CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema e, depois, em 2006, ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias suas publicadas na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa com o leitor, baseada na informalidade, no livro misturo traços desta coloquialidade e informalidade com uma escrita literária, sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que - de certa forma e por outro lado- é outra maneira de me expressar sobre minhas viagens, transmitindo sem fantasias o mundo que vejo - como ele é, não como o imaginava -, ainda que a leitura revele expectativas muitas vezes não confirmadas sobre o destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, ‘Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro’.  A partir deste primeiro livro, considero esta uma nova fase na minha vida."

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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« CINGAPURA: Babel do Século 22 | Main | Cingapura: milionário por 20 minutos! »
Sábado
Mar142009

Cingapura - Introdução

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A  "outra" Ásia - Luxo asiático no Século 22

 

Marina Bay e seus cintilantes arranha-céus ao fundo, visto da Singapore Flyer, a maior Roda Gigante do mundo

                                             JUNTE duas xícaras de China, adicione duas medidas de Índia, uma e meia de Malásia, outra de Indonésia, uma colher de sobremesa de Japão. Misture bem, salpique um pouco de Inglaterra sobre a mistura, leve ao computador, deixe por 15 minutos em Sim City e Auto CAD e pronto, você terá Cingapura.  Costuma ser chamada de "Suíça asiática", mas isso é subtrair-lhe personalidade.

    

A Cingapura moderna vista da Singapore Flyer

                           SE esta cidade fosse uma mulher, seria uma jovem senhora bonita e simpática, acolhedora e atraente, luxuosa e bem vestida, discreta e bem maqueada, com boas jóias e acessórios de griffes.    Nascida no luxo e na ordem social, esta elegante, sofisticada, eclética, culta, próspera e rica jovem senhora nos encantaria não apenas por seu vestido, seus modos, mas também por sua sabedoria:   não admite preconceitos religiosos e raciais, é receptiva e compreensiva com as diversidades. É severa, rígida na educação e formação de seus "filhos". Tem personalidade, tanto nos traços quanto no conteúdo. 

   

 Marina Bay vista da Singapore Flyer

                           ESQUEÇA tudo o que lhe contaram sobre a Ásia. Cingapura é uma “outra” Ásia.  Ásia esterilizada, ordenada, civilizada e funcional. Como um oásis urbano no quase caos.   Dos ingleses herdaram a língua franca, a condução pela esquerda e a austeridade institucional.   Dos chineses carrega os excessos, um certo gosto kitsch (1)  e o feng shui (2), que em Cingapura é aplicado até mesmo nos desenhos dos espetaculares, arrojados arranha-céus. O culto ao ar-condicionado - quase uma religião, senão uma certa forma de espiritualidade - não reconheci a origem, apenas sua extremíssima utilidade.

  

 A Marina Bay e Esplanade vista da Singapore Flyer e de Marina Bay

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                             COMO em qualquer lugar do mundo a modernidade vem sempre acompanhada de destruição do que é antigo. Todavia ainda ser possível encontrar bem preservados vestígios de um patrimônio arquitetônio esquisito e interessante, de arquitetura misto de oriental com ocidental, Cingapura deve ser encarada como uma metrópole moderna, para que ao esbarrarmos no antigo ele nos surpreenda.  

 

  

Little India de Cingapura:  Índia à "disneylândia", mas Índia

  

                         

                             É claro que se pudermos considerar “herança cultural” templos orientais, veem-se mesquitas em Kampung Glam -  o bairro muçulmano - templos xintoístas em Little China e Little India, além dos sobrados de fachadas multicoloridas em tons pastéis e detalhes que misturam chinesices com art-deco mas que resultam fachadas tão graciosas quanto curiosas. São as shophouses dos séculos XIX e XX. Graciosas, curiosas e sempre com alguma loja interessante no interior.

  

ACIMA:Shophouses de Cingapura. Legados portugueses e ingleses nos desenhos da fachadas ABAIXO: neoclássico inglês à Stanford Raffles na fachada do Museu Nacional de Cingapura

   

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"Cingapura é como um oásis urbano no quase caos do sudeste asiático"

                             NÃO há como não sair de Cingapura com a nítida impressão de que esta cidade-estado é um grande centro comercial ao ar livre. Ainda que com ar condicionado. Seja passeando pela ‘mecca’ do consumo à maneia oidental – os shopping malls envidraçados cintilantes à moda americana -,  seja nas lojas de rua de Little India e Chinatown, onde se encontram, lado a lado, vendedores de autênticos e belíssimos saris indianos e açougues com suas carnes frescas de todos os tipos expostas, restaurantes originais de todos os níveis e lojas desconsertantes de ouro indiano à moda do Mercado de Ouro de Dubai. Tudo cercado de indianos por todos os lados e algum turista nórdico com a mão pintada de hena.

    

ACIMA e ABAIXO: mercado de ouro, jóias indianas e paquistanesas em filigranas de 22 quilates

   

                          PEQUENA, mas é uma metrópole. Tem um povo acolhedor. E certamente Thomas Stamford Raffles não poderia supor que ao fundar Cingapura em 1819, anos depois ele teria inspirado Lee Kuan Yew - o jovem que escapou por pouco da matança japonesa em 1940, cujo filho - Lee Hsien Loong - deu conta de prosseguir o trabalho do pai e trasformar esta ex-colônia inglesa num “Estado perfeição”. (3)

 

   

  

 ACIMA e ABAIXO: Kampong Glam, a Cingapura muçulmana

 

Kandahar Street não fica no Afeganistão, mas em Cingapura, em Kampong Glam 

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                         É um milagre esta cidade-estado. Um misto muito exclusivo de cultura oriental, miscigenação, tecnologia e modernidade. Beiram a perfeição tanto a qualidade urbanística quanto a civilidade. É planejada num nível milimétrico. E cuidada a cotonete. Eficiente em todos os sentidos e no mais alto nível que se possa imaginar. Parece ter acabado de sair de um computador, desenhada em Auto-CAD.

  

 Merlion, metade merlim, metade leão, a lenda e mito de Cingapura é seu símbolo oficial

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"Misture as impecáveis Sydnei (Astrália) e Washington DC (USA)

e imagine que o resultado será algo muito próximo de Cingapura"

 

 

 ACIMA e ABAIXO: Em Little India, entre nos templos e assista cerimônias livremente.

Se quiser, receba um "passe"

   

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                                        HÁ cerca de 40 anos Cingapura era um obscuro porto asiático, inseguro, à mercê de piratas rondando o Estreito de Melaka prontos a atacarem navios europeus e asiáticos. Agora, Cingapura é uma dos mais desenvolvidas cidades do mundo de arranha-céus de dar vertigem, o metrô de luxo mais eficiente do mundo, shopping malls de fazer corar qualquer mega-shopping norte-americano. Não se encontram lixo no chão, graffiti nas paredes, marcas de chiclete grudados nas calçadas, postes enferrujados, jardins estragados e a mais discreta marca de vandalismo. Cingapura é um espetacular exemplo de sociedade multi-cultural ordeira e pacífica.   Se pretende encontrar ruas tão limpas quanto as de Cingapura terá que ir à Suíça.

 

    

 Na  tolerante Cingapura convivem em perfeita harmonia - por vezes frente à frente,

noutras lado a lado - templos indianos e chineses

 

                            CINGAPURA é  um ponto no mapa, um pequeníssimo país, mas não se deixe enganar, é uma grande, inesquecível, surpreendente cidade. Uma verdadeira metrópole que para além do inevitável primeiro impacto que pega o viajante de surpresa e o faz pensar estar em alguma mega cidade norte-americana, tem cara ocidental mas espírito oriental. Além daquele jeito ocidental há templos chineses, mesquitas muçulmanas, cozinha indiana e gente de olhos puxados.

  

Vendedora de oferendas num templo xintoístas de Cingapura 

  

                             EM 1819, a Companhia Britânica das Índias Orientais (4) estabeleceu um posto comercial na Península Malaia. Em 1826, Cingapura se tornou parte dos Estabelecimentos dos Estreitos e ficou sob o domínio britânico. Na década de 1850, o comércio de Cingapura sofreu vários ataques de piratas. Entre 1825 e 1873, presos indianos foram enviados a Cingapura. Em 1963, o país passou a fazer parte da Federação da Malásia, que incluía territórios de Bornéu e da Malásia. Entretanto, Cingapura deixou a federação e obteve a independência em 9 de agosto de 1965. Em 1993, Ong Teng Cheong foi o primeiro presidente de Cingapura eleito diretamente. Atualmente, é uma das nações mais ricas do mundo, com vários elos comerciais globais. 

    

 Ofenrendas chinesas, divindades hindus, gopurans indianos e cúpulas muçulmanas. Mixto quente cultural

   

 

            NAS ruas circulam rostos chineses, malaios, indianos, nacionais, caucasianos e eurasianos, entre mesquitas, igrejas, templos chineses e hindus, às vezes lado a lado, emprestando sua nacionalidade à formação da personalidade cingaporeana. Frequentemente pode parecer ocidental demais para quem está na Ásia, mas o viajante que souber olhar sem visão embaçada encontrará personaldiade asiática, percepção que aos poucos, durante sua estada, irá se acentuando.

 

  

 

    

                                 É natural para os ocidentais, especialmente os das américas, o desejo curioso de conhecer países orientais. Tradições não familiares sempre atraem visitantes a destinos tão radicalmente diferentes, tão exóticos. Sempre habitam nosso inconsciente e o imaginário. Cingapura satisfaz com sobra estes desejos. A multiplicidade cultural decorrente da forte miscigenação entre indianos, árabes, chineses e outros orientais faz da população desta cidade-estado um destino altamente compensador turisticamente falando, e com um bônus cultural, gastronômico e de consumo.   É um grande portão de entrada para quem ainda não conhece a Ásia, ainda que não seja o mais puro extrato do continente.

 

 Templo Buba Gaya

    

  

                     UMA cidade-ilha geograficamente localizada no trecho mais meridional da península da Malásia, sudeste asiático, internacionalmente conhecida como uma das nações mais ricas e bem organizadas do planeta. Eficiente e com altíssimo índice de qualidade de vida, privilegiada por estar de frente pro mar e também por ser a “Ilha dos 1000 shoppings”.

  

 Região de Marina Bay, a Downtown Singapore

 

                                    A despeito do clima – umidade e calor é uma combinação incômoda – esse paraíso tropical oferece tremendas potencialidades turísticas, extremamente bem atendidas em todos os planos: tranporte, alimentação e hospedagem. Tudo com grande diversidade de estilos de vida, culturais e religiosos, o embasamento perfeito para um turismo exótico emoldurado por civilidade, modernidade e segurança.

 

                                  Sir Stanford Raffles 

   

 Região de Marina Bay

                                     EM termos de clima, estação do ano em Cingapura significa que a temperatura é muito quente ou menos quente, mas sempre úmida. O que faz grande diferença é a quantidade de chuva. Cingapura fica entre duas monções: a de Novembro, que vai até Março, quando as temperaturas são menos quentes, com as mais fortes precipitações ocorrendo entre novembro e janeiro, quando ocorrem chuvas diárias, algumas vezes por longos períodos, frequentemente acompanhadas de rajadas de ventos, sem todavia serem ventanias fortes.

 

    

 Região de Marina Bay

 JÁ na época da monção que vai de Junho a Setembro, as temperaturas são altas e as chuvas menos intensas, mais esparsas. As temperaturas não variam muito durante todo o ano, com médias entre 31 e 27 graus Celsius durante o dia e cerca de 24 durante a noite. Todavia a umidade relativa do ar está quase sempre beirando os 70 a 90. Dias secos em Cingapura significam algo não menos do que 60% de umidade relativa do ar.

 

  

  

                       CINGAPURA é de fato uma das mais agradáveis Capitais do sudeste asiático, desde o momento que você chega ao moderno aeroporto - um dos melhores do mundo - e viaja pela estrada arborizada que o levará até o centro, até o fabuloso metrô, a modernosa Orchard Road, as casas comerciais de Chinatown, os parques verdejantes, a arquitetura e a comida, enfim, tudo sob a mais irrestrita segurança e tranquilidade que um turista normal almeja.

 

                   AO final desta viagem Cingapura passou a figurar na minha lista das "CINCO MAIS", as cinco cidades mais bonitas do mundo (Rio de Janeiro figurando como hours concurs): Paris, Praga, Barcelona, Washington DC e Cingapura.

 

  

  

 NOTAS:

(1) Kitsch é um termo alemão (verkitschen) usado para categorizar objetos de valor estético falso, frequentemente associados ao gosto mediano, popular ou pretensioso, e por fazer uso de estereótipos e chavões e sem tradição cultural.  Equivale mais ou menos ao que chamamos de brega no Brasil.

 (2) Feng Shui é um termo de origem chinesa, cuja tradução literal é "vento e água".  Sua pronúncia correta em mandarim é "fon xuei".  Feng Shui comose pronuncia ocidentalmente vem da forma americanizada. Expressa o barulho do vento e da água, portanto, é onamatopáico.  O Fon suei, na língua original, em português onomatopaico seria algo assim como como: fú, chuá, os barulhos do vento e da água.   Filosóficamente é uma corrente de pensamento que estabelece uma relação yin/yang entre o Feng e Shui (respectivamente Vento - yang - e Água - yin) representando o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que devem estar presentes num espaço, redirecionando as negativas para fora de modo a beneficiar seus usuários.

 (3) Em 1299 a ilha de Tumasek foi ocupada por um príncipe budista de Sumatra e à qual foi dada o nome de Singa (Leão) Pura (cidade), pois conta que ao desembarcar, o tal príncipe disse ter visto um leão. Em 1819 Thomas Stanford Raffles, agente do Governador britânico da Índia, acho que a ilha era um ponto estratégico e tratou de estabelecer nela a Companhia Inglesa das Índias Orientais. Entre 1942 e1945 ocorreu a cupação japonesa, após a rendição inglesa. Nada menos do que 30 mil locais foram executados, especialmente os de etnia chinesa, uma operação de "limpeza" comandada pelos criminosos de guerra Yamashita e Tsuji. Lee Kuan Yew, então com 20 anos, escapou de ser executado e acabou fundando o Estado de Singapura.

(4)  A Companhia Britânica das Índias Orientais tinha o monopólio da venda do chá nas colônias. Sem concorrência, ela vendia seu produto mais barato do que o chá contrabandeando da Holanda e vendido pelos comerciantes locais. Para combater a taxa sobre o chá e conseguir mais liberdade de comércio, alguns colonos iniciaram uma campanha, pedindo ao povo que consumisse o chá Holandês, mais caro mas sem impostos. O ponto alto da campanha foi a Festa do chá de Boston. Em 16 de dezembro de 1773, um grupo de colonos, disfarçados de índios Mohawk, abordou 3 barcos da Companhia, jogando 342 caixas de chá nas águas do porto de Boston.

A Companhia Inglesa das Índias Orientais (mais tarde chamada Companhia Britânica das Índias Orientais) foi uma companhia majestática formada por comerciantes de Londres, em 1600, com o nome de “Company of Merchants of London Trading to the East Indies, a quem a rainha Elizabeth I concedeu o monopólio do comércio com as “Índias orientais” por um período de 15 anos.

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Reader Comments (16)

Esta ilha-país- estado- capital é mesmo surprendente !
Onde mais podemos encontrar cafés com mesas na calçada ,e vários
ventiladores gigantes , estratégicamente posicionados , borrifando água
para amenizar o calor ? ( acredite , os ventiladores ficam na rua , em cima de arvores ou colunas e não são roubados ! )
Os estrangeiros que vivem em Cingapura reclamam dos excessos de regras . Depois
de muita conversa , concluí que Cingapura é uma ditadura disfarçadíssima de democracia . Tudo funciona - a perfeição - devido 'as regras e punições rigidas.
Para fazer turismo , sem dúvida é a melhor porta para entrar na Asia .

Arnaldo, lhe dou os parabéns por as fotos. Incrível as formas, os cores e os edifícios! Cingapura é supreendente, de verdade! Muito mais bela do que eu pensava. Colorista e limpa.

Parece assombroso o poder que exerció Inglaterra em essa parte do Mundo durante séculos por meio da companhia Britânica das Índias Orientais.

(Arnaldo, eu moro em BCN e não penso que BCN sea uma cidade bonita. Ela pode ter encanto, mais eu penso que muitas outras cidades do Mundo tem encanto e ademais são bonitas)

17:15 | Unregistered CommenterCarmen

Meu Deus..

Me encantei pelas fotos.. belissimas.. me encantei pelo texto.. uma leitura gostosa.. nada cansativa..

E que arquitetura.. uma mistura do antigo com o novo..

Pude sentir as vibraçoes.. os aromas..

Estais de Parabéns..

=)

http://travelandtrips.wordpress.com/

17:31 | Unregistered CommenterMartinha

Eu amei Cingapura, como ainda não conheço nenhum outro país Asiatico, acredito que tive a melhor introdução que poderia imaginar! Eu só não gostei de Sentosa Island... prefiri mais a cidade, as marinas, os restaurantes... e os museus também são ótimos, conheci o Chinatown Heritage Centre e o Museu da Civilização da Ásia, não fiquei muito tempo neles, mas o vi já deu para me introduzir a historia de Cingapura e da Asia.
Abs

17:44 | Unregistered CommenterMirella

MIRELLA, eu não fui a Sentosa, achei muito mixuruca depois do que vi em fotos e textos. Só mesmo se vc já tiver conhecido tudo pra ir lá. O Museu da Civilização da Ásia eu não visitei porque fiz um museu muito bom, parecido, em Kuala Lumpur, que adore, por sinal.

CARNMEN, concordo que Barcelona possa até não ser considerada "bonita" ( e isso é até um pouco relativo, subjetivo), mas é uma cidade fabulosa, com grandíssimas atrações arquitetônicas e culturais que me atraem fortemente. É uma bela cidade!

MARTINHA, é muito bom quando um leitor capta exatamente o que eu quero transmitir, neste caso, a essência de um lugar. Obrigado. Fuidar uma olhada nesse seu novo blog e gostei bastante. Depois lerei todo com mais vagar e deixarei uma mensagem. Obrigado!


SYLVIA, no próximo capítulo eu escreverei exatamente sobre essa questão da ordem. Eu vi os ventiladores em Clark Quay e vi um sistema de ar refrigerado ambiental ao ar livre, numa área coberta por um sistema de toldos, nesses bares e restaurantes do mesmo lugar. Sensacional.

Arnaldo,

É por isso e pelo que a Sylvia disse é que amo Cingapura (já fui 4 vezes lá e quero ir de novo) e faço tanta propaganda dela. E para não dizer ela dica muito próxima daquela boa loucura que é a Tailândia! Todos sabem, a Singapore é minha cia aérea do coração (sala vip com sorvete francês e dim sum...).

Estou acompanhando sua fantástica viagem!

Um forte abraço

11:14 | Unregistered CommenterRodrigo

GRANDE abraço e ótimo ver de novo por aqui, Rodrigo! Obrigado!

OI Arnaldo..sinceramente para mim o texto "introduçao - Cingapura" é um dos seus melhores..mostra essa inspiraçao, perplexidade e admiraçao que muitos sentem quando visitam CIngapura. Pertenço ao mesmo clube do Rodrigo - Fas de Cingapura. Grito aos 4 ventos a todos que vao a Asia que devem fazer parada em Cingapura. Muitas pessoas acham que Asia é sinonimo de exotico e Cingapura nao encaixa em exotismo. Pois estou completamente em desacordo...Cingapura nos ofereceu exotismo, beleza, harmonia, sabores, liçoes de respeito, etc...Amei quando ao passar pelo controle de passaporte tinha um bowl com balas de bem vinda, amei que todos as malas que indicavam FRAGIL eram retiradas imediatamente das esteiras e colocadas em carrinhos ao lado a espera dos donos, amei que tivessem o cuidado de colocar minha mochila em uma imensa bandeja para ser enviada ao aviao...Todos esses detalhes mostram que Cingapura comparte o luxo e parte o faz acessivel a todos. Amei comer nos mercados, amei a beleza do Centro Turistico de Informaçao que sem duvida mereceria um post a parte....Amo Cingapura pelo que é, pelo seu povo - malaio, chino , hindu...adoro sua gente e quem sabe por ter grandes amigos desta terra mais proxima me sinto...MUITO OBRIGADO POR ME DEVOLVER ESSA CIDADE TAO LINDA E POR TER EXPRESSADO A ESSENCIA DESTA CIDADE-ESTADO...voltarei e voltarei..para mim entrar a Asia sempre será com parada em Cingapura...Beijus....

REGINA, obrigadíssimo pelo lindo e emocionado relato que, esteja certa, me emocionou.

Lindo e franco, sincero e puro sentimento de quem vê um lugar que inspira, que comove, que emociona e que marca por tudo o que vc citou e por todas as experiências inesquecíveis que pontuam uma viagem a Cingapura.

Tenho vontade de transcrever seu comentário no meio da matéria!

Muitíssimo obrigado por esse acréscimo de qualidade ao meu texto, complemento que o torna ainda melhor. Acompanhe as próximas matérias e nÃo deixe de comentar.

MUITO, muito, muito obrigado!

Eu já tinha lido e ouvido muita coisa (positiva!) sobre Cingapura; mas nada como esse seu texto ultra informativo, acompanhado dessas fotos espetaculares! Dá vontade de viajar agorinha.
E também fiquei morrendo de vontade de subir na Singapore Flyer - se eu já me diverti na London Eye, imagina nessa! :-)

Oi Arnaldo. Eu tambem sou fa de Cingapura e acho que voce nao perdeu nada nao indo a Sentosa. Eu fiz a travessia de teleferico, jantei por la e assisti ao show das aguas. Aquela estatua enorme do Merlion foi atingida por um raio na semana passada, e agora esta passando por reformas para consertar o rombo na cabeca.Os ventiladores eu nao vi, deve ser coisa mais recente. Espero um dia voltar a Cingapura novamente.

9:59 | Unregistered CommenterNeide

MARI CAMPOS, pode colocar Cingapura na sua "wish list", eu garanto. Obrigado pelo comentário.

NEIDE, eu vi fotos e li algumas coisas sobre Sentosa e o Rodrigo Purish - do Aquela Passagem (http://www.aquelapassagem.com.br/) havia me dado dicas sobre o lugar, exatamente mencionando que é um lugar "visite se puder". Os ventiladores não são nada demais, grandões não. Ficam nos toldos dos restaurantes que beiram o Singapore River em Clar Quay. Obrigado pela visita.

11:14 | Unregistered CommenterArnaldo

Realmente pelas fotos e uma cidade impecável e atraente.

3:20 | Unregistered CommenterCarlos

Muito bom o seu site!
Obrigada e parabéns pelo trabalho fantástico!
Ivana Semedo

Liberalismo econômico e a diminuição do Estado geraram esta maravilha!!!

0:34 | Unregistered CommenterEDSON

Maravilhoso tal como o Rio de Janeiro e Sidney cada um à sua maneira com um toque de exotismo, modernidade e de uma organização ímpar no oriente, um destino que gostaria de concretizar, boas dicas excelentes fotos, aliás,como sempre.

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