CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Segunda-feira
Fev162009

Malásia: Kuala Lumpur, todas as Ásias numa só  

                      

  Sorrisos malaios - Galeria de Pak Leh - Flickr

                            ELES podem ser largos, discretos, exagerados, espontâneos, dissimulados, apaixonados, falsos, forçados, amarelos, engraçados.  Sorrisos são assim, diversificados.   Mas os sorrisos malaios inserem-se numa categoria especial: os genuínos.  Diferem dos sorrisos “bangkokians” -  os complexos, e também dos “singaporeans” - os plásticos. 

                           ESSE gênero de sorriso - ou sorriso ideal - até já recebeu uma definição técnica: “sorriso de Duchenne”, homenagem ao fisiologista francês que em 1862 estudou detalhadamente os músculos envolvidos no ato de sorrir.  Segundo ele, nos sorrisos genuínos os cantos da boca se erguem, as pálpebras se apertam, formam-se discretas rugas em torno dos cantos dos olhos e as maçãs do rosto se elevam. Para além de genuínos, francos, por vezes são encantadores, especialmente nas meninas e moças com seus lenços à moda muçulmana postos de maneira padronizada e cuidadosa sob as cabeças, cobrindo cabelos, orelhas e pescoços. Quando são dirigidos a nós, e muitas vezes ao dia serão, não há como não nos encantarmos e percebermos sua genuinidade. Experimente um sorriso malaio e note a diferença.

    

                                      TODA cidade tem sua marca registrada e Kuala Lumpur tem nas Torres Petronas - aquelas que já foram os maiores arranha-céus do planeta - o símbolo que a projeta para o Mundo.  Todavia é o sorriso malaio que marcará mais fortemente o visitante, algo que se percebe desde o primeiro contato com o solo malaio:  um povo que sorri.   

 

 

    

Kuala Lumpur é um misto-quente oriental com recheio indiano, chinês e árabe, com tempero inglês

 

 

 

                            METADE da população malaia é muçulmana, resultado da conversão ancestral feita por comerciantes árabes séculos atrás nos indígenas malaios.   Mais tarde, junto com os britânicos vieram os indianos. A mistura de cinco povos - indígenas malaios, chineses, indianos, ingleses e árabes - formou a base da população malaia atual, composta de 25% de chineses, 7% de indianos e o restante de malaios e de meia dúzia de caucasianos. 

 Palácio do Sultão Abdul Samad (Merdeka Square) - Os muçulmanos andaram pela Malásia

 

 

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 "A cidade parece ter saído incólume do turismo de massa. 

É ela que absorve o visitante, não o contrário"

     

Kuala Lumpur e seus contrastes (detalhe de fachada em China Town e das Petronas Towers)

                              SOB o olhar de um viajante ocidental, Kuala Lumpur sempre surpreenderá.  Seja pela simpatia congênita estampada nas faces e nos sorrisos, seja pelo conteúdo da cidade.  O jeito é cosmopolita, mas cheio de surpresas.  Kuala Lumpur é o  feliz resultado de uma mistura de modernidade, cultura e extravagâncias em doses muito bem equilibradas.  Esta encantadora cidade é  um misto quente multicultural com um recheio de sabor e textura incomparáveis.

   

 Misto quente cultural: recheio árabe, indiano e chinês e tempêro inglês           

As Petronas Twin Towers vistas do mirante da Torre Menara KL 

 

 

                             HÁ cidades com nomes tão exóticos que parecem não existirem no mapa mundi. Tuvalu, Tirana, Timbuktu, Zimbabwe, Butão, Burquina Faso, Togo e Kuala Lumpur são  alguns um deles.    Além da sonoridade esquisita de ´Kuala Lumpur´,  seu significado também é estranho: significa algo como  "confluência elameada”,  uma alusão aos dois rios - Klang e Gombak - que juntam-se no centro da cidade onde outrora era um sítio pantanoso.  

    

As belíssimas, intrigantes, onipresentes Torres Petronas colocaram Kuala Lumpur no mapa dos "Tigres Asiáticos"

                            A hospitalidade malaia, a infra-estrutura turística e de locomoção, o equipamento urbano, a tolerância e a educação do povo são notáveis elementos que conquistam e preservam o turista.  Para um viajante torna-se ainda mais marcante estar num país onde o turista não é visto como uma “presa”, apenas uma valiosa oportunidade de algum "ganho" e que se dane tudo mais.  Além disso, todos - do motorista de taxi ao vendedor de comida em banca de rua -  compreendem e falam inglês e até mesmo arranham espanhol e francês.  KL é "tourist friendly" e todo turista que não se envergonha de ser e paracer turista ama esta característica! Eu, inclusive.

 

   

Merdeka Square (Praça da Independência) - A Kuala Lumpur inglesa

   

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"Não tem a imponência de Bangkok nem o luxo e a riqueza de Cingapura,

mas tem muita personalidade, é eclética, mista, atraente,

sedutora e agradável de se ver e estar"

 

   

 Merdeka Square 

                              "KL"  - como intimamente é chamada pelos malaios - é o epicentro político, econômico e cultural do país,  o  “Coração do Tigre Asiático” e tecnicamente reconhecida como uma “global city” - algo como ‘cidade da economia global’.   Todavia, a despeito de sua universalidade e contemporaneidade, de ser um centro asiático de referência mundial e cosmopolita como ela só, tem coração e mente. Tem gente simpática e de sorriso franco, hospitalidade genuína, calor inconfundível.  

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"Sol ardente, tráfego chocante e edifícios cintilantes. 

KL não chega a ser tão lustrosa quanto Cingapura nem tão insana quanto Bangkok. 

Tem personalidade mais discreta que a última, todavia mais charme que a primeira"

 

 

     

KLCC Park - o "Central Park" de Kuala Lumpur - foi projetado pelo brasuca Burle Marx

 

 

 

                            AFIRMAM estudiosos que a simpatia malaia é congênita. Congênita e altamente turística.  Para além dos hotéis de primeiríssima, excelentes restaurantes de cozinha variada, vibrante misto de culturas e estilos, eficiente infra-estrutura de transportes, Kuala Lumpur ainda é um grande destino com pequenos preços, ao menos entre os mais econômicos do planeta e mesmo do sudeste asiático.

 Abaixo: Templo Sin Sze Si Ya (China Town, Kuala Lumpur)

 

Templo Sin Sze Si Ya (China Town, Kuala Lumpur)

      

                              KUALA LUMPUR tem todas as marcas registradas das outras capitais do sudeste asiático: o tempo é quente, as compras são baratas, o tráfego é caótico, há muita gente e a comida um espetáculo.  Uma visita à Capital da Malásia é uma das mais apropriadas maneiras de conhecer a Malásia e mesmo de ser apresentado ao sudeste da Ásia. Testemunhe essa realidade.

   

 

Restaurante popular em Chinatown 

                           A expressão Selamat Datang! - o “Bem-vindo” malaio - é, perceberá o visitante, uma saudação tão genuína quanto o sorriso de seu povo.  Há um sentido real, especial.  

         

O lado árabe de Kuala Lumpur 

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O limão, o abacaxi e a jaca

                             ALGUÉM já disse que se fosse possível comparar três grandes capitais do sudeste asiático a frutas tropicais, a imaculadamente limpa e verde CINGAPURA seria um limão,  a saborosa e aromática KUALA LUMPUR seria um abacaxi maduro e BANGKOK seria uma jaca, aquela fruta feia por fora, rica por dentro, que precisa ser "descascada" para revelar um interior imponente.

             

  

Kuala Lumpur cheira a cravo, canela, curry, noz moscada, páprica,

a satay, à asquerosa durian, aos agri-doces incensos e à fumaça de carro

 

                          KUALA LUMPUR  tem odor, sabor e aparência marcantes, ainda que discretos.  E eles já se mostram desde o primeiro contato.  Não é preciso ir tão a fundo quanto em Bangkok para se gostar dela. Gosta-se e pronto, ao primeiro olhar, ao primeiro contato, ao primeiro odor.    Após visitar estas três Capitais pude compreender o quanto a analogia com as frutas é tão adequada.  Mais do que isso, simples e perfeita.  O limão, o abacaxi e a jaca.  Neste caso, substitua a jaca pela durian e tenha a mais feliz das analogias simplistas para comparar e definir uma cidade.

                     

                          ESTA é de fato uma cidade aromática e doce como um abacaxi maduro, mas quem a visita certamente não terá como lembrança olfativa o dessa deliciosa fruta.   Kuala Lumpur cheira a cravo, canela, curry, noz moscada, páprica, satay, a fumaça de incensos e de carro e finalmente à asquerosa durian, de tão desagradável cheiro que chega a ser proibida em lugares fechados.

  

Templo Sri Mahamariamman  - A Índia em Kuala Lumpur

   

                      GRANDE parte da sedução que um visitante ocidental recebe numa Capital do sudeste asiático sem dúvidas se dá pelo olfato. É assim em Bangkok, em Cingapura e não poderia deixar de ser em Kuala Lumpur, cujos mercados de comida e bancas de rua exalam odores de seus brazeiros e fogões, os chicken satays encabeçando a lista dos mais intensos.

 

     

Arábia, Índia, China e Sudeste asiático. Kuala Lumpur é um misto-quente

                       É uma Ásia globalizada sim, mas ainda com personalidade, uma ótima cidade para introduzir-se ao sudeste asiático: tem estrutura e conforto, as coisas funcionam e é turisticamente amigável, o que a torna uma das mega cidades da Ásia ideais para um primeiro contato com o continente, par-e-passo com Bangkok, Cingapura, Xangai, Hong Kong e Shenzhen. 

Estação antiga de trens 

                       EQUILIBRA perfeitamente o caos e a ordem. O sudeste asiático é uma das cinco regiões da Ásia e engloba uma parte do continente, incluindo a Indochina e uma grande quantidade de ilhas, cujos países que fazem parte desta região são: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Mianmar, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.

   

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 Baunilha com chulé                        

                         DURIAN, a “rainha das frutas da Ásia” é desprezível, detestável, asquerosa, espinhuda e parecida com uma jaca.  Segundo os que a conhecem e apreciam, quanto mais forte seu odor, melhor ela estará para ser comida. Todavia ela ser vendida em pedaços e aberta, dividida em quatro e colocada em bandejas plásticas envoltas em filme plástico, elas podem ser adquiridas inteiras.  Estão maduras quando uma batida em sua casca produzir um som ôco e seco. Um "tank", exatamente como na jaca. 

                         

Para aqueles que não gostam de Durian, ela cheira a um bando de gatos mortos”,

Entretanto, quando se aprecia a fruta, o cheiro não ofende tanto, ao contrário, torna-se um atrativo e o faz babar como um cão Mastiff.

Bob Halliday, escritor crítico de comida baseado em Bangkok

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                        QUEM conseguir passar por seu cheiro forte e desagradável sentirá o delicioso, doce sabor de sua cremosa polpa, exatamente como o da jaca. O odor é um misto de baunilha com chulé.  Dizem que cientistas tailandeses estão estudando a possibilidade de desenvolverem uma espécie de Durian sem cheiro.  Ainda que seja nativa de Bornéu, a Tailândia é considerada sua pátria-mãe, onde foi introduzida no século 18, tendo tornado-se seu maior produtor e exportador. Mas a durian é popular em todo o sudeste da Ásia,  do Vietnam a  Myanmar, da Malásia a Cingapura, da Índia ao Sri Lanka, de Mindanao às Filipinas. 

 

   

O ônibus "ho on-hop of" trafega o dia todo e para nos principais pontos turísticos da cidade por 10 dólares

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O Novo e o velho, a ordem e o caos 

                       TODA cidade precisa ter equilíbrio entre ordem e caos para que seja atraente tanto para quem a visita quanto para quem nela vive.  É ele, o equilíbrio, que torna as cidades interessantes na essência.  Sem ele, cidades como São Paulo, Hong Kong, Nova York, Bangkok, Rio de Janeiro e Kuala Lumpur seriam insuportáveis.  Caso o desequilíbrio tenda para o lado do caos, a cidade tende a sufocar e é possível até que agrida muito mais do que simplesmente incomode, aflija, inquiete. Nova Delhi e Mumbai são bons exemplos de desequilíbrio extremo entre caos e ordem.  Por outro lado, se o peso inclina-se extremamente para o lado da ordem, a cidade pode tornar-se plástica, estéril, fria, sem personalidade. 

 

   

O velho e o novo, a ordem e o caos...

   

 

Kuala Lumpur é viva, vibrante e moderna como as mais modernas

Capitais do ocidente, todavia muito, muito mais barata

 

O novo ao fundo, visto do Le Meridien Kuala Lumpur 

 

O novo em Kuala Lumpur: a Estação Central de Trens e Metrô e os hotéis Hilton e Le Meridien 

                      NA natureza tudo tende a desordenar-se naturalmente e é precisamente nas cidades que o homem mais interfere tanto no seu reordenamento quanto na sua desorganização.  O domíno do seu trânsito, sua despoluição, o controle da vazão de seus rios, a condução de suas águas e seus restos para lugares adequados, a definição dos parâmetros de suas contruções, enfim, uma infinita lista de atividades permanentes necessárias para que haja equilíbrio entre a ordem e o caos nas cidades.

 

     

                       TORNAR uma cidade como Kuala Lumpur equilibrada é resultado da competência do homem, já que o que é verdadeiramente natural é que que as coisas sejam e fiquem desorganizadas. Esta é a diferença entre um bom ou mau administrador, sua capacidade de enfrentar e gerir o caos, já que organizar é sempre anti-natural, muito mais laborioso, oneroso e dispendioso do que deixar desorganizado.

  

                        SOL ardente, tráfego chocante e edifícios cintilantes.  KL não chega a ser tão lustrosa quanto Cingapura nem tão insana quanto Bangkok.  Tem personalidade mais discreta que a última, todavia mais charme que a primeira.   Para quem não a conhece, talvez seja difícil acreditar que uma cidade cujo símbolo sejam duas cintilantes torres chamadas Petronas seja capaz de ter tanta personalidade.  Mas tem.   Kuala Lumpur é uma cidade esperta, tem caráter e essência marcantes, massa, conteúdo, volume.  É certo que o calor e as chuvas intensas, umidade do ar sempre perto dos 80% fazem de Kuala Lumpur uma sauna a vapor, mas uma sauna a vapor com muito caráter.

  

                        ESTA vibrante cidade - o que significa movimento permanente, trânsito terrível e muita gente - tem como símbolos as duas obras de engenharia e arquitetura mais onipresentes no horizonte: a KL Tower e as Petronas Twin Towers,  nas quais é possível subir aos seus respectivos observatórios.    As Petronas Towers eram até pouco tempo o maior edifício do mundo, marca atualmente alcançada pelo Taipei 101, em Formosa, que acaba de perder o posto para o Burj Dubai, com seus mais de 140 andares e 542 metros de altura, passando por algumas poucas dezenas de metros o arranha-céu Taiwanês Taipei 101, que tem “apenas” 508 metros. 

 

 

                       Em KL essas torres modificaram fortemente a paisagem e tornaram-se o símbolo da virada da cidade que passou a ser destaque no mundo, além de sua principal atração. E aos pés e ao redor das Torres Petronas fica o KLCC - Kuala Lumpur City Center - um parque verdejante, um oásis entre as cintilantes torres, projeto bonito e cuidadoso, limpo e agradável. Equivale minimamente ao Central Park de Nova York.   O complexo das torres engloba um shopping mall - Suria KLCC - e um parque tropical, o KLCC Park, desenhado por nada menos que o paisagista brasileiro Roberto Burle Marx.

 

 

   

                            KUALA LUMPUR tem arranha-céus bem concentrados em downtown, talvez menos compacta do que a de sua vizinha Cingapura, entremeada por um ou outro templo indiano, uma mesquita, um santuário chinês, um shopping mall e uma praça arborizada com palmeiras tropicais.   Convivem em harmonia templos religiosos com templos de consumo, a Mesquita Asy-Syakirin de um lado, o Suria KLCC de outro, com seus seis pavimentos de lojas repletas de meninas adolescentes com lenços na cabeça admirando e desejando, como em qualquer lugar do mundo civilizado, vitrines Moschino, Gucci e Armani.

 

   

    

                        SUBIR as Petronas Towers é um dos programas turísticos mais populares de KL, só que é praticamente impossível, por três simples questões: 1) é gratuito;  2) limitado a 800 pessoas por dia;  3) abre às 8 horas da manhã e às 7 já tem as 800 pessoas na fila.  Convenhamos, você não veio do Brasil até a Malásia para ser o 801º da fila e às sete horas da manhã! 

                      AINDA mais se você souber que o local de observação não é no topo do prédio como nas falecidas Twin Towers de Nova York ou no centenário Empire States Building.  Não.  Aquela passarela que liga as duas torres - chamada Skybridge -  está no 41º andar! 

                     É claro que dá vontade de subir ao seu observatório, ainda mais quem assistiu ao filme "Armadilha" (Entrapment), estrelado por Sean Connery e Catherine Zeta-Jones, filmado em 1999 e que em algumas de suas cenas mostrava os astros passando por cabos de aço dependurados por baixo da ponte entre os dois edifícos. Se puder, vá.

                      AS torres têm no seu desenho a maior curiosidade:  o arquiteto Cesar Pelli configurou-as como uma estrutura de aço e vidro, cujo formato lembra motivos da arte islâmica, reflexo da herança muçulmana malaia. Desde as características externas das torres, que lembram dois mnaretes gigantes, ao interior, onde tudo é desenhado com extremo bom-gosto sempre com motivos islâmicos. O resultado final é simplesmente belo.  

 

   

                       Solução: passe em frente ao prédio e com olhar de pouco caso siga em frente até a torre de TV KL Tower, popularmente conhecida como Menara Kuala Lumpur, de 421 metros de altura (a quinta mais alta torre de telecomunicações do mundo, onde por cerca de 20 Ringgit se consegue ir ao terraço panorâmico, o qual fica a 276 metros do chão, ou seja, 130 metros mais alto do que o observatório das Torres Petronas.  Sem filas.

   

“Num mesmo dia o visitante pode oferecer um palito de incenso

num templo chinês, passar diante de uma mesquita, encantar-se

com o canto melancólico de um muezin e extasiar-se diante de

um multicolorido santuário hindu.  Assim é Kuala Lumpur” 

 

Mirante do topo da Menara KL Tower, uma ótima opção ao mirante das petronas Twin Towers 

                      PARA os apreciadores da arquitetura e da arte expressa nas construções, KL é um delicioso destino.  Em outras palavras a cidade é notável por seus edifícios de linhas avant-garde e pela intrigante combinação de estilos ocidental e oriental.   Alguns dos bons exemplos de desenho moderno e arrojado são o Sultan Abdul Samad Building - projeto de um aquiteto britânico, o Dayabumi Complex - um edifício de 35 andares com elementos mouriscos e bizantinos, na Dataran Merdeka, o Istana Nagara – residência oficial do rei, a Estação Ferroviária Keretapi Tanah Melayu Berhad.  Todos são exemplos de inventividade e criatividade que resultaram linhas com muita personalidade.  Já era a globalização dando suas caras em 1800 e eles não sabiam!

 

Arquitetura ocidental no centro antigo de KL, em plena Chinatown 

  

“KL é um ótimo destino para o arquiteturismo”

  

                     NO quesito ‘arquitetura’ - desde a colonial, que se encontra nos arredores da magnífica Merdeka Square, passando-se pela dos templos e mesquitas, até os ultra-modernos espantosos arranha-céus - KL é definitivamente um grande lugar.  Explorá-la, do ponto de vista da criatividade e inventividade humanas a serviço do desenho de suas construções, é para além de uma surpreendente experiência, um exercício agradável e muito fotogênico.    Os marcos arquitetônicos da cidade (aqui apresentados em inglês, para facilitar o visitante) são: Petronas Twin Towers, Parliament, KL Tower, Sultan Abdul Samad Building, Kuala Lumpur Railway Station, Dataran Merdeka (Independence Square), National Monument e Agong's Palace ament.

     

O "pedaço"indiano de KL ( cena de rua e velas votivas ardendo num templo)

                                     A cidade é jovem, a mais recente Capital do sudeste asiático,  fundada logo ali em meados dos anos 1800.  É próspera, rica, atraente, sedutora.  Mistura charme colonial e modernidade sem perder identidade.  Lembra Cingapura, mas tem tempêro muçulmano.  Tem cara de megalópole mas são apenas 1.600.000 habitantes malaios, chineses e indianos, um misto étnico que evidencia-se em tudo, dos dialetos à comida, dos costumes à religião, do comportamento à maneira de vestir.  É compacta mas as distâncias são grandes: cada área pode ser explorada a pé, mas os deslocamentos entre elas deve ser feito de metrô ou de taxi. 

 

                                    KL move-se a impressionante velocidade em direção ao futuro.  Seu crescimento é uma realidade comum aos “tigres asiáticos”,  todavia tem sido um pouco mais evidente na Malásia, devido ao trabalho frenético de seu povo e ao resultado de um programa de governo do Primeiro Ministro Dr. Mahathir Mohammed, denominado "Vision 2020". 

    

O Clube de Criquet e um um pouco de ar'abia

                                    PARA quem gosta de comida asiática KL é um paraíso, especialmente na Petaling Street, China Town e Bukit Bintang, onde em toda rua há vários restaurantes de comida malaia, chinesa, indonésia, indiana do norte e do sul, além de portuguesa.

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Onde outrora eram minas de estanho e seringais, hoje ficam arranha-céus cintilantes

                    EM 1857 80 mineiros chineses contratados por um chefe malaio para explorarem minas de estanho, estabeleceram-se no pantanoso encontro dos rios Gombak e Klang.   Em pouco tempo a região transformou-se num boom da mineração e passou a exportar quase toda sua produção para a Inglaterra e América, então as locomotivas da Revolução Industrial, os "tigres ocidentais" de então.

 

   

   

 

                   151 anos depois, esta pantanosa confluência de dois pequenos rios tornou-se um ícone do progresso no sudeste asiático.  Lentidão encontra-se apenas nas águas dos Rios Gombak e Klang em seu eterno curso rumo ao mar.   Todo o restante do território antes ocupado por minas de estanho e plantações de seringueiras transformou-se numa vigorosa cidade de arranha-céus espetaculares, templos chineses e mesquitas. 

 

                     ASSIM como as demais capitais do sudeste asiático, Kuala Lumpur tem vida frenética, mercados tradicionais de rua e um bem preservado centro histórico.  Tal qual Cingapura, há dezenas de shopping malls refrigerados, espelhados e com lojas de griffes internacionais e locais, especializados desde eletrônicos a moda pura. 

     

                     MESMO o mais experimentado viajante não escapa de ser tocado por seus altos contrastes:  caminhar pelas ruas da compacta Capital da Malásia é como cruzar um ‘túnel do tempo’, em cujo deslocamento e outro o visitante surpreende-se com a modernidade ostensiva das Torres Petronas e do Golden Triangle mas é tocado pelo charme colonial, serenidade e singeleza das construções centenários cujas fachadas revelam discretos detalhes e linhas equilibradas.

    

                       AS fabulosas torres de vidro e aço cintilante  ‘olham’  de cima para ruas de casas e sobrados centenários e para os kampungs - tradicionais vilas malaias.  Vias elevadas modernas cobrem ruas estreitas que de tão congestinadas mais se parecem estacionamentos.    O passado lembra o período colonial britânico expresso nas fachadas das construções de  Dataran Merdeka -  ‘Praça da Independência’ - e  contrasta com o futuro resplandecente das cintilantes fachadas dos arranha-céus. 

 

 

                      SE em algum momento o visitante percebe a boa diversidade de restaurantes luxuosos de alta cozinha internacional e oriental, noutro é atraído pelos odores das bancas de comida de rua e dos centros de alimentação, mais uma característica comum às capitais do sudeste asiático.    As onipresentes e simples bancas de street food de Kuala Lumpur servem variedades asiáticas a partir de um dólar, tanto para executivos locais quanto para estrangeiros descolados e encantados. 

    

                       O visitante num momento poderá encontrar-se num shopping center refrigerado e luxuoso comprando um eletrônico high-tech e pouco depois sair dele para refrescar-se sob a sombra de uma palmeira no jardim de alguma mesquita. Ouvirá crianças de uma escola inglesa vestidas com camisas do Manchester United  e o canto melancólico de um muezim chamando para uma das cinco orações do dia.  Tudo com reflexos do sol brilhando nas fachadas de belíssimos edifícios espelhados.

    

                       AS diferentes influências e crenças milenares tomam de assalto os sentidos do visitante: são sons, cores e odores chineses, indianos, malaios, muçulmanos, salpicados de europeus de origem das colonizações holandesa, portuguesa e inglesa, tudo amparado pela mais respeitosa e civilizada tolerância, o que não deixa de ser também elevado contraste se dirigirmos o olhar para a intolerante e vizinha Indonésia. 

    

                       KL também tem sua Chinatown, sua Little India e seu bairro árabe.  São áreas boas de conhecer, passear, comprar e explorar.  Mas para ficar, hospedar-se,  o melhor bairro é Golden Triangle - onde ficam as Torres Petronas, a Torre Kuala Lumpur e os hotéis mais conhecidos, além dos shopping malls. 

 

                       E ainda que cultura e antiguidade não representem fortes motivações turísticas, a cidade tem museus como o Royal Malaysian Armed Force Museum, Museum of Asian Arts, Maybank Numismatic Museum, Royal Malaysian Air Force Museum, National Art Gallery e o MISC Museum. Como qualquer Capital, KL tem um zoológico, bibliotecas, night clubs, cassino, templos e igrejas, parques e jardins. 

 

                         O idioma oficiai é o malaio - Bahasa Melayu – mas o inglês é amplamente falado e compreendido, com forte sotaque, evidentemente.     Há uma variação peculiar do inglês, o "Manglish", ou Malaysian English, uma curiosa combinação de diferentes linguas faladas na Malásia com o inglês.   Além do inglês e o malaio, o chinês e alguns dialetos chineses também são ouvidos pelas ruas, assim como o indiano. Incompreensíveis, sonoros e curiosos.

    

 

                         METADE da população da Malásia é composta por malaios, povo originário do grupo racial malaio-polinésio, sendo que os primeiros chegaram à península em cerca de 2000 a.C., provenientes de Yunnan, China.  Em razão das influências de povos vizinhos, como Java, Sumatra, do cub-continente indiano, da China, do Oriente Médio, a cultura geral malaia foi moldada e remoldada ao longo da existência do povo. 

 

                         O fator fundamental da unificação do povo malaio é a religião islâmica.  Quase toda a população é islâmica, todavia há influências hindus e chinesas determinaram a absorsão de certos costumes e rituais incomuns no islamismo puro, imprimindo certas aprticularidades nas suas crenças e rituais, uma fusão de culturas que se manifesta também nas artes e em cerimônias, como por exemplo na do casamento, que incorporou elementos do hinduismo. 

 

                       O Kuala Lumpur International Airport fica a cerca de 30 minutos via o Express Rail Link (ERL), localizado no primeiro andar, que liga o aeroporto à KL Sentral Station.  É rápido e barato, custa RM$35 Ringgit por pessoa.

  

Voamos KLM de Amsterdam a Kuala Lumpur

Foto: www.airlines.net

 

Próximo Capítulo

 Cingapura - A "outra" Ásia - Luxo asiático no Século XXII

Reader Comments (20)

Que maravilha Arnaldo !!
Mas nem me fala em durian ... jurei que teria que ao menos tentar provar !
Até tentei, mas não consegui chegar perto nem com máscara :))
Uma ótima continuação até SIN !

Que maravilha,eu tenho Kuala Lumpur como minha cidade preferida,amo de paixao,obrigada pelo post delicioso,beijo

20:13 | Unregistered CommenterMel

OBRIGADO, SYLVIA, eu tentei, mas não deu! A jaca ao lado estava muito mais apetitosa, mas...era manuseada na rua assim meio nos estilos "indiano" e "chinês" de ser...

OBRIGADO, MEL. É bom rever pelo olhar de outra pessoa uma cidade que a gente gosta. Eu ainda escreverei mais sobre KL em próximo posts.

Arnaldo, nas suas viagens eu percebo um espírito de descobridor, e é preciso coragem para tantas aventuras. Parabéns por captar coisas simples, como um sorriso, e descrever tão bem, que se transformam em preciosidades.

11:55 | Unregistered CommenterRosa

Arnaldo, que delicia de materia! Queria te-la lido ANTES de ir para Kuala Lumpur, tenho certeza que eu aproveitaria a cidade muito melhor. :)

Estive nas Cavernas de Batu, postei uma historinha no meu outro blog:
http://ahlibanesa.blogspot.com/2009/02/as-cavernas-de-batu-malasia.html

beijinhos e, mais uma vez, parabens pela reportagem maravilhosa! adoro os sorrisos malaios, sao os melhores!

KARINISSIMA, eu estive ontem na Batu Cave e achei bacana o passeio, a cerca de 35 minutos desde KL. Mas, como aquilo é Índia, a gente fica meio chocado com a sujeira...

Adorei ter ido agora ler a matéria sua sobre Batu Cave e gostei demais das suas fotos, porque vc foi durante um festival. Bacana vc ter passado aqui e deixado sua mensagem.

Gratíssimo e volte sempre!

Graças a seus posts eu sei um pouco mais do resto do Mundo e conosco coisas que jamais pense conhecer...como a fruta DURIAN...

Deliciosas fotografias das ruas, edifícios, templos e pessoas de Kuala Lumpur.

Um saludo

18:34 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo,
Seus posts completos como sempre. A cidade parece tão limpa! Que belos dias para se passear por lá...

Abraços

CARMEN e CAROL, estou mesmo encantado. Obrigado pelas visitas e ainda mais pelos encantadores comentários.

Arnaldo, meu interesse e fascínio pela Ásia só aumentou com seu post sobre KL, me fez voar até lá !! Adorei os sorrisos malasianos e a sensibilidade em captá-los. Ótima viagem para você!!!

23:20 | Unregistered CommenterMajô

Oi Arnaldo,

Mais um lindo post. Deu para ficar com mais vontade de fazer um mochilão por esses lados!

Abs!

15:19 | Unregistered CommenterMarcio

Arnaldo, tem algumas coisas que a gente só vê por aqui: um retrato inteiro de um destino. Normalmente o que se vê na mídia e divulgação é uma cara só, no caso de KL, as Petronas Towers. E me surpreendo sempre com lugares lindos e diferentes, como o caso agora, como foi com Alexandria...
Você vê, é um lugar que nunca me atraiu, mas agora...é outra história! :-D
Um abraço!

17:33 | Unregistered CommenterEmília

MARCIO, bom ver você por aqui! Acho que agora que está no Brasil podemos marcar para um encontro, caso você venha ao RIO ou eu a SP, para conversarmos e trocarmos idéias sobre fotografias e viagens. Infelizmente não deu pra isso naquela minha viagem curtíssima a Amsterdam. Grande abraço.

EMÍLIA, "um retrato inteiro de um destino" vou roubar pra mim! Bacana você captar o que eu tenho pretendido fazer com o leitor ao escrever sobre um destino: "captar a essência do lugar". É ótimo quando conseguimos algo tão difícil e complexo quanto descrevermos a "essência" de um destino e de um povo. Tenho me esforçado muito para escrever sobre os destinos de maneira a que isso ocorra, e é sempre excepcional quando um leitor escreve afirmando ter percebido isso naturalmente. Obrigadíssimo pela presença e elo comentário.

Caro Arnaldo.
Post e fotos perfeitas, como sempre.
Gosto muito de vocês dois.
Um grande abraço
Lina

Oi Arnaldo! Passei aqui para dizer que seu blog ganhou um "prêmio" de indicação, lá do Vambora e pelo que eu vi do Conexão também! Depois dê uma passada no Vambora e veja!
Abs!

obs: Continue fazendo uma boa viagem pela Ásia!

12:55 | Unregistered CommenterGuta

Delicioso!!!! Que post lindo, e que começo delicioso sobre os sorrisos!!! To que nem a Emilia agora: KL nem era tudo isso pra mim antes, mas agora... ;) Ótima viagem!

Adorei ler e ver tudo o que descreve sobre KL. Eu estive lá há pouco mais de 6 meses e simplesmente adorei tanto a cidade como a parte do país que tive o prazer de visitar. No entanto, todas as pessoas que conheço e lá estiveram têm uma impressão negativa da cidade, por isso gostei tanto do seu relato que é muito mais coincidente com o meu, porque na verdade também gostei muito mais de KL do que de Singapura, que é, para mim, aquela cidade "sem sal", quando comparada com KL. Quanto a Bangkok, ainda não conheço, tenho que ir lá para depois comparar eheh. Obrigada

9:47 | Unregistered Commenterlena

Quanto tempo é preciso para conhecer KL? 1 semana?

23:06 | Unregistered CommenterSolange

Por favor o que? Obrigado o que?

Querido Arnaldo, na coluna direita do site você escreveu "Esse blog é para inspirar e motivar o leitor a viajar e conhecer". Alvo atingido, suas palavras e suas fotos motivaram a gente a visitar Kuala Lumpur. Na volta da viagem compartilharemos nossas impressões. Grande abraço.

15:10 | Unregistered CommenterTony

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