CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet, desde 1999, escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, está preparando o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Quinta-feira
Mar082012

KHAJURAO, Índia – Arte em perfeição

                       O que primeiro vem à mente quando se fala dos templos de Khajuraho é “erotismo”. Mas ao contrário do que se supõe, é “arte” o que presenciamos, é ela que se destaca quando os visitamos. Arte fina e perfeita, expressa em pedra, celebrando a vida e o amor.

  

                       Num dos mais extraordinários sítios arqueológicos da Índia, a arte - este genial exemplo de criatividade humana - é expressa na forma de figuras humanas e em diferentes posições, humores e emoções. Tudo em pura perfeição. São deuses, deusas, guardiões, dançarinas apsaras, surasundaris - as belas mulheres que atendem às divindades e habitam a corte celestial - e salabhanjikas, as ninfas estilizadas das árvores, em incríveis expressões e notáveis poses.

                       Todos representam tudo o que é indiano, na forma e no caráter. Como num livro, retratam a cultura e o modo de vida daquela fase da história.  A mesma arte por vezes também é expressa não em figuras humanas, mas numa notável série de frisos, portais, paredes, portas, pilares, pilastras, nichos, arquitraves e tetos com grande qualidade e riqueza de ornamentação lindamente esculpida.

 

                         Fui apresentado a Khajuraho em 1984, quando assistia ao filme Passagem para a Índia (*), de David Lean. Corria o ano 1839 na Índia. Adela pedalava sua bicicleta nos campos de um lugarejo rural perdido no interior do país, quando a certa altura deparou-se com templos antiquíssimos perdidos no meio da mata. Intrigada, aproximou-se e percebeu que as figuras finamente esculpidas em pedra representavam cenas eróticas e de sexo explícito. A intenção do autor era mostrar os conflitos de sexualidade da personagem, uma relação estreita com o tema central do filme e sua consequências. Adela, então uma mulher adulta, tivera infância extremamente reprimida e apenas adulta compreendera sua sexualidade e o despertar dos desejos, ainda que de maneira conflituosa. O filme, além de ótimo exemplo de bom cinema, tem naquela cena um dos seus mais notáveis momentos, primoroso na direção, na narrativa, no roteiro, na fotografia e interpretação.

   

                         Naquela época o passado dos templos era misterioso. Havia poucos registros históricos e raras referências à sua origem, o que favoreceu a imaginação e o folclore que ainda hoje cercam um dos grandes exemplos de arte no mundo. Os objetivos da obra ainda hoje são meras suposições, e as representações escultóricas de figuras em atos sexuais e eróticos colocadas em templos religiosos confunde ainda mais os estudiosos em busca de definições. Não há registros precisos sobre o que motivou sua construção, nem mesmo acerca de seu nome, que supõe-se derivar de Khajur-vahika ou Khajjurpura, as palmeiras douradas que havia em abundância no lugar.

   

                          Filmadas em Khajuraho nos templos então perdidos na floresta e abrigo de macacos agressivos, as esculturas representavam e apresentavam puro erotismo, ainda que com muita serenidade, maturidade, classe e bom gosto. Anos depois agradeci por ter sido assim a minha introdução a Khajuraho. Conhecendo-os presencialmente pude perceber o quanto a abordagem madura do filme influenciou minha maneira de vê-los, de interpretá-los e compreendê-los, como também o fazem os indianos, que lhes destinam o real valor e observam com grande naturalidade e espírito divertido. Diferentemente do que ocorre no mundo ocidental e cristão, onde há o sagrado e o profano, no hinduísmo os dois conceitos fundem-se num só. Indivisível, mais complexo, unem-se em espiritualidade e sensualidade, tudo o que é magistralmente expresso nas esculturas eróticas. Por fim, sai-se de Khajuraho com a sensação de que tudo não passa de uma incomum celebração à vida.

 

                         Sexualidade e espiritualidade já existiam antes mesmo dos templos de Khajuraho, já que é inerente ao homem. Mas ali, na forma de esculturas, os estudiosos sugerem que foram inspiradas no Kama Sutra, o tratado explícito sobre a arte de fazer sexo, um manual de instruções lista não apenas as sessenta e quatro posições sexuais, mas também aborda conceitos filosóficos como o Dharma, (vida virtuosa), o Artha, (prosperidade material), o Kama (prazer estético e erótico) e o Moksha (libertação do ciclo de renascimento).

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Os templos

                          Dinastias antigas sempre estão associadas a misticismos e lendas, envoltas em mistérios. É sempre assim. Quando não há história, substituem-na com criatividade e inventividade por suposições, produzem estórias, algumas até misturadas a fatos reais.  Na Índia, mitos e lendas são um legado, tornam-se parte da história, não a substituiem, estão quase sempre presentes em templos, fortalezas, monumentos e palácios. Algumas vezes elas são muito contraditórias, não explicam nossas dúvidas e conduzem a novas suposições. Khajuraho é um bom exemplo disso, razão porque nem mesmo os estudiosos interpretam de uma só maneira a curiosa representação de figuras eróticas em templos religiosos. Explicam-nas de duas maneiras fundamentais:

Primeira) o posicionamento dessas esculturas eróticas seria para lembrar que para ao aproximar-se das divindades o fiel deveria deixar seus desejos sexuais fora do templo; Segunda) mostrar que a divindade do templo não é afetada por desejos sexuais e outras características do corpo físico.

  

                       Ao contrário do que se imagina, as esculturas são bem mais atraentes por sua qualidade artística do que pela sexualidade explícita, ainda "sexo" tenha sido o tema que os tornou tão famosos no mundo, na segunda maior atração do país, atrás apenas do fabuloso Taj Mahal.

                       Visitar Khajuraho equivale a presenciar um dos grandes momentos da arte, não apenas indiana, mas de toda a humanidade. E ainda que a curiosidade maior recaia sobre as imagens eróticas (e de fato não há quem não se atraia por elas), retratam uma forma inocente de amor, expressas nas mais lindas formas de olhar, ora lânguidos, ora tentadores, ora ingênuos, ora explícitos.

                       Transmitem erotismo e apresentam sexo explícito, mas despertam muito mais a surpresa por estarem em templos religiosos do que pelos atos sexuais propriamente ditos. Afinal, não representam nada mais do que toda a humanidade já conheça, pratique e goste. Há milênios.  O senso artístico é apuradísssimo, a técnica escultórica é inigualável, e tudo consagra-se numa representação poética, não a que comumente é escrita em versos, mas a que raramente é esculpida em rocha. A técnica, desenvolvida no reinado dos Chandela, grandes patronos da arte e da arquitetura na época.

  

                        Khajuraho é um lugar tranquilo, isolado, rural. Os templos abrigam-se num parque de paisagem bem cuidada, com grama aparada, flores e árvores ornamentais, cercada por um semi-deserto, e atualmente não mais representam a expressão religiosa de outrora, ao menos não a que foi atribuída pela dinastia rajput dos Chandela. Com o abandono do lugar, os chandela, seguidores do culto tântrico, no qual a gratificação dos desejos carnais é um passo adiante no caminho para o Nirvana, afirmam-se que tais segmentos filosóficos perderam-se no tempo tornando-se tão raros e esxclusivos.

 

                         Muitas curiosidades surgem numa visita cuidadosa aos templos. A primeira delas recai sobre a implantação dos templos no terreno: construídos sobre plataformas elevadas, o chão de terra fica uns três metros abaixo do primeiro piso, pois na época a área era alagada, ia-se de um templo a outro de barco. A segunda é verificar que a maior parte dos templos é adornada com fileiras verticais e horizontais intermináveis de figuras esculpidas em pedra, todas extremamente detalhadas e representativas das mais diversas e corriqueiras atividades e emoções, de um sorriso ingênuo às mais sedutoras expressões, de cenas cotidianas - como maquear-se, escovar os cabelos, dançar, beijar e declarar paixão, até mesmo a mulheres tirando um espinho do pé por entrarem descalças na mata. Tudo é pura arte entalhada em pedra, de músicos, guerreiros, caçadores, oleiros, pessoas comuns a animais. A terceira é o fato de que apenas uma pequena parcela das esculturas representa erotismo, e ainda assim, uma ainda menor apresenta atos sexuais explícitos. A quarta é o misto de religiosidade e sensualidade que jamais se imagina poder presenciar num templo religioso.

  

                        Construídos num período de 100 anos, os templos ficavam distantes do centro político do reino Chandela, minimizamdo o perigo de ataques, tornando a vila rural de Khajuraho sede espiritual daquele reino. Hoje, mais do que qualquer outra coisa, representam o ápice da comunhão entre a arte e a arquitetura na Índia. Os templos divididem-se em dois grupos: os vaishnavitas, devotados a Vishnu, o Deus da Preservação, e os shivaítas, devotados a Shiva, Deus da Destruição, mas também há resquícios de templos budistas e jainistas. Os primeiros foram construídos em granito grosseiro. É fácil percebê-los ao compararmos com os posteriores, cujo refinamento das esculturas em arenito amarelo é notável, como o são todos os mínimos, claros detalhes de uma elegância artística que representa com perfeição corpos e rostos, jóias e roupas, transparências e adereços, expressões e olhares,  gestos de amor e de sexo.

  

                       São seres humanos, animais conhecidos e míticos, dançarinas apsaras em belíssimas poses, divindades nas mais acrobáticas e curiosas posições, executadas por quem conhecia a natureza e os corpos humanos. Tudo sempre consagra-se em cenas de singela, quase inexprimível beleza. Mas é preciso ser justo com a realidade, a fim de não aludir à fantasia: não se deve esperar mais que 10% dos entalhes contendo temas sexuais. 90% deles retratam a vida cotidiana, as pessoas comuns, os assuntos mundanos: de mulheres maqueando-se a músicos tocando, artesãos trabalhando, agricultores produzindo, tudo a alguma distância das divindades.

  

                        Dos 85 templos construídos numa área de cerca de 21 km² entre 950 a 1050, protegidos por uma muralha e oito portões, sobram apenas 24, mas em razoável estado de conservação. Parte deles foi destruída pelos primeiros invasores muçulmanos, entre 1100 e 1400. Os atos de vandalismo desses invasores atestam-se nas muitas estátuas desfiguradas. Os templos resistiram à devastação do tempo, e até dos invasores muçulmanos. Surpreendentemente parecem ter sido esquecidos do século XIII em diante, até serem redescobertos por um capitão britânico, T.S. Burt, em 1838.

  

                          A planta do parque divide-se em três grupos de templos: Ocidental, Oriental e Sul. No grupo ocidental destaca-se o Kandariya Mahadev, cujas 900 estátuas são dedicadas a Shiva, além dos templos Chaunsat Yogini, supostamente o mais antigo, o de Chitragupta, dedicado a Surya, o Deus do Sol, e os templos Matangaeswara, Vishwanath e Lakshmana. Alguns templos são jainistas, em grande parte situados no grupo oriental, dedicados a tradicionais divindades hindus, como Brahma, Vishnu, Shiva e Durga. Dos templos jainistas, os maiores são o Adinath, Shantinath e o Parshvnath, e são dos séculos 11 e 12. Para efeito de visitação, oficialmente os templos estão divididos em: Western Group: Vishvanatha, Lakshmana, Kandariya Mahadeva, Devi Jagadambi. Jain Complex (Eastern Group): Parshvanath e Shantinath. Southern Group: Duladeo e Chaturbhuja.

  

                        Muitas esculturas representam bestas, demônios, deuses e humanos com expressões de medo, dúvida, ciúmes, amor e paixão consumadas em cenas de sexo de enorme criatividade e, sejamos francos, algumas inspiradoras, outras bizarras, muitas exigindo a habilidade e agilidade de ginastas e a flexibilidade de contorcionistas. Arquitetônicamente os templos são estruturas forma de superestruturas espirais em estilo shikhara, próprio do norte indiano, com a planta em forma de panchayatana, isto é com quatro santuários subordinados nos quatro cantos ao santuário principal no centro do pódio, a sua base, ou melhor, com cinco divindades, Aditya ao centro, Ganesha, Shiva, Parvati e Vishnu em cada canto.

  

                        O Templo Kandariya Mahadeva foi construído entre 1025 e 1050, é um dos com maior talento tanto na escultura quanto na planta, onde destacam-se as oitenta e quatro shikharas, ou torres, a maior delas com 116 metros, construídas e arenito e sem o uso de argamassa. As pedras foram colocadas com encaixes e articulações mantidas fixas pela gravidade, forma de construção que exige técnicas de engenharia muito precisas, apoiadas em colunas e arquitraves construídos com megalitos que pesam até 20 toneladas. É o maior templo do complexo de Khajuraho. Foi dedicado a Shiva, e seu nome deriva da união das palavras Kandariya (caverna) e Mahadeva, o outro nome de Shiva. Comparando-os aos demais compreende-se tratar-se do mais refinado do complexo, talvez em razão de suas mais de 900 esculturas, o exterior ricamente ornamentado que contrapõe-se com o interior preenchido apenas com o símbolo de Shiva, o linga sobre "útero".

   

                          Uma questão extremamente importante acerca das figuras em atos de sexo explícito é que elas não são assim tão espalhadas por todos os templos. Na verdade concentram-se, de maneira que quem não quiser vê-las, não está obrigado. Compreendo que para algumas pessoas essas esculturas possam senão chocar, desconsertar, ainda que sejam de incrível beleza. Um dia pode ser que eu consiga escrever sobre o que penso dessas esculturas eróticas, mas desejo deixar claro que elas me impressionaram mais pela arte do que qualquer outra coisa.

_______________________

(*) Baseado no livro homônimo de E. M. Forster, com trilha sonora de Maurice Jarre. Se quiser assistir à cena passada em Khajuraho, (assim como a outros clips relacionados a lugares e países, acesse http://www.cliptrip.tv/, clique na Índia e em A Passage to India).

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A seguir - Varanasi Relato e reflexões de uma viagem

Reader Comments (15)

Cada templo uma pequena jóia perdida no meio do nada que é Madhya Pradesh: lindos corpos esculpidos, representações de montanhas sagradas...tudo em parque bonito e bem cuidado, não esperava que fosse dessa maneira. Mas também não esperávamos chegar bem no dia de Shiv Vivaha e sair pela noite em procissão pela cidade, com direito a 'bateria' indiana em plena segunda de carnaval e dança clássica tendo os templos iluminados ao fundo.
Saudades já...Um beijo, meu querido.

10:22 | Unregistered CommenterEmília

Olá Arnaldo,
É a primeira vez que comento no seu blog, quem me apresentou foi um amigo que sempre o lê. Queria dar os parabéns pelas belíssimas postagens!
Vou pra Índia em Agosto, e parece que estará muito quente, você ou a Emília poderia me dar dicas do que levar na mala, principalmente o que vestir? Sou consultora de moda, mas definitivamente a Índia é um caso a parte. Quero em primeiro lugar estar confortável e não passar muito calor.

Obrigada!

Tatti Marques, grato pela visita e, ainda mais, pelo elogio.

A respeito das roupas, elas devem ser o mais confortáveis e leves, preferencialmente de puro algodão, devem espôr o mínimo o corpo da mulher. Imagine batas indianas como a roupa ideal. Imaginou? Gaste um tempo em Delhi e vá até a ANOKHI, que vende roupas belíssimas e baratíssimas para vc mesma usar, trazer de presente e fazer o maior sucesso. Para além de serem artesanais e realmente de extremo bom gosto, a Anokhi sesenvolve um trabalho social bem bacana. Pra tre uma idéia, cada bata custa em média 15 euros, e não seria exagero afirmar que você deveria levar pouca roupa para comprar tudo lá. eles têm lojas em várias cidades. Estivemos agora na de Delhi e trouzemos coisas lindíssimas. Visite a página deles na Internet e dê uma olhada:

http://www.anokhi.com/anokhi/anokhi-home.html

Para que eu pudesse dar opiniões mais precisas, precisaria ter uma idéia dos lugares que visitará, ainda que em termos de roupas seja o mesmo quase pra toda a Índia.

Se quiser retornar com mais detalhes, com prazer darei maiores informações acerca do que levar, para além de vestuário.

Oi Arnaldo,
Obrigada por sua rápida resposta. Eu vou para Bangalore e de lá para Sera Jey (monastério budista), estudo filosofia budista Tibetana e nesse monastério ficam os refugiados do Tibet. Se der tempo vamos para Dharamsala no norte da Índia. Será uma viagem de apenas 10 dias, tenho certeza que vou querer voltar para conhecer outros lugares, como os lugares que você visitou que são lindos.
Obrigada pelas dicas, eu adorei o site da Anokhi, são lindas as roupas!
Basicamente minha maior dúvida é o que calçar, tênis, sapatilha, chinelo? Por ser bastante sujo acredito que sapados abertos não é uma boa opção, não é? Mas e o calor?!

Grande abraço!

Tatti, minha mulher usa sapatilhas para a maior parte dos percusros, mas usou sapato de trekking (não bota, mas "tênis" para alguns lugares pedregosos, sujos e enlameados com ótimo resultados prático, ainda que não sejam lá muito bonitos com algumas roupas. Usar roupas de trekking (calças compridas e blusas de manga curta não muito coladas) também são ótima opção para vc pensar, porque são fáceis de lavar. Vc as encontra em lojas de montanhismo e estou certo de que sendo profissional no assunto encontrará sempre um jeito (os lenços indianos de seda ou algodão são um espetáculo para isso!) de dar uma personalizada no estilo.

Eu particularmente não gosto de tênis, a não ser para caminhar ou ir à academia, acho que eles enfeiam qualquer roupa.

O calor recomenda como disse antes roupas leves (como as indianas) e de tecidos não sintéticos, hidratação, protetor solar e chapéu (ou boné). Se gostar, leve lenços umedecidos na bolsa ou mochila e protetor solar para reposição.

Fabulosos os templos de Khajuraho!
abs, Haroldo

Grande Haroldo "Viajologia" Castro, obrigado pela honrosa visita. quem sabe viajamos um dia juntos a Myanmar? Grande abraço.

Obrigada Arnaldo foram muito úteis suas dicas! Mando noticias da minha viagem no futuro e estarei sempre por aqui lendo suas postagens.

Grande abraço pra você e para Emília.
Tatti

Agradeço, desejo ótima viagem e torço para que seja mais uma a atrair-se pela Índia e desejar retornar.

Ao voltar, por favor volte e conte suas experiências.

Oi, Tatti!

Só para complementar, eu usei vários tipos de calças: jeans, sarja, de trilha mais sequinha, calça de salwar kameez (mais larguinha)...O que eu procuro usar sempre é uma blusa que cubra o bumbum e principalmente os ombros. As túnicas da Anokhi são muito boas e eles também fazem peças ocidentalizadas, somos fãs. Echarpes ou lenços compridos ajudam a dar um charme, se aproximam do salwar kameez das indianas e servem para cubrir a cabeça em templos.

Quanto aos sapatos, eu já usei aquelas 'chinesinhas', baratinhas, e também uma sapatilha minha antiga, já bem amaciada. Em Varanasi eu usei tênis de trilha e foi providencial: a quantidade de estrume de vaca ali foi a maior que eu vi na Índia. Não andaria de sandália, apesar de ver ocidentais com elas: eu fiquei com medo depois de machucar meu pé na feira noturna de Chiang Mai, que é muitíssimo mais limpa que qualquer cidade indiana.

No mais, acho que cores claras e algodão ajudarão muito no calor.

Tenho certeza que terá uma linda viagem, depois nos conte.

Um abraço!

13:16 | Unregistered CommenterEmília

Eu acredito que esta representação erótica tem a vigor da própria vida. Quantas vezes sentimos que ao estar com o nosso amado chegamos a um estado de relacionamento que pode sentir que vai tocar o céu. Isso deve ser o Nirvana.
Eu acho que os templos de Khajuraho tem uma força primigênia. Sexo, prazer, potência, força, comunicação, conexão e vida!... Ah!... e amor que toudo o pode!
Bjs

11:55 | Unregistered CommenterCarmen

Olá Arnaldo
Esta era uma grande falha minha: até há poucas horas não conhecia o seu blog! o que é pena pois já teria aprendido muito...
Por agora, e porque sou um apaixonado pela Índia, limitei-me a ver/ler o que aqui tem acerca deste país... depois, a pouco e pouco, irei ver o resto.
PARABÉNS por estes magníficos documentos.
Quando puder "passe" por aqui > http://voltaindia.blogspot.pt/2009/10/introducao.html
Um forte abraço

Caro João, muito grato por seu comentário. A Índia ainda continua a nos chamar. Temnos vontade agora de conhecer Mumbai e o Sul, mas ainda outras cidades no norte.

Fui ao seu blog e adorei, porque vc está com boas matérias sobre Mumbai. Assim que eu puder, retribuirei a visita com maior tempo e disponibildade de conexão (as daqui são terríveis!).

Um grande abraço,

Arnaldo

Olá Arnaldo,

Primeiro queria lhe dar os parabéns!!! O seu blog é excelente!
Depois, queria lhe pedir uma sugestão: pretendo viajar para a Índia agora em 2013 e queria saber se é seguto fazer turismo na Região de Caximira. Podias me ajudar?
Obrigada,

14:23 | Unregistered CommenterRosane

ROSANE, a Caxemira foi reduto de separatistas violentos que lutam por independência. Mas dizem que as coisas mudaram e turistas já circulam despreocupados pela região. Mas isso é tudo o que sei. Nunca estive na região.

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