MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

COMENTÁRIOS
RSS - Quer subscrever?
AddThis Feed Button

Share/Bookmark

VIAJE neste blog

Fotos de viagens
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« ÍNDIA. Delhi, um caso de amor | Main | Da Índia, com amor »
Sexta-feira
Nov262010

ÍNDIA, Rajastão. Tristeza na partida, alegria na chegada. 

21 de Novembro, 2010. Oito horas da manhã, Udaipur  _____________________________

______  Oberoi Udaivilas, Udaipur - Índia  ______

                       Terraço do Oberoi Udaivilas, último dia de viagem.  O Sol pairava sobre o Lago Pichola com intensidade especial.  Aquela luz do Sol e o azul do Céu fundiam-se acentuando os tons amarelos do hotel Oberoi Udaivilas e rosas de suas buganvíleas.  O conjunto ficava ainda mais exuberante naquela manhã. Era como se a natureza reafirmasse a impressionante grandiosidade do hotel, como se retribuisse nossa admiração por ele, como se tentasse amenizar nossa tristeza por deixar a Índia.

    ______  O Taj Lake Palace visto do City Palace, Udaipur, Índia ______

                       Entretanto, ainda que a opulência do hotel fosse grande, parecia conformar-se com a incomparável monumentalidade diante de si: os dourados do City Palaceapenas mais um dos fabulosos monumentos do Rajastão, um complexo construído pelo Maharana Udai Mirza Singh em 1559 - e a alvura do Lake Palace - o Jag Niwas, ou Palácio do Lago, de verão, construído no século XVIII pelo maharana Jagat Singh e rodeado de água do Lago Pichola.  Ambos, todavia, não precisavam sequer daquela luz maravilhosa para acentuar-lhes a exuberância. E tornavam o Oberoi um mero coadjuvante naquela incrível manhã, naquela inesquecível paisagem.

 

 ______  Piscinas privativas dos apartamentos do Oberoi Udaivilas, Udaipur, Índia ______

 

                       Sentados à mesa do terraço eu e minha encantadora Emília (*) fazíamos em silêncio nosso último desjejum na Índia. A falta de palavras confirmava nosso pesar, a troca de olhares a percepção da simultaneidade e coincidência do que sentíamos com o fim daquela viagem: um estranho misto de alegria do encontro com a tristeza da partida.

 ______  Terraço do Oberoi Udaivilas, Udaipur, Índia ______

(*) Dedico este post à minha encantadora Emília. Não bastasse sua fabulosa companhia e ser meu grande amor cujas incríveis afinidades me surpreendem a cada dia, ainda é uma excelente companheira de viagens, cujas fabulosas sugestões de side-trips e sua inseparável companhia dos guias Lonely Planet tornaram nossa viagem ainda mais espetacular, ainda mais encantadora, ainda mais marcante e inesquecível.

 

                       Lembrávamos já saudosos, da comida, das incursões aos lugares mais escondidos e não turísticos mas também das mais conhecidas e encantadoras atrações, dos encontros fabulosos com pessoas...

______  Qutb Minar, Delhi - Índia  ______

...com sua curiosidade,  com as situações mais curiosas e inusitadas, com os cheiros, os sons, as cores, as roupas, as paisagens que sucediam-se cada vez mais impressionantes...

______  Qutb Minar, Delhi - Índia  ______

... com nossa estada em alguns dos hotéis mais famosos do mundo, com os templos mais emocionantes, com o trânsito mais insano, com a dança e a música mais encantadoras. 

 

______  Lago Pichola e o City Palace, Udaipur, Índia ______ 

                       Contemplávamos aquele arrebatador panorama consternados com o fim de uma viagem que ainda em seu curso já fora tão fascinante que nos marcara para o resto de nossas vidas. Nem mesmo o fato de estarmos no quarto melhor hotel do mundo, e primeiro da Ásia, diante de tão monumental paisagem, conseguiu evitar nossa consternação. O silêncio tão incomum naqueles dias parecia querer parar o tempo, eternizar a viagem na lembrança, extrair as últimas gotas de prazer dos quinze dias de nossa estada na íncrível Índia. Nosso primeiro encontro com o país fora um inesperado fabuloso, o último, uma tristeza incontornável.

 

______  O City Palace de Udaipur visto do Lake "007 Octopussy" Palace ______

______  O City Palace de Udaipur e o Lago Pichola  ______

                       Jamais poderíamos supor que aquela seria uma viagem com tal sucessão de intermináveis encantos, de tão ricas experiências, de tão magníficos encontros. Estávamos marcados pelo país e por uma viagem que nos proporcionou os momentos mais inesquecíveis de nossas viagens e por certo de nossas vidas.  Naquele momento compreendi que minha 70ª viagem internacional revelara-se um marco: todas seriam antes e depois da Índia.

 ______  Os jardins do Oberoi Udaivilas e o Lago Pichola, Udaipur, Índia ______

 

5 de Novembro, 2010. Meia noite, Nova Delhi  ____________________________________

                      Aeroporto Internacional Indira Gandhi, primeiro dia de viagem“Namaste!” (*), disse o Sr. Varum, nosso receptivo em Delhi, assim que lhe acenamos de longe, identificando nossos nomes na enorme placa da Luxe India segurada à altura de seu peito. Encontrar nosso receptivo e ler nossos nomes assim que saímos da área de desembarque do Aeroporto Internacional Indira Ghandi exterminou de vez minha ansiedade, um certo medo de que ele não estivesse ali para nos receber e nos conduzir ao nosso hotel, ainda que tivéssemos um "Plano B".  Acompanhando-nos de longe com olhar atento o nosso trajeto até ele, recebeu-nos com simpatia, com formalidade profissional e um sorriso que encerrou de vez aqueilo que eu imaginava ser o impacto da chegada, afinal, o prepararo fora para "enfrentamento", não para "encontro" no primeiro contato com a Índia.  O novíssimo, bonito, luxuoso e funcional aeroporto, a eficiente imigração e a rápida recuperação de nossas malas foram cruciais para que eu achasse a chegada tranquila e amistosa, mesmo com o adiantado da noite.    

 

______  Aeroporto lnternacional Indira Gandhi - Nova Delhi  ______

                         Já fora do aeroporto, percebi uma inesperada organizada fila de taxis comuns e especiais, outra de ônibus, uma de riquixás e de carros particulares, tudo extrema e completamente civilizado, tão diferente do que eu havia lido acerca do antigo e tenebroso aeroporto de Nova Delhi. Uma moderna, iluminada, clara e refrigerada passarela conduziu os carrinhos de malas, nós e o receptivo ao estacionamento com capacidade para 4 mil carros de um aeroporto que causaria inveja e vergonha mortal a Galeões e Cumbicas brasileiros!

 

______  Um típico rajastani com um dos inúmeros tipos de turbante, em Ranakpur  ______

                       Chegava à Índia rindo de mim mesmo, de meus excessos de preocupação e do que eu arquitetara como "Plano B" para o caso de um eventual desencontro com o receptivo: o desvio de centenas de mendigos, ser disputado por um milhar de taxistas tentando me convencer a escolher o que me levasse ao hotel (mas que só Krishna poderia saber se eu chegaria), me desvencilhar de homens oferecendo o carregamento de nossas malas e cruzar o caminho sagrado de vacas idem pastando solenemente entre carros e riquixás. O sorriso renitente sugeria alegria mas disfarçava a vergonha de mim mesmo.

    

 ______  ...quem nos levasse ao hotel (mas que só Krishna poderia saber se chegaríamos) ...  ______

                       O choque do enfrentamento ao primeiro encontro, tudo aquilo que de pior imaginei, a singela amostra do que nos esperava dali por diante, não aconteceu. O que eu imaginara ruiu como um castelo de cartas.  Nada poderia ser mais tranquilizador. Ter alguém confiável e amável esperando por nós à meia noite no aeroporto de Delhi foi perfeito, e desde que saímos do avião e entramos no carro nos fez pensar que toda a viagem poderia ser muito mais prazerosa do que supunhamos.

 ___________________________________________________________________________

Chegamos a Índia - Que Lakshmi, Ganesh, Krishna e Parvati nos acompanhem (**)

                    Look at the elephant!”, disse Anil, nosso motorista com aquele sotaque de Peter Selers interpretando em “Um convidado bem trapalhão” o indiano mais doido que Hollywood já viu (***). Parados num sinal de trânsito numa das largas, modernas ruas de Nova Delhi - a imponente Capital da Índia, porta de entrada para o Triângulo Dourado e o Rajastão - o solene paquiderme conduzido por um homenzinho passava a um dedo de distância da lataria do carro, quase raspando minha janela. 

______  “Look at the elephant!”. Delhi - Índia ______ 

                      Em Delhi - cidade de mais de 15 milhões de habitantes e o mesmo número de motos e riquixás - elefantes, camelos, porcos, gatos, cães, pombos, macacos, esquilos e vacas trafegam tão livres quanto carros, motos, bicicletas, carroças e gente, sem receio qualquer. Estávamos sendo apresentados à fascinante Capital da Índia no nosso primeiro dia na cidade.

                      O percurso noturno do aeroporto até o hotel, por vias suburbanas escuras ou parcialmente iluminadas, foi igualmente surpreendente, através da Nova Delhi, com suas avenidas largas e imponentes, não com o que eu imaginara ser um percurso do inferno ao paraíso.

  ______  Nova Delhi: avenidas largas e imponentes. mas o bom mesmo é a Velha Delhi!  ______  

                      Todavia, diante do adiantado da noite e do cansaço da viagem, tudo o que queríamos era chegar ao hotel, tomarmos um banho, dormirmos pensarmos no dia seguinte para estarmos fisicamente preparados para conhecer Delhi, e que ela se revele tão digna de seu título: uma das mais antigas cidades do mundo. 

(*) Namastê: "O Deus que há em mim, saúda o Deus que há em você!" Namaskar: A divindade em mim reconhece e saúda a divindade em ti! São a mesma coisa, apenas Namaskar é mais formalidade que Namastê.

     ______  Namasté - TAJ Lake Palace, Udaipur - Índia ______

 (**) Lakshmi é a deusa do amor, da beleza, da riqueza e da generosidade para com seus seguidores. Shiva é o deus da impermanência das coisas e o mais cultuado de toda Índia. E como renovação também significa vida, paradoxalmente, o deus da destruição é também o deus da fertilidade.  Ganesha tem corpo de homem e cabeça de elefante, sábio, ponderado, ajuda as pessoas a superarem suas dificuldades. É um dos mais cultuados e queridos deuses da Índia. Fonte de inspiração para os escritores, é o autor do poema épico Mahabharata, que relata a formação e a história do mundo e da Índia. Cedo, perdeu sua cabeça humana ao enfrentar Shiva, companheiro de sua mãe Parvati. Para compensar, Shiva colocou no corpo do rapaz a cabeça da primeira criatura que encontrou: um elefante.  Krishna é a oitava reencarnação de Vishnu. Em sua forma humana aparece como um dos heróis do poema épico Mahabharata, onde auxilia seu cunhado Arjuna em várias batalhas. Astuto, ardiloso, dá lições aos homens que pecam pelo orgulho e ambição. Sabe aproveitar os prazeres terrenos, pois tem fama de sedutor. Seus ensinamentos são paradoxais, como os dos grandes sábios, e só após muito (ou nada) refletir, podemos aprender com ele. Parvati - esposa e companheira de Shiva, é também simbolizada como a manifestação feminina do deus da destruição.

 (***) http://www.youtube.com/watch?v=iWE49OOoBdg 

__________________________________________________________________

The Imperial Hotel, Delhi, onde "Atithi Devo Bhava" (Hóspede é Deus)

                    Chegar à India e ir diretamente ao The Imperial Hotel é um prêmio, quase uma conquista. Alí já pressentíamos que as forças seriam renovadas com uma noite bem dormida, que a preparação para a manhã seguinte, a que inaugurarava nosso primeiro passeio por Delhi.

     

 ______  The Imperial Hotel, Nova Delhi - Heritage Room  ______

                            O Imperial não é apenas um dos melhores hotéis de luxo de Nova Delhi, mas também da Ásia, que detém uma seqüência impressionante de prêmios e de destaques. O que o define e o diferencia é o seu ambiente - nobre e antigo - cujo charme charme colonial e a maravilhosa ambientação o tornam não apenas um espetáculo de se estar, mas também de se ver. Um belíssimo edifício em estilo vitoriano construído em 1930, justamente a época da renovação da parte nova da cidade. Além de acomodações efetivamente luxuosas e equipadas, a riqueza e o patrimônio do hotel fazem dele um verdadeiro museu, cujo impressionante acervo de obras de arte e objetos históricos da Índia britânicaficam espalhados pelo hotel, complementando sua decoração. O hotel fica a cerca de 40 minutos do aeroporto internacional, na área central de Nova Deli, próximo a Janpath e adjacente ao centro de artesanato do governo. 

 

______  The Imperial Hotel, Nova Delhi - The Spice Route, o fabuloso restaurante estrelado ______

                      Além de acomodações efetivamente luxuosas, a riqueza e o patrimônio do hotel o tornam um verdadeiro museu, com impressionante coleção de arte e objetos históricos da Índia britânica. O hotel fica a cerca de 40 minutos do aeroporto internacional, na área central de Nova Deli, próximo a Janpath e adjacente ao centro de artesanato do governo.  São oito hectares de jardins com paisagismo impecável, um verdadeiro oásis dentro da agitação de Delhi. São sete restaurantes (incluindo o aclamado Spice Route) e dois bares, uma zona comercial de luxo, um centro de fitness e piscina, um centro de beleza, um business center, o Salão de Baile Real, entretenimentos ao vivo, jardins e pátios.

                        Em resumo, varandas com colunatas, gramados e palmeiras, pisos de mármore, móveis de jacarandá, confortos modernos, produtos de banho Fragonard, suítes bonitas e elegantes, obras de arte penduradas nas paredes, restaurantes fabulosos, comida asiática incrível, comida francesa, piscina incrível, lojas (a primeira Chanel da Índia) e tudo a poucos passos da Connaught Place.

                            O The Imperial é uma verdadeira lenda que possibilita aos seus hóspedes terem uma experiência notável.  Para além de um maravilhosa experiência, é um ensaio prático do conhecimento de alguns aspectos da história do país, seja pelo próprio edifício e sua arquitetura, seja pelo seu patrimônio, decoração, objetos históricos e artísticos, tudo emoldurado por uma sofisticada combinação de arquitetura vitoriana colonial e de elementos Art Deco.   Os funcionários seguem uma premissa extremamente atraente: "Atithi Devo Bhava" (Hóspede é Deus). Segundo o Lonely Planet INDIA (on line), visitar o The Imperial é uma das "20 great things to do in Delhi" (*)

(*) "5. A trip through the doors of the Imperial hotel is like a voyage back into the days of the Raj, with polished hallways hung with chandeliers and works of art. Drink a G&T in its 1911 bar." 

   A seguir

 "Delhi, o primeiro dia." 

Reader Comments (18)

Olá

somos três amigos que adoram viajar e decidimos criar um blog para mostrar um pouco mais do nosso estado - Sergipe!

O www.agenteviaja.com foi lançado ontem com a proposta de dividir nossas descobertas no estado sergipano com todos que se interessam por conhecer lugares diferentes.

Queremos estreitar relações com os blogs sobre turismo e estabelecer parcerias. Temos a seção Viaje nesses links, e gostaríamos de contar com o seu blog nela. Acesse nosso site, divulgue, seja nosso parceiro!

Queremos saber sua opinião!

Abs,

Kadydja Albuquerque
@kadydja
@agenteviaja

15:50 | Unregistered CommenterKadydja

Arnaldo e Emília!!

Que bom que gostaram da Índia!! Ela é realmente surpreendente, não é verdade?! As fotos como sempre, estão fascinantes!

Eu acabei de chegar das Maldivas... Meu Deus, aquilo sim é o paraíso aqui na Terra! :)

Sugiro ao casal mais doce da blogsfera curtir estes destino imperdível!

E o Iêmen, estão animados?? rsrs

Um beijo grande,

Parabéns, Arnaldo, pelas belas fotos. Você captou luzes espetaculares na Índia.

Acho que nos, viajantes, devemos estreitar mais nossas relações!

Continue a visitar meu site (www.viajologia.com.br), assim como meu blog na ÉPOCA (http://colunas.epoca.globo.com/viajologia/)

Abraços,

Haroldo.

Arnaldo e Emilia,

Que maravilha este post. E estas fotos então...

Estão me deixando cada vez mais doida de vontade de ir para lá.

Abraços,

Flora

22:59 | Unregistered CommenterFlora

Ai, estou louca para nos encontrarmos e vc e Emília poderem contar em detalhes as experiências da viagem!

O post emociona e provoca como nunca nossa curiosidade!

Vc descreve a intensidade dos momentos vividos sem ainda possuir todas as palavras para descortinar, através do texto, cada um dos milhares de detalhes que estamos ávidos a descobrir através de seu blog. Conseguimos captar a emoção, o impacto que a Índia lhes causou. Agora devemos esperar o efeito dessa emoção se apaziguar no íntimo de vcs para que, com tempo, vc possa organizar todas as incríveis experiências e seus detalhes em novos posts, alimentando-nos com parágrafos e parágrafos sobre cada uma das nuances dessa Índia "fora do roteiro óbvio" que vcs foram conhecer de perto.

A impressão que tenho é que ainda é preciso tempo para que vcs assimilem com precisão tudo o que foi vivido nessa linda viagem e então que possam transmitir para nós, ávidos leitores que sonham em viver similar experiência, aqui no blog!

Estamos aguardando ansiosos!!!!! Parabéns pelo blog, pelo post e pelas fotos, que estão de parar a respiração!

Bjs, Fernanda.

15:12 | Unregistered CommenterWoooowwww!

Estou curtindo muito a série, e como sempre as lindas fotos!

Agora aguardo conversar um dia com voces sobre a India.

22:46 | Unregistered CommenterErnesto,

Uhm!!!!!
Estou adorando o relato e as fotos fantásticas.
quero mais ....

15:38 | Unregistered CommenterClaudia

Arnaldo,

os lugares fotografados são belíssimos e o teu relato me leva a reconsiderar minha visão equivocada (e preconceituosa). Ri do "plano B" na chegada. E compreendi o teu exultante relato da viagem.

Parabéns, abraços,

Francisco.

Maravilha!!!! Isso é tudo que tenho a dizer... Quem diria? Aquela India tão temida passa a ser agora a mais querida! Vocês, com certeza, mereceram os momentos maravilhosos que viveram lá...
Beijos e felicidades...

12:53 | Unregistered CommenterAna Paula

Não é estranho que você tenha tristeza na partida. Eu estaria chorando o tempo todo. Estaria triste e desconsolada. Esse lugar é mágico, puro luxo asiático, uma delicatessen.
A alma do lugar é sutil como uma flor efêmera.
Parabéns

12:29 | Unregistered CommenterCarmen

Olá Arnaldo,

O meu nome é Margarida e sou a Responsável de Comunicação do projeto Paperblog.
Gostaria de perdir desculpa por deixar um comentário no blog, mas não encontrei outra forma de entrar em contacto. Venho convidá-lo para conhecer o projecto Paperblog: http://pt-br.paperblog.com/ cuja missão é valorizar e dar a conhecer o trabalho dos bloggers.

Gostariamos que o seu blog fizesse parte deste projecto, uma vez que os seus artigos são muito interessantes e, tenho a certeza, que agradariam aos nossos leitores.


Com os melhores cumprimentos,

Margarida
Responsável de Comunicação
margarida [at] paperblog.com
http://pt-br.paperblog.com/
Twitter: #PaperblogBrasil

Olá Arnaldo.
Sou da Equipe Viajar Direto e gostamos do seu blog!
Você poderia passar seu email para que possamos entrar em contato?!

Monique
ViajarDireto.com.br

14:00 | Unregistered CommenterMonique

Monique, por favor escreva para "interatabr arroba yahoo.com.br"

Margarida, agradeço pelo contato e parabenizo pela iniciativa do Paperblog. Por favor, se puder, escreva para "interatabr arroba yahoo.com.br", a fim de que me informe como o Fatos & FOtos de Viagens pode participar.

Obrigado

adoraria ir á india ,após ver estas fotos parece que estou naquelas ruas

8:56 | Unregistered Commentersusana

Arnaldo,

Há muito tempo tenho planos de conhecer a Índia e após ler tudo o que você escreveu sobre a sua experiência no país fiquei ainda mais decidida a ir. Gostaria de saber quais são as suas impressões sobre uma mulher viajar sozinha pela Índia. Já tenho pesquisado os hotéis e tenho lido mais a respeito do assunto mas gostaria de saber sua opinião. Obrigada e parabéns pelos maravilhosos posts. Sandra.

Sandra Mara, por tudo que já li e vi, acho extremamente complexo viajar só pra Índia uma mulher. Os cuidados e o esquema teria que ser gigantesco.

Esse tem sido o meu maior desafio. Minhas amigas que já foram, ficaram incomodadas com um certo tipo de assédio que não estavam acostumadas. Vou continuar pesquisando. E me deliciando com seus posts. Obrigada.

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.