilhar é o melhor caminho para o portão de embarque da melhor viagem de todas! Estávamos lado a lado quando vcs se conheceram pessoalmente e o que lembro do comentario do Arnaldo foi mais ou menos assim:"incrível conhecer a Emilia, ela é um doce"! Felicidades e vida longa ao casal da bóia !!!

16:20 | Unregistered CommenterSylvia

Oi, Arnaldo! Simplesmente fiquei encantada com seu relato.... Conheço as duas cidades mas fui sozinha.....quero retornar em grande estilo assim como vc o fez. Parabéns e felicidades!!! Luisa Freitas

Desde que eu soube das novidades em São Paulo (na época, eram novidades...) que uma frase de uma música do John Lennon me vem à cabeça quando penso na história de vocês: "Life is what happens to you / while you're busy making other plans..." Viva o acaso - e os encontros! Felicidades, muitas, aos dois! ;-)

16:57 | Unregistered CommenterCarla

Muiiiitas felicidades e muiiito amor pra vcs.

Como é que eu não sabia ? Passarinho não vem me contar essas novidades aqui na Bélgica :)

18:02 | Unregistered CommenterDani G.

Arnaldo

Parabens pelo texto, e muitas felicidades, voce merece! A Emilia, tambem, nao ha quem nao se sinta tocado com uma enorme declaracao destas! Que o amor continue e se amplie!

18:30 | Unregistered CommenterErnesto

Arnaldo

Post inspiradíssimo, verdadeiro "tour de force" em expressividade e sensibilidade. Admirável! Foi e é um prazer conhecê-lo através da nossa querida Emília, que merece (e vc também, claro) ser muito, muitíssimo feliz.

18:32 | Unregistered CommenterRodrigo

Como uma boa senhorinha fiquei deliciada a ler o post, mas também os comentários... confesso. Casei há quinze anos mas continuo apaixonadíssima pelo meu marido. O grande teste? Sentir cada viagem a dois como uma lua de mel, tal é o entusiasmo e a alegria. Sim, já visitámos Praga e Istambul e adoraríamos revisitá-las com mais tempo (pecado mortal esta confissão, mas lá vai - das duas vezes estávamos empacotados).
Muitos beijinhos
Quando passarem por Lisboa digam, gostava imenso de os conhecer (vivo a 40 Km)
Isabel

Arrasou Arnaldo ! Linda declaração de amor, como eu não via há tempos.
Parabéns ao casal. Sejam felizes e viajem muito.Boas Festas

20:45 | Unregistered Commentersergio

Da série O Amor é Lindo. Parabéns, boa sorte e prestem atenção nos cruzamentos. Uma montanha de bons desejos.

E Istambul continua linda... como o Rio de Janeiro.

Aquele abraço

21:11 | Unregistered CommenterBeto

Suas fotos são lindas. A do casal tcheco é maravilhosa. Parabéns.

21:37 | Unregistered Commentergabebritto

Lindo, lindo!!! Que vcs continuem apaixonados assim pelo resto da vida!!!

22:42 | Unregistered CommenterLu

Pessoal, que história legal! Fico feliz, mesmo só os conhecendo 'blogosfericamente'. E muita, MUITA felicidade procês!

tim tim!!

Caro Arnaldo, acompanho seu site há uns dois anos mais ou menos sempre anonimamente..acho que fiz um comentario somente parabenizando pelo excelente trabalho! Mas agora tenho que dizer que seu texto me emocionou muito..lembro bem esse seu texto sobre Istambul! Eu fui um dos leitores influenciados a desejarem visitar a Capital da Turquia baseados nos fatos, nas fotos e num texto apaixonado! Desde então fiz cursos de fotografia profissional (para tentar tirar fotos tão bonitas..), viajei para Europa, mas não consegui realizar, ainda, o sonho da Turquia, que depois desse post, ficou mais forte! Obrigada e Muitas Felicidades para vcs! bjs, Fernanda

Que lindo! Queria poder ter escrito essas mesmas palavras!

13:58 | Unregistered CommenterLalá

Que lindo! Não há mais nada a dizer! Parabens!! Estou começando meu blog e hoje tive a sorte de entrar em seu site! Esta primeira parte que li de Praga me deixou mais encantada pela cidade.. Ainda vou para lá! Abraços

16:11 | Unregistered CommenterVivian

Grande Arnaldo, mais uma vez um excelente artigo. Depois que "achei" por acaso essa preciosidade de blog, passei a visitá-lo no mínimo uma vez por semana. Já tinha planos de viajar no início de 2010 mas com os seus relatos e dicas esse desejo foi aprofundado e antecipado. Parabens pelo relato, quase uma epopéia romântica, e felicito-lhe por ter alcançado o tão almejado grande amor. A maioria, como eu, ainda vive das paixões e dos amores, o grande amor ainda parece distante e uma coisa que só vivenciamos em nossos mais loucos devaneios. Espero que, apesar de concordar quando dizes ser a vida um misto do previsível e do aleatório, contribuir para que o destino conspire a meu favor. Desejo-lhe um fim de ano com muita felicidade e prosperidade. Abraço.

18:21 | Unregistered CommenterFelipe

Arnaldo e Emília. Muitas felicidades.

18:34 | Unregistered CommenterEunice

Estou há 3 dias tentando ler esse post, mas agora entendi pq tinha que esperar até hoje, após dormir nos braços do meu amor... que o acaso tb me trouxe de volta e de um jeito diferente (vou mandar o link para ele). Quisera escrever tão bonito - o post, a declaração - quisera tirar fotos tão lindas - de acordo com gabebritto, a foto do casal em Praga olhando para trás, lado é simplesmente deslumbrante, mágica, poderia ser de vcs dois, lindos, a que o acaso também me fez saber que o destino uniu. Muitos acasos, muitos destinos se cruzando como o dessa intensa tripulação, muitas viagens, muito amor, muita alegria, assim foi 2009 e assim será 2010. Parabéns Arnaldo e Emília por nos proporcionarem esse post tão lindo!!! Obrigada por compartilharem conosco essa viagem incrível - tanto a física quanto a espiritual - que assim seja sempre!

18:12 | Unregistered CommenterCristina

Que bela surpresa - Amor, Praga, Istambul - e que belo texto, Arnaldo!

Não sabia de sua história com a Emília; que sejam muito felizes, sempre.
O amor é um milagre e concordo que nem todos têm/tiveram a oportunidade de viver um grande amor e, você ao vivê-lo dessa maneira tão completa/intensa, não sei se por acaso (?), adicionou duas percepções que tenho e que as comprovarei, ou não, nos próximos meses: é que penso que se falássemos nos sentidos do amor, Praga, certamente, seria sua visão e Istambul, seu olfato.
Que você, Emília e os colegas do blog recebam meus melhores desejos de felicidades nesse Natal e Ano de 2010.
Beijos

14:22 | Unregistered CommenterAna Mendes

simplesmente magnifico...

Arnaldo,
estava querendo ler muito esse post...mas esperando pra ler com calma pra prestar atençao.
Eu fui uma das pessoas tocadas pelo outro relato de Istambul (e você sabe que até fui parar lá)...mas esse post está muito melhor...amei o texto! amei as fotos! amei o que você conseguiu passar parar todos nós!
A parte do acaso me fez lembrar também de tantas coisas...
Fico muito feliz por vocês!
Beijos e espero encontrá-los mais!

0:07 | Unregistered CommenterCarlaZ

Lindo, lindo, lindo!!! Tudo! O texto, todo o amor declarado, o que está nas entrelinhas e a vontade de compartilhar o sentimento com o mundo. Pura poesia, paixão verdadeira, daquelas que contagiam.

Hoje foi a minha primeira visita ao blog. Estava procurando um destino para a minha lua-de-mel, pois tihamos pensado no caribe e hoje me deu uma vontade imensa de mudar o roteiro e felizmente me deparei com o texto mais lindo, profundo e romântico que já li. Desejo tudo de melhor pra voces dois.
Obrigada por compartilharem essas fotos maravilhosas e esta historia lindissima.

Arnaldo que Post lindo! Um dos mais, se não o mais lindo e inspirador de todos! Provavelmente por estar envolvido por tanto amor!Lindo, lindo!
Só queria aproveitar e desejar p/ vc um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo p/ vc e a sua família! Que 2010 seja repleto de muitas felicidades, saúde, viagem e amor, sempre ele!
bjusss

19:02 | Unregistered CommenterGuta

Caro Arnaldo,

Desculpe-me pelo atraso da presente resposta. Culpa tão minha quanto sua. Quando li seu e-mail, achei tão magnífico (por que escrever tão bem assim?) que me senti incapaz, naquele momento, de escrever qualquer coisa à altura (não que o presente seja à altura, mas vamos lá).

Agradeço desde já pelos elogios, ainda que indigno deles.

É véspera de Natal.

Olhando para trás, vejo enormes mudanças enfrentadas. Desse enfrentamento, grandes conquistas.

Pessoalmente vivi momentos altos e baixos. Estes em muito superados por aqueles.

Alegria maior sinto ao ver minha amiga Emília realmente feliz, algo que não percebia nela, neste grau tão arrebatador e irradiante que agora testemunho. Como se as potências revelassem-se ao infinito: "Escravos cardíacos das estrelas, conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama". As palavras de Fernando Pessoa ganham mais sentido entre vcs dois.

A projeção do que virá? 2010! Com ele descortina-se a dança dos acontecimentos que dependem e daqueles que não dependem de nós, temperados, contudo, por tudo que podemos contribuir. Porque é nossa contribuição feliz, de amor e paz que evoca mais amor, alegria e paz.

Faço votos para que encontre o tempero correto de 2010, e que vcs nos encantem ainda mais.

Sua homenagem à Emília é uma homenagem ao próprio amor.

E amor é o que desejo para vc, sua família, e todos nós!!!

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

É o que deseja o amigo,

Luiz Renato.

Parabéns aos dois por serem pessoas generosas, inspiradoras e merecedoras de tamanho amor!!!

8:55 | Unregistered CommenterRosa

Adorei o texto. É impossível descrever o quanto ele me emocionou. Li ontém à noite e estou relendo agora de manhã. Parabéns e felicidades a vocês pela sorte que a vida lhes proporcionou.
Luciana

7:12 | Unregistered CommenterLuciana

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