CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quinta-feira
Jul222010

A câmera e o viajante  

                        Reflexões de um viajante fotográfico (para você fotografar melhor)

                        Dizem os espertos e os românticos que fotografar é escrever com luzPode ser, mas eu mesmo só sei que  fotografo com uma digital desde 1998 e que dois anos antes disso já havia abandonado minha Olivetti Lettera 22, a jurássica e engraçadinha máquina de escrever portátil que me acompanhava desde os 20 de idade Já se vão 14 anos escrevendo num computador, 12 fotografando digitalmente e alguns sem imprimir o que escrevo e as fotos que faço.  Dizem também que sou um romântico, mas isso é outra história.  

   

  Jurássica e engraçadinha era a Olivetti Lettera 22 (foto da galeria de Alistairh no Flickr)

                        Foram necessários longos anos para aprender que fotografar viagens pode ser tão simples ou complicado quanto maior ou menor forem o domínio e o conhecimento de nossas câmeras e das técnicas fotográficas.  Também levei um bom tempo para perceber que não precisamos ser românticos, artistas ou gênios para que nossos registros fotográficos sejam bem mais satisfatórios do que têm sido: a partir do momento que conhecemos os recursos de nossas câmeras e aprendemos algumas técnicas fotográfica elementares - requisitos básicos para boas fotos -  teremos feito quase tudo para que nossas fotos sejam espetaculares. Saiba que essas técnicas e que o domínio das câmeras são bem mais simples do que imaginamos.

 

Olympus Camedia 1.3 Mp (!), minha primeira digital (foto da galeria de Capt Kodak no Flickr)

                      Qualquer amador principiante pode fazer fotos com qualidade bastante superior às que tem feito, independentemente de seu talento e até mesmo o de possuir aquele raro “olhar fotográfico” tão diferenciado que alguns fotógrafos parecem ter.  O domínio da câmera e de técnicas fotográficas - através de conhecimentos básicos - sempre resultarão boas fotos e promoverão a qualidade. Acessoriamente esse conhecimento também acentuará a criatividade e estimulará o gosto pela técnica e a arte.   Não importa o tipo e a qualidade da câmera nem o estilo de cada um.   O melhor de tudo é que com a facilidade e a amplitude da divulgação do conhecimento, com a difusão da técnica e a popularização da tecnologia, com as câmersas digitais modernas e os programas de pós-processamento, nós - simples fotógrafos amadores - podemos além de melhorar tremendamente a qualidade de nossas fotos, ter acesso a técnicas e recursos antes disponíveis apenas aos profissionais.

                        Este é o tema da matéria intitulada "Como fotografar melhor. O que é preciso?", em cujos 17 capítulos abordará o domínio da câmera e a técnica da arte fotográfica.                        

                        _______________________________

                        Fotografias em viagens

                        Viagens sempre estiveram no pensamento, no desejo e nas atitudes do homem. O que hoje compreendemos como um ato corriqueiro,  para os homens das cavernas significava grandes deslocamentos e enormes dificuldades em busca da caça. O homo-sapiens também tinha que planejar, programar, locomover-se com bagagem e pesquisar lugares seguros onde dormir no destino e como trazer o que conseguia ao retornar.  O que era uma necessidade, condição de sobrevivência, evoluiu ao longo da história da humanidade, mas ainda hoje o homem precisa empreender planejamento, deslocamento, alojamento e retorno. Das mais simples às mais épicas, as viagens só aumentaram, tanto em distância quanto em complexidade, em tal medida que na era das grandes navegações tornou possível viajar até mesmo a destinos ainda não descobertos. Hoje o homem enfrenta dificuldades tão grandiosas quanto as de então: em algumas décadas o homem chegará a Marte numa viagem planejada hoje.   

                        O homem sempre viajará, seja por conhecimento, por conquista, por aventura, para comprar, vender, para colher e transmitir sabedoria, para o divertimento ou por curiosidade.  E vem fazendo isso com todos os meios que lhe estiverem disponíveis: caminhadas, navegação a vapor, carroças,  nos lombos de montarias, por ferrovias, em aviões, balões e foguetes.   

                        Para nossa sorte, o mesmo homem que sempre viajou também registrou suas viagens. Seus rastros e marcas foram sendo deixados por onde passou, sejam elas nas pegadas das montarias dos bandeirantes, nas esteiras de espuma das caravelas, nas marcas das rodas das carruagens, nos riscos brancos que os aviões deixam nos céus e em tudo mais que intencional ou inadvertidamente deixa como marca perene ou volátil.   O homem viajou, viaja e viajará, e sempre deixará suas marcas e registros: são pinturas rupestres, pergaminhos, cadernos e jornais, livros e revistas,  slides e filmes Super 8, video-tape e fotografia digital, aquarelas e desenhos a lápis, mídias digitais, blogs e tudo mais que estiver ao seu alcance. 

                        O homem sempre registra suas viagens, seja na memória ou na palavra, seja por necessidade ou por prazer, por condição profissão ou pela busca do conhecimento, por lazer ou simples oportunidade ocasional.  Assim o fizerem Marco Polo, Américo Vespúcio, Pedro Álvares Cabral, Cristóvão Colombo, Bartolomeu Bueno da Silva, Darwin, Margareth Mee, Marechal Cândido Rondon, Amyr Klink, Tito Rosemberg e mais da metade da população do planeta que viaja para os destinos mais clássicos - de Nova York a Roma, de Paris a Londres - aos menos comuns, de Timbuktu a Malawi, de Zanzibar a Rangiroa.

                        Desbravar o Brasil para estudar a formação de seu povo e conhecer novos povos já o faziam jesuítas no século XVI, como também exploradores como Carl von Martius e Karl Von Den Steinem, no século XIX.  O missionário francês Tastevin, também efetuou grandes percursos e deixou enorme documentação que serviu aos etnógrafos que o sucederam no período em que viveu no Brasil, de 1906 até 1926.  O Marechal Rondon - idealizador da expedição para a implantação de redes telegráficas no Mato Grosso e na Amazônia - durante seu longo percurso realizou uma série de registros fotográficos, cinematográficos e escritos do que encontrava, e tudo o que viu foi publicado em livros. Claude Lévi-Strauss também relatou sua experiência no Brasil de 1935 a 1938, e entre tudo o  mais que registrou o antropólogo, destaca-se o reconhecimento de que há muitos empecilhos durante uma viagem, os quais tomam muito tempo, o que pode comprometar sériamente os registros.  Grandes viagens, grandes registros. Toda a difusão do conhecimento científico, antropológico, artístico e social da humanidade não teria sido possível sem as viagens e sem os seus registros, dos desenhos rupestres ao Twitter.  

                        Nos últimos 23 anos eu mesmo tive o privilégio de viajar 70 vezes para o exterior, ido a 37 países, visitado umas 200 cidades no mundo, feito 290 vôos internacionais por 34 cias. aéreas diferentes, experimentado todas as classes dessas cias., dormido em todas as possíveis categorias e padrões de hospedagem (de barracas de camping a palácios) me hospedado em hotéis de categorias que variaram do aqui impublicável ao luxuosíssimo, encontrado muita gente bacana (outras nem tanto), vencido distâncias a pé, de navio, de barco, de teco-teco, avião, trem, ônibus, carro, camelo, bicicleta, charrete, a cavalo, de moto, em burrico, elefante, jipe, tuc-tuc, riquichá, velocípede, triciclo, quadriciclo, caminhão e certamente algum outro meio de transporte do qual não me recordo agora. É pouco. É muito. Pouco para muitos, muito para poucos.  Mas para mim, viajante, o desejo não cessa, não se encerra nessas viagens: enquanto saúde, disposição, desejo e disponibilidade assim o permitirem, pretendo visitar mais uns 30 países (*) e revisitar outros tantos em que já tive o privilégio de ir e gostar.    

                        De todas as experiências fabulosas possíveis experimentadas nessas viagens, fotografar foi a que sempre figurou em primeiro lugar na lista pessoal de prazeres em viagens. Por certo só há um prazer que se sobressai com larga vantagem a todos os demais: a companhia de minha doce Emília, sem a qual nada tem cor suficiente pra ser fotografado, nada parece ser interessante o bastante para ser escrito. É por ela que meu encantamento só faz crescer, com ela que consolida-se meu desejo de registrar aqueles que têm sido os melhores momentos de minha vida. 

(*) Fora de ordem cronológica, em ordem analfabética,  os países que ainda pretendo visitar e ainda não o fiz são:  Quênia, Tanzânia (e Zanzibar), Namíbia, Botswana, Líbia, Iemen, China, Vietnã, Laos, Camboja, Egito, Sri Lanka, Ásia Central (Casaquistão, Turcomenistão, Querguistão, Usbequistão), Líbano, Croácia, Bulgária, Eslováquia, Bósnia Herzegovínia, Rússia, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Polônia, Nepal, Butão e algumas ilhas no Pacífico.

                        ____________________________________

                        Escrevendo com luz e viajando com arte

                        Registros de viagens têm sido uma das bases da divulgação do conhecimento humano e  fundamentos para a pesquisa.  E não importa de que maneira eles sejam feitos - pela fala, escrita, desenho,  fotografia, filmagem ou transmissão de rádio e TV.  Eu registro minhas viagens em fotos digitais e em palavras escritas, ambos eletronicamente.  Todavia o faço com o coração a cem, com a mente a mil.  

                        A sinceridade e a personalidade, o respeito pelo que vejo e conheço, a maturidade, a franqueza e a honestidade com que tento transmitir pelas linguagens que disponho para mostrar e motivar, informar e divulgar, promover, a fazer sonhar, incutir e fazer descobrir -  seja pela força potente da instantaneidade da fotografia, seja pela eternidade da palavra escrita e lida - tem sido minha singela maneira de registrar viagens.

                         Desde os 15 anos eu fotografo. Mas viajo há bem mais tempo que isso. Papai e mamãe, ainda que relativamente pobres, já me levavam na barriga em suas viagens a Minas Gerais.  De lá pra cá viagens e técnica fotográfica só fizeram aumentar ainda mais o gosto por viajar e registrar viagens.  Na fotografia desenvolveu-se o natural aperfeiçoamento da técnica, e na escrita, o exercício e a incansável busca pelo aprimoramento e pela qualidade do texto e do conteúdo também tornaram possível publicar o que antes era feito apenas para uns poucos familiares. Todavia, a duas característica naturais aos capricornianos -  pés no chão e enormesgrandes doses de “simancol” no sangue – por sorte me proporcionam humildade para reconhecer que estou tão longe de tornar-me bom que por vezes penso em desistir.  Não ao ponto de deixar de perceber que evoluí sensivelmente desde os tempos em que escrevia a lápis no papel, depois numa Olivetti Letera 22, posteriormente no Wordstar jurássico dos primórdios da informática e mais recentemente nos fabulosos processadores e editores de texto. E depois do advento da fotografia digital e dos programas de pós-processamento, voltei a crer que alcancei de fato algum progresso, mas que ainda que tudo ocorra em velocidades superiores às de um click, o nível de exigência deste viajante permanece o mesmo, a passos de tartaruga manca, tanto os do fotógrafo quanto do escritor

                          Recordo-me de minha primeira viagem turística de avião - a Salvador, no Carvaval, pela falecida VARIG, em 1979, com passagens compradas a prazo, intermináveis 12 meses com juros. E que a registrei com uma câmera fotográfica Kodak Xereta(!), tão jurássica quanto descartável. Ela usava um filminho cartucho de formato 110.  Mais compacta que aquilo só a máquina de espionagem do James Bond, mas aquela só existia no cinema. Era tão compacta que cabia no bolso. Da camisa. Foi um grande sucesso que inaugurou as operações da fábrica da Kodak no Brasil, em 1977, em São José dos Campos. E não é que as fotos ficaram boas?  Alguns anos mais tarde evoluí para uma Olympus Trip 35, e bem depois desta para uma Câmera Canon FT - Lente 50mmAssim que saíram as digitais comprei minha primeira, uma Olympus Camedia D-340R Digital Camera por astronômicos 600 dólares num shopping em Dallas, Texas, em 1998.  Que sucesso aquela câmera fez! 

                           Felizmente hoje já não preciso mais ficar em campings, hotéis econômicos e comer mal em viagens. Tenho uma câmera digital profissional e alguns gadgets tecnológicos digitais como notebook e  celular, tão indispensáveis em minhas viagens quanto a necessaire.  Sou um viajante internético, digital,  celular, tecnológico e cibernético.  Com muito prazer.  Todavia, ainda que tantos anos tenham se passado, ambos - viagens e câmeras fotográficas - permanecem tão essenciais quanto trabalhar e amar, ter minha mulher, um filho espetacular e duas famílias ainda mais maravilhosas.   Por sorte não me faltaram nem escaparam a compreesão e o respeito ao fato de que cada indivíduo viaja como quer, como pode e bem entende, com seu próprio estilo e com seus gostos pessoais, realidades para as quais jamais deixei transmitir quando escrevo sobre viagens e respondo a consultas de viajantes.  Assim e sob essa orientação, isto é, voltado ao leitor, não a mim, desenvolvi um tutorial o qual espero ser útil e de agradável, instrutiva leitura para quem tem gosto pela fotografia digital e pretenda melhorar a qualidade de suas fotos de viagens.

                        Uma viagem pela viagem, sem registros - escritos e fotográficos - pouco vale e não leva a nenhum lugar.  Nada se iguala - em dimensão e importância - às viagens registradas e divulgadas.  E na minha experiência de viajante, nada tem sido mais útil e prazeroso do que fotografar e escrever sobre elas (exceto, reiterando, estar acompanhado de minha querida Emília antes, durante e depois de cada viagem).  A fotografia e escreevr sobre viagens -  primeiro um hobby - tomou dimensões e revestiu-se de responsabilidade  jamais imaginadas:  influenciar pessoas,  despertar desejos, divulgar destinos, estimular o gosto pela leitura, despertar ou aprimorar o gosto pela fotografia, tirar dúvidas e ajudar leitores e consulentes a planejar suas viagens.  Tudo já teria valido a pena apenas por isso, caro leitor, o verdadeiro impulsionador dessa dimensão alcançada a partir do blog.  Sempre continuará valendo a pena registrar o que percebo em viagens e compartilhar esse conhecimento com meus leitores, especialmente por estar certo de tratar-se de  contribuição relevante, positiva e construtiva, ainda que modesta, para o aprofundamento do conhecimento em viagens e na fotografia.

                       À medida que nos aprofundamos no conhecimento, que damos o primeiro passo rumo ao domínio da técnica, que passamos a conhecer e aplicar alguns conceitos bem básicos e noções muito fundamentais de fotografia,  que começamos a usar corretamente tanto os recursos da câmera quanto dos programas de editoração eletrônica de pós-processamento, daremos um salto gigantesco em direção à qualidade de nossas fotos.  Com a popularização das câmeras digitais e o baixíssimo custo das fotografias que esta tecnologia proporcionou, quase todo viajante tornou-se um fotógrafo de viagens. Isso é ótimo!  Isso é maravilhoso: são mais e mais a transmitirem informação e conhecimento, opinião e avaliação - a seu modo e com sua personalidade.  Não precisamos mais gastar fortunas com revelações e cópias de centenas de fotografias., entulahr nossas estantes e armários com álbuns e caixas vazias de sapatos e cheias das fotos que não couberam neles. Hoje basta fotografarmos, subirmos para álbuns digitais no Flickr e enviarmos o endereço deles por e-mail aos nossos contatos. Todos verão nossas fotos ainda durante a viagem e não terão mais que se submeterem-se àquelas intermináveis e desinteressantes seções de projeção de slides em família, asism como aos terríveis filmes em vídeo que nos deixavam até enjoados tal a movimentação da câmera na mão do filmador. No Youtube não ficaremos mareados com o movimento incessante das câmeras e do som irritante e entercortado do fundo.  Como jamais antes ocorreu, o que era possível apenas aos mestres, a arte da fotografia de viagens (assim como a da filmagem) pode ser dominada por qualquer um com alguma prática e paciência, que esteja disposto a dar algum tempo  ao aprendizado, ao treino e ao exercício da técnica.  Entre tantos simples, mortais desconhecidos, fotógrafos sem importância ou expressão,  aqui estou eu, leitor, um mais-que-perfeito exemplo de auto-didatismo: jamais frequentei um curso técnico de fotografia.

                       Vamos aprender um pouco das funções de uma câmera fotográfica, das técnicas fundamentais de fotografia em viagem, de modelos e tipos de câmeras fotográficas e dos conceitos fundamentais que orientarão o leitor a decidir-se por que tipo de câmera adquirir. 

                      Fotos melhores do que as que tem feito são a sua meta? Então siga acompanhando este tutorial que em 17 capítulos compartilhará boa parte de meuss conhecimentos, que somados ao seu gosto pela fotografia e o exercício do ato de colocar em prática o que aprendeu serão significativos na melhoria da qualidade de suas fotos. 

                     Serão 17 capítulos:

                     1) Dominando a câmera;  2) Técnica ou arte, o que vale mais?;  3) Que câmera devo comprar?;  4) Tome uma resolução, leve uns megapixels!5) Que tipo e modelo de câmera devo comprar?;  6) Sua câmera tem ruído?; 7) Sua câmera é automática, você não! Portanto, não deixe que ela faça por você;  8) Cor não é gente, mas tem balanço e temperatura;  9) ISO ou aquilo?; 10) Aprenda a fazer fotos noturnas; 11) Enquadramento: enquadre a foto, não você (Composição e enquadramento - A Regra dos Terços);  12) Fotometria e telemetria? Que bichos são esses? Medição de luz e focagem (Os modos de medição de luz (fotometria) das câmeras digitais e Focagem (telemetria). Colocando a foto em foco);  13)  Use a luz da tarde (mas em viagem, saia de manhã!);  14) Filtro solar não é só pra pele.  O filto polarizador circular (circular polarizing filter);  15) The Flash! Um super-herói a seu favor;  16) Resenhas: Dpreview, o Tripadvisor das câmeras digitais. Não compre uma câmera sem ele;  17) Edição de imagens. O pós processamento.  

                        Nos próximos 17 capítulos compartilharei alguns conhecimentos básicos que somados serão significativos na melhoria da qualidade de suas fotos, caso você se esforce em aplicá-los, visando o melhoramento de suas fotos de viagens.  Você poderá fazer fotos com aparência mais profissional e obter resultados  que o surpreenderão.  Ao longo dos capítulos ensinarei alguns conceitos básicos para conseguir fotos mais bonitas, mais técnicas e até mesmo mais artísticas.  Todavia, é necessário aceitar que para fazer  fotos melhores precisamos mais do que apertar o disparador da câmera, isto é,  tirarmos melhor proveito de seus recursos, não importando qual seja sua câmera.   O primeiro fundamento para fazer fotos bonitas é conhecer seu equipamento. O segundo é saber o significado de cada função. O terceiro, lembra-se de que não é câmera que faz um bom fotógrafo, mas quem está por trás dela acionando seu disparador.

 _______________________

A Câmera viajante

  Que pode a câmara fotográfica? Não pode nada. Conta só o que viu. Não pode mudar o que viu, não tem responsabilidade no que viu. A câmara, entretanto, ajuda a ver e a rever, a multi-ver o real nu, cru, triste, sujo. Desvenda, espalha, universaliza a imagem que ela captou e distribui. Obriga a sentir, a - criticamente - julgar, a querer bem ou a protestar, a desejar mudança.”  Carlos Drummond de Andrade

 

A seguir: Como fotografar melhor. O que é preciso?

 

Até lá. Um grande abraço e boas viagens

Reader Comments (20)

Arnaldo!!

Parabens!! Já havia visitado seu Blog em outras oportunidades e hoje cheguei aqui pelo Twitter. Excelente Texto.. Esta Série sobre Fotografia esta chegando em excelente hora!! Estou começando a fotografar com uma SLR.. Ainda tenho muito o que aprender!!

Grande Abraço

Oscar

15:44 | Unregistered CommenterOscar

Obrigado, Oscar, por sua visita e comentário. Também já conhecia seu blog e o visito quando tenho oportunidade. Esteja à vontade para perguntar o que desejar. Se estiver ao meu alcance e domínio, terei prazer em ajudá-lo a dominar sua câmera. estou certo de que seguindo os 17 capítulos que se seguirão a este você terá informações básicas para paticar em sua câmera e conseghir boas fotos. Parabéns pela aquisição de sua DSRL, sem dúvidas um dos maiores passos para fazer melhores fotos.

Grande abraço e boas fotos!

É, meu querido companheiro de viagens e de tudo o mais, nada como viajar, experimentar e ter relatos e fotos para nos emocionarmos na volta, às vezes muito tempo depois. E, apesar dos erros, melhora-se um pouco a cada vez, o suficiente para termos fotos que realmente nos transportam para um determinado instante.

Uma coisa que eu adoro, entre família e amigos íntimos, é pedir para ver fotos antigas: é certeza de momentos emocionantes, de muita risada e de silêncios. Mas, em muitos destes momentos, destas viagens e histórias, faltam fotos: recria-se a história na cabeça, mas como seria bom se uma pequena foto pudesse dar o tom do que se estava vivendo ali?

Estamos esperando a série... :-)

16:59 | Unregistered CommenterEmília

Olá Arnaldo, para mim as fotos de viagem são tão importantes quando a própria viagem.

Estou ansiosa pelos posts. Serei uma aluna aplicada. Abraços

6:27 | Unregistered CommenterFlora

Olá...
Parabéns pelo site, já está adicionado em minhas leituras...
Gostaria de convidar vc a visitar o meu também:
www.embarqueimediato.net
Abraços.

7:23 | Unregistered CommenterTaisa

Professor e amigo Arnaldo.
Também acompanharei o curso todo (já estou acostumado com a prof e amiga Emília).
Além de tudo, fui citado nominalmente já no início deste espetacular post. Fotografar é escrever com luz!
Aguardo os próximos capítulos.

Abs.

Olá Arnaldo,
Acabo de conhecer teu blog e....era tudo o que eu esperava!Dicas de como fotografar em viagens incríveis (ou seja, o que eu mais gosto de fazer!)
Guardei em meus favoritos para ler com calma depois.
Grande abraço,
Bia
www.biaviagemambiental.blogspot.com

22:19 | Unregistered CommenterBeatriz

Arnaldo,

Como sempre, o texto está bárbaro! Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi saber da sua vontade em conhecer o Iêmen. Como bem sabe, moro em Dubai e desde que aqui cheguei nutro uma curiosidade enorme acerca deste país conturbado e primitivo, dono legítimo do título de cidade mais antiga do mundo com seus arranha-céus de mais de 2 mil anos (Saana & Shibam). Além disso, a ilha de Socotra (dá um google para vc ver) é de uma beleza especial, uma mistura de maldivas com galápagos. Um país com atrativos tão distintos e únicos não poderia deixar de ser, no mínimo, interessante.

Porém, tamanho potencial turístico tem sido ano após ano inibido pelas guerras e atentados terroristas, o que acabou por "desconectar" o Iêmen do resto do mundo.

Independente disso, alguns exploradores turísticos (já deixamos de ser "turistas" há muito tempo!) são ávidos para conhecer tal destino, mas claro, com um nível mínimo de segurança. E segurança aqui significa estar em grupo. Desta maneira, já venho reunindo em uma listinha os nomes dos possíveis interessados a realizar esta aventura, que seria conduzida por um iemenita que vive em Dubai.

Assim, gostaria de saber se vc e Emília teriam o interesse num futuro próximo - mas nem tão próximo assim - de fazer parte deste seleto grupo de exploradores do Iêmen. No momento somos 5 pessoas (3 brasileiros e 2 franceses).

Fica o convite, nem que seja somente para debater mais sobre as belezas do Iêmen. :)

Saudações,

Arnaldo, a camera digital foi o fim dos álbuns de fotografias das minhas viagens. Na época dos filmes, chegava de viagem, corria para revelar as fotos e mostrar pra família e amigos. Agora, estamos tão indisciplinados, que não organizamos nada, vai se acumulando fotos e mais fotos e nem família tem tempo e paciência para ver na tela. O capítulo 17 vai ser essencial para tomar coragem (pra não dizer vergonha na cara) e retornar a prazerosa organização das fotos em álbuns (não virtuais, de papel mesmo). Penso como a Emília: é emocionante ver fotos antigas.

11:44 | Unregistered CommenterRosa

Olá Arnaldo,

Você já merecia muitos parabéns pelos excelentes textos e pelas excelentes fotos! Cada post seu é um convite maravilhoso para conhecer o lugar que você esteve...

Agora com a ideia da sequência de posts sobre como tirar melhores fotos, merece muito mais do que "simples" parabéns! Eu o acompanho aqui há um tempo e SEMPRE quis tirar fotos melhores nas minhas viagens, queria conhecer mais e melhor minha máquina e, não só isso, queria saber usá-la melhor!

Vou esperar ansiosamente cada post! Conte com minha audiência!

Abraços...

19:08 | Unregistered CommenterIgor Leal

Fê, obrigado pelo honroso e gentil convite, mas eu e Emília não temos planos a médio prazo para o Iêmem, porque há muitos destinos em nossa lista de desejos bem na frente deste. De toda maneira, reitero a gentileza de lembrar-se de nós.

Um grande abraço

ROSA, nunca deixe de fazer aquilo que gosta apenas porque pode ter saído de moda. Quando em me referia aos álbuns de fotos impressas e o volume que ocupavam, o trabalho que davam, não queria de maneira alguma sugerir que outras pessoas devam deixar de fazê-los, mas que EU já não mais os queria fazer, porque com os álbuns do Flickr e o próprio blog creio estar plenamente satisfeito quanto aos prazeres de guardar fotos organizadas.

Espero que os demais capítulos também sejam atraentes, úteis e interessantes para você.

Muito grato pela visita

Amigo, ainda que minha especializade não seja foto de pratos e tudo o que estiver relacionado com a copa, a cozinha e a mesa, acho que deverá haver alguma coisa aproveitável para vocês nessa s[erie...

Grande abraço

IGOR, logo após ler seu comentário fui conferir seu blog e tenho a lhe dizer que vc tem mais de meio caminho andado, porque suas fotos são bem enquadradas e o que ler aqui poderá melhorar um ou outro detaolhe. De toda maneira, fico grato pelas palavras e espero que volte sempre.

Grande abraço

Post absolutamente inspirador! E perfeita a citacao de Drummond.

Oi Arnaldo, amei o post! Já espero ansiosa pelos próximos!
Abraços

21:21 | Unregistered CommenterDan

Gostei muito do post.
Parabens

11:20 | Unregistered Commenterjavier

Ah, dessa lista de paises, eu nao conehco uns 4 .Estou voltando a Zanzibar, mës que vem. Viajar é maravilhoso. E fotografar, idem
Boa sorte

eu ainda nao fotografei safari. Vou fazer um por 4 dias em Maasai mara, no Kenya, e estou em duvida que lente usar na minha canon 5d mark II

do u know?

QUE DELÍCIA DE PRESENTE ESTAS AULAS, ESTAVA PLANEJANDO FAZER UM CURSO. POUCO PROVÁVEL ENCONTRAR MELHOR PROFESSOR.
ABRAÇOS EXTENSIVOS A "DOCE EMÍLIA"

Arnaldo, seus posts são verdadeiramente inspiradores. Seguindo uma dica sua, iniciei meu curso de fotografia no Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro e estou adorando.

Estou envolta nas pesquisas para comprar minha primeira DSLR e seus posts, sem duvida, serão de grande ajuda em meu aprendizado.

Enfim, já devorei as duas primeiras aulas, mas estou ansiosíssima pelas seguintes.

Grande abraço,

6:34 | Unregistered CommenterErika

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