MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quinta-feira
Abr232009

JORDÂNIA: Amã - Branca e areia, como giz sobre o deserto

  

                       NÃO há dúvida de que estamos no deserto.  Por toda parte, todavia, a Cidade de Amã é de notável brancura.   Eles são ásperos, por vezes levemente polidos, noutras bastante toscos. São os blocos de pedra branca - onipresentes nas fachadas de Amã.   São trabalhadas como grandes lajotas ou tijolos.  Para além da alvura que caracteriza o cenário da cidade, foi o mote para o apelido carinhoso que lhe deram:  "Cidade Branca".    É como riscar de giz o deserto:  uma notável, surpreendente harmonia entre o branco e as cores do deserto, aqui e ali salpicadas de verde. Assim que se sai dos arredores da cidade o ocre do deserto vai se transformando em cidade, vai se tornando branco. 

 

 Foram os brancos onipresentes nas fachadas, que por vezes tomam tons de pérola, cujo monocromatismo em tons pastéis apelidaram Amã de "Cidade Branca"....

    

 

 

 

                      A “Cidade Branca” tem colinas cobertas por uma profusão de casas quadradas cujos tetos são lages sem telhados. As construções simples pouco diferem de caixotes com janelas e portas. Desbotados minaretes, mercados árabes encobertos e fervilhantes, lojas de doces árabes, ruínas de antigas civilizações, tudo contrasta com o lado novo de edifícios contemporâneos em vidro verde e mármore, de shopping malls e de restaurantes internacionais. A mistura do novo com o antigo combina um barulhento e tumultuado Centro com os calmos e residenciais bairros modernos. 

O Teatro Romano no vale formado pelas Colinas de Amã 

                     MAS é no coração da cidade antiga que está o epicentro das atrações tipicamente árabes de Amã: a Mesquita do Rei Hussein, em estilo otomano. A certas horas os sons emocionam: é a chamada para a oração,  muezzin conclamam os fiéis e enternecem ouvidos e emocionam turistas.  É neste momento que nós ocidentais vivemos o que há de mais original, típico, tradicional e emocionante no mundo árabe: os sons melancólicos dos chamados para as orações, os cheiros exóticos das especiarias, o burburinho curioso das vielas dos souqs e o frenético pechinchar. Amã não tem um souq tradicional, coberto, como os de Istambul, Damasco, Fez e Marrakech.   

   

   

                      SIM, Amã também pode ser uma cidade moderna e por certo é um dos maiores centros culturais do Oriente Médio. Amã não rivaliza com Damasco nem com o Cairo entre os exemplos de cidades islâmicas mais tradicionais da antiguidade e com muito mais atrações. Ao contrário, aqueles que vierem da Síria e do Egito eventualmente poderão sentir-se ou decepcionados ou surpresos com a Capital da Jordânia, dependendo de sua perspectiva. Provavelmente acharão Amã ocidentalizada demais.  

   

   

                     NÃO é uma cidade com muito o que ver, serve mais como ponto de partida pelo país, mas é curiosa, agradável e atraente e merece ao menos dois dias de permanência.

                    HÁ construções modernas e largas avenidas, onde por exemplo podem-se ver edifícios de mármore e vidro ferde a uma grande mesquita, como a El-Malek Abdullah, cujo domo azul domina a paisagem. É nova, construída 1990 onde havia uma mesquita omíada do século VII. Na parte moderna da cidade também há o Royal Culture Centre e ruas onde circulam carros europeus e asiáticos de último tipo.   

    

                    DEPOIS do museu a visita mais recomendável é à mais popular das atrações de Amã, o sítio arqueológico conhecido por Cidadela, ou Jabal al-Qal'a, uma área histórica bem próxima ao Centro da Cidade de Amã. Sobre uma das colinas da cidade, em árabe chamadas jabal, a região já era habitada no período neolítico.

                    O lugar, por sua situação acima da cidade, já foi também uma fortificação cujos diversos trabalhos arqueológicos e de escavações revelaram vestígios de civilizações das idades do Bronze e do Ferro, assim como dos períodos helenístico, romano e árabe.

                  DURANTE o período romano a cidade foi chamada de Filadélfia e construída segundo o estilo romano, isto é, com ruas calçadas em pedra e ladeadas por colunatas enormes, com banhos públicos, anfiteatro e edifícios adminstrativos impressionantes. 

  

                    UMA das cidades da Decápolis, a liga de comércio do imperador Pompeu, nela veem-se diversas ruínas romanas que ficam no centro velho - onde fica a Cidadela - sendo que as mais imponentes ruínas são as do Templo de Hércules e do Anfiteatro Romano, construído em 170 d.C, que posso assegurar ser um dos mais bonitos que conheci, com capacidade para 6 mil pessoas e onde hoje também funcionam o Museu do Folclore e o Museu dos Trajes e Jóias Tradicionais, um lugar sereno que contrasta com o exterior de trânsito congestionado e barulhento.  

   

                      JÁ do período bizantino são as várias igrejas cristãs. Em 635, todavia, aquele período entrou em declínio e os muçulmanos vindos da península arábica tomaram parte do território, dando novamente o nome de Amã à cidade. Remanescente do período bizantino nesta área é seu outro ponto turístico, a Igreja Bizantina, uma pequena basílica de colunas coríntias que se supõe ser do Século 6 ou 7.

   

                      AINDA na Cidadela, o Templo de Hércules, uns 100 metros ao sul da igreja bizantina, hoje é conhecido como “O Grande Templo de Amã, mas foi construído no período do Imperador Marco Aurélio (161 a 180) em homenagem ao Deus Hércules. O Complexo chamado Umayyad Palace (Umayyad Qasr), ou Palácio Omíada, foi construído pelo califa Hisham entre 724 e 743, integrante da dinastia Omíada, a primeira primeira dinastia de califas do profeta Maomé, cujos membros, embora não sendo do seu sangue, pertenciam também a uma tribo de Meca - os Curaixitas, reinou reinou de 661 a 750. O complexo funcionou como um centro administrativo de 720 a 750.  

   

                       ANDAR pelo centro velho da cidade é uma delícia, especialmente quando se entra nas lojas e mercados abertos e pede-se informações aos prestativos e atenciosos jordanianos. E é impressionante como somos bem recebidos e muitos falam um ótimo inglês, melhor que o meu. Mas locomover-se também é simples, seja por taxi ou a pé. Todavia, não há melhor maneira de conhecer turisticamente a cidade do que através do “Amman City Tour Bus”, aquele sistema que consiste numa rota circular turística por ônibus, do qual se pode descer e subir em paradas diversar e determinadas.

   

                      É o sistema mundialmente conhecido como ''HOP ON, HOP OFF'', que no caso de Amã tem 45 paradas e o serviço é feito por ônibus com ar-condicionado. É simples de usar e não requer habilidade: compre um passe que vale por um dia (de 10 às 20 h no verão, primavera e outono, até as 18 h, no inverno). Os passes são encontrados em alguns hotéis e agências de viagens, além de diretamente no próprio ônibus. Um passe custa cerca de US$ 14,00 por pessoa (o equivalente a JD 10) e consiste num cartão tipo “smart card” que é ativado no ônibus, a primeira vez que se entra nele, válido por 24 horas. Além de passar por pontos históricos, pelo centro antigo, por museus e parques, passa também pela Wakalat Street, ou bairro comercial e em alguns shopping malls, Mecca Mall e City Mall os mais interessantes.  

 

   

                       EXATAMENTE por estar em sete colinas, Amã tem ruas de ladeiras e escadas, o que significa que pode ser cansativo caminhar pela cidade, exceto se permanecer no centro jistórico, a parte baixa do vale. Pegar taxis para lugares mais distantes e subidas pode ser uma excelente indicação, pois há muitos deles e são baratos. Todavia, no quesito “taxi” a cidade de Amã merece atenção. A maior parte deles é confiável, mas fique atento aos “bandalhas”. Basta verificar se têm taxímetro, se está funcionando e saber que corridas dentro da cidade, curtas custam entre 3 e 5 JOD. Do aeroporto ao centro, de 20 a 25.

 

A Jordânia produz vinho (como ótimo este Merlot!) e gente simpática, curiosa, acolhedora e gentil.

                        NOS grandes hotéis os taxis são selecionados e cadastrados, plenamente confiáveis e, asseguro, uma excelente maneira de conhecer a cidade e o país é através de um taxi.  As corridas combinadas e exclusivas custam 15 JD a primeira hora e 10 JD cada hora subsequente. Assim, se ficar com um à sua disposição por cinco horas, pagará 55 JD, algo em torno de US$ 78,00. Os carros são bons, de Mercedes Benz com oito anos de uso a Toyotas Corolas bem mais novos. para ir pra fora da cidade, combine o preço antes, pois há taxas extras.    

 

                          TALVEZ o trânsito de Amã seja o mais civilizado e organizado do Oriente Médio.  Mas ainda que o povo seja sempre simpático, educado e atraente com os turistas, dirigem de um jeito bastante ‘arábico” de ser, chegando ao rude e ao uso desnecessário da buzina. Como em quase todos os países muçulmanos que tive o privilégio de conhecer - do Marrocos a Dubai, da Síria à Jordânia, da Tunísia a Turquia, Egito figurando como "fora-de-série" neste quesito comportamento no trânsito - eles tocam suas buzinas sempre e em qualquer lugar e situação, não como na Índia, que nem eles mesmos sabem porquê, nem como no Cairo, mas tocam se qualquer coisa esteja obstruindo seu caminho e tendo que reduzir a velocidade em que vinham. Algumas vezes achei até que fossem cumprimentos, um “olá” sonoro.

  

                           Quando se atravessa as ruas em Amã fiqcar sempre atento aos dois sentidos do tráfego e durante toda a travessia de um lado ao outro da rua, mesmo que haja um policial orientando o trânsito, é questão de sobrevivência. Lembre-se, você é um pedestre, e pedestres nunca têm preferência!   

   

                       DE fato o maior perigo que se pode encontrar em Amã é o trânsito. Cheguei a ler algo sobre ter cuidados ao caminhar pelas ruas da área do bairro Raghadan, onde ficam as ruínas romanas, onde há pequenas lojas bem dirigidas a turistas, onde também pode haver batedores de carteiras. Não tive experiência desagradável no lugar, mas a recomendação aqui é sempre a mesma: fique alerta e vista-se conservadoramente, use bermudas ou calças com bolsos abotoados, não ostente e seja low profile  

  

                      NÃO se precisa tomar nenhuma precaução especial, a não ser as mais elementares, seja lá onde estivermos. Não é necessário ficar nem preocupado, ansioso, receoso. Sequer incômodo. Apenas atento. Esteja atento ao que ocorre ao seu redor e pronto, com nada mais precisará se preocupar. 

    

                      UMA das coisas mais atraentes na Jordânia, especialmente em Amã, é a curiosidade que eles demonstram por nós. No início fica-se meio ressabiado, aprensivo com todas as pessoas que se aproximam de nós sem mais nem porque e nos perguntam de onde somos. A primeira coisa que nos passa pela idéia e acharmos que vão nos dar algum "ganho", tipo conversa fiada de ciganos. Ou, então, que querem nos vender algo. Mas depois de um dia em Amã a gente sente mesmo é vergonha de ter imaginado isso!

   

                      ELES nutrem uma curiosidade tão simpática e acolhedora por nós visitantes que ficamos com vergonha de termos pensado tão viciosamente mal deles. É uma simpatia só, acompanhada de rostos serenos e simpáticos de pessoas de toidas as idades, sempre homens, claro, porque a smulheres jamais abordam alguém na rua, mesmo as mais jovens e ocidentalizadas, dão-nos aos homens apenas um educado e simpático sorriso de "welcome".  Invariavelmente depois de nos perguntarem sempre em inglês "Where are you from?", ao terem sua resposta nos mandam um "Welcome to Jordam?". Não é encantador? Sim, é!

   

                         JÁ não falo o mesmo acerca de mulheres desacompanhadas. Ou até mesmo das acompanhadas.Sempre que podem eles falam uma doce gracinha que se tiverem "corda" imagino que devem ir longe. As mulheres sós devem ter muito cuidado. Casais devem ter comportamento discreto e jamais se abraçarem ou se beijarem em público. Lembre-se de respeitar os costumes, afinal este é um país muçulmano, conservador e somos visitantes, ainda que sempre muito bem recebidos. Outra coisa a não temer, mas saber, é que os banheiros públicos estão pra lá de serem agradáveis, especialmente para mulheres.  

   

                       O Centro da Cidade é a área mais antiga e tradicional. Caminhar por suas ruas e observar seu antigo e variado, tradicional comércio, por si já vale horas de passeio. Se as compras são o propósito, então a área de comércio de rua do bairro Wakalat tem lojas de grifes internacionais e locais. Mas para uma expoeriência muito mais exótica e inesquecível, circule pelo Souq de Amã, no contro antigo. Nada pode ser mais árabemente tradicional, mais inesquecível e mais atraente para todos os sentidos. Para quem gosta de frequentar a "noite", esta já fica longe do centro histórico, nos restaurantes e coffee houses dos bairros nobres como o Al-Shmeisani e o Abdoun.

                        

                      EM Amã os dias considerados de "agito" são as quintas e sextas-feiras, pois os árabes têm apenas um dia de descanso, a sexta, o que faz da quinta à noite o dia do “happy-hour”, quando alguns lugares ficam abertos até 1 da manhã, não mais que isso. Tanto de dia quanto de noite, fumar o narguilé, um dos mais tradicionais costumes árabes, pode ser usufruído também po turistas em algumas cafeterias, onde o hábito de chupar fumaça de um cachimbo composto de um fornilho, um tubo extenso flexível e um vaso com água, cuja fumaça do fumo com aromas e sabores de ervas e frutas é filtrada pela água contida no reservatório de vidro ou cerâmica. Acompanha-se do tradicionalíssimo chá de menta, comum em todo o mundo árabe. 

                      O álcool é permitido na Jordânia com certas limitações, em bares fechados e discretos, além de nos hotéis. Nos hotéis é possível ingerir bebidas alcoólicas sem problemas, mas em público, jamais. A prática é proibida por lei, mesmo para turistas. Nada de diferente de qualquer país muçulmano, por mais liberal que seja. Mas você não veio ao mudo árebe para beber, certo? Bem, se quer uma cerveja ou um drink, pense num suco ou em água. Não se pode beber uma cerveja naturalmente sentados numa mesa de bar na calçada, mas em compensação pode-se fumar narguilé, não há roubos nem pedintes, violência, policiais armados de fuzis, balas perdidas, metralhadoras, tanques e soldados. Policiais, quando os vemos, são simpáticos e com cara de bonachões, assim como o povo jordaniano, caloroso e simpático.

  

                      ESTAMOS num país islâmico que segue as normas do Corão. Muçulmanos rezam 5 vezes ao dia. As chamadas para as orações, gritadas pelos Imans do alto dos minaretes das mesquitas, para mim é algo extremamente agradável, exótico, emocionante. Não me canso de ouvir e acho lindo. Como há muitas muitas mesquitas em Amã - o som que vem dos alto falantes pode incomodar, já que acontecem desde cedo até a noite - se houver uma mesquita perto de seu hotel não seria absurdo recomendar o uso de um tocador de MP3 ou aqueles protetores auriculares de borracha.  

                      ORAR cinco vezes ao longo do dia. No Islam, a oração (também se chama de 'salat' ou 'reza'), é o ato mais importante, um dos cinco pilares. As orações constituem um elo direto entre o adorador (servo) e Deus. A oração da manhã (Salát Assobh), que inicia-se desde a alvorada até o nascer do Sol e é composta de duas genuflexões; A oração do meio-dia (Salát Addohr), que inicia-se desde o meio-dia até o pôr do Sol e é composta de quatro genuflexões; A oração da tarde (Salát Al-Açr), que inicia-se desde o meio-dia até o pôr do Sol e é composta de quatro genuflexões; A oração do crepúsculo (Salát Al-Maghreb), que inicia-se desde o pôr do Sol até a entrada da noite e é composta de três genuflexões; A oração do anoitecer (Salát Al-Ichá), que inicia-se desde o pôr do Sol até a entrada da noite e é composta de quatro genuflexões, e que é obrigatória rezar primeiro a oração do crepúsculo e depois a oração do anoitecer, e pode ser rezada até a meia-noite.

Oração no Islam

Para saber mais sobre importância da Oração no Islam e o que deve fazer um muçulmano antes de orar: 

http://www.proaweb.com.br/assalat/


                        A despeito de sua enorme popularidade, de sua beleza e elegância e de figurar na lista das mais bonitas e bem vestidas do mundo, a Rainha Rania da Jordânia -  esposa do Rei Abdullah II -  é muito mais notável e reconhecida por seu dinamismo, modernidade, inteligência, cultura, articulação política e social. Assim como a brancura das construções, ela é onipresente na região, física e virtualmente, seja nas ruas da cidade com sua foto, ao lado de seu marido, num ou noutro cartaz afixados nas fachadas da cidade ou nas estradas, seja na Internet, onde tem atuado em favor de seu povo. Eles são o Rei e a Rainha de um povo 95% alfabetizado e 50% abaixo dos 25 anos. 

Mapa de Amã

http://www.guide2jordan.com/maps.htm

                UM dinar vale cerca de US$ 1,40 e as taxas de câmbio geralmente são boas. Há caixas eletrônicos para retirada de dinheiro através de cartões de crédito e bancários.

 

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O Fours Seasons Hotel de Amã, uma estada perfeita

 

FOTOS: Divulgação Four Seasons 

 "Tragam suas coroas e tiaras porque serão tratados como reis e rainhas num castelo no topo de uma colina, neste 'oásis de calmz' onde tudo funciona rigorosamente de acordo com o que se espera desta rede, especialmente neste hotel, considerado um dos melhores do Oriente Médio ... Zagat World's Top Hotels, Resorts & Spas 2007/08’

    

                      O que dizer de um hotel que em tudo é excepcional? Dos apartamentos à decoração, do SPA à piscina, do staff à comida, da cama mais confortável do mundo ao banheiro mais espaçoso e equipado, o Fours Seasons é perfeito. E sem dúvidas a rede Four Seasons de hotéis é a melhor do mundo. Não há um só lugar porque se passe em todas as instalações do hotel que não seja digna de ser admirada e fotografada. O impressionante nível de qualidade dos serviços, desde o momento que chegamos ao que saímos, irretocável.

 

                       Turisticamente falando pode parecer não estar apropriadamente localizado, já que fica a 15 minutos de taxi do centro da cidade. Todavia, fica num oásis de tranqulidade especialmente apropriado para quem retorna esgotado após um dia inteiro de passeios. Situado entre o bairro residencial Al Sweifiyah e o financeiro Shmeisani, o Four Seasons fica numa colina que proporciona uma dramática vista das redondezas e de minateres das mesquitas próximas.

    

                        São 15 andares e 192 espaçosos apartamentos mobiliados com bom gosto e distinção e todos com vista esplêndida. Os restaurantes Seasons, Vivace e Asia servem de um suntuoso buffet a pratos da cozinha árabe, italiana e asiática. Os bares The Square Bar e The Foyer Lounge são lugares deliciosos para um drink. O ponto alto do hotel é o “Spa at Four Seasons Hotel”

 

                        HOTEL em Damasco até bem pouco tempo era uma escolha difícil, não pela falta de opções, mas pela ausência de alternativas intermediárias de categorias: ou iam do luxo opulento ou de uma cama pra dormir.  Atualmente, além dos seis e cinco estrelas e dos hotéis bem simples, já começam, a surgir os hotéis boutique, a exemplo do Al Mamlouka, pequeno, luxuoso, charmoso, amplo e bem localizado: na cidade velha, defronte ao Bab Touma (um dos portões da cidadela) e ao Hammam Bakri (um dos hammans de Damasco). Ou o Old Vine Hotel, outro hotel boutique, assim como o Al Mamlouka, pequeno, sofisticado, charmoso e no centro velho, perto da Mesquita Omíada e dos bazares e entre sírios tradicionais vestidos com suas igualmente tradicionais jalabiyyas (jelabas).

NOTA: não foi possível fotografar o Four Seasons Hotel de Amã por conta de um atentado terrorista contra países muçulmanos ocidentalzidados, como o que houve em 2004, quando simultaneamente três hotéis de redes norte-americanas foram alvo de atentados a bomba daqueles em que pessoas usam explosivos no corpo em atentados suicidas. Neste caso, eram iraquianos e uma iraquiana e hove dezenas de turistas mortos. Por isos há um rígido contrôle de segurança apra acesso ao hotel, que começa com barreiras de contreto e vistoria eletrônica e visual dos carros, detectores de metal e scanners de raiox X de bagagens para se entrar no hotel, além da proibição de fotografias nas áreas comuns. 

(1) Os Manuscritos do Mar Morto - uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, na Judéia (atual Israel) - foram escritos entre o século III a.C. e o primeiro século depois de Cristo em hebraico, aramaico e grego. A maior parte deles são pergaminhos, uma pequena parcela papiros e um deles gravado em cobre. Estão classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumram. Textos extremamente importantes - uma vez que foram escritos mil anos antes do que os registros do Velho Testamento - proporcionam vasta documentação sobre o período em que foram escritos e revelam aspectos até então desconhecidos da política e religiosidade dos tempos do nascimento do cristianismo e do judaísmo rabínico. FONTE: Wikipédia.

Reader Comments (12)

Arnaldo, visitando Amã por suas mãos e lentes foi instigante. Os sítios arqueológicos belíssimos e muito bem cuidados e o povo gentil pelo que você descreve. Bem, quanto à hospedagem, o Four Seasons não pode ser mais chique. Extremo bom gosto e refinamento. Grande abraço para você e Alice,

Majô

22:35 | Unregistered CommenterMajô

Arnaldo , estes teus titulos de posts vão render um premio Pulitzer !
A foto do dia tb está magnifica !
PS- Que tal alterar o Bio- twitter para poeta, fotógrafo , ?

Parabéns. Ótimas fotos e excelente relato. Eu me surpreendo como sei muito pouco sobre alguns lugares.Jordânia era um deles.

Adorei a foto das colunas e os árvores em perspectiva!!!

Lindo lugar. Para mim Amán tem sido uma descoberta inesperada. Gostei do Templo de Hércules e do Anfiteatro Romano.
Surpreendete nome para uma antiga cidade romana: Filadélfia. Acredita??? Incrível!!!
Boas fotos, Arnaldo

16:44 | Unregistered CommenterCarmen

Belíssimos cliques!
Um dia aprendo a fazer fotos de viagem assim!

Como sempre e um prazer compartilhar as suas viagens!

11:07 | Unregistered CommenterErnesto

Arnaldo, amei o post! Foi tão bom ler um post sobre um lugar que eu não sabia absolutamente nada! Fiquei com uma excelente impressão.

16:12 | Unregistered CommenterCarlaZ

Parabens novamente pelo post! Tem dica de restaurante, cafe em Aman? Aman é como Dubai para as mulheres? Há muitas jordanianas andando sem veu pelas ruas? Desde ja agradeço as dicas!

11:19 | Unregistered CommenterHelo

HELO, Amã é parecida sim, e convém levar um lenço, mas APENAS para quando for visitar alguma mesquita. Na rua NÃO é preciso.

19:11 | Unregistered CommenterArnaldo

Obrigada pela resposta!!!

19:59 | Unregistered CommenterHelo

estou indo para Jordania para conhecer o povo de "fasaelia " heroina de meu novo livro e gostei de sua informações. carolina portoliveira

Estive na Jordania. Fui para PETRA. Que emoção! Andar pelos mesmos caminhos que Fasaelia andou. Admirar a mesma paisagem!!
Estive nos museus em Petra, Aman, Jerusalem...
Foi maravilhoso mergulhar na história e voltar cheia de idéias.Carolina portoliveira

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