CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Quarta-feira
Dez082010

ÍNDIA. Delhi, um caso de amor  

INTRODUÇÃO  ______________________________________________________________ 

                         ENCONTROS incríveis, lembranças encantadoras

    _______  Chandni Chowk - Shajahanabad - Old Delhi  _______

                        HÁ algo incompreensível na Índia, incomparavelmente maior do que qualquer outro enigma, excentricidade e extravagância com que tenhamos nos deparado. Para além de exceder a explicação também não se percebe francamente: é uma força estranha que arrebata e obriga alguns a se apaixonarem outros a odiarem-na, a ambos com todas as forças e incondicionalmente. 

                        Aos que encanta a Índia age como um imã: já antes de partir faz querer voltar, voltar e voltar. Aos que choca, engole e regurgita, e juram nunca mais retornar. Seja como for e a quem atinja, não se sai indiferente, todos somos marcados, jamais a esqueceremos. 

 

   _______  Dois símbolos, da Índia e do Rajastão: o riquixá e o turbante   _______  

                        MAL pousamos no Aeroporto Indira Gandhi começou nosso caso de amor com a Índia. Primeira cidade de nosso circuito, em Delhi iniciou-se uma surpreendente, interminável sucessão de encontros e acontecimentos tão atraentes quanto encantadores.  Por toda a viagem nos acompanharam os encantos que nos revelaram um país surpreendente e arrebatador, todos muito maiores do que nossas melhores intenções poderiam nos fazer supor.  Inspirando-nos a cada novo monumento, ao próximo nos impulsionava com maior alegria e entusiasmo, e sempre éramos recompensados com boas e novas doses de encantamento.

  

    _______  Shajahanabad - Old Delhi  _______ 

                        RICA e vibrante, a Índia nos motivou permanentemente durante todos os momentos de nossa estada, e se já nos parecera tão marcante e exótica na chegada, não nos estranhamos com o tamanho da saudade e com a tristeza na partida. Trouxemos do país as mais doces e incríveis lembranças daquela viagem que jamais esqueceremos, e que antes de seu término já desencadeara um forte desejo de voltar.  Todo o conjunto que forma o patrimônio cultural da Índia nos afetou positivamente, nos marcou profundamente e nos tornou refém de seus domínios. Do povo à culinária, da dança à música, dos costumes à arquitetura de templos, fortes e palácios. 

     _______  Shajahanabad - Old Delhi  _______

                        PARA um viajante ocidental, a Índia pode ser ao mesmo tempo inspiração e desafio, um destino perfeito para viajantes exigentes ou descolados, todavia um país para os “sem frescuras”. Sua enorme riqueza cultural, suas cores e paisagens fascinam gerações, dos conquistadores de outrora aos turistas contemporâneos. Se para alguns é um desafio instransponível, para outros uma atração inquestionável.  

 _______  Chandni Chowk - Shajahanabad - Old Delhi  _______   

                       AO longo de 5 mil anos o território subcontinental indiano acomodou tantas diferentes culturas e povos, cada uma com sua língua, costumes e tradições.  O resultado, uma sociedade contemporânea com tantas e tão diferentes faces e mentes, compostas das mais diferentes personalidades culturais, é um patrimônio incomparável, para além de exótico, natural potencial turístico.

  _______  Tantas e tão diferentes faces e mentes  _______

                           COMO conseqüência, resultou uma diversidade complexa, uma nação com 15 línguas e 7 religiões oficiais, três delas nascidas ali: jainismo, budismo e sikhismo.  Se por um lado isso é o que pode atrair e encatntar o turista, por outro pode chocar e engolir os despreparados.  O fundamento para o sucesso é a preparação adequada para uma viagem à Índia, sobretudo que deixemos em casa nossos conceitos ocidentais, comparações e julgamentos.

 _______  Mausoléu de Humayun - Old Delhi  _______

                          ACEITAR a infinita complexidade do país, seus contrastes tão chocantes e sua cultura tão exótica é a chave para que nos apaixonemos por ele e o caminho para sermos correspondidos. Precisamos mergulhar em sua cultura a fim de que cheguemos ao país com a visão desembaçada e a percepção desentupida. Numa viagem à Índia quanto mais olharmos para o país, menos para nós mesmos, maior será a recompensa. Assim o fizemos e a Índia revelou-se arrasadora, imcomparável, magnífica. Nossa experiência no país foi muito marcante em nossas vidas e extremamente proveitosa, positiva, encantadora e admirável.

  _______  Ambassador: símbolo dá Índia, ícone de Delhi  _______

  

                          NESTA primeira série sobre a Índia o Fatos & Fotos de Viagens mostrará através do meu texto e da lente de minha câmera fotográfica os capítulos de uma história apaixonada e autoral de nossa viagem ao Rajastão, Delhi e Agra, começando pela Capital do país – os  dois capítulos dedicados à Capital Old e New Delhi, de onde seguiremos para Agra e as demais cidades que visitamos no Rajastão.  Boa viagem conosco!

 _______  Qutub Minar Complex - Old Delhi  _______

  

DEDICATÓRIA  ______________________________________________________________

 

                        DEDICO esta série de capítulos de nossa viagem a Delhi, Agra e Rajastão aos que desejam conhecer a Índia e buscam inspiração, assim como aos que já foram e sonham voltar.

                         À Emília dedico esta série indiana com especial carinho: minha adorável companheira de todas as viagens, companhia incomparável, cujas criativas sugestões de side-trips geniais tornaram tudo ainda mais excepcional.  

                        AGRADEÇO com vigor aos profissionais que nos recepcionaram, cuidaram de nós, nos conduziram, nos guiaram e dmonstraram para além de irrepreensível profissionalismo, destacável receptividade e hospitalidade, tornando-se tão responsáveis quanto a própria Índia por fazerem de nossa viagem uma incomparável, inesquecível, magnífica experiência. 

                       FINALMENTEdedico a você leitor que reconhece o imenso trabalho que enxerga no texto bem cuidado, nas fotos, nas informações, enfim na dedicação dispendida para publicar tudo e compartilhar com você.  Agradeço sua leitura e seu comentário.   OBRIGADO a todos vocês. Namastê!

 

  _______  Riquixás em Chandni Chowk - Old Delhi  _______

  

NOSSOS DIAS EM DELHI  _____________________________________________ 

                        Uma névoa cinza e de tons marrons paira sobre a cidade. Como um filtro de fumaça, a nuvem de poeira fina torna obscura a visão do céu e do sol. Nem mesmo essa neblina típica do inverno tira seu brilho e beleza, falta de luz parcialmente compensada pelos sarees mais elegantes, pelas cores mais vivas que já se viram. Como se precisassem reafirmar seu orgulho, as mulheres indianas estampam nas faces uma vida marcada por carências e privações, das quais sobresai uma encantadora dignidade expressa no modo de vestirem-se e ornarem-se. É o que as torna tão interessantes quanto tudo mais no país: uma dura realidade e seus evidentes contrastes.  

 _______  Jama Masjid - Old Delhi  _______

  

                        Uns dizem que a Delhi atual é a oitava cidade construída sobre outras sete que a antecederam. Outros que antes houve quinze, caso a contabilidade chegue até a lendária Capital dos Pandavas, cidade fundada por volta de 5000 aC., como nos revela o épico indiano Mahabharata.  Sete civilizações cresceram, expandiram-se e cairam em Delhi, uma das cidades mais importantes da história da humanidade, que deixou-nos um grande elenco de atrações, de histórias épicas e românticas, de um passado violento: guerras de defesa às tentativas de conquista, do motim de 1857 contra o domínio britânico, dos massacres da divisão em 1947 e dos distúrbios após o assassinato de Indira Gandhi em 1984 que fizeram tanto o esplendor quanto as tragédias de Delhi.

 _______  Domingo no Parque.  Indianos alimentam o forte turismo interno _______

                         Ainda assim ela sobreviveu às conquistas e suas mudanças, e desde as dinastias Lodi e Mughal até o domínio dos britânicos ocorreram graves transformações. Para sorte da humanidade, boa parte de seu patrimônio arquitetônico sobreviveu e está ali para ser explorada e admirada. 

   _______  Mulheres indianas e seus coloridíssimos sarees _______

                         Um turista atento à paisagem e receptivo ao que ela lhe transmite perceberá que ambas - Old e a New Delhi - incorporaram o que havia de melhor de todas as demais que as antecederam. E o mesmo turista reconhecerá o caráter da cidade, sua essência, a heterogeneidade de suas diferentes culturas ao longo dos séculos é tudo o que faz delas um grande destino. A recompensa aos olhares atentos será uma perfeita introdução ao país, a retribuição de uma cidade ideal para quem começa uma viagem ao Rajastão.    

    

 _______  Old Delhi. Dizem que cada um identifica seu fio _______

  

                         Delhi não deixa o turista sem notar sua forte personalidade e proporciona uma boa amostra de tudo o que há de bom e de ruim no restante do país.  E ainda que vez por outra pareça opressiva, Shajahanabad é fabulosamente enriquecedora para o turista na área, mesmo que corrompa alguns conceitos ocidentais, que qualquer visão de espaço pessoal seja pervertida, que toda noção de tráfego seja arruinada e que toda sensação de silêncio seja aniquilada.

 

  _______  Connaught Place - New Delhi  _______   

                        Ao fim de um dia em Delhi nossos ouvidos estarão latejando e os sons das buzinas estarão reverberando em nossa memória, nossos olhos lacrimejando e ardendo (leve colírios!), mas não saímos ilesos da experiência de percorrer a Chandni Chowk e de nos surpreendermos com a imponência da “moderna” Connaught Place. Foram extremamente enriquecedoras nossas primeiras 24 horas na cidade.

______  Cidade dos djinns, gênios, aladdim e da lâmpada maravilhosa  ______ 

                        Delhi é uma verdadeira cidade dos gênios da garrafa, tal como nos revela o escocês William Dalrymple em sua jornada através da história e da vida cotidiana em Delhi , no livro City of Djinns. (**).   

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NOTAS

(*) Há vários festivais no calendário muçulmano, mas o Bakriid - ou Id-ul-Zuha-Zuha - é um dos mais famosos em todo o mundo, um dia de sacrifício para os muçulmanos. De acordo com lendas. Tudo começou com um sonho em que Deus dirigiu o patriarca Profeta Ibrahim sacrificar seu filho Ismail. Foi a fé de Abraão em Deus e fé de seu filho em seu pai que estavam em teste. Antes de realizar o sacrifício Ismail um pano amarrado em torno dos olhos de seu pai. Mas quando Ibrahim abriu os olhos, encontrou seu filho são e salvo, e em seu lugar estavam uns carneiros mortos.  É em homenagem a esta prova de fé que os muçulmanos de todo o mundo sacrificam o animal, por ocasião da Azha Id-ul, -paa fimde mostrar a sua fidelidade, fé e sinceridade ao seu Deus. Na Índia, os muçulmanos sacrificam o bode, razão porque a ocasião é chamada Urdu Bakhr ou Id-Bakri. 

(**) City of Djinns é um diário de viagem escrito por William Dalrymple sobre a histórica capital da Índia, seu segundo livro, resultado  sua estada de seis anos em Nova Deli, o primeiro fruto de seu amor com a Índia. Lido pela minha doce Emília durante os longos percursos de carro, o livro é uma muitíssimo bem contada novela de viagem, contada por ele e sua esposa, onde encontra-se um elenco repleto de personagens: sua senhoria Sikh, os taxistas, funcionários da alfândega,  sobreviventes do Raj britânico, derviches dançarinos e eunucos. Dalrymple descreve as ruínas antigas e a sua experiência de vida na cidade moderna, e vai em busca da história por trás das histórias épicas do Mahabharata, encontrando provas dos dias violentos na cidade: o motim de 1857 contra o domínio britânico, que antecipou o fim do império Mughal, os massacres partição da Índia em 1947 e os distúrbios após o assassinato de Indira Gandhi em 1984.

Djinns são como gênios, criaturas como seres humanos que vivem na terra mas em outro nível de energia, que não podem ser vistos, com maneiras, temperamento,  pensamentos e hábitos diferentes. No islã diz-se que nenhuma das criaturas vivas têm capacidade de escolher entre o bem e o mal, exceto os gênios e os homens, que podem escolher e que serão julgados após a morte por suas escolhas.

  _______  Indian way of drive ... _______ 

  

_______  ...divertido, perigoso, aparentemente sem regras... _______

  

_______  .... todavia tem "leis" de preferência muito particulares... _______

  _______  ... uma das muitas experiências emocionantes na Índia _______

                         Não sei bem se por conta da diferença de fuso horário ou por ansiedade, nossa primeira noite em Delhi - ainda que bem dormida - foi extremamente curta. Por outro lado não tenho dúvidas de que o primeiro contato acolhedor e eficiente da Luxe India e o fabuloso hotel The Imperial contribuiram para que despertássemos na manhã seguinte ávidos por conhecermos a Delhi que já nos cativara assim que saímos do avião na noite anterior.

  _______  A vaca é sagrada, as cabras, nem tanto ...  _______

 

  _______  ... esperam atingir o peso ideal para o sacrifício _______

                        Novembro na Índia não marca apenas o fim das monções e o início do inverno. Não há a melancolia das folhas que caem no Outono, tampouco o calor infernal impossível de suportar ou as torrenciais chuvas das monções. Ao contrário, o início do Inverno é a melhor estação para uma visita ao país.  Además, nesta época, na primeira noite da lua nova de Kartika, no calendário hindu, a cada 15 º dia do mês de Ashwin, Delhi celebra o Diwali,  Festival das Luzes.

 

                       Ele celebra o ano novo hindu, fortalece e estreita a amizade das famílias e simboliza uma cultura antiga indiana, a que ensina a vencer a ignorância que domina a humanidade afastando-a da escuridão que encobre a luz do conhecimento.  A cidade adquire cor e alegria especiais, as fachadas das casas e edifícios são enfeitadas com luzes coloridas e pessoas, lojas, casas e objetos são enfeitados com colares de flores.

   _______  O íncrível mercado de verduras de Chandni Chowk ... _______

  

_______  ... nossa primeira experiência social não turística em Old Delhi....  _______

  _______  ... onde vivemos momentos inesquecíveis em Shajahanabad - Old Delhi  _______ 

                          Ainda que louca, Delhi é uma cidade acolhedora. E além de nos fazer refletir e revermos certos conceitos, ensina que muito do que aprendemos na vida desaprendemos com o tempo. Até mesmo algumas leis da natureza desmantelam-se como castelos de arenito milenar: os indianos conseguem revogar a lei mais inquestionável da física:, a de quen “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo”. Na Índia podem.  Outras leis, como as de trânsito, também não resistem aos nossos conceitos: retrovisores e setas foram substituídos por buzinas, os dispositivos que informam todo o conjunto de intenções do condutor: converter, ultrapassar, acelerar, marcar presença, cumprimentar. Aparentemente caótico, tem uma funcionalidade espantosa.

   _______  ______  Jama Masjid, ao fim da Chandni Chowk - Shajahanabad - Old Delhi  _______ 

                         O indian way of drive é do mais completo nonsense: a preferência parece ser a mais importante, além da que evita as colisões. O veículo que vai à frente tem todos os direitos sobre o que vem atrás, razão porque logo compreendemos que o condutor de atrás não se incomoda com o que vem ainda mais atrás dele e importa-se apenas com o que vai à frente. É uma lógica simples, que associada a outra ainda mais elementar – a do tamanho – que define a da preferência, sendo o pedestre, coitado, o último da lista, pois qualquer animal tem preferência sobre ele.

 

Old Delhi    _________________________________________

                         Ela não é tão aberta e arejada quanto o mais emblemático bairro de Nova Delhi - Connaught Place - símbolo máximo da herança inglesa e centro da cidade planejada, e tampouco ali se encontram a serenidade e a paz de alguns sítios da cidade nova, ainda que a área de  Chandni Chowk - a rua principal da parte antiga da cidade - guarde muito do caráter multi-religioso do país: mesquitas, templos jainistas, sikis e hindus, santuários e oratórios, uma igreja católica e lugares sagrados. A desordem tem certa harmonia e até encanta, caracteriza e marca um exotismo explícito que atrai e penetra sem que possamos impedir e nos deixa marcados ao sairmos.

  

 ______  Jama Masjid, a maior mesquita da Índia ______

                        Um roteiro pela cidade velha quase sempre começa pela Jama Masjid, a mesquita da cidade velha, construída pelo sultão Ahmed Shah em1423, maior templo muçulmano da Índia. Depois o destino óbvio para o visitante é o Red Fort, situado na margem oeste do rio Yamuna, construído pelo imperador Mughal Shah Jahan em 1638, cujas pedras vermelhas lhe deram o nome.  Em seguida provavelmente o turista visitará o Raj Ghat, local onde Mahatma Gandhi foi cremado em 1948, para a partir dali seguir até a Humayun’s Tomb - o primeiro jardim túmulo do subcontinente indiano -  a obra magnífica que serviu de inspiração para vários outros monumentos no país. Por fim o turista em Old Delhi percorre as ruas e bazares em torno de Chandni Chowk e termina seu dia marcado pela mais extraordinária experiência que é acompanhar de perto a vida cotidiana seguindo seu curso na Capital do país.  

 ______  Mausoléu de Humaium - Humayun’s Tomb - Old Delhi  _______

 

                         Todavia, a visita de Barack Obama (*) à Índia coincidiu com a nossa, o que alterou nossa agenda e a programação lógica de visitações em nossa estada na Capital. Todo nosso roteiro teve que ser alterado. Assim, começamos nossa visita pelo Qutub Minar, quando o programado seria pelo Red Fort, fechado à visitação em função da visita oficial. (*) http://connect.in.com/barack-obama-visit-to-india/photos-na-az092-clinto-g-20090719200202-015e642051419db2.html

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Qutub Complex

                         O Qutub é uma espetacular atração da Capital Indiana, verdadeira lenda, sítio mais visitado da cidade e um dos mais importantes patrimônios do país. Para o complexo converge grande fluxo do turismo interno na Índia, o que o torna ainda mais interessante, pois sempre convivemos com as famílias indianas, entre as quais somos nós os exóticos.

_______ Qutub Minar, a torre do Qutub Complex _______

  

_______ Motivos islâmicos na decoração dos edifícios em arenito do Qutub Complex _______

                         A estrutura islâmica das mais importantes da Índia e há uma série de lendas relacionadas ao seu ponto mais importante, o Qutub Minar. Uma delas faz crer que o monumento foi construído por Prithviraj Chauhan para que sua filha pudesse contemplar o sagrado rio Yamuna de seu topo, mas como a arquitetura da Qutub Minar é islâmica, essa lenda parece infundada.

_______  14,3 metros mede a base da torre Qutub Minar  _______

  

                        A história conta que Qutub-ud-din Aibak lançou as bases para a construção do Qutub Minar em 1199. Seu sucessor e filho Shamsu'd-Din-Iitutmish a concluíu e acrescentou mais três andares. Com 72,5 metros é a mais alta torre de pedra da Índia. Seu diâmetro na base é impressionante: 14,3 metros contra os 2,7 do topo.  Há 379 degraus que levam ao topo. Os três menores andares inferiores são feitos em pedra de arenito vermelha e os dois últimos com mármore e arenito comum. Há várias versões acerca do motivo da construção da...

_______  72,5 metros é quanto ela tem de altura  _______

  

... Qutub Minar, sendo o mais comum o que afirma ter servido como símbolo  da vitória, do poder do Islã, mas há entre todas a versão de que teria sido usada como uma torre de observação e defesa. Inscrições na base do minarete contam que Firoz Tughlak Shah (1351-13880), Sikandar Lodhi (1489-1517) e Major R. Smith (1829) realizaram reparos e obras de restauração da torre. Há também inscrições em árabe na torre contando a história da Qutub.

 

                        Outras ruínas do complexo de Qutub são tão impressionantes quanto a torre. A Tumba de Iitutmish, de 1235, também em arenito vermelho, remete imediatamente aos padrões de arquitetura muçulmana. O Alai Minar, construído por Alaud-Din-Khalji, tinha a pretensão de ser duas vezes mais alto do que a Qutub, mas a obra foi abandonada após sua morte, com apenas apenas 25 metros. Quwwat-ul-Islam, era uma mesquita construída por Qutub-ud-din em 1198 e também se destaca no complexo Qutub como uma de suas mais belas construções.

_______  O poderoso turismo interno no Monumento da Humanidade - Qutub Minar _______

  

                         O famoso Pilar de Ferro, erguido no século 4, fica no pátio da Quwwat-ul-Islam., tem altura de 7 metros, pesa mais de 6 toneladas. As inscrições em sânscrito nesse pilar revelam ter sido erigido em homenagem ao deus hindu Vishnu e em memória do império de Chandra Gupta. Em ferro forjado até hoje é um mistério o fato de que jamais enferrujou. Sua resistência à prova do tempo segundo historiadores comprova a excelência dos metalúrgicos da Índia antiga.  Há outras instalações no complexo, como as madrassas, sepulturas, túmulos e mesquitas.

   

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Mausoléu de Humayun

______  O Mausoléu de Humayun, para além de Patrimônio da Humanidade  ______

  

                           Acreditávamos que depois do Qutub Complex nada mais poderia mais nos impressionar, até conhecermos  Humayun’s Tomb, para nós o mais encantador monumento da cidade. O primeiro jardim túmulo do subcontinente indiano -  uma obra que serviu de inspiração para vários outros monumentos no país -  nos pareceu familiar. Não estávamos enganados: foi ele que serviu de modelo para o desenho do Taj Mahal de Agra. O túmulo, mais um dos centenas de unidades do Patrimônio Mundial pela Unesco, construído em 1570, antes do Taj, abriga o corpo de  Humayun - segundo imperador do Império Mogol na Índia, descendente de Gengis Khan, que nasceu em Cabul em 1508 e morreu em Delhi em 1556.

 

______  Mausoléu de Humayun  ______

 

                             Sua segunda esposa, Hamida Begum, persa de nascimento, ordenou que o mausoléu fosse construído quatorze anos após sua morte, com um projeto do arquiteto persa Mirza Mirak Ghiyuath, o primeiro em arquitetura mogol construído na Índia às margens do Rio Yamuna. Do complexo integram de outros túmulos, mesquitas e prédios situados entre belos jardins, um lugar encantador para se visitar e estar.

______  Mausoléu de Humayun  ______

  

                        O túmulo principal, de Humayun, foi construído em arenito vermelho e tem detalhes decorativos em mármores preto e branco. O edifício fica sobre um embasamento que o eleva e o torna ainda mais imponente. A planta é octogonal e os tetos são decorados com pinturas. O hall central, com dois andares, é ladeado por quatro câmaras também octogonais.  O conjunto é de uma simetria exemplar em todos os ângulos e fachadas.

  

 

                         O partido arquitetônico denominado Baah char - no qual há quatro lados longos e quatro curtos - é encimado por uma cúpula de 42,5 m revestida em mármore, ladeado por pilares decorativos e chhatris - os quiosques tipicamente indianos - e pequenas células arqueadas ao longo dos lados.  Rodeado por muralhas, o grande terreno tem  canais compridos, lagos e fontes que simbolizam o paraíso islâmico.

 

                        No meio de cada lado há grandes abóbadas em arco com uma série de outros pequenos. O interior é uma grande câmara octogonal com compartimentos de teto abobadado interligados por galerias e corredores, e o mesmo plano octogonal é repetido no segundo andar.

  

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Shahjahanabad,  a cidade velha  muçulmana

                         Acima de todas as camadas históricas das sete cidades que a antecederam há uma em especial, única, incomparável, que aprece ter mantido inalterados sua personalidade e patrimônio: é Shajahanabad, construída pelo imperador Shahjahan em 1639, capital do império mogol até o final daquela dinastia.

 

                        Nesta parte a cidade parece jamais ter absorvido nenhuma outra dinastia, provavelmente por causa da muralha que a protegia, que hoje apenas vestígios se percebem e que ainda assim revelam sua idade. Os portões ainda de pé nos conduzem aos mais autênticos contos das Mil e Uma Noites, e como em nenhuma outra parte da cidade o visitante é tão bem recompensado. 

   

                        Ao circularmos pelos domínios de Shajahanabad e explorarmos as cercanias da Chandni Chowk, do Red Fort e da Jama Masjid, penetrando no miolo de suas ruas estreitas e alucinantes, nos deixando absorver e consumir por sua incrível vida cotidiana, por seu movimentado comércio de bazares, por suas tradições centenárias – tivemos nossas mais inesquecíveis e marcantes lições de vida, cultura, tradições e exotismo indiano, um resumo inesquecível e enriquecedor da Velha Delhi e de tudo o que está impregnado nas ruas estreitas e repletas de vida, de burburinho, de peculiaridades, de inusitado e de surpeendende, expresso nos rostos, nas roupas, nos turbantes, nas vacas e até nas cabras que vagam pelas ruas, coitadas à espera do peso ideal para seu sacrifício no Bakri Id (*). 

 

______   Shajahanabad, com a Jama Masjid ao fundo ______   

                        O bairro tem a forma de um retângulo. Em suas extremidades estão o Red Fort e a Jama Masjid, duas das construções monumentais mais importantes da cidade, da velha cidade que era proibída pela muralha que a cercava e permitida pelos portões que lhe davam acesso, alguns cujos nomes imperiais e exóticos - Nigambodh,  Kashmiri, Mori, Kabuli, Lahori, Ajmeri, Turkman e Delhi Gate – podem ser cruzados livremente hoje, mas que no período mogol era trancados à noite.  

______   Shajahanabad, com um dos portões da a Jama Masjid ao fundo ______   

                         Atraídos pelos aromas do antigo império mughal e pelo burburinho da vida simples, entramos do centro comercial popular desta cidade tão antiga, de corpo e mente através das ruas e becos estreitos de Shahjahanabad, vivendo nossa primeira série de marcantes experiências sociais na Índia Conhecemos a naturalidade, a simplicidade e a autenticidade da vida cotidiana comercial da velha Delhi, a movimentada avenida Chandni Chowk, a artéria principal que conduz ao imponente Forte Vermelho e à mesquita Jama Masjid. Mal entramos o ambiente já nos avisavaa o que estava por vir naquela manhã: o bairro islâmico, frenético, labiríntico, pujante no comércio, lotado de riquixás, ladeado por havelis do século 17, onde tudo parece alheio ao discreto fluxo turístico ocidental.

     

______   Chandi Chowk - Old Delhi  ______   

                        Explorar Chandni Chowk é delicioso. Maior centro comercial do norte da Índia, também é conhecido por um nome inspirador - Praça do Luar - romantismo que já não se percebe mais, foi perdido no tempo dos poetas do século XVII. Ainda que seus melhores dias tenham ficado no tempo, que seu charme original seja irreconhecível, que o “Jardim do Eden” descrito pelo poeta Chandar Bhan Brahman em 1648 tenha ficado atrás dos portões do tempo, vivenciar a área é uma das mais deliciosas experiências que um turista pode ter em Delhi.  A partir de sua avenida principal, a melhor maneira de explorar a área é por ciclo-riquixá e a pé.

  

______  Old Delhi - Prestando serviços na rua ______

 

______  De costura a corte de cabelos e barba, de conserto de sapatos a bicicletas ... ______

                       Chandni Chowk, todavia seu romântico apelido, pode decepcionar o visitante mal informado que esperava encontrar um mercado à moda muçulmana, os tradicionais souqs como os de Fez e Marrakech. Não há paralelo algum entre eles, nem memo na arquitetura dos antigos carevansarais e os jardins da época mugal.

                         Entretanto, foi a melhor decisão começarmos nosso passeio por Delhi na área de Shahjahanabad e da Chandni Chowk. Passear por esta parte de Delhi foi talvez nossa melhor decisão durante nossos dias na cidade, isto é, irmos um pouco além do circuito obrigatório, caminhando pelas ruas lotadas e fervilhantes, pelas vias estreitas de comércio popular, enfim, uma experiência curiosíssima e profundamene estimulante, por certo a mais marcante de nossa estada na cidade. Apesar de caótica, por vezes confusa e desorientadora, é uma área segura. 

                           Muitas das atrações históricas da cidade estão nesta área, entre elas - além da avenida e suas vias paralelas e transversais, do Red Fort e da Jama Masjid, maior mesquita da Índia, - o Ghalib Ki-Haveli, o Gali Qasim Jan, o Khari Baoli - maior mercado de especiarias da Ásia, - o Zinat Masjid-ul, o memorial de Mahatma Gandhi e local de sua cremação (também fechado à visitação durante a permanência do presidente americano), a Igreja de São Tiago, construída em 1836, a mais antiga Delhi, algumas mansões históricas como o Palácio Begum Samru, de 1806, agora chamado Bhagirath Palace, as mansões Naughara, no Kinari Bazaar, o templo jainista, os havelis Khazanchi, Qasim Jan, Chunnamal, Katra Neel, Zinat Mahal Bazar Kuan e Lal Haksar, o Bazar Sitaram - onde Jawaharlal Nehru casou-se em 1916 - e o haveli Kucha Sadullah Khan, onde Pervez Musharraf, ex-presidente do Paquistão, nasceu.

 

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Lal Qila o Forte Vermelho

                        Um roteiro por Shahjahanabad sempre começa no Red Fort, mas o nosso fora alterado pela agenda da visita oficial do Presidente Barak Obama à Índia, que coincidiu com nossos dias na cidade.  Tranquilidade aqui parece ser possível apenas no interior do Forte Vermelho, e mesmo assim será violentamente quebrada assim que sair dele e retornar à Chandni Chowk.  Primeiramente os sons, depois as imagens, por fim alguns exóticos odores enchem o cérebro.  São eles que parecem excitar a emoção, jorrar de adrenalina na corrente sanguínea.  

                        Não há nada de muito atraente no interior das muralhas do imponente Forte Vermelho, o Lal Quila. Sua beleza maior parece ser vista de fora, ainda que em seu interior haja alguns jardins, salões e um museu. Muito do que li acerca do forte informava que dentro de seus 2,4 km de extensão um passeio é desgastante e  frustrante, especialmente pelo certo abandono e mau estado de conservação, por alguns pavalhões fechados à visitação e ter alguns elementos arquitetônios mais novos e muito feios.

                         O bazar na entrada principal - o Lahori Gate - é uma armadilha para turistas. Excessivamene turístico hoje, foi corte imperial do império mogol, construído no século 17 pelo imperador Shah Jahan depois que ele mudou a capital de Agra para Delhi, e consta que durante sua dinastia ali produziu-se boa parte da cultura aquele império. O complexo teve uma riqueza reconhecida no mundo, pois no seu interior havia lustres de cristal e paredes pintadas de ouro, cortinas pesadas e um trono riquíssimo e lendário. mas tudo se foi, levado pelo Xá da Pérsia, Nadir, que tomou o trono, roubando o ouro e tudo mais de valor que havia no forte. O que sobrou foi destruído pelos ingleses vingativos após substituírem os mogóis como governantes da Índia. Os pavilhões bonitos foram demolidas e novas guarnições militares foram construídas, descaracterizando a arquitetura original. 

                        Após a independência os indianos estranhamente mostraram mais interesse no quartel britânico do que nas ruínas do império mogol.  Não que seja uma atração desprezível, ao contrário, mas o Forte Vermelho parece não merecer o destaque que lhé é dado em Delhi. No entanto, se não fosse por Barak Obama teríamos caminhado pela desolação que é o Red Fort, já que não há outros monumentos do gênero em Delhi e que contem a essência do império mogol em termos de arquitetura militar. Não o visitamos e felizmente o tempo que dedicaríamos a esta atração da cidade foi muito bem dispendido percorrendo o miolo de Shahjahanabad. 

                        Entre o Lal Qila e a Jama Masjid, nas extremidades da Chandni Chowk, há algumas áreas residenciais históricas escondidas nas ruas estreitas. São chamadas de galis. Bem defronte à fortaleza visitamos o Digambar Jain Temple, o mais antigo templo jainista em Delhi, surpreendentemente simples em comparação aos demais templos jainistas que visitamos no Rajastão, famosos pela complexidade de suas esculturas, os quais mostraremos em outros capítulos sobre outras cidades que visitamos no Rajastão.   

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Sri Digambar Jain Lal Mandir

                        Anexo ao templo há um hospital de aves, o Sri Digambar Jain Lal Mandir, conceitualmente um lugar encantador e que não toma muito tempo uma visita. O templo Gauri Shankar, de 800 anos, localizado próximo ao Templo Jain Digambar, na Chandni Chowk, tem nas suas proximidades as bancas de flores para que os fiéis façam suas oferendas. Um dos mais importantes templos de shaivismo (uma seita do hinduísmo de adoração a Shiva) no país, tem um lingam de 800 anos, um falo de pedra envolto por uma representação de mármore do órgão feminino. Cercado por cobras de prata, o lingam, para o hinduísmo, representa um pilar cósmico, o centro do universo, a própria vida. 

 

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Jama Masjid

                        Vista de longe a mesquita parece esperar que Aladim voe sobre suas cúpulas a qualquer momento. Mas são apenas os pombos que habitam seu enorme pátio e que vez por outra deixam a serenidade do chão para voarem acima dos minaretes e cúpulas.

______  Jama Masjid, a Mesquita de quinta-feira  ______

                         Não muito distante do forte, Shah Jahan construiu a maior mesquita da Índia numa colina onde seus três gorduchos domos e dois esbeltos minaretes dominam a paisagem embaçada pela poluição do ar de Delhi. Tem-se acesso ao templo por três escadarias situadas ao norte, oeste e leste dela, sendo o último aberto apenas em ocasiões especiais, quando o imperador a visitava. 

  

                         Projetada para acomodar 10 mil fiéis no pátio externo, para além de maior mesquita da Índia, é uma das maiores do mundo. O conjunto – Forte Vermelho e Mesquita – formavam um poderoso e imponente foco de atenção na Capital do império.  Uma profunda admiração pela imponência da mesquita sentimos ao contemplarmos a paisagem de Delhi vista de seus mirantes.

  

   

                        O interior da mesquita tem uma aparência igualmente impactante, mas noutra dimensão: um corredor estreito e comprido, com duas entradas nas extremidades e uma central, cuja luz provoca efeitos visuais poderosos. O teto era decorado com ouro e prata, colunas e detalhes em mármore.

  

______   Os pombos deixam a serenidade do pátio e voam acima dos minaretes ... ______ 

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Chandni Chowk

                       O caos de Chandni Chowk é deixado para trás ao entrarmos no novíssimo metrô de Nova Delhi e em minutos chegarmos a qualquer uma das estações, especialmente à que fica próxima ao nosso oásis em Delhi, bem perto da estação Rajiv Chowk e no centro da cidade moderna - Connaught Place: o Hotel Imperial. Delhi tem Metrô, cuja primeira linha inaugurada em 2002 teve novas linhas sucessivamente entrando em serviço. Os moradores da cidade referem-se ao seu metrô com justificado orgulho. Nós fizemos uma viagem de metrô e nos surpreendemos com sua precisão e rapidez, mais um exemplo dos grandes contrastes da Capital da Índia.  Para usar o Metrô em Delhi são necessários tanto dinheiro quanto paciência. Há uma fila - separada por sexo - onde passam os passageiros por detectores de metais e por uma revista de bolsas e mochilas em todas as estações. Não é permitido fotografar e toda a segurança é decorrente dos tempos modernos: o medo de atentados.

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                       Restaurante Karim 

                       Se você não for vegetariano, não aguentar mais comer a horta e o pomar, se estiver na área da Chandni Chowk e quiser comer comida indiana autêntica, da época mogul, muçulmana, com muita, muita carne, boa e apimentada, vá ao Karim´s (Karim Hotel, Jama Masjid, Gali Kababian, Delhi-110006). The best traditional mughlai food in Delhi. Not to be missed if you are visiting Old Delhi.”

 

                       Localizado numa rua estreita e movimentada, do lado oposto ao Portão 1 da Jama Masjid, o restaurante mais recomendável dos guias de viagens descolados e bons como o Lonely Planet, é para carnívoros, locais e turistas com muito apetite. A cozinha é fundamentada na comida dos imperadores da era mogul, feito para trazer a cozinha real para o grande público. Inaugurado em 1911, serve pratos basicamente de  carne e batatas, o daal (lentilhas) e rotis (panquecas de farinha de trigo integral). Alguns de seus destaques culinários são a carne de carneiro, os shammikebabs, os biryanis (carne, arroz e especiarias) e os pães indianos.  Uma atração é nihari, uma mistura de carnes e especiarias que ficam cozinhando durante a noite, e o mocotó, servido às cinco horas, como café da manhã. 

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                        ANOKHI - Batas e roupas femininas na Índia

                        A Anokhi, butique indiana especializada em roupas de algodão, famosa no mundo, é um exemplo de bom gosto e um deleite para as mulheres. O vestuário feminino que faz sucesso em todo o mundo é ideal apra circular pela Índia. A empresa é uma associaçaõ voltada a revitalizar e valorizar a tradição do Rajastão na impressão a mão de tecidos, por blocos-carimbos, uma técnica que resulta em estampas espetaculares.

      

                       A Anokhi tem batas lindíssimas com ou sem bordados conjuntos  bordados, em cores exóticas, impressões com variedade de cores e qualidade. Não são saris indianos tradicionais, mas batas e calças, lenços de seda e algodão, lindas bolsas feitas a partir de impressões complexas e roupas com padronagens inspiradas na arte Mughal. As raízes da Anokhi encontram-se em Jaipur, cidade cujos fundadores foram patronos das artes e ofícios. A loja da Anokhi em Delhi fica no Kahn Market e é uma visita que vale a pena, mesmo sendo impossível resistir. Qualquer coisa comprada lá será um presente adorável, além de ser extremamente adequada ao uso no país.

  

                       Não é exagero recomendar que toda mulher leve pouca roupa para a Índia e vista-se à belíssima, confortável moda indiana, especialmente na Anokhi.  

Anokhi (em Delhi)
32 Khan Market, New Delhi – 110003

http://www.anokhi.com/

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Nova Delhi, ou Lutyen´s Delhi

                         Sir Edwin Landseer Lutyens, nascido em 1869, faleceu em 1944 e durante sua vida foi um líder do século 20, notável históricamente por ter sido o arquiteto britânico que conseguiu adaptar criativamente os tradicionais estilos indianos às características de sua época e seu país.

 

                          Ele projetou e teve um papel fundamental na concepção e construção da Nova Delhi, aquela que viria a ser  sede do Governo da Índia.

  

                         Em reconhecimento à sua contribuição, Nova Delhi é carinhosamente conhecida por "Lutyen´s Delhi".  Com a colaboração de Herbert Baker, ele foi o principal arquiteto de vários monumentos da época do domínio inglês na Índia, sendo entre outras obras suas, o India Gate e a iceroy's House - conhecida hoje como  Rashtrapati Bhavan - as de maior destaque.

    

                         A nova Delhi também foi uma agradável surpresa após explorarmos a parte antiga da cidade. Connaught Place construída em 1931, atualmente e hoje é um dos mais populares centros comerciais da Capital. Além de variado comércio, tem os edifícios administrativos, sedes dos principais bancos, companhias aéreas e outras coisas de alguma importância para o turista. Conhecida popularmente como "CT", a área tem até uma página na Internet com a relação de tudo o que há nela. Connaught Place é radicalmente diferente dos bazares da Velha Delhi. Com a forma de um círculo dividido por oito avenidas radiais e três rotundas, organizadao em quarteirões,  é repleto de restaurantes, bares e cinemas. Connaught Place Mall  http://www.connaughtplacemall.com/ 

  

                         Rajpath, a avenida que no tempo dos ingleses se chamava King's Way, conecta o India Gate ao Rashtrapati Bhawan, e a Janpath cruza-a num ângulo reto e termina em Connaught Place. A sede do secretariado - Secretariat Building - que abriga vários ministérios do Governo da Índia, assim como o Rashtrapati Bhawan, foram desenhados por Herbert Baker, que também projetou a Casa do Parlamento.

  

                           Connaught Place é uma área comercial bem bacana, completamente diferente de tudo o que há em outras áreas da cidade. No século 20 foi projetada em estilo vitoriano e inspirada no Royal Crescent, de Bath, Inglaterra. Coração da capital, também é o centro comercial mais bem planejado do país, cuja característica é seu layout circular. 

 

                            Diz a lenda que o mercado foi projetado em forma de ferradura para dar sorte a compradores e lojistas. Mesmo depois de 75 anos permanece atraindo executivos, ocidentais e indianos de todo o país. CP destaca-se por seus bares e restaurantes de calçada, além de lojas de marcasm internacionais. Parece o lugar ideal para se explorar a pé, especialmente à noite e com clima agradável.

 

                         Delhi tem agora seu próprio serviço de ônibus turístico, a exemplo de outras cidades como Dubai, Nova York, Londres, Berlim, e Cidade do Cabo. Os Hop on Hop off, Double Decker, ou popularmente chamados em Delhi de Ho HO, ele faz um circuito turístico pela cidade, extremamente conveniente.  O ponto de partida é na Coffee Home, na BKS Marg e segue pela cidae parando em 18 pontos turísticos, num trajeto circular de 65 quilômetros.  As paradas são no Red Fort, Modern Art Gallery, Humayun's Tomb, Purana Quila, Select City Walk, Lotus Temple, Qutab Minar, Hauz Khas Village, Dilli Haat, e no National Museum, ao custo bem razoável de 300 rúpias (pouco mais de 7 dólares) por um passe válido por um dia.  Todas as informações, incluindo o mapa da rota  estão disponível no Portal do Turismo Delhi.

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As crianças mendigas. Serão todos dalits?

                         Elas estão por toda parte, muitas ainda tão pequenas que aparentam dois, três anos. Todavia suas idades não correspondem à de suas subnutrições. Elas estão nas ruas, enrte os carros, nas atrações, nos cruzamentos, naquilo que chamam de calçadas, nas estações ferroviárias, nas  favelas.  Vê-las é um ataque aos sentidos.  Imaginar suas vidas, suas histórias, sua fome, seu abandono, suas doenças, os abusos a que se submetem, a pobreza e até morte deprimime os sentidos do mais duro coração.  

                       

______  Serão todos dalits ou apenas miseráveis?  ______

                      Algumas conseguem sorrir, são crianças afinal. Outras estendem suas mãozinhas em concha, batem suas unhas sujíssimas nas janelas dos carros, uma atitude automática e repetida incontáveis vezes durante um dia. Crianças que são, às vezes jogam, brincam, riem, mas sempre deixam perceber suas enormes carências. Ao final dele devem contabilizar o saldo: algumas poucas rúpias, indiferença de uns, compaixão de outros, maus tratos e exaustão.   

                      “A primeira luz da manhã”, de Thrity Umrigar (*), foi um dos inúmeros livros que melhor nos serviram no preparo conceitual e intelectual para esta viagem à Índia.  Lemos ou consultamos ao menos uns dez livror sobre a Índia, para além dos inevitáveis guias de viagens.  Em certo trecho da auto-biografia deste belo livro sua autora relata a observação das posturas rígidas e estudadas que tanto mendigos quanto doadores adotam no momento em que o dinheiro troca de mãos:

 “...jogam as moedas nas mãos em concha dos pedintes do alto de sua superioridade, cuidando para jamais tocarem acidentalmente as mãos que supõe estar contaminadas por germes e doenças. Me dispus a mudar as regras da “transação”: em lugar de segurar a moeda entre dois dedos e soltá-la deixando-a cair depressa na mão estendida, eu agora a retenho sobre a palma de minha mão, silenciosamente obrigando o mendigo a pegá-la.  Esse simples gesto inverte a ordem social, porque minha mão fica sob a dele. O gesto viola ainda um tabu subentendido, que ninguém assume: para pegar a moeda, os dedos do mendigo forçosamente precisam tocar a palma de minha mão, ainda que levemente. E uma coisa curiosa acontece: mesmo crianças de apenas três anos já se encontram tão condicionadas pela onipresenre diferença de classes que monstram-se paralisadas diante dessa inversão de papéis, encarando-me confusas, apreensivas e até amedrontadas.

Algo está errado naquela minha conduta, anormal, e quase dá para ver aquelas cabecinhas tenras, perdidas, queimando os miolos na tentativa de descobrir o que há de errado e como consertar o erro. Neste ínterim, a moeda ofertada permanece intocada na palma de minha mão. Passam-se alguns instantes enquanto trocamos olhares, e observo uma caravana de emoções passar por seus rostinhos perplexos. Vez por outra uma criança mais ousada reúne coragem e agarra rapidamente a moeda. O mais comum, porém, é que elas retirem-se, o tempo todo me olhando, como se tentassem entender a nova maldade a que  estariam sendo submetidas.”

                         havia lido de tudo acerca de como proceder diante dos pedintes na Índia. Todavia, há algumas - as mais comuns - que refletem superficialidade com que seus autores pesquisaram o assunto - e são as mais numerosas de todas as recomendações de como proceder com crianças mendigas:  distrubuir balas e lápis! 

                        Da lista de de sugestões bobas e de mau gosto, esta é a mais popular.  Minha primeira recomendação a quem pretende encarar com seriedade o assunto é ter em mente que após os primeiros dias na Índia será possível identificar e diferenciar o verdadeiro mendigo daquele que atua numa rede de mendicância (crianças as que encabeça a lista, comandadas por adultos), aquele que pede por vício (algumas crianças não necessitadas várias vezes nos abordavam pedindo uma rúpia, o que caracteriza quase uma instituição cultural para alguns), os que se aproximam com as mais variadas e criativas abordagens para tentar ganhar algum (todos não mendigos), desde os falsos guias aos touts comissionados por lojas suspeitas de produtos idem. 

                       Todavia, há aleijados, cegos e toda a sorte de reais incapazes que de fato não têm outra maneira de sobrevivência a não ser a mendicância. Para estes eu discretamente doava o equivalente a meio ou um dólar, mas sempre com cuidado para não atrair a verdadeira multidão de pedintes que o cercará caso identifiquem sua atitude.

                       Se o desejo for mesmo ajudar, tenho duas sugestões: a primeira é guardar todo o dinheiro que gastaria com as doações e a compra de inúteis doces e lápis e doá-lo a uma instituição de caridade que será possível identificar em seu hotel e com seu guia, até mesmo com sua operadora local, que em nosso caso foi a Luxe India. A segunda é doar toda a soma ao último mendigo que encontrar antes de voltar da Índia.  Ou, em terceiro lugar, optar por gratificar com mais do que o básico seu motorista, seus guias e os empregados dos hotéis, enfim a quem lhe serviu efetivamente e bem durante sua viagem.

                      E por fim, ter bom senso e compreender que uma criança mendiga não precisa de doces nem de canetas - especialmente porque não vai à escola e precisa de alimentos que lhê dêm nutrição. Se lhes oferecer comida (snacks, biscoitos ou frutas que leve consigo)  elas algumas vezes aceitarão, mas a maior parte das vezes reforçarão que querem mesmo é dinheiro! 

Nota: (*) Thrity Umrigar http://www.umrigar.com/ é uma escritora indiana-americana nascida em Lisboa, de pais indianos, tendo morado até os 21 anos em Mumbai, de onde emigrou para os Estados Unidos. Jornalista e autora dos romances Bombaim Time, The Space Between Us and The Weight of Heaven, ela tem escrito para o jornal The Washington Post, para o Cleveland Plain Dealer, entre outros, e também regularmente para as páginas do The Boston Globe.  Atualmente é professora assistente de inglês na Case Western Reserve University, onde ensina literatura e escrita criativa. Foi vencedora da Nieman Fellowship da Universidade de Harvard e tem Ph.D. em Inglês. Atualmente mora em Cleveland, Ohio.

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Bahai Temple 

                          Este templo construído em estilo moderno representando as formas da flor de lótus é o último dos sete templos Bahai construídos pelo mundo. Terminado em 1986 é possível vê-lo de longe por estar numa elevação no centro de uma enorme área de jardins. O arquiteto Furiburz Sabha  projetou a obra e definiu o revestimento de puro mármore branco a flor de lótus, simbolo comum ao budismo, hinduismo, jainismo e islamismo. O templo é aberto a todos que queiram meditar, mas um grande fluxo de turistas aos domingos faz com que as visitas sejam organizadas por grupos limitados, conduzidos por voluntários seguidores da fé Bahai. Por tradição, templos têm que ter 9 entradas e igual número de piscinas diante delas.

                        

                          A Fé Bahá'í (*) é uma religião monoteísta fundada por Bahá'u'lláh, na Pérsia durante o século XIX, que enfatiza a unidade espiritual da humanidade. Trata-se de uma religião independente que possui as suas próprias leis, escrituras sagradas, administração e calendário. Mas não possui dogmas, clero, nem sacerdócio. Estima-se que haja cinco a seis milhões de Bahá'ís em mais de 200 países e territórios. (*) FONTE: Wikipedia

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India Gate – Domingo no Parque

                      Era Domingo e naquele lugar famílias indianas divertem-se na grande área livre e aberta que circunda o Arco do Triunfo indiano - o India Gate - com seus 42 m de altura inspirados no monumento francês e com o mesmo propósito: homenagear os 70.000 soldados indianos mortos em combate durante o serviço militar no exército britânico na Primeira Guerra Mundial e dos 13.156 militares ingleses e indianos mortos na guerra com o Afeganistão em 1919. desenhado por Edwin Lutyens, sua pedra fundamental foi colocada pelo Duque de Connaught, em 1921.  Um outro memorial - ao lado -  chamado Amar Jawan Jyoti,  homenageia aos indianos mortos na Guerra do Paquistão, em Dezembro de 1971.

                      No Pôr-do-Sol e à noite o arco torna-se especialmente bonito, tanto pela luz do fim do dia quanto por sua iluminação artificial. Foram momentos muito divertidos o tempo que passamos entre famílias de indianos divertindo-se, fazendo pic-nic, remando barquinhos num lago artificial, comendo e visitando o monumento e o grande parque ao seu redor.

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Próximo capítulo:

"Agra, o Taj Mahal e o Forte de Agra"

 

Reader Comments (22)

Arnaldo,

Que viagem maravilhosa, e a maneira como descreve faz a gente viajar junto. As fotos então...Vim direto do seu e-mail e não consegui parar até absorver tudo.

A India de voces está fazendo este lugar subir vários pontos na minha lista de desejos de viagens.

Abraços na Emilia

22:22 | Unregistered CommenterFlora

Valeu, Arnaldo, você captou bem a Índia...

Abraços,

Haroldo Castro

www.viajologia.com.br

Dear Arnaldo & Emilia

Wow! what a fantastic pictures you have taken during your trip to India . Great to know that you had a nice trip and look forward to see you back soon.

If you permit, may we use your unique pictures in our Travel Journal which we give to guests on their arrival in India ??

Best regards,

Pawan Sharma | Manager | LUXE INDIA - HAVE AN INCREDIBLE DAY!

Meu querido, muito obrigada pela dedicatória nestes posts maravilhosos...

Enquanto lia meu corpo estava aqui, mas minha cabeça voou até aqueles dias de descoberta em Delhi.

Grande cidade, grande país.

E a melhor companhia.

Um beijo...

8:10 | Unregistered CommenterEmília

Dear Pawan, certainly we had a wonderful and unforgettable journey, not just because India is really amazing, but also because the services provided by LUXE INDIA made our journey even better.

Thank you for everything and believe that we will return (we already have a route in mind!).

Thank you very much for all the kindness and professionalism that you and all the team in Luxe India has dedicated to us.

We hope to be back in India and use your services soon!

We will be glad that you use our pictures in your newspaper and we just mention the source by placing a link to our blog.


Arnaldo e Emília

8:10 | Unregistered CommenterArnaldo

I think the credit also goes to Latitudes in Brasil for making such a wonderful customized itinerary especially for you.

It’s really great to work with people like them who inspite of being so far from India have deep knowledge of this country on their fingertips.

That’s all for the moment. You have a nice day ahead.

Thank you very much for your compliments.

Best regards,

Pawan Sharma

Olá Arnaldo

Segue e-mail/convite enviado ao nosso CFC - Candango fotoclube.
Obrigado e recomendações a dona Emília.
JBosco

Olá Candangueiros

Gostaria de convidá-los para visitar o "Blog Fatos & Fotos de Viagens" do Arnaldo. Lá vc encontrará, além de dicas imprescindíveis, informações de como fotografar bem na sua próxima viagem. O autor é um mestre nas "palavras e nas lentes". O seu texto - além de claro, profundo e objetivo - transpira magia e poesia. A sensação é de que vc está viajando lado a lado, sentindo na pele cada momento. Suas fotos são de uma sensibilidade imensurável, bom gosto e de técnica apurada. Arnaldo é " pura dedicação naquilo que gosta e faz com prazer".

Vale a pena uma visita. A sua mais recente postagem é sobre a sua viagem a Índia. S E N S A C I O N A L. Quer saber mais .... http://interata.squarespace.com/

Um abraço e "Boa Leitura" e Namastê.

JBosco
Visite o Candango Fotoclube - http://www.candangofotoclube.com/

Caros Arnaldo e Emília,

Sou uma frequentadora do blog, que nunca se manifesta. Não os conheço, mas não concebo fazer qualquer comentário que não seja dirigido aos dois.

Sendo bem sincera, apesar de adorar viajar, não tenho qualquer curiosidade de conhecer a India. Entretanto, não pude deixar de ler com atenção e curiosidade esse belíssimo relato sobre a região. Fiquei realmente impressionada com a História, a complexidade das relações sociais e a beleza aqui retratadas.

Meus parabéns. E, se for prá produzir algo com a qualidade semelhante a que já encontramos aqui, leve todo o tempo do mundo. A espera valerá a pena.

Arnaldo, oi, bom-dia, já entrei no seu site, primeira parte, participei das suas emoções, pois durante duas semanas viajei tb pela Índia. E vi desde belezas indescritíveis, construídas pelo Homem- como o Taj Mahal- até  a miséria como jamais a havia imaginado- até certo ponto obra do próprio homem tb. Tive, como vcs, experiências surpreendentes, desde caminhar de madrugada entre alas de mendigos leprosos com seus corpos enfaixados, mas faixas em farrapos, quando eu rumava para o Ganges em Benares, onde veria cadáveres boiando, até a surpresa de ser tirada pra dançar entre dançarinos profissionais num grande hotel, com vara na mão, logo eu que que nunca aprendi a dançar muito bem, me falta ritmo. Assim como vc e a querida Emília cavalguei (?) elefante, mas velho, manco, rumo ao alto de uma colina e... E elefante manco e velho subindo colina tornou-se para mim o símbolo maior da crueldade humana. Adorei suas fotos, vc é um artista consumado da fotograf ia. Acrescente-se que escreve muito bem. Logo voltarei a ver a continuação, já lembrando aqueles cheiros, cores e formas típicos das ruas da Índia. Muito obrigada, bye, Maria Apparecida

Que experiência mais essencial e profunda, mas eu não sou tão corajosa. Somente de ler o texto e ver as imagens tenho um nó na garganta e também em o meu coração.

Índia é o punto final das viagens. É o rompimiento do alma e também a sua cura. Não podria mirar aos olhos das crianças mendigas. Não podria...

Parabéns pelo post. É pura paixão.
Bjs
Carmen

PD: acho imposível que pessoa alguma pode identificar o sei fio. É um quebra-cabeças

15:14 | Unregistered CommenterCarmen

Carmen, compartilho dos mesmos sentimentos que você, ler os textos e ver as imagens já provoca sensações e sentimentos que mexem com a gente. Mais uma, entre tantas outras razões, para admirar a Emília e o Arnaldo. A Índia é um destino que permanece fora do meu alcance, talvez algum dia... Acho que não tem nada haver uma coisa com a outra, mas quando eu penso em Santiago de Compostela, tenho certeza que preciso de mais preparo físico do que psicológico, a Índia me parece que é exatamente o contrário.

15:17 | Unregistered CommenterRosa

BINGO, Rosa! Na mosca! (como sempre)

Se é para ler comentários tão espetaculares quanto este seu, melhor eu levar ainda mais tempo, caprichar ainda mais.

MUITO obrigado.

Arnaldo, que bom tê-lo mais um pouco! aguardei tão ansiosa por seu olhar sobre a Índia que agora estou a me deliciar com o post.
Mais uma vez, obrigada por partilhar com seus leitores o que realmente brota em seu íntimo, o que seus olhos podem ver em cada um desses maravilhosos lugares por onde vc anda.
Grande beijo e boas aventuras sempre :)

21:09 | Unregistered CommenterCamilla

Arnaldo, agradeço por mais esta viagem que vocês nos proporcionam.

A Índia é realmente incrível.

Seguimos aguardando ansiosamente os próximos capítulos.

Patrícia Vieira
Digital Client Executive

Burson-Marsteller Brasil

Parabéns Arnaldo!

Muito bom o texto e achei ótimas as fotos. Ótimo reconhecimento.

Não se esqueça de levar as fotos para vermos no sítio!!!

De tanto que tenho trabalhado com África (inglesa), Árabes e Asiáticos, mais enho me aproximado dos indianos e tenho vontade de saber mais sobre eles!!

Abraço!!

Emilia e Arnaldo, as fotos e os relatos de vocês são um deleite para os que ficam e um guia precioso para os que pretendem ir. Nos encaixamos nas duas categorias. Esperamos vê-los em breve para ouvir os relatos pessoalmente.

Beijos

Gostei muito do seu blog!
Oi! Vi que o seu blog também fala sobre viagens, turismo e achei super interessante! Gostaria de te convidar para conhecer o nosso blog, o Trip R3 (www.tripr3.wordpress.com) e se gostar, nos adicionar no seu blogroll. Aliás, já tomei a liberdade de adicionar o seu blog em nossa lista ;-)
Abraços,
Sol.

16:22 | Unregistered CommenterTrip R3

Arnaldo, seus relatos da India estão espetacular, estou revivendo atraves de suas palavras e fotos cada minuto passado lá. Estavamos em Delhi no mesmo dia que vocês e o Obama também nos atrapalhou um pouco e não conseguimos ver o Humayun's Tomb. A paixão dos Indianos pelo Cricket foi a conversa da vez e não o Ronaldinho do Brasil.Belo trabalho.

Hello,

Amei as fotos e comentarios! Moro em Londres e para quem conhece tem muitos indianos, as vezes me sinto na India aqui! Eles sao super simpaticos, e meu melhor professor ever era indiano! Falando em londre acabei de criar um blog falando dessa cidade que amo!

Da uma espiada!

bloggdakaka.wordpress.com

Thanks

18:56 | Unregistered Commenterkathlira

Arnaldo,
Fico me perguntando se seus textos pertencem à Literatura, História, Filosofia, Sociologia, Geografia, Artes... Enfim, é inacreditável como você consegue demonstrar os vários olhares nas suas viagens. Nós, leitores, de imagens e palavras somos presenteados de forma espetacular com o seu trabalho (ou melhor, com o seu prazer). Obrigada.

Olá
Arnaldo,
estou em Delhi, e seus textos foram perfeitos para iniciar minha exploração pela cidade.
Obrigado pela dedicação do seu tempo em compartilhar sua viagem.
abraços
Ariovaldo
ariovaldoribeiro.blogspot.com

12:03 | Unregistered CommenterAriovaldo

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