MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

COMENTÁRIOS
RSS - Quer subscrever?
AddThis Feed Button

Share/Bookmark

VIAJE neste blog

Fotos de viagens
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« MARROCOS: Perpétua sedução | Main | MARRAKECH: Um sonho oriental - Introdução »
Sexta-feira
Fev192010

MARRAKECH: O Hotel La Mamounia

Era uma vez uma viagem de sonho a um palácio oriental...

Encontro "

nós dois...  eu e você... em Marrakech...

entre mar e deserto, entre  leves odores,

entre formas  e cores  jamais  entrevistas...

De longe, a música, em cordas de sonho...

 

Nossos corpos  liberam  emoções  reprimidas

de homens e mulheres de todas as eras:

beijos  e  abraços  perdidos no espaço,

sonhos  suspensos na bruma do tempo...

 

Das  plagas  distantes  no  espaço e  no tempo,

qual murmúrio de água cantante,

nos chegam  sussurros  de tantos amantes,

gerando arrepios no corpo e na alma...

 

No enlevo do momento único,

no  breve  encontro, viver a eternidade...

Neste carinho, redimir a humanidade,

dos sonhos de amor um dia desfeitos.

Só nós dois...

Para Arnaldo e Emília (de Maria Apparecida S. Coquemala (*)

 _____________________________________________________________

LA MAMOUNIA - A eterna lenda marroquina reabre ainda melhor

 

 INTRODUÇÃO_______________________

            Shahryar, um rei da Pérsia, após ter sido enganado por sua esposa, matou-a e passou a desconfiar de todas as mulheres.  A cada nova virgem selecionada como pretendente a esposa, na primeira noite era morta pelo rei. 

            Até que um dia conheceu Scherazade, filha de um vizir - mulher bonita, inteligente e esperta - que conhecendo os antecedentes do rei estabeleceu uma estratégia para salvar sua própria pele.

           Na primeira noite juntos, Scherazade começou a contar-lhe uma atraente história de um sultão, que todavia jamais concluía. Aguçando a curiosidade do rei, todas as noites sua vida era poupada, na esperança de conhecer o final da história.  Scherazade, no entanto, iniciava um novo conto e mais uma vez não o terminava.

            Assim se passaram 1001 noites até perceber que o rei havia se apaixonado, contando-lhe então o final da primeira história. Shahryar acreditou então finalmente ter encontrado sua futura esposa, aquela rainha com quem compartilharia seu reino.

            O mais antigo manuscrito em lingua  árabe -  descoberto na Síria, dos anos 800 -  registra as histórias de Ali Babá e os Quarenta Ladrões, de Sinbad, o marinheiro, de Aladdin e a lâmpada mágica e de Sherazade.  São os contos das '1001 Noites' eternizados em lendas.

 ___________________________________________________________________ 

Em meio a um oásis verdejante, a cinco minutos da Djemaa el Fna

                        PERCORRENDO as vielas do souq de Marrakech, sua medina, seus palácios e oásis, nos sentimos como transportados no tempo e aportados entre os cenários medievais dos contos das '1001 noites árabes'.   É neste ambiente de efeitos encantadores que o nosso sonho oriental se inicia, mais precisamente no Hôtel La Mamounia, um palácio mourisco primoroso à beira da muralha da medina, construído em 1923 -  na época em que o Marrocos era um protetorado francês - e entre um imenso, luxuriante jardim que o Sultão Sidi Mohamed Ben Abdellah mandou construir como presente de casamento a um de seus filhos - o príncipe Moulay Mamoun.  

 O imponente portal do La Mamounia ao anoitecer

 

                        ESTE ambiente romântico e exótico - ao mesmo tempo elegante e informal, clássico e oriental, recentemente restaurado a cotonetes por três anos, e cuja equipe atenciosa e acolhedora em nada lembra a arrogância soberba do porteiro do Raffles de Cingapura -   transforma qualquer estada num sonho.   Hospedar-se no La Mamounia é como ser personagem de uma lenda inesquecível das Mil e Uma Noites. 

  

                        SUA localização é mais que perfeita:  um oásis colado na muralha do século XII da medina e a convenientíssimos dez minutos a pé da Place Djemaa el Fna: o palácio em nobilíssimo estilo mourisco salpicado de art déco não está instalado, mas acolhido no meio de um magnífico jardim particular de oito hectares, tudo o que faz dele e de seu entorno um dos hotéis mais bonitos do mundo.

                        O La Mamounia é muito mais do que um belíssimo cenário, é o próprio conto de fadas passado na Cidade Vermelha, um nome irrestritamente ligado ao de Marrakech. Ambos completam-se e resumem-se numa incomparável experiência de conforto, elegância, eficiência, beleza e bem-estar.

                        E é aqui que começa nossa "Viagem de sonho a um palácio oriental".

 ____________________________________

                        O vôo 411 da Royal Air Maroc de Casablanca a Marrakech saiu no horário programado e levava bem mais turistas europeus que locais como passageiros.  Descemos do avião no Aeroporto Ménara e o condutor do tapete mágico do hotel La Mamounia já nos aguardava no saguão, um pouco mais recuado da multidão que aguardava os passageiros chegantes, mas inconfundível com seu impecável uniforme e com uma placa com o nome do hotel na mão à altura do peito, já de posse de um carrinho de malas.

 O novo aeroporto Marrakech Menara, simples e bonito 

  

                        NOSSO “tapete mágico”, o luxuoso Jaguar estalando de novo que integra a novíssima frota de limosines do hotel estava convenientemente estacionado defronte ao aeroporto e nos levaria, assim como faz com todos os privilegiados hóspedes que contratam o transfer do hotel, do aeroporto às portas daquele que é um dos ícones mundiais da hotelaria de luxo, o "palácio" La Mamounia.    

FOTO: Airlines Net Photo ID 0739720 - Jean Christophe Montaut

                       Ahlanwasahlan, Bien-venue a Maroc, disse discretamente nosso chauffeur.  Já no carro, meu pensamento ia longe no tempo, ainda que curto fosse o espaço entre o sonho e a realidade: são apenas vinte minutos que separam o sonho da realidade deste vôo de tapete mágico: do Aeroporto Internacional Marrakech-Menara (*) ao Port-cocher do Hotel La Mamounia - na soleira da muralha da medina da cidade e a sete minutos a pé da Praça Djemaa el Fna,  a bordo de um tapete mágico por um caminho encantado - foram alguns dos vinte minutos mais deliciosos de nossa estada, durante os quais, ainda que a noite tivesse acabado de cair, pudemos ver todas as variações possíveis do rosa e do ocre, as cores da "Cidade Vermelha".

  

  

                        A Marrakech mais exótica está mesmo no interior da medina, dentro das vias estreitas do souq, mas não deixamos de nos encantar com o que está fora: surpreendentes predinhos e jardins, largas avenidas e um ar europeu indisfarçado anunciando o século 21, separado do século 15 apenas por uma muralha e alguns portões, tudo com vistas para o Alto Atlas.  

                        ASSIM que o motorista estacionou no port-cocher do La Mamounia, meu coração sentiu os efeitos de um discreto despejo de adrenalina.  Foi o resultado da ansiedade de tão longo tempo para realizar o desejo de me hospedar num dos mais emblemáticos, luxuosos, divinos hotéis do planeta, o renovadíssimo La Mamounia- reaberto após mais de três anos de primorosa reforma.

 

  

                        COM um certo alívio do tremor, observei os porteiros do hotel e um carregador de malas dirigindo-se às nossas portas em ensaiados movimentos. Vestidos com impecáveis e atraentes uniformes marroquinos, que fariam sucesso no quesito “luxo” de qualquer baile a fantasia, um deles foi à mala do carro retirar nossa bagagem, enquanto dois outros abriram nossas portas e nos receberam com um Bonjour monsieur-dame. Pronto, havíamos sido apresentados a uma das mais reconhecidas marcas registradas do hotel: o serviço de seus door men, que há dezenas de anos abrem as portas dos carros de nobres e celebridades, com uma recepção de primeiríssima.  Assim como os do Raffles de Cingapura, os porteiros do La Mamounia devem ser os mais fotografados do mundo, constituindo-se numa das atrações turísticas de suas cidades. 

                        AQUELA magnífica arquitetura da majestosa entrada do hotel - ornada com mosaicos ainda mais exuberantes depois da reforma - ficara na memória desde minha primeira visita à cidade, em fevereiro de 1995. “Um dia hei de voltar aqui e hospedar-me no La Mamounia”, pensei - sem muita convicção - naquela época.  Exatos 15 anos depois, lembro com carinho daquela data e valorizo ainda mais o privilégio de poder ver realizado o sonho, ainda agora em companhia tão especial. 

  

                        AINDA com a formalidade requerida para um hotel do padrão “La Mamounia” - todavia com a simpatia que é peculiar ao marroquino - fomos conduzidos pela equipe de front door para uma atmosfera de palácio das “Mil e uma Noites” como só Aladim poderia ter presenciado: o Lobby do hotel. O porteiro nos conduziu por um piso de mármore - que mais tarde seria tão fotografado quanto a Djemma el Fna - e nos recebeu uma sorridente guest relations com um “boas vindas” de acalmar qualquer coração acelerado. 

                        FOMOS convidados a nos sentarmos em confortáveis e vistosas poltronas de veludo vermelho, onde nos serviram um delicioso chá de menta e tâmaras. Nosso check-in estava feito. Depois desta deliciosa introdução ao La Mamounia, tivemos uma agradável surpresa, a maior delas durante toda nossa estada: um up grade de categoria de habitação para "Chambre de Luxe", a mais alta da categoria “apartamento” ("Le Chambres": "Classique, Supérieure e De Luxe"), com belíssima vista para os jardins e as montanhas Atlas.  (1) 

   

Chambre de Luxe

                        PRONTO, estávamos introduzidos à eterna e ainda mais majestosa lenda marroquina: o Hotel La Mamounia. ainda com mais luxo, conforto e sofisticação em níveis absolutos, numa habitação com decoração, dimensões, equipamento e vista incomparáveis.

(*) O Aeroporto Internacional de Marrakech é moderno, novo, bonito e surpreendentemente grande e atraente. Impressiona, se comparado aos  demais aeroportos internacionais do país. É suficiente para acolher a grande quantidade de vôos diretos da Europa, além dos internos.  Caso não tenha transfer contratado do aeroporto ao seu hotel, vá aos guichês internos do saguão do aeroporto e reserve um, do contrário o assédio de taxistas querendo transportá-lo será grande e, por vezes, poderá ser feito por motoristas de taxi falso, que custam mais. Há uma pequena lanchonete e alguns lugares para se sentar no saguão. 

Apartamendo De Luxe 

(1) São as seguintes Categorias e Sub-categorias de habitações de “Chambres et Suites”: a) "Les Chambres": "Classique, Supérieure e De Luxe"; b) “Les Suites”:   “Executive, Marocaine e Prestige:”; c) “Les Suite D’exception”: 8 diferentes;  d) “Les Riads”.

  

 Chambre de Luxe e Piscina coberta 

 ___________________________________

Luxo, POBRE luxo, LUXO pobre

 

Quem gosta de luxo é pobre
Vinicius de Moraes
Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo
Joãozinho Trinta

  Chambre de Luxe

                        POUCAS coisas têm conceitos tão amplos e distintos quanto oluxo.  Pobre luxo, luxo pobre.  O tema é um daqueles que jamais encontrará concordância universal, sequer parcial.  De comentários venenosos a invejosos, assim como tantos outros polêmicos - religião e futebol encabeçando a lista – o assunto sempre vem carregado de debates acalorados, defesas divergentes e ataques intransigentes.  Nem toda gente, contudo, chegou a pensar que o luxo pode ser algo bem mais amplo do que aquela definição mais corriqueira: o material. E que pode estar tanto nas coisas mais simples - como ser feliz -  às mais comuns, - como gostar e presentear sua amada com um anel de brilhantes que marque um momento ou intenção.  Alguém pode discordar de que é um luxo ser feliz?   Alguém pode desprezar um lindo, fulgurante e eterno brilhante?

  

 Chambre de Luxe

  

                         O que nem todos percebem, todavia, é que o luxo não precisa ser apenas material para ser luxuoso e, mesmo que o seja, pode estar acompanhado de prazer extremo, simbolismos e marcar eventos e fases da vida.  O luxo não deveria ser necessariamente desprezível apenas porque boa parte do mundo não tem acesso a ele, essa sim, uma realidade nada luxuosa.  O gosto pelo luxo pode ir da simples admiração do que é bonito, como a um magnífico efeito da natureza - o Arco Iris, por exemplo-, ao que foi feito pelo homem- como qualquer obra de Niemeyer ou o mais simples jardim de Burle Marx. 

   

                        O luxo pode estar num delicado, genial arranjo de notas de Mozart, num maravilhoso hotel no Marrocos, numa fabulosa estátua grega no Louvre, na contemplação do firmamento no meio do Saara, num magnífico desfile de modas Hermés, numa encantadora declaração de amor. Pode estar tanto num filme de Almodovar, quanto em uma vitrine de Salvatore Ferragamo na Via Montenapoleone de Milão, nos pináculos de mármore branco do Duomo da mesma cidade, num sorvete italiano defronte à Fontana di Trevi, na observação de uma leoa amamentando seus filhotes numa savana africana, em um vôo de balão na Tanzânia, num mergulho nos recifes de corais na Austrália, numa massagem num SPA asiático,  numa cantata de Natal no EPCOT Center em Orlando. Também  em subir no lombo de um fedorento camelo, em renovar-se sob as águas de uma cachoeira em Ibitipoca e até mesmo a dedicar boa parte de seu tempo a escrever um blog de viagens.  São os luxos genuínos.  

  

                         Os luxos materiais podem carregar em si beleza, talento, dedicação, investimento, trabalho, pesquisa, tempo, estudo, cultura, persistência e genialidade.  Os naturais, imponência. Nada é mais imponente que a natureza e alguns de seus efeitos, do simples cheiro de ozônio numa chuva de verão à Aurora Boreal. 

                          PRIVILEGIADOS os que enxergam além do superficial e sabem diferenciar (e apreciar!) o pobre luxo do luxo pobre.  

                          DESTA vez, todavia, tanto o luxo quanto a experiência me atrairam na mesma proporção: há um certo prazer adicional em participar da emoção coletiva ao conhecer detalhadamente um ícone da hotelaria mundial, reaberto após três anos de uma minuciosa restauração feita a cotonete, reinaugurado há pouco mais de quatro meses com a pompa que lhe era devida.  Por questões de atividade profissional tenho alguma aproximação com a The Leading Hotels of the World, razão porque consegui uma tarifa especialíssima para a fase pós soft-opening do fabuloso La Mamounia.  Então foi unir desejo com possibilidade e pronto: voamos - eu minha doce mulher - usando milhas na Air France para um upgrade de econômica a executiva num vôo de São Paulo a Marrakech, via Paris e Casablanca, e de Casabalanca a Marrakech pela Royal Air Maroc.

 

  

Chambre de Luxe

  

E vamos ao luxo!

                        NADA tenho nada contra o luxo, ao contrário, gosto muito dele e do conforto que ele proporciona, da qualidade que ele encerra. Aliás, vou bem além de apreciar o luxo:  concordo absolutamente com a máxima do genial Joãzinho Trinta:  “Pobre gosta de luxo, intelectual é que gosta de pobreza”.   Digamos que a experiência e a curiosidade profissional foram a centelha que acendeu a chama do desejo de conhecer o La Mamounia nesta viagem de quatro dias a Marrakech durante nosso recesso carnavalesco.

 Chambre de Luxe

    

                        TENHO que reconhecer que, felizmente, não sou pobre, e que, infelizmente, também não sou rico. Quanto à outra classe, a dos intelectuais, creio que jamais passarei a pertencer a ela. Poderei, no máximo, conformar-me em integrar a classe dos ‘intelectualizados’. Bom mesmo seria ter nascido no luxo, mas aquele luxo inglês, sistemático, com conteúdo. Todavia, alcançá-lo de maneira progressiva, honesta e digna também tem seu valor.  Adoro o luxo, saboreio o luxo, especialmente o luxo com conteúdo, seja o material,  o cultural ou o social. Aliás, me sinto atraído por  todas as formas de luxo não gratuito, de luxo sem ostentação, de luxo autêntico e bem nascido.  E viva ao Joãozinho Trinta!

                        O que eu não gosto mesmo é da pobreza.  Aliás, desprezo qualquer forma de pobreza, desde a ausência ou precariedade de recursos financeiros e materiais- a que todos indistintamente deveriam aceder para viverem dignamente, com conforto, saúde e segurança-, até às tantas outras formas ainda mais desprezíveis de pobreza que a humanidade presencia ou participa em tão diferentes formas de manifestações. A pobreza da ditadura, da falta de liberdade, da miséria dos preconceitos- racial, social e todos os demais-, da ignorância dos carros-bomba que explodem matando inocentes no Iraque e no Paquistão, a estupidez do exército de Israel que mata milhares de pobres inocentes na Palestina- sob pretexto de tentar em vão acabar com o terrorismo. Somadas a essas, a pobreza do revide dos homens-bomba, da prostituição infantil, do vício degenerativo do consumo de drogas, do álcool e do fumo, entre tantos outras formas e manifestações medíocres de que a humanidade é capaz. Pobre também a abominável corrupção generalizada que instalou-se culturalmente no cerne da sociedade brasileira- aquela bem democrática- que vai dos políticos aos religiosos, dos policiais aos cidadãos comuns, dos que corrompem aos corrompíveis e, finalmente, a mais desprezível das pobrezas:  a banalização e a exploração da própria pobreza.

  

                         Eu conseguiria discorrer sobre a soberba e interminável capacidade da humanidade de produzir gente medíocre e desprezível - como Hitler, Osama Bin Laden, a Família Manson (que assassinou Sharon Tate grávida aos 8 meses depois de maltratá-la), mas prefiro destacar a minoria da humanidade, capaz de desenvolver gente tão excepcional quanto Mahatma Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Zilda Arns e Nelson Mandela.

 E vamos ao luxo!

______________________________________________________________________

La Mamounia - A eterna lenda marroquina reabre ainda melhor

3 anos e US$ 176 milhões depois... 

                        O La Mamounia é tão emblemático para o Marrocos quanto o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor são para o Rio de Janeiro e o Brasil. Os marroquinos consideram-no um dos maiores bens culturais do país, conceito e prestígio que ultrapassa fronteiras, já que é igualmente valorizado como patrimônio de toda a África do Norte.  De fato, é um dos melhores exemplos da arte artesanal aplicada à ornamentação, do requinte do desenho arquitetônico mourisco e da personificação da cultura marroquina. Tudo finalmente reapresentado ao público em 29 de setembro de 2009, após a longa e onerosa restauração daquilo que já era espetacular.  A inclusão de inovações e modernidades fundamentais a um hotel dos mais requintados e prestigiados do mundo torna o lugar ainda mais interessante, além de cômodo e alinhado aos níveis de exigência de hóspedes com grande experiência em hotéis desta categoria ao redor do mundo. A festa oficial de inauguração ocorreu em novembro último, quando contou com a presença de estrelas e personalidades como Sarah Jesica Parker, Gwyneth Paltrow, Jennifer Aniston, Orlando Bloon, Salma Hayeck, Juliette Binoche, Adrien Body (vencedor do Oscar por “O Pianista”) e a brasileira Letícia Birkeuer. 

Pavilhão da Piscina

                        

                          TAL qual um mestre compositor que arranja notas musicais e as agrupa em forma de obra-prima, Jacques Garcia - o decorador francês internacionalmente aclamado- é o responsável pelo desenho e comando da mais longa restauração de hotel.  Colaborou brilhantemente para que o La Mamounia voltasse a ser o supra-sumo da elegância e do requinte na hotelaria mundial. Foram três anos e US$ 176 milhões que resumiram seu trabalho em três palavras - “Elegance, elegance, and elegance”. Garcia tornou o La Mamounia ainda mais perfeito ao recriar a luxuosa atmosfera dos palácios orientais e transformar o já emblemático hotel num verdadeiro paraíso da Cidade Imperial. onde tecnologia e muita cor e luz foram usados para ressaltar a beleza da arquitetura mourisca, criar um ambiente teatral que ressalta as perspectivas e acentua os detalhes, além de proporcionar o que há de mais moderno em termos de equipamentos hoteleiros a serviço do conforto.

 Restaurado a cotonetes...

  

                       AS coisas eram muito diferentes em 1923, quando o La Mamounia foi construído e aberto ao público.  Ainda que desde então jamais tenha deixado de ser um dos mais fabulosos e lendários hotéis do mundo - tal como o Raffles, o The Peninsula, o Taj Mahal Palace e o Copacabana Palace - a passagem dos anos o deixou suas marcas: desgaste e desatualização. Uma reforma radical seria fundamental para a sobrevivência e a manutenção de seu status “hotel-palácio” por mais de 80 anos.

                        NADA mais recomendável para que este palácio-hotel continuasse a ser o favorito da realeza e da nobreza, de chefes de Estado, de atores e celebridades.  Jacques Garcia renovou e acentuou o estilo árabe-andaluz com notas do Art decó com tal sutileza, delicadeza e competência artística, que o hotel encanta em cada centímetro, não apenas no desenho, mas no equiíbrio, na qualidade e no bom gosto de tudo que o reveste e o equipa.   Transformou um dos símbolos de Marrakech num relaxante e mágico refúgio para verdadeiros apreciadores do que de melhor existe na área da hotelaria.   São centenas de metros quadrados de apartamentos, áreas comuns e jardins. Tudo tão perfeito que o resultado encerra uma experiência tão agradável quanto impressionante. 

  

                        O hotel teve seu número de unidades expandido. Atualmente são 136 apartamentos, 71 suítes, 7 signature suites e 3 riads- com três quartos, terraços e piscina privativos, além de sala de estar. Sob a direção geral de Didier Picquot, o hotel possui 4 restaurantes sob o comando de dois chefs estrelados pelo Michelin: Alfonso Iaccarino e Jean-Pierre Vigato, além do Diretor de Alimentos e Bebidas, o Chef  Fabrice Lasnon.  Nas dependências do hotel encontramos cinco bares e mais um Salon de Thé, um enorme SPA, um completo e profissional fitness centre, quadras de tênis, piscinas internas e externas. Há também um enorme jardim luxuriante de palmeiras árabes, oliveiras e flores, com uma gigantesca piscina cujas perspectivas deslumbrantes e o serviço impecável seduzem o mais nobre dos nobres acostumados ao luxo, à qualidade e ao requinte. Nesse caso, temperados com a tradicional hospitalidade marroquina e a simpatia natural do povo do Marrocos.

                        AS três palavras utilizadas por Jacques Garcia para definir o padrão da decoração deste palácio hotel parecem ter-se tornado também regra de ouro para o padrão dos seus serviços: “elegância, elegância e elegância”.  O resultado da decoração das acomodações é uma belíssima harmonia de tons quentes, de madeiras, tecidos e peles, cerâmicas, vidro e mármores que conseguem transmitir uma perfeitíssima sensação de tranquilidade e conforto com elegância e requinte. Os quartos e suites oferecem vistas fabulosas dos jardins e de Marrakech, de onde chegam odores exóticos e variados sons do rebuliço frenético da cidade.

                        NÃO há como não sentir-se numa atmosfera de palácio de sultão diante dos trabalhos de estuque e de zelig, mas tudo com uma tecnologia eletrônia como convém a um hotel deste padrão: sistema eletrônico de luzes com efeitos pré-programados que simulam cenários (dimerização das luzes para diferentes ocasiões (leitura, dormir, vigia, comer...), sensores de presença que acionam luzes ao nos aproximarmos (como do closet, por exemplo), piso dos banheiros em mármore aquecido, chave de abertura da porta por aproximação, cortinas elétricas, televisores de plasma de 42 polegadas Full HD, dock station para iPod, Internet wi fi gratuita, telefones sem fio de longo alcance e portáteis (como celulares, podem ser levados para as dependências do hotel), luzes especiais para a criação de efeitos (além das micro dicróicas, as de LED), dimmers para todas as luzes da habitação, produtos de quarto (ammenities) com fragrância, quantidade, volume e qualidade irretocáveis, revestimentos de couro na cor "laranja Hermés", espelhos, roupões de banho e estar, toalhas em tamanhos e quantidades que atendem a todas as necessidades e usos, sandálias Havaianas (sim, as legítimas brasileiras), babouches, frutas e serviços de quarto primorosos.   

                       OS 770 empregados que formam o staff do hotel - quatro por apartamento, como convém a um hotel seis estrelas - comandados pelo diretor que já passou por hotéis como o Ritz de Paris e o The Peninsula de Hong Kong, proporcionam ao La Mamounia o luxo e a qualidade de serviços que marcam para sempre a passagem pelo hotel.

 “Eu preferiria mesmo estar abrindo agora do que em 2007. Fizemos nosso trabalho durante a recessão e agora estamos no fim dela, prontos para entrar em 2010, quando teremos concluído completamente as restaurações e abrindo com boa posição. O  La Mamounia é um dos hotéis mais famosos do mundo e sua tão esperada reabertura em setembro de 2009, em soft re-opening, mostra que o hotel que ficou fechado por três anos, fez valer a pena esperar.”, disse seu Diretor Geral Didier Picquot.

 

 “Além da delicada recriação das obras de arte marroquina, tem havido grandes transformações estruturais, como a mudança do restaurante anterior e a instalação de um SPA com uma suíte privativa, piscina e dois hammam, nove salas de tratamento, um salão de beleza completo. Tudo feito com a bela arte marroquina decorativa e ornamental, justamente o que levou o maior tempo da reforma.”

 “Construímos o novo restaurante La Marocain onde havia apenas um jardim, que agora está ao seu redor, mais três novos ambientes: biblioteca, sala de estar, terraço/bar e área para fumantes. Os três riads no La Mamounia também aumentaram, de modo que agora têm três quartos e uma piscina cada um.  Claro que toda a parte exterior do palácio também foi completamente refeita, assim como novas áreas de serviço de restaurantes, novas tecnologias em todos os lugares.  Tudo isso para fazer novamente o hotel ocupar uma posição de destaque entre os hotéis mais famosos do mundo.”

 

   

 “Dirigi grandes hotéis como o Ritz de Paris e o The Pierre em Nova York e foi uma sorte trabalhar em propriedades tão diferentes, mas este hotel é um lugar verdadeiramente único. O local é novo para mim - o Marrocos é uma nova cultura e suas tradições para mim também-, mas este hotel é completamente diferente de tudo. Passei muitos anos trabalhando para grupos como Shangri-La, Península e Four Seasons, mas agora estou fora do mundo corporativo dos hotéis. É muito bom trabalhar para um hotel independente.  Nós tomamos todas as decisões com o conselho do La Mamounia diretamente e continua sendo muito agradável e motivador viver essa experiência com todos os funcionários.”

 NOTA: Entrevista a April Hutchinson (Friday, July 31, 2009) http://www.ttgluxury.com - Tradução minha.

 ______________________________________________________

 O Hotel - História, passado, presente e futuro

                        SITUADO junto à antiga muralha da cidade antiga de Marrakech, o La Mamounia recebeu seu nome em homenagem ao príncipe Mamoun (Moulay Mamoun) - filho do rei do Marrocos, Sidi Mohammed Ben Abdellah. Foi no Século 18 que o rei ofertou a seu filho, como presente de casamento, os jardins onde hoje está o palácio, assim como lhe deu seu nome – Mamounia. Aquilo que já era um oásis de luxo, ainda hoje surpreenderia o rei com o nível de luxo e modernidade empregados neste palácio- que parece um museu, mas é um hotel.

                        ORIGINALMENTE aberto em 1923, o lendário hotel simbolizou desde então a tradicional hospitalidade marroquina com classe e nobreza, luxo e conforto. Várias adaptações e acréscimos foram realizados no palácio original, sendo a última em 1986. Depois de mais de três anos de restauração, reabriu em 29 de setembro de 2009. O hotel tem em seu Livro de Assinaturas testemunhos de hospedagem de Charlie Chaplin, Kirk Douglas, Nicole Kidman, Richard Gere, Tom Cruise, Kate Winslet, Omar Sharif, Theodor Roosevelt, Ronald e Nancy Reagan, Nelson Mandela, Jacques Chirac, os Rolling Stones e Alfred Hitchcock (que filmou parte de “O homem que sabia demais” no lobby do hotel em 1950) entre outras personalidades.

                        WINSTON Churchill considerava Marrakech e o La Mamounia os lugares mais inesquecíveis na terra.  A varanda da qual ele admirava a cidade e a registrava sobre telas - cuja luminosidade incentivava sua criatividade - dava para os jardins luxuriantes, para a Mesquita Koutobia e as Montanhas Atlas, cujos cumes parecem eternamente nevados. Entre seus quadros pintados ali, está o ‘Sunset over the Atlas Mountains’, óleo sobre tela de 1935. Lar temporário de Churchill por cinco vezes, em 1943 trouxe consigo o presidente Roosevelt, após  participarem de uma conferência em Casablanca.

 

“Sunset over the Atlas Mountains”, 1935 – Óleo sobre tela, by Winston Churchill

                         POR décadas, Sir Winston Churchill esteve hospedado várias vezes no hotel e, durante as visitas, pintou alguns óleos sobre tela das vistas que tinha das Montanhas Atlas, ocupando cada vez uma varanda diferente para ter variados ângulos. Ele persuadiu Franklin D. Roosevelt a juntar-se a ele no La Mamounia, em 1943, com um convincente argumento: “the most lovely spot in the whole world”. Churchill presenteou uma de suas telas, de 1948, denominada Marrakesh, ao Presidente Truman, arrematada num leilão em 2007, por US$ 500 mil.

                        QUANDO o Marrocos ainda era um protetorado francês, em 1923, o La Mamounia foi desenhado com a fusão das sóbrias, delicadas linhas do Art Déco e as intrincadas linhas arabescas, empregadas tanto na arquitetura quanto na ornamentação do palácio.  Por mais de um século o La Mamounia foi considerado uma obra-prima da fusão de estilos tão distantes, um exemplar excepcional de um punhado de maravilhosos edifícios e palácios marroquinos. Percebe-se um equilíbrio fabuloso no resultado.

  

                        UM grande Hall de mármore conduz não apenas à recepção, ao lobby e ao concierge, mas também aos jardins frondosos e deliciosamente sombreados, onde fontes pingam água em multicoloridos mosaicos de pastilhas e ecoam seus sons.  Verdadeiras esculturas são esses mosaicos em estilo zellige (*) marroquino, que decoram muros, paredes, colunas e fontes. Seguindo- por caminhos deliciosos chega-se a um principesco pavilhão da piscina, uma típica obra do Século 17 empregada em palácios.

(*) zellige http://en.wikipedia.org/wiki/Zellige

 __________________________________

O Hotel - O fabuloso SPA

                         Eu creio que nenhum SPA europeu possa ser comparado ao do La Mamounia e, mesmo nos Estados Unidos, deve haver apenas meia dúzia deles que rivalizem com este”, disse numa entrevista Marianne Nielsen, a dinamarquesa Diretora do SPA. “A diferença não está apenas nas instalações”, completou ela, “mas no fato de que incorporamos técnicas tradicionais, como o uso de óleos essenciais de flor de laranjeiras com cremes tipicamente marroquinos, à base de óleo de Argânia.”  (1)

 

  

                         MAIS de 80 diferentes tratamentos de pele e corpo são oferecidos no SPA do mais tradicional moroccan hammam,  até às verdadeiras seções de  body treatments com assinatura de produtos Shiseido. É claro que serviços de manicure e pedicure com a assinatura La Ric e cabeleireiro com a assinatura de Jean Michel Faretra, de Paris, são serviços que não poderiam faltar num hotel deste padrão.  O SPA The Pavillion at La Mamounia fica no interior dos 20 acres dos famosos jardins do hotel.

                         O fitness centre, que de tão especial aqui foi denominado fitness studios, tem tudo o que uma academia de grande porte oferece e ainda duas piscinas- com água filtrada e tratada com sistema à base de ozônio. Uma delas é gigantesca, com quase 700 m2. .  Ao lado, uma colunata e corredores que lembram os da Alhambra, na Espanha, levam ao Bar Churchill, um bar decorado com tamanho bom gosto, que consegue reunir fotos em preto e branco, poltronas de couro vermelho e tapetes de onça, resultando numa combinação pra lá de exótica e elegante- num raro equilíbrio dessas características.  Por sinal, uma das mais difíceis tarefas de Jacques Garcia foi encontrar artesãos e mestres marroquinos para o restauro de tudo o que era original- como entalhes de madeira, pinturas a óleo e pinturas em estuque-, que ora mostravam-se desgastadas, ora eram vistas apenas em antigas fotografias do palácio. O resultado agradou ao decorador: “O Marrocos, provavelmente, seja o único lugar do mundo onde artesãos empregam a mesma técnica de pintura de forros usada no Século 16.”

                        A direção do La Mamounia, juntamente com Olivia Giacobetti - famosa por ser uma das dez mais na criação de signature scents - desenvolveram uma fragrância especial que está contida em todos os produtos de quarto do hotel (os amenities, como se fala na hotelaria).

  

_______________________________________________

O Hotel: os restaurantes e bares estrelados 

                       O La Mamounia tem o privilégio de ser um dos raros hotéis do mundo a contar com dois chefs estrelados, Jean Pierre Vigato e Alfonso Iaccarino, que comandam suas cozinhas. O Le Francais (de Jean Pierre Vigato), especializado em comida francesa contemporânea e o L’Italien (de Alfonso Iaccarino), igualmente de comida contemporânea, mas italiana.

                       O Le Marocain fica num pavilhão do jardim que mais parece um parque do hotel. Mescla no cardápio especialidades tradicionais e modernas da cozinha marroquina, com a vantagem adicional de ter uma linda vista para a Medina e as Montanhas Atlas.  

                       O menos formal Le Pavillion de la Piscine serve comida mediterrânea e o café-da-manhã.  Quatro bares - Le Bar Marocain, Le Bar Italien, Le Bar Churchill, Le Bar de la Piscine e uma lanchonete, Le Menzeh ‘Glacier & Patissier’, localizada nos jardins, completam a ótima e variada opção gastronômica do La Mamounia, que usa legumes e verduras de sua horta particular.

 ____________________________________________

La Mamounia,  uma atração  turística

                         ASSIM que foi reinaugurado em 29 de setembro de 2009, o hotel causou novamente enorme atração, passando a ser freneticamente procurado por turistas. Como nos velhos tempos, o La Mamounia figura como uma das dez mais entre as atrações de Marrakech.  “O La Mamounia está para Marrakech como o Louvre está para Paris”, disse Garcia numa entrevista. “Todos querem ver”, concluiu o designer. 

                        SEJA para fotografar seu Lobby, seus porteiros impecavelmente vestidos à marroquina ou para tomar uma xícara de chá de menta - tentanto justificar a rápida olhada no interior hotel -, o fluxo no lobby foi tão grande que seu Diretor, Didier Piquot, precisou definir políticas mais severas e seletivas para o ingresso de não hóspedes: visitas poderiam ser feitas apenas com reservas num dos restaurantes do hotel.  De fato percebemos que para entrar no portão externo do hotel, antes do port cocher, era necessário apresentarmos nossa "credencial", uma belíssima carteirinha de couro com nossas chaves magnétias (de aproximação, última palavra em tecnologia de acesso às habitações hoteleiras) e cartões com nossos dados e planta do hotel.  O La Mamounia tem um código de vestimenta que, embora realmente não desencoraje frontalmente os visitantes ocasionais a visitarem-no, almoçarem ou mesmo tomarem uma bebida, ou que venham fazer fotos no lobby, também não os incentiva. De todo modo, não se permitem visitantes de shorts e bermudas no saguão do hotel. É como se o mantivessem pronto a receber Winston Churchill a qualquer momento.

 (1) A Argania é de um gênero botânico da família das Sapotaceae, uma espécie de árvore endêmica no Marrocos e natural dos seus solos mais calcáreos, aqueles do semi-deserto de Sous, um vale ao sudeste do país, próximo a Agadir, Marrakech e Ouarzazate assim como também na região de Tindouf, na Argélia. Sua pele amarga envolve uma polpa de odor adocicado, que por sua vez protege a dura nóz, esta rica em óleo, do qual se processa o óleo de Argania, uma especialidade marroquina.  Esse óleo também é usado na culinária, especialmente no cuscuz, mas é sobretudo empregado na cosmética mundial.  Ele tem qualidades e as mulheres bérberes continuam a produzí-lo em cooperativas que ainda podem ser visitadas nas suas regiões de origem.  Os rituais de beleza das mulheres marroquinas são facilmente acessíveis a nós ocidentais e a todos os estrangeiros através dos hamman (banhos turcos).  Pode-se também comprar e levar para casa toda a gama de produtos utilizados nos hammans, tais como as esponjas naturais, o sabão preto, as pedras-pomes e o ghassoul, outro cosmético para um tratamento marroquino exclusivo, o qual constitui-se na limpeza com argila perfumada e com água de rosas ou jasmim.  FONTE: Wikipédia

(1a) A arte do hammam pode ser experimentada em toda parte e é além de um lugar de relaxamento e tratamento, também para conhecer pessoas e socializar-se. Trata-se de verdadeira instituição no Marrocos.  Muitas vezes eles são ricamente decorados, mas mesmo os mais simples sempre têm a atmosfera relaxante que lhes é peculiar. A esfoliação da pele com sabão preto - feita com henna e ghasoul - assim como a massagem com óleos essenciais, são os tratamentos mais comuns.  

________________________________________________

                

Colaboração:

Maria Apparecida S. Coquemala*

                 É com a Mestra Coquemala que tenho a honra de compartilhar este momento tão especial do Fatos & Fotos de Viagens (seu quarto aniversário e um novo banner), da minha vida ("Os acasos da vida e um grande amor"), desta "Viagem de sonho a Marrakech" e do meu projeto de um livro sendo planejado em 2010 e que espero poder publicar em 2011.  

                 O talento de Maria Apparecida só poderia gerar coisas tão lindas quanto o belíssimo poema dedicado a nós especialmente para a série de matérias sobre Marrakech, além da emocionante crônica, escrita também especialmente para nós e inspirada em nossa "Viagem de sonho a um palácio oriental", a ser publicada no próximo capítulo.   

                  É com imenso orgulho e maior reconhecimento que percebo que os nossos contatos iniciais virtuais se consolidarão numa respeitosa admiração, carinhosa amizade e gigantesco aprendizado (meu claro!).   Espero fortemente que esta parceria resulte na realização do meu sonho - a publicação do livro "Fatos & Fotos de Viagens", cujo conteúdo, espero, terá alguns contos e crônicas acerca de algumas das muitas viagens da talentosa Dona Maria Apparecida S. Coquemala. *

__________________________________________________________________________

 * Poetisa paulista de Itararé - Professora de Língua e Literatura Portuguesa

É professora de Língua e Literatura Portuguesa, especializada em Linguística, reside com sua família em Itararé, sul do Estado de São Paulo, divisa com o Paraná, cidade turística, sede de fatos históricos, orgulhosa de seu passado, do presente também tanto por suas belezas naturais como dos variados artistas, prosadores, poetas, pintores, escultores, artesãos, músicos... Lá ela tem a satisfação em receber seus amigos de Letras para cafezinhos e bate-papos literários.

É autora de Naná e o Beija-flor, infanto-juvenil; Círculo Vicioso, O Último Desejo e Além dos Sentidos, coletâneas de crônicas e contos curtos, premiados no Brasil e exterior. São registros despretensiosos do que a natureza, os humanos e o próprio coração lhe ditam. Participa de antologias no Brasil, Uruguai, Portugal e Itália.

Contatos, segundoi ela, são bem vindos (maria-13@uol.com.br).

PRÓXIMO Capítulo:

Marrocos, perpétua sedução

 

Reader Comments (28)

Dio Santo, estou sem fôlego. Pura poesia embalada com fotos à altura! Parabéns!

Ainda bem que gostaram. As expectativas da introdução era altas. Tenho mesmo que ir a Marraqueche!

Em Abril espero estar em Washington, cheia de informações dadas por si.

Obrigada

Liiiiiindo hotel! Fabuloso em cada detalhe - alias, as fotos estao espetaculares, como sempre, e gastei um looooongo tempo analisando uma a uma para sorver todos os pormenores, dos mimos `a decoracao.

Tambem amo analisar esses detalhes que fazem um hotel ser considerado luxuoso - alias, acho que sao os DETALHES que conferem o verdadeiro luxo de alguma coisa pra mim, de situacoes a hoteis.

Eu tambem confesso que adoro o luxo - do luxo material ao luxo de ser feliz; e acredito, honestamente, que nao tenha que nao goste. Nos, que nao tivemos o prazer de nascer ricos, podemos nos dar ao luxo (olha ahi de novo! rs) de ficarmos momentaneamente deslumbrados em lugares como esse, nao? Ha lugares especiais que realmente merecem.

Parabens pelo aniversario do blog e pelo novo cabecalho - e que venham as cronicas, que venha o livro!

Parabens tambem pela LINDA Emilia-marroquina!!!! ;-)

(puta que pariu!) desculpa, escapou. não consegui me conter. quero morar nesse lugar. incrivelmente apaixonante. por isso que o casal tá só amores... é fácil se inspirar em cenários como este :-)

9:52 | Unregistered Commenterdiogo

Muito bacanas os mosaicos! E por falar em luxo, eles são legitimamente luxuosos, pois requerem um trabalhão para ser montados, ou limpos à cotonete :-)
Mas linda mesmo é a "Sherazade" na abertura do texto :-)
Parabéns, como sempre, tá espetacular!

11:00 | Unregistered CommenterMeilin

Quando eu crescer, eu quero ser que nem o Arnaldo - e tirar fotos lindas, como essas...

15:11 | Unregistered CommenterDani S.

PATRÍCIA, obrigado pela simpatia e elogios. A gente vai aqui caprichando cada vez mais pra tentar ficar um pouquinho melhor. Ainda bem que de vez em quando a gente acerta!

ISABEL, obrigado. Espere pelos demais capítulos sobre Marrakech que farei uma abordagem bem bacana e abrangente (turisticamente falando) da cidade, o que creio que proporcionará ao leitor uma boa noção do que ela é de fato. espero que você goste e que dê um "pulinho" de Portugal a Marrakech.

MARI, obrigado. Devido à minha recente visita à cidade e ao seu comentário anterior (sobre como as coisas mudam quando uma mulher viaja só ao Marrocos) eu abordarei num capítulozinho especial o assunto. Valeu pela contribuição involuntária! Quanto à crônica, está sendo escrita por D. Maria Apparecida com a competência e talento que lhe são peculiares. Espero poder publicá-la em breve.

MEILIN, obrigado! Olha, os zeligs (a arte dos mosaicos marroquinos) executada em pequeninos e multifacetados ladrilhinhos cerâmicos, é espetacular e eu fiz algumas fotos pra inserir aqui em outros capítulos. Ele é um trabalho que aprece mais de "chinês" do que de marroquino, tal a dificuldade. é como tecer os belíssimos tapeets, fio por fio, nó por nó. Ah, concordo que a Sherazade tupiniquim ficom (ainda mais) bem bonita com aquele lenço na cabeça que um marroquino no souk de tecidos fez em arranjo bérbere nela.

DIOGO, tá certo que o ambiente ajuda, mas se os protagonistas não estiverem afinados, nenhum lugar fica romântico. O romantismo está dentro de nós. Eu sou duplamente privilegiado por ser um romântico e ter uma mulher maravilhosa como a minha.

Ha ha, DANI, nem precisa crescer, não!, basta gostar (e querer).

Depois de ler este relato dá uma vontade incontrolável de estar lá, imperdível! Quem sabe um dia, sonhar não custa.

18:06 | Unregistered CommenterLeandro

Imaginando vc e Emília em Marrakech, depois de visitar o blog, -que está maravilhoso-, redescobri uma inspiração que estava adormecida e escrevi algo...

0:04 | Unregistered CommenterAna

Era uma vez um lugar, um sonho e um amor...

Há um “quê” de merecimento no ar...
Parece que a cidade merece as visitas
e as visitas fazem por merecer a cidade.
Há certo clima de merecimento
em Marrakech, nos visitantes...
Clima exótico, curioso, mágico!
Magia que extrapola os mistérios, os segredos,
Contagiando olhares, sentidos e corações.
Há um quê de merecimento no ar...
de mistério, entre o deserto e o mar,
de curioso, entre as formas e os corpos,
de mágico, entre o sonho e a realidade,
como as histórias contadas por Scherazade.
Que venham Alibabá, Sinbad e Aladim
Festejar as lendas eternizadas,
passear no tapete mágico,
e testemunhar o amor!
Porque há certo clima no Ar... (naldo)
de felicidade e de merecimento!

Arnaldo, vc com a querida Emília nos inspiram a sonhar, sonhar, sonhar. Que fotos lindas e, como sempre, explicações muito didáticas que adoro. Mal posso esperar pelo seu livro e já vou reservar lugar na fila dos autógrafos.:lol:

0:59 | Unregistered CommenterMalu

Que coisa mais linda! Tudo!!! O amor, o hotel, a viagem, as fotos, as palavras...ai..ai...Lindo D+! Luxo purooo!!!

O blog ficou lindão de cara nova! Adorei!

Bjks pro casal! ;)

13:13 | Unregistered CommenterPaula*

Dá gosto de ver fotos tão boas assim! Parabéns!

4:52 | Unregistered CommenterLoo

Sensacional! Parabéns, meu irmão. O texto está bem escrito, como sempre. As fotos estão primorosas, como sempre. E a escolha de lugar foi feliz, como nunca! De todos os lugares dos quais já vimos fotos suas aqui no blog, este foi o que mais nos (Ludmilla não escreve, mas praticamente dita o que eu escrevo. Ou seja, que vos escreve é o secretário.) impressionou. Espetacular na real acepção da palavra. Cada foto retratou um espetáculo diferente para quem as via.

Abraços saudosos

10:14 | Unregistered CommenterAlcides

Arnaldo do ceu!!! Que lugar maravilhoso é esse????? Nossa! Altissimo nivel!!! rsrsr
Uma pergunta curiosa: além de vcs, o hotel estava com mtos outros hospedes?? Fico sempre curiosa p/ saber disso
bjus

SIM, Guta, o hotel estava repleto, ainda que eu não tivesse perguntado a que taxa de ocupação. Era feriado na Europa também e é bem comum europeus (franceses, ingleses, alemães, espanhóis e portugueses, em primeiro lugar) virem ao Marrocos em fevereiro, fugindo do inverno europeu. A frequência era de pessoas de bom nível social, educadas e elegantes, havia muitas crianças (até de colo) e à noite era um desfile impressionante de mulheres elegantes e ultra bem vestidas, verdadeiras modelos, que acompanhadas iam aos diversos restaurantes e bares.

15:36 | Unregistered CommenterGuta

Depois deste ótimo post procurei alguma informação adicional sobre a nova fase do hotel no Trip Advisor, a maioria elogiou muito as novas instalações mas reclamou do serviço, vejo como algo normal para um hotel que acabou de reabrir e ainda deve passar por ajustes, demora treinar uma equipe para as exigências de um hotel de tão alto nível.

LEANDRO, o serviço foi simplesmente IMPECÁVEL,sem uma única restrição de minha aprte, extremamente profissional, atencioso e, sobretudo, simpático.

20:33 | Unregistered CommenterLeandro

Bem, depois deste luxuoso artigo de fundo só me resta aplicar mais uma citação, esta do Oscar Wilde: "Os meus gostos são muito simples: prefiro o melhor de tudo".

Saudações do Roadrunner e parabéns pelos excelentes texto e fotografias!

Eu, realmente, não sei o que dizer... Estou deslumbrada pelo fanástico texto e pelas fotografias tão criativas! Parabéns! Esse é o sonho das mil e uma noite!

14:15 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo, se eu achava que era bom, depois deste post ...

Espetacular!

Carta de ovos? A piscina!!! E as oliveiras? Ele fazem azeite?

E os restaurantes? Vai falar sobre eles, claro?

Parabéns pela viagem, pelo livro, pelo aniversário e o principal, pela cumplicidade.

Abs.

Debora e Eduardo.

EDU e DÉBORA, nossos amigos, falar de comida é com o DCPV! (eu não me atrevo a falar co que não entendo (mas adoro comer o que não entendo!). Vou, no máximo, colocar umas fotinhas e comentar.

Tenho que reconhecer que o hotel é mesmo espetacular, até mesmo por fotos, não? Confesso que não percebi se os azeites eram marroquinos. Os restaurantes podem ser maravilhosos ruimzinhos, isto é, dos com conteúdo e recomendáveis aos mais simples (cuja comida é igualmente simples, especialmente os das áreas turísticas e voltados pra turistas).

Os do hotel são excepcionais e caríssimos, mas valem quanto pesam. Aliás, cada centavo de gordura adquirida. Obrigado pelos parabéns (trouxemos uma "lembrancinha" gastronômico-decorativa pra vocês!, especialmente para nossos amigos culinários).

Abraços aos dois,

Arnaldo

Que lugar bonito para ser feliz! Parabens ao casal, e que continuem felizes por muito tempo!

20:49 | Unregistered CommenterErnesto

Belas fotos.
Marrocos convida ao deleite.

Arnaldo e sua doce Emília, tanta cumplicidade e amor provoca além da admiração, uma forte emoção.

Vocês são um casal inspirador de tudo que é belo, autêntico e verdadeiro!

ROSA, como agradecer a tamanha delicadeza? Você tão sabe o quanto isso nos honra e envaidece, emociona e toca. Me sinto muito honrado e agradeço seu cometário carregado de genuíno apoio e admiração, especialmente porque (infelizmente) ainda que MAIORIA, não foi a totalidade das pessoas que nos apoiaram e incentivaram. MUITÍSSIMO grato.

(Arnaldo)

10:38 | Unregistered CommenterRosa

Estou encantada! BELÍSSIMO!

12:41 | Unregistered CommenterEliene

Arnaldo, fiquei encantada com esse hotel! Estou indo agora em Abril para Marrakesh, e gostaria de saber como as mulheres turistas se vestem. Precisamos estar cobertas nos braços? Podemos usar calça jeans? O que se deve e não se deve usar? Obrigada, Luly

20:07 | Unregistered CommenterLuly

LULY, use calças jeans e camisetas ou blusas, além de saias nos joelhos ou longas. Pode usar bermudas também. Não é preciso cobrir os braços, apenas os ombros e o decote.

6:44 | Unregistered CommenterArnaldo

Arnaldo, oi, boa-noite. Assim como você, viajei muito, tive o privilégio de conhecer lugares que nem a imaginação se atrevia a criar. Pois Marrakech superou tudo. Suspirei fundo vendo seu blog... Friccionei a lâmpada de Aladim, voei num tapete mágico, me hospedei no La Mamounia, vi o vermelho do deserto contrastando com picos nevados, vi oásis, tamareiras, camelos, encantadores de serpentes, guerreiros, pastores e carneiros, mesquitas, palácios, outras formas, outras cores... Senti outros sabores... Ouvi uma língua melodiosa, era Sherazade contando mil e uma histórias... Fantástico...
E que linguagem a sua, Arnaldo! Vai, sim, escrever um livro lindo, viajaremos nas páginas dele, partilhando das emoções que você viveu e nos transmite tão bem pela linguagem do coração, própria daqueles que amam o Belo e o querem repartir. Obrigada, amigo.

As imagens, o texto, la mamounia, marrakech, esse conjunto acelerou os batimentos do meu coração. Estou impressionada com tanta beleza, delicadeza, dedicação em cada canto do hotel. Obrigada pela brilhante matéria!

Arnaldo, bom dia!

Adorei sua matéria sobre o Marrocos e as fotos do La Mamounia. Me hospedei lá também, e as fotos da medina bem poderiam ser minhas, pois você fotografou exatamente as coisas que também chamaram a minha atenção. Foi ótimo relembrar!

Parabéns e abraços,

Miriam Shornik
Raidho Tour Operator
Luxury & Travel Experiences Manager

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.