CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Domingo
Dez042011

CAMBODIA, Angkor Wat e Siem Reap 

SIEM REAP - Chegar é fácil, difícil é partir                       

                        O que mais surpreende no sudeste asiático é sua capacidade de surpreender. Mal terminamos nossas maravilhosas experiências em Bangkok e Chiang Mai, um novo caso de amor nos inspirava, inflamava os sentidos, resgatava as melhores emoções já sentidas em viagem: eram Siem Reap e os templos de Angkor.

   Foi ao anoitecer nossa ansiosa, excitante primeira incursão a Siem Riep 

                    O que estava por vir já começava antes mesmo de pousarmos no pequeno e simpático aeroporto de Siem Reap. O Airbus da Bangkok Airways sobrevoava o vasto Lago Tonle Sap enquanto seu comandante anunciava o pouso. O avião da "boutique airline" e sua pintura exótica e colorida é uma atração nos aeroportos do Camboja, da China, do Laos, Maldivas, Burma, India e Cingapura, destinos da terceira melhor cia. aérea regional da Ásia em 2011. Pousamos às três da tarde. Mal desligaram-se as turbinas, nós e os demais 161 passageiros levantamo-nos ansiosos pela abertura da porta do avião e por nosso desembarque. Estávamos ávidos para engrossar a multidão de turistas que visita Siem ReapAngkor todos os dias.

  

Doces, puras e singelas como todo o povo cambojano... 

                  Por vezes aparentemente hostil, o sotaque khmer é curioso. Em nada lembra a atraente sonoridade do tailandês, a língua tonal, suave, doce e cantada que ainda permeava nossos ouvidos. Saímos do avião ouvindo o último sah-wah-dee kha, a despedida da comissária, cuja sonoridade alongada da última sílaba sempre é acompanhada de um sorriso. 

                  O tom musical nos acompanhara durante os dez dias na Tailândia, consagrou-se como o extrato da simpatia e receptividade tailandesas, que neste novo encontro temíamos não se repetir. Talvez fosse a história recente, sombria e trágica do Camboja, e as deliciosas estadas no país vizinho o que provocasse nosso temor de não encontrarmos a mesma doçura. Com o coração ansioso e apreensivo, descemos a escada e tocamos o solo cambojano, ainda com as lembranças e as saudades de Chiang Mai e Bangkok, de  oito dias dedicados febrilmente à sua exploração. Estávamos no tão sonhado destino: Siem Reap e o Complexo de Angkor, e vivíamos o privilégio de visitar um dos lugares mais incríveis do planeta.

 

 BANGKOK Airways (FONTE: Airliners.net - Photo ID: 1945650 - Autor: nguyenphuong - Vietnam Air Spotters)

                        Com aquele último adeus soando melancólico, nos despedíamos da Tailândia dando nosso alô ao Camboja, e assim que nos deparamos com o pequeno, simpático e caprichoso aeroporto de Siem Reap, a surpresa só não foi maior que a eficiência do serviço de imigração e de recuperação da bagagem. Simples, pequeno, simpático e acolhedor, o bom projeto de arquitetura, a vegetação luxuriante, a iluminação solar e o desenho khmer do estiloso aeroporto aplacaram nossa saudade. A ausência de finger e ônibus para o desembarque de passageiros, o nariz do avião quase tocando a fachada do edifícil é precisamente o que torna a chegada tão atraente.

Siem Reap. Base para exploração do Complexo de Angkor - na foto, o Templo Pre Rup  

                        Aquela primeira e gostosa impressão logo deu lugar à seguinte, igualmente boa: um  eficiente, rápido, divertido serviço de imigração e obtenção de vistos. Uma fila para pagar as custas de US$ 40,00 para nós dois, uma carreira de oficiais atrás de um longo balcão em curva, cada um com sua atividade, nossos passaportes corriam de mão em mão em dirreção ao final do balcão, onde numa segunda fila os recuperamos.  Encantados com mais dois belos vistos estampados em papel-moeda, pegamos nosso documento e seguimos em direção à esteira de bagagem. Com as malas rapidamente recuperadas, trocamos US$ 100,00 dólares pela moeda local, o Riel. Embolsamos 400 mil Riel e seguimos para o bonito saguão de desembarque, onde o aparentemente áspero sotaque khmer ali mesmo foi substituído pela simpática funcionária do hotel La Résidence d'Angkor, recepcionando-nos para efetuar nosso traslado.

                         Mal podíamos com nossa ansiedade. Queríamos logo chegar ao hotel, efetuar nosso registro, tomar posse de nosso apartamento e sair para explorar Siem Reap, a cidade khmer que serve de base para a exploração de Angkor. Entretanto, ainda era preciso conciliar o pequeno espaço do carro com nossa bagagem: três malas (duas de roupas, uma de artesanato, objetos decorativos, lembranças e antiguidades comprados em Bangkok e Chiang Mai), mais os dois passageiros, motorista e recepcionista e bolsas e malas de mão. 

                       Não esperávamos encontrar na cidadezinha o mesmo brilho incomparável do complexo de Angkor, construído pelas mãos do povo camponês dos arrozais, por artífices das pedras, por arquitetos ancestrais e escultores que imortalizaram com fidelidade espantosa a incrível história quotidiana, religiosa e de batalhas da época. Mas a ansiedade era como se estivéssemos prestes a entrar num daqueles templos de mil anos...

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                        Siem Reap

                        A outrora aldeia colonial transformou-se em potência turística. Apenas 20 anos foram precisos para que a então pequena cidade escondida do mundo se tornasse um de seus destinos mais populares.  Se hoje pouco resta do que era antigo, se perdeu charme e personalidade, eles ainda são visíveis nas construções francesas, nas ruas arborizadas, na imperfeição perfeita de suas ruas, na sua gente doce como açúcar, na vida simples, no jeito rural.  A personalidade mostra-se de muitas maneiras: no cheiro de molho de peixe fermentado, no prahok (**), nos chefs de calçada, na pimenta kampot (***), na dança Apsara...

Apsara, a tradicional dança khmer

..., nos monges budistas, nas linhas art-deco que fundiram-se harmoniosas com as asiáticas, na arrebatadora doçura do povo, até no seu açúcar, que surpreendentemente é retirado de palmeiras. Enfim, Siem Riep é uma plenitude de coisas boas para os que gostam de explorar culturas exóticas.

Transporta-se de tudo nos scooter, de famílias inteiras a galinhas 

                       Alguns pensam em destinar uma ou duas noites ao centrinho de Siem Reap, todavia muitos não o conseguem, não resistem ao cansaço dos estafante dias dedicados ao complexo arqueológico. Aqueles que o fazem, todavia não imaginam que os marcará, mais do que a indiscutível imponência do sítio arqueológico khmer, a experiência do convívio com uma gente tão pacífica, agradável, doce e alegre.

  

  As linhas art-deco fundiram-se discretamente com as asiáticas

                       Nossa primeira incursão a Siem Riep, se não o mais ansioso, por certo foi o mais excitante momento no Camboja. Assim que nos registramos no hotel e tomamos nosso delicioso quarto, saímos em busca das delícias da pequena, porém vibrante Siem Riep. Mal podíamos conter a ansiedade, pois a tarde caía e a noite sempre chega cedo no inverno.

 

A noite chega cedo no inverno 

                       Mais que um destino, a cidade é uma agradável experiência pra se viver. O centro de Siem Reap surpreende por seu agradável mercado popular, por suas lojas, boutiques, restaurantes, albergues, hotéis requintados, bares, casas de massagem, cibercafés, cafeterias e, por fim, os nojentos fish spas. A vida é vibrante e convidativa, especialmente na Pub Street.

 

O veículo nacional cambojano, popular também entre os turistas em Siem Reap 

                       Famílias inteiras seguem num mesmo scooter pelo surpreendente, civilizado tráfego de Siem Reap. Tuk tuks, bicicletas (o veículo nacional cambojano), motonetas, carros e pessoas, tudo flui com serenidade e ritmo que nem a mais civilizada cidade ocidental conhece.

 

  Lojas, boutiques, restaurantes, albergues, hotéis requintados, bares e cafés

                       Ainda que seja evidente a descaracterização que o turismo de massa provocou na cidade, algo necessário para abrigar a infra-estrutura hoteleira e o grande fluxo turístico, base de visitação de um dos mais notáveis lugares do planeta, ainda há vestígios de ruas e casas antigas, de originalidade chinesa e francesa na arquitetura, de autenticidade no artesanato, de exotismo. Nada, entretanto, foi tão notável quanto a comida. Deliciosa, requintada e ancestral, especialmente a servida nos inúmeros restaurantes do Old French Quarter e do mercado popular, cuja descontração foi sempre garantia de boa diversão.

A difícil lingua kmehr soa dura, mas a escrita parece transmitir a delicadeza do povo 

                       Além de tudo, a cidade é segura, é gostosa, é fácil de conhecer a pé. Como se não bastasse tudo, é interessante para compras, especialmente roupas, artesanato e objetos decorativos. Um êxtase para quem gosta de antiguidades, de objetos decorativos e para casa. Por fim, a qualidade da seda é notável, seja aplicada às roupas, aos artigos decorativos ou aos produtos para a mesa. 

 

  Old French Quarter

                       Maravilhosa de muitas maneiras, é o povo de sorriso doce, de simplicidade emocionante e sinceridade genuína que arrebata o visitante. A marca registrada da cidade, portanto, não é material, mas a que se percebe na sincera vontade de bem receber, no genuíno desejo de ajudar e servir, na doçura cativante, na ingenuidade perturbadora e na serenidade exemplar, tudo o parece fazer parte do cerne da personalidade cambojana.

O Sítio Arqueológico de Angkor é logo ali, a oito Km de Siem Reap 

                      A hospitalidade que parece ser tônica da personalidade provoca a mais sensível consequência: a conquista definitiva e do visitante, maior até mesmo que o poderoso efeito decorrente da visita ao complexo de Angkor Wat.  Provavelmente este foi o mais amigável contingente de pessoas que conhecemos no mundo, ao menos no mundo que nós conhecemos, que excede às mais exigentes expectativas e proporciona as mais singelas experiências que um turista pode trazer de um país.  Depois de nossas inesquecíveis experiências na Índia, não podíamos imaginar que nos dias atuais ainda houvesse gente tão doce. Deve ter sido por eles que experimentamos uma despedida tão emocionalmnte sentida de Siem Reap.

 A cidade é segura, gostosa e fácil de conhecer                  

                       Muitas, inesquecíveis e variadas experiências marcaram nossa estada. Como o jantar no fantástico Sugar Palm. Um dos melhores restaurantes de cozinha khmer da cidade, entre tantos, este, todavia, fica numa casa de madeira tradicional no aconchegante estilo cambojano do interior. Um bom gosto notável na decoração, a deliciosa comida meticulosamente apresentada, o antendimento simpático e eficiente é tudo o faz do lugar merecer com a maior justiça o generoso destaque na mídia internacional, sobretudo as reconhecidas menções nos mais renomados guias turísticos impressos de expressão mundial.

                        O restaurante fica numa parte um tanto remota da cidade, o que faz dele um destino para quem quer visitá-lo deliberadamente, nunca por quem está de passagem. Em nossa experiência a fabulosa comida cambojana estava impecável, tanto na qualidade quanto na criatividade, que resulta de interpretações próprias e variações discretas (mas responsáveis) da comida tradicional, todas preparadas, não sobram dúvidas, por quem entende de comida e respeita as tradições.

Siem Reap - Agitada na medida certa, segura, simpática, acolhedora e atraente 

                         Para além do ambiente simpático, da boa cerveja, dos bons vinhos, da boa gente, o ambiente é extremamente acolhedor e os preços assustadoramente baratos para o padrão. Como de tudo mais em Siem Reap, saímos encantados do Sugar Palm. Agradeço às sempre fabulosas indicações do Lonely Planet e às sempre certeiras sugestões de minha doce Emília. Já então conquistados pela cidade e seu povo generoso, cuja mente, percebemos, é brilhante, em cujo peito bate um coração, deixamos o Sugar Palm ainda mais encantados naquele primeiro encontro com Siem Reap

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(*) Sah-wah-dee” (soa como se lê, “savadii”) e depois, junto, diga “khrap” (soa como kap) se for homem, ou “kha”, sendo mulher. O “Khrap” é falado rapida e secamente, com um “p” mudo, que morre nos lábios, enquando o “kha” é ligeiramente alongado (káa). Sah-wah-dee khrap (com as mãos na posição wai), para os homens; Sah-wah-dee kha (da mesma maneira, com as mãos na posição wai).

(**) Prahok: resumidamente é um filé de peixe cozido numa pasta de peixe moído, salgado e fermentado feita normalmente de peixes de lama, temperada com o onipresente lemongrass (capim limão), cozido no vapor envolto em folhas de bananeira e com molho a base de leite de coco.

(***) Kampot: a pimenta recebeu o nome de uma província do Camboja, ao sul, vizinha ao Golfo do Sião. A cultura e o gosto pela pimenta no Camboja tem história longa que antecede à grande civilização dos reis de Angkor, com exploradores chineses descrevendo sua produção ainda no século 13.

Depois do jantar, de volta ao hotel, outras boas e novas surpresas nos aguardavam.

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La Résidence d'Angkor - Graça, luxo e beleza

                       Os grandes hotéis de Siem Reap têm uma lamentável arquitetura, uma verdadeira aberração desoladora e poluidora, nada inteligentes, visualmente de mau gosto nos excessos de modernismo, de vidro espelhado verde e neo-classicismo que contrastam com as ruas simples, as casas coloniais e o rio da avenida principal da cidade.

                   Felizmente há exceções: o Hôtel de la Paix, surpreendente mais por sua localização do que por sua majestosa arquitetura art-deco e luxo, fica no "olho do furacão" do centro de Siem Reap, entre guesthouses e restaurantes. O Hôtel de la Paix é o melhor de luxo de Siem Reap, cuja bela arquitetura dos cinco andares abriga 107 apartamentos em estilo boutique hotel, além de um ótimo e conceituado spa, o premiado Spa Indochine. Não ficamos nele, mas como gostaríamos!

                   Outro que figuraria na lista dos três de melhor gosto na arquitetura, é o FCC, mas não conta muito porque sua graciosa arquitetura é original. De todo modo, defronte ao rio de Siem Reap, é um ótimo exemplar de boutique hotel, referência na cidade cada vez mais massificada por hotéis modernos com arquitetura deplorável. 

                  Nossa estada, todavia, foi no La Résidence d'Angkor, cercado por um muro discreto e vegetação tropical exuberante, lagos com carpas e plantas aquáticas. Para nós o hotel tem cinco  características marcantes, justamente aquelas que tornaram nossa estada uma encantadora experiência: bom gosto, discrição, graça, rusticidade luxuosa e beleza.  Assim como nos incríveis The Peninsula Bangkok e no Four Seasons Chiang Mai, foi também uma fabulosa experiência hoteleira nesta viagem. A estada de três dias, dos quais dois e meio foram dedicados ao complexo de Angkor, foi agradável e confortável do primeiro ao último instante. O hotel tem um caráter e personalidade que parecem comuns ao país e ao povo: simpatia genuína. Construído em madeira natural e no estilo khmer, próximo ao centrinho de Siem Reap, o hotel é uma maravilha dentro de outra.

                       Ambos - complexo de templos e hotel - estão entre nossas memoráveis experiências de viagem. De frente para o rio, a dez minutos de caminhada de Siem Reap (ou a 2 dólares de tuk tuk), os tranquilos jardins do hotel, uma piscina aconchegante e convidativa e o spa delicioso formam um conjunto perfeito para relaxamento e recuperação das energias ao fim do dia de visitas emocionantes (e cansativas!). É caro, mas vale cada centavo.

 

O La Résidence d'Angkor

                       Para além da beleza arquitetônica e da qualidade das instalações e serviços, nosso quarto era um dos melhores que já estivemos: espaçoso, elegante, bonito, fresco e silencioso. O que o diferencia dos demais hotéis de Siem Reap é sua arquitetura não massificada, como boa parte dos novos hotéis sem personalidade.

                       Quinto dos 165 hotéis comentados no Tripadvisor, o La Résidence d'Angkor possibilita uma experiência perfeita em hospedagem e serviços de hotelaria. Um cinco estrelas autêntico, sem o luxo dos seis, com serviços e instalações dignas de qualquer hotel memorável. Quartos e banheiros grandes, decoração e ambientes aconchegantes, tudo baseado no calor da madeira teca, em obras de arte cambojanas, nos jardins exuberantes, nos espelhos d´água, num conjunto cuja estada resume-se numa experiência extraordinária. O projeto não é inovador, mas abundante em charme, na ambientação e na decoração. Não há requinte, mas luxo rústico e aconchegante, especialmente pela madeira em abundância e pelos grandes beirais típicos da arquitetura nacional.

 

                         No quarto, o banheiro integra-se à área de dormir com um simples deslizar de portas de correr de madeira e palhinha, revelando uma banheira-chuveiro epaçosa. A televisão fica discretamente escondida num armário, o qual que vira uma escrivaninha ao ser aberta, como é recomendável a um retiro zen, ainda que moderno. Não chegamos sequer a usar a TV, nem mesmo por curiosidade, pois nada parecia nos atrair além do hotel, da cidade, dos templos e à dedicação restauradora ao repouso no fim do dia.

  

 La Résidence d'Angkor

                       Nossos favoritos na lista de experiências deliciosas no hotel foram o spa e o restaurante, Kea Kong Spa, cuja piscina interna com vista para um jardim de bambu é usada após as relaxantes sessões de massagens. Nada, entretanto, revelou-se tão agradável quanto os momentos ao fim dos dias que passamos na piscina externa, localizada numa ambientação das mais deliciosas que já presenciamos. O restaurante The Dining Room, estiloso, decorado com sobriedade em estilo asiático elegante, serve criações do Camboja, incluindo o Angkor Wat Tower, uma seleção de receitas locais na qual destaca-se a Lagosta Mekong. Nele tivemos um de nossos melhores jantares na viagem, um espetacular menu degustação saboreado ao ar livre e ao som de música e dança cambojanas ao vivo. Para uma refeição menos formal há o Alfresco BBQ, para comida ligeira à base de grelhados, e também o agradável Martini Lounge, para coquetéis e tapas.

Não faltam opções de hospedagem. E para todos os gostos, bolsos e estilos

                     Há ótimas opções de hospedagem em Siem Reap, para todos os gostos e orçamentos. Encontrar um refúgio na cidade não é difícil. Evidentemente que cada um hospeda-se onde, quando, como e por quanto pode e quer pagar. Todavia, se viagens são, por si, extravagâncias, sacrifício financeiro e pessoal, sonho a ser realizado após dedicado planejamento, é natural que resultem no melhor para o prazer pessoal, para as alegrias de um retorno feliz e saudável. Comer e hospedar-se bem é fundamental em qualquer viagem. Passar desconforto por ser pão duro (mesquinho ou muquirana, tanto faz) , podendo ficar melhor, não é nada elogiável. 

                     Tudo pode tornar-se ainda melhor se nos dedicarmos tanto à escolha de onde nos hospedaremos quanto a de um padrão acima do que imaginamos. Pensar, e tentar viabilizar "extravagâncias" em hospedagem pode significar uma viagem consideravelmente melhor. Se puder, não se culpe, esforce-se por ficar melhor. 

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História sombria, mente brilhante. O povo sorridente do Camboja

                       Conosco trouxemos para casa a certeza de que nem mesmo o terrível sofrimento que passaram com a guerra e o reinado tirânico de Pol Pot, comprometeu a simpatia do povo do Camboja. O período brutal do regime do Khmer Vermelho culminou com o extermínio de 2 milhões de cambojanos nos killing fields.  Não se pode nem se deve ignorar esta realidade numa viagem ao país nem as marcas sombrias desta história tão violenta protagonizada por Pol Pot, principal instigador do regime comunista que escravizou a nação, desmontou as instituições sociais e culturais, matou milhões, evacuou cidades inteiras, obrigou o povo a viver no campo e de agricultura, pôs fim ao comércio, destruiu escolas, arruinou templos, assassinou 75% dos educadores, obrigou milhões a trabalhos forçados, disseminou a fome.

                        Siem Reap, e especialmente seu povo, parecem não fazer questão de "vender" as imagens daquele tempo com o objetivo de tirar vantagens turísticas ou quaisquer outras. Ao contrário, percebe-se francamente que não lhe agrada discorrer sobre o assunto, especialmente com as pessoas mais cultas e informadas. É possível até que a história sombria provoque no visitante a curiosidade e um certo desconforto, especialmente quando encontra os mutilados pelas milhões de minas espalhadas pelo território, muitas ainda escondidas sob a terra. Entretanto, logo a doçura do povo nos envolve e a hospitalidade nos conquista. Se por um lado as conseqüências sociais e econômicas sejam notáveis, por outro são elas que tiram de nós o reconhecimento daquela incrível serenidade e simpatia do povo.  São elas que nos fazem lembrar o quanto somos privilegiados e que o melhor que temos a fazer para retribuir tanta simpatia e hospitalidade é nossa melhor e mais genuína complacência, respeito e, sobretudo, generosidade: não explorar, não regatear exageradamente os preços, gratificar e agradecer-lhes com nossa melhor simpatia.

                      Nós havíamos nos preparado para o privilégio luxuoso que é conhecer uma das maravilhas da humanidade - o complexo de Angkor -, todavia jamais para supormos que teríamos uma das melhores experiências de nossas vidas na convivência com um povo. Visitar o Camboja foi um incível privilégio pessoal. 

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ANGKOR, ícone da nação.

 

 Angkor Wat

                          Do óbvio ao incomum, tudo o que vimos foi um só arrebatamento. 

                          Se há lugares no mundo onde um viajante precisa ir, o Complexo arqueológico de Angkor é um deles.  O brilho incomparável da civilização khmer - centrada em Angkor - foi um dos mais resplandescentes do sudeste da Ásia. A Capital dos khmers, fundada nos 900, nem sempre teve o aspecto atual: a cidade cercada por altas muralhas e largos fossos surgiu apenas depois de ser  saqueada e quase destruída em 1.177. Ao abrigo das muralhas, surgiu então um avançado plano urbanístico baseado na implantação de vias e acessos baseadas nos pontos cardeais, em avenidas paralelas, em diferentes bairros, em palácios e templos cujos canais levavam água para o interior.

 

                           E o que torna Angkor tão especial, incomparável? 

                           Muito, mas  especialmente a monumentalidade de todo o complexo, cujas cidades de Angkor Thom, fortificada e com 10 Km quadrados, e templos Angkor WatTa ProhmBanteay Srei, Preah Khan e Preah Neak Pen, entre tantos outros, abrigavam uma das mais fenomenais civilizações do planeta.

                           Segundo a concepção khmer, uma cidade deveria representar um todo, como o cosmo em escala reduzida, especialmente nas que vivessem reis. Por isso eram construídas ao redor de sua parte mais notável, o templo-montanha, o simbolismo arquitetural claramente evocado em Angkor Wat.

                           Uma obra espetacular em todos os sentidos, especialmente na contrução dos moats, os fossos que circundam Angkor Wat e outros templos. Impressionantes , quase inacreditáveis se considerarmos as dificuldades da época, das ferramentas e da distância em que se encontravam as fontes de rochas. Por isso consideram-se entre as mais importantes obras de engenharia da humanidade.

O fosso, ao amanhecer 

                             Entre os séculos 8 e 13, uma sucessão de reis hindus e budistas criou magníficos templos e mosteiros em pedra, cujas arquiteturas intrincadas e os elaborados entalhes em pedra impressionaram vivamente os primeiros europeus que os “descobriram” no século 19 e continuam a fascinar aos visitantes do século 21.  

  

Quem dedicar-se a observar os entalhes, verá a incrível história do cotidiano

  

                            Quem dedicar-se a observar os entalhes em pedra e estiver acompanhado de um guia verá cenas incríveis e curiosas da vida religiosa, guerreira, cotidiana e social daquele povo, esculpidas com detalhes e beleza impressionantes.

 

                          Perdido e escondido na selva por séculos, seus restos não deixam dúvidas do quanto foi poderoso e ao mesmo tempo fugaz o antigo império khmer. Por vezes fantasmagórico, revela, ao mesmo tempo que guarda, seus segredos nas pedras talhadas.  Naqueles tomados pela floresta, a natureza apenas informa que com o tempo recupera o que é dela.

 

                          Resgatada por um homem para toda a humanidade, Angkor tornou-se um de seus mais majestosos patrimônios. Redescoberto por exploradores franceses no século 19, depois que um deles, Henri Mouhout, publicou a descoberta num livro, passou à merecida categoria de expressão mundial, uma das Maravilhas da Humanidade. 

 

                          Cada qual tem suas concepções e estilos, mas é o detalhe dos entalhes decorativos e ornamentais que revelam a história, os vestígios evidentes do majestoso legado khmer. Mais recentemente o templo Ta Prohm foi o que mais se conheceu de todo o complexo arqueológico de 600 quilômetros quadrados, tornou-se famoso ao ser cenário do filme Tomb Raider, cuja personagem Lara Croft foi interpretada por Angelina Jolie.

 

  ANGKOR - Templo Ta Prohm

                          O Patrimônio Mundial pela UNESCO tornou-se ainda mais turístico, o que é bom para o Camboja e maravilhoso para a humanidade. Um labirinto de corredores, pátios e galerias bem preservados, alguns aparentemente intactos, surpreendem o visitante pelo bom estado, mesmo aos 900 anos de idade. As árvores cresceram entre os templos e sobre eles, formaram um cenário que por vezes nos faz pensar que acabamos de encontrar uma cidade perdida. Todavia logo um grupo de turistas nos faz voltar a realidade.

  Templo Banteay Srei

                          A Cidade-templo de Angkor Wat é a mais complexa e impressionante. Construída no reinado de Suryavarman II, entre 1.113 e 1.150, consagrou-se como o maior monumento religioso do mundo, dedicado a Vishnu, cujo projeto representa o “desenho sagrado do cosmos” segundo o hinduismo, onde o Monte Meru ao centro está simbolizado pelo Santuário Central, a construção mais alta. Ainda que se possa imaginar que todo o complexo esteja "engolido pela selva", apenas dois sítios encaixam-se nessa descrição. O Ta Prohm é que melhor se enquadra na classificação.

   

 Templo Pre Rup

  

                         Mas Angkor Wat, mesmo não estando tomado pela selva, é o de maior significado histórico, humano e arqueológico, o mais emblemático e importante. Todavia, despeito de sua magnitude, Angkor Thom parece ser o que mais atrai os visitantes, que proporciona a incomparável sensação de mistério, talvez por ter sido cenário do filme e por ser tomado pela selva. 

 

Templo Ta Prohm

                       Uma visita ao complexo de Angkor arrebata pela beleza, pela monumentalidade, pelos detalhes refinados de arquitetura, pelo refinamento da ornamentação, pela sensação de serenidade e paz, pela beleza plástica dos entalhes e pela harmonia e grandiosidade do conjunto. Nem os oito séculos de pilhagem e intempéries diminuiram a qualidade da obra, a perfeição dos detalhes refinados das esculturas, das magníficas figuras entalhadas que retratam cenas do Mahabharata, além de outras de batalhas do império khmer, budistas, cotidianas e sociais.

  

Com o abandono de Ta Prohm, a natureza recuperou o que era dela

                       Arquitetônicamente, o estilo é angkoriano, época da fase artística mais evoluída e refinada da arquitetura khmer, última com influência hinduísta. Os mais de 400 quilômetros quadrados entregues à selva por séculos foram descobertos por Henri Mouhot, o naturalista francês. Desvendando a cidade perdida para o mundo, em 1860, através de seu livro Le Tour du Monde. Depois, arqueológos limparam cuidadosamente  a área, tornando a revelar sua imponência e possibilitando à humanidade o acesso aos templos consagrados como uma das obras mais importantes já construídas pelo homem.

 "Os templos devem ocupar um lugar de honra ao lado de todos os mais belos edifícios da humanidade, porque é maior do que qualquer coisa que nos resta da Grécia ou de Roma, e apresenta um contraste triste com o estado de barbárie em que a nação agora está mergulhada".

 - Do livro de Henri Mouhout

O gigantesco fosso que rodeia Angkor Wat 

                       Enquanto o Camboja esteve sob controle francês o complexo foi aberto pela primeira vez. Siem Reap transformou-se, então, num grande destino para viajantes mais intrépidos e exploradores. Tudo, entretanto, mudou quando o Camboja passou ao domínio do Khmer Vermelho de Pol Pot e por décadas tornou-se novamente um bem proibido. Somente com a morte de Pol Pot na década de 90 Angkor Wat voltou a ser um tesouro mundial disponível para humanidade. "Khmer" era o grupo racial dominante no Camboja e "Rouge" (vermelho, em francês)  a cor oficial da ideologia comunista. Ao assumir uma postura linha-dura em particular, Pol Pot e seus seguidores, declarram os agricultores seriam o verdadeiro proletariado, portanto, destruiu o  país tentando transformar cada cidadão em agricultor. Cambojanos que moravam nas cidades foram arrancados de seus lares e famílias inteiras foram enviadas para trabalho agrícola forçado nos campos. Dinheiro e livros foram destruídos e quase todos os cambojanos cuja profissão não fosse agricultor foi assassinado.

  

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Como explorar o complexo

                         Se houvesse apenas UMA recomendação para eu dar ao leitor, esta seria: chegue cedo! Ao menos às sete da manhã. Não evitará inteiramente o sempre grande fluxo de turistas, mas verá Angkor Wat com o frescor da manhã, com a beleza incomparável do alvorecer.

  

 Angkor Wat - Sexta-feira, 25 Nov 2011 - 7:00 h

                   Mas há muitas recomendações, algumas genéricas, que servem para todos. Evidentemente que tudo o que ler aqui deve o leitor levar em conta que foram experiências pessoais, portanto, que deve adaptá-las à sua realidade. Todavia, jamais encontrará aqui algo impositivo, do tipo "não vá em hipótese alguma"  ou "vá mesmo que esteja morrendo".

  

 Mesmo cedo já há turistas, especialmente asiáticos, que sempre andam em bandos

                         Para além do chapéu, dos óculos de sol, protetor solar, água, roupas e calçados confortáveis, é recomendável disposição para levantar cedo e iniciar o dia de descobertas com a luz incrível do alvorecer. Uma noite bem dormida e um desjejum substancial ajudam a obter esta disposição. Deve-se ter em conta que há muito chão a percorrer, escadas e colinas a subir, sol e calor a enfrentar, o que recomenda a economia de energia e a hidratação, além da proteção solar. 

 

Se for possível, veja tanto o anoitecer quanto o alvorecer em Angkor Wat 

                        Há uma infinidade de guias impressos sobre Angkor, alguns turísticos, outros históricos e bem profundos. Talvez tenha sido a maior coleção de livros que já vi sobre um tema. Usamos um Lonely Planet, o que mais agrega informações efetivamente úteis, substanciais, conceituadas, confiáveis, francas e sobretudo não impositivas. É, de longe, o que melhor informa o leitor, mas não é o indicado para quem não quer nem se aprofundar nem procurar o incomum. Os DK (Guia Visual), são muito bons e bem resumidos e ilustrados, mas perdem em conteúdo e dicas de quem "morou"  no lugar pra escever bem sobre ele.

  

                     A estação seca no Camboja - de novembro a abril - é ideal para as visitas. De dezembro a fevereiro a umidade é ainda menor, mas também é a mais cheia por turistas. Já na estação chuvosa, os preços são mais baixos e chove por períodos curtos todos os dias.

 De carro, de moto, de bicicleta, de tuk tuk e a pé, é fácil visitar os templos de Angkor

                         Há muitos meios para se explorar o complexo. O mais econômico é de bicicleta, mas também o mais cansativo e complexo. Alugam-se facilmente nos hotéis e na cidade. Todavia, saiba que pedalar até Angkor Wat pode ser exaustivo para a maioria, cansativo para muitos e tranquilo para uns poucos. São 8 km de distância, mais cerca de 20 de deslocamentos no interior do complexo.

                         O visitante precisa levar em conta também sua habilidade e prática em longas pedaladas. Precisa avaliar bem os efeitos de pedalar sob o sol, o que recomenda admitir pensar numa opção tão mais cara quanto melhor, o tuk-tuk.

             

                          Os tuk-tuk são confiáveis e abundantes. Sobretudo são completamente diferentes dos tailandeses, e em todos os sentidos: seus condutores não tentam nos extorquir no preço, têm um preços relativamente tabelados (ainda que não oficialmente, são honestos, serenos, gentis, simpáticos, não dão voltas desnecessárias, não nos levam a lojinhas (a menos que queiramos), dirigem com extremo cuidado, enfim, é uma delícia tranquila, divertida, prática e segura circular de tuk tuk em Siem Reap e pelos templos de Angkor.

Guias oficiais são altamente recomendáveis, úteis, cultos, informativos, mas não indispensáveis  

                           Os condutores dos tuk tuk muitas vezes são eles mesmos guias (ainda que não oficiais e informais) e podem entrar nos parques e movimentarem-se pelas estradas de seu interior como todos os demais veículos. Custam de 10 dólares por meio dia e 20 por dia inteiro, fora uns dez a vinte por cento de gorjeta não obrigatória mas extremamente recomendável, mais o almoço, caso permaneçam o dia inteiro.

 

                         Os carros, com ar-condicionado, cooler com água mineral geladinha e toalhinhas de mão e rosto idem, motorista e guia, custam entre 55 e 95 dólares, dependendo do hotel onde estiver hospedado, mas incluem neste preço um guia oficial. Também são altamente recomendáveis, pelo menos para o primeiro dia. Também é recomendável o convite para almoçarem motorista e guia, caso permaneçam o dia inteiro.

                        Nós optamos pelo carro com guia para os dois primeiros dias e o tuk tuk para o terceiro, meio dia. Gostamos muitíssimo de ambas as experiências. Na próxima vez eu iria de tuk-tuk com um guia. Com relação às bicicletas, tivemos vontade de alugá-las apenas para passear, não como meio de transporte no interior e no acesso aos templos.

Bicicletas, ônibus, tuk-tuks, carros, bicicletas, motonetas e pessoas a pé. Todos entram em angkor  

                       Creio que havendo tempo em Siem Reap, seria uma agradável experiência, especialmente para um passeio pelos belos campos de arroz e pelas paisagens de floresta e lagos ao redor dos parques, notadamente no dia em que fomos assistir ao alvorecer em Angkor Wat. Vimos muitos turistas ocidentais percorrendo tanto Siem Reap quanto as estradas ao redor do complexo de Angkor.

 

 ANGKOR -Templo Ta Prohm - Nov 2011

                        Todas as pousadas, albergues e hotéis em Siem Reap têm motoristas de tuk-tuk cadastrados para indicar aos hóspedes, assim como guias oficiais e carros com motorista, que em geral oferecem o circuito padrão para o complexo de Angkor inclui Angkor Wat, Bayon, Ta Prohm e Preah Khan.

  Bayon Temple, Angkor - Fatos e Fotos de Viagens - Nov 2011

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Guias turísticos são necessários?

                        Não é necessário mas altamente recomendável. Entretanto, não há a menor necessidade de contratá-los antecipadamente.

                        Os templos atraem mais de um milhão de turistas anualmente. Eles trazem riqueza e problemas. Um deles, a superlotação dos sítios, o que quebra a atmosfera misteriosa e tranquila das ruínas. Jovens guias qualificam-se a cada ano,e  todos são extremamente educados, cultos e bem informados, uniformizados e oficiais, com fluência perfeita nos idiomas inglês, russo, espanhol, francês, alemão, japonês e coreano.  Todos conduzem os grupos turísticos pelas mesmas rotas e horários. Portanto, ao contratar um guia, peça para que ele siga um roteiro personalizado, a fim de evitar o mesmo percurso dos grupos. Na verdade, tudo deve começar com a escolha de um guia.

Entra-se nos complexos de carro, moto, bicicleta, tuk-tuk, ônibus e a pé. 

                         E isso é facílimo e extremamente simples e confiável. Todo hotel tem o registro de guias que podem oferecer pacotes com transporte exclusivo, de meio dia a três dias completos. Não há a mais remota necessidade nem de contratar antecipadamente nem de contratar um guia indicado por alguém que já viajou para o lugar e teve uma boa experiência. TODAS as experiências com guias em Angkor são boas. Além do mais, contratando por um dia, você poderá concliuir se valerá ou não a pena fazê-lo para o segundo ou demais dias.

    

 Angkor - Templo Bayon 

                          Todavia, não há obrigatoriedade de contratação de um guia para visitação do parque. É uma decisão pessoal, mas ele ajudará muito na compreensão de detalhes, em mostrar aquilo que os guias impressos não mostram, em evitar as multidões por rotas alternativas e na boa oportunidade de conversarmos e interagirmos com o povo local, além da luxuosa possibilidade de personalizarmos a visita com incursões incomuns. Um guia impresso pode ser suficiente, mas um guia profissional proporciona uma visita racional e explicações precisas.

 

 Templo Bayon

                         Uma boa opção, intermediária entre a mais econômica e a mais dispendiosa é considerar é a contratação de um guia e de um tuk tuk para o primeiro dia, deixando o segundo (ou os demais) para visitas por conta própria, seja de tuk tuk ou bicicleta.  Informações sobre preços e programação dos roteiros com guias profissionais são possíveis em http://www.guideangkor.com/guides/guides.html . Entretanto, não há a menor necessidade de contratá-los antecipadamente.

  

Angkor Wat 

                         Há algumas boas e simples maneiras de se evitarem as multidões. A primeira delas é começar o mais cedo possível, em torno das sete da manhã, e especialmente estar acompanhado de um guia. Dois dias são o mínimo, três o ideal, quatro o perfeito para epxlorar templos mais distantes. Todavia, para a exploração meticulosa e completa das dezenas de templos, precisa-se no mínimo de uma semana.

  

                       Para visitar as ruínas do Parque Arqueológico de Angkor deve-se comprar um passe de admissão, na entrada principal, vendidos por  US$ 20 para um dia, US$ 40 três dias e US$ 60,00, por uma semana. Os passes devem ser guardados para verificação permanente e para ingresso nos banheiros na entrada, que o visitante deve aproveitar para usar assim que entrar, pois não há mais banheiros no interior, apenas nas saídas.

  

  Há Centros de Informações e Banheiros nas entradas dos principais templos

                        Quase todos os guias impressos e locais sugerem que as visitas sejam feitas em duas sessões de três horas cada, com intervalo de três horas para almoço e descanso no hotel, o que é altamente recomendável e indicado. Em geral este arranjo é feito para evitar o sol quente da tarde, especialmente porque as rochas negras dos templos absorvem calor e o emanam por muitas horas. Uma sesta pode ser agradável, além de um banho de piscina, uma massagem e um descanso para um retorno revigorado. Todavia, tudo depende do estado físico e do temperamento, da disposição e da saúde de cada um. Preferências não se discutem, incentivam-se. Portanto, caso prefira dedicar-se mais às ruínas, não passará qualquer necessidade, pois há tendas, bares, restaurantes e banheiros em bom número.

 

 

   O visitante caminhará bastante e subirá escadas na maioria dos templos   

                        Dois dias inteiros dedicados ao parque permitem conhecer apenas o essencial, abrangidos pelos circuitos chamados Small & Grand Circuits. Os mais recomendados são os seguintes (com os nomes em inglês, como são oferecidos): Sunset at Phnom Bakheng, Sunrise at Angkor Wat, Explore Angkor Wat, Explore Angkor Thom,  Bayon, Baphuon, The Terrace of Elephants e Explore Ta Prohm. Alguns menos comuns começam o dia visitando o Roluos Temple Group, em seguida retornan a Siem Reap para almoço e depois seguem a Angkor Wat.  No segundo dia, para evite a entrada principal e seu massivo fluxo de turistas, entre pelo Portão Ocidental.

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Assistir ou não ao Pôr do Sol em Phnom Bakheng?

                       Não permita que opiniões toscas desqualifiquem a SUA vontade de subir ao Phnom Bakheng para assistir ao Pôr do Sol. Faltam originalidade e personalidade a elas. E sobretudo o respeito à originalidade e personalidade de cada pessoa. Concepções simplistas e considerações individualistas, sem considerar a pessoa, mas a sua experiência própria como única valida, apenas no que o você acredita, significa ignorar as características individuais de cada pessoa e, consequentemente, fazer-lhes recomendações erradas, impositivas e injustas.

                        Férteis em injustiças, exageros, egocentrismo e esnobismo, boa parte do que se lê na Internet são comentários, recomendações e opiniões impositivas, imperativas, professorais que resumem-se num verdadeiro desserviço turístico.  Afirmações como “não vá em hipótese alguma” sempre serão pretensiosas porque jamais levam em conta o seu desejo, as suas características, a sua personalidade e a sua disposição. O bom senso que falta aos exagerados sobra aos que recomendam “Vá se...”, estes sim, úteis, providenciais, os devemos considerar. 

 

 Phnom Bakheng

      

                        Então, como devemos avaliar dicas, sugestões, fóruns e resenhas?  Se aqui é um lugar para se falar verdades, aconselhar com sensatez e descartar dicas de caráter exclusivamente pessoal e egocêntricas, se é para servir aos leitores, não a mim, deixo aqui minhas mais vivas recomendações:

                        PRIMEIRA (e mais importante): evite os chatos (ou impositivos).

                        Prefira você achar que é melhor ter ido e não gostado do que arrepender-se de não ter ido e poder ter gostado, por não ter ido porque acatou sem pensar em alguma opinião idiota. Simplesmente leve em conta quesempre há boas chances de a sua experiência ser radicalmente diferente de outra. Sugestões de viagens baseadas em convicções herméticas e que se parecem com pregações religiosas ortodoxas, jamais contemplaam algo fundamental a quem dá dicas de viagens: bom senso e noções de heterogeneidade das pessoas. Não deixe que pessoas preguem suas idéias como “verdades”, que afirmem que o único caminho é o delas, opiniões “faça o que eu digo e faço”. 

                      Viagens são experiências pessoais. Muitas compartilhadas na Internet em blogs, fóruns e páginas de relacionamento são egocêntricas, intrometidas, arrogantes, pretensiosas e auto-promotoras. Devem ser ignoradas. Todavia, neste mesmo universo há boas sugestões, de grande valia e utilidade. Para evitar erros, não dê atenção aos “conselheiros viajantes impositivos, prefira os que dizem "Vá se...", ignore os "Não vá nunca". 

                     SEGUNDA: evite as seguintes classes de conselheiros turísticos, sejam virtuais ou presenciais, mas especialmente os que escrevem na Internet:

                     1) os “Google viajantes”. Em geral não viajaram muito ou fizeram uma única viagem na vida, não importa o tamanho nem a distância. São os que replicam tudo o que leram na Internet, tornam o que é óbvio e acessível a qualquer pessoa mais um de seus "incríveis" conselhos. Não aconselham, determinam. É o típico conselheiro do Twitter, de blogs, de fóruns e afins. Também pode-se chamá-lo de "replicante", porque o que faz quase sempre é repetir notícias que leu na Internet, todavia fazendo-as parecer de sua autoria;

                    2) os Impositivos. Os que “se acham”, os “sem noção”, que dizem “não vá em hipótese alguma” ou “vá nem que esteja morrendo”. São pernósticos, nocivos, portanto evite os “vomitadores de regras”;

                    3) os Impostores, aqueles que citam o que leram em livros, romances literários, guias turísticos impressos ou virtuais, Wikipédia, Internet, revistas e blogs. Sua especialidade mais notável é profer "frases de efeito". E o fazem com enorme sucesso, tomam descaradamente as idéias e textos dos outros e as repetem como suas. Os ingênuos aplaudem suas frases de efeito e afirmações “geniais”. Estes também abundam o Twitter e Facebook. Provavelmente são os mais difíceis de serem desmascarados, conseguem enganar a muitos por muito tempo.

                        Em resumo, tente aprofundar suas pesquisas no que é profissional, impessoal, sério, maduro e não impositivo. Leia bons guias de viagens impressos, como por exemplo os confiáveis Lonely Planet, Frommers, Fodors, DK, entre outros. Eles renunciam ao gosto pessoal em favore da informação da realidade, que pode ser tanto agradável quanto não, dependendo de cada um que a experimenta.

 

NOTAS:  

(a) É possível encontrar mais de uma das três característica acima em alguns tipos, até mesmo todas as três num só.

(b) O autor deste blog orgulhosamente defende o direito de qualquer um falar besteira, até por já ter dito algumas. Mas se esforça para não ser mais um idiota pretensioso a escrever na Internet achando que tudo o que é bom (ou ruim) pra mim deva ser obrigatoriamente pra quem quer que seja. Louvo aquele que experimenta por sua conta sem que opiniões de terceiros defina a sua própria.

    

                        Longe de ser o viajante mais experiente do mundo, já fiz muitas viagens, tenho a sorte de aprender mais em cada uma delas, especialmente tornando-me mais ponderado, condescendete, impessoal, responsável ao sugerir o que quer que seja. Sei que viagens são empreendimentos pessoais, que pessoas são diferentes e seus gostos ainda mais. Compreendo que tudo o que vemos, vivenciamos, examinamos e concluímos tem correspondência estreita com nossos valores pessoais. Gostar ou não de qualquer coisa depende do caráter, formação, idade, personalidade, gosto, saúde, cultura e estado de espírito de cada um. Cada indivíduo vive segundo seus próprios conceitos e não deve deixar de basear-me em opiniões de outros para tirar as próprias. É assim que quanto mais leio, mais admiro quem sabe sugerir sem impôr, quem não é intrometido, quem sabe recomendar com sensatez, quem não demonstra egocentrismo, quem mostra as coisas como elas são, não apenas como eles acham que são.

 No topo, vistas incríveis de Angkor Wat

                         Uma das páginas mais úteis para viajantes na Internet é a do Tripadvisor, um lugar democrático onde viajantes comentam e avaliam suas próprias experiências em hotéis, restaurantes, destinos e atrações. Mas como tudo tem dois lados, recentemente o site foi alvo de inúmeras resenhas falsas, figurou nas manchetes virtuais negativamente.

                         Mesmo as verdadeiras, efetuadas espontaneamente, precisam de avaliação pessoal atenta e cuidadosa. Sugestões e recomendações, críticas e elogios precisam ser interpretados, porque são fruto do jeito pessoal de cada um. Neste caso não há verdades absolutas. Há  também avaliações subjetivas, falsas, raivosas, egocêntricas e de pessoas que são pagas para avaliarem mal um hotel concorrente daquele. Uma das boas maneiras de verificar a competência, a imparcialidade e sobretudo a vontade de servir, é avaliando a quantidade de comentários do comentarista e sua diversidade. Quanto maiores, mais confiável. Isto serve para todo e qualquer fórum na Internet.

                         É assim com as informações e sugestões acerca de assistir ou não ao Pôr do Sol em Phnom Bakheng. Foram precisamente as radicais divergências enter as opiniões que me alertaram a analizar cuidadosamente cada “dica”. A maioria delas útil, a menor parte, impulsiva, impositiva, egocêntrica, pessoal e sem critério. Para a alguns o lugar é cheio, para outros tem vistas incomparáveis. Tratado como armadilha turística para uns, recomendável para outros, experiência divertida para tantos, não me surpreendi com o blog Solo Female Traveler, cuja autora definia Angkor Wat (e todo o Camboja!) como dispensável (!!) em matéria com o título “Angkor Wat? Skip it.”  Já pensou se você resolvesse seguir opiniões como essas?

                        Em resumo, evite os chatos. Todos os chatos. Dos eno-chatosgoogle-chatos, eco-chatos e, sobretudo, os travel-chatos.

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As minhas considerações sobre o Pôr do Sol em Phnom Bakheng

                   Minha recomendação é: analise SIM a possibilidade de assistir ao Pôr do Sol em Phnom Bakheng. Todvia, caso não o faça, considere visitá-lo fora do horário de pico, especiaklmente de manhã cedo.

 

 Subindo Phnom Bakheng

  

                       São fatos, primeiramente. Depois de aproveitar o dia conhecendo os principais templos e sítios do complexo, boa parte dos turistas vai ao topo de Phnom Bakheng para assistir ao pôr do Sol em Angkor Wat. É um momento extremamente concorrido, quando o lugar transforma-se no mais disputado ponto turístico de todo o complexo, talvez até do Camboja.

    

                       É tão concorrido quanto espetaculares, templo e vista. Esta, a única do gênero que se tem em todo o parque. Detestável uns, encatadora experiência para outros, se puder, recomendo que experimente ter a sua própria. Primeiro há a subida por uma estrada em subida medianamente íngreme. Faça-a no seu ritmo e vá desfrutando dos mirantes com vistas para outros templos e para Angkor durante o caminho relativamente sombreado pela densa mata, mas se preferir, pode subir de elefante.  Para alguns, pode valer tanto quanto pesa.

A subida é tranquila e agradável... 

  

...e seus mirantes vão revelando surpresas. 

                       Chegando ao topo e à base do templo é preciso subir dois lances de escada, que podem parecer difíceis e complexos, que também podem ser vencidos com pessoas com mediana capacidade de locomoção, cárdio-respiratório e física geral de cada um. 

                       Mesmo para os que estão em ótimo estado, os degraus exigem atenção, não porque ofereçam perigo, mas por serem mais altos e curtos do que os convencionais.  Sobe-se de lado, olhando-se para o chão e apoiando-se nas paredes laterais. Mais rápido e cedo do que se pensa, chega-se no topo e têm-se uma boa recompensa pelo "esforço".

  

Subir de elefante: US$ 20,00 (para quem não quer ir a pé). Vale quanto pesa

                         Uma vez lá em cima todos querem conseguir um bom lugar para observar o evento máximo. A espera será tão mais longa quanto mais cedo chegar o turista. Dependendo da temporada (quanto mais alta, mais turistas) divide-se o espaço com muitos outros que estão ali pela mesma razão, o que significa tanto dificuldade para encontrar um lugar para sentar-se na “arquibancada” quanto para fotografar o belo espetáculo sem que ao “revelarem-se” as fotos saiam mais cabeças do que paisagem. Para muitos a multidão incomoda tanto quanto para outros diverte.

 

 No topo, a recompensa: Phnom Bakheng com 360 graus de vista para Angkor Wat

                         Mais uma vez lembro que cada pessoa tem sua personalidade e gosto, portanto, é um indivíduo que tem comportamento diferente, pode gostar do evento. Há limitação de 300 pessoas, o que significa que mesmo estando na base poderá não ser possível ir ao topo.

   Mas lembre-se, o acesso ao templo encerra-se às 17:30 todos os dias 

                       Caso o turista pretenda conhecer o topo do templo sem esperar o pôr-do-sol, pode, e deve, evitar a hora do rush, isto é, subir bem mais cedo e esperar para ver, segundo seu critério, se o lugar está ou não agradável e, finalmente, optar por permanecer ou descer. Caso permaneça, quase todos os que estão ali descerão ao mesmo tempo a escadaria e o caminho pela estrada ao fim do dia (sempre às 17:30h nesta época do ano). A opção de descer pela escada esperando um pouco o maior fluxo inicial de turistas é boa, mas não tanto que chegue a ficar só para descer a estrada à noite. Do templo, em cima da colina, avistam-se paisagens incríveis e incomparáveis, só vistas dali, inclusive de Angkor Wat. A visão é panorâmica, para uma distância e altura que não se encontram em outro lugar.

                       O sol não se põe exatamente atrás de Angkor Wat, ao contrário, à frente dele, mas o ilumina esplendorosamente antes de sumir no horizonte, o que possibilita uma sessão de fotos magníficas. Definindo-se por ir, esteja consciente de tudo isso e saiba que, de todo modo, ir ao topo da Bakheng Hill, no Phnom Bakheng, pode ser uma experiência incrível. Lembre-se sempre de que é pior arrepender-se de não ter ido. Consulte outras opiniões e tire a sua conclusão.

 

                          Nós não fomos ao topo no fim do dia apenas porque não conseguimos sair de Angkor Wat a tempo de subir Bakheng Hill, pois o acesso fecha-se às 17:30 h, o que lamentamos profundamente. Por isso o fizemos na manhã do dia seguinte, logo cedo, mas sempre com vontade de ter ido ao anoitecer. Adoramos. Gostaríamos siceramente de ter compartilhado o pôr do sol - com a multidão e tudo ! -em cima de Phnom Bakheng.

 

Virtual Tourist - Pôr do Sol em Phnom Bakheng:

http://www.virtualtourist.com/travel/Asia/Cambodia/Khett_Siem_Reab/Angkor_Wat-1202517/Things_To_Do-Angkor_Wat-Sunset_at_Bakheng_Hill-BR-1.html

 Mapa interativo (Google) de Angkor Wat:

http://gardkarlsen.com/Angkor_Wat_Google_map.htm

Angkor Wat no Wikipédia, a enciclopédia livre:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat

Guia e roteiro de Angkor Wat - Wikitravel:

Angkor Archaeological Park

http://wikitravel.org/en/Angkor_Archaeological_Park

Mapa interativo com fotos 360 graus

http://www.world-heritage-tour.org/asia/southeast-asia/khmer-empire/cambodia/angkor/map.html.

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LITERATURA consultada:

Focusing on the Angkor Temples: The Guidebook

http://www.angkortemplestheguidebook.com/index.php

Ancient Angkor

Michael Freeman and Claude Jacques

Enchanting Cambodia

Mick Shippen

Grandes Civilizações Dessaparecidas - Angkor

Louis Fréderic - Reader´s Digest

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Um grande abraço, obrigado pela visita.

 FIM

Reader Comments (27)

Olá Arnaldo!

Adorei o post - como todos os seus - que são feitos "no capricho". Estava ansiosa por novos posts, pois queria saber como estão as coisas na Tailândia após a inundação, se houve muitos danos. Ficarei 17 dias na Tailândia em abril e ainda tenho dúvidas sobre ir ou não a Siem Reap. Não queria cair no clássico "já que estou aqui, vou ali...". Imagino que o local deva ser imperdível! Pelo que vi, você ficou 2,5 - 3 dias. Já reservei pelo menos 5 dias para Bangkok, o resto da viagem ainda está em aberto. É como você diz: muitas cidades, poucos dias. Não gosto de viajar correndo, quero aproveitar os lugares. Penso em ir para Chiang Mai e também para algum lugar de praia. Talvez Siem Reap tenha que ficar para a próxima...
Parabéns pela qualidade do material!

Elen, talvez seja mesmo melhor considerar permanacer apenas na Tailândia, deixando Camboja (sua Capital e Siem Reap) para uma outra oportunidade, talvez conjugada com o Vietnã, aproveitando a oportunidade da proximidade dos dois países, caso tenha tempo para ambos.

Considerando apenas a Tailândia, por que não avaliar (além dos cinco dias que já destinou para Bangkok, perfeitos para conhecer e relaxar), três em Chiang Mai, região do norte, de serra, e mais três em Ko Samui, a praia que eu indicaria?

Acerca dos estragos com as inundações, em abril vc não terá visto mais nada. Nós tivemos uma estada perfeita e sem problemas, a não ser constatar inundações à margem do Rio Chao Phraya, nos canais vicinais ao rio. As embarcações regulares não podiam navegar no rio e havia ainda muitas proteções contra a invasão das águas e bombeamento da água que chegou a invadir, todavia nada que nos preocupasse ou incomodasse. Lamentável mesmo foi ver casas com água até o meio das construções e saber que muitas pessoas estavam há meses assim.

Até abril creio que publicarei algo sobre Bangkok e Chiang Mai, que gostamos muito e ficaram no coração.

Obrigado, Elen, por reconhecer o capricho, que realmente dão um trabalhão danado e justamente me levaram a concluir que não vou aguentar mais por muito tempo manter o blog ativo. Bem, de todo modo, reconhecimentos como os seus sempre incentivam e impulsionam. Grato mesmo.

Obrigada pela atenção com a imediata resposta e pelas dicas, muito úteis.
Aguardarei as publicações de Chiang Mai e Bangkok! Entendo que o blog seja exaustivo, mas ao mesmo tempo torço MUITO para que você continue aguentando! rsrsrs

17:41 | Unregistered CommenterElen Rocha

Bom dia Arnaldo! Adorei esse novo post, como todos os outros aliás, que já venho acompanhando há algum tempo. Muito bem escrito e com uma riqueza de detalhes, sem falar nas fotos maravilhosas (que eu adoro e quero ver todas). Só tem um problema: dá uma baita vontade de viajar e conhecer esses lugares incríveis. Um abraço Paula

11:31 | Unregistered CommenterPaula

Querida cunhada, adorei sua visita e comentário. Muito bom "ver" você por aqui.

As fotos? bem, neste fim de semana estaremos juntos para vê-las! Estamos ansiosos com a visita de vocês!
Quanto à "baita vontade de viajar", lembre-se de que em junho faremos nós quatro uma deliciosa viagem.

Beijos

Arnaldo, adoreii seu blog!!! Este post está ótimoo, o lugar parece sensacional, nunca pensei que teria vontada de conhecer tantos lugares da China!! As fotos que você posta são suas?? Estãoo lindas!!
Ótimo seu blog!!

18:47 | Unregistered CommenterUliana

Adorei rever Siem Reap através das suas palavras, fotos e opiniões. Parabéns, você foi preciso. Até hoje tenho saudades das pessoas, da comida e das massagens.

Arnaldo, parabéns pelo post, com boas informações e belas fotos. Angkor Wat é um lugar sensacional mesmo. E vale a pena o por do sol, sim!
abraços, Haroldo (blog VIAJOLOGIA)

Caro Haroldo "Viajologia" Castro, muitísismo grato por sua visita, pelo comentário, especialmente por seu e mail extremamente útil, pelas dicas valoisas e pelo tempo dispendido com suas perfeitas sugestões.

Um grande abraço.

Eu sempre queria conhecer e visitar Camboja. Para mim, é um país atraente e misterioso, ao invés de Tahilandia e realmente não sei porque eu tenho essa percepção. Eu nunca fui a um país asiático, mas há destinos que me atraem como um ímã e issos destinos são: Camboja, Laos e Vietnã. Eu vou ter sorte se eu vou um dia a desses países...

Há muito tempo que eu quero conhecer e visitar o complexo arqueológico de Angkor. É um lugar monumental de arquitetura e paisagem, duma beleza delicada e majestosa.

A viagem foi muito agradável, seguro!!! e também O hotel La Résidence d'Angkor é muito agradável e lindo. Uma boa descoberta. Parabéns para os dois.

Beleza de fotos!

18:57 | Unregistered CommenterCarmen

Sempre quis ir ao Camboja. Até hoje me arrependo MUITO por não ter aproveitado a ida à Tailândia para visita-lo também. Agora fico contando os dias para uma nova incursão à Ásia - tomara que em breve. Babei aqui nas fotos. Que delícia que é dar uma passadinha aqui ;-) Beijos pros dois, saudades

Obrigado pelas visitas e comentários, Carmen e Mari Campos.

Um excelente Natal.

Arnaldo, que blog maravilhoso!!Parabéns pela dedicação, me identifiquei muito com o que você escreve e pela paixão à viagens, ainda não tive oportunidade de realizar meus sonhos e realizar longas viagens, mas acredito que com planejamento prévio e persistência irei conseguir explorar e fotografar muitos lugares.Fiquei curioso quanto a sua profissão, e como consegue conciliar trabalho e inúmeras viagens? Um Natal de paz para você e sua família11

Arnaldo, boa tarde.

Mais uma vez, sensacional! Seria ótimo que todas as pessoas viajassem com o espirito de se envolver com a cultura local e ao mesmo tempo gostar de desfrutar das coisas boas como vocês!

Parabéns e abraços!

Miriam Shornik - Raidho Tour Operator
Coordenadora de Operações e Produtos

Tudo Viagem - passagens, viagem
Muito show este blog!!!
PARA SABER SOBRE DESCONTOS DE PASSAGENS AÉREAS, VISITE: “TUDO VIAGEM”, tb é muito legal!!
Tudo Viagem - passagens, viagem

Fala!

Botei vc na minha lista de Blogagem Coletiva. Como não sei seu twitter, tô avisando por aqui. No meu blog (precisaviajar.blogspot.com) tá explicado melhor.

Abraços,
Daniel

Maravilhoso. Que saudade.

17:19 | Unregistered Commentergabebritto

Arnaldo,
Se o Camboja já estava nos meus planos...seu relato e suas fotos me deixaram com uma vontade incrível de realizá-los. Vou convercer a filhota a ir em só 15 dias mesmo, diminuindo nosso escopo inicial, só colocando alguma coisa de Vietnã. Ótimo também o seu posicionamento a respeito do por do sol em Phonom Bakheng. Já tomei minha decisão: vou subir de elefante bem antes, visitar o templo e assistir ao por do sol. Quando for passo de novo aqui para dizer como foi. Abraços

22:08 | Unregistered CommenterFlora

A matéria, as fotos e o site como um todo são incríveis. Parabéns

Nossa adorei o site e o post!!

É a primeira vez que visito o blog e fiquei encantada!!!

Que maravilhosa!! Deu para imaginar perfeitamente e com fotos lindas fica fácil!!!

Parabéns

12:16 | Unregistered CommenterRenata

Olá Arnaldo e olá a todos que visitam este blog que a meu ver esta especialmente fabuloso.

Felizmente consigo compreender de uma outra maneira todas as emoções que sentis-te e que aqui tentas transmitir, e bem, e que foram vividas num pais que para mim, foi o melhor que eu estive até hoje.

Por isso posso partilhar contigo as emoções que vivi uma vez que estive no Cambodja, numa viagem que fiz em Março de 2011, onde visitei o Vietnam & Cambdja.

Foi uma viagem não pensada, onde eu juntamente com o meu noivo, decidimos nos aventurar para estes paises que nada conheciamos.

Adorei ambos os paises, mas o Cambodja ... tal qual como tu dizes logo no inicio do blog, "Chegar é facil, dificil é partir"!!!

Nunca vivi tão intensamente os dias da minha vida como durante o periodo que estive em terras Cambojanas. É um pais que tudo é bom, o cheiro é bom, as pessoas são de uma humildade e simplicidade jamais vista, as ruas agitadas com as motas a demonstrar o que de mais é genuino daquele pais...
Quando me falam do Cambodja eu choro, mas choro mesmo de alegria e com a esperança de um dia lá voltar porque definitivamente, foi um país que me tocou a todos os niveis.
Eu vou casar em Outubro deste ano, e só não vou para lá de lua-de-mel porque é um período de mau tempo se não voltava lá.

Eu fiquei alojada no Hotel de La Paix, e até ai o Cambodja me fascinou... Melhor Hotel onde eu já estive ... se vires no site, eu fiquei no quarto em que é uma suite duplex ... MARAVILHOSO!!! O hotel é lindo lindo lindo .... os empregados super simpáticos e sempre sorridentes.
Fiz lá uma amiga, brasileira por acaso, era a relações publicas do Hotel. Continuo a manter contacto com ela e a dizer-lhe que trabalha num dos melhores hoteis do mundo.

Eu estive nas Maldivas e no Dubai em Maio de 2011, uma viagem também de sonho e super divertida uma vez que foi feita em grupo, mas só para veres como concordo inteiramente contigo, nem Dubai nem Maldivas me diz tanto como me diz o Cambodja. Nas Maldivas fiquei noiva por isso é natural que também me diga muito mas Cambodja é Cambodja.

Quero voltar, na certeza de que irei realizar dois sonhos: ser tão ou mais feliz como já fui quando lá estive e poder adoptar uma criança porque foi a coisa que mais me emocionou.

Quando voltar tenciono conhecer Tailândia e Laos ... porque definitivamente a Ásia diz-me mais doque o que eu pensava.

Aconselho vivamente este destino ... e dou enfase ás tuas palavras, fazendo delas minhas palavras:

"Viajo para onde me interessa, e o faço com o olhar desembaçado e a mente desocupada, para ver e sentir como as coisas são sem devaneios e pré-julgamentos, e sempre retorno melhor do que fui."

Isto sim, são sentimentos maravilhosos!!!

WANDERLUST ...........

Boa viagem para todos .....

Realmente foi uma ótima surpresa encontrar seu site, com raro e excelente texto e maravilhosas fotos que nos prendem do início ao fim. Parabéns.
Vi através de suas fotos, que você esteve em uma ótima época no Camboja, com muito sol.
Em que mês aconteceu a viagem? Fazia muito calor?
Abraços.

21:39 | Unregistered CommenterLuiz

Obrigado, Luiz. Muito gentil seu reconhecimento.

Estivemos em Novembro último e a temperatura estava boa, sem um calor exagerado, mas quente. Gostamos muito. os dias estavam ensolarados...

Nunca li uma descrição tão romântica,clara e detalhada. To indo final do mês e vc me fez mais feliz com sua linda definição do lugar. Por conincidência vou ficar no mesmo hotel! Coisas assim é que valem a pena ler na Internet. Obgrigado!!!!!!!

Bravo! As suas palavras não poderiam ser mais exatas para descrever a beleza e o sentimento desta terra.
Revivi nas suas palavras todo o encanto desta maravilha do mundo que deixa uma grande vontade de voltar. Realmente como diz chegar e fácil difícil e partir.

16:48 | Unregistered CommenterRamos

LINDISIMO. sou uma uruguaia que mora seis meses por ano em Siem Reap, ( na verdade moro naquela cabana de madeira bem a direita da entrada principal de BAYON...donde se pegan os elefantes a passeio.

Seja benvindo quando quiser, um chá a noite, vendo os Templos desde a, varanda com o som agudo dos morcegos e o cheiro de papaias é bem recomendado....por mim !!

Obrigada, gostamos que gostem de nós.
Mariana.

Relato incrível, e fotos maravilhosas!

11:03 | Unregistered CommenterAlessandra

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