MENSAGEM ao LEITOR
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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Quinta-feira
Jul162009

SÍRIA: Um dia mais que perfeito em Damasco 

            

             SINAL de trânsito é mera sugestão. Sinal luminoso, uma heresia. Em Damasco eu não arriscaria confiar em nenhum deles. Creio até que os sírios devam achar um certo desplante alguém acreditar num sinal luminoso, em faixas de pedestres e em placas de sinalização. Especialmente na cidade velha.

 

     

Sírios dirigem com apenas uma das mãos ao volante. A outra fica sempre a postos na buzina.

 

  

             E é com buzinadas nervosas que eles expressam suas surpresas ao perceberem que um pedestre mais ousado exerce seu legítimo direito de ir (pro outro lado da rua) cruzando seu caminho. Aliás, as buzinadas são um meio de expressão. É uma forma de linguagem muito peculiar em Damasco. Com um ou dois dias na cidade já é possível identificarmos o que querem dizer aqueles toques em diferentes tons,tempos e intensidades.

 

    

 

             ESTOU quase certo de que aquela autoridade vestida de guarda de trânsito me repreenderia se eu atravessasse a rua assim tão confiante num sinal luminoso. Nada que a gente não se acostume ao cabo de uns dias. Não vi uma só almaocidental atravessando as ruas com traquilidade. Atravessar as ruas em Damasco, é de longe o maior perigo que um turista ocidental corre neste país. O verdadeiro "Eixo do Mal" fica naquela grande avenida central de Damasco.

 

  

  

 "O verdadeiro "Eixo do Mal"  fica naquela grande avenida central de Damasco"

 

             O tráfego é incrível. Ainda mais incrível e simplista foi a solução para a vertiginosa redução dos acidentes. Incrível, simplista e original: transformar todas as ruas em mão única! O tráfego é uma atração turística extremamente interessante. Creia, a observação do trânsito de pessoas e carros nas ruas da cidade é para além de uma divertida curiosidade, espantosa forma de diversão. Sim, o trânsito, em Damasco, é uma atração. Exerça esse direito e tenha momentos de puro entretenimento.

 

  

             É uma zona total. Se algum motorista pára seu carro por mais de dois segundos levará uma buzinada do que vem atrás. É automático. Desconfio até que instalaram sensores pra que isso se torne automático. Pra atravessar as ruas como fazem os locais é preciso prática e habilidade, além de auto-confiança e um certo prazer por riscos. Para chegar ao nirvana (atravessar as ruas com absoluta confiança e tranquilidade como os locais) é preciso ter nascido em Damasco. 

 

  

 

             UM turista - mesmo um brasileiro - jamais deixará de pensar que é impossível cruzar uma rua sem correr sérios riscos de virar massa de tomate antes de conseguir seu intento. É mais ou menos como ter que cruzar em diagonal uma manada de búfalos desembestada.  A única maneira de sentir alguma “segurança” é misturar-se a um grupo de locais e seguir a turba colado nela.  Assume-se o princípio lógico de que um bando de seres humanos a pé deve valer mais que uns poucos seres humanos dirigindo. Todavia, se eu estivesse errado, seria mais um pino de boliche num fabuloso strike. Às vezes eu chegava a pensar que devia valer uns dez pontos na carteira (positivos, é claro) "acertar" um grupo tão numeroso assim. 

 

 

 

    

  

             EXCETO para se deslocarem de carro os damascenos são bem tranquilos. Exercem com prazer o tempo que lhes é destinado a viverem a vida. Parecem gostar de viver o dia a dia em todas as suas etapas e da melhor maneira possível. Desde que não estejam dirigindo, é claro. Damascenos têm tempo para fumar narguilé, para beber chá de menta, para comer, para jogar conversa fora, para jogar, pra olhar, pra comprar, pra barganhar, sobretudo pra olhar turistas com a mesma curiosidade com que turistas olham pra eles.

 

   

 

               HÁ de tudo. Das mulheres que andam absolutamente tapadas à moda xiita às que usam só o véu e vestem-se com roupas e acessórios ocidentais.  As de classes mais altas chegam a usar roupas ocidentais modernas e quase ousadas. Todavia ainda se percebe um certo modo de vida inalterado há séculos, especialmente no interior das vias estreitas dos souqs e entre as paredes da cidade antiga murada.  Algo que contrasta fortemente com o moderno modo de vida de além-muros.   

 

"Hititas, cananeus, assírios, babilônios, aramaicos, romanos, bizantinos.

 Não seria possível que tamanha imponência antropológica desse menos no que deram

a Síria, a formação de seu povo e o conteúdo de sua história."

 

 

  

   

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Um dia proveitoso em Damasco 

 

               UM dia proveitoso em Damasco deve começar cedo para um turista. Não é necessário madrugar, mas sair às nove da manhã é um bom momento para aproveitar a vida que está começando na sua rotina diária, nas labirínticas ruas da Cidade Velha. Em breve o turista ouvirá (e por certo se emocionará) o canto melancólico dos muezzim chamando para uma das cinco orações do dia: "Allah akbar!, Allah akbar!, Allah akbar!".... Eles chegam do minarete da Mesquita Omaíada (Umayyad Mosque) – o centro espiritual da Capital da Síria, construída no Século 8 durante o califato de al-Walid.

 

 

 

  

  

             ESTEJA certo de que o poder de fascinação que Damasco exerce sobre um turista será extremamente mais complexo ao entendimento do que supõe o Departamento de Estado norte-americano, aquele que classificou a Síria como país integrante do “Eixo do Mal”.  Para qualquer um será difícil escapar de tanta história e cultura, da pedra fundamental onde erigiu-se a civilização.

 

   

  

            SUBA à montanha Jebel Qassioun no entardecer, atrás da cidade de Damasco, veja as luzes acendendo-se lá longe, e lembre-se: segundo a tradição foi ali mesmo que o Profeta Maomé chegou a Damasco. Ali mesmo onde você pisa ele exlamou: “Não posso descer, pois no paraíso só se entra uma vez”. É uma linda e romântica homenagem a um lugar.

 

  

 

 

              Olho do alto da mesma montanha e redescubro que estamos no Século XXI. Penso: "meu Deus, eu cheguei lá!" (no século, não na montanha). Vejo abaixo a Cidade Velha, percebo e recebo o sabor doce, da sedução da Doce Damasco.  Esta cidade exerce tal poder como poucas sobre seus visitantes. E ainda que hoje vejamos que o “paraíso” aparente ser um monte de edificações em estilo soviético dos anos 60, que nele se destaque um moderníssimo Four Seasons ali no meio da paisagem, ainda há muito, muito com o que me surpreender.

 

    

 

             MAS Damasco é muito mais do que a Cidade Velha e seus 'sovietismos' arquitetônicos dos anos 60, aquele a que nós turistas vislumbramos desde Jebel Qassioun. É na cidadela fortificada, nas ruínas romanas, nas mesquitas, nos palácios e palacetes que ficam os tesouros escondidos de Damasco: a arquitetura islâmica, a bizantina e a otomana, o comércio de rua, a comida, o povo, os antiquários, o artesão produzindo como há mil anos, o pistache, as amêndoas e amendois torradinhos na hora, fresquinhos e quentinhos dos mais deliciosos que se pode provar...

 

 

... as crianças que nos param na rua pra um simples “oi”, a simpatia pelos brasileiros, a complexa e sonora língua, o exotismo. Tudo o que nos torna apaixonados por um país apaixonante e um povo cativante.

 

     

 

     

  

              A principal razão de uma visita à Síria é a riqueza dos sítios históricos. E pode-se passar semanas visitando sítios hititas, castelos de cruzados, correr ao longo da costa, explorar as ruínas mesopotâmicas, bizantinas e romanas no deserto, conhecer a cultura árabe muçulmana mais antiga e visitar cidades inacreditáveis. Há na Síria cerca de 20.000 sítios arqueológicos. Mas além de tudo, há dois pontos muito positivos que motivam e atraem o visiante: a segurança e hospitalidade sírias – além da culinária a que nós brasileiros estamos bem familiarizados – tornam a Síria pra lá de deliciosa.

 

 

  

              E para além do país, há também muito o que visitar em Damasco: os Palácios, as Mesquitas, os Souqs, as Ruínas Romanas, os Khans (2), as Madrassas (3), os Mausoléus (4) os Hammams (5) e as Igrejas.

 

  

   

 

(2) Os souks de Damasco são dotados de vários khans - que significam o mesmo que um um caravanserai -, aquela parte da edificação que que faz parte de um estabalecimento comercial destinado ao recebimento das mercadorias que antigamente chegavam em caravanas. Um Khan nada mais é do que um alojamento para a dormida daqueles que se deslocavam por longos dias trazendo as mercadorias para abastecer o mercado varejista local. Em Damasco boa parte deles foi contruída durante o período otomano, aidna que esse tipod e construção já existisse no mundo árabe. O mais famoso deles é o Assad Pacha Khan no Souk al-Bzouriyeh. Muitos dos khans apresentam em sua estrutira múltiplos domos, algumas vezez encobrindo pátios internos. Um dos mais interessantes khans de Damasco – de domos triplos – é o Khan al-Sadraniyeh, do Século 18, que fica perto do Palácio Azem, no lado norte do Souk el-Bzouriyeh.

 

 

 

    

 

(3) A Cidade Velha de Damasco tem grande quantidade de madrassas, as escolas religiosas islâmicas, algumas do Século 12. Essas construções impressionam pela estrutura e pela arquitetura e ornamentação. Em geral ficam situadas adjacenets a alguma mesquita. Na época eram o único meio de ter acesso à educaçào, pois não apenas se aprendiam os fundamentos doislã, mas outras matérias em que os árabes eram extremamente desenvolvidos. As mais famosas de Damasco são as Madrassas al-Jaqmaqiyah, Noureddine, al-Sibaiyah e al-Azem, construída no Século 18 pelo mesmo governador que construíu o Palácio Azem. Esta Madrassa al-Azem pode ser visitado porque foi convertida numa loja comercial de antiguidades, localizada a curta caminhada do Palácio Azem.

 

 

 

    

 

(4) Espalhados ao redor da Velha Damasco ficam os mausoléus construídos para a veneraçào de algum sultão, famliares e personalidades religiosas ou que detinham o poder na época, evidentemente que da religião muçulmana. Muitos deles são estruturas arquitetôinicas com domos e foram construídos junto a uma mesquita ou uma madrassa. Eles foram construídos desde o período árabe ou otomano em Damasco e tem tanta importância arquitetônica quanto religiosa.

 

 

 

  

 

(5) Um hammam - mais conhecido como banho turco – é tradicional em qualquer país muçulmano e existem em damasco há muitos anos. Numerosos hammams tradicionais podem ser encontrados e frequentados na Velha Damasco. Como era tradição, os hammams eram decorados com esmero e luxo, alguns até suntuosamente. Arquitetônicamente apresentam ao menos um domo central, e ainda que eu não tenha ido a um, deve ser uma experiência inigualável. A maioria dos hammams tem horários diferenciados para homens e mulheres e constiuem-se em um conjunto de atividades cque começa com um banho de vapor, uma massagem e uma esfoliação. Os mais famosos são do Século 12, sendo o Hammam Nour el-Din - localizado no Souk al-Bzouriya, perto do Assad Pacha Khan - um dos mais notáveis.

 

 

 

 

  

 

  

 

 

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Liberdade, ainda que tardia

  

              A história tem tanta importância para o turista quanto para o povo Sírio. É um orgulho do qual nos orgulhamos de saber. E é preciso conhecê-la para compreendermos o país, sua cultura e seu povo. Por seu território já passaram assírios e arameus. A nação foi marcada por forte influência da Mesopotâmia e do Egito, dominada por vários povos e desbravada por muitos conquistadores, ocupada por persas, conquistada por Alexandre III da Macedônia. Não é pouco, é demais. Sua história continua por séculos, passa por um período helenístico, pela cobiça e domínio dos romanos, justamente a época em que foram fundadas grandes cidades, como a mítica Palmira.

 

 

            EM 1516 passou por domínio otomano, integrou-se aquele fabuloso império, passou a ser turca até 1918, quando na primeira guerra mundial mais uma divisão ocorreu: uma sob domínio francês, outra sob o inglês. O país alcançou sua independência apenas em 1946.

 

 

   

  

             DAMASCO é cheia de fábulas fascinantes. Uma charmosa cidade antiga, palácios de contos de fada e das mil e uma noites, souqs coloridos e atraentes, grandes mesquitas e de lendas de Aladim. São incríveis atrações em cada esquina. Geograficamente a cidade fica nos pés das Anti-Lebanon Mountains e próxima ao Oásis al-Ghouta, para o qual convergiam as rotas das caravanas que provisionavam Damasco e que por isso mesmo têm tanta importância histórica.

 

 

 

   

 

              HOJE é uma grande metrópole, cujo crescimento acelerado traz as consequências negativas e inevitáveis. A principal delas é a modernização da arquitetura e a descaracterização de algumas partes antigas da cidade, que se extende por 25 Km num raio ao redor do Rio Barada, dividindo-se em duas: a Antiga e Nova Damasco. A Cidade Antiga ainda é o coração social e comercial da Capital, além de abrigar os maiores sítios históricos.

 

 

   

 

            NÃO há como não chocar-se ao cruzar um dos portões da muralha medieval que cerca a cidadela e entrar no Souk al Hamidiyeh, o maior de uma série de mercados cobertos que interconectam-se e correm cruzando-se em linhas semi-retas até sairem nos arcos romanos do antigo Templo de Júpiter, que por sua vez abre-se para uma grande praça. Os portões são um túnel do tempo, do Século XXI ao XVI em alguns passos.

 

   

 

                  PARA entrar na Cidadela cruzam-se os seguintes portões: Bab Sharki, Bab Al-Salam, Bab Tooma, Bab Al-Faradees ou Bab Al-Amara, Bab Al-Sgheer, Al-Manakhliah ou Al-Faraj, Al-Jabieh, Bab Al-Nasr, cada um com sua história.

 

 

      

 

               DIZEM que todas as capitais muçulmanas do oriente médio são iguais. Se for assim, eu achei Damasco bem mais igual do que as demais que conheci. E ela tem muito a oferecer ao visitante. E tudo com uma razoável infra-estrutura turística e excelente rede hoteleira. Notadamente o centro antigo, onde por exemplo fica a “Via Reta”, ou “rua chamada reta”, ou, ainda, الشارع المستقيم‎, e os bazares, vários edifícios interessantes e o Museu Nacional com grande acervo da história e cultura sírias e de povos e civilizações hititas, cananeus, assírios, babilônios, aramaicos, romanos, bizantinos.

 

 

 

   

 

               QUEM já esteve num souq em Istambul, Fez, Marrakech e Túnis já viu bons mercados árabes. Mas o de Damasco, além de enorme, só perde pro de Fez em termos de exotismo e rusticidade, já que é um misto dos souqs de Istambul com o de Marrakech. Parte dele é coberta por telhas de zinco em forma de arco. O efeito dos buracos de bala feitos pelos franceses nos anos 20 só é equiparável ao da luz solar passando sobre a cobertura de ripas de madeira do souq de Fez.

 

   

 

               LÁ a luz do sol passa pelas centenas de furos e faz parecer um céu estrelado. O efeito é curioso, para além de ser bonito. É meio poético.  A luz se projeta no chão escuro do interior do souq como se houvesse uma lente de aumento. Todo souq é confuso, mas o de Damasco não é. Nem labiríntico. É movimentadíssimo. Vende-se de tudo: comida, especiarias, carnes, roupas, lingerie, tecidos, brinquedos, utensílios de cozinha, antiguidades, artesanato, doces, jóias. Comi o mais delicioso falafel da minha vida e uma esfiha nem tanto. Seriam necessários muitos dias para conhecê-lo e a todas as suas lojas. A sensação de caminhar pelo souq de Damasco é, sensorialmente falando, arrasadora: barulho, cheiros, vozes e imagens. Tudo em doses extremas.

 

 

   

 

              E com que prazer negociam! Sabem vender e apresentar suas mercadorias como nenhum outro povo. Mesmo que o que têm a oferecer possa ser pouco. Para os turistas é uma festa: ambos os lados se divertem.

 

 

   

 

                NÃO se pode afirmar que Damasco seja uma cidade bonita. Em algumas áreas é até bem feia, lembra cidades periféricas e subúrbios de grandes cidades do Brasil, com casas de emboço de alvenaria aparente e inacabado, blocos quadrados monocromáticos e sem nenhum cuidado arquitetônico, caixotes de lages sem telhado e com antenas parabólicas.

 

 

 

 

          AO cruzarmos um dos portões de entrada do Souq Al Hamidyyeh por um de seus “babs” (portões) descortinam-se rua estreitas e uma vida inalterada há séculos, naquele que é o mercado mais importante do país. Sob arcos de ferro batido que protegem do sol centenas de pequenas lojas dos mais diversos produtos - de roupas a jóias, de gêneros alimentícios a comida, de artesanato a ervas e poções - conseguem trazer o visitante, através de sons, cheiros e imagens - a uma impactante, marcante, inesquecível experiência sensorial. Mulheres de véus negros, homens de jelabas... é impossível não nos lembrarmos das Mil e Uma Noites de Aladim e Sherazade.

 

   

  

           O coração da Cidade Velha é a sua mesquita omaíada, a mais importante da cidade e do país. Neste bairro o mais recomendável é percorrer, ou melhor, perder-se entre suas ruelas, seus arcos romanos, suas muralhas de cidadela medieval, suas madrassas islâmicas, mesquitas, casas com jardins e fontes e palácios otomanos.

 

     

 

              A mesquita, uma antiga igreja bizantina, parece ser um tratado histórico em si mesma: abriga a tumba do guerreiro medieval islâmico Saladino -aquele nada mais nada menos que derrotou Ricardo Coração de Leão nas Cruzadas - os restos mortais do mártir xiita Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, além da de João Batista. E além da Grande Mesquita dos Omeyas, visita-se o Palácio Azem, passeia-se pela Via Reta, passa-se pelo Bab Kisan, e a Igreja de San Ananias.

 

 

  

           CURIOSO e admirável é conhecer antiga sinagoga judaica reconstruída no Museu Nacional, um emocionante exemplo de que religiões e convicções tão antagônicas possam ser respeitadas e homenageadas. O Museu, em si é uma viagem no tempo através de suas relíquias de cidades da Era do Bronze e retirados das areias do país.

 

 

 

   

 

 

           E como estamos numa das mais legítimas e personalíssimas cidades do mundo árabe, na Cidade Velha fica o principal mercado da cidade, o Souk al-Hamidiyeh, com artigos como jóias, mobília de madeira entalhada, roupas tecidas a mão, tecidos estampados multicoloridos, artesanato, roupas, bolsas, produtos diversos feitos a mão por camponesas sírias e muito mais.

   

 

           As ruas principais são bem policiadas na Capital. Fala-se o árabe e raramente o inglês, assim mesmo apenas em pontos de grande concentraçao turística. Mas a simpatia dos sírios compensa qualquer dificuldade. Use e abuse da linguagem gestual e multi linguística. O país, como um todo, é geralmente seguro para viajantes, especialmente porque o crime é considerado extremamente vergonhoso e fortemente punido. O casionalmente viajantes estrangeiros poderão ser abordados por policiais. A Síria é um paraíso para o viajante não apenas por causa de sua riqueza e atrações, mas por conta de sua segurança e da simpatia do seu povo. Ao contrário do que ocorre na Tunísia e no Marrocos, quando um dono de loja o convida a entrar em seu estabelacimento e lhe oferecer um chá de menta, esteja certo de que sua primeira e genuína intenção é trocar umas palavras, saber de onde você é, além de ser hospitaleiro.

 

 

           Ao contrário do que se possa pensar, o regime político na Síria não é socialista, mas capitalista, não inteiramente aberto é verdade, com direção centralizada da economia mas, que vem se mudando neste sentido, modernizando-se nos últimos anos. É um regime político autoritário, mas bastante aberto na política, na economia e nos costumes.

 

  

 

              O que na verdade é mais importante saber é quando visitar o país: os meses de junho, julho e agosto são insuportavelmente quentes. De novembro a fevereiro chove muito. Setembro, outubro e de março a maio são os melhores meses para fazer a viagem porque os preços e clima são mais favoráveis.

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Um turista brasileiro (muito bem instalado) no “Eixo do Mal”

 

 الجمهورية العربية السورية
Al-Jumhūriyyah al- ‘Arabiyyah as-Sūriyyah

 

 

O governo Bush classificou a Síria como um dos paísesintegrantes do “Eixo do Mal”, o quesituou o país numa posição nada recomendável para o turismo internacional, improvável até mesmo para não americanos, tudo sob o ponto-de-vista dele, Bush, é claro. Segundo o ex-presidente norte-americano, a Síria apoiava e suportava os insurgentes do Iraque após a invasão dos Estados Unidos. Entãoo Departamento de Estado dos USA classificou oficialmente o regime sírio como “apoiador do terrorismo”. Se no ntendimento deste Departamento de Estado norte-americano a Síria equipara(va)-se ao Irã e à Coréia do Norte, quem sou eu para discordar e acreditar não ser haver algum fundamento, mesmo que vindo de um beligerante como o Presidente Bush? De fato havia fundamentos para os americanos de que a Síria tenha apoiado terrorismo contra os Estados Unidos. Espantoso seria se a Síria apoiasse os USA. Masofato mais importanteprecisamos saber enxergar é quegoverno e povo não são a mesma coisa. Nem na América de Bush, nem na Síria, nem na Venezuela, nem em Cuba, tampouco no Brasil. A Síriaé um país seguro para o turismo, inacreditavelmente seguro. Além disso, tem um povo é maravilhoso, extremamente simpático e educado, pra lá de hospitaleiro. Tudo a níveis extremos.

  

 

 

ESTA (des)classificação foi lá no ano de 2005. Todavia o mundo não pára de girar,as coisas mudam e algumas até evoluem.Bush se foi,Obama chegou. Mas na Síria nada mudou,ontem e hoje,continua a ser um país fabuloso e seguro. A preocupação máxima que um turista deve ter em Damasco, mesmonorte-americanos, será como reencontrar seu caminho após perder-se nas estreitas e labirínticas ruas da Cidade Velha.

 

 

 

 

 

 

 

Há, sim, enormes possibilidades de que lhe ocorra um sequestro, sempre levado a cabo por um simpático comerciante de uma das milhares de lojinhas dos souqs para o interior de seu estabelecimento a fim de mostrar-lhe, orgulhoso, os produtos à venda em seu comércio. É claro que o sequestrador lhe oferecer um chá, outro perigo real. Outro ato de “terrorismo” a que estará exposto o visitante é a esperteza de alguns taxistas que insistem em “sequestrar” seu dinheiro “esquecendo-se” de acionarem o taxímetro ou “arredondarem” o valor da corrida, nada que seja estranho a tantos outros lugares do mundo, especialmente no Brasil. E que conversa agradável terá o turista tido a oportunidade de travar.

  

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O Hotel Four Seasons de Damasco

 

 

 

FOTOS: divulgação do hotel 

 

  

 

             QUANDO alguém se hospeda num Four Seasons, seja lá em que lugar do mundo for, não tem com o que se preocupar, exceto com o indefectível estrago que o resultado de sua estada invariavelmente fará em seu orçamento, em menor ou maior graus, dependendo da cidade onde ele estiver. Todavia tal efeito sempre ocorrerá e igualmente em todas as vezes que acontecer será precedido de um “susto preparatório”, sempre ocorridoao ler aquela fatura impressa no ato do check-out. Se você um dia puder ficar num Four Seasons, deixe para a última cidade de seu roteiro, porque se deixar para a primeira a tal “fatura-susto” comprometerá todo o resto do orçamento daquela viagem.

 

 

 

           TODAVIA, há cidades em que hospedar-se num Four Seasons pode representar metade do custo de outra digamos, mais top. Se compararmos o preço da hospedagem de um Four Seasons em Damasco com o de Paris, por exemplo, o primeiro representa quase um terço do segundo.

 

 

 

 

           DA janela de meu apartamento no Four Seasons avisto uma boa porção da cidade. Ela é monocromática, mostra o Rio Barada, o Museu Nacional da Síria, um pequeno shopping mall, muitos carros, algumas mesquitas, algum verde e, dominando a paisagem, Jebel Qassioun, aquela montanha do Profeta Maomé.

 

    

  

          OUVE-SE pouco o canto de um muezzin chamando para as oraçõesde um apartamento: as janelas são duplas. Qase nunca estou no hotel na hora dos chamados, mas um dia o ouvi. Não sei porque senti alguma melancolia (algo natural aos capricornianos), o que tentei afastar imediatamente com outra atividade diferente da contemplação, do olhar perdido no horizonte ao entardecer. Tratei de arrumar a "agenda" do dia seguinte, os apetrechos na mochila e as roupa do dia.

  

          EM Damasco, o Four Seasons fica no Embassy District, e sua moderna e alta torre domina o lugar, destaca-se na paisagem. É moderno e grande (297 apartamentos), decorado apropriadamente com arte e elementos internos arquitetônicos orientais e toques de ocidentalismo. Tem um staff prestativo, eficiente, eficaz e bem orientado, como é característico da rede, o que é um benefício para quem se hospeda.

  

          É muito bom hospedar-se num hotel cujos restaurantes - um moderno italiano e um sírio de primeira linha e cozinha tradicional, ambos com a mesma qualidade, classe e categoria – tornaram-se referência na cidade. Além de tudo, a decoração é tão encantadora, tão primorosa, tão elegante, tão requintada e de tanto bom gosto - seja nas unidades ou nas partes comuns -  com tantos toques simpáticos, discretos e elegantes, como a madre-pérola por exemplo, que a vontade é sair fotografando tudo. É algo extremamente acolhedor, discretamente luxuoso, um bem-estar perceptível quando estamos nele.  Provavelmente é o melhor hotel de Damasco e é por isso que o Four Seasons sempre está cheio e ocupa a segunda posição no Tripadvisor. A primeira foi honrosamente alcançada por um hotel boutique, o Old Vine, com com apenas sete apartamentos, definitivamente bem localizado e prestigiado, tornou-se um chodó dos turistas. Todavia, um meio de hospedagem completamente diferente do Four Seasons (veja os comentários no Tripadvisor).

 

 

 

        UM apartamento de luxo de frente para o National Museum e para a mesquita al-Tikeyya as-Suleimaniya, custa entre U$265 e U$325, o que é uma barganha para um hotel deste padrão, especialmente se compararmos com outros Four Seasons de outras cidades européias.

Reader Comments (23)

Mais uma viagem que faço com você, Arnaldo, mesmo que seja apenas na leitura! Muito gostoso de ler, e mais gostoso ainda aprender com suas experiências e relatos fantásticos.

10:34 | Unregistered CommenterMarcie

...sem comentários.
Ou melhor: muitos comentários, rs...
Que es-pe-tá-cu-lo de post. Espetáculo. Espetáculo.
Impossível não se apaixonar por Damasco depois de ler, especialmente a descrição do souk. Até consigo me teletransportar para lá, sentindo a luz do sol entrando pelo teto, o cheiro dos temperos, as conversas e os sorrisos. A mercadorias expostas, as pedras no chão, o riso das crianças. E essa foto das crianças, lindíssima!
Já sabia que teria que ir a Damasco um dia na minha vida, mas agora é definitivo! :-)

11:42 | Unregistered CommenterEmília

Nossa que linda Damasco! Adorei o texto! Essa viagem parece perfeita não só conhecer outra cultura, mas também para auto conhecimento! Fotos lindas, só pra variar! Parabéns! Está D+!
:-)

22:19 | Unregistered CommenterPaula*

Arnaldo, bem que você tinha comentado sobre seu encantamento com Damasco, é bárbara !! Eu não consegui ler o post todo com calma, mas fiquei ineroxavelmente fascinada ;) Suas fotos conseguiram nos transmitir um pouco do dia a dia e a cultura tão interessante deste povo. Que templos maravilhosos !
Eu teria problemas com bagagem por conta das tapeçarias lindas e das caixas bacanérrimas. E aquelas especiarias, quase deu pra sentir o aroma.
Quanto ao Four Seasons, hã hã, sem palavras.

O trânsito consegue ser um pouco pior que o do Rio ;)

23:50 | Unregistered CommenterMajô

A maneira sensível com que você descreve os lugares por onde passa, faz com que viajar no bailar de suas palavras seja mais do que um prazer, um vício.... um buscar permanente de suas andanças...
Abraços e obrigado pelo privilégio em dividir com todos o seu viver....

Faco minhas as palavras da Emilia, sobretudo a seguinte: espetaculo! Que maravilha de fotos e texto, Arnaldo; ja estou me apaixonando por Damasco mesmo antes de conhece-la, assim como aconteceu com Istambul, gracas aos seus posts...

Sem comentários, tudo já foi dito pelo pessoal. Bela viagem a ser feita!
Abraços
Arthur

17:40 | Unregistered CommenterArthur

Olá Arnaldo,

Parabéns pela iniciativa de escrever um blog sobre viagem e turismo.
Desejo-lhe sucesso!
Um abraço,

Oi Arnaldo
Impressionate seu relato sobre Damasco!!! Confesso que nunca pensei em viajar para la', mas agora ... ja' esta' na minha lista. Larissa

9:52 | Unregistered CommenterLarissa

Oi Arnaldo!
Te mandei um email há um tempão atrás com o retorno da minha viagem pros EUA, mas acho que vc não recebeu... manda seu contato pro meu email pra eu te passar, quero retribuir suas informações com os meus achados (se houver algum que seja novidade pra vc, hehehe).
Abraços!

12:56 | Unregistered CommenterAdriane

Adriane, por favor, pode esrever aqui mesmo.

16:08 | Unregistered CommenterArnaldo

Lindas imagens.
O trânsito parece ser composto somente por taxistas. Loucura!

Gostei muito da veracidade do seu blog. Estou fazendo meu blogroll e gostaria de saber se posso incluir seu blog.
Obrigada,
Claudia Liechavicius www.viajarpelomundo.com

Arnaldo, copiei e colei no post "Dê uma chance a Las Vegas". Mais uma vez, valeu a ajuda!
Um forte abraço!

23:57 | Unregistered CommenterAdri Lima

Ooos, acho que foi pra moderação. Dá uma olhada lá, é que ele é grandinho e está recheado de links.

23:58 | Unregistered CommenterAdri Lima

CLAUDIA, sim, claro que pode citar meu blog no seu e incluí-lo na sua ista de blogs recomendados, o que agradeço desde já. Também incluirei o seu. Obrigado por sua visita e sucesso.

7:52 | Unregistered CommenterArnaldo

Olá Arnaldo

Gostaria de te parabenizar pelo blog. Cara, sou um grande fã do teu trabalho. parabens pelas fotos e pelos textos. Mto bom.

Me chamo Davi, sou estudante de jornalismo e meu trabalho de conclusao de curso é um livro sobre minhas viagens pela Europa de Mochila. Seu blog é uma das inspiraçoes para o meu trabalho :)

Alguns textos estao no meu blog ( que ainda está em construçao, mas que aos poucos vai ficando legal :P)

http://vousairparaveroceu.blogspot.com/

Abraçao e parabéns mais uma vez

11:34 | Unregistered CommenterDavi

DAVI, fico muito feliz e orgulhoso de saber que sou uma de suas fontes de inspiração para escrever seus textos em seu blog, especialmente por ser estudante de jornalismo, que naturalmente tem que tr talento e técnica para escrever matérias.

Agradeço e certamente visitarei seu blog e o incluirei na minha lista de blogs de viagens.

Grande abraço, apareça para trocarmos idéias. Sucesso.

DAVI, acabo de incluir seu blog em minah lista "Os Melhores Blogs de Viagens" após tê-lo ido conhecer.

O único problema é que para fazer comentários no seu blog é necessário registrar-se no Googel e ter lá uma conta. Você precisa configurar para que todas as pessoas que não tenham conta no Google possam registrar seus comentários, claro que se achar conveniente.

Seu "Vou sair para ver o Céu" http://vousairparaveroceu.blogspot.com/ é muito interessante e sua escrita bastante atraente, com a qual me identifico.

Davi Cardoso, autor do blog, é estudante de Jornalismo, escreve muito bem e

se auto-define como "metido a escritor" e dono de "mais um coração a bater no mundo"

O blog é altamente recomendável.


12:23 | Unregistered CommenterArnaldo

Estive na Síria por um mês e confirmo cada palavra do texto. O que para mim seria apenas uma visita para conhecer a terra dos meus país se transformou numa grata surpresa. Damasco é, sem dúvida, tudo o que foi descrito no texto. Além disto, a Síria toda tem inumeros pontos turisticos. è uma pena que este potencial todo tenha sido tão pouco explorado. Pretendo voltar e revisitar Damasco de ponta a ponta.

Adorei o texto do blog, é romantico, o que indica que o narrador também

flutua pelos sonhos do romantismo. Fico feliz,porque neste universo tão complexo e imenso, existem pessoas, que têm o mesmo sentimento e pensamento, sou quase fanatica pelo "sangue arábe" uso essa expressão, porque trata-se de uma descedencia de milhões de anos, que influenciou quase tudo em nossa vida, nós que não sabemos.

O azulejo por exemplo é de origem arábe, chama-se Al Zulay, os portugues modificaram o som e a escrita da palavra, mas este objeto esta presente em nosso dia dia como muitas outras coisas.


Se algum americano estiver lendo este texto que me perdoe, mas penso que o USA é um
país com recalques, pobre e maldoso, que já derramou muito do sangue que
eu adoro, em nome de mentiras, de alarmes falsos

estive este ano no mes de abril e maio, na síria.
que maravilha de país ... que maravilha de história.
dou os meus parabens ao senhor arnaldo, pela bela descrição de damasco, bem como da qualidade das fotografias que apresenta

Oi Arnaldo, amei seu texto...entao copiei para meu site, e claro citando a fonte...
vc escreve como poeta, nao da pra nao compartilhar com outras pessoas.

de uma olhada: www.tendarabe.com

17:26 | Unregistered Commenterlayla

Fazendo uma pesquisa sobre a Siria e procurando fotos atuais dela me deparei com este blog aqui, e é impossível nao ficar com o coração partido, sobretudo na foto das crianças!

infelizmente a guerra consome este país e as pessoas simpáticas e boas, sempre são as maiores vítimas entre elas provavelmente aquelas crianças!

Linda viagem e espero que um dia a Siria volte a ser o que era em sua viagem.

2:29 | Unregistered CommenterJoel

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