CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema e, depois, em 2006, ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias suas publicadas na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa com o leitor, baseada na informalidade, no livro misturo traços desta coloquialidade e informalidade com uma escrita literária, sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que - de certa forma e por outro lado- é outra maneira de me expressar sobre minhas viagens, transmitindo sem fantasias o mundo que vejo - como ele é, não como o imaginava -, ainda que a leitura revele expectativas muitas vezes não confirmadas sobre o destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, ‘Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro’.  A partir deste primeiro livro, considero esta uma nova fase na minha vida."

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

COMENTÁRIOS
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« KHAJURAO, Índia – Arte em perfeição | Main | Porque cometi “twitcídio”. »
Quinta-feira
Mar012012

NOVA DELHI, Índia - Breves notas de uma curta estada  

Old Delhi - Shahjahanabad - Red Fort  

                       A chegada. Não pensava noutra coisa. O comandante anunciava a proximidade do pouso no Indira Gandi Delhi International Airport. Olhando pela janela só consiguia notar a poluição do ar formar sua aura ao redor das lâmpadas. Estava ansioso. Tanto quanto só ocorre comigo ao chegar num destino tão distante e desejado. É bom retornar à Índia, mesmo após um vôo tão longo. Tiro do pulso o relógio e acerto o fuso: são 23:00 horas, sete e meia a mais que no Brasil. É fevereiro, um grande mês para visitar a Índia. Talvez o melhor deles. Nem quente, nem frio. Por vezes só um pouquinho frio. É seco, mas com alguma umidade, como só ocorre com o fim das monções. Os dias são ensolarados na maior parte do tempo.

                     Há lugares que pegam a gente, que deixam saudades antes mesmo de partirmos. Foi assim com a Índia, em Outubro de 2010, quando nos fez reféns de suas paisagens, de sua a cultura, de sua gente, da comida, de um patrimônio tão fabuloso que não encontra paralelos em qualquer outro país.

                      ___________________________________________

                      Em Old Delhi

                      Há muitas razões para explorar as ruas de Shahjahanabad: histórias incríveis, aromas curiosos, patrimônio arquitetônico fabuloso, comida apimentada e milenar, compras e gente. E se a definição do que seja uma grande civilização começa na magnitude de seu legado arquitetônico, na sua herança patimonial, a Índia se destaca. E Delhi tem lá um brilho inigualável. 

                      São tantos os exemplos de esplendôr do império mogol que dominou a Índia por longos e diferentes períodos que torna-se necessária certa seleção para visitar a todos. Mas é em Old Delhi - ou Shahjanabad que Shah Jahan transformou em Capital - onde concentra-se boa parte desse patrimônio grandioso. 

A Mesquita Jama Masjid - Old Delhi     

                       A cidade que viu nascer e morrer diferentes reinos e dinastias, presenciou a ascensão e e a queda de tantos poderosos poderes, tem como herança o que cada qual tentou deixar de sua marca, monumentos que embelezaam a cidade com um legado arquitetônico tão fascinante, especialmente do Império Mogol.  Em toda a Capital há cerca de 1300 edifícios e monumentos históricos, entre os quais o Red Fort, Purana Quila, Qutub Minar, Iron Pillar, India Gate, Humayun's Tomb, Jantar Mantar, Lotus Temple, o India Gate, a Mesquita Jama Masjid, a mesquita e tumba Hazrat Nizamuddin Dargah e o templo sikh Gurudwara Bangla Sahib.

  

Shahjahanabad - Chandni Chowk - Old Delhi  

                       Delhi recompensa muito o monte de trabalho que dá e o investimento necessário para visitá-la. Se viajar à Índia significa atingir uma nova fase de amadurecimento turístico pessoal, explorar Old Delhi equivale a atingir o penúltimo estágio desta fase. Penúltimo? Sim, até aqui não havíamos ido a Varanasi. Ao visitarmos os lugares menos turísticos, ainda que indispensáveis de Old Delhi, esta recompensa chega ao limite. Na primeira vez em que estivemos na cidade eu não imaginava uma cidade mais caótica, especialmente na incrível região da Chandni Chowk. O labirinto de ruas e os mercados que estão ali há séculos, as multidões, a vida intensa correndo ao seu jeito tão peculiar decididamente são nosso lugar na Capital da Índia.

 

  Old Delhi - Chandni Chowk

                       Desta vez optamos por conhecer o incomum, além do Red Fort. Old Delhi tem uma cultura toda própria e a grande vantagem de não estar saturada de turistas. Como em toda a Índia, nós somos as atrações, a esmagadora minoria. Talvez por isso a Índia aparente ser intimidante. Ou, quem sabe (?), por sua cultura complexa e diversificada, pelo exotismo, pelo caos, o barulho, a poluição, as multidões, o trânsito e os animais nas ruas. Trafegar a pé, ou mesmo por qualquer outro meio em Delhi equivale a experimentar uma corrida de montanha-russa, com igual variação na intensidade das emoções. E onde cabem dois, cabem três; onde há duas faixas, circulam três fileiras de veículos. Tudo separado por meros centímeros. Ainda assim buzina-se desesperadamente, mas não como se faz no ocidente, sinal de estresse. Tampouco para sinalizar. Buzinar é uma complexa maneira de comunicação, um comportamento social cujos códigos e objetivos são variados. É inacreditável a habilidade dos indianos ao conduzirem, e por certo dela decorre a razão de eu não ter presenciado um acidente sequer.

  

 Old Delhi - Chandni Chowk 

                        Reconheço que Delhi é intensa demais para muitos, que não é uma cidade fácil de gostar para boa parte dos visitantes. Mas é assim mesmo com toda a Índia, afinal, e por certo aquilo que mais nos atrai. Desgastada por uma população descomunal, acumulada de tráfego, de sujeira e de poluição, nem sempre cativa. E talvez por nos confrontar tanto é que nos estimule a compreender sua complexidade e nos aprofundarmos no seu pântano. Quanto mais difícil ela se mostra, maior nossa admiração. Talvez esteja aí sua magia, o que nos tem arrebatado, aquilo que nos impele a compreender o país, uma grande forma de estímulo. Conseguimos compreendê-la em certo grau, aceitá-la quase plenamente. Entretanto, ainda não é fácil alienar-me da pobreza institucional, da sujeira, do tráfego insano, das adversidades, das trapaças turísticas, da falta de qualidade na infra-estrutura, dos sérios riscos de indisposições intestinais, da companhia permanente de excessos aos sentidos.

  

 Shahjahanabad - Old Delhi - Red Fort

                         Mas agora Old Delhi nos parece familiar, mais natural, ainda que intensa. Não vemos a hora de voltar à Chandni Chowk e embarcar num triciclo de bicicleta conduzido por um dos milhões de pobres indianos que lutam bravamente pela vida, por espaço nas ruas e pela sobrevivência, dar a ele uma gorda recompensa pra aliviar meu desconforto de ser conduzido por um veículo com tração humana, seguir com ele entre a multidão, raspar nossas rodas nas de outro triciclo, reviver em todos os sentidos a realidade, o secularismo, os contrastes, a diversidade e a unidade da Índia condensada em Old Delhi, especialmente na área da Chandni Chowk. Vida. Pujante e simples, pobre e digna como em toda a Índia, incrivelmente sentida nos becos e avenidas de Old Delhi.

   

 Old Delhi - Chandni Chowk 

                        O dia amanheceu delicioso. O despertar foi difícil. Descemos ávidos pro café-da-manhã fabuloso do Imperial e saímos ansiosos para pôr em prática o que programáramos para o dia, ou seja, fazer o que não foi possível em nossa primeira visita à cidade: circular por Chandni Chowk, vaguear pelas ruas estreitas de Old Delhi, visitar o Forte Vermelho, o Lodi Gardens, o Gurudwara Bangla Sahib, comer no restaurante Al-Jawahar bem no olho do furacão, andar de riquichá, visitar o bairro islâmico Nizamuddin e terminar o dia na Anoki para comprar incríveis batas indianas, adereços femininos e artigos pra casa. Partimos para explorar Shahjahanabad, hoje Old Delhi, o trecho da cidade construída pelo imperador Shah Jahan (1628-1658).  Caminhar por ali é absorver história, a cultura, os aromas, a arquitetura e o fabuloso patrimônio indiano, entrar em lugares dos tempos do Império Mughal.

  

Chandni Chowk  

                       À primeira vista Delhi é uma cidade desconcertante, e para alguns pode ser assustadora, seja por suas ruas lotadas de tudo que se move - de frágeis riquixás ao ruidoso tráfego de veículos, pessoas e animais - seja pela dimensões ora monumentais, ora opressivas de seus domínios. Mas é sempre fascinante, e de uma fascinação crescente à medida que a exploramos a pé e a reconhecemos, com a perplexidade tornando-se encantamento à medida que nos deparamos com lugares de enorme importância histórica e significado religioso, que passamos a integrar as cenas cotidianas, a vida contemporânea.

 

  Shahjahanabad - Old Delhi  

                       Chandni Chowk é um dos mercados mais movimentados e antigos de Old Delhi, ou Shahjahanabad. Fica entre o Laal Quila (The Red Fort) e a Fateh Puri Masjid. Atualmente o bairro divide-se em quatro partes, a primeira conhecida por Urdu Bazar, se estende do templo jainista a até Dariba Kalan, o bazaar de joelheiros. A segunda, uma parte alongada de Dariba Kalan para Kotwali, próximo ao Gurdwara Sisganj, conhecida como Phool Mandi (mercado das flores) e também por Tripolia. De Kotwali até a Town Hall a terceira parte da rua é conhecida como Jouhari bazaar (mercado de jóias) ou Ashrafi bazaar. A quarta parte é conhecida como Chandni Chowk, nome de uma rua que tornou-se uma região, que se estende do bazaar de Jouhari até à Fatehpuri Masjid, além da mais famosa Mesquita de Delhi, Jama Masjid, também nas imediações. Há uma deliciosa variedade de mercados na sua área, de restaurantes de autêntica comida indiana, de sarees, ruas estreitas com lojas de livros, de roupas, calçados, artigos em couro, eletrônicos e quinquilharias. 

  

 Shahjahanabad - O Bairro muçulmano de Old Delhi  

                      ___________________________________

                      Lal Qila, o Forte Vermelho

                      No Red Fort milhões de rúpias foram gastas em nove anos de construção desta fortaleza colossal, uma ciadela concluída em 1639. Diferente do Forte Vermelho de Agra, é a evolução daquele, melhor planejado porque contemplou a experiência adquirida por Shah Jahan depois do seu primeiro trabalho em Agra, autor de outras incríveis belezas arquitetônicas que visitamos em Agra e no Rajastão, a mais icônica delas, e símbolo do país, o Taj Mahal. Parece que os 373 anos não se passaram quando cruzamos um dos portões do Forte de Vermelho e entramos naquele tempo mogol. Pessoalmente, emtretanto, o de Agra me pareceu muito mais bonito e atraente do que o de Delhi, talvez porque bo parte do segundo nãomesteja aberta à visitação.

   

 Lahori Gate - Forte Vermelho

                       Estamos muito bem servidos por nosso guia e pelo novo exemplar do Lonely Planet – India, edição comemorativa do 30o aniversário da editora, ambos tão úteis quanto providenciais. Carregados com bom volume de informações prévias, o guia impresso e o indiano nos trazem, cada um à sua maneira, algo mais que muitos não contam. Estamos nos sentimos muito bem desta vez, mais familiarizados ao fim deste primeiro dia na Índia, revendo Delhi. 

   Lahori Gate - Forte Vermelho  

                        Uma cidadela cercada por um muro de pedra vermelhas que lhe deram o nome. Na muralha há bastiões, portões e cancelas. De suas 14 portas originais, entre as quais as mais importantes eram as chamadas Mori, Lahori, Ajmeri, Turkman, Caxemira e Delhi, algumas já não existem. Os dois lados têm cada um seus portões - o Lahori Gate e Delhi Gate. Assim como outros edifícios islâmicos na Índia, o Forte Vermelho é um enorme octógono de 900 por 500 metros, com uma torre que eleva-se a 33,5 metros. No interior da enorme cidadela há alguns destaques fabulosos, entre eles o Mumtaz Mahal, Rang Mahal, Khas Mahal, o Hamam e o Shah Burj, além de jardins, pátios, terraços e cursos d´água.

                        Um longo caminho reto ladeado por jardins conduz ao Diwan-i-Am desde a Galeria de entrada do lado Sul. Com medidas 120 por 155 metros, tem arcos em arenito vermelho apoiados em pilares retangulares.

  

Forte Vermelho - Diwan-I-Am

                       Como havia dinheiro e recursos humanos, o xá não poupou nenhum dos dois para criar a cidadela, cujos 11 palácios (ou mahals) são finamente adornados, obras primas de arquitetura e ornamentação, com jardins de opulência comum naqueles tempos. Além deles há 2 belíssimos salões de audiências (ou diwans): o Diwan-i-Am e o Diwan-i-Khas, onde os imperadores recebiam seus oficiais, além de visitantes importantes e embaixadores estrangeiros. Num deles há a inscrição atribuída a Shan Jahan que define bem seu amor pelo lugar: "Se há um paraíso na Terra, é este!".

  

  Khas Mahal - Red Fort 

                       O Hammam é composto por três apartamentos principais divididos por corredore, todo ele, inclusive interiormente, construído em mármore incrustado com pedras coloridas. Os banhos no hammam eram feitos com água quente e fria. Corre a lenda que uma das fontes vertia água de rosas. Próximo ao Hammam fica e mesquita do forte, Moti-Masjid (Mesquita de Pérola), construída por Aurangzeb. O Hayat-Bakhsh-Bagh é um jardim que originalmente era bem mais verdejante, mas ainda hoje bonito e com típicos pavilhões que se encontram por todo o Rajastão.

   Khas Mahal - Red Fort 

                      ___________________________________

                      Lodi Gardens

                      Para além de concorrida área de lazer, os Jardins de Lodi é um parque histórico de mais de 360.000 m2, bem arborizado e ajardinado, muito popular, especialmente aos domingos, onde ficam as tumbas de Mohammed Shah, Lodis Sikander, Sheesh Gumbad e Bara Gumbad, obras arquitetônicas do século 15, durante a dinastia Pashtun, do período Mogol.

  

 Lodi Gardens - Sheesh Gumbad 

                       ___________________________________

                       Delhi - No Al-Jawahar, um almoço popular, uma experiência inesquecível 

                       Certa vez assistíamos o programa Bizarre Foods do Travel Channel (*) quando o apresentador Andrew Zimmern mergulhava num dos lugares mais bacanas de Delhi, Chandni Chowk. Nas entranhas da Velha Delhi, e depois de passar pela maior mesquita da Índia - a espetacular Jama Masjid - ele foi comer, como é apropriado a um programa turístico-gastronômico, onde os muçulmanos o fazem em Old Delhi: o Al -Jawahar, na Matia Mahal, Gali Kababiyan, perto do portão 1 da mesquita Jama Masjid, em Old Delhi.  (View Larger Map)

    Al Jawahar

                        Por sorte minha, vejam só(!), um ano depois do programa e poucos dias antes de nossa viagem, minha mulher, espetacular como sempre na arte de “cavucar” lugares descolados e incríveis a explorarmos, me mandou o endereço do blog “eat and dust food adventures in india”, em cujo post figurava o mesmo restaurante, em matéria com o título “Slurping ‘Ishtoo’ in Al-Jawahar”.  as “cavucadas” sempre brilhantes acentuaram o desejo de irmos ao Al-Jawahar, o que ocorreu também com o lendário Karim, bem mais óbvio que o primeiro, em nossa outra viagem. O Karim figura recomendado em dez ente dez guias, livros, revistas e páginas boas e confiáveis que abrangem a cidade. É uma espécie de bastião da comida mogol no bairro muçulmano de Delhi. Fomos lá e gostamos (Emília bem mais que eu, pois tudo é tão apimentado que não passo da primeira mordida). Para mim a experiência foi bem mais antropológica do que gastronômica.

  

 O Pão Naan, feito na entrada do Al Jawahar

                         Andrew Zimmern é chef, escritor, professor de alimentos e uma personalidade versátil e conhecedora do mundo e suas cozinhas. Na série ele viaja o mundo descobrindo e compartilhando suas excêntricas autêntica experiência culturais através da comida. Cada programa centra-se na cozinha regional de todo o mundo, especialmente aquela que um tipico americano acha bizarra. Em cada episódio, Zimmern concentra-se na cozinha de um determinado país ou região e mostra como a comida é preparada e são colhidos ou comprados seus ingredientes, que sejam lá quais forem, ele não hesita em comer.

  

    Al Jawahar

                         Excentricidades à parte apresentadas no programa (afinal chama-se “Comidas Bizarras”), prometemos que em nossa volta à Índia comeríamos ali, não por idolatria ao apresentador, mas por termos adorado sua experiência e a desejado para nós. Assim como as revistas brasileiras, as páginas na Internet relacionadas a viagens e turismo e os canais de TV aberta no Brasil ficam a anos luz de distância das européias, na minha escala do que eu entendo o que seja qualidade. Especialmente comparados a alguns canais da TV fechada, o TLC (Travel & Living Channel), o Nat Geo, o Discovery Channel, o HD Theater (no qual destaco o viajante pintor Robert Hagan, no programa Um toque de Cor, cujos textos do autor são tão excepcionais quanto os do fantástico Dan Cruickshank), ou o programa Passagem para..., do Luiz Nachbin, no Canal Futura, entre outras raridades, liderando a minha lista de canais e programas bons, instrutivos, divertidos saudáveis e confiáveis (*1).  

   Al Jawahar

                        Vizinho do famoso Karim, o Al Jawahar pertence a uma família de açougueiros, o que torna sua carne - escolhida e selecionada por quem entende do assunto, cortada com maestria - o ponto alto da casa. É este precisamente o ponto alto do Al-Jawahar: a qualidade da carne, a precisão com que é praparada e a base do preparo, segundo receitas milenares. É tão interessante quanto rústico. É aparentemente mais caseiro que o Karim, a comida é deliciosa, o astral ótimo e a comida muito barata. A casa funciona desde 1910 no mesmo lugar e praticamente com o mesmo cardápio extenso e variado. Tem ar condicionado, uma surpresa para a região, e fica aninhado nos becos da área de Jama Masjid. Seus donos orgulham-se da tradição e da qualidade do cardápio, com receitas à base de frango, cordeiro, porco e boi, carnes cortadas para que fiquem macias, livres de nervos e de cartilagens. Há também de fígado e rim, cérebro de cordeiro, testículos de cabra, o que o apresentador Andrew Zimmern, do Bizarre Foods considerou “comida bizarra”. Também há sopas, saladas, roti-naam, tandoori, rice-pulao e deliciosos kebabs. A comida é boa, farta, menos apimentada e não tem nada de bizarra, ao menos para brasileiros acostumados a comer de tudo, no Brasil e no exterior.

 

                          A atmosfera é um pouco menos agitada que a de seu vizinho mais famoso, o Karim, mas igualmente despretensiosa. O Al-Jawahar é, portanto, uma ótima oportunidade gastronômica na região dos bazares, pois além de tudo é limpo, tem ambiente cuidado (ao menos para padrões indianos) e não há com o que se preocupar, apenas tomar os cuidado habituais, como lavar bem as mãos antes de comer e usar álcool gel para desinfetá-las. Mesmo assim não se escapa de ter uma "indisposição".

Jama Masjid - Portão 1 - Old Delhi - Chandni Chowk  

                        O endereço oficial é: Al-Jawahar, Matia Mahal, near Jama Masjid, Old Delhi. Tel: 23261341. Para chegar, depois de visitar a Jama Masjid, saia pelo Gate 1 caminhe pela Matia Mahal, uma das mais atmosféricas ruas de comércio popular da área, e farte-se de kebabs. A indicação do Al-Jawahar por minha doce, intrépida Emília, foi certeira, mais uma vez, como também no vizinho Karim. Não tivemos tempo para comer no Bukhara, supostamente o melhor restaurante de Delhi, mas, definitivamente, voltaremos à cidade e na próxima o experimentaremos.

                      ___________________________________

                      Gurudwara Bangla Sahib 

                      Gurdwara Bangla Sahib fica na área de Connaught Place, distante de Old Delhi.  O belo templo pode ser visitado por não sikhs e recebe milhares de pessoas de outras religiões. Este Santuário famoso na Índia está associado ao oitavo guru dos sikhs, o Guru Harkrishan, mascido em 7 de julho de 1656 em Kiratpur, Punjab.

 

  Sarovar - Gurdwara Bangla Sahib

                          O grande lago dentro do templo chama-se Sarovar e sua água é considerada sagrada. O templo pode ser avistado de longe por causa de sua impressionante cúpula dourada.  Mas o que é mais curioso no complexo Gurdwara é sua cozinha, sua escola secundária superior, suaa biblioteca, o hospital, a galeria de arte e um museu. Tudo aberto ao público. O restaurante também foi apresentado em matéria do Bizarre Foods do Travel Channel. Curiosíssimo, serve milhares de refeições gratuitas a populares. 

  

 Gurdwara Bangla Sahib

               _______________________________________________

                                    Hazrat Nizamuddin Dargah

                                    Um dos lugares mais sagrados na Índia, o Hazrat Nizamuddin Dargah - ou Mausoléu de Hazrat Nizamuddin Auliyaa - venerado santo sufi, situado em frente ao Túmulo de Humayun, outro espetáculo dos mais espetaculares de Delhi, o qual visitamos na viagem anterior.  O dargah, ou túmulo, é o epicentro da peregrinação e de celebrações islâmicas. E além de Hazrat Nizamuddin Auliyaa, um renomado poeta do reinado de Tughlaq - Amir Khusraus - também repousa ali, juntamente com Begum Jahan Ara e Mirza Ghalib, alojados no interior do complexo.  Shaikh Nizamuddin Auliya nasceu em Badaun, no Estado de Uttar Pradesh em 1236 e viveu a maior parte de sua vida em Delhi, onde morreu em 1325. Entre seus discípulos ilustres estavam os sultões Alauddin Khalji, Muhammad bin Tughluq e Amir Khusro.

  

 Hazrat Nizamuddin Dargah   

                         A entrada para Nizamuddin é marcada por um túmulo com cúpulas azuis conhecido como Sabz Burj (sabz, verde; burj, domo). Os azulejos azuis são um esforço de restauração recente, mas alguns dos azulejos originais nas cores verde, amarelo e azul ainda podem ser vistos nas paredes. O edifício pertence ao início do período Mughaldo império mogol, e os  britânicos usaram-no como uma delegacia de polícia por muitos anos até o século passado.

    

                         Descubra o sufismo indo-islâmico explorar a medieval Nizamuddin, um bairro islâmico histórico, onde está o Santuário de Nizamuddin, o Santo Sufi mais popular de Deli. Observe os devotos, ouça os cantores Qawwali e conheça a sabedoria Sufi.

____________________________

A seguir - Khajuraho Os templos eróticos, ou Kama Sutra em pedra

NOTAS:

(*) Bizarre Foods do Travel Channel  http://www.travelchannel.com/tv-shows/bizarre-foods/episodes/delhi-india

(*1) Quando me refiro à “minha escala do que eu entendo o que seja qualidade”, refiro-me ao meu gosto pessoal, do qual, evidentemente, boa parte poderá discordar. Entendo e respeito discordâncias pessoais, não apenas porque reconheço a heterogeneidade das pessoas. Aqui mesmo já houve leitores que defenderam apaixonadamente revistas medíocres como a Viagem e Turismo, da Editora Abril, cuja mesmice e falta de criatividade foram elevadas à categoria de "necessidade" para quem pretende viajar. Evidentemente que há muitos que a preferem à revista Volta ao Mundo ou à Rotas e Destinos, cujos textos exemplares, maduros e inspiradores, servem muito mais do que aqueles. 

De igual maneira compreendo que há gente que também aprecia e assiste (e provavelmente também defenda como "necessário") o humor grotesco e o voyerismo do ridículo a que as pessoas são expostas em programas de TV como o Pânico na TV, não se incomodam com a erotização infantil exacerbada nos programas da Xuxa, com os assuntos impróprios aos horários das novelas da Globo (onde esbanjam-se cenas de violência, sexuais gratuitas, de nudez, de falta de caráter, de discriminação, de obscenidades, de baixarias, de banalização de comportamentos sociais, de apologias exacerbadas tanto ao homo quanto ao heterosexualismo) e que também há defensores acalorados. Há quem goste das baixarias do BBB e do A Fazenda, o sexismo, as vulgaridades implícitas e as ignorâncias explícitas dos programas da Luciana Gimenez, do “humor” apelativo do Marcos Mion, do grosseiro e falido CQC de Marcelo Tás, Rafinha Bastos e cia. (felizmente) limitada, daqueles que adoram contar piadas sobre estupradores, do João Kléber (que fim levou?), do Ratinho (que fim levará?), do Gugu Liberato, do Sérgio Malandro, do enjoado bom-mocismo do Luciano Huk e da Angélica, do infame programa O Melhor do Brasil (cujo apresentador Rodrigo Faro afz um enorme sucesso na Rede Record), da revista Caras, dos diálogos fraquíssimos e bobinhos de Malhação, do programa Mulheres Ricas (cuja breguice e futilidade só perdem para as postadas por boa parte dos “escritores” do Twiter), da programação dominical liderada pelo Domingão do Faustão (reconheça-se, principal colaborador do que há de pior na TV neste dia da semana, cujo mérito do que é ruim (justiça lhe seja feita novamente) extende-se a outros canais e apresentadores), de canais como a Record e o SBT, com suas "Elianas" e "Celsos Portiollis", com o incrivelmente bobo Otávio Mesquita no seu esforço desgraçado para produzir um programa sofisticado mas toscamente infantil e vazio. Não faltarão defensores de programas como o Casos de Família, deprimente “talk show bate-boca” da apresentadora Christina Rocha, cujo tema é a lavação-de-roupa suja de pessoas humildes ali no palco e a vivo, o com sua cópia - a Márcia Goldsmith, da Band - cujo programinha desprezível frequenta a mesma linha, do asqueroso Datena que vocifera lições de moral (falso que só ele), prepotente ao mostrar a desgraça alheia, ou o sem graça, cafona e chatíssimo Zorra Total, cujas “feras do humor” (que saudades do Chico Anísio!) tornam o humor na Globo tão abominável quanto sem graça e criatividade, o Programa do Ratinho, o talk-show mais insano da TV (esse não dá nem pra comentar!), a Turma do Didi (alguém em sã consciência deixa seu filho assistir àquilo?).  

Esqueci de alguém? Ah, claro, da Ana Maria Braga, dos comerciais de cerveja e das Casas Bahia. Afinal, há gostos pra tudo e todos os públicos. Há até quem goste de Lady Gaga, de Michel Teló e de Beyoncé.  Enfim, o que sobra na TV aberta brasileira? Quais raridades dignas de lembrança?  Já assisti uma vez ao programa Todo Seu, do Ronnie Von, na TV Gazeta, uma rara demonstração de escolha de bom gosto nos assuntos, nas questões maduras relacionados à saúde e utilidades, ao que está na moda mas não é fútil. Infelizmente não passa no Rio de Janeiro, e nem mesmo sei se ainda existe, mas o apresentador é o único exemplo de educação, cultura, elegância que me recordo.  Tem também o programa do Rolando Boldrin na TV Cultura, o programa Brasileiros da Rede Globo, as entrevistas de domingo da Marília Gabriela (SBT), o programa Canal Livre com da Band, o programa Roda Viva da TV Cultura. Alguém se recorda de outros? Estou certo de que pratico alguma injustiça ao deixar de mencionar o que há de bom. O assunto dá um livro. Quem quiser opinar, que escreva os capítulos aqui.

Nota 1: Também nas opiniões somos viajantes independentes. Esta viagem, como todas as demais, não teve patrocínio ou apoio de quaquer gênero ou espécie. Viajamos para um destino escolhido, sem intervenções de qualquer natureza. Voamos por cias. aéreas que optamos e com passagens compradas por nós a preços de mercado. Concentramos nossas viagens aéreas nas cias. de nosa escolha por gosto e pela conveniência da acumulação de milhas e por terem boas conexões com o mundo.  Nos hospedamos em hotéis que escolhemos e pagamos, antecipada ou posteriormente, através de agências virtuais ou diretamente ou através de seus respctivos sistemas de reservadas. Por isso todas as opiniões aqui veiculadas são puras, verdadeiras e independentes, sejam favoráveis ou não, críticas ou as elogiosas, sem qualquer compromisso com nada além da verdade do que sentimos e percebemos, apenas com o intuito de informar o leitor, sejam elas acerca de hotéis, guias turísticos impressos, agências e operadoras turísticas, cias. aéreas, restaurantes e tudo mais que aqui for citado.

Nota 2: no meu entendimento, a relação do viajante com o país visitado é que importa. Acho mesmo que toda viagem precisa ser levada a sério, seja com o objetivo turístico, seja com a cultura e com o indivíduo. A leitura e o preparo acumulam as informações, tudo o que ao visitarmos um país recuperamos da memória e aplicamos à visão e a compreensão. É o que diferencia os viajantes.  Por isso há muitos livros recomendáveis sobre Índia. O maior deles, sobre Delhi talvez seja City of Djinns de William Dalrymple (1993). Bem mais que um livro de viagens, é um diário sobre sua estada de um ano na cidade, da qual tornou-se um historiador.  

Abaixo, relaciono alguns dos títulos que li ou cujas leitura estão em curso, além de inúmeros guias de viagens, especialmente o Lonely Planet e o DK, as revistas Nat Geo Viajes, Volta ao Mundo, Lonely Planet e Rotas & Destinos:

 “Índia - Um olhar amoroso”, de Jean-Claude Carrière – (Editora Ediouro); 

Pelas trilhas do Oriente”, de Jesualdo Correia (EditoraTopbooks ISBN 85-86020-53-2);

Tentações do Ocidente” - Modernidade na Índia, Paquistão e mais além, de Pankaj Mishra (Editora Globo ISBN 978-85-250-4298-9); “Saí pra dar uma volta” - Relatos de uma viagem pelo mundo, de Frederico Mourão (Editora Koru Books - 2007);

La Vaca sagrada” - y otras historias de la India, de Tarun Chopra (Prakash Books – ISBN 81-7234-043-5);

A traveller´s history of India”, de Sinharaja Tammita-Delgoda (Master Mind Books India);

A distância entre nós”, de Thrity Umrigar (Editora Nova Fronteira – ISBN 978-85-209-1953-8);

A primeira luz da manhã”, de Thrity Umrigar (Editora Nova Fronteira – ISBN 978-85-209-2233-0);

A suíte elefanta”, de Paul Theroux (Editora Alfaguara – ISBN 978-85-60281-53-4);

O grande bazar ferroviário”, de Paul Theroux (Editora Objetiva – ISBN 85-7302-638-3);

Expresso para a Índia” – Realidade e magia da terra dos deuses, de Airton Ortiz (Editora Record - ISBN 85-01-06751-2);

Três cidades perto do céu” – Srinagar, Rishikesh, Katmandu, de Luciana Tomasi (Editora Artes e Ofícios)

Spirit of India” – An exotic land of history, culture anda color – Gill Davies (Parragon – ISBN 978-1-4075-2446-1)

Forts and Palaces of India” – Amita Baig & Joginder Singh (OM Books Internactional – ISBN 978-81-87108-47-4)

Rajasthan” – Pauline van Lynden (Assouline – ISBN 2-84323-446-8)

Indian classical dance” – Tradition in transition - Leela Venkataraman & Avinash Pasricha (Roli Books ISBN 81-746-216-9)

Guia Índia Chic” – Hotéis, resorts, spas, lojas, restaurantes (Publifolha – ISBN 978-85-7402-890-3)

Guide to the Temples of Khajuraho” - North India - David Raezer & Jennifer Raezer - Approach Guides - (Kindle Edition)

Enjoying India” - The Essential Handbook - J. D. Viharini (Kindle Edition)

Travelers' Tales India: True Stories” - Travelers' Tales Guides - James O'Reilly & Larry Habegger (Kindle Edition)

Kathmandu Valley” - Robert & Linda Fleming (Allied Publishers ISBN 0-87011-328-3)

Old Delhi” - 10 easy walks – Gaynor Barton & Laurraine Malone (Rupa and Co. ISBN 81-7167-099-7)

Delhi” - A thousand years of building (An Itach Roli Guide – Itach Lotus Roli Books – ISBN 978-81-7436-354-1

City of Djinns” A Year in Delhi by William Dalrymple (ISBN-13: 978-0001050259) 

_____________________________

Reader Comments (10)

Olá Arnaldo!
Recentemente um conhecido meu foi a India a trabalho. Quando retornou, com belas fotos do Taj Mahal, perguntaram a ele se tinha ido de férias ou a trabalho para lá. A resposta foi: "Quem em sã consciência iria de férias a um lugar desses? Claro que fui a trabalho!" Imediatamente pensei nas lindas fotos e relatos de sua primeira viagem para lá e também na vontade que eu tenho de conhecer esse país tão lindo. Difícil entender... Prefiro acreditar que assim como para programas de televisão, também para viagens o gosto é muito diverso... embora seja irresistível pensar que meu gosto é menos medíocre! Para os demais resta ir a Orlando todo ano.
E sobre seu novo post: impecável, dispensa comentários.
Abraço,

23:21 | Unregistered CommenterElen Rocha

Oi Arnaldo !
Acompanho seu blog há algum tempo por três motivos : permitir com que eu "viaje" em minha mente ,através de seus relatos, por lugares que pessoalmente ainda não pude ir ; me confortar com o fato de que eu não sou a única que não tolera mais essa cultura rasa a qual as pessoas tanto se vangloriam em admirar ( leia-se BBB, twitter,...) ; e por fim a minha paixão por fotografia, onde tenho seu blog como referência pelas imagens aqui postadas. É por este motivo que gostaria de te perguntar :são fotos feitas com reflex, certo ? Há segurança para se viajar com um equipamento desses sem correr riscos? Você faz seguro da câmera ? Eu tenho receio de viajar com minha reflex e vejo que perco ótimos clicks que minha prosumer não alcança. Você pode me dar essa orientação, por favor.
Quanto aos programas de tv , aqui no Rio vejo muito a Tv Escola, que tem documentários fantásticos e ainda possui uma videoteca que pode ser acessada na internet.
Abraço,
Patrícia Lopes

Patrícia, obrigado por ter meu nblog como referência pelos elogios.

Sobre levar ou não sua câmera, a primera coisa que eu recomendo é o bom senso e a observação. Isto é, não deixe de levar sua câmera apenas pelo receio, porqu aidna que algumas vezes possa ter fundamento, na maior parte delas, não.

O que recomndo é levar sua câmera em uma mochila ou bolsa e ir observando como se sente no destino, ir sentindo se sente-se segura e obntendo confiança. Em muitos lugares que viajei, por exemplo Marrocos, Índia, Cambodia, não tive qualquer problema. Andava com a câmera sem qualquer receio. Mas no entanto sei que tem sido comum assaltos a turistas para levarem suas câmeras em Buenos Aires, por exemplo.

Outra sugestão é colocar sua câmera com a alça atravessada no peito, porque inibe a ação de punguistas. Mesmo que eventulamnete uma cidade não a faça se sentir segura com sua cam exposta, quando visita atrações e monumentos, em geral eles são bem mais seguros.

Um bom lugar de consulta é o Tripadvisor e o Virtual Tourist, duas páginas onde viajantes escrevem sobre diversos assuntos relacionados aos destinos, entre eles, segurança.

Elen Rocha, obrigado pelo comentário e incentivo. Não é difícil compreender como alguém pode não gostar da Índia, tendo visitado. Todavia, espantoso é NÂO gostar sem NÂO ter ido.

Acho que entendi...rsrsrs... como vc já disse nos posts da última vez que foi a Índia, é preciso preparo psicológico e talvez não seja mesmo para qualquer um gostar de lá. Pretendo tirar minhas próprias conclusões um dia! Abraço,

18:00 | Unregistered CommenterElen Rocha

Sensacional o relato! Meu proximo destino sem duvida. Apos acompanhar tambem os relatos do sudeste asiatiaco, acabei indo para Bangkok, Siem Reap dezembro passado no meu unico periodo de ferias (sim natal e ano novo sozinho na estrada). As recomendacoes de livros todos excelentes (ja acabei de ler pelas trilhas do oriente, Tres cidades perto do ceu e a arte de viajar do Allai de Botton, este tive que comprar por um site de portugal (97r$) pois no Brasil nao se acha mais este livro por ter mudado de editora. Por favor continue com os excelente relatos. Sucesso e abracos de um quinto-anista de Medicina.
Jair.

18:46 | Unregistered CommenterJair

Oi Arnaldo,
Estou planejando uma viagem a Índia, em agosto, e gostaria de algumas dicas, já tenho um roteiro mais ou menos organizado, mas gostaria de bater um papo com você a respeito de algumas dúvidas. Irei com minha filha, e temos como pretexto um feira em Mumbai. Teria disponibilidade de bater um papo conosco?
sanvasconcelos@hotmail.com
Obrigada
Sandra Vasconcelos

Sandra, não sei o que vc quis dizer com "ter disponibilidade para bate-papo" (não há essa possibilidade no F&F). De todo modo, escreva aqui suas dicas que terei prazer em ajudar.

Parabéns pelo Blog, seu jeito de escrever e relatar percepções é único!

Estou indo para India com um olhar mais aberto e curioso.
Mas como será minha primeira viagem para lá acho que em vez de mergulhar na Chandni Chowk, irei para a Dilli Haat, o que acha? Estes markets são bem diferentes?

Obrigada
Juliana

10:21 | Unregistered CommenterJuliana

Primeiro, muito grato pela visita e pelo reconhecimento. Muito gentil. Em segundo, note que há algumas outras matérias sobre a Índia que também poderão lhe ser úteis.

Dilli Haat é um lugar para comprar artesanato, um centro onde artesãos nacionais expõem e vendem seus trabalhos. Mais se assemelha a uma galeria comercial com produtos autênticos a preços não inflados por custos de aluguel elevados. Se comprar artesanato é o objetivo, pode ser uma boa investir tempo ali. Todavia, Chandni Chowk é uma tração turística, muito mais que um lugar para comprar, ainda que onde boa parte dos locais o façam por ali quandi estão no centro. Na verdade, é um circuito lógico paraquem está em Old Delhi, precisamente circulando por Shahjahanabad pelas ruas repletas de gente e confusão, mas extremamente interessantes. Acho indispensável entrar no burburinho. Se estiver só, ou mesmo acompanhaa, mas sendo apenas mulheres, sugiro a cia. de um guia ou um conhecido que as oriente e siga com vcs. por todo o circuito de Old Delhi. Em resumo, eu não substituiria um pelo outro porque são atividades diferentes. Se puder, complemente um com o outro.

Obrigado e ótima viagem

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.