CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema e, depois, em 2006, ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias suas publicadas na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa com o leitor, baseada na informalidade, no livro misturo traços desta coloquialidade e informalidade com uma escrita literária, sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que - de certa forma e por outro lado- é outra maneira de me expressar sobre minhas viagens, transmitindo sem fantasias o mundo que vejo - como ele é, não como o imaginava -, ainda que a leitura revele expectativas muitas vezes não confirmadas sobre o destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, ‘Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro’.  A partir deste primeiro livro, considero esta uma nova fase na minha vida."

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Sábado
Abr112009

Somos turistas ou viajantes?  

Não importa como classificam os que viajam:  "turistas"  ou "viajantes", somos todos UM.

(somos únicos, assim como o pombo acima que olha pra um turista (eu) que o fotografa em Valleta, Malta)

            

Turista (eu) fotografando o pombo acima

                     É comum que alguns seres humanos classifiquem outros seres humanos segundo os diferentes modos de conduta social de cada grupo.  Nada de errado.  

                 Acontece que nem sempre o intuito de enquadrar e definir pessoas segundo seu comportamento se justifica.  Pior, frequentemente cria estereótipos e esbanja superficialidades.  

                 Classificar a complexidade humana em apenas duas categorias -  seja lá em que gênero for -  quase sempre dá nisso. 

                      Há, todavia, um tipo específico de classificação que me interessa discorrer: são os "turistas" e os "viajantes", aqueles estereótipos criados pela sócio-antropologia, aquela que define o ser humano em viagem segundo seu comportamento e atitudes e opõe o caráter do turista ao do viajante, resumidamente atribuindo ao primeiro o título "de massa" e ao segundo o de "individual".  E de sobra ainda distingue fortemente "viagem" de “turismo”.

                                                                                                         Um dos autores mais citados na produção acadêmica sobre turismo é Malcolm Crick, um estudioso que escreveu que a literatura sobre viagens do século XIX retrata uma "viagem" como sendo uma “experiência restrita e valorizada”. Já os relatos do século XX, ao contrário, descrevem o "turismo" como "de massa", classificando-os como uma "descendência degenerada" da "viagem". 

               De acordo com o autor, essa “inferiorização” (aspas minhas) se reitera em parte da produção acadêmica, na qual se assinala a conexão etimológica do termo viajar (travelling) com a noção de trabalho (travail), enquanto no turismo o indivíduo almeja a passividade, não a atividade. Sentido faz.

            "Turistas procuram na cultura local aquilo que se ajuste às suas necessidades.", está é uma das definições mais comuns ao "turista".   Segundo o personagem Port -  em  "O céu que nos protege", de Bertolucci, (1) -  “o turista pensa em voltar para casa assim que chega”.  O turista é tido invariavelmente como aquele que desembarca de um ônibus turístico de dois andares com ar condicionado, compra souvenir em lojas turísticas, anda em grupo, carrega câmeras filmadora e fotográfica, usa roupa de turista (camisa florida, chapéu de safari e chinelos com meia), carrega mapas, come no McDonalds, não se esforça em falar palavras no idioma local e jamais se senta ao lado de um local, mas sempre com seus “semelhantes”.  Faz sentido.

                                  Os ônibus " não turísticos"  de Malta são os mais turísticos do Mundo

                           No espetacular filme de Bertolucci, os personagens Kit e Port buscam na vastidão do Saara um sentido para suas vidas, novas experiências na esperança de reconstruir as suas próprias vidas e, com isso, salvar um casamento de dez anos, em crise. Daí, o casal não se considera turista, mas viajante. Diferentemente, o amigo Turner se considera um turista, pois não vê a hora de retornar para casa.

        

 

Turístico turista (eu de novo) bem típico

 

                          Pode ser. Mas se aceitarmos essa distinção entre "viagem" e “turismo” como algo estabelecido, por certo o assunto se encerra e não cabem discussões.

                          Todavia eu acredito que tal classificação adquire conotações bem mais amplas e particulares, que ela vai muito além da oposição entre o caráter individual vinculado à viagem e o caráter de massa atribuído ao turismo.

                           Creio mesmo que deveria haver ao menos duas novas categorias a somarem-se à dos “viajantes” e dos “turistas”, a dos “turisjantes” e a dos “viajistas”, o que decerto além ampliar o espectro aceitaria que uns podem encerrar características de outros. Eu mesmo frequentemente me enquadraria em todas as quatro.

                          Pessoas são diferentes. E em viagens não fogem à regra. Os espertos tentam categorizar os seres humanos em viagens em apenas duas espécies: a de pessoas “viajantes” e pessoas “turistas”. Baseadas fundamentalmente na maneira como elas se comportam em viagens. É algo que vejo como uma tentativa de enquadrar o universo em um cubo e colocá-lo sobre a mesa.

                           Sem dúvidas é possível não apenas definir como classificar grupos humanos, contudo é definitivamente impossível encarar a complexidade dos seres humanos e seu comportamento social de maneira tão simplista e ter sucesso. O resultado disso serve apenas para gerar discussão e criar estereótipos.

 Os ônibus turísticos de Barcelona são uma forma econômica de circular

que viajantes dispõem para conhecer os pontos turísticos da cidade 

 

                        Os estereótipos "turistas" e "viajantes" são assim definidos:   de um lado, os "turistas" seriam aqueles que esperam que suas viagens sejam o mais parecidas com seu jeito de viver, aqueles que tendem a levar a casa nas malas, que preferem não ter que tomar decisões no destino, para quem as variações inesperadas tendem a ser mais estressantes do que o normal. Frequentemente são aqueles que se encontram nos resorts bacanas cuja estrutura é tão completa que não precisam sair deles. Ou as que optam incondicionalmente por viagens em grupos. Seriam os típicos viajantes de excursão. Turistas viajariam por ociosidade. Faz sentido.

 

 Pessoas são diferentes ou não são?  Crianças Pataxós na Praia do Espelho - Bahia

                      Do outro lado estão os "viajantes", aqueles com espírito mais aventureiro, os que procuram situações novas e mergulham mais profundamente na cultura local. São os que viajam com maior autonomia e optam por comer em lugares mais comuns aos locais, não turístics, os que invariavelmente usam transportes públicos e evitam grupos. Faz sentido.

                      Viajantes aceitam e se ajustam à cultura local da melhor maneira possível. Segundo o personagem Kit, do mesmo filme, “o viajante pode nem voltar”. Estes esforçam-se para comunicarem-se no idioma do país que visitam, sentam-se ao lado dos locais e comem sua comida. Tiram fotos discretamente e não usam guias locais, consultam seus guias de viagens. Viajantes viajariam por curiosidade.

                                                                                              OK, as definições correspondem à realidade, não se pode negar.   Mas todos nós nos identificamos com um pouco de ambas as classes, certo? Portanto, não podemos ser classificados apenas como “viajantes” ou “turistas”, já que frequentemente podemos nos comportar como um e como outro, até mesmo durante uma mesma viagem.

                A maior parte das pessoas em viagem foi, é ou será um pouco "turista" e um pouco "viajante". Todos acharão quehá algo de “errado” em ambas as categorias, que não se enquadram na suacategoria, mas igualmente todos se indenficarãocom algumas de ambas. Não há nada de errado em nenhuma delas, ainda que eu alguém seidenfique mais com uma ou outra categoria.

                Por vezes me sinto mais “viajante” do que  "turista", noutras me enquadro em ambas. No problem! Sem preconceito. Sou turista tanto quanto sou viajante.

               Numa viagem de conhecimento, fundamentalmente me considero um turista:com câmera, mapa e tudo mais o que caracteriza umvisitante num país estrangeiro ou noutra cidade que não a minha.

              Em viagem de conhecimento e exploração,não é porque pegamos umônibus turístico com ar condicionado que devamos nossentir “menos” viajantes do que qualquer outra pessoa. Você foi lá tanto quanto ela, somos todos visitantes.

              O que nos difere fundamental e incontestavelmente é: disponibilidade financeira, modo de vida, idade, grau de aceitação de desconforto, aptidões físicas, saúde, capacidade de locomoção, grau de medo, despreparo e desconhecimento. CErtamente o leityor encontrará outras tantas e as registrará na caixa de comentários.

 Ruas e janelas de Valleta - Malta (vistas sob a ótica fotográfica de um turista comum: eu)

 

                        Eu jamais viajaria o mundo com uma gigantesca mochila nas costas aos 57 anos de idade, mas já fiz isso algumas vezes aos 18, não pelo mundo, mas pelo Brasil. Valeu muito, mas apenas naquela época poderia ter valido, hoje seria um programa insuportável.    A maioria das pessoas tem um certo padrão de conforto e de exigência que determina até onde está disposto a se submeter, e tais padrões diferem grandemente, o que nos aproxima de sermos mais ou menos turistas, mais ou menos viajantes. Não obstante, todo viajante deva ter alguns graus a mais de tolerância e complacência do que tem em sua casa, combinado com uma boa dose de senso comum e ótima dose de senso de humor.

 

                        Não se pode definir que apenas o "viajante individual" viaja com autenticidade e que o "turista” não tem esssa experiência, ainda que seja verdade que o “turista” tende a cumprir uma programação previamente definida por agentes, cujo roteiro é escolhido pelo viajante segundo suas possibilidades financeiras e pessoais.

                        Será que não é possível haver turistas que viajam por curiosidade e viajantes que viajam por ociosidade? Não será possível aceitarmos que para além de turistas e viajantes haja outras classes? Será que apenas turistas têm poder aquisitivo para desfrutar de conforto e segurança, desejo de planejar para que riscos de erraos se minimizem? Será que todas as pessoas que pertencem à elite financeira que faz turismo é necessriamente turista, não pode ser viajante? Será que viajanets não podem ser turistas ocasionalmente, e vice-versa? Será que apenas viajantes sentem o prazer da descoberta, o encantamento da novidade, a alegria do inesperado?

                        Eu sou turista, viajante, turisjante e viajista! E você?

                        Boas viagens, que é o que interessa!

 ___________________________

Muito já se escreveu sobre o tema. Abaixo, algumas boas matérias sobre ele:

 Paul Theroux: "Se você não está sofrendo de verdade, então você não está viajando"

Ricardo Freire - 23/01/2009 em Viaje na Viagem http://viajeaqui.abril.com.br/blog/143345_comentarios.shtml?1311328

Viajantes contra Turistas Concierge - O turista razoável http://viajeaqui.abril.com.br/vt/materias/vt_materia_418026.shtml

Evoluindo de turista para viajante, uma mudança necessária - Jul/05 Revista Turismo http://www.revistaturismo.com.br/artigos/viajante.html

Turista ou viajante? Vida de Equilibrista

http://equilibristas.wordpress.com/2008/10/30/turista-ou-viajante/

Turista ou viajante? Eis a questão... Coisa Parecida

http://coisaparecida.blogspot.com/2009/02/turistas-e-viajantes.html

Turistas ou Viajantes? O Estado de S.Paulo – Caderno Viagem - 31 de julho de 2007

http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup27343,0.htm

Turistas & Viajantes Pelo Mundo – Mari Campos

http://pelo-mundo.blogspot.com/2007/08/turistas-viajantes.htmlNão

Não sou turista, sou viajante – Overmundo

http://www.overmundo.com.br/overblog/nao-sou-turista-sou-viajante

 

 

Reader Comments (40)

Ai meu Deus do céu. Deu um nó na minha cabecinha!
Melhor é não pensar, viajar e pronto!

Ótimo post!

Sensacional o post. Um estudo sobre viagens, turismo e estereótipos.

Vou aqui citar um tema que adoraria ver abordado por aqui: as diferenças entre os estereótipos que você tinha antes de conhecer determinado país e a impressão que ficou depois de conhecê-lo. Tenho certeza que você pode falar sobre isto com muita propriedade.

Abraços meus e da Lu

RENATA, parafraseando Chacrinha, eu NÃO vim pra confundir, vim pra acrescentar! Obrigado pela visita e pelo comentário.

ALCIDES, taí um ótimo tema! Anotado.

16:51 | Unregistered CommenterArnaldo

Ao responder as classicas perguntas : o que gostas de fazer , qual é o teu hobby ,
o que fazes nos momentos de lazer , só tenho uma resposta : viajar !
As viagens são muito diferentes umas das outras e em cada uma delas posso usar um crachá .

SYLVIA, seja lá para onde for, que seja pra onde queremos ir e que possamos voltar! Grande abraço!

Excelente texto. E concordo contigo que em diferentes viagens nos comportamos de maneiras diferentes. Depende muito do contexto e a dicotomia da classificação entre "turista" e "viajante" apenas serve de ponto de partida.

Eu ainda extrapolaria o conceito de viajante, estendendo o espectro daquele que se estabelece em um local particular por mais tempo. Torna-se um "morante", um morador viajante, que fica meses num local, viajando pelos arredores e passa a se inserir no mesmo, não apenas visitá-lo.

Ser um "morante", para mim, é a melhor das experiências ao viajar. Desconheço melhor maneira de conhecer a cultura e as pessoas de uma região senão morando nela por um tempo.

0:28 | Unregistered CommenterRicardo

Muito bom o tema. Definiu bem como as definições se entrelaçam. Diria que pendemos mais para um lado ou para o outro dependendo da insegurança (medo do desconhecido ou de imprevistos) ou dos recursos financeiros. Um abraço

0:37 | Unregistered CommenterBeatriz

Penso que conceitualizar não será mesmo o mais importante. Fazendo jus à sábia frase de Marcel Proust, penso que o importante, independentemente da caracterização de uma definição, é mesmo isto:
"A verdadeira viagem, ou as verdadeiras descobertas, não consistem em encontrar novas paisagens, mas sim em arranjar novos olhos.".

Saudações do Marreta.

Saudações do Roadrunner, quis dizer, lá estou eu a pensar no Marreta...

ROAD, eu concordo especialmente com "não adianta contestualizar" (ou ao menos que é "desimportante" fazer isso neste caso!) Saudações do seu amigo brasileiro viarista (ou turisante?) pra esse lado maravilhoso do Atlântico! Grande abraço aos portugueses.

RICARDO, é verdade, eu nem havia pensado no termo "morante" nem na categoria de viajante residente temporariamente. Por isso que blog é muito melhor que site, pois possibiliata a que leitores enriqueçam os textos e matérias com sempre algo interessante. Valeu! Grande abraço e obrigado.

BEATRIZ, é exatamente isso, depende até mesmo do estado de espírito de cada um e do motivo (tema) da viagem, além das outras citadas por você. Obrigado pelo complemento. Abraço.

Humm, que post!
Para mim ser turista e/ou viajante não é tanto uma questão do eu quero ou do eu posso,financeiramente falando, claro que muitos fatores estão inseridos no contexto, mas o que vejo é o reflexo da vida de cada um, de ser um turista/ou viajante em sua própria vida. Como você bem diz, a gente é de tudo um pouco, mas se você for um turista em sua vida não conseguirá ser um viajante no mundo.Penso que por aí começa a viagem.
Quisera ser um morante como o Ricardo :)
Passo sempre por aqui. Seus relatos e fotos são encantadores. Parabéns!
Abs,
Ana Mendes

12:32 | Unregistered CommenterAna Mendes

ANA MENDES, obrigado pelo comentário e acréscimo. Mas...por que SEMPRE por aqui e NUNCA comenta? Seja sempre bem-vinda e comente! Obrigado.

14:05 | Unregistered CommenterArnaldo

Estou pasmada! Essa foto das janelas de Valleta é certamente impressionante!!!

Sou turista, viajante e alguma vez eu acho que sou morante, mas para os morantes autênticos eu sou somente uma "guiri". Sempre que viajo eu penso que sou de ali onde estou. Em Cuba, cubana; em Brasil, brasileira; em Puerto Rico, portorriquenha...
Um saludo (e bonitas pernas)

14:11 | Unregistered CommenterCarmen

Ha ha ha, Carmen! Bonito é o pombo!

15:31 | Unregistered CommenterArnaldo

Também escrevi há um tempo um post sobre o mesmo assunto:

http://coisaparecida.blogspot.com/2009/02/turistas-e-viajantes.html

Para mim, rótulos são para geléias...
Ótimo texto, parabéns!

5:24 | Unregistered CommenterGlenda

Paul Theroux: "Se você não está sofrendo de verdade, então você não está viajando"
Eu retiro o 1º NÃO: "Se eu estou sofrendo de verdade, então eu não estou viajando"
Eu sempre estou feliz viajando!

11:12 | Unregistered CommenterRosa

Vixe, eu nunca consegui chegar a um consenso sobre o tema! Mas acho que deve ter suas nuances, suas diferenças. Por mais que digam que turista e viajante são duas coisas diferentes - querendo ou não - no imaginário social não são! Turista é um ser de "férias", que gosta de tirar mais fotos dele do que dos lugares. Não arrisca desbravar ruas e becos e quase sempre traz histórias óbvias para contar. O conceito de viajante (repito, no imaginário social) é de uma pessoa descomprometida com os paradigmas pré-estabelecidos dos destinos que vão visitar. Arriscam mais, gostam de sabores diferentes e tentam esmiuçar a CULTURA... e por cultura entendem-se não só arte, gastronomia e história, mas o MODUS OPERANDI do lugar! No fundo, todos temos nosso "momento turista" e o nosso "momento viajante". Depende da hora, do lugar e do grau de interesse. O certo é que todos - turista ou viajante - geram empregos e deixam muito dinheiro por onde passam! Abraços!

Aiai..
Realmente é dificil decidir o que ser..
Mas por experiência propria tem uma frase que me define bem..
""O turista sabe exatamente quando será, e até anseia o dia de sua volta.. o viajante nem sabe se voltará um dia""
Virei uma viajante que so Deus sabe o dia da volta..
Vim pra França ficar 11 meses.. prorroguei 6 meses.. e jà to quase nos 3 anos.. isso sem voltar ao Brasil.. nem à passeio..
Mas amo turistiar.. e muito..
=)

13:18 | Unregistered CommenterMartinha

O blog é um verdadeiro documentário!
Parabéns!
me visite no:

http://jeitinhobrasileirodeviajar.blogspot.com/

21:54 | Unregistered Commentermarcia

Adorei o texto e as fotos! Eu realmente me sinto um pouco do dois! Acho que como vc mesmo disse, uma mesma pessoa pode ser ao mesmo tempo turista e viajante. O que vai definir para qual dos dois lados a balança irá pesar mais são o lugar que visita, os recursos disponíveis, o tempo que pode desfrutar...enfim...viajante ou turista, o que gosto é de experimentar lugares, ver como as pessoas se comportam, sentir o cherio e o gosto dos lugares que vou conhecer. Arnaldo, sem abusar muito da sua boa vontade, eu sei que vc adora Praga. Estou indo pra lá agora em maio, já estou lendo os seus post, do VNV e dos d+ tripulantes, mas vc teria alguma dica especial da cidade, ou mesmo a indicação de um restaurante para comemorar niver da casamento?! Super obrigada, viu?! ;)

13:54 | Unregistered CommenterPaula*

Ai meu Deus do céu. Deu um nó na minha cabecinha!
Melhor é não pensar, viajar e pronto!

Ótimo post!
[2]

Arnaldo, que saudades de ler seus textos, sempre tao incriveis! Apesar da proposta de ser um periodo sabatico, ando fazendo tanta coisa por aqui que mal sobra tempo para entrar nos blogs dos amigos, infelizmente (sem falar na internet carissima-carissima!). Mas, please, continue nos brindando com esses seus textos geniais, sempre!
Um abraçao pra vcs, direto de Florença

PAULA, eu estou lendo seu pedido em plena viagem e infelizmente não tenho dica de restaurante especial, ainda que a cidade tenha excelenets restaurantes, mas nenhum assim que eu conheça para jantar numa comemoração especial. Eu recomendaria que vc procurasse na Internet e perguntasse na Recepção de seu hotel e antes de reservar, tentar ver se o restaurante tem site explorar melhor. Eu faria isso com muito prazer se não estivesse em viagem (que pena!). Se rpecisar de dica de hotel eu tenho. Minha dica especial é além de tudo que está relacionado como ponto turístico mais óbvio, não deixar de ir a Ingreja de Loreta (tem um post sobre ela).

MARI, eu que agradeço a gentileza de deixar seu comentário e eu que acho uma pena vc não poder ler todos os posts anteriores e deixar seus comentários sempre bacanas e gentis. Deixei recados no Twitter e no seu blog desejando maravilhosa viagem e aproveitar MUITO Florença!

15:10 | Unregistered CommenterArnaldo

Arnaldo, obrigada pela atenção! O Hotel já está reservado. Mas, vou procurar o restaurante como vc sugeriu! Obrigada, viu?! Aproveita bastante aí e tira muitas fotos lindas pra compartilhar conosco depois! ;)

21:35 | Unregistered CommenterPaula*

Olha! cheguei aqui hoje e a conclusão é: turistar e/ou viajar nos torna mais sensíveis e poetas, cá entre nós, o mundo carece e agradece! parabéns!

Estou editando um jornal de Turismo em Fortaleza e gostaria de saber se posso publicar essa sua matéria que eu achei fantástica e vai bem de encontro ao que eu gostaria de falar.
Posso?
abrs,
Eliza Souza

elizafssouza@hotmail.com

ELIZA de SOUZA, pode, desde que citada a fonte como a seguir:

Autor: Arnaldo Interata, do blog Fatos & Fotos de Viagens - http://interata.squarespace.com

e que me mande o endereço do jornal da edição em que for publicada a matéria.

13:58 | Unregistered CommenterArnaldo

Puxa Arnaldo!! É minha primeira vez no blog e fiquei encantada, seja com a maneira que vocês escreve, com as fotos, com a organização/lay out..incrível!!

Adoro ler..adoro viajar..assim este blog me parece uma fonte inesgotável!! Os objetivos do seu blog realmente estão sendo alcançados! Estou inspirada!! Seja em viajar e até melhorar meu blog que escrevo sobre minha experiência na Europa que tem caráter mais familiar não tão global! =)

Estou a 4 meses em Paris, estágio em Gastronomia, e volto para o Brasil em novembro (isso me torna uma turista? ;p), mas antes irei viajar um pouco pela Europa e fiquei empolgadíssima com o blog!

Realmente é muito bom ser turista, viajante ou suas variações, mas apesar de todas as variáveis possíveis e imagináveis inseridas em cada contexto, o que dá riqueza realmente é a maneira que olhamos, são nossos olhos..que assim como o rio que nunca é o mesmo..também nunca são os mesmos..e assim as percepções de um mesmo lugar em momentos diferentes podem ser tão distintas e supreendentes!

Desculpe se "viajei"! Uma pergunta: procurei mais sobre você (se mora no Brasil, formação, mas não encontrei...)

Abs!

Arnaldo,

ontem esquentou a discussao sobre esse assunto em um dos posts lá do Conexao Paris. Lembrei-me desse seu post e mandei um e-mail para a Lina. Hoje ela faz uma elogiosa referencia ao seu artigo e sugere a leitura para os leitores do Conexao. Se der, de uma passadinha lá. Eu concordo com tudo o que voce escreveu!!! Ah, tambem queria elogia o seu trabalho. Excelente blog de viagens. Nada obvio! Muito bom. Abraço. Eymard.

8:01 | Unregistered Commentereymard

Arnaldo,

Vim lá do blog da Lina do Conexão Paris. O Eymard, profundo conhecedor da alma humana, deu essa sugestão à Lina que caiu como uma luva. Também concordei com tudo que vc escreveu e a forma foi muito poética.

Parabéns pelo seu post e mais parabéns ainda para o seu Editorial! Comecei por ele e já fiquei animada. Depois apreciei as fotos lindas, em especial essa de Malta !
Gostei muito do estilo como voce descreve as diversas formas de viagem e por pouco não posso seus parâmetros num modelo para uma planilha excel (rs rs rs). Com calma vou explorar outros posts.

Aproveito para dizer que o filme -O céu que nos protege- é dos meus preferidos. Foi uma das raras vezes em que achei o filme melhor do que o livro, no caso, muito bem escrito por Paul Bowles que inspirou o filme do Bertulucci.
Abraços, Madá

18:51 | Unregistered CommenterMadá

FABIANA, vc acabou não passando o endereço de seu blog para que eu o divulgue aqui entre os demais blgs de viagens. E sobre mim, ainda que compreenda a curiosidade de alguns leitores, quero lhe assegurar que eu não tenho a menor importância (ao menos diante dos destinos e do que escrevo, do que pretendo transmitir aos leitores). O blog jamais teve essa orientação de ser pessoal,mas impessoal, ainda que com alguma personalidade.

EYMARD, finalmente o "vejo" por aqui e, ainda melhor, comentando e indicando esta matéria para a Lina, do Conexão Paris. Muitísismo grato, duplamente grato!


MADÁ, fico muito encantado com seu comentário e feliz que tenha tocado vc com esta leitura e a motivado a querer explorar melhor e mais o blog. Saiba que nada é mais agradável e gratificante para quem tem um blog, que a audiência e os comentários. Eu até já escrevi acerca desse assunto aqui (que pode ser visto na seção "Para inspirar", aqui na barra ao lado esquerdo: "Quem faz um blog quer audiência".

Muito grato, seja bem-vinda e escreva sempre.

20:21 | Unregistered CommenterArnaldo

Imagina, Arnaldo!! O seu blog é muitissimo bom. Ainda vou passear por muitos posts e deixar comentarios. Vou explora-lo com calma, como diz Madá. Como verdadeiro "viajante"!

Madá: nao sou profundo conhecedor da alma humana. Sou apenas um curioso!

21:36 | Unregistered Commentereymard

Olá Arnaldo!

Na verdade meu blog tem um caráter menos global como o seu...é sobre meus sentimentos durante este período que tenho passado na França, mas leitores sempre serão bem vindos!! http://beelongedecasa.blogspot.com/

Entrei no site do Ricardo Freire (tua culpa! Assim como foi culpa da Lina, ou diria do Eynard, por ter conhecido o teu! =p) e me diverti com os vídeos (desempacotando NY), imperdível!!

Abs e sempre estarei por aí!!

PS sem importância? Imagina..cada um de nós temos nossa importância..e a sua aqui é de um fomentador de sonhos!! =)

Olá Arnaldo!

Entrei hoje em seu site, bastante conhecido e que utilizo sempre, e tomei um susto ao ver que você irá acabar o blog. Depois lendo com cuidado entendi suas razões.
Quanto a ser turista ou viajante, as vezes já me vi sendo os dois. Mas acho que sou mais viajante. Gosto de estudar os lugares que vou visitar, pois viajo somente com minha esposa e algum casal amigo. Leio vários sites, compro livros e procuro conhecer a natureza do lugar. Acho que você tem me encorajado a seguir em frente.

Arnaldo Branco

Obrigado, Arnaldo. Esteja certo que este, precisamente, é o objetivo fundamental do blog: motivar pessoas, "oncorajar a seguir em frente"!

Grato pela visita e comentário.

Eu citei esse post de vocês no último post do meu blog. Se quiser dar uma olhadinha (ou comentar...): http://www.andarilhosdomundo.com/2011/10/e-voce-e-turista-ou-viajante.html

Boa Noite Arnaldo

Meu nome é Tamara Busato, sou estudante de moda e estou fazendo meu TCC, meu público alvo são viajantes e por isso acabei entrando no seu blog e gostei muito pois fala bastante da questão comportamental dos viajantes, em fim, gostaria muito que você pudesse me dar uma forcinha na minha pesquisa falando um pouco sobre o que você gosta (tipo de música, leitura, comida, lugares que mais gostou de viajar, qual seu objetivo nas viagens, o tipo de roupa que costuma consumir, e o que gostaria que o mercado lhe oferecesse tratando-se de vestuário.) Espero não ser inoportuna e desde já te agradeço, suas respostas será de grande valia para mim, lembrando que é apenas uma pesquisa comportamental e que em hipótese nenhuma mencionarei seu nome em meu trabalho. Obrigado!!

Tamara, não sei de que maneira posso ajudar em sua pesquisa, sem perguntas objetivas e um e mail para corresponder-me.

Por favor, me escreva aqui seu e mail para que eu entre em contato com você, a fim de que vc me envie as perguntas para que eu possa respondêl-as.

Ok Arnaldo!! Obrigado pelo retorno... Meu e-mail é tamarabbusato@yahoo.com.br aguardo o seu contato para que eu possa te encaminhar as perguntas!! Obrigado!!

OI Arnaldo,

Sim e não. :) Na minha experiência de vida, um viajante é também turista, mas não consigo me lembrar de um turista ''puro'' que seja também viajante. Este carrega consigo na mala todos seus bons/maus hábitos e espera que o lugar para onde viaja seja a reprodução da sua ''casa'', e, nao sendo, as fotos dos lugares famosos são o bastante para representar que ''visitaram'' este ou aquele lugar que algum guia, revista, site, amigo disse que tinha que ver. :)

10:08 | Unregistered CommenterVanda

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