MENSAGEM ao LEITOR
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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Sábado
Mai082010

ILHAS MAURÍCIO: o Paraíso Azul, sob as bençãos de Shiva

Com Dodô e Shiva no Índico Blue - Introdução ______________________________________

                         Da cor azul, do puro azul, do azul índico. Azul azulino, azul cristalino, azul anil, azul a mil. Índigo, digno, dinâmico, elétrico, enérgico, aceso.   Azul de sonho, azul bem forteQue sorte esse azul! Azul claro, azul bem claro, azul mais claro ainda.  Espantoso esse azul!   Azul turqueza, azul beleza, que beleza de azul.  Azul do mar, do Mar das Índias, do Índico, do mesmo índico blue que enche de azul as Maldivas, Laquedivas, Chagos, Seychelles, Madagascar, Zanzibar, Andamão, Comores e Reunião.   Azul da África, azul da Ásia, azul das Arábias, azul da Indonésia, até à Austrália vai esse azul. (*) 

FOTO: Galeria de Sun Resorts no Flickr

                         É cercada de água e de azuis esta ilha, de todos os possíveis tons de azuis da palheta de cores, que brilham ainda mais na imensa luz do Sol.  Paisagem de sonhos - dos mais doces, encantadores, serenos sonhos - que atrai e conquista no primeiro encontro.  Seus cenários naturais provocam uma indefinível, incontestável sensação incomum de bem-estar: a de que entramos se não no Paraíso em sua mais generosa porção. 

FOTO: Galeria de Mauritius Best Holidays Travel no Flickr   

                          A ilha já  encanta e faz bem ainda do alto: antes de tocarmos seu solo a paisagem vista da janela do avião magnetiza o olhar, arranca silêncios, enchendo de azuis e de luz olhos e coração. Só em terra o corpo relaxa e a alma se alivia de tanta beleza. Mas encantados permanecemos, até a despedida.  O paraíso é mesmo um lugar para sempre...

(*) O Oceano Índico engloba o canal de Moçambique, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar da Arábia, o Golfo de Bengala, o Mar de Andamão e a Baía Australiana. Suas águas banham todos os países litorâneos do leste e do nordeste da África, as nações do litoral sul da Ásia desde a Península Arábica até o oeste do Sudeste Asiático, a Indonésia, mais o noroeste, oeste e o sul da Austrália.

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O que faz de Maurícios um paraíso?

                         QUAL Maldivas e Seychelles, as ilhas de Maurícios são feitas de tudo o que é feito uma ilha: uma porção de terra cercada de água por todos os lados.  Mas há ilhas e ilhas.  Pode-se dizer que esta é grande, apesar de seus 1.865 quilômetros quadrados, e que suas terras são banhadas pelo menor oceano do planeta, o Índico. Ainda que outras também o sejam, Maurícios tem algo que definitivamente a distingue das demais, que lhe dá seu caráter mais notável e possivelmente incomparável: as suas terras de cobertura verde esmeralda...

 FOTO: Galeria de Sun Resorts no Flickr   

... envoltas por águas de todos os possíveis tons de azul turquesa da palheta de cores.  Hoje a ilha é um destino turístico perfeito, vocação que lhe foi conferida há milhões de anos: algumas erupções vulcânicas e deliciosas circunstâncias de uma Natureza outrora agressiva formaram Maurícios com lava e cinzas vulcânicas. O magma destruidor virou pedra, que cercada por um incrível mar azul virou paraíso, mas um paraíso possível, com atrações naturais fabulosas, luxo com personalidade e influências orientais que lhe deram seu caráter social mais notável.

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Maurícios é mais que destino, é um privilégio a conhecer

 FOTO: Galeria de Sun Resorts Hotels (com o Le Touessrock ao fundo) no Flickr

                         UM mar azul de cor intensa e de águas tão calmas suaves que por vezes parecem piscinas convencionais. Todo o arquipélago de Maurícios é de origem vulcânica. A parte que aparece acima da superfície da água é a mais alta das três grandes formações rochosas e, entre as ilhas, há mais 4.000 metros de profundidade. Por sorte, com exceção da região sul, a ilha é toda rodeada por recifes de coral que a protegem naturalmente das ondas do mar, o que torna suas praias verdadeiros remansos.

 

Cercada de água por (quase) todos os lados...

 

                         UMA ilha paradisíaca já me seduziria o bastante apenas por proibir vôos charter. Para me conquistar, definitivamente, nem precisaria estar no Oceano Índico, oferecer hospedagem de tão alto padrão, ter praias azuis tão cristalinas e calmas, tudo com tempero asiático, ainda que tão perto da África.  

                         A ilha é linda, de uma beleza natural agreste que combina a paisagem vulcânica de montanhas com praias de lagoas azuis, densamente verde que contrasta com todos os tons possíveis de azuis aqui e ali salpicados de marrons de terra e pedra vulcânica.  É rara a beleza. 

                        O clima é revigorante; a vegetação, exuberante; as praias azuis, de areias brancas e finas; os recifes são de coral - dos mais ricos e majestosos - e a fauna,  exótica, mostrando aves de grande porte, tartarugas gigantes, lagartos e insetos estranhos.

                          AS belezas chegam a ser extravagantes, o que torna Maurícios uma estrela de primeira grandeza no mercado turístico  do Oceano Índico. Embora seja essencialmente por suas praias incríveis o seu maior reconhecimento, nela há o que suas concorrentes não têm: variadas atrações naturais de tirar o fôlego, tão relevantes quanto seu mar são suas belas paisagens agrestes, seu conteúdo histórico, o estilo de vida de seu povo eclético que conferem a Maurícios sua maior vocação: destino completo e perfeito para uma ampla gama de gostos. Além do belíssimo mar, há parques naturais de montanha, cachoeiras e desfiladeiros, lagos, rios e crateras vulcânicas espalhados pela parte central da a ilha, além de salinas, museus, templos, jardins, casas coloniais e sítios históricos no seu litoral.

                         A ilha é linda, de uma beleza natural ainda agreste, e combina a paisagem vulcânica do interior com as lagoas azuis do litoral.  Maurícios é a ilha mais acessível do Oceano Índico, uma espécie de Maui ou Martinica deste lado do mundo, a combinação mais-que-perfeita de um roteiro de safari na África do Sul com uma escapada para o mar, assim como Zanzibar está para os destinos Quênia e Tanzânia.

 

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Indianos, chineses, africanos, muçulmanos e europeus vivem na ilha.

Mas os turistas se sentem em casa.

 

                          SUA marca registrada é o pássaro Dodô e seu mais notável contraste o azul com o verde: suas matas sobre montanhas ponteagudas e terras vermelhas, aqui e ali, envoltas de todo azul possível encerram as pinceladas divinas deste óleo sobre tela natural.  A mais forte lembrança é sua gente:  uma deliciosa mistura de raças e de culturas indianas, chinesas, muçulmanas, africanas e créoles (1). Para tornar esse povo ainda mais curioso e sem paralelos, franceses, holandeses e ingleses que andaram por lá lhe deram uma pitadinha européia na pele e na mente, no jeito de ser e nas línguas. De Charles Baudelaire a Mark Twain, Charles Darwin a Joseph Conrad, todos os notáveis que exploraram a ilha a classificavam como “Um Paraíso na Terra”. Baudelaire escreveu, poéticamente, ser a ilha "Um país cálido e azul, um paraíso de perfumes benzido pelo Sol".

 “Se ilha tivesse pé Mauritius teria um na África, outro na Ásia e um dedo na Europa”

Revista do Hotel Four Seasons Resort Mauritius at Anahita

(1)  O Crioulo mauriciano é de origem africana e malgaxe, mas o povo crioulo da atualidade também é de origens indiana, chinesa, francesa e britânica. Os escravos trazidos para o trabalho nas plantações de cana de açúcar, nas Ilhas Maurício (assim como nas Ilhas Reunião e Seychelles), eram malgaxes ou provenientes de Moçambique, Malawi, Tanzânia e Zâmbia.  Os crioulos e os indo-mauricianos formam o maior grupo étnico da ilha.

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Dodô, o pobre pássaro

                         À primeira vista, não seria apropriado escolher como símbolo do paraíso um animal cuja curta existência tenha sido tão infeliz.  Dodô - outrora representante da fauna insular, hoje onipresente apenas em figuras - era um feio e desajeitado pássaro que vivia em paz naquela desconhecida ilha. Sua pacífica existência no paraíso acabou quando conheceu o homem.  Docilidade, ingenuidade e sua morfologia foram suas tristes sinas.  Destemido, não se incomodava com a proximidade do homem, aquele bípede até então desconhecido. 

                         Dodô tinha o andar curto, suas pernas eram pequenas.  Para torná-lo ainda mais vulnerável à sanha destruidora do homem, sua mais infeliz característica: não voava, ainda que tivesse penas e asas.  Tudo o prejudicava diante de seu único predador. Era tão fácil para o homem matá-lo a pauladas, que fazer isso passou a ser a maior diversão do homem na ilha. Por mais de 100 anos marinheiros portugueses e colonos holandeses divertiam-se perseguindo-o e matando-o.  Depois de morto, no máximo, o que faziam era cozinhá-lo longamente, porque, além de tudo, Dodô tinha carne dura.  De seu corpo atarracado, apenas o peito, gordo e carnudo, era aproveitável. Todo o resto era descartado, pois diziam ter gosto ruim.  Pobre Dodô. Tanto fizeram que o dizimaram. Desapareceu do Paraíso o pobre, ingênuo, pacífico e destemido pássaro que só havia ali.  Extinto, tornou-se um símbolo, um nobre e trágico exemplo da capacidade humana de interferir e destruir sem necessidade a natureza. O pássaro Dodô cumpriu sua sina bravamente: passou de presa fácil a ícone de conscientização da necessidade de preservação das espécies e do meio-ambiente.  Dodô - a pobre ave mauriciana - nasceu para ser morto e morreu para ser símbolo.

 

Dodô - que viveu apenas em Maurícios - tornou-se sinônimo de "extinção" e hoje pode ser

visto apenas em reproduções no Museu de História Natural, em Port Louis.

__________________

                           OS holandeses chamavam-no dodaerts ou walgh-vogel, cuja tradução literal nos dá a perfeita dimensão da triste sina do encontro do homem com aquele pobre animal:ave nauseabunda”.  Foram os portugueses que lhe deram o nome popular, Dodô- tonto, bobo. Mas a ave recebeu inúmeros outros nomes atribuídos por naturalistas, cada vez que um novo descobria a ilha: “cisne de capelo”, “avestruz encapuçado”, “galo estrangeiro”...   Olhando o bicho hoje, de fato o coitado parecia um esdrúxulo cruzamento de gaivota com peru. Embora a matança indiscriminada tivesse grande impacto na vida do Dodô, segundo seus estudiosos, foi a invasão da ilha por ratos e porcos que condenou Dodô à extinsão, porque seus ninhos com filhotes e ovos eram prato cheio para esses predadores.

   

                        QUEM leu Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, há de se recordar do Dodô. Haveria uma corrida engraçada e Alice queria saber as regras. O Pássaro Dodô lhe disse: Primeiro marca-se o caminho da corrida num tipo de círculo e então os participantes colocam-se em lugares diferentes, assim mesmo, ao longo do caminho, aqui e ali, onde bem quiserem. Não tem nada de “um, dois, três, já”. Eles começam a correr quando bem entenderem e terminam quando lhes apetecer, o que torna difícil dizer quando a corrida termina.” Após ouvir a explicação, Alice viu começar aquela corrida esquisita. Após meia hora, o Pássaro Dodô gritou: “Fim da corrida!, a corrida terminou!”  Todos se reuniram ao redor de Dodô e lhe perguntaram:Quem ganhou?” Dodô respondeu: “Todos ganharam. E todos ganharão prêmios.”

 

Desembarcando na ilha: vista a partir da ponte de desembarque 

                     JÁ são três da tarde, hora de Maurícios, sete a mais que do Brasil.  Esperamos por nossas malas na esteira do simpático aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam International,  após nosso vôo pela SAA, a companhia aérea sul-africana.  De São Paulo a Johannesburgo e de lá a Port Louis - a Capital mauriciana - pela mesma cia. (ou ainda pela Air Mauritius), está é a melhor maneira para brasileiros chegarem a Maurícios.  Nossa Imigração foi tranquila e protocolar (confesso algo fria, que esperava um pouco mais de receptividade...).  

                    Em pouco tempo estávamos no saguão do aeroporto, não dispendemos dez segundos para encontrar a funcionária de nosso hotel com uma placa  na mão. Nos identificamos a ela, que após sermos mesmo os passageiros por quem esperava, conduziu-nos ao estacionamento do aeroporto onde nosso motorista, um indiano, e o carro que nos levaria ao hotel nos esperavam.  A propósito do indiano, um povo simpático e receptivo, já sabíamos ser maioria entre a população mauriciana, mas se não estivéssemos certos de termos desembarcado na República de Maurícios, por certo pensaríamos ser na Índia. É pra lá de bacana esse choque cultural associado à paiságem incrível ao desembarcarmos em Maurícios. Nosso primeiro encontrcom a ilha foi sensacional.

O Boeing da SAA pousando em Maurícios e as cores que veremos todo o tempo: verdes e azuis

                     É fabulosa a sensação de chegarmos a um destino tropical, de praia e tão exótico.  O ar, o clima, a temperatura, a paisagem, tudo é bem diferente - e confesso que agradável - do que desembarcarmos numa grande metrópole. No caminho do aeroporto ao hotel nos encantamos com a paisagem verdejante da ilha, em contrastes com as montanhas vulcânicas e com o mar azul.

A caminho do Le Touessrock

                     Chegamos ao hotel, onde fomos recepcionados por gente simpática e sorridente, nos sentamos num estar defronte à piscina e ao mar, recebemos toalhinhas refrescantes e um delicioso sorvete artesanal de manga enquanto nosso check-in era feito por um funcionário.  É de nossa base em Maurícios, o Le Touessrock Resort, que passaremos a contar tudo, ao vivo, a cores (azuis e verdes) e em fatos e fotos.

Praņām! (até logo, em hindi)

  

Avião da SAA pousando no  Sir Seewoosagur Ramgoolam International (Plaisance) – Ilhas Maurício

Foto de Terence Li (Airlines Net)

URL desta foto: http://www.airliners.net/photo/South-African-Airways/Boeing-737-85F/0768451/L/

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Próximo Capítulo

1) Estamos no Paraíso. E sob os olhares protetores de Shiva

 

Shiva e Dodô 

Reader Comments (17)

Luxo oriental. Luxo de natureza exuberante. Luxo dos milhares de tonalidades do azul ao verde... luxo de post!!! Um dos luxos melhores é ler o seu texto, tão rico em informação e lirismo.

Parabéns aos dois pela aventura em o paraíso na Terra!

5:05 | Unregistered CommenterCarmen

Parabéns! Como é bom ser feliz! Seus comentários exalam felicidade.

Aproveitem muuuuuito os dias no paraiso! e parabens pelos 4 milhoes de visitas!!!

OBRIGADO, Carmen, Anna Francisca e Mari Campos (que já esteve recentemente em Maurícios e conhece o paraíso).

Obrigado a todas.

Uau, vou acompanhar com certeza!!!

Abs!

14:59 | Unregistered CommenterMarcio

Olha, meu irmão, você já foi a mais lugares espetaculares do que eu sei e é o que melhor escreve dentre nós Affonso, mas dessa vez você exagerou. Seu texto está impecável e o lugar é paradisíaco, mesmo para quem já foi ao Hawaii. Decida-se: ou você escreve e não coloca foto nenhuma, ou coloca as fotos e escreve apenas "Olha aí e vê se gosta."! Abraços saudosos

Aproveitem bem mais esta linda viagem!

Muitas felicidades!

23:49 | Unregistered CommenterErnesto

U-A-U pra tudo!
E felicidades!!
Ah! Não se esqueçam do Ducasse! rs

Caramba, o quê é que eu estou fazendo aqui em São Paulo com sensação térmica de 9 graus, um céu cinzento e uma chuva chata? Lindas fotos, maravilhosas cores e ainda melhor saber que vocês estão curtindo a viagem!

13:24 | Unregistered CommenterTony

Olá, Arnaldo!

Que fotos! Todas as vezes que passo por aqui fico horas atenta nos detalhes das fotos! Que destino exótico! Vou acompanhar aqui esta viagem de vcs!

Abs aos dois!

Ana e Paulo Futami

Acabo de encontrar o destino perfeito para a comemoração dos meus cinco anos de casamento!!! Arnaldo vc, suas viagens e a sua amada Emília são inspiradores :) uma pequena dúvida, existe melhor época para ir a Mauricius?
obrigada...beijinhos

15:39 | Unregistered CommenterCamilla

Maurícios tem clima tropical marítimo, pouca variação sazonal das temperaturas e clima geralmente agradável e ensolarado em quase todo o ano nas costas.

O Inverno, de maio a outubro, é quente e seco. O Verão, de novembro a abril, é quente, úmido e chuvoso.

A temporada de ciclones vai de janeiro a março.

A melhor época do ano para viajar a Maurícios é do final do Outono a meados da Primavera (meados de maio a outubro). Estes são os meses com muito sol e níveis baixos de umidade, isto é, menos chuvas do que nos meses de Verão. Nesta época as temperaturas médias máximas ficam em torno de 23-26 °C. À noite, a mínima situa-se em torno de 15-17 °C.

Em Maio as temperaturas médias máximas situam-se entre 24 e 28 °C, as mínimas entre 17 e 20 °C. E a temperatura do mar entre 26 e 27 °C. Maio é o início da estação seca e com ela pode-se esperar dias ensolarados, embora quando chova, não chega a comprometer a estada, pois ela vem em forma de rápidas pancadas intensas.

A maior parte das precipitações em Maurício no mês de Maio é concentrada nas regiões do platô montanhoso. Geralmente os meses de verão (dezembro a março) são muito quentes, úmidos e freqüentemente ocorrem chuvas fortes, especialmente quando há ciclones tropicais.

Em contraste, no inverno (junho a setembro), o clima é bastante frio, seco e venta.

Em resumo: Maio em Maurícios: muito sol, poucas chuva ocasionais que duram 15 minutos, temperaturas máximas de 24/26 graus de dia, mínimas de 20 de noite em média, com temperatuda do mar entre 26/27 graus C. É o início da baixa temporada e por isso mesmo bom pra quem procura relaxamento, todavia não é exatamente a melhor temporada para quem quer ficar dentro d´água o tempo todo e mergulhar. Enfim, fomos quando pudemos, era nossa disponibilidade, mas se você puder escolher uma época mais quente, eu faria o mesmo.

Arnaldo muito obrigada pela gentileza dos esclarecimentos! Maio para mim é perfeito :) talvez eu consiga adiantar um pouco para o fim do verão (abril) para tentar temperaturas mais altas, mas pela sua descrição, acho que será sim bastante agradável em maio!
beijo

17:21 | Unregistered CommenterCamilla

Ei adorei deus relatos! Parabens, fiquei com mais vontade ainda de conhecer! Vc saberia me dizer se o inverno é muito frio? Li em outro site que as temparaturas variam entre 16 e 27 graus. Gostaria de ir na minha lua de mel, e me caso na 1a semana de junho! Vc teria mais alguma informacao? Obrigada!

trabalhei nessa ilha numa companhia de cirk do brasil
gostei muito fiz muitos amigos ai
e espero um dia poder voutar a esse paraiso tropical tando das plantas como das pessoas gfgravadorafelix@hotmail.com

Arnaldo, que concidencia maravilhosa! Estou planejando ir no final de agosto para Ilhas Mauricius, e ler um texto seu tão fresquinho me da mais confiança.
Pelo pouco que li até agora, achei a ilha grandinha, vocë tem alguma indicação do melhor ponto para ficar na ilha?
Parabéns pelo texto, da uma vontade louca de estar ai!

12:53 | Unregistered CommenterLisa

Ó Pai! Ver fotos deste lugar realmente dá vontade de mergulhar nesta ilha! Agora, você já esteve também em Seychelles (não encontrei nada)?

Estive em Fernando de Noronha recentemente e simplesmente adorei. Estes destinos acabam sendo considerados um pouco caros, especialmente para quem está tentando economizar na viagem, mas têm os seus benefícios, eu ao menos vi na área pública turística de Noronha.
Já estes lugares são dominados por resorts, é isso mesmo? Você acaba usufruindo um pouco deste espaço certo? Gostaria que falasse um pouco sobre isto nos próximos artigos...

Desde 2008 acompanho o blog e fazia tempo que não lia. Tem uma coisa, eu gosto das fotos e fatos (?) rs

Abraços

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