CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

COMENTÁRIOS
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« Da Índia, com amor | Main | Fotografia em viagem - Capítulo 2) Tome uma resolução, leve uns megapixels! »
Terça-feira
Out122010

Utilidades e inutilidades na Internet (NÃO me sigam no Twitter!)

                A Era da superficialidade das informações na Internet

              A comunicação no ambiente da Internet vem se tornando tão rápida quanto superficial, banal e volátil, não obstante ainda haja muita utilidade, seriedade, conteúdo e maturidade nesse mesmo ambiente. Se você pensa que o Facebook é banal, pense no Twitter! Nada aliena tanto as pessoas quanto ambos. Talvez nem mesmo novelas e religião.

               O Twitter é o passatempo mais banal e chato já inventado para a Internet, deu dimensão global à bobagem.

               "Resumir trivialidades em no máximo 140 caracteres, infestadas de abreviações e abreviaturas ininteligíveis, talvez seja o modismo mais desnecessário que a Internet já produziu até agora (e olhe que a concorrência não é pequena). Isso não é síntese, concisão. É ruído. José Saramago declarou recentemente que o Twitter é mais uma evidência que o ser humano caminha para o grunhido, assim como o escritor português, que certamente não troca você por vc nem pronuncia cê, não tenho Twitter nem participo de qualquer tipo de rede de relacionamento virtual. Quem quiser saber como estou pode telefonar quando quiser ou bater à minha porta. Também aceito cartas."  Herculano Neto, no blog " Por que você faz poesia?

“Não sei se o Twitter torna você burro, mas ele faz algumas pessoas inteligentes parecerem burras.”

 (*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

“Estamos terceirizando nosso cérebro para a nuvem. O lado positivo é que isto libera massa cinzenta para coisas importantes. Mas meu pessimismo imagina se as novas tecnologias não estariam erodindo características essencialmente humanas: a capacidade de refletir, a busca por significado, a empatia genuína, um senso de comunidade conectado por algo mais profundo.
A mais óbvia desvantagem das mídias sociais é que elas são agressivamente distrativas.”

(*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

“O Twitter não é uma mera presença no ambiente. Ele exige atenção e resposta - é o inimigo da contemplação e do aprofundamento. Cada vez que o notificador apresenta na minha tela um novo tweet, eu experimento um pequeno surto de dopamina que me distrai imediatamente daquilo que eu estava fazendo, mas... mas... o que era mesmo que eu estava fazendo? Minha desconfiança em relação à mídia social é intensificada pela natureza efêmera dessas comunicações.”

(*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

“Não estou nem mesmo seguro de que esses novos instrumentos sejam genuinamente "sociais". Há algo decididamente falso sobre a camaradagem no Facebook, algo ilusório sobre conectividade do Twitter. Espreite uma conversa na multidão digital e, muito frequentemente, ela é reduzida e redundante.”

(*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

“Twitter está tirando nacos de nossa atenção. E o pouco de nossa memória que não entregamos a Gutenberg abdicamos em favor do Google. Por que lembrar se achamos em segundos?”

(*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

“As desvantagens da mídia social não me incomodariam terrivelmente se eu não suspeitasse que a amizade de Facebook e a conversa no Twitter estão tomando o lugar da relação e da conversação reais. As coisas que podemos estar deixando de aprender - complexidade, acuidade, paciência, sabedoria, intimidade - fazem diferença.”

(*) Bill Keller, jornalista do ©The New York Times

 

                       _________________________________

                       1) UTILIDADES.com

                        A Internet, os livros, os guias de viagens e as revistas são um fabuloso mundo de informações úteis e consistentes acerca de tudo e para todos.  No caso das viagens e turismo, a Internet é um tesouro imenso a explorar, seja nas páginas oficiais, seja nos blogs e nos sítios amadores.  Quem planeja suas viagens e procura informações sobre os destinos, quem pretende conhecer, tem na Internet e na literatura de viagens tudo o que precisa.

                       A Web não é diferente da sociedade, ao contrário, é um espelho dela: há tanta utilidade quanto futilidade orbitando na Internet, na mesma proporção das dimensões desse fabuloso universo virtual.  Já o mercado editorial das revistas de viagens, todavia, parece cada dia pior: retrocede num marasmo só.  Exceto pelas estrangeiras Lonely Planet, pelas excelentes portuguesas Volta ao Mundo e Rotas e Destinos, pela Mucho Viaje espanhola, pela revista de viagens da NatGeo e agora pela Meridiani, a excepcional italiana que chegou ao Brasil, ainda que não seja exatamente uma revista, mas um guia de viagens em forma de,  tudo o mais produzido no Brasil situa-se entre o medíocre, comum ou péssimo.

                       Se tomarmos a "Viagem e Turismo" como exemplo, teremos algo tão ruim, óbvio, superficial, repetitivo e juvenil quanto pode ser uma revista dirigida a adolescentes vazios, como a “Contigo”, ou às voltadas aos adultos com intelecto igualmente pouco preenchido, “Caras” na liderança desse mercado boboca.  A Viagem e Turismo é a mistura de ambas, um deserviço à maturidade e à criatividade, especialmente se comparada às estrangeiras acima citadas, com um agravante: a  obviedade e repetitividade.  

                       Alguém aguenta matéria de capa com Buenos Aires, Paris, Nova York e Resorts?  Seus textos - salvo raros - são superficiais, subestimam a maturidade e a inteligência dos leitores, nivelam por baixo sua cultura e conhecimento. Seu lay out e diagramação parecem voltados para a pré-adolescência e não para um mercado adulto e seletivo a que se propunha, tal a quantidade de seçõezinhas, balõezinhos e ilustraçõezinhas que caem bem na Contigo ou qualquer outra voltada às crianças mas que beiram o ridículo numa revista do gênero. só conheço uma revista tão difícil de ler e ruim quanto ela: a Travel and Leisure.  Provavelmente quem pensa como eu anseia que o mercado brasileiro tenha uma revista nacional séria e madura como a Rotas e Destinos ou a Volta ao Mundo.

                      Já fui assinante da Viagem e Turismo e hoje sequer consigo comprá-la nas bancas.  Não sastisfeita, a Editora Abril conseguiu produzir uma página na Internet ainda pior do que a própria revista.  Há pouco surgiu mais um exemplo de revista ruim no mercado, a "Companhia de Viagem" - homônima do programa de TV Companhia de Viagem, apresentado por Marcio Moraes. Além de mal escrita e cheia de obviedades como "terra de contrastes", "cidade mágica", "destino exótico", entre outros -  parece ter como meta promover seu fundador, cujas fotos vêm-se em todas as matérias. Tal qual a péssima, extinta "Flash", do Amaury Junior, seu destino também parece não ser turístico. Não é possível que uma revista com tamanha falta de quailiade de texto e diagramação consiga resistir tanto tempo num mercado com a evolução tão gigantesca do turismo global, cujos viajantes tornam-se cada vez mais experientes e exigentes, maduros e com conteúdo.

                     Salvam-se a "Horizonte Geográfico" (que não é exatamente turística), a "Próxima Viagem" e a National Geographic,  tudo o que mais se aproxima das revistas realmente sérias e de qualidade, de bom gosto e adultas como as estrangeiras "Volta ao Mundo", "Rotas e Destinos",  "Viajes NatGeo""Evasões", "Mucho Viaje", "Condé Nast Traveller", "Travel+Leisure" (com muitas  ressalvas) e a Blue Travel, revistas maduras, com textos inspiradores, bom gosto na diagramação e nas fotos,  um espetáculo em consistência e qualidade. 

                        Acaba de chegar ao Brasil a ótima MERIDIANI, revista-guia que tem trinta anos de sucesso na Itália,  vem reduzir a mediocridade generalizada no mercado de revistas turísticas nacionais. Vem com a mesma força e a qualidade, mostrados nos cinco primeiros números ublicados e editados no Brasil.  A Meridiani é um guia de viagem alternativo com dicas inusitadas e especialíssimas sobre o que está acontecendo ou vai acontecer a curto prazo nos destinos abordados.  A revista aborda em cada edição apenas um destino, que pode ser uma cidade, um país, uma região. Assim consegue ir muito além das atrações turísticas convencionais, enveredando pelo comportamento, pelo caráter, por histórias curiosas, pela culinária, economia, cultura e tudo mais que pode interessar ao viajante. Lendo o editorial da revista fiquei encantado, pois tem os mesmos conceitos e fundamentos do Fatos & Fotos de Viagens, expressos aqui no editorial. Parabéns e sucesso à Meridiani no Brasil. Todos os seus exemplares se juntarão aos que já tenho em italiano (ainda que não domine o idioma). Inspiradora, todos os números disponíveis nas bancas são ótimos e seus textos e fotos tudo o que um leitor exigente e maduro espera encontrar.

                   

                                                                                   2) FUTILIDADES.com

“Se o blog tipo diário era chato e inútil, o Twitter faz sucesso ao ampliar massivamente o poder dos blogs que expõem o pensamentos de adolecentes tediosos ou adultos infantilizados, clamando por atenção.”  

 Ninguém está livre de dizer asneiras. O mal consiste em dizê-las com pompa. Eu digo minhas asneiras tão simples quanto as penso.”
Voltaire

 A Internet tem tanta utilidade quanto inutilidade.

 O TWITER é um dos melhores exemplos do quanto uma interessante e criativa ferramenta pode tornar-se o melhor exemplo atual de futilidade, frivolidade, inutilidade na Internet por conta da mão de alguns, provavelmente aqueles mesmos que acabaram com o Orkut e estão tentando fazer o mesmo com o Facebook.  O Twitter é a síntese mais evidente e nova desta Era da superficialidade das informações na Internet.

                           Nunca o ditado "a palavra é de prata, o silêncio é de ouro" valeu tanto pra definir o Twitter.  Nunca se falou tanta inutilidade quanto agora; "Fala-se" simplesmente porque no Twitter não se pode ficar calado. Segundo estatísticas de uma consultoria norte-americana, a Pear Analytics, as pessoas estavam usando e consumindo o Twitter com: Bobagens sem sentido são 40,55% do que se escreve no Twitter,  Bate-papo 37,55%,  Reenvio de mensagens 8,70 %,  Promoções 5,85%,  Spam 3,75%,  Notícias 3,60%. Em resumo: narcisismo e voyeurismo públicos.

 O mundo perdeu sua forma e tornou-se plano e algumas pessoas perderam a noção.

                        Segundo Thomas Friedman em seu ótimo livro “O Mundo é Plano: Uma História Breve do Século XXI” (Objetiva), onde o autor analisa o processo da globalização, dando ênfase especial ao princípio do Século XXI, no texto excepcional ele afirma que o Mundo é plano no sentido de que no campo da competição entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, o nivelamento tem sido cada vez mais notável, referindo-se à China e à Índia e defindo as dez forças que atuam no nivelamento, entre elas o surgimento da Internet e do navegador Netscape em 9 de agosto de 1995, fatores preponderantes.

                       A decorrência natural foi a entrada do planeta na era digital via satélite, com a qual é possível assistirmos em tempo real os acontecimentos mundiais, nacionais, estaduais e locais. Há grande pulverização de informações. Hoje todo mundo pode tirar fotos, fazer filmagens digitais e postar os resultados em redes sociais. Tudo trouxe inegáveis benefícios em várias áreas do conhecimento e da informação, mas a reboque veio a superficialidade e o enfoque na superexposição de imagens pessoais. A comunicação torna-se cada vez mais superficial, especialmente aquela compartilhada nas redes sociais. Além da informação, também as relações pessoais tornam-se superficiais e baseadas nessas superficialidades inerentes às redes sociais, e tornam-se tão mais superficiais quanto não se consegue mais enxergar além dessa projeção, não se cultivam mais os significados fora das imagens relacionadas a esse universo. A linguagem e as frases tornam-se cada dia mais curtas e sem significados, especialmente aquelas fragementadas no Twitter que em 144 caracteres, nos vídeos de 10 segundos no Youtub e nas mensagens enviadas por celulares.

                        Quem define a questão com exemplar competência é Joaquim Tiago em “Filosofia Primeira”  http://filosofiaaprimeira.blogspot.com/2010/05/vivendo-na-superficialidade.html

                      “Outro fator preponderante da grande revolução tecnológica é que não temos mais tempo disponível para longos diálogos. Além do ativismo que nos é imposto pela usina do entretenimento restas nos pouco tempo para poder sentar em família para conversarmos sobre a vida e história. Vivemos com síndrome da falta de tempo. Estamos em contato com todo mundo, com o mundo inteiro, mas não conhecemos ninguém e pouquíssimos conhece a si mesmo. A maioria não consegue falar verdadeiramente um com o outro.”  

                      O excesso de informação, ao invés de nos deixar mais espertos, não está arruinando nossas mentes?

                      Livro defende que o excesso de informação tem prejudicado nossa capacidade de concentração e análise (*)

                      Quando o escritor Nicholas Carr começou suas pesquisas para responder a essa questão ele desligou-se do Twitter e Facebook, diminuiu o número de acessos à sua caixa de e-mails e começou a notar que estava com grandes dificuldades de concentração a ponto de não conseguir trabalhar se estivesse conectado. Em seu livro “The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains"” (Superficiais: O que a internet tem feito com o nosso cérebro) ele defende que a web tem nos tornado menos capazes de uma reflexão profunda.  Explorando como a sociedade passou de uma tradição oral para a impressa e posteriormente para a da internet, ele detalha como o cérebro reestruturou-se para se adaptar às novas fontes de informação.  Diante de uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas, links para outras páginas, com interrupções incessantes de e-mails, atualizações no Facebook, Twitter, blogs e feeds, nossas mentes se acostumaram a uma exploração superficial da informação.

                       Autor de diversos artigos e livros ele menciona a "febre" twitter e as transformações no comportamento intelectual na era da informação que vivemos hoje. As opiniões do autor servem de alerta e preocupação aos que se sentirem enquadrados no perfil “superficialista” do qual ele fala.

 (*) FONTE: Olhar Digital

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/a-internet-tem-nos-deixado-mais-superficiais

                      Está sobrando informação superficial, faltando conteúdo

                      A cada dia é mais fá­cil per­ce­ber a mu­dança com­por­ta­men­tal que ocorre na so­ci­e­dade mo­derna: a busca por in­for­ma­ções re­su­mi­das, seg­men­ta­das, di­re­tas, ex­plí­ci­tas, rá­pi­das e, con­se­que­te­mente, su­per­fi­ci­ais. Pro­duto so­cial deste in­tenso de­sejo pela con­ci­são das men­sa­gens, o Twit­ter pode ser con­si­de­rado como um marco evo­lu­tivo neste sen­tido. Ao li­mi­tar as men­sa­gens dos usuá­rios – in­di­ví­duos – a mí­se­ros 140 ca­rac­te­res, o teor de pro­fun­di­dade se res­trin­giu a uma “imensa” su­per­fi­ci­a­li­dade, sendo pos­sí­vel ela­bo­rar e trans­mi­tir ape­nas men­sa­gens com baixo ní­vel de informação.

 “Suponho que muitos blogueiros e internautas têm o hábito, como o meu, de ler o título do post no seu leitor RSS e dependendo do assunto marca-o com lido logo de primeira, ou ainda desiste de ler o post quando vê que ele possui mais de três páginas. Este é um dos sintomas de superficialidade do qual Carr defende: Acessar e percorrer os olhos por milhares de notícias e informações, mas não se aprofundar em nada. Adotei este comportamento na tentativa de acompanhar diariamente o que acontece na blogosfera. Pura ilusão a minha. É lamentável, mas acredito e me enquadro no perfil de "superficial" que Carr descreveu, pois passar horas na internet percorrendo os olhos em centenas de artigos não é nem de longe uma maneira eficiente de aprender ou se manter informado sobre qual coisa.”

 “Como se isso não fosse suficiente ainda há outro vilão que colabora com minha (ou nossa) superficialidade: o Twitter. Ok, ok... antes que venham os camponeses com tochas, quero deixar bem claro que sou viciado no Twitter e o utilizo regularmente juntamente com outras redes sociais. A questão que Carr levantou sobre o twitter é que ele encoraja o narcisismo e nos obriga a resumir tudo em 140 caracteres, o que na maioria das vezes é uma tarefa impossível de realizar.”

 “O vício é tanto que já cheguei a passar horas e horas no Twitter pensando em algo interessante ou divertido para twittar e ser re-twittado, ou seja, estava mais preocupado em aumentar minha popularidade do que transmitir conhecimento para meus seguidores ou leitores do meu blog. Isso é ou não é narcisismo? O Twitter é só um exemplo, mas pode se estender também a outras redes sociais como orkut, facebook, badoo, etc. Depois de ler essa entrevista achei melhor desconectar meu Echofon por um tempo (ainda prefiro o nome “TwitterFox”) e ignorar a tonelada de feeds que chegam diariamente no Google Reader. É claro que esse foi um sentimento particular meu e que outras pessoas pensam de forma diferente quando a questão é tempo gasto na internet. O propósito do post foi apenas uma reflexão sobre como temos gasto o nosso precioso tempo. Fica aqui então a sugestão para que você leitor deixe nos comentários a sua opinião sobre o assunto, concorda ou discorda? No meu caso, procurei no blog Mais Tempo algumas dicas sobre como me concentrar mais em meus estudos e utilizar a internet de forma inteligente. Pois só assim pude voltar a navegar na web com a consciência tranquila de que não estou desperdiçando meu tempo, porque se tem uma coisa que tenho certeza absoluta nessa vida é que nunca fui e não quero ser superficial.”

 Para ler na integra a entrevista de Nicholas Carr, acesse o Portal da INFO.

(*) FONTE: Neurônio 2;0

 http://www.neuronio20.com/2010/03/nao-quero-ser-superficial.html

                           Eu gosto muito de ler e pesquisar na Internet, tanto novidades quanto o que já conheço. Efetivamente a Web é um lugar fascinante. Não me assusta nem atrapalha saber que nela também haja pedofilia, jogos de azar, bandidagem, trapaças, futilidade, frivolidade, inutilidade e superficialidade (sobretudo nas redes sociais), porque ela é o reflexo de nossa sociedade, com tudo o que há de bom e ruim.

                          Fiquei muito desconfiado com o Twitter logo que percebi que era um extrato piorado do que há de por no Facebook: a incessante, mundana atualização de perfis com textos inúteis e com o agravante de que assim que são postados somem no limbo, daí o desespero na postagem de inutilidades e bobices para que estejam aparecendo a qualquer custo. Todavia olho com cuidado para excesso de simpatia de amizades virtuais que tornam-se reais, demonstrações excessivas de carinho e amizades facebookeanas (isto é, à quelas que não sejam amigos de fato, reais, presenciais!). 

                         Tudo o que há na Web é o que encontramos na sociedade. Logo, não me surpreende que ela seja capaz de produzir tanto o que há de útil, criativo, construtivo e interessante, quanto o que há de idiota, superficial, inútil e fútil.  jamais me admirei com as pessoas que se viciam em Internet, que perdem a noção e o bom senso, assim como não o fiz com os que se viciaram em videogames anos antes da Internet. 

                        Todavia o mundo da WEB é capaz produzir coisas extremamente interessantes e com gigantesco potencial que logo tornam-se o oposto, na mesma proporção.  A frivolidade espantosa que abunda o Twitter está transformando aquilo em algo tão útil e interessante quanto concurso de beleza infantil.  Para que outros voyeurs os sigam e possam saber o que estão pensando, fazendo ou onde estão indo, o povo sai escrevendo inutilidades que nada mais são do que um narcisismo coletivo exacerbado, descontrolado. 

                      O conceito de twittar massivamente como tática usada para atrair a atenção para um perfil com a esperança de transformá-lo numa personalidade, para alguns só consegue atrair igual multidão de um único tipo de usuários do Twitter: os "seguidores em massa".

                        Salvo para o governo, para ONGs, para o mundo corporativo, o jornalismo, para uso promocional e institucional, para piadas, para utilidade pública, a esmagadora maioria dos usuários individuais perdeu a mais rala noção do que seja bom senso e tornou o Twitter a bola da vez da futilidade na Internet.

                    10 coisas que você NÃO deveria Twittar (a maioria vai se identificar com umas oito!)

http://www.mundoredondo.com.br/10-coisas-que-voce-nao-deveria-twittar

                        O Twitter é o melhor exemplo disso, de como algo pode ser tão útil quanto fútil, ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.  Eu até cheguei a gostar do Twitter (de verdade), mas foi por pouco tempo.  Como todos, me envolvi na moda de seguir um monte de gente que escreve acerca de tudo o que quase sempre só interessa a quem escreve. E pior, de fazer gracinha sendo sem graça, de tornar-se viciado e ter sua vida mediada pelo Twitter, de precisar desesperadamente produzir mais e mais e mais para não ir pro limbo em segundos. 

                        Gosto muito de escrever, mas detesto escrever qualquer coisa, superficialidades. Tenho elevado senso crítico e boa parte do que escrevo vai pro lixo porque não passa pelo meu crivo caso possa ter algum sinal de inutilidade, frivolidade, futilidade e "desnecessidade". Não passo um só dia sem escrever, mas passo semanas sem publicar o que escrevo.  entrei na onda do Twitter para divulgar o Fatos & Fotos de Viagens, exclusivamente postando o que havia de novo no blog. Todavia logo notei que para não ser traço em termos de audiência no blog, era necessário produzir textos a cada dez minutos, e, convenhamos, ninguém consegue produzir algo interessante a cada dez minutos. Daí começam a retuitar e a divulgar "novidades" que todo mundo já sabe e já viu, a colocar links de coisas vagamente interessantes, apenas para que seus perfis continuem vistos pela legião de seguidores. Em sã consciência, alguém consegue "seguir"  no Twitter mais de dez pessoas que escrevem a cada cinco minutos um monte de coisas inúteis e pessoais, absolutamente desinteressantes? resultado: oq ue de fato é interessante no Twitter fica imediatamente soterrado por uma avalanche de inutilidades que atua como uma tsunami, varrendo do "mapa"  o que de fato tem relevância.

                       O Twitter e o vício

                        Escrever compulsivamente tornou-se numa coisa bem claramente egocêntrica de personalidades que precisam aparecer a todo custo, quer seja gabando-se de coisas nada espetaculares que anda fazendo, quer promovendo suas atividades profissionais, quer preenchendo sua solidão. Tudo o que poderia haver de útil fica soterrado pela avalanche de inutilidades. É o vício que as leva a escrever sem racionar, sem avaliar sua utilidade.

                      "Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito") é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate. Seu oposto é a virtude."  FONTE: Wikipédia

                      "Para a psicologia comportamental o vício é resultado de uma construção orgânica, desencadeada pelo reforço de uma relação entre estímulo e prazer químico, ou ainda, é uma questão puramente biológica, em detrimento da abordagem simbólico-linguística que a psicanálise Lacaniana enuncia. As pesquisas dessa linha de conhecimento fornecem dados a partir de experimentos com animais menos desenvolvidos psicologicamente que o homem como ratos, gatos e cachorros e outros animais, que não possuem realidade social, individualidade ou auto-consciência, como ocorre nos seres humanos." FONTE: Wikipédia

                        Evidentemente que há tanta coisa interessante e criativa, tanta gente escrevendo coisas boas e úteis no Twitter é esvaziada pela maioria que o tem feito apenas para dizer inutilidades, frivolidades, superficialidades e besteira, para repetir notícias que já saíram em todos os jornais e revistas, promoverem seus egos.  Se os primeiros blogs eram chatos e inúteis diários pré-adolescentes, o Twitter está se tornando o micro blog de adultos infantilizados expondo-se e implorando por atenção, uma sala de bate-papo de futilidades, cuja lista de seguidores adeptos do voyeurismo incentivam novos e inúteis posts, cada dia mais. 

                         O Twitter tornou-se o lugar dos exageros de simpatia e de fingimentos, algo que aparentemente teria sido um grande lugar de divulgação de idéias inteligentes, maduras, sérias, dirigidas a pessoas inteligentes, seletivas, todavia tornou-se no que é:

                    "Uma completa falta de atenção ao que é relevante, cultural, social, econômica, politicamente.

                     "....uma enorme dificuldade de identificar o "ponto" e de ir ao "ponto". Pelo contrário, manifesta-se por uma imersão numa multidão de "pontos", todos igualmente dispersos, todos igualmente irrelevantes." 

                    "... distrai, dispersa, perde, é um labirinto kafkiano em que os que estão nela imersos não sabem verdadeiramente aonde ir. Nem querem saber por que estão demasiado interactivos nesta forma moderna da dança de S. Vito. Não sabem sequer que estão perdidos, mas fazem imenso barulho, mandam imensas mensagens, "twitam" que se fartam, na proporção directa do que não pensam." ...

                     "...mantém fortes relações com o relativismo ético e apaga as distinções entre o saber e a ignorância, a decência e a perversidade, a verdade e a falsidade, o carácter e a esperteza. Tudo passa a valer o mesmo e circula como se fosse o mesmo, porque lhe tira o sentido, na sua desatenção à diferença, diferença que nasce de "literacias" que exigem atenção, esforço, trabalho, tolerância e vida." ABRUPTO

                     Se você identificar-se com os viciados em Twitter nesta sátira " Confusões na Tuitosfera 1 " (não deixe de ver o 2, mais adiante), é hora de fazer como eu, pular fora! 

 A doença da futilidade nos contamina, e se não cuidarmos

vamos deixar que os outros nos enxerguem nos menores detalhes.

Lya_Luft (no Twitter)

                        Convenhamos que vez por outra surgem umas ondas de moda que conseguem atrair tanta gente que acabamos embarcando nelas. Algumas bem interessantes, ao primeiro olhar, como foi com o Orkut, o Facebook, o My Space e o second Life.  Todavia, depois de um tempo, a realidade e o bom senso acabam por prevalecer para alguns (infelizmente apenas para alguns). Para esses, quando feitas as contas, verificam-se saldos muito negativos.

                       “Para mim, o Twitter é parecido com uma festa. Uma dessas festas com som nas alturas e com muita gente. Nessas ocasiões não há possibilidade de conversas elaboradas. Não se podem arriscar frases e períodos longos. Qualquer um que tente elaborar um raciocínio mais complexo do que aquilo que cabe em duas ou três frases curtas é simplesmente ignorado. Muda-se de assunto. É-se deixado, com um sorriso de reprovação simpática, sozinho no bar. Diz-se: – É, é… Você tem razão. Sabe, preciso de uma bebida. E deixa-se o chato sozinho. A diferença é que, no caso do Twitter, todos ouvem o que é dito, mesmo quando se trata de alguma bobagem. Mas, assim como nas boas festas, no Twitter também podem-se ouvir boas piadas. Assim como bons argumentos." AUTOR: Pablo Holmes (vive em Berlin, é bacharel e mestre em direito pela UFPE e doutorando em sociologia pela Universität Flensburg)

                        Entrei na onda do Twitter porque seguia viciado em blogs de turismo (todo mundo nasce com direito a ser sem noção na vida, e todos igualmente gozam do mesmo direito de reencontrarem-na) e com a necessidade desesperada de comentar em todos os blogs, facebooks, twiters, etc. Mais por gentileza do que por encantamento, mais por achar que o Twitter iria bombar a audiência do Fatos & Fotos de Viagens. Cedo o percebi que a esmagadora maioria do que eu seguia no Twitter era da mais perfeita inutilidade, superficialidade, e que logo tornou-se um chat onde algumas poucas coisas interessantes eram discutidas e uma avalanche de idiotices dominava. Decididamente se não formos seletivos no que e em quem seguimos, o Twitter deixa de ser um lugar fértil de idéias úteis para tornar-se um repleto de gente sem noção e que posta as coisas mais inúteis que se podem encontrar na web.

                        "Hoje em dia, qualquer pessoa pode expor ao Mundo seus pensamentos e ideias em até 140 caracteres. Para o caso das pessoas que realmente tem algo a dizer, o Twitter passa a ser uma considerável ferramenta de comunicação e interação. No entanto, percebo que o quantidade de baboseiras e asneiras "publicadas" na web é uma coisa alarmante." Pílulas de cidadania, sarcasmo e nonsense! A busca constante pela hipocrisia zero! Ano III. http://altavolt.blogspot.com/

                       "Como tudo na vida, o Twitter também precisaria ser usado com parcimônia e bom senso. Mas, claro, bom senso não é um artigo muito abundante na praça. Aliás, anda bastante escasso nos dias que correm. Nessa toada, segue o bombardeio de frases incompreensíveis e absurdos postados a esmo! É uma verdadeira saraivada de informações inúteis, diálogos "tronchos" e repetitivos. Piores ainda são os "retweets", quando o "twitteiro" não tem sequer condições de criar suas próprias besteiras, e se vale das "ideias" alheias - muitas vezes também já estapafúrdias na origem - para poluir a rede. Atenção: Por favor, não confundam "xaropices" com bom humor!" Altavolt na contramão

                        Tem gente com uma capacidade monumental, nada invejosa, de escrever inutilidades, besteiras e até mesmo estupidez no Twitter, mas o Vitor Fasano excedeu esta a capacidade, mais recentemente também Ed Mota, para para além de serem grosseiros: http://twitter.com/vitorfasano e http://wp.clicrbs.com.br/holofote/2011/05/13/ed-motta-ofende-geral-ooo-povo-feio-o-brasileiro/?topo=52,1,1,,186.

                          Escrever asneira no Twitter é direito de todo cidadão, mas tem gente que extrapola.  Tá certo que a humanidade tem produzido coisas medíocres em todos os campos (é só ver o sucesso de Lady Gaga e sua legião monumental de seguidores), mas o Twitter parece que potencializou exponencialmente essa capacidade. 

                         "Não sei se muita gente reparou, mas a mensagem da página inicial do Twitter mudou há pouco tempo. Na mensagem anterior, o usuário era convidado a dizer o que estava fazendo no momento. Agora, ele deve descobrir e compartilhar o que está acontecendo em qualquer parte do mundo. E, de acordo com um estudo americano récem-concluído, essa tentativa de motivar as pessoas a postarem notícias em tempo real não vem dando muito resultado. O Gizmodo, um dos maiores blogs de tecnologia do mundo,publicou recentemente um post com o título “Se apenas 100 pessoas usassem o Twitter”. O resultado? Apenas 5% dos usuários respondem por 75% das mensagens, ou seja, um pequeno número de usuários é que realmente  ”faz barulho” no Twitter (e dentro desses usuários há uma grande quantidade que fala bobagens e assuntos sem maior interesses); 50% são classificados como “preguiçosos”, que não twitaram na semana anterior e, 20% têm suas contas inativas." Publicado por Mariana Rodrigues em http://www.i9socialmedia.com

                       "Uma consultoria norte-americana, a Pear Analytics, embarcou em estudo sobre como as pessoas estavam usando e consumindo o Twitter. A empresa analisou mensagens aleatórias no microblogging a cada meia hora, diariamente, de 11:oo às 17:00, durante os primeiros dez dias de agosto. Foram recolhidos 2000 posts, em inglês, nos Estados Unidos, que foram classificados em seis categorias: Notícias, Spam, Promoção, Bobagens sem sentido, Bate-papo e o Reenvio de mensagens (retweet – RT). O bate-papo envolve dois usuários que postavam mensagens respondendo à anterior, enquanto que as classificadas como “bobagem sem sentido” eram do tipo “estou comendo um sanduíche”." Publicado por Mariana Rodrigues em http://www.i9socialmedia.com

                         "Vale ressaltar algumas, como a Tecnisa, a Dell, a Camiseteria, a AvonBR e inúmeras outras empresas que adentraram esse universo e já colhem bons frutos desse relacionamento 2.0. A cada dia é maior o número de empresas que entram no Twitter e, apesar da grande quantidade que ainda não está sabendo utilizar a ferramenta como se deve, por simplesmente ter “entrado na onda”, há uma parcela significativa que está buscando estar perto de seus consumidores e gerar valor para seus followers." http://www.i9socialmedia.com

                       Tem que ser muito bom pra produzir duzentos micro-posts por dia com mínima utilidade e interesse coletivo. Para a esmagadora maioria que, a meu exemplo, não consegue escrever algo com qualidade em 140 caracteres, que tem grande auto-crítica ao escrever e seletividade ao ler, acaba achando risível o fato das pessoas estarem tão obssecadas com a necessidade de escreverem.  O pior de tudo é ver pessoas em restaurantes, no cinema, nas ruas, "twitando", seus "twits", e não satisfeitas com isso informando a quem está ao seu lado “eu twitei"! Tomara que essa coisa de Twitter seja só uma moda e passe logo, ou então que permaneça apenas o que é de fato engraçado, útil e relacionado à divulgação do que quer que seja, exceto de superficialidades pessoais.

                       OS workaholics do Twitter não percebem que "apesar da acepção do vício estar frequentemente associada como antagônica ao trabalho, a expressão workaholic traz à tona a evidência de que não se trata de, como a expressão é com frequência utilizada, fuga da responsabilidade ou vagabundagem, mas antes a repetição de uma estrutura psicológica." (Wikipédia), daí passam a produzir viciosamente informações decorrentes dessa viciante necessidade de produzir algo no Twitter supondo estar sendo útil ou interessante, promovendo-se ou estimulando a outros.

                      "O Twitter, Marcel Proust e os direitos humanos: o Brasil sob o olhar do ridículo."

                      por Pablo Holmes* para o Acerto de Contas (para ler na íntegra, clique aqui)

                     “Para mim, o Twitter é parecido com uma festa. Uma dessas festas com som nas alturas e com muita gente. Nessas ocasiões não há possibilidade de conversas elaboradas. Não se podem arriscar frases e períodos longos. Qualquer um que tente elaborar um raciocínio mais complexo do que aquilo que cabe em duas ou três frases curtas é simplesmente ignorado. Muda-se de assunto. É-se deixado, com um sorriso de reprovação simpática, sozinho no bar. Diz-se: – É, é… Você tem razão. Sabe, preciso de uma bebida. E deixa-se o chato sozinho. A diferença é que, no caso do Twitter, todos ouvem o que é dito, mesmo quando se trata de alguma bobagem. Mas, assim como nas boas festas, no Twitter também podem-se ouvir boas piadas. Assim como bons argumentos. São aquilo a que no nosso bonito português brasileiro demos o nome de tiradas. O fato de que elas têm de ser elaboradas telegraficamente, de modo direto, prontas para consumo, tanto nas festas como no Twitter, fazem das tiradas difíceis de serem ditas. São mesmo o objeto de uma arte. Há gente com o dom de participar das festas e fazer esses comentários, há gente com o dom de ser o piadista de salão com quem todos querem conversar. Segundo o escritor francês Marcel Proust, existiriam no mundo apenas as “pessoas que são“ e as “pessoas que observam“. As primeiras seriam os personagens, as “figuras”. Elas se comportariam sempre de modo muito próprio, mas sem perceber que o fazem. Diriam as coisas certas, na hora certa, mas sem saber porque o fizeram. Elas simplesmente “são”. O risco de ser assim estaria num tênue caminhar entre a fronteira do sagaz e do ridículo. Esses, que são, por não refletirem tanto sobre o que dizem, representam, em sua espontaneidade, na maioria das vezes, o papel dos ridículos engraçados. O que dizem soa na maioria das vezes cômico não pela sagacidade irônica de uma observação pertinente, mas por expor a ingenuidade de crerem ser ou ver algo que, na realidade, não existe ou não são. Sua piada é engraçada não porque é produto de uma observação pertinente, mas sim porque se trata de uma obviedade (muitas vezes uma afirmação obviamente equivocada) dita exatamente por quem a diz: alguém que acredita piamente naquilo. Aí estaria a raiz da própria idéia de ridículo. E, ao contrário do que se pensa, ela nos ensinaria bastante sobre a vida. Pois muitas vezes nos abririam os olhos para nossas próprias contradições. O segundo tipo de gente seria, para Proust, digamos assim, mais sem graça. Eles raramente se tornam a atração da festa. Nunca serão personagens de livros. Mas podem se tornar bons escritores. Eles não conseguem dizer a coisa certa na hora certa, mas conseguem ver as contradições e, algumas vezes, as causas do “ridículo“ naqueles que apenas são. São os chatos de salão. Os que teimam em manter uma distância relativa (às vezes arrogante) em relação a tudo e todos e cujas piadas são sempre recheadas com uma ironia meio pedante: inteligente porém muitas vezes incompreensível para a maioria. Não se comprometem. Apenas denunciam os paradoxos que são a raiz mesma do ridículo.” * Pablo Holmes (vive em Berlin, é bacharel e mestre em direito pela UFPE e doutorando em sociologia pela Universität Flensburg)

                       Tem gente que se empolga tanto no Twitter que passa e inundar você com posts incessantes, desinteressantes e inúteis. Use o aplicativo TWITTER SNOOSE (Botão do "Cala a Boca") para fugir desses chatos. O serviço some com os tweeters tagarelas por períodos de um dia até um mês - e você não precisa passar pelo constrangimento de dar um unfollow no seu amigo, ou amiga, prolixo. Eu parei com o falso constrangimento de dar unfollow.

                         O Twitter tem sido uma grande perda de tempo. Apesar de por impulso ter registado o Fatos & Fotos de Viagens no serviço, o Twitter é um produto que não consumo, já que a audiência por ele aferida no blog é traço. A Internet tem inúmeras formas de criar inutilidades para difundir inutilidades.  Para mim o que realmente importa vai muito além das aparências e dos egos inflados que vemos no Twitter, motivo porque felizmente jamais entrei nessa de escrever desesperadamente no Twitter do Fatos & Fotos Viagens.  Exposições pessoais apenas para manter o perfil vivo e procurar desesperadamente audiência.  Cedo constatei que a audiência proveniente do Twitter era traço, daí tê-lo “esquecido” por um tempo.

Confusões na Tuitosfera 2

 

                         Como não sou nenhuma celebridade e detesto escrever apenas para ser paparicado por meia dúzia de puxa-sacos sem opinião, que ache que a esmagadora maioria de perfis que eu seguia é da mais pura inutilidade, futilidade, frivolidade e superficialidade, deixei de frequentar por um bom tempo. Ao retornar (quando você passa a ver de longe, sem estar envolvido, "a ficha cai"!)  percebi o quanto o que eu seguia era absolutamente dispensável. 

                       Acredito mesmo que o serviço possa ser bem util para uma minoria, mas para a maioria que acha que conteúdo é o que interessa, que falação sem sentido emburrece e limita, que escrever sobre si mesmo tem que ser uma figura muito ionteressante, o Twitter passou para mim a ser um ótimo exemplo de inutilidade na Web.

                      O Twitter jamais substituirá os blogs e do jeito que vai ele será mais um exemplo de como uma ferramenta tão inteligente pode ser transformada em algo tão inútil ao ponto de extinguir-se por absoluta falta de utilidade, assim como Orkut e Facebook. E como promoção do blog foi zero. Fico impressionado com a quantidade de gente que se apaixona pelo Twitter e em pouco tempo passa a odiá-lo. O fato é que, o Twitter é sala cheia de pessoas que se expressam livremente sobre o que querem: há quem promova seu ego, há quem demonstre solidão, há quem claramente é dependente químico viciado, há quem informe novidades, há quem dê opiniões sensatas e que interessam a todos, há quem escreva pra aparecer e há quem simplesmente não escreva nada que preste. Como a sociedade, o Twitter é cheio de pessoas, sensacionais e medíocres, interessantes e que se esforçam pra tentarem ser e as totalmente sem noção.

                       "Tenho certeza, e vejo muitos casos em que pessoas utilizam essa ferramenta para discutir e falar sobre temas mais sérios. Contudo, essas discussões mais profícuas ficam relegadas ao segundo plano. Infelizmente, a grande maioria vê as ferramentas de interação virtual apenas como um canal para lançar ao mundo toda e qualquer bobagem que lhe passe pela cabeça. E o pior, se a pessoa que dispara a asneira na rede tem algum respaldo popular - é "artista" ou "celebridade instantânea" - aí sim é que obtém uma enormidade de respostas e comentários. Ou seja, a asneira é elevada à enésima potência, como se fosse algo importante e digno de atenção. Outro ponto espantoso é o número de seguidores que essas ditas celebridades alcançam no Twitter. Chovem puxa-sacos aos twitteiros renomados, ainda que postem apenas boçalidades, fofocas e coisas que não interessam efetivamente a ninguém. É tão comum nos depararmos com postagens que informam o horário em que a pessoa foi dormir. Ou então, aquilo que a pessoa comeu na hora do almoço. Ou ainda que passou horas no salão de beleza! Francamente, o mundo precisa de assuntos muito mais importantes sendo discutidos na rede do que a cor da cueca de qualquer zé-mané!" Altavolt na contramão

 “Ao responder a pergunta "O que você está fazendo?" no Twitter, o norte-americano Israel Hyman postou que estava de férias com sua família e logo depois teve a casa roubada, informou o site "El Universal", nesta quarta-feira” (3/Jun/2009)

 Se o blog tipo diário era chato e inútil, o Twitter faz sucesso ao ampliar massivamente o poder dos blogs que expõem o pensamentos de adolecentes tediosos ou adultos infantilizados, clamando por atenção.” Como eu vejo o Mundo (http://almiroleal.blogspot.com/2009/04/twitter-o-servico-mais-ridiculo-do.html)

                       O Twitter também pode ser um lixo, com micro-posts na maioria fúteis, vazios e escritos por gente que parece mal ocupada, sub ocupada ou desocupada, seja lá em que categoria incluam-se, todas viciadas.  Tem a incrível propriedade de juntar pessoas que querem se exibir, sem nenhuma capacidade de escreverem algo culturalmente útil, alguma coisa impessoal.  Tornou-se um grande meio de promoção pessoal, um lugar onde a futilidade não está mais por trás de tudo, mas em primeiro plano.  Para ser útil e divertido é necessário ser muito seletivo, a fim de que fujamos da irritante inutilidade que faz com que a cada dia as pessoas se sintam mais compelidas e pressionadas a escreverem no Twitter, no Orkut, no Fabebook apenas para que seus perfis não percam a atenção de seus seguidores.

                      Essas pessoas não percebem que ninguém consegue produzir tanta coisa útil o tempo todo como o Twitter exige. Que são raríssimos os perfis que não perdem a noção e o bom senso. Justamente por ser tão dinâmico, o que se escreve agora some no limbo daqui a segundos.  O resultado é uma inundação de frases e informações absolutamente inúteis, egocêntricas, muitas vezes sem qualquer sentido.  Alguns viciados ficam twittando o dia inteiro, produzindo inutilidades a todo momento, não importa o quão trivial e mundano possam ser.  Todos resolveram juntos ser exibicionistas e superficiais em igual intensidade.  Twittar virou sinônimo de “gabar-se de sua vida particular nada espetacular.”  Assim que você entra uma pergunta está no alto da página a ser respondida na página principal: "What are you doing?", ou seja, "O que você está fazendo?". Alguns usuários levam a risca e  twittam o dia inteiro contando!  Tudo gira em torno de um metro ao redor do próprio umbigo. Paga-se  mico numa proporção jamais vista na Web, tudo em busca de holofotes.  Quem – sob o domínio de sua consciência sã - consegue seguir centenas de pessoas que postam frases abobadas o dia inteiro?                   

                      “Dizem que o Twitter vai ter a força dos blogs em breve. Outros, que é só uma moda, como foi o Second Life. Enquanto isso, Vitor Fasano, Hebe e Renato Gaúcho fazem sucesso com seus 140 caracteres.”  Perestroika (http://www.perestroika.com.br)

                        Alguém já disse também acerca do Twitter que a “internet permite liberar o babaca que existe dentro dos babacas que estão dentro do armário no mundo offline.”Na Internet, quanto mais idiota é a coisa, maior é a audiência. O Twitter é mais uma babaquice da Internet.  Essa besteira de Twitter se resume em pessoas falando besteirinhas. Essas pessoas fazem verdadeiros diários de suas vidas inúteis.” Copiando o genial Cazuza,  “Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice. Desta eterna falta do que falar ...”

                       Ou então Não, não dá mesmo. Como ficar recebendo qualquer bobeira que as pessoas pensam ou fazem durante o dia pode ser algo legal?! Provavelmente o problema nem seja a ferramenta, mas sim o mau uso que as pessoas fazem dela. Primeiro acabaram com a graça e importância do Orkut, e agora banalizam o uso do Twitter. Eu já percebi pessoas realmente enviando mensagens interessantes, mas essas são gotas dentro de um oceano de banalidades e idiotices.” http://www.sedentario.org/animacoes/o-maravilhoso-mundo-do-twitter-2-14215

                        Felizmente é possível usar a Internet para coisas realmente saudáveis, úteis, maduras, construtivas e inspiradoras.  Pode até ser divertido um pouco de alienação, de superficialidade, de futilidade e de idiotice, mas viver pregando isso 24 horas por dia é o fim, é muita babaquice.  A disseminação de idéias vazias e inúteis como “Entrando no restaurante”, “Saindo do taxi”, “Assistindo TV com meu gato”, “Indo dormir”, “Casada de trabalhar, eu mereço descanso”, “O bebê chorou”, “Estou no aeroporto”, “O fogão quebrou” aparecem muito mais do que informações úteis e consistentes, quando não de mau gosto.  A idéia inovadora era bem interessante: um microblogging no qual as pessoas pudessem dizer em 140 caracteres o que estão fazendo naquele momento, mas tornou-se fútil.  Todavia, o Twitter tornou-se uma ferramenta de marketing para empresas, de divulgação de notícias por jornais, rádios, TCs e revistas, de comunicação entre consumidores e empresas, de institucionais de marcas conhecidas, o que é útil. O Twitter tornou-se tão ridículo quanto o fone de ouvido Bluetooth,  camiseta regata acompanhada de pochete e sandália Rider e falar no celular no elevador

                        Vai por mim, quer seguir alguma coisa realmente útil, interessante e/ou engraçada no Twitter?  Siga o Pérolas do Enem (PerolasDoENEM), o FrasesDitas, o HumorNaVeia, o RealMORTE, o JornalOGlobo, o Kibeloco, o NaoAoConcerteza!, o Millôr Fernandes....

Os 46 estágios do Twitter

  1. Escutar a palavra ‘Twitter’. Rir com desdenho
  2. Escutar novamente de outra pessoa. Rir novamente.
  3. Ouvir falar sobre uma celebridade famosa que aparentemente está ‘no Twitter’. Rir novamente, mas fazer uma nota mental para dar uma olhada.
  4. Logar no Facebook para se reconfortar
  5. Se cadastrar no Twitter.
  6. Desistir porque parece bobo.
  7. Debochar de outras pessoas que estão no Twitter.
  8. Começar a seguir @huckluciano, @showdavida, @marcelotas, @realwbonner, @rafinhabastos e mais uma pessoa que você realmente conhece.
  9. Postar seu primeiro twit que será uma variável de “Testando esse negócio para ver como é”.
  10. Tentar gastar um pouco mais de tempo no Twitter.
  11. Perceber como estão usando palavras como ‘Tuitar’, ‘Twitter’, ‘Twitosfera’ e alguma coisa chamada ‘RT’.
  12. Rir com desdenho novamente, desta vez confuso.
  13. Dizer aos amigos que brincou um pouco com o Twitter, que não viu a graça, mas tudo bem porque é um treco idiota de todas as formas.
  14. Entrar novamente no Facebook porque ao menos faz um pouco mais de sentido.
  15. Ler uma matéria sobre o Twitter em algum lugar.
  16. Logar de novo no Twitter.
  17. Tentar ficar sem dizer ‘Tuitar’, ‘Twitter’, ‘Twitosfera’ e ‘retuitei’
  18. Responder o @realwbonner.
  19. Xingar porque se rendeu.
  20. Deslogar e não voltar a entrar por 4 meses.
  21. Voltar só pra dar uma olhadinha.
  22. Postar alguma coisa relativamente engraçada.
  23. Ser retuitado por alguém.
  24. Descobrir que ‘RT’ significa que alguém está ‘retuitando’ o que você tuitou.
  25. Transformar em sua missão de vida ser retuitado.
  26. Instalar algum aplicativo de Twitter no seu celular.
  27. Não mais ter vergonha de dizer ‘Preciso tuitar isso’.
  28. Ir a eventos apenas para poder tuitá-los.
  29. Rezar para ser retuitado.
  30. Dar refresh, refresh, refresh, refresh para ver o que há de novo na sua timeline.
  31. Fechar o computador.
  32. Abrir o computador e dar refresh, refresh, refresh, refresh.
  33. Começar a pensar em frases de 140 caracteres.
  34. Checar seu telefone celular compulsivamente o dia inteiro, todos os dias.
  35. Afastar pessoas de verdade da sua vida na tentativa de impressionar gente que você não conhece.
  36. Tuitar que você checa compulsivamente seu telefone o dia inteiro, todos os dias.
  37. Perder peso porque você esquece de comer.
  38. Colocar o celular ao lado da cama para que você possa checar o Twitter assim que acordar.
  39. Defender o Twitter até a morte perante aqueles que o criticam.
  40. Olha para si mesmo e vagamente perceber que você se tornou ‘aquele cara’.
  41. Se sentir como e começar a se comportar como River Tam.
  42. Jurar que vai cancelar sua conta no Twitter para preservar sua sanidade.
  43. Ler isso e mudar de idéia.
  44. Pensar para si mesmo ‘eu deveria tuitar isso’.
  45. Reconhecer a ironia.
  46. Tuitar isso

                        Agradecendo a todos os que seguem o Fatos & Fotos de Viagens no Twitter, informo que não pretendo mais alimentar tal instrumento de divulgação e me desculpo com os que buscam novidades do blog no Twitter. Devo dizer que dificilmente encontrarão novidades do blog ali e que definitivamente o Twitter não nútil para divulgar o blog. Minha sigestão aos meus leitores é que assinem o RSS do blog ou venham aqui mesmo que serão sempre bem recebidos. Não dixem de comentar e perguntar (coisas sensatas, objetivas e não genéricas, é claro). Grande abraço!

Reader Comments (19)

Mas poxa vida... gosto de camisas regata :(
Bacana a dica da revista Meridiani. Não a conhecia e vou procurá-la.
No mais... bacana o texto, vou divulgá-lo no twitter. Me segue, tá? hehehehe. Abraços.

0:48 | Unregistered CommenterZidenis

Chapeau!
(é como sou um pouco rara e antiga e tenho pouco tempo pessoal não uso o facebook ou o twitter...)

12:24 | Unregistered CommenterCarmen

CARMEN, vc é uma raridade!

Arnaldo passei para conhecer seu blog ele é not° 10, show, fantástico com excelente contéudo você fez um ótimo trabalho desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua famíia
Um grande abraço e tudo de bom

Resisti ate agora, nao tenho twitter nem facebook, pois mal tenho tempo de escrever no meu blog. Eu vejo a cara das pessoas qdo eu digo que nao tenho twitter, parece que sou da época dos dinossauros. Parabens Arnaldo, vir aqui no blog é muito mais gostoso. Fico contente que vc nao parou de vez com ele. Beijo pra vcs.

14:54 | Unregistered CommenterMaryanne

Obrigado, Maryanne. Você sempre simpática e gentil. Somos do time que não perdeu o bom senso.

Sobre "parar po blog", ele vai parar sim, mas, como disse anets, lentamente.

Nossa, como eu me identifiquei com tudo o que vc falou sobre a mediocridade das revistas de turismo brasileiras!! Eu costumava comprar a Viagem e Turismo todos os meses ha alguns anos atrás. Mas parei porque não aguentava mais ver as mesmas matérias se repetindo ano após ano. Bariloche, Resort x Cruzeiros, Europa Barata, Europa pela primeira vez... E para alimentar minha obsessão por leituras de turismo (além de muitos sites e blogs) assinei a Conde Nast Traveller americana. Que revista maravilhosa! Sempre materias interessantissimas e destinos diversificados. A Meridiani eu ainda não conhecia, mas vou comprar a próxima edição. Beijos

17:58 | Unregistered CommenterJuliana X

Desculpa a intromissão, Arnaldo. É só prá pedir "NÃO PARA NÃO!!!". Mesmo que os posts sejam bissextos.

18:12 | Unregistered CommenterCristiana

bom, concordo com as Opniões e achei este site atraves de minhas pesquisas de coisas úteis na internet, comecei a aprender a fazer site justamente para ver se consigo colocar coisas de valor na rede, entao vasculho a net atras de coisas legais que possam ser aprimoradas e melhoradas conforme eu vou aprendendo, um exemplo é o meu primeiro site http://www.clickr.com.br que serve para facilitar a navegação com os links mais acessados do Brasil, a aba do meu navegador nao aguentava mais de tanto site como favorito que eu acabava nao achando mais, entao resolvi colocar tudo numa página, pelo menos os mais acessados, poderia ter feito uma página apenas com os meus links mais usados, mais preferi fazer algo que pudesse ajudar os outros.

gostei do post.

Um abraço
http://www.clickr.com.br

4:23 | Unregistered Commentereduardo

Peço licença para dizer-lhe que já passei deta fase de revolta, já consegui entender que independentemente do que eu possa ser ou ter sou apenas mais um.
E sendo mais um , devo compreender as mudanças, mesmo que não concorde com elas e que não deseje participar.
Esta fase de sentir-se melhor do que outros, mais inteligente, mais perspicaz, mais poderoso , mais o que quer que seja , vai passar,acredite !

13:03 | Unregistered CommenterLima

Licença concedida, Lima, seja bem-vindo. Puxa, Lima, eu vou "tuitar" isso que vc escreveu, Lima. Achei mesmo o máximo. Espero um dia ser igual a você, Lima. Por favor, me dê seu twitter para eu seguí-lo, afinal você aparenta ter muita coisa bacana para escrever a cada cinco minutos e certamente muito o que me ensinar.

Caro Arnaldo, embora eu não tenha a mesma capacidade de brincar com a ironia, achei interessante o comentário do Lima aí de cima ;-) Sinto mesmo um clima de "revolta" contra o Twitter no seu post. Conheço gente que foi, viu, não gostou e desistiu. Mas você está inflamado demais. Para quem despreza tanto o Twitter, você perdeu muito tempo falando dele. Sobre as revistas de Turismo, a mesma coisa. Precisamos ter revistas de viagem para todos os tipos de público. Acho que a Viagem & Turismo presta bem seu papel ao público ao qual é direcionada. Se você não gosta, não leia, não compre. Mas chamá-la de "ruim, óbvia, superficial e juvenil quanto a “Contigo” e a “Caras”" é um tanto pretensioso e grosseiro também. Muita gente está começando agora a viajar e acha informações úteis nesta revista. Realmente não gostei deste post, desnecessariamente agressivo. Como já disse Carlos Maximiliano, “apaixonar-se não é argumentar”. Um abraço,

Olá! Isso lembra aquela história do sujeito que chega em casa e encontra a mulher na cama com outro. Revoltado, quebra a cama!!! O problema não é o twitter, e sim a falta de conteúdo da maioria dos usuários. Mas então criticar e desejar o fim do tuiter, ou insinuar que seus usuários estão errados, é um pouco exagerado. Quantos blogues ridículos existem por aí? Imagine se por isso os blogs deixassem de existir? Não estaria lendo o seu exclenete espaço na internet. O que nem todos se deram conta é que a capacidade de filtrar informações é a principal habilidade destes novos tempos. Este tipo de pensamento exagerado gerou queima de livros no passado... Não é o suporte, e sim a mensagem!!!!

Arnaldo,

Confesso que cheguei até o estágio 24 do twitter..!!!! mas até ler esse post me considerava um ser estranho, pois, não é possível que EU SOMENTE, sentisse tanta aversão ao tão famoso e ridículo mundo do twiteiiros, aliás, esse nomes \\\\\\\"twists\\\\\\\" são terríveis!!! O Faceboock eu tenho usado mais ultimamente mas depois que descobri a função \\\\\\\" CANCELAR ASSINATURA\\\\\\\"!!! e tudo ficou um pouco menos banal e irritante. Mas em fim..Parabens pelo blog e excelente post!

Um abraço,

Cris

Resposta à senhora Luciana Betenson;

Quando me refiro à “minha escala" do que eu entendo o que seja "qualidade”, refiro-me ao MEU gosto pessoal, do qual, evidentemente, boa parte poderá discordar, assim como a senhora.

Entendo mesmo, e respeito, discordâncias pessoais, mesmo as ignorantes. E não apenas porque reconheço a heterogeneidade das pessoas, que assim como a senhora, defendem apaixonadamente revistas medíocres como a Viagem e Turismo, cuja mesmice e falta de criatividade são elevadas pela senhora à categoria de "necessidade" para quem pretende viajar, como se necessidade obrigatoriamente devesse situar-se no patamar da mediocridade.

Evidentemente que assim como a senhora há muitos leitores que preferem a V&T à revista Volta ao Mundo, ou à Rotas e Destinos, cujos textos exemplares, maduros e inspiradores, no MEU entendimento servem MUITO mais do que aqueles que a senhora defende. Felizmente a senhora não é unanimidade, ainda que seja maioria.

De igual maneira compreendo que haja pessoas que apreciam e assistem (provavelmente também defendam como "necessários") o humor grotesco e o voyerismo do ridículo a que as pessoas são expostas em programas de TV como o Pânico na TV, não se incomodam com a erotização infantil exacerbada nos programas da Xuxa, com os assuntos impróprios aos horários das novelas da Globo (onde esbanjam-se cenas de violência, sexuais gratuitas, de nudez, de falta de caráter, de discriminação, de obscenidades, de baixarias, de banalização de comportamentos sociais, de apologias exacerbadas tanto ao homo quanto ao heterosexualismo) e que também há defensores acalorados. Há quem goste das baixarias do BBB e do A Fazenda, o sexismo, as vulgaridades implícitas e as ignorâncias explícitas dos programas da Luciana Gimenez, do “humor” apelativo do Marcos Mion, do grosseiro e falido CQC de Marcelo Tás, Rafinha Bastos e cia. (felizmente) limitada, daqueles que adoram contar piadas sobre estupradores, do João Kléber (que fim levou?), do Ratinho (que fim levará?), do Gugu Liberato, do Sérgio Malandro, do enjoado bom-mocismo do Luciano Huk e da Angélica, do infame programa O Melhor do Brasil (cujo apresentador Rodrigo Faro afz um enorme sucesso na Rede Record), da revista Caras, dos diálogos fraquíssimos e bobinhos de Malhação, do programa Mulheres Ricas (cuja breguice e futilidade só perdem para as postadas por boa parte dos “escritores” do Twiter), da programação dominical liderada pelo Domingão do Faustão (reconheça-se, principal colaborador do que há de pior na TV neste dia da semana, cujo mérito do que é ruim (justiça lhe seja feita novamente) extende-se a outros canais e apresentadores), de canais como a Record e o SBT, com suas "Elianas" e "Celsos Portiollis", com o incrivelmente bobo Otávio Mesquita no seu esforço desgraçado para produzir um programa sofisticado mas toscamente infantil e vazio. Não faltarão defensores de programas como o Casos de Família, deprimente “talk show bate-boca” da apresentadora Christina Rocha, cujo tema é a lavação-de-roupa suja de pessoas humildes ali no palco e a vivo, o com sua cópia - a Márcia Goldsmith, da Band - cujo programinha desprezível frequenta a mesma linha, do asqueroso Datena que vocifera lições de moral (falso que só ele), prepotente ao mostrar a desgraça alheia, ou o sem graça, cafona e chatíssimo Zorra Total, cujas “feras do humor” (que saudades do Chico Anísio!) tornam o humor na Globo tão abominável quanto sem graça e criatividade, o Programa do Ratinho, o talk-show mais insano da TV (esse não dá nem pra comentar!), a Turma do Didi (alguém em sã consciência deixa seu filho assistir àquilo?).

Esqueci de alguém? Ah, claro, da Ana Maria Braga, dos comerciais de cerveja e das Casas Bahia. Afinal, há gostos pra tudo e todos os públicos. Há até quem goste de Lady Gaga, de Michel Teló e de Beyoncé. Enfim, o que sobra na TV aberta brasileira? Quais raridades dignas de lembrança? Já assisti uma vez ao programa Todo Seu, do Ronnie Von, na TV Gazeta, uma rara demonstração de escolha de bom gosto nos assuntos, nas questões maduras relacionados à saúde e utilidades, ao que está na moda mas não é fútil. Infelizmente não passa no Rio de Janeiro, e nem mesmo sei se ainda existe, mas o apresentador é o único exemplo de educação, cultura, elegância que me recordo. Tem também o programa do Rolando Boldrin na TV Cultura, o programa Brasileiros da Rede Globo, as entrevistas de domingo da Marília Gabriela (SBT), o programa Canal Livre com da Band, o programa Roda Viva da TV Cultura. Alguém se recorda de outros? Estou certo de que pratico alguma injustiça ao deixar de mencionar o que há de bom. O assunto dá um livro.

Quem quiser opinar, que escreva os capítulos aqui, incluindo a senhora, D. Luciana.

Arnaldo,
Tudo o que você fala bate com a minha verdade.Por isso o admiro muito.Gostaria de ter a sua capacidade, seus conhecimentos, enfim a sua cultura que o permite ser diferenciado de tantos outros.

Resisti ate agora, nao tenho twitter nem facebook, pois mal tenho tempo de escrever no meu blog. Eu vejo a cara das pessoas qdo eu digo que nao tenho twitter, parece que sou da época dos dinossauros. Parabens Arnaldo, vir aqui no blog é muito mais gostoso. Fico contente que vc nao parou de vez com ele. Beijo pra vcs.

13:29 | Unregistered CommenterRENATA

Obrigado, RENATA, pela visitam, sobretudo pelo comentário. Grato também pelo apoio.

Obrigado, RENATA, pela visitam, sobretudo pelo comentário. Grato também pelo apoio.

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.