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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Terça-feira
Mar022010

MARROCOS: Perpétua sedução 

Marrakech, interior da Medina, próximo ao Bab Agnaou

                        O Marrocos é um reino ensolarado, de frente para o mar e de costas para o deserto. Portão de entrada para o Saara ao Norte da África, tem sol o ano inteiro, kasbahs, medinas, homens de turbantes azuis, odaliscas, tamareiras, encantadores de serpentes, guerreiros, cavalos árabes, Aladins e tapetes mágicos.  Tudo emoldurado pelas portentosas montanhas Atlas e seus eternos picos nevados bordados por palmeiras e tamareiras em sua base.   E como se isso fosse pouco para tornar o país um excepcional destino turístico, tem ainda camelos, pastores e carneiros em magníficos oásis, palácios e mercados árabes entre os muros das medinas, tapetes excepcionais e artesanato de primeira, tendas bérberes e mesquitas, histórias orientais e personagens exóticos, povo ancestral e lendas árabes. Tudo de frente para os mares Atlântico e Mediterrâneo.

 

O muro e o minarete da Mesquita Koutobia reforçam os tons orientais e misteriosos de Marrakech 

                          UM pequeno país com quatro cadeias de montanhas, rios límpidos serpenteando gargantas de pedra, dois oceanos, o mais emblemático deserto do planeta, riquezas arquitetônicas, cozinha deliciosa, povo acolhedor e cultura islâmica é de se dizer que já nasce com tudo para ser uma das nações mais atraentes do mundo turístico.  Não resta dúvida, o Marrocos é um dos mais representativos países muçulmanos, talvez o melhor portão de entrada para conhecimento do mundo islâmico. 

Nos quilômetros de muralha da Medina, todos os tons de rosa e ocre 

 

As Tumbas Saadianas vistas do terraço do Restaurante Ninho das Cegonhas 

                       DESDE o século 18 é assim que o ocidente imagina o Marrocos: exótico e encantador, atraente e sedutor. E no Século 21 - exceto por Aladim - tudo mais permanece como antes. Assim como seus tapetes (*), o Marrocos permanece mágico e tem em sua cidade mais emblemática -  Marrakech - o charme indisfarçável e a autenticidade necessária para torná-la uma das cidades mais desejadas no mundo.  O Marrocos é bérbere e árabe, muçulmano e africano, mediterrâneo e atlântico, secular e misterioso, rústico e luxuoso, vibrante e simpático e tem em Marrakech a síntese do país e do Magreb (***).  Visitar esta cidade é viver um sonho oriental, colorido em vermelho e rosa, os tons predominantes que ficarão entranhados na memória. Viver Marrakech é experimentar um permanente estado que se alterna entre realidade e fantasia, aquele momento breve e fugaz entre a vigília e o sono no qual não estamos bem certos a qual pertencemos, um dejá vu (**) de pura realidade e inquestionável sonho.        

        O que restou do Palácio El Badi

                      SE voltarmos ao século 11, saberemos que Marrakech já existia. Mas quando a visitamos hoje, dez séculos depois, percebemos que quase toda sua rica história está acumulada e preservada em alguns poucos quilômetros quadrados. Uma história contida entre os 12 quilômetros de muralhas que ainda hoje cercam e outrora protegiam a Medina e sua construção mais alta e mais antiga, a Mesquita Koutoubia, cujo minarete de 230 metros tem desenho e forma que influenciaram o das mesquitas de todo o país. 

   

Museu de Marrakech    

                     MARROCOS em árabe é Maraksh (المملكة المغربية), que significa “adornada”.   Já o nome Marrakech vem de Mur (n) Akush”, palavra que em árabe significa "Terra de Deus".  Terra de Deus e adornada, é assim Marrakech, a "Cidade Vermelha do Sul". Como o nome do país, é adornada numa equilibrada mistura de luxo com rusticidade, de rebuscamento com simplicidade, de rendilhados estuques e delicados mosaicos, com paredes de emboço rústico e de vermelho desbotado pelo Sol. 

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Marrakech,  de oásis bérbere a cidade cosmopolita

                        Ela é sensual e sedutora.  Envolve, tem feitiço.  Ainda que impossível seja defini-la com tão poucos adjetivos (*), os efeitos de sua sedução serão inegáveis e definitivos: primeiro ela atrai, em seguida seduz e, por fim, cativa.  Estará sempre recorrente na memória, pronta a nos trazer de volta até ela, porque, depois da primeira vez, estaremos eternamente sob seus domínios.  É um daqueles lugares mítico-místicos nos quais parece haver uma atmosfera encantada pairando sobre ela e sobre nós.  Primeiro estranha-se, depois entranha-se(1)  Para viver um sonho oriental com a magia dos cantos de muezins, mesquitas e palácios de sultões, o ideal é pensar numa viagem a Marrakech, uma cidade a considerar num país moderno que ainda guarda o charme de suas mais antigas tradições .

        

Caminha-se plácidamente ao redor dos 12 Km da muralha da Medina

                       Marrakech não costuma desapontar seus visitantes.  É a cidade marroquina onde as culturas africana, árabe e européia mais se entrelaçam. Apresenta um conjunto de atrações contido num pequeno espaço, onde estão os labirintos encantados e encantadores, os bazares nos souqs da medina, os palácios e monumentos históricos incríveis e um povo amigável,  tudo com uma bela vista dos cumes nevado das deslumbrantes Montanhas Atlas. São essas as marcas mais relevantes e impressionantes desta cidade às portas do Saara, a vibrante Marrakech, uma tentadora mistura de África do Norte com Oriente Médio, cuja pitada européia finaliza o tempero que desperta todos os sentidos do viajante.

   

Apenas alguns metros separam as Marrkech dos Séculos 21 e 15: os portões da muralha 

                       Desde que a conheci, 16 anos se passaram.  De quando retornei, 8 já se foram.  Agora, sob os efeitos perpétuos de sua sedução, volto a ela na esperança de encontrá-la ainda mais sedutora. E, no desejo de reencontrá-la, percebo ainda mais  novos motivos para retornar. Daquela época para cá a cidade evoluiu, reposicionou-se, adaptou-se e cresceu. Requalificando-se ao longo dos anos, ampliou seus já extraordinários apelos. Agora parece estar completa, agrada a gregos e troianos, desperta os mais diferentes interesses, adapta-se aos mais diversos propósitos, atende às mais variadas rendas per captas e ainda é uma deliciosa cidade.  Em resumo, Marrakech tem estilo e muita personalidade.  Para o viajante com gosto e bons olhos para a arte da arquitetura, decoração e ornamentação, não seria exagero reservar dois dias inteiros para conhecer alguns dos melhores e mais estilosos Riads da Medina e conhecer a sofisticação acessível e o exotismo autêntico desses meios de hospedagem. 

  

  As pedras azuis do Bab Agnaou, o mais importante portão da muralha da Medina                      

                       Marrakech - epicentro do turismo marroquino -,  mesmo que seja um bom exemplo do que o turismo de massa pode trazer de bom e de mal para uma cidade - aqueles cujos efeitos do bom e de duvidosos gostos se percebem e se misturam -, ainda tem um bom conjunto de fortes motivos para se ir e voltar indefinidamente.  Embora nem sempre investimentos sejam acompanhados de bom gosto, a cidade ainda consegue se impor fortemente, mais pelo lado bom do que pelo ruim.   Marrakech sentiu, sim, os efeitos não positivos de tanto prestígio turístico internacional e da sanha investidora estrangeira, mas também tirou deles o que possuem de melhor.  Não resta dúvida de que permanece uma cidade com grande visibilidade internacional, excepcional destino turístico e também um novo pólo de animação, de vida noturna bem ao estilo “Ibiza” de ser, mas também de relaxamento à moda dos SPAs orientais, porém com um jeito “hamman” de ser.

 

                         Ainda que tenha ocorrido alguma perda de identidade aqui e ali, a cidade se mantém honesta e com bons segredos bem guardados. Muitos deles vão se revelando aos visitantes que circulam pelas estreitas vias ou pelas largas avenidas da Medina e da cidade nova, sejam eles os de primeira, de segunda ou de terceira hora, como eu.  Marrakech é um desses destinos que encerram uma  “viagem-além-da viagem”.  Se o Marrocos não decepciona um bom viajante, tampouco os marroquinos deixam de surpreendê-lo com seus sorrisos abundantes, simpatia freqüente e hospitalidade genuína, especialmente com brasileiros. Eles riem, olham nos olhos, são atenciosos e calorosos conosco. E adoram futebol, até demais. Quem  pretende esquivar-se de abordagens futebolísticas, melhor dizer que é neo-zelandês se lhe perguntarem qual é o seu país.

Os tapetes ainda são mágicos... 

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(*) Os tapetes não são voadores, ainda que mágicos. Visitar uma loja especializada no souq de Marrakech, turística que seja, é conhecer uma infinidade de belíssimos tapetes de lã que podem custar de cem a milhares de dólares. Há tapetes belísimos e riquíssimos de excepcional qualidade e padrão que custam de 300 a milhares de dólares. Em geral os bérberes são os mais belos e têm a característica de serem tecidos, bordados, mas mágicas mesmo só aquelas palavras básicas que abrem todas as portas da simpatia, tal qual as que abriam as portas da Caverna de Ali Babá: Min fadlak (por favor) e Shukran (obrigado). Os bérberes chamam-se de Imazighen, ou seja, "homens livres", do singular Amazigh. São são um conjunto de povos do Norte de África que falam línguas bérberes, da família de línguas afro-asiáticas. Estimam-se que entre 38 e 45 milhões de pessoas falem estas línguas, principalmente no Marrocos e na Argélia. Também fazemparte deste grupo os tuaregues, predominantemente os nômades do Saara. FONTE: Wikipédia

(**) Déjà vu é uma reação psicológica, para, por vezes, tornar um local mais acolhedor, fazendo com que sejam transmitidas idéias de que já esteve naquele lugar antes, que já se viu aquelas pessoas ou outro elemento externo. O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, já visto.

(1) D’aprés Fernando Pessoa: em Portugal é algo comum a expressão "Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.". Mais curiosa é sua origem: em 1928 a COCA-COLA pediu a Fernando Pessoa que criasse um slogan publicitário para o produto. O genial poeta criou o célebre "Primeiro estranha-se. Depois entranha-se" e  as vendas dispararam.  E também depois de uma das melhores revista de viagens do mundo - Rotas & Destinos - em cuja matéria de abril de 2005, “Era uma vez em Marraquexe”, obtive minhas primeiras inspirações para escrever sobre esta cidade.

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 Marrakech pode ser vermelha como a túnica dos Garrab - os emblemáticos

aguadeiros da Djema el Fnaa -, ocre como o cobre de seus cálices de água,

rosa como seus ibiscus e azul índigo como o Jardim Majorelle

 

                         Como toda grande cidade marroquina, Marrakech é dividida em duas partes: a medina (cidade antiga) e a ville nouvelle (cidade nova, em francês). Sua medina é rica e colorida, incrível vitrine do modo de vida muçulmano de séculos atrás, com milhares de lojas, ruas sinuosas, becos vazios e riads encantadores de tirar o fôlego e capaz de marcar pra sempre a lembrança do visitante. Assim como Fez, Meknes e Rabat, Marrakech é uma das quatro cidades imperiais do Marrocos e uma das cidades majzen (2), um importante elo da corrente que formou a organização do Estado marroquino.  É uma velha Capital do País, cujo passado se testemunha para além da história, nas fachadas e interiores das construções almohades (3) - as mais notáveis e imponentes do país - que excedem em beleza às de seus predecessores almorávides e de seus sucessores benimerinos, uatássies, saadianos e alauitas.

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NOTAS:

 (***) Magreb (em árabe, المغرب, Al-Maghrib) é uma região africana que abrange, em sentido estrito, o Marrocos, o Sahara Ocidental, a Argélia e a Tunísia (Pequeno Magreb ou Magreb Central).  O Grande Magreb inclui também a Mauritânia e a Líbia.  Na época do Império Romano a região era conhecida como África Menor. É  limitada pelo Mar Mediterrâneo a norte, pelo Oceano Atlântico a oeste, pelo Golfo de Gabés a leste e pelo Saara ao sul.  A grande cordilheira do Atlas - com as suas ramificações separadas por planaltos com cerca de 1000 metros de altitude -  estende-se na sua parte ocidental.  É uma zona de clima mediterrânico, com precipitações escassas, salvo nas zonas montanhosas viradas para o litoral.

 A Praça Djemaa el Fna

(2) Majzen é uma palavra árabe que significa armazém e que, antigamente, designava o Estado marroquino e sua oligarquia, nome que provavelmente é uma metonímia relacionada com os impostos que o Estado cobrava. Da palavra procede o termo mujazni, que desinava um agente de polícia do sultão, que hoje se chama mujazniyya.

(3) Kasbah, (cidadela) é o nome dado à cidadela cercada por muralhas existente em diversas cidades árabes do Norte da África. Entre alguns dos exemplos mais célebres estão a Casbá de Argel, na capital da Argélia, considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO, e a Casbá de Oudaya, em Rabat, capital do Marrocos, edifício construído nos séculos XVI e XVII que ainda hoje serve como quartel militar.

(4) A Dinastia Almôada foi uma potência religiosa bérbere que se tornou a quinta dinastia moura, tendo se destacado do Século XII até meados do XIII.  O nome latino deriva da corruptela do árabe al-Muwahhidun, i.e. "os monoteístas" ou "os unitaristas", que alude ao fundamentalismo do movimento. Os almôadas surgiram no Marrocos descontentes com o insucesso dos almorávidas em revigorar os estados muçulmanos na Península Ibérica, bem como em conter a reconquista cristã. Tendo conquistado o Norte de África até ao Egito, ocuparam sucessivamente grande parte de Al-Andalus.

 

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Para compreender a essência de Marrakech

                          Basta colocar o pé para fora do hotel e aceitar a cidade como ela é: saborosa e com ritmo. Apesar de ser uma velha senhora imperial, é também a moderna “Capital do Sul” de um Marrocos contemporâneo, mas continua exercendo influências desde as Montanhas Atlas até o território saariano.  Marrakech compete com Fez, mas só turisticamente, numa rivalidade saudável que aproxima as duas cidades e revela os seus mais profundos e antigos antagonismos.  Fez é culta, tipicamente árabe - imbuída do orgulho de sua própria história- , porém fechada em seus próprios muros, mais recluída e secreta que Marrakech que, ao contrário, abre-se francamente além dos muros e na forma de vida. É metropolitana, bérbere.  Mas, para perceber e compreender a verdadeira essência da cidade, é indispensável empreender uma longa exploração de seu souq, um micromundo apaixonante dentro da cidade.

 

Madrassa Ben Yussef

                        Não sem justiça Marrakech tornou-se uma das Top Ten do guia Lonely Planet no mundo. Também, não por acaso, ela atrai milhões de turistas e ostenta alguns dos melhores exemplos de arquitetura e ornamentação do mundo árabe. Quer nos seus monumentos - caracterizados pela bela combinação de rusticidade e luxo - quer na sua atmosfera pra lá de encantada, Marrakech é um delicioso sonho oriental do qual se acorda, mas jamais se esquece. É uma daquelas cidades que inundam os sentidos de cores, sons e cheiros. É ornada onde deve ser - como nos portões da cidade e nos minaretes -, discreta onde precisa - como nas muralhas que cercam a Medina - e imponente onde pode - como nas montanhas do Alto Atlas, que, vistas a apenas 30 Km com seus picos cobertos de neve, a emolduram  e atraem até mesmo o olhar mais indiferente.   

 Tour de Ramparts (Passeio das Muralhas em Caléche)

                         Destino tão indispensável quanto sonhado por quem gosta de viajar, Marrakech parece ter sido inventada para quem procura aventura, cultura, museus, monumentos, história, compras, comida, luxo, simplicidade, lazer, descanso, hamman, SPA, massagens, vida noturna, restaurantes internacionais e comida fabulosa. Empoeirada, rosa e orgulhosa, mantém o sonho oriental sem deixar de oferecer hospedagem boutique e modernidade com influência internacional, diversidade nas compras, artesanato primoroso e uma ótima vida noturna. Para ocidentais ávidos por exotismo com luxo e conforto, oferece ademais rica história e diversidade cultural, um dos destinos mais bacanas do planeta a apenas duas horas de vôo da Europa.

 

                       Sua praça Djemaa el Fna é a peça central da medina, maravilhosamente atraente e exótica. Dos contadores de histórias aos acrobatas, dos encantadores de serpentes aos macacos amestrados, dos vendedores de magia negra aos aguadeiros, nada que aconteça na praça deixa de nos invadir. A Medina oferece a maioria das atrações turísticas de Marrakech, onde estão os palácios, museus, souqs e mesquitas. O interior dos muros é um labirinto de vielas, onde se constata a verdadeira vida cotidiana que pouco difere da que se levava há centenas de anos e no mesmo lugar. 

Marroquino usando djellaba 

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Marrakech  é  Segura?

                       É segura sim.  O Marrocos todo é um dos países mais seguros que conheci, praticamente mais seguro que qualquer país europeu. Também não há porque preocupar-se com sua esposa,  namorada ou companheira, pois as estórias de que irão raptar sua mulher branquela são uma lenda, ao menos no Marrocos moderno e nas grandes cidades. E se lhe oferecerem algumas dezenas de camelos em troca dela,  leve na esportiva: os marroquinos adoram brincar com isso, mas,  na verdade, não passa de uma maneira simpática de elogiar e descontrair. Boa parte dos visitantes chega a Marrakech (e ao Marrocos)  através de excursões, o que não deixa de ser altamente recomendável para quem não tem experiência em países, digamos, exóticos.  A comunicação é relativamente difícil, as estradas ainda mais.

 Os trabalhos em zelig (mosaicos cerâmicos) da Madrassa Ben Yussef

                       O Marrocos tem sim alguma má reputação - imerecida na maioria das vezes -, mas entre os turistas, cuidados devem ser relativos, aqueles que os teria em qualquer lugar do mundo. O que se deve temer são os falsos guias oferecendo passeios pela cidade por um preço muito baixo, mas para mim é como aqueles que oferecem câmbio de moedas a preços muito maiores do que a média: uma " tourist trap" como outras tantas.  Como em todas as grandes cidades do mundo, viajantes devem tomar cuidado com os batedores de carteira, pedintes e "artistas"  meio agressivos. Mas, para os brasileiros, especialmente os das grandes capitais, os padrões de criminalidade são apenas aqueles mais óbvios que sabemos tirar de letra.

Cavalos árabes puxam as Caléches, charretes típicas e bem interessantes de Marrakech

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Mulheres: acompanhadas ou sós, um capítulo à parte

                        Vários relatos de assédios a mulheres que recebem várias propostas de homens, especialmente na Praça Djemaa el Fna e nos souqs - algumas que beiram o insulto -  devem ser levadas em conta, principalmente por mulheres que viajam sós.  Alguns dos lugares que requerem atenção das mulheres sozinhas em Marrakech são a Praça Djemaa el Fna e os souqs, onde os homens são naquele estilo "Don Juan árabe" de ser. Ignore-os e continue sua caminhada, simplesmente.  Vestir-se respeitosamente ajuda muito a evitar esse tipo de comportamento masculino, bem como evitar andar só em lugares ermos.  Antes de tudo é preciso abusar do bom senso, ou seja, usar saias longas e blusas que cubram os ombros.  Basta olhar para como se vestem as mulheres marroquinas mais ocidentalizadas e depois para si mesma e avaliar o quanto você julga que deva tirar ou colocar de roupa. A regra básica é: cobrir seu corpo.

                        Culturalmente, os homens não estão acostumados a que suas mulheres viagem sós.  Ignore os assovios e chamados, use óculos de sol para evitar o contato visual direto, respeite a cultura do país, vista-se conservadoramente, deixe em casa as saias curtas, shorts, tops ou camisetas apertadas. Não saia sozinha à noite, diga que é casada  -  mesmo não sendo  -  e se for, leve uma foto do marido. Se achar que está sendo assediada ou seguida, entre numa loja ou hotel e peça ajuda. Se estiver perdida, peça  indicações a uma mulher ou família. Mantenha a porta de seu quarto sempre trancada e escolha hotéis familiares. Finalmente, compre um guia Lonely Planet e hospede-se num hotel recomendado por ele, já que o guia é especializado em viagens independentes e levam em conta mulheres viajando sós.  Na caixa de comentários leia o que escreveu a jornalista dublê de viajante Mari Campos e suas impressões acerca do assunto. Ela acaba de voltar de Marrakech numa viagem solo.

 

                        Saiba que, de fato, não importa o quão cuidadosa e respeitosa você seja, os homens sempre farão comentários íntimos e sedutores para as mulheres estrangeiras.  E fazem isso para todas, ainda que acompanhadas, o que recomenda simplesmente ignorar.  Não creio que possa deixar de ser divertido de certa forma ganhar galanteios.  Não se deve afirmar linearmente que Marrakech seja inadequada para as mulheres.  Acompanhadas, elas receberão beijinhos lançados de longe ou galanteios mil, tais como serem chamadas de “gazelle” ou serem olhadas quando vêm e quando vão.  A sós, a coisa muda bastante de figura, com abordagens e comentários bem menos românticos. Tradicionalmente as mulheres também não bebem em público e não se sentam sós em bares, nem mesmo nas calçadas.

                      Se estiver acompanhada de outra mulher, observe o ambiente de um bar e verifique se há outras mulheres ocidentais no recinto, mesmo acompanhadas de um homem. Isso de certa forma abrirá as portas para outras mulheres se sentarem.  Basta ter atitudes firmes e demonstrar que não estão disponíveis. Esteja certa de que raras são as atitudes mais impetuosas.  Há de se comprender que no Marrocos muitas das mulheres que sentam-se em bares e clubes são prostitutas. Ainda que de certa forma isso seja um estereótipo que tende a desaparecer, é recorrente. Em  cidades grandes isso acontece com mais frequência, o que torna natural para os homens locais presumirem em princípio que uma mulher não acompanhada esteja disponível, seja " oferecida" ou mesmo “trabalhando”.  Não recomendaria nada mais quer cautela. Para ler mais sobre o assunto, algo não superficial: Women's Guide to Marrakech

                        A Praça Djemaa el Fna é reconhecida internacionalmente por seu exotismo e também por seus atentos batedores de carteira em eterno plantão. Cuidado com os bolsos da calça, bermuda, casaco e também com as mochilas,  pois só dessa forma não correrá o risco de ser roubado no Marrocos. Então, não deixe a carteira no bolso de trás da calça, especialmente se estiver desabotoado, também as bolsas - com fechos ou não - e mochilas, que podem ser discretamente abertas. Neste caso uso um cadeadinho no ziper. Se sentir que lhe passaram a mão na bunda, fique certo de que não se trata de um tarado, mas de um carteirista (ou punguista). Mantenha sempre um olho nos espetáculos da praça e outro ao seu redor, principalmente naquele cara que se encontra ao seu lado ou atrás de você.

                       Tirar fotografias em Marrakech -  especialmente na Praça Djemaa el Fna -  pode atrair a atenção dos vendedores de água, dos encantadores de serpentes, dos performáticos e dos vendedores ambulantes que tentam obter pagamento por um click que você nem fez ainda.  Fique com um olho na câmera e outro ao seu redor. Se pretender fotografar alguém, peça autorização antacipada, espere a confirmação. Se for o caso, combine o preço antes para uma determinada quantidade de fotos. Também é importante levar dinheiro trocado pois eles nunca têm troco.  Mesmo se escondendo, esteja certo de que eles acabam percebendo e irão atrás de você cobrar por tê-los fotografado. Se combinar o preço para uma foto, caso faça duas, o preço dobrará. se não o fizer. depois de tirar a foto o preço será infinitamente superior ao estabelecido antes.  Fotos com pessoas que vivem de fotos podem custar de 10 a 100 dirhans (pouco mais de 1 a pouco mais de 12 dólares).

                       Há mulheres na Djemma El Fna oferecendo tatuagens de henna - bastante populares ali - tanto para os moradores locais quanto para os  turistas.  No entanto, para cada artista genuíno há dois de embuste, sempre com abordagens charmosas e simpáticas, aparentemente confiáveis. Quando você avaliar o resultado daquilo que escolheu num desenho prévio, verá que o resultado é muito aquém, bastante pobre. Se decidir por fazer alguma tatuagem, espere para ver o resultado em alguém que esteja fazendo também e combine claramente o preço antes, além de cuidar para que seja feito na praça e com bastante público em volta. Sobre qualquer atitude agressiva - se houver-, diga que irá à polícia e comece a falar alto. Por falar em “falar”, ainda que apenas o bem básico, é simpático, polido e interessante falar algumas poucas palavras em árabe:

   

Bom dia

Sabah al kheyr

Boa tarde

Masa al kheyr

Até logo

B'slama

Por favor

Aafak

Obrigado

Shukran

Sim

Naam

Não

La

Quanto?

B'shhal?

OK

Wakha

 

                       Há muitos policiais à paisana circulando ao redor das principais atrações turísticas em Marrakech, especialmente segura, possui até mesmo uma unidade de polícia especial para a proteção de turistas - a Brigade Touristique (2, Sidi Mimoun (Medina) – Telefone: 024 38 46 01).  “Guia Faux” significa “falso guia” em francês. Quase todos são pessoas pobres que tentam ganhar a vida tirando vantagens de turistas ingênuos e são facilmente encontrados perto dos mais conhecidos pontos turísticos da cidade. As fotos são práticas quase sempre  acompanhadas de espertezas adicionais. Quando for abordado por garotos ou rapazes oferecendo serviços de guia turístico, responda "la, shukram", “não, obrigado”, sem sequer olhar nos olhos ou parar pra dar atenção. Não aceite suas ofertas, ignore-as educadamente e siga o seu caminho. O próprio governo incentiva a diplomação de guias turísticos oficiais para evitar as falcatruas dos guias falsos.

  

                       Então, aqui - como em todo lugar do mundo-, a regra geral é ‘se você não procurar problema, você não o encontrará’, o que significa: não andar à noite em lugares ermos, proteger sua carteira e bens de valor, não ostentar, estar sempre atento à sua bolsa e mochila, não aceitar propostas mirabolantes e serviços baratíssimos, ser discreto, ter atenção redobrada em lugares muito cheios de gente, comportar-se de acordo com as leis e os conceitos morais do país, vestir-se apropriadamente, evitar fotografar pessoas e jamais de militares, ter atenção com o valor das notas do dinheiro e com o troco, ser educado. Para conseguir um bom guia oficial vá ao Office National de Tourisme Marocain. 

                        A utilização de guias locais é essencial para que se tire o máximo proveito do tempo nos souqs, de forma que o tenhamos racionalizado.  O tempo fica substancialmente melhor aproveitado e, mesmo assim, você poderá achar que nunca viu o suficiente na Medina, não a explorou inteiramente.

                       Ofertas e propostas você ouvirá muitas, seja de recepcionistas de hotéis, de taxistas e de guias- oficiais ou não-, propondo sempre um lugar especial para comer, uma loja de tapetes boa para visitar e comprar, um herbalista de primeira, etc. Se não quiser, não aceite, pois essas ofertas em geral não são boas, pelo simples fato de que o dono de estabelecimento remunera a pessoa que lhe trouxe para o lugar. Se precisar, faça você mesmo reservas em restaurantes, diretamente ou através de seu hotel.  Se não conseguir encontrar o lugar que está procurando, ligue ou peça para alguém fazer isso, eles terão todo o prazer em lhe dar as indicações de como chegar, sendo até possível que mandem alguém para buscá-lo. Se resolver sair para a noite, certifique-se antes que conseguirá transporte para o retorno ao seu hotel.

                         Por falar em guias - os impressos -, há uma ótima variedade disponível para compra no Brasil e no exterior, especialmente em livrarias de grande porte, como a Cultura em São Paulo e a Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro (notadamente a mega loja do Barra Shopping).  O Guia Visual da Folha é sempre uma ótima opção. O Rough Guides fez um guia para o Marrocos bastante abrangente e com boas, práticas e importantes informações, num plano bem detalhado das ruas de Marrakech. O Lonely Planet também tem um modelo normal e outro condensado para quem está procurando uma abordagem alternativa, especialmente nos itens alimentação e vida noturna, O Guia Hedonista de Marrakech é perfeito.  Todavia, o que mais me agrada, entre todos, é o Marrakesh Step by Step, da ótima série dos Insight Guides. Nele há o essencial para preparações para antes da viagem e algum conteúdo histórico e cultural para captarmos a essência da cidade. Os destaques são os ‘passo-a-passo’ da cidade, com os 14 itinerários que combinam trechos a pé, de caleche e de ônibus com um bem detalhado e desenhado mapa dobrável, comentários sucintos e essenciais, além de um bom design.

Marrakesh Step by Step - Insight Guides

 http://www.amazon.co.uk/Marrakesh-Insight-Step-Apa/dp/9812586083

http://www.stanfords.co.uk/stock/marrakesh-step-by-step-insight-guide-166544/

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 Próximo capítulo:

 2) Marrakech.  Praça  Djema el Fnaa,  o  centro de tudo:  observando a praça de cima

Reader Comments (23)

Arnaldo,
Boa forma de inaugurar meu computadorzinho...com um post seu!
da gosto ler seus relatos! Tantas informacoes...fotos lindas...opinioes pessoais!!!
Ja ouvi de tudo de Marrocos e acho que preciso ir pra ver...essa historia das mulheres la realmente fica dificil de acreditar...
Ja vi que vem mais...

2:20 | Unregistered CommenterCarlaZ

Arnaldo, falar de fotos excelentes por aqui é a maior covardia!
E o Ninho da Cegonha? Vocês foram?
Boa também a participação da Emília como garota propaganda do guia Passo a Passo!! rsrs
Abs e aguardando o novo encontro.

CARLA Z, obrigado pela visita. Se me der o prazer, acompanhe os próximos capítulos para saber mais da cidade. e olhe, o objetivo fundamental do blog NÃo é ser um " guia de viagens" mas um "motivador" delas, captar a essência dos lugares e tentar transmití-la aos leitores, para que eles tirem suas conclusões. Espero que seu "computadorzinho" goste de vir sempre aqui! Grane abraço!


EDU, nós fomos ao Ninho das Cegonhas sim. é muito simples, mas com uma vista bem bacana e matou a fome que estava nos matando naquele momento. Foi uma experiência bem legal e melhor ainda porque não tivemos " contratempos" intestinais. Grande abraço!

Hehehehe O Edu tem razao: as participacoes especialissimas da Emilia nos ultimos posts estao otEmas! Adorei o bracelete, por sinal rs ;-)

Lindo post, liiiindas fotos; eh tao completo e detalhado que deu uma saudaaaaaade...
Mas sabe que eu acho q a questao das mulheres viajando por la eh mesmo complicado; nao importa se esta sozinha ou nao, coberta ou nao - eh uma coisa meio como se as ocidentais fossem, por definicao, "desfrutaveis".

Estive em Marrakech por uma semana com minha irma; nao usamos maquiagem, so usamos calca comprida e blusas largas e sem nenhum decote, ignoravamos o que nos diziam completamente (para nao encoraja-los) e, ainda assim, houve momentos em que o assedio nos incomodou terrivelmente pela insistencia e ate grosseria em alguns casos.

Fico imaginando o que sofreria um mulherao tipo Gisele Bundchen por la... ou eles achariam ela magrinha demais??? :-))))))))))

Edu, na verdade eu sou garota propaganda do Lonely Planet, mas tive que dar o braço a torcer nessa viagem, rs...
Mari, obrigada, já devia até ter comentado no post anterior! Sobre o bracelete...quem resiste? É um dos poucos tipos de compras a que me permito e se elas estiverem no caminho, me chamando, rs...O duro é ter que pesquisar e negociar a cada comprinha, eu acabo ficando com preguiça :-)
Beijos!

23:37 | Unregistered CommenterEmília

Tenho uma enorme admiração pela forma como vocês desfrutam de suas viagens. A gente sente a possibilidade de fazer igualzinho. Um pouco de algumas coisas que só alguns tem a condição de desfrutar e muito de coisas que qualquer um pode pensar em alcançar. Me identifico com viagens que mesclam do top ao popular. Emília, eu me permito poucas compras também. A essência da viagem está mais em curtir o lugar do que em trazer compras. O blog realmente me motiva a experimentar outros lugares!

11:57 | Unregistered CommenterRosa

ROSA, bingo pra você! TUDO o que eu mais me empenho em tantar transmitir é a " essência" de um lugar, aquilo que realmente importa e que faz a viagem valer a pena e o custo. Fico encantado quando um leitor percebe isso e comenta aqui.

Saiba que dá muito trabalho escever, pesquisar, corrigir, rever, publicar e manter um blog. Muito mais trabalho do que se pode avaliar de fora. Mas valeár a pena cada segundo gasto nisso tudo se ele "motivar o leitor a experimentar outros lugares!"

Gratíssismo!

Adoro este blog mas fico com uma vontade enorme de ir... De pegar nas minhas coisas e ir até estes lugares fantásticos.
Abraço

Caros Emília e Arnaldo,

Ainda estou a aterrar de um sonho das "Mil e Uma Noites"que passei com um grupo de Amigos... em Marraquexe...

"Viajando" pela net e procurando Marraquexe, descobri este Blog escrito com muito sentir...surpresa das surpresas, ao ver o vosso cartão do Mamounia, vi que estivémos na cidade durante o mesmo período, 13 a 17 de Fevereiro de 2010...

O Mamounia...pedímos à Banda que actua no Bar Italiano para tocar "Casablanca"...e eles tocaram...e elevaram-nos a alma ao mais infímo sentir...em Marraquexe...a cidade das Mil e Uma Noites...

TERESA RIBEIRO, que coincidência, e ainda tão recente. Sim, eu pude ver alguns portugueses em Marrakech, ouví-los em alguns lugares. E tive a oportunidade de conversar com um, no terraço do Café Argania, quando estávamos na fila do banmheiro. Teria sido com um integrante do vosso grupo?

Bem, de todo modo, obrigado pelo comentário e acompanhe os demais capítulos com fatos e fotos de Marrakech.

Arnaldo,

adoro os seus posts! Sempre leio todos, mas acabo nunca comentando.
Me interesso mto pelos roteiros mais exóticos. Esse sobre Marrakech esta divino!
O que mais me chamou a atenção foram as recomendações para as mulheres. Geralmente viajo acompanhada apenas da minha mãe e nunca tivemos problemas. Apenas numa recente viagem a China eu virei "atração", várias pessoas se aproximavam para tirar fotos, fazer elogios... Em abril iremos para a Tunisia. A questão de como se vestir ainda está me preocupando mto. Como você também ja esteve por lá, acha que as recomendações seriam as mesmas? Somos apenas duas mulheres, mas estaremos numa excursão privativa. Você acha que a Tunisia é um pouco mais tranquilo do que o Marrocos para mulheres estrangeiras ou acha que é mais ou menos a mesma coisa?
Desde ja agradeço. E parabéns pelo excelente blog!!

JULIANA, as recomendações são exatamente as mesmas, sem tirar nem pôr! Todavia, se vão numa excursão privativa (escolha acertada), sempre estarão com um guia nas visitas programadas e, nas horas livres, já saberão como se comportarem e mais tranquilas.

Boa viagem e ao retornar, retorne aqui pra nos contar.

20:30 | Unregistered CommenterArnaldo

Arnaldo, há muito tempo que acompanho seu blog. Tomei a liberdade de colocar no meu um link com a indicação. Sou fã, tenha certeza. Abs

Olá Arnaldo, já venho a bastante tempo conferir suas dicas e suas fotos!!!
Aliás, que fotos maravilhosas do Marrocos, adorei os retratos...dignos de uma exposição!!
Parabéns!!!
beijos,
Adri.

12:09 | Unregistered CommenterAdri

Arnaldo, uma vez mais obrigado pelo seu esforço de divulgação.
O seu texto deixou-me dividida - pelas imagens e parte inicial só pensava - mas por que é que ainda não fui a Marrocos,que é tão perto de nós?
Mas depois lá me lembrei porque é que só faço um país muçulmano de tantos em tantos anos... os homens-melgas que só tratam de assuntos com o meu marido e olham com caras furibundas quando tomo eu a iniciativa, a história das roupinhas condicionadas (numa mesquita da Turquia tinha um vestido pelos joelhos e tive que vestir uma saia comprida e mal-cheirosa, já usada por sabe-se lá quantas pessoas, que tinham para emprestar), a enorme maçada das compras (odiamos regatear), a constante pressão para nos guiar. É dose!
Claro que há outras coisas muito interessantes e, ao fim de uns meses, são essas que prevalecem. Mas lá está... preciso de tempo.
Li a viagem da Dri ao Dubai e, apesar das diferenças do ponto de vista estrutural, ainda me fez mais impressão por causa das inúmeras mulheres, que aí ainda se tapam mais. Fico imensamente nervosa com muçulmanas vestidas de preto dos pés à cabeça. Anos de femininismo ocidental fazem-me ficar com um nó na garganta, coração acelerado e olhos húmidos. Transcende-me, é mais forte que eu...
Já aluguei imenso espaço.
Arnaldo e Emília obrigada por partilharem a vossa felicidade.

Arnaldo,

Seu blog está me fazendo ficar arrependida de ter guardado apenas 4 dias para Marrakesh. Antes, já tinha me arrependido de não deixar Marrakesh como último destino antes de voltar para o Brasil, pois não poderei levar compras na Low Cost que usarei para partir para Europa, em razão do excesso de peso.

Aliás, Arnaldo, sabe informar se é uma boa mandar compras do Marrocos para o Brasil via Fedex ou similar? São tantos tecidos e tapetes lindos!

Obrigada

0:06 | Unregistered CommenterMarina

MARINA, 4 dias em Marrakech, se bem dedicados e aproveitados, são mais do que suficientes. sobre despachar tapetes e outras compras, sempre é melhor fazê-lo com o bagagem acompanhada do que como carga, que custa mais caro. Crfeio que mesmo voando numa cia aérea de baixo custo é possível despachar bagagem extra, pagando pelo serviço. procure informar-se na cia aérea.

Há boas lojas de tapetes em marrakech localizadas no souq e a maioria delas despacha para o Brasil. Mas um patede pode ser embrulhado a ponto de ficar do tamanho de uma mala de viagem e adequado a ser despachado.

10:39 | Unregistered CommenterArnaldo

Viagens em Marrocos excursão do deserto


Um grupo de profissionais com vasta experiencia em turismo, oferece viagens ao Marrocos e ao Deserto do Saara por via aérea, terrestre em 4X4 com ar condicionado e mini-onibus por toda a região sul do Marrocos.

Junte-se a nós em nossas viagens ao Marrocos para descobrir os melhores destaques do Sul do Marrocos: as belezas das montanhas do Atlas, Oasis cobertos de palmeiras, Kasbahs centenários, aldeias berberes feitos de tijolos de barro, uma linda paisagem selvagem repletas de desfiladeiros e o deserto do Saara com suas dunas de areia....

O nosso principal objetivo é ajudar-lhe a descobrir o verdadeiro Marrocos em trilhas com camelos, e passeios pelo deserto, para você poder entrar em contato com a autenticidade do reinado, a beleza das paisagens marroquinas e fazer você viver momentos inesquecíveis ao ritmo de seus habitantes Berberes. Nossa equipe espera que você faça uma viagem que vai superar todas as suas expectativas, permanecendo dignos de sua confiança.

Estamos sempre à sua disposição para uma estadia com sua família ou com amigos. Não hesite em contatar-nos para maiores informações.

Por favor, note que nossas propostas de rotas pelo Marrocos podem ser modificada de acordo com sua preferência.


+ informaçaoes ; http://www.MoroccoExcursions.com

2:23 | Unregistered Commenterhassan

Viagem a Marrocos, viagens no deserto

Bem vindo viagem por Marrocos excursoes 4x4 Marrakech Ouarzazate gargantas do Todra RISSANI Erfoud dunas do Erg Chebbi (Merzouga)

dois irmãos de profissionais com vasta experiência em turismo oferece viagem a Marrocos, com passeios de camelos e deserto em veículos 4x4, com o sul magnífico e profundo de Marrocos.

Junte-nos a descobrir a pérola turísticos mais belos do sul de Marrocos: as montanhas do Atlas preciosos, oásis exuberantes, as palmas, o Kasbah antiga e secular, Berber maravilhosa cidade com o seu desenvolvimento, nomeadamente, uma paisagem formada por selvagem profundos cânions e desfiladeiros eo deserto de Merzouga, com suas dunas de areia fantástico.

Nosso objetivo é incentivá-lo e orientá-lo para ajudar você a descobrir o verdadeiro espírito do Marrocos, e que você pode ter uma real aproximação à realidade do país, a beleza de nossa terra e viver momentos inesquecíveis no berberes tambores marroquinos tirm. Nosso "desierto-Merzouga" está esperando por você para viver a sua viagem de Marrocos, que irá ultrapassar, temos a certeza, em ordem crescente todas as suas expectativas. Queremos ser dignos de sua confiança.

Estamos sempre à mão para programar passeios com a família e amigos. Não duvide em contactar-nos para qualquer informação mais detalhada.

Lembre-se que as nossas propostas para a sua viagem de Marrocos ainda pode ser ajustado de acordo com seus desejos.


Para a sua viagem para o deserto,


oulfakir Lahcen


A berbere do deserto, diretor da empresa, bem como um guia.lahcen já trabalhou para tursimo de viagem antes de iniciar seu próprio negócio. Ele sabe que as prioridades presente nos corações de seus turistas: a cidade imperial, as montanhas do Atlas e do deserto ... e estará sempre disposto a guiá-lo e ajudá-lo a descobrir este lindo país.

mustapha oulfakir

Você pode contatá-lo através da Internet. Mustapha está sempre alegre e pronto para ajudar. E 'na mão para prestar a assistência necessária para planejar sua viagem a Marrocos.

web: www.desierto-merzouga.c.la

e-mail: hassan_ha@hotmail.fr

tel:00212 676 595 196

Viagem a Marrocos, de Marrakech a Zagora passeio de camelo

Rota de Marrakech a Zagora, com viagens de camelo
4x4 viagem pelo Marrocos


1 ° Dia: Marrakech - Ait Ben Haddou - Ouarzazate - Agdez - Vallee de Draa - Zagora

Manhã: saída para o Alto Atlas, através da passagem de Tichka Tizi N '(2260 m). Visita do kasbah de AI Ben Haddou, visite o kasbah fortaleza e da aldeia, com almoço no local.

Tarde: continuar a rota para Ouarzazate Zagora pasando Por Anti Atlas. Visite a aldeia berbere de Agdez e Vale do Draa com suas palmeiras imponentes. Chegada em Zagora, e permitir o off-road cammelliper ir e admirar o pôr do sol e passar a noite em tendas. Jantar e noite em um acampamento.


2 º dia: Zagora - Vale Draa - Agdez - Ouarzazate - Tizi-N Ticha - Marrakech

Manhã: Acorde para assistir o nascer do sol, um camelo de volta a Zagora. Assim, com a saída fora de estrada para Ouarzazate através do Vale do Draa e Agdez (almoço ao longo do caminho). À tarde visita a Marrakech.

web: www.desierto-merzouga.c.la

e-mail: hassan_ha@hotmail.fr

tel:00212 676 595 196

Concordo com a citação de Fernando Pessoa acerca dos tapetes. Muita gente estranha-os à primeira vista.
Adoro todo o movimento da Praça Djemaa el Fna!

Excepcional essa postagem. Excepcional!

Deu uma vontade insana de conhecer tudo agora mesmo! rs

Olá.

Acerca das mulheres turistas sozinhas em Marrocos, deixo aqui o meu testemunho.
Sou de Portugal, a minha primeira viagem a Marrocos ocorreu em 2011, quando eu tinha 38 anos. Foi a minha segunda viagem a um país árabe: tinha estado na Tunísia meia dúzia de anos antes. A primeira vez que fui a Marrocos fui sozinha. Estive em Marraquexe e fiquei durante cerca de uma semana. Antes de ir reservei alojamento apenas para a primeira noite, só depois de chegar ao país escolhi o hotel para o resto da estadia.
Durante essa primeira viagem fui a todos os locais que tinha planeado ir e fiz tudo o que queria fazer. Fui a todo o lado sozinha. No primeiro dia dirigi-me a uma agência turística e reservei uma excursão ao deserto, com passeio pelo Atlas e com uma noite passada numa tenda no deserto (nessa excursão conheci um grupo de jovens brasileiros com quem fiz amizade). Assisti sozinha aqueles espetáculos para turistas, com dança, encantadores de cobras e jantar. Para assistir a esse espetáculo reservei com a agência de viagens. Dois funcionários da agência foram buscar-me ao hotel num mini-bus para levar-me ao local do espetáculo; eu era o único passageiro, fui e regressei sozinha no mini-bus com os dois homens; trataram-me com respeito e senti-me completamente segura. Saí duas vezes à noite para ir a discotecas internacionais famosas (fui sozinha e regressei sozinha ;-) ). Deixei-me acompanhar por um guia turístico “não-oficial” que me levou a conhecer a cidade a pé durante quase 4 horas, sempre com extrema amabilidade, educação e energia, apesar de eu não ter comprado nada nas lojas onde ele me levou, e que ficou extremamente feliz quando no final lhe dei 20 euros; a alegria que vi nos olhos dele quando lhe dei o dinheiro encheu o meu dia. Conheci um guia turístico oficial marroquino de quem ainda hoje sou amiga. Jantei em restaurantes caros e comi nas bancas de comida da praça jemma el fna. Conversei muito com vários rapazes que trabalham nessas bancas, com os quais fiquei a saber muitas coisas sobre o país e a cultura árabe. Usei saias pelo joelho e vesti tops de alças e apertados.
Voltei mais vezes a Marraquexe, umas vezes com amigas e outras vezes sozinha. Conheci os bairros “europeus” da classe alta da cidade e fui sozinha aos arredores da cidade aos bairros da classe média. Aí almocei em restaurantes baratíssimos e com comida saborosa. Fiquei em hotéis caros e em pensões. Viajei sozinha nos autocarros da cidade, como qualquer habitante marroquina. Viajei no comboio. Enfim… fui a todo o lado.. sozinha.

Sempre, ou quase sempre, me senti segura. Várias vezes fui assediada, ou melhor, não posso dizer assediada, pois os rapazes e homens marroquinos a principal coisa que querem é conversar. Conviver, rir, brincar. Falar com estrangeiros. Falar sobre o seu país e o seu orgulho no seu país. Os marroquinos são muito extrovertidos e cheios de energia. Os mais faladores são os motoristas de táxi. E, ao verem uma mulher turista sozinha, surpreendem-se e perguntam. Muitas vezes tornam-se cansativos com tantas perguntas que fazem. Mas quando isso acontece basta dizer que somos casadas, o marido ficou no hotel; imediatamente os homens diminuem o “assédio”. Os marroquinos são educados. Num passeio a pé pelos bairros “não europeus” nos arredores da cidade, fui seguida por um rapaz; não percebi o que ele queria, nunca se aproximou de mim e bastou eu virar para outra rua para ele desistir; penso que era só curiosidade por ver uma mulher turista sozinha naquele local. Uma vez sentei-me na esplanada de uma cafetaria e mais tarde fiquei a saber que essa cafetaria era um ponto de encontro para prostituição; a verdade é que enquanto lá estive ninguém me incomodou.

Bom.. tudo isto para dizer que as cidades marroquinas são seguras para turistas, mesmo para mulheres sozinhas.

Boas Viagens! 

15:32 | Unregistered CommenterCarla C.

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