CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quinta-feira
Abr232009

JORDÂNIA: Amã - Branca e areia, como giz sobre o deserto

  

                       NÃO há dúvida de que estamos no deserto.  Por toda parte, todavia, a Cidade de Amã é de notável brancura.   Eles são ásperos, por vezes levemente polidos, noutras bastante toscos. São os blocos de pedra branca - onipresentes nas fachadas de Amã.   São trabalhadas como grandes lajotas ou tijolos.  Para além da alvura que caracteriza o cenário da cidade, foi o mote para o apelido carinhoso que lhe deram:  "Cidade Branca".    É como riscar de giz o deserto:  uma notável, surpreendente harmonia entre o branco e as cores do deserto, aqui e ali salpicadas de verde. Assim que se sai dos arredores da cidade o ocre do deserto vai se transformando em cidade, vai se tornando branco. 

 

 Foram os brancos onipresentes nas fachadas, que por vezes tomam tons de pérola, cujo monocromatismo em tons pastéis apelidaram Amã de "Cidade Branca"....

    

 

 

 

                      A “Cidade Branca” tem colinas cobertas por uma profusão de casas quadradas cujos tetos são lages sem telhados. As construções simples pouco diferem de caixotes com janelas e portas. Desbotados minaretes, mercados árabes encobertos e fervilhantes, lojas de doces árabes, ruínas de antigas civilizações, tudo contrasta com o lado novo de edifícios contemporâneos em vidro verde e mármore, de shopping malls e de restaurantes internacionais. A mistura do novo com o antigo combina um barulhento e tumultuado Centro com os calmos e residenciais bairros modernos. 

O Teatro Romano no vale formado pelas Colinas de Amã 

                     MAS é no coração da cidade antiga que está o epicentro das atrações tipicamente árabes de Amã: a Mesquita do Rei Hussein, em estilo otomano. A certas horas os sons emocionam: é a chamada para a oração,  muezzin conclamam os fiéis e enternecem ouvidos e emocionam turistas.  É neste momento que nós ocidentais vivemos o que há de mais original, típico, tradicional e emocionante no mundo árabe: os sons melancólicos dos chamados para as orações, os cheiros exóticos das especiarias, o burburinho curioso das vielas dos souqs e o frenético pechinchar. Amã não tem um souq tradicional, coberto, como os de Istambul, Damasco, Fez e Marrakech.   

   

   

                      SIM, Amã também pode ser uma cidade moderna e por certo é um dos maiores centros culturais do Oriente Médio. Amã não rivaliza com Damasco nem com o Cairo entre os exemplos de cidades islâmicas mais tradicionais da antiguidade e com muito mais atrações. Ao contrário, aqueles que vierem da Síria e do Egito eventualmente poderão sentir-se ou decepcionados ou surpresos com a Capital da Jordânia, dependendo de sua perspectiva. Provavelmente acharão Amã ocidentalizada demais.  

   

   

                     NÃO é uma cidade com muito o que ver, serve mais como ponto de partida pelo país, mas é curiosa, agradável e atraente e merece ao menos dois dias de permanência.

                    HÁ construções modernas e largas avenidas, onde por exemplo podem-se ver edifícios de mármore e vidro ferde a uma grande mesquita, como a El-Malek Abdullah, cujo domo azul domina a paisagem. É nova, construída 1990 onde havia uma mesquita omíada do século VII. Na parte moderna da cidade também há o Royal Culture Centre e ruas onde circulam carros europeus e asiáticos de último tipo.   

    

                    DEPOIS do museu a visita mais recomendável é à mais popular das atrações de Amã, o sítio arqueológico conhecido por Cidadela, ou Jabal al-Qal'a, uma área histórica bem próxima ao Centro da Cidade de Amã. Sobre uma das colinas da cidade, em árabe chamadas jabal, a região já era habitada no período neolítico.

                    O lugar, por sua situação acima da cidade, já foi também uma fortificação cujos diversos trabalhos arqueológicos e de escavações revelaram vestígios de civilizações das idades do Bronze e do Ferro, assim como dos períodos helenístico, romano e árabe.

                  DURANTE o período romano a cidade foi chamada de Filadélfia e construída segundo o estilo romano, isto é, com ruas calçadas em pedra e ladeadas por colunatas enormes, com banhos públicos, anfiteatro e edifícios adminstrativos impressionantes. 

  

                    UMA das cidades da Decápolis, a liga de comércio do imperador Pompeu, nela veem-se diversas ruínas romanas que ficam no centro velho - onde fica a Cidadela - sendo que as mais imponentes ruínas são as do Templo de Hércules e do Anfiteatro Romano, construído em 170 d.C, que posso assegurar ser um dos mais bonitos que conheci, com capacidade para 6 mil pessoas e onde hoje também funcionam o Museu do Folclore e o Museu dos Trajes e Jóias Tradicionais, um lugar sereno que contrasta com o exterior de trânsito congestionado e barulhento.  

   

                      JÁ do período bizantino são as várias igrejas cristãs. Em 635, todavia, aquele período entrou em declínio e os muçulmanos vindos da península arábica tomaram parte do território, dando novamente o nome de Amã à cidade. Remanescente do período bizantino nesta área é seu outro ponto turístico, a Igreja Bizantina, uma pequena basílica de colunas coríntias que se supõe ser do Século 6 ou 7.

   

                      AINDA na Cidadela, o Templo de Hércules, uns 100 metros ao sul da igreja bizantina, hoje é conhecido como “O Grande Templo de Amã, mas foi construído no período do Imperador Marco Aurélio (161 a 180) em homenagem ao Deus Hércules. O Complexo chamado Umayyad Palace (Umayyad Qasr), ou Palácio Omíada, foi construído pelo califa Hisham entre 724 e 743, integrante da dinastia Omíada, a primeira primeira dinastia de califas do profeta Maomé, cujos membros, embora não sendo do seu sangue, pertenciam também a uma tribo de Meca - os Curaixitas, reinou reinou de 661 a 750. O complexo funcionou como um centro administrativo de 720 a 750.  

   

                       ANDAR pelo centro velho da cidade é uma delícia, especialmente quando se entra nas lojas e mercados abertos e pede-se informações aos prestativos e atenciosos jordanianos. E é impressionante como somos bem recebidos e muitos falam um ótimo inglês, melhor que o meu. Mas locomover-se também é simples, seja por taxi ou a pé. Todavia, não há melhor maneira de conhecer turisticamente a cidade do que através do “Amman City Tour Bus”, aquele sistema que consiste numa rota circular turística por ônibus, do qual se pode descer e subir em paradas diversar e determinadas.

   

                      É o sistema mundialmente conhecido como ''HOP ON, HOP OFF'', que no caso de Amã tem 45 paradas e o serviço é feito por ônibus com ar-condicionado. É simples de usar e não requer habilidade: compre um passe que vale por um dia (de 10 às 20 h no verão, primavera e outono, até as 18 h, no inverno). Os passes são encontrados em alguns hotéis e agências de viagens, além de diretamente no próprio ônibus. Um passe custa cerca de US$ 14,00 por pessoa (o equivalente a JD 10) e consiste num cartão tipo “smart card” que é ativado no ônibus, a primeira vez que se entra nele, válido por 24 horas. Além de passar por pontos históricos, pelo centro antigo, por museus e parques, passa também pela Wakalat Street, ou bairro comercial e em alguns shopping malls, Mecca Mall e City Mall os mais interessantes.  

 

   

                       EXATAMENTE por estar em sete colinas, Amã tem ruas de ladeiras e escadas, o que significa que pode ser cansativo caminhar pela cidade, exceto se permanecer no centro jistórico, a parte baixa do vale. Pegar taxis para lugares mais distantes e subidas pode ser uma excelente indicação, pois há muitos deles e são baratos. Todavia, no quesito “taxi” a cidade de Amã merece atenção. A maior parte deles é confiável, mas fique atento aos “bandalhas”. Basta verificar se têm taxímetro, se está funcionando e saber que corridas dentro da cidade, curtas custam entre 3 e 5 JOD. Do aeroporto ao centro, de 20 a 25.

 

A Jordânia produz vinho (como ótimo este Merlot!) e gente simpática, curiosa, acolhedora e gentil.

                        NOS grandes hotéis os taxis são selecionados e cadastrados, plenamente confiáveis e, asseguro, uma excelente maneira de conhecer a cidade e o país é através de um taxi.  As corridas combinadas e exclusivas custam 15 JD a primeira hora e 10 JD cada hora subsequente. Assim, se ficar com um à sua disposição por cinco horas, pagará 55 JD, algo em torno de US$ 78,00. Os carros são bons, de Mercedes Benz com oito anos de uso a Toyotas Corolas bem mais novos. para ir pra fora da cidade, combine o preço antes, pois há taxas extras.    

 

                          TALVEZ o trânsito de Amã seja o mais civilizado e organizado do Oriente Médio.  Mas ainda que o povo seja sempre simpático, educado e atraente com os turistas, dirigem de um jeito bastante ‘arábico” de ser, chegando ao rude e ao uso desnecessário da buzina. Como em quase todos os países muçulmanos que tive o privilégio de conhecer - do Marrocos a Dubai, da Síria à Jordânia, da Tunísia a Turquia, Egito figurando como "fora-de-série" neste quesito comportamento no trânsito - eles tocam suas buzinas sempre e em qualquer lugar e situação, não como na Índia, que nem eles mesmos sabem porquê, nem como no Cairo, mas tocam se qualquer coisa esteja obstruindo seu caminho e tendo que reduzir a velocidade em que vinham. Algumas vezes achei até que fossem cumprimentos, um “olá” sonoro.

  

                           Quando se atravessa as ruas em Amã fiqcar sempre atento aos dois sentidos do tráfego e durante toda a travessia de um lado ao outro da rua, mesmo que haja um policial orientando o trânsito, é questão de sobrevivência. Lembre-se, você é um pedestre, e pedestres nunca têm preferência!   

   

                       DE fato o maior perigo que se pode encontrar em Amã é o trânsito. Cheguei a ler algo sobre ter cuidados ao caminhar pelas ruas da área do bairro Raghadan, onde ficam as ruínas romanas, onde há pequenas lojas bem dirigidas a turistas, onde também pode haver batedores de carteiras. Não tive experiência desagradável no lugar, mas a recomendação aqui é sempre a mesma: fique alerta e vista-se conservadoramente, use bermudas ou calças com bolsos abotoados, não ostente e seja low profile  

  

                      NÃO se precisa tomar nenhuma precaução especial, a não ser as mais elementares, seja lá onde estivermos. Não é necessário ficar nem preocupado, ansioso, receoso. Sequer incômodo. Apenas atento. Esteja atento ao que ocorre ao seu redor e pronto, com nada mais precisará se preocupar. 

    

                      UMA das coisas mais atraentes na Jordânia, especialmente em Amã, é a curiosidade que eles demonstram por nós. No início fica-se meio ressabiado, aprensivo com todas as pessoas que se aproximam de nós sem mais nem porque e nos perguntam de onde somos. A primeira coisa que nos passa pela idéia e acharmos que vão nos dar algum "ganho", tipo conversa fiada de ciganos. Ou, então, que querem nos vender algo. Mas depois de um dia em Amã a gente sente mesmo é vergonha de ter imaginado isso!

   

                      ELES nutrem uma curiosidade tão simpática e acolhedora por nós visitantes que ficamos com vergonha de termos pensado tão viciosamente mal deles. É uma simpatia só, acompanhada de rostos serenos e simpáticos de pessoas de toidas as idades, sempre homens, claro, porque a smulheres jamais abordam alguém na rua, mesmo as mais jovens e ocidentalizadas, dão-nos aos homens apenas um educado e simpático sorriso de "welcome".  Invariavelmente depois de nos perguntarem sempre em inglês "Where are you from?", ao terem sua resposta nos mandam um "Welcome to Jordam?". Não é encantador? Sim, é!

   

                         JÁ não falo o mesmo acerca de mulheres desacompanhadas. Ou até mesmo das acompanhadas.Sempre que podem eles falam uma doce gracinha que se tiverem "corda" imagino que devem ir longe. As mulheres sós devem ter muito cuidado. Casais devem ter comportamento discreto e jamais se abraçarem ou se beijarem em público. Lembre-se de respeitar os costumes, afinal este é um país muçulmano, conservador e somos visitantes, ainda que sempre muito bem recebidos. Outra coisa a não temer, mas saber, é que os banheiros públicos estão pra lá de serem agradáveis, especialmente para mulheres.  

   

                       O Centro da Cidade é a área mais antiga e tradicional. Caminhar por suas ruas e observar seu antigo e variado, tradicional comércio, por si já vale horas de passeio. Se as compras são o propósito, então a área de comércio de rua do bairro Wakalat tem lojas de grifes internacionais e locais. Mas para uma expoeriência muito mais exótica e inesquecível, circule pelo Souq de Amã, no contro antigo. Nada pode ser mais árabemente tradicional, mais inesquecível e mais atraente para todos os sentidos. Para quem gosta de frequentar a "noite", esta já fica longe do centro histórico, nos restaurantes e coffee houses dos bairros nobres como o Al-Shmeisani e o Abdoun.

                        

                      EM Amã os dias considerados de "agito" são as quintas e sextas-feiras, pois os árabes têm apenas um dia de descanso, a sexta, o que faz da quinta à noite o dia do “happy-hour”, quando alguns lugares ficam abertos até 1 da manhã, não mais que isso. Tanto de dia quanto de noite, fumar o narguilé, um dos mais tradicionais costumes árabes, pode ser usufruído também po turistas em algumas cafeterias, onde o hábito de chupar fumaça de um cachimbo composto de um fornilho, um tubo extenso flexível e um vaso com água, cuja fumaça do fumo com aromas e sabores de ervas e frutas é filtrada pela água contida no reservatório de vidro ou cerâmica. Acompanha-se do tradicionalíssimo chá de menta, comum em todo o mundo árabe. 

                      O álcool é permitido na Jordânia com certas limitações, em bares fechados e discretos, além de nos hotéis. Nos hotéis é possível ingerir bebidas alcoólicas sem problemas, mas em público, jamais. A prática é proibida por lei, mesmo para turistas. Nada de diferente de qualquer país muçulmano, por mais liberal que seja. Mas você não veio ao mudo árebe para beber, certo? Bem, se quer uma cerveja ou um drink, pense num suco ou em água. Não se pode beber uma cerveja naturalmente sentados numa mesa de bar na calçada, mas em compensação pode-se fumar narguilé, não há roubos nem pedintes, violência, policiais armados de fuzis, balas perdidas, metralhadoras, tanques e soldados. Policiais, quando os vemos, são simpáticos e com cara de bonachões, assim como o povo jordaniano, caloroso e simpático.

  

                      ESTAMOS num país islâmico que segue as normas do Corão. Muçulmanos rezam 5 vezes ao dia. As chamadas para as orações, gritadas pelos Imans do alto dos minaretes das mesquitas, para mim é algo extremamente agradável, exótico, emocionante. Não me canso de ouvir e acho lindo. Como há muitas muitas mesquitas em Amã - o som que vem dos alto falantes pode incomodar, já que acontecem desde cedo até a noite - se houver uma mesquita perto de seu hotel não seria absurdo recomendar o uso de um tocador de MP3 ou aqueles protetores auriculares de borracha.  

                      ORAR cinco vezes ao longo do dia. No Islam, a oração (também se chama de 'salat' ou 'reza'), é o ato mais importante, um dos cinco pilares. As orações constituem um elo direto entre o adorador (servo) e Deus. A oração da manhã (Salát Assobh), que inicia-se desde a alvorada até o nascer do Sol e é composta de duas genuflexões; A oração do meio-dia (Salát Addohr), que inicia-se desde o meio-dia até o pôr do Sol e é composta de quatro genuflexões; A oração da tarde (Salát Al-Açr), que inicia-se desde o meio-dia até o pôr do Sol e é composta de quatro genuflexões; A oração do crepúsculo (Salát Al-Maghreb), que inicia-se desde o pôr do Sol até a entrada da noite e é composta de três genuflexões; A oração do anoitecer (Salát Al-Ichá), que inicia-se desde o pôr do Sol até a entrada da noite e é composta de quatro genuflexões, e que é obrigatória rezar primeiro a oração do crepúsculo e depois a oração do anoitecer, e pode ser rezada até a meia-noite.

Oração no Islam

Para saber mais sobre importância da Oração no Islam e o que deve fazer um muçulmano antes de orar: 

http://www.proaweb.com.br/assalat/


                        A despeito de sua enorme popularidade, de sua beleza e elegância e de figurar na lista das mais bonitas e bem vestidas do mundo, a Rainha Rania da Jordânia -  esposa do Rei Abdullah II -  é muito mais notável e reconhecida por seu dinamismo, modernidade, inteligência, cultura, articulação política e social. Assim como a brancura das construções, ela é onipresente na região, física e virtualmente, seja nas ruas da cidade com sua foto, ao lado de seu marido, num ou noutro cartaz afixados nas fachadas da cidade ou nas estradas, seja na Internet, onde tem atuado em favor de seu povo. Eles são o Rei e a Rainha de um povo 95% alfabetizado e 50% abaixo dos 25 anos. 

Mapa de Amã

http://www.guide2jordan.com/maps.htm

                UM dinar vale cerca de US$ 1,40 e as taxas de câmbio geralmente são boas. Há caixas eletrônicos para retirada de dinheiro através de cartões de crédito e bancários.

 

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O Fours Seasons Hotel de Amã, uma estada perfeita

 

FOTOS: Divulgação Four Seasons 

 "Tragam suas coroas e tiaras porque serão tratados como reis e rainhas num castelo no topo de uma colina, neste 'oásis de calmz' onde tudo funciona rigorosamente de acordo com o que se espera desta rede, especialmente neste hotel, considerado um dos melhores do Oriente Médio ... Zagat World's Top Hotels, Resorts & Spas 2007/08’

    

                      O que dizer de um hotel que em tudo é excepcional? Dos apartamentos à decoração, do SPA à piscina, do staff à comida, da cama mais confortável do mundo ao banheiro mais espaçoso e equipado, o Fours Seasons é perfeito. E sem dúvidas a rede Four Seasons de hotéis é a melhor do mundo. Não há um só lugar porque se passe em todas as instalações do hotel que não seja digna de ser admirada e fotografada. O impressionante nível de qualidade dos serviços, desde o momento que chegamos ao que saímos, irretocável.

 

                       Turisticamente falando pode parecer não estar apropriadamente localizado, já que fica a 15 minutos de taxi do centro da cidade. Todavia, fica num oásis de tranqulidade especialmente apropriado para quem retorna esgotado após um dia inteiro de passeios. Situado entre o bairro residencial Al Sweifiyah e o financeiro Shmeisani, o Four Seasons fica numa colina que proporciona uma dramática vista das redondezas e de minateres das mesquitas próximas.

    

                        São 15 andares e 192 espaçosos apartamentos mobiliados com bom gosto e distinção e todos com vista esplêndida. Os restaurantes Seasons, Vivace e Asia servem de um suntuoso buffet a pratos da cozinha árabe, italiana e asiática. Os bares The Square Bar e The Foyer Lounge são lugares deliciosos para um drink. O ponto alto do hotel é o “Spa at Four Seasons Hotel”

 

                        HOTEL em Damasco até bem pouco tempo era uma escolha difícil, não pela falta de opções, mas pela ausência de alternativas intermediárias de categorias: ou iam do luxo opulento ou de uma cama pra dormir.  Atualmente, além dos seis e cinco estrelas e dos hotéis bem simples, já começam, a surgir os hotéis boutique, a exemplo do Al Mamlouka, pequeno, luxuoso, charmoso, amplo e bem localizado: na cidade velha, defronte ao Bab Touma (um dos portões da cidadela) e ao Hammam Bakri (um dos hammans de Damasco). Ou o Old Vine Hotel, outro hotel boutique, assim como o Al Mamlouka, pequeno, sofisticado, charmoso e no centro velho, perto da Mesquita Omíada e dos bazares e entre sírios tradicionais vestidos com suas igualmente tradicionais jalabiyyas (jelabas).

NOTA: não foi possível fotografar o Four Seasons Hotel de Amã por conta de um atentado terrorista contra países muçulmanos ocidentalzidados, como o que houve em 2004, quando simultaneamente três hotéis de redes norte-americanas foram alvo de atentados a bomba daqueles em que pessoas usam explosivos no corpo em atentados suicidas. Neste caso, eram iraquianos e uma iraquiana e hove dezenas de turistas mortos. Por isos há um rígido contrôle de segurança apra acesso ao hotel, que começa com barreiras de contreto e vistoria eletrônica e visual dos carros, detectores de metal e scanners de raiox X de bagagens para se entrar no hotel, além da proibição de fotografias nas áreas comuns. 

(1) Os Manuscritos do Mar Morto - uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, na Judéia (atual Israel) - foram escritos entre o século III a.C. e o primeiro século depois de Cristo em hebraico, aramaico e grego. A maior parte deles são pergaminhos, uma pequena parcela papiros e um deles gravado em cobre. Estão classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumram. Textos extremamente importantes - uma vez que foram escritos mil anos antes do que os registros do Velho Testamento - proporcionam vasta documentação sobre o período em que foram escritos e revelam aspectos até então desconhecidos da política e religiosidade dos tempos do nascimento do cristianismo e do judaísmo rabínico. FONTE: Wikipédia.

Reader Comments (12)

Arnaldo, visitando Amã por suas mãos e lentes foi instigante. Os sítios arqueológicos belíssimos e muito bem cuidados e o povo gentil pelo que você descreve. Bem, quanto à hospedagem, o Four Seasons não pode ser mais chique. Extremo bom gosto e refinamento. Grande abraço para você e Alice,

Majô

22:35 | Unregistered CommenterMajô

Arnaldo , estes teus titulos de posts vão render um premio Pulitzer !
A foto do dia tb está magnifica !
PS- Que tal alterar o Bio- twitter para poeta, fotógrafo , ?

Parabéns. Ótimas fotos e excelente relato. Eu me surpreendo como sei muito pouco sobre alguns lugares.Jordânia era um deles.

Adorei a foto das colunas e os árvores em perspectiva!!!

Lindo lugar. Para mim Amán tem sido uma descoberta inesperada. Gostei do Templo de Hércules e do Anfiteatro Romano.
Surpreendete nome para uma antiga cidade romana: Filadélfia. Acredita??? Incrível!!!
Boas fotos, Arnaldo

16:44 | Unregistered CommenterCarmen

Belíssimos cliques!
Um dia aprendo a fazer fotos de viagem assim!

Como sempre e um prazer compartilhar as suas viagens!

11:07 | Unregistered CommenterErnesto

Arnaldo, amei o post! Foi tão bom ler um post sobre um lugar que eu não sabia absolutamente nada! Fiquei com uma excelente impressão.

16:12 | Unregistered CommenterCarlaZ

Parabens novamente pelo post! Tem dica de restaurante, cafe em Aman? Aman é como Dubai para as mulheres? Há muitas jordanianas andando sem veu pelas ruas? Desde ja agradeço as dicas!

11:19 | Unregistered CommenterHelo

HELO, Amã é parecida sim, e convém levar um lenço, mas APENAS para quando for visitar alguma mesquita. Na rua NÃO é preciso.

19:11 | Unregistered CommenterArnaldo

Obrigada pela resposta!!!

19:59 | Unregistered CommenterHelo

estou indo para Jordania para conhecer o povo de "fasaelia " heroina de meu novo livro e gostei de sua informações. carolina portoliveira

Estive na Jordania. Fui para PETRA. Que emoção! Andar pelos mesmos caminhos que Fasaelia andou. Admirar a mesma paisagem!!
Estive nos museus em Petra, Aman, Jerusalem...
Foi maravilhoso mergulhar na história e voltar cheia de idéias.Carolina portoliveira

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