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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Terça-feira
Ago252009

JORDÂNIA: Jerash - Uma jornada no tempo  

                       

                    FECHO os olhos por uns segundos, sinto o silêncio. Aponto a máquina do tempo para o Império Romano. Percebo a ausência de vozes e outros sons. Logo os abro e vejo flores. Singelas, brotam milagrosamente de frestas entre as pedras, agarradas a tão mínimas porções de terra que os anos acumularam entre os restos daquela magnífica cidade romana. Ruínas, mas ruínas floridas. É simples viajar no tempo.

   

                       CRUZAR o Cardo Máximo – a via romana principal ladeada por uma imponente colunata - para além de roteiro natural à exploração da impressionante Jerash, é uma viagem no tempo.  No tempo que ora repousa sob o calçamento milenar, ora se eleva em fabulosas colunas, em templos monumentais.

          

                       VIAJAR no tempo é possível. E não apenas nos filmes de ficção, nas máquinas extraordinárias que deslocam pessoas e coisas no tempo.   No Japão, por exemplo, viajar no tempo é tão comum quanto rápido: pega-se o Shinkansen - o moderníssimo, pioneiro trem-bala entre Tóquio e Kioto - e transportados a 300 por hora, partimos do “presente do futuro” para chegarmos ao “passado do presente”  em uma hora.

 

                        AH, o tempo. Por mais distante que ele esteja, um errante navegante pode viajar através dele.  Não há nada que se queira fazer que não possa ser feito em nossa mente.

   

   

                       SIGO o mesmo caminho por onde passaram bigas e animais, gentes e mercadorias. Piso nas mesmas pedras da Via Cardo Máximo,  viajo no tempo.  Ao fim da via, ela vai se desfazendo,  aos poucos, transformando suas colunas gigantes em pedaços de pedras, depois em pequenas pedras e areias, cada vez menores, até tornarem-se em micro restos de ruínas, até perderem-se no ar.

 

   

                       PISO no que restou da ação do tempo, de terremotos e de saques. É o fim de uma viagem no tempo, a volta ao presente. É como subir de novo à tona depois de um mergulho profundo nas páginas da história, de um mundo greco-romano, das incríveis histórias das cidades da Decápolis, do esplendor de uma Grécia e de uma Roma que não existem mais

 

   

                        NA Jordânia pode-se ir muitos distante, tanto no tempo quanto na velocidade: cruza-se o Arco de Adriano e pronto, passamos do Século 21 aos anos 60 d.C. em alguns passos. Uns poucos passos, o que se pecisa para a travessia do “portal do tempo”. É por onde se começa uma longa jornada através dele.

    

                       CAMINHAR pelas ruas de pedra entre colunatas, fontes, igreja bizantina, banhos, termas, praças, arcos, templos elevados em colinas, estátuas, anfiteatros, muralhas e até um hipódromo - naquela que foi chamada de “Pompéia do Oriente”, devido às suas dimensões, extensão das escavações e nível de preservação - é viajar no tempo.

 

   

   

                     JERASH – uma das cidades da Decápolis -  uma grande cidade romana tão bem preservada, tão monumental, tão magnífica que cruzá-la é empreender uma longa jornada no tempo, através de uma Jordânia greco-romana e por ruas com marcas indeléveis em seus calçamentos. É possível até mesmo ir ainda mais além no tempo: entre os restos de pedra da cidade romana os arqueólogos encontraram evidências do período neolítico, coisas que vão a 6500 anos no tempo.

 

 

   

  

 ______________________________________

 Roma além de Roma

CRUZAR o Cardo Máximo – a via romana principal de colunatas de Jerash - é uma viagem no tempo, além do roteiro principal para se conhecer as ruínas da impressionante Jerash.

    

A história de Jerash mistura o mundo greco-romano com o mediterrâneo e a cultura e as tradições do Oriente Médio com os de Roma e Grécia. Seus habitantes eram árabe-semitas durante o período pré-clássico do primeiro milênio, quando deram o nome da aldeia de Garschu. Mas tarde os romanos helenizaram o antigo nome árabe de Garschu para Gerasa, e no fim do século 19 os habitantes árabes transformaram a Gerasa romana em Jerash árabe.

    

   

FOI durante o reinado de Alexandre Magno que Jerash prosperou, antes de ser conquistada por Pompeu, o imperador romano, em 63, época em que atingiu seu apogeu e quando os romanos a designaram como uma das mais importantes cidades da Decápole, a confederação de dez cidades com o poderio comercial, político e cultural, entre elas, Damasco, Philadelphia (atual Amã), Jerash, Scythopolis (Beisan), Gadara (Umm Qais), Hippos, Dion, Pella, Canatha e Raphana. Mais tarde Jerash foi invadida pelos persas em 614 e pela conquista dos cruzados, época em que estava praticamente abandonada e inabitada.

 

   

REDESCOBERTA em 1806 pelo viajante alemão Ulrich Jasper Seetzen, que encontrou parte de suas ruínas, a cidade encontrava-se quase totalmente encoberta por areia, o que ajudou a sua preservação, sendo revelada através de escavações consecutivas iniciadas 1925 e que expuseram totalmente o Arco de Adriano, construído em homenagem à visita do imperador Adriano em 129, um belo arco triunfal que passou a ser a principal porta da cidade. Neste arco nota-se uma modalidade decorativa incomum, a grinalda de folhas de acanto acima das bases dos pilares.

 

   

As ruínas estendem-se por uma grande área, mas as principais ficam ao longo do “cardo”, a bela e bem conservada avenida principal ladeada por colunas, umas ainda de pé, outras em destroços pelo chão por causa de sucessivos terremotos. Esta rua começa na praça oval considerada única em todas as cidades romanas. Acima destra praça com a colunata disposta em círculo e sob uma colina fica um dos dois anfiteatros restaurados e bem mantidos, nos quais há concertos e festivais com alguma frequência.

   

UM dos destaques é o Templo de Artemisa, mas os arcos por onde se entra na cidade são também magníficos.

 

    

   

O Hipódromo de 245 metros de comprimento e 52 metros de largura, que atualmente consegue-se ver apenas parte do que continuou de pé depois de um terremoto, com capacidade original para 1500 espectadores que assistiam a competições atléticas, corridas de cavalo e de bigas. Sua construção, estima-se, é do Século 2.  Desde 1981 a cidade abriga um festival cultural de verão que dura três semanas e utiliza as ruínas da cidade para apresentaçõs arttísticas variadas, como dança, música e teatro. No hipódromo há uma apresentação com 45 atores que interpretam legionários do exército romano e simulam batalhas, além de apresentação de gladiadores e corridas de bigas.

  

  

   

A Muralha da cidade e a Porta Meridional são igualmente imponentes. Um muro impressionante de blocos de pedra que cercava a cidade, construído no Século 4, atribuído ao imperador Diocleciano. A muralha que se vê atualmente é bizantina e media 3456 metros de comprimento. A Porta Meridional por onde se entra na cidade atualmente é 130 e também decorada com folhas de acanto.

   

A Praça Oval. enorme, com 90 x 80 metros, cercada por uma linda colunata de colunas iônicas do Século 1, tem no centro dois altares e uma fonte, construídos no Século 7, sendo que a coluna sobre ela foi erguida recentemente, como lugar onde se coloca a chama do Festival de Jerash, que acontece anualmente.

  

   

  A Rua Colunata - ou Cardo Máximo - é pavimentado com as pedras originais e como em tantas outras cidades romanas, a exemplo de Pompéia, são marcadas pelas rodas das bigas que iam e vinha. São 800 metros de comprimento e era a via principal de Jerash. A rua colunata foi remodelada no Século 2, por volta dos anos 170, tendo sido substituídas as colunas iônicas pelas colunas coríntias.  Nos dois lados da via há uma larga calçada com as ruínas das casas comerciais que hoje podem ser vistas.

 

   

ASSIM como se pode também conhecer em outras cidades romanas, como Éfeso, na Turquia, em Jerash há um sistema subterrâneo de esgoto passava ao longo de todo o comprimento da via principal, cujas caixas de captação de águas pluviais que jogavam nessa galeria podem ser vistos em distâncias regulares aos lados da rua.

  

   

 O Macellum - mercado municipal - fica na parte central da via principal, onde a Colunata torna-se maior e mais alta, marcando a sua entrada. Uma inscrição na fonte defronte, decorada com uma cabeça de leão, indica o ano 211.

 

    

 O Tetrapylon Meridional é o cruzamento da via principal com a primeira rua que a atravessava, a Decumanus Sul, lugar marcado por quatro pedestais visíveis ainda hoje e que serviam de apoio a colunas e alguma outra estrutura maior.

 

   

 A Ponte Meridional fica no caminho da Decumanus Sul. É uma ponte de 73 metros que conduzia à muralha da cidade e à zona residencial da cidade, sendo que esta zona está atualmente sob os edifícios e casas da moderna de Jerash, exceto os Banhos Orientais, que podem ser vistos fora das ruínas, do outro lado da rua moderna, à esquerda da mesquita.

 

 As Casas dos Omaíadas fica no final da Decumanus Sul e era a área residencial do primeiro período omíada (islâmico) e a Ponte meridional conduzia ao bairro e à Porta Oriental.

MAIS para o final da via principal fica o portal monumental do templo romano de Dionísio, do Século 2, no qual pode-se notar um belo trabalho de escultura ornamental. No Século 4 ele foi reconstruído como igreja bizantina e agora é chamado de Catedral, mas nãp se sabe se ela era mais importante do que as demais igrejas da cidade.

 

 A Igreja de São Teodoro fica atrás da Catedral e foi construída em 496. Entre ela e a entrada da Catedral há uma praça com uma fonte no centro, chamada Praça da Fonte, onde originalmente ficava o átrio da Catedral. Ainda hoje é possível ver o lugar onde havia uma tubulação subterrâna de chumbo, que alimentava a fonte, marcado por uma linha de pedras.

 

 O Ninféu é uma fonte ornamental de 191, dedicada às Ninfas, comuns nas cidades romanas. Eram lugares refrescanets e pontos de encontro. O bonito exemplar de Jerash era revestido em mármore e tinha pinturas decorativas e com esculturas de cabeças de leões de onde jorrava a água para as pequenas bacias na calçada que depois corria para o sistema de esgoto subterrâneo.

 

   

 À Esplanada do Templo tem-se acesso por uma escadaria monumental que conduz a um terraço onde ficava um altar ao ar livre. Uma segunda escadaria leva por uma colunata coríntia para o templo, que media 162 x 121 metros e ficava limitado por 4 colunas coríntias.

  

A Igreja do Propiléu foi construída no Século 6, na época bizantina. Originalmente no lugar havia um pátio colunado cujas colunas foram usadas na construção da igreja.

 A Mesquita dos Omíadas, construída no Século 7, foi a única mesquita omíada de Jerash, feita com com materiais do átrio colunado de uma casa romana. Afirmam os estudiosos que os muçulmanos viviam em razoável harmonia com os habitantes cristãos da cidade.

 

 

OS Banhos Ocidentais eram amplos, ocupavam uma área de 50 x 70 metros e hoje há apenas restos que sobraram do terremoto de 749. Eram um complexo imponente de salas quentes e frias e outras instalações de repouso.

 O Teatro Setentrional foi construído em 165, com 14 filas de assentos, para apresentações artísticas mas também como como câmara municipal. Os nomes das tribos representadas no conselho estão inscritos, em grego, em alguns dos assentos, junto com os de várias divindades. Em 235 o teatro foi ampliado para o dobro de seu tamanho original, quando passou a ter 1600 lugares.

 O Templo de Artemis, filha de Zeus e irmã de Apollo, deusa patrona de Gerasa, era um lugar de sacrifícios à deusa. Foi construído em 150, cujas colunas coríntias são mais imponentes que o próprio templo. 11 das 12 originais ainda estão em pé. A câmara interior do templo era revestida em mármore e abrigava uma estátua da deusa.

 

   

    

O Teatro Meridional foi construído durante o reinado do imperador Domiciano, entre 90 e 92, abrigava 3000 espectadores e atualmente abriga anualmente o Festival de Cultura e Artes de Jerash. O primeiro nível do palco ornamentado, originalmente de dois pisos, foi reconstruído e está sendo usado. Duas passagens arcadas conduzem para a orquestra, e quatro passagens na parte traseira do teatro dão acesso às fileiras de assentos superiores.

   

 

   

 O Museu Arqueológico abriga uma pequena coleção de artefatos encontrados nas escavações arqueológicas em Jerash. Há desde capitéis e peças esculpidas em pedra a jóias de ouro, moedas, vidraria e cerâmica.

   

Há ônibus de Amã para Jerash que fazem ponto em frente à entrada das ruínas, mas pode-se ir de taxi, o que é recomendável, já que se pode antes visitar o de Ajloun.

O custo de um taxi em Amã é de 35 JD + 7 Jd por hora e alguns taxistas propõesm 50 JD pela viagem (ida e volta). À cotação de HOJE para o Jordanian Dinnar e o Euro é: JOD $ 1,0000 EUR $ 0,9875.

De ônibus é baratíssimo: saiam da Abdali Bus Station, em Amã até Jerash (e Madaba) a cada hora (mas não em horário fregular, pois deixam a estação apenas quando estiverem lotados, o que é fácil, já que trata-se de um destino popular entre os locais e os turistas). São muito, muito baratos: custam menos de 1 JD!. Se for de ônibus NÃO deixe de ver o último horário de retorno a Amã e lembre-se que este sempre lota rapidamente.

 A Estação Abdali fica próxima ao Palácio de Justiça. A estação é a principal de Amã e serve a Jerash, Irbid, Ajloun, Mafraq e outras localidades. Otdavia esta estação está sendo transferida para o subúrbio de Tareq, como parte do programa de modernização e desenvolvimento da cidade. A Estação de Tarbarbour já deve estar pronta a esta altura.

Querendo dormir em Jerash, há apenas UM hotel na cidade, o Hadrian's Gate Hotel, muito pequeno e simples. Mas a 15 Km de Jerash há o Olive Branch, muito polular entre os jordanianos para fins de semana com as famílias e trata-se de um concorrido meio de hospedagem para a exploração de outros destinos das proximidades, tais como Ajloun, Pella, Um Qais, os castelos do deserto e todo o norte da Jordânia, além de Jerash.

 

 

Reader Comments (13)

Excelente conjunto de ruínas bem preservadas!
É possível indicar-me a quantos quilómetros dista Jerash de Aman, e se é possível ver-se (com olhos de ver) durante metade de um dia (manhã ou tarde), ou se será conveniente dedicar um dia completo à visita? Já agora, quanto custa alugar um táxi para fazer esse trajecto e qual o valor de um bilhete de autocarro?

Obrigado.

Cumptos,
Manuel Mota.

Esqueci-me de perguntar se Ajloun, que refere no final do post, se trata também de uma outra cidade romana e se, para quem tem pouco tempo disponível, poderá ser dispensável ou se merece também uma visita obrigatória, isto é claro, de acordo com a subjectividade que está sempre inerente a qualquer opinião pessoal.

Cumptos,

Manuel Mota.

MANUEL MOTA, Jerash fica a exatos 48 Km de Amã e é perfeitamente possível visitá-la em meio dia.

O Castelo de Ajlum será objeto do próximo post aqui no F&F e fica a meio caminho entre Amã e Jerash. Todavia, se tens disponível apenas meio dia, recomendo Jerash sem passar por Ajlum.

O Castelo de Ajlum é um lindo exemplar de fortificação do tempo dos Cruzados. Está em ruínas, mas muito bem conservado, do qual se tem uma belíssima vista, já que fica sobre uma colina. Valeria a pena conhecer apenas se pudesse ir aos dois no mesmo dia.

O custo de um taxi em Amã é de 35 JD + 7 Jd por hora e alguns taxistas propõesm 50 JD pela viagem (ida e volta). À cotação de HOJE para o Jordanian Dinnar e o Euro é: JOD $ 1,0000 EUR $ 0,9875.

De ônibus é baratíssimo: saiam da Abdali Bus Station, em Amã até Jerash (e Madaba) a cada hora (mas não em horário fregular, pois deixam a estação apenas quando estiverem lotados, o que é fácil, já que trata-se de um destino popular entre os locais e os turistas). São muito, muito baratos: custam menos de 1 JD!. Se for de ônibus NÃO deixe de ver o último horário de retorno a Amã e lembre-se que este sempre lota rapidamente.

A Estação Abdali fica próxima ao Palácio de Justiça. A estação é a principal de Amã e serve a Jerash, Irbid, Ajloun, Mafraq e outras localidades. Otdavia esta estação está sendo transferida para o subúrbio de Tareq, como parte do programa de modernização e desenvolvimento da cidade. A Estação de Tarbarbour já deve estar pronta a esta altura.

Querendo dormir em Jerash, há apenas UM hotel na cidade, o Hadrian's Gate Hotel, muito pequeno e simples. Mas a 15 Km de Jerash há o Olive Branch, muito polular entre os jordanianos para fins de semana com as famílias e trata-se de um concorrido meio de hospedagem para a exploração de outros destinos das proximidades, tais como Ajloun, Pella, Um Qais, os castelos do deserto e todo o norte da Jordânia, além de Jerash.

http://www.olivebranch.com.jo/

Que lugar fotogênico! E que dia lindo para fotografá-lo!
Eu poderia aqui destacar várias fotos que mostram toda a monumentalidade de Jerash: a colunata circular, a praça oval, o arco de Adriano, o templo de Ártemis (belíssima foto!), o mercado...
Mas para ser sincera, as que mais captaram a minha atenção foram aquelas de detalhes ou mostrando flores, principalmente: é primavera na Jordânia :-)
PS1: Uma coisa que me impressionou foi a ausência de pessoas nas fotos: normalmente é difícil fotografar sítios arqueológicos sem ter 'coadjuvantes'. Apesar de próximo de Amã, aparentemente a quantidade de visitantes é pequena...
PS2: Ansiosa por ver o Krak des Chevaliers!

9:28 | Unregistered CommenterEmília

Que lindo! Belissima introducao e fotos espetaculares, com todo esse brilho contrastando com o azul inteso do ceu - dia perfeito! Alias, me liguei exatamente na mesma coisa que a Emilia: nao ha gente nas fotos! O turismo ainda eh muito insipido por la? De qq maneira, ficou parecendo que os lugares eram exclusivamente seu enquanto estive por la ;-)

Arnaldo

Belissimo post de um lugar que eu ja tinha ouvido falar, mas nunca tinha lido nada a respeito.

Voce deve ter ido bem cedo para pegar o lugar vazio!

Como sugestão, acho que voce deve dar as dicas e preços de como chegar no proprio post.

0:01 | Unregistered CommenterErnesto

Estou duvidosa. Eu não sei se gosto mais do texto o das excelentes fotos. A introdução do texto é pura lírica, Arnaldo. Adorei, gostei do post.

16:07 | Unregistered CommenterCarmen

É simples e fascinante viajar no tempo até aquele que foi um dos Impérios que marcaram a história da humanidade. Parabéns pelo blog.

20:49 | Unregistered CommenterCarlos

Já imprimi este post para levar na viagem....cada vez que o leio, vou ficando mais apaixonada por Jerash. Fotos suberbas!!!

10:40 | Unregistered CommenterHelo

Adoramos rever Jerash........... ficamos apaixonados pela Jordânia.............. e como sempre, temos planos de retorno.... quem sabe, um dia???????
abs,

Obrigado pela visita e comentários. Dei uma passada no seu blog e vi seu conteúdo merece muito mais que uma "olhada". Assim que eu puder, o explorarei melhor e cmentarei também. Um grande privilégio ter postugueses por aqui....

Depois de ler todos os seus posts sobre a Jordânia, só posso dizer "obrigado". =)

22:03 | Unregistered Commentergabebritto

amei o seu blog .. em busca de informações sobre a jordania.. fiquei encantada com os textos e fotos ,

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