CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Terça-feira
Abr282009

SÍRIA: Seus tesouros e prazeres 

                A Natureza quase sempre é perfeita.  Entre tantas que ela fez e faz, ainda nos deu cinco sentidos.  E o que é viajar senão um experimento sensorial?  Toda viagem nada mais é do que a percepção do que nossa visão capta e em seguida registra na memória.  Mas e se uma viagem for uma experiência sensorial plena, na qual todos os sentidos forem exigidos e experimentados em sua magnitude, muito além do mais fabuloso deles, a visão?   Esta terá sido uma viagem perfeita.  Ainda mais que a Natureza.

"Damasco Antiga" - Tudo em movimento

                    VISÃO, olfato, audição, tato e paladar. Na Síria, especialmente em Damasco, todos os sentidos serão testados com sutil delicadeza, serena discreção e suave elegância, por vezes em conjunto, noutras isoladamente.  A Síria também é um desses países cuja visita torna-se uma grande farra sensorial. Todavia, diferentemente de Bangkok,  Damasco não é uma experiência sensorial estafante, ao contrário, é delicada, sutil e elegante.  O resultado desse experimento sensorial pleno e agradável resulta numa viagem deliciosa e com requintes, realidade que transforma um destino turístico numa notável, inesquecível atração.  A Síria é uma explêndida aventura para os olhos, os ouvidos, a boca e as mãos. É envolvimento e paixão. Em doses delicadas de prazeres sutis.

   

ACIMA: prato de doces típicos do Narenje e a sorveteria mais antiga de Damasco, no Souq al-Hamadiyyeh

ABAIXO: lojinha de especiarias, pistache e amendoins; crianças nos abordando sorrindo na rua

   

                   SERIA preciso encher páginas descrevendo cada uma das experiências sensoriais magníficas e seu saldo ao fim do dia.  A vivência sensorial pode ir de uma simples, inesperada conversa com um vendedor numa lojinha no Souq al-Hamadiyyeh que acaba sendo um inesquecível momento, ao toque de uma criança que nos aborda com um sorriso curioso para sabermos quem e de onde somos e tiremos umas fotos suas. Pode ir de um almoço fabuloso no Restaurante Narenje - na Damasco Antiga - ao som melancólico de um muezzin chamando para a oração num minatere da Umayyada Mosque (Grande Mesquita de Damasco). Ou das cômicas, viciadas buzinadas dos motoristas de Damasco ao cheiro das especiarias e doces do souq e do delicioso sabor da mais antiga e incrível sorveteria do sorvete de sabor único de Damasco.

   

Damasco Antiga

                   TODAVIA não é possível assegurar exatamente em que ponto começa esta atração. Tampouco quando ela se transforma em paixão. Os tesouros e os prazeres da Síria - por mais que um visitante tenha pesquisado e lido sobre o país - sempre surpreenderão o visitante. O país se revela sutilmente aos olhos viajante, discretamente, aos poucos, com elegante delicadeza. E permanentemente. 

 Damasco Antiga

                   POR mais que o passado tente esconder seus tesouros, suas antiguidades, elas acabarão se revelando e seduzindo o  visitante com sua riqueza incomum.   Pode até ser que este sutil encantamento, que a atração e a paixão não sejam assim tão inesperados, mas por certo serão maiores do que o que imaginamos.  Poucos países encerram em si tão notáveis e grandiosas riquezas históricas, culturais, artísticas, culinárias e arquitetônicas quanto a Síria.  São 7000 anos de civilização.  Por isso mesmo a Síria é considerada o “berço da civilização”, divide com o Iraque, o Irã, o Egito e a China o privilégio.  De certo cada esquina da Velha Damasco parece ter um segredo, uma lenda, uma história para contar ao visitante.

  

                  DAMASCO é misteriosa, assustadoramente misteriosa.  É mais arábica do que Amã.  Tem uns ares de segredo que não se percebe na Capital da Jordânia.  É mais adulta, mais velha. Já está formada.   O país tem o efeito de uma descarga elétrica no viajante ocidental.  O choque é cultural mesmo pra quem vem de outro país árabe.  Até mesmo as cinco chamadas diárias para a oração aparentam ser mais evidentes do que as que ouvi em Amã.  Aterrisar em Damasco é chegar em outro mundo. Arábico autêntico e sem estereótipos.

 Damasco Antiga - Movimentação urbana

                    AINDA que o encantamento possa ser esperado, decerto ele será maior do que supõem o visitante.  Poucos países encerram em si tão notáveis e grandiosas riquezas históricas, culturais, artísticas, arquitetônicas e culinárias em tão reduzido território; são apenas 185.1801 km² de extensão territorial, já incluídas as Colinas de Golã, hoje ocupadas por Israel. É o 86º do mundo em área.  Não foi em vão que os 7000 anos de civilização fizeram do país um dos “berços da civilização”, juntamente com o Iraque, o Irã, o Egito e a China. O certo é que cada esquina da Velha Damasco, cada coluna romana da fabulosa Palmira, cada pedra dos Castelos Cruzados parecem conter um segredo, uma lenda, uma história para contar. 

  

Souq al-Hamadiyyeh, uma viagem ao Século XV - Cidade Velha, Damasco 

Souq al-Hamadiyyeh, o enorme mercado coberto na Cidade Velha

 

 

                          OS ventos de Abril trazem a Primavera a Damasco. É quando ela se mostra ainda mais deliciosa, saborosa, mágica. Atração e paixão na certa, mas em clima e temperaturas agradabilíssimos.  No começo intimida.  Mas aos poucos ambientamo-nos a tamanho exotismo e vamos assumindo a cidade.  É impossível não se apaixonar-se pela Síria e sua gente. 

Krak de Chevaliers - Castelo dos Cruzados, Síria                  

                   SÍRIA e Jordânia são destinos a descobrir, nações recém-chegadas ao mercado turístico internacional, o que os torna países extremamente exóticos e a nós, visitantes ocidentais, curiosidades de seu povo.  É uma reallidade mundial: nas minhas últimas viagens procurei por guias turísticos impressos da Siria nas melhores e maiores livrarias do mundo, seja nos Estados Unidos, seja na Europa ou na Ásia. Em nenhuma delas consegui encontrar sequer um exemplar do mais popular guia de viagem, de um Rough Guide a um Lonely Planet. Egito e Israel abundam as prateleiras, encabeçam a lista dos destinos turísticos mais divulgados e populares do oriente médio, Dubai disputando o segundo lugar cabeça a cabeça.

  

 

 Damasco Antiga (antiga mesmo!)

                   MAS por que?  Se quase todos passaram por aqui, se quase tudo começou aqui, se a história é milenar e a simpatia contagiante, se as marcas são mais do que evidentes de que este pequeno país nas dimensões mas grandioso como nação, como cultura, história, arquitetura, culinária e folcrore, se é um detino que deixará boas marcas inesquecíveis no visitante, por que ainda especialmente a Síria é um país tão pouco difundido, desejados, oferecido e visitados? Será apenas por desinformação coletiva, universal?

   

                  QUE outro conjunto de motivos mais atraentes pode conter um destino turístico do que um fabuloso conjunto de tesouros seguido dos prazeres de um povo receptivo, acolhedor, curioso e que sorri para o visitante? Segurança?  Está é inquestionável. Nada é mais agradável do que a sensação de estarmos num país oriental de cultura e tradições milenares, que enxergam a modernidade, olham para o ocidente sem preconceitos e recebem com orgulho e simpatia o visitante. A hospitalidade na Síria - assim como na Jordânia - é apenas um verdadeiro inesperado “plus”. Mesmo apoiado na mais profunda tradição, o visitante será sempre bem-vindo e recebido com curiosidade e cortesia.

 

   

                   O fato é que a realidade do país é muito mais ampla do que aquela que habita o inconsciente coletivo de meio mundo: camelos, beduínos, desertos, mesquitas e tapeets orientais. Ainda que esta imagem popular que reflita apenas uma parte da realidade seja efetiva, não é tudo. Há de fato um pouco menos na Síria do que as montanhas e praias jordanianas, os castelos e igrejas, as mesquitas e toda aquela urbanidade que se vê em Amã. Mas há muito, muito o que se ver na Síria e em Damasco.

 

"Primeiro atração, depois envolvimento, por último, paixão"

                   

                  SOB certos aspectos a Síria é uma nação complexa do ponto de vista político e que evoca alguns medos nos ocidentais: é um regime totalitário, apoiado fortemente pelos soviéticos, declarado país do “eixo do mal” pelo governo Bush e declaradamente anti-Israel. Todavia o declínio do império americano na era bushiana já mostra seus efeitos positivos em ambos os lados: distensão.  Nicolas Sarkozy tornou-se o primeiro presidente ocidental do primeiro mundo a visitar Damasco em cinco anos, missão de lançar uma iniciativa de paz entre Israel e o Oriente Médio, especialmente na Palestina. A Secretária de Estado Hillary Clinton visitou o país em Março último com o intuito de reverter a política do governo anterior em relação à Síria.

   

                    DE certo modo todavia, os conflitos no Oriente Médio paracem ser uma realidade contemporânea inquestionável, aparentemente insolúvel: a partilha do Oriente Médio pelo Ocidente e sua perene pretensão de superioridade moral baseada na aplicação da democracia e do liberalismo aliados à necessidade do petróleo sempre motivaram intenções colonizadoras e divisoras naa região, tanto por franceses quanto por ingleses depois da I Guerra Mundial, e de norte-americanos depois da Segunda.

    

                   O governo sírio vem fazendo o que deve ser feito neste sentido, tentativa de converter o país num grande destino turístico através de propaganda, investimentos em infra-estrutura e alargando seu apelo turístico às operadoras internacionais no sentido de divulgar e desenvolver seu grande potencial de crescimento turístico e aumentar as receitas justamente num momento de crise internacional e redução de suas reservas de petróleo o dos preços do éleo no mercado mundial.

  

Igrejas católicas (ortodoxas) num país muçulmano? Na Síria é possível  

                    A República Árabe da Síria são o nome e sobrenome. Al-Jumhuriya al-`Arabiya as-Suriya, ou, ainda, الجمهوريّة العربيّة السّوريّة. Mas trate-a simplesmente por Síria, a surpreendente e apaixonante Síria, onde de um lado fica o Mar Mediterrâneo, do outro o Rio Tigre e, cortando o meio, o Rio Eufrates.

 Krak de Chevalier - Síria

  

                  TESOUROS e prazeres, uma história antiga adorável, ruínas romanas impressionantes, castelos dos Cruzados, cidades medievais, mercados islâmicos, arte e arquitetura muçulmana, cidades que atraem tanto pelo novo quanto pelo antigo, a Síria toda está assentada e distribuída por um território desértico e em lugares e cidades que sempre são habitadas por pessoas receptivas, hospitaleiras, simpáticas e educadas. Tudo com uma cozinha maravilhosa, compras inesquecíveis, hotéis magníficos, sedutoras praias, entretenimentos exótico. Ao final de sua viagem o visitante sairá da Síria enfeitiçado. São os tesouros e prazeres da Síria.

A incrível Palmyra, dois mil anos de história

  

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              “Não importa o quão longe você vá ao passado. Sempre chegará em Damasco

Mark Twain 

                    CURIOSAMENTE o fato de ser a cidade continuamente habitada mais antiga do mundo faz de Damasco a maior cidade do mundo menos explorada em termos de excavações arqueológicas, pelo simples fato de que sempre houve gente vivendo nela. Toda vez que um homem escava uma calçada ou uma rua, mesmo um terreno, para instalar ou reparar uma tubulação algum pedaço de construção histórica é encontrado.

 Palmyra, Síria

   

                   Ninguém jamais esteve apto a descobrir o que se esconde sobre as diferentes camadas de terra que encobrem as diferentes civilizações que viveram ali e se sobrepuseram umas sobre as outras. Em 1940, por exemplo, quando reparos no subsolo da Via Reta eram feitos, descrobriram-se os arcos romanos triplos que foram desenterrados e colocados no solo, como são vistos hoje. 

  

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História viva, cultura abundante

                      UMA terra muito antiga.  Uma história rica e turbulenta de civilizações humanas que vão até 5000 a.C. A Síria transpira, exala uma fascinante história de comércio, política, conquistas e ocupações por impérios importantíssimos na história da humanidade: assírios, hititas, persas, romanos, bizantinos, omaíadas, islâmicos e turcos otomanos. Por diversas vezes o território foi controlado por egípcios, babilônios, turcos, persas e franceses, e quase todos deixaram suas marcas e impressões, seja em grandes construções como fortalezas, anfiteatros, igrejas, mesquitas, seja na cultura.

Convento de St. Takla - Maaloula, Síria

                    QUANDO se visita a Síria depara-se com evidentes, magníficos, chocantes e belos exemplos de museus e monumentos que contam parte dessa história, desde castelos dos Cruzados – como o Krak des Chevaliers – às ruínas romanas de Palmyra, inquestionavelmente uma das atrações mais notáveis do país. Na área urbana de Aleppo e de Damasco encontram-se exemplares monumentos de arquitetura medieval, cidades muradas, souqs, igrejas e mesquitas, edifícios coloniais franceses e belos exemplos da gloriosa arquitetura islâmica dos períodos Mulmuk (1260-1516) e Otomano (1516-1918), todos testemunhando seu passado cristão e muçulmano.

  

 Palmyra, Síria

                     PALMYRA foi construída no meio ao deserto, ao pé de uma cadeia de colinas, suas ruínas romanas conservam o esplendor do império. Destruída por um grande incêndio e mais tarde por um terremoto, é possível visitar as ruínas do Templo de Baal, a Grande Colunata, a Ágora, e o Palácio Qala´at ibn Maan, um castelo árabe do século XVII. 

 Krak de Chevaliers

   

                      KRAK des Chevaliers é um fabuloso castelo dos Cruzados, bem conservado, quase como era há 800 anos, quando foi construído. O castelo é dividido em duas partes, a muralha externa com treze torres e a muralha interna, que contém um portão imponente de 5 metros de altura, a antiga capela transformada em mesquita, entre outras atrações.

 

ACIMA e ABAIXO: Damasco Antiga 

    

                      ALEPPO é uma cidade com uma cidadela, museus e caranvaçarais. Os fascinantes souqs são cobertos e se extendem por um grande labirinto. Ao norte dos souqs a Grande Mesquita tem um minarete construído em 1090 e um púlpito entalhado em madeira de grande valor histórico e sem dúvidas turístico. 

 

                     EM muitos aspectos a Síria tornou-se uma nação de considerável misto cultural, linguas, religiões e ideais políticos. Para além disso, um dos mais importantes centros comerciais da história antiga da humanidade, cujas cidades e fortificações ao longo da Rota da Seda testemunham o quão importante foi o papel da Síria no comércio com a Ásia, África e Europa. A Síria, esta nação tão antiga e tão jovem ao mesmo tempo, ainda que traga milhares de anos em sua herança, só muito recentemente teve sua total independência política, em 1946.

 

 Cenas de rua - Damasco Antiga

                     A estepe, exceto a costa de clima ,mediterrâneo, e nas montanhas e regiões banhadas pelos rios, predomina a estepe. Aí se encontram Damasco, Homs, Hama, Aleppo, Deir Ezzour, Hassake e Qamishle, banhada pelo Orontes, o Eufratres e o Khabour. O deserto conta com alguns grandes oásis, como o de Palmira, no sudoeste do país, onde acampam os beduínos e seu gado bovino.

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 Mark Twain, Gustave Flaubert e Agatha Christie já haviam se encantado com a Síria

                      DIZ a história que Damasco é “a cidade continuamente habitada mais antiga do mundo”. Diz também que em suas terras esteve o Jardim do Eden. O fato é que a primeira referência histórica a esta cidade aparece lá nos anos 1.700. Antes de Cristo! Há milênios cidades contemporâneas de Damasco já caíram em ruínas: Cartago, Tebas, Babilônia, Nínive, Éfesos e Persépolis. Damasco sobrevive e progride. Os muçulmanos acreditam que ela seja a mais antiga de todas. Os cristãos dizem que Deus modelou Adão com a argila do Rio Barada. Pare em qualquer praça de Damasco antiga, olhe ao redor e verá antiguidade.

     

Damasco Antiga

                      SE você tem alguma dúvida sobe se deve ou não visitar a Síria em função de segurança, razões políticas ou mesmo até religiosas, esqueça tudo e anote: planeje-se, arrume as malas, e esqueça tudo o que leu e ouvir negativamente sobre este país seguro, amigável, de povo simpático e hospitaleiro, tudo num lugar dos mais seguros do mundo.  O país que o visitante descobre é seguro, amistoso e livre de crimes comuns à maioria das Capitais do mundo ocidental. Foi muito fechado mas se abre aos poucos para o Ocidente. Ocidentaliza-se na medida certo: um hotel Four Seasons novinho, construído em 2005 é o que há de mais sofisticado na hotelaria mundial, mas em Damasco hospedar-se no Four Seasons custa a metade do que custaria na Europa. 

                    SEM dúvidas o viajante deve fazer uma visita a Palmira, a cerca de 250 quilômetros de Damasco, um fabuloso conjunto de ruínas da famosa cidade síria que fez parte da Rota da Seda, fundada no segundo milênio antes de Cristo e que viveu sob controle romano nos primeiros anos da era cristã. E, num outro dia, aos sítios arqueológicos de Ugarit, Ebla, Bosra, Aleppo e Hama, passeios de um dia altamente recomendáveis para passeios a partir da Capital.

ACIMA: Damasco Antiga

 A seguir: Um turista brasileiro no “Eixo do Mal”

Reader Comments (15)

Caro Arnaldo,

será impressão minha ou eu não trocaria Damasco por Aman?...
Parece-me efectivamente mais "verdadeira", mais muçulmana, mais tradicional e mais "pura" do que Aman, pelo menos é esta a impressão que fica.
Parabéns pelas descrições, muito elucidativas, gostei especialmente do enquadramento histórico/político da região, bastante lúcido.

Saudações do Roadrunner!

Arnaldo, é impossível não se apaixonar por esses destinos, depois de ler os seus relatos. Você corre o risco de receber um convite do governo para ficar e divulgar o turismo. Por aqui, você já deve ter convencido uma legião de admiradores.

10:07 | Unregistered CommenterRosa

Sim, o seu blog é um tesouro. E, sim, é prazeroso, cada linha, cada imagem. Belíssimo! Parabéns!

10:09 | Unregistered CommenterRosa

Mais um destino na minha lista ...
Uma excelente viagem de volta pra vcs , e até sexta !

15:07 | Unregistered CommenterSylvia

ROADRUNNER, você teve a impresão exata que eu quis transmitir: Damasco é mais "arábica, madura, tem mais conteúdo" que Amã. E mais o que se ver e viver também. Obrigado pela visita e comentário. Um granda abraço ao amigo do "outyro lado do Atlântico".

ROSA, isso é MUITO mais que um elogio, é um presente! Muito grato e volte semrpe.

15:08 | Unregistered CommenterArnaldo

Que fotos lindas. São de fazer a gente se sentir completamente imbecil por nunca ter sentido vontade de ir a Damasco até então...

Uauuu!!
Tô aqui babando + uma vez..
Lindissimas fotos..
Amei a 1a foto intitulada Damasco antiga.. o detalhe da luminària fiou perfeito..
E a do tràfico.. heheh.. 90% de tàxis.. surpreendente..
As ruinas de Palmyra são belissimas..
Parabéns e aproveite bem..
=)

12:30 | Unregistered CommenterMartinha

Caramba... quando ei li que vc estava indo para a Siria, juro que me deu um frio na barriga e te achei um pouco doido... mas agora, estou fascinada e muito empolgada em conhecer esse lugar. Deve ser realmente fascinante e autentico!
Maravilha!
Abs

20:52 | Unregistered CommenterMirella

que lindo!!! E que titulo mais sugestivo, adorei!

Absolutamente fascinante... que qualidade de post! Eu sei o trabalhão que dá escolher as fotos, recortá-las, subi-las no post... além de fazer o texto! Ufa! Realmente um trabalho de mestre! Abs!

Profundamente árabe e misteriosa. Palavras doces para o ouvido de quem se descobriu intrigada e apaixonada pelo mundo muçulmano.
É interessante também ver a origem das coisas: algumas das fotos, se vistas isoladamente, me fariam lembrar da Andaluzia :-)
PS: Dei risada da chamada do próximo post, hehe...Já que você está na descoberta do 'Eixo do Mal', por que não Irã? (Quem vai diz que é inesquecível, está na minha (longa) lista).

20:44 | Unregistered CommenterEmília

O próximo post será pra você: Petra! (mudei os planos...)

SILVIA OLIVEIRA, seus elogios, incentivos e apoios são tão tão que eu fico tão tão que nem dá pra descrever...

Gratíssimo!

Adorei a maneira como descreveste cada lugar e suas características...confesso que me surpreendi com tudo o que vi e li...Parabéns fizeste um trabalho muito bonito...Impossível não ter vontade de fazer as malas diante de tantas belezas...

15:20 | Unregistered CommenterRosane

Olá Arnaldo!

Ao ver seu site, eu revi passo a passo a minha viagem à Síria em Dezembro/2009, com meu marido e filha de 4 aninhos. Nós amamos tudo o que vimos, além de entendermos muito de nós mesmos, que somos netos de sírios!

Por muitas vezes durante a viagem pensei por que meu avô deixou esta terra para sempre, terminando seus dias em pleno Brasil Central. Foram 56 anos de Brasil...

O fato é que o fascínio transformado em paixão fez com que começasse um livro sobre o país, mas isso é uma longa história que passa por Houran e pelo Anti-Líbano!

Parabéns pelo belo trabalho e felicidades para vc, regada a muito Arak e narguillée.

Um beijo sírio para vc, com tudo o que isso quer dizer!

Cláudia Falluh (cbffer@yahoo.com.br)

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