CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Sexta-feira
Jun152012

LISBOA, uma perfeita escapada

 POSTAIS de Lisboa- Três dias de bom tempo e dias longos   

 - Jacarandás lisboetas em flor: pequenas, azul-violeta, agrupadas em pequenos cachos, exuberantes -

                       JUNHO e Julho são meses que não deixam faltar o Sol em Lisboa. Mas Junho tem uma vantagem: ainda não é quente e as flores dão seu último suspiro antes de cairem ao chão. Elas anunciam o fim da Primavera, quando a Natureza brilha em mais uma de suas belas formas, aqui e agora nos Jacarandás lisboetas. De copas largas e arredondadas, grandes ramos de flores pequenas mas de enorme cor, aquele azul-violeta desperta nos visitantes um romantismo que Lisboa já guarda mesmo sem suas flores. Ou serei apenas eu, um romântico a enxergar tanta beleza e ser tão tomado por ela. Ou será por ter estado estar ali tão encantado ao lado de minha amada?

                     É Verão em Lisboa, o céu adquire uma cor exclusiva sobre a cidade. A luminosidade é única, incomparável. O tom  de azul não é meu, é de Win Wenders, em Lisbon Story. Resolvo tomar aquele azul para mim, chamando-o “azul-lisboeta” assim que verifico minhas primeiras fotos ainda no visor da câmera. São estas luz e cor incríveis que nos acompanham, que iluminam o lilás dos jacarandás em sua última explosão floral. Soltam o que resta de suas pétalas, forram o chão ao redor das copas. Observo encantado e penso que é o único ornamento admissível sobre as belas calçadas da cidade.

 

                          É Junho, o Sol nasce às seis e se pões às vinte e uma.

Praça de D. Pedro IV (Praça Rossio), vista do Mirante do Elevador de Santa Justa -

                         É agora sob essa luz que avistam-se mais claro e por mais tempo a história e a antiguidade e, não se pode negar, também as novidades e modernidades discretas desta parte de Lisboa. Sim, há modernidade na Capital, mas para nossa sorte a inteligência lusitana soube reservar-lhe espaço, sabiamente demonstrou a possibilidade de construir o novo sem derrubar o antigo. E o fez sobretudo mantendo vivo o passado. Por isso Lisboa nos cativou tanto, ainda que numa curta estada, nossa deliciosa e intensa escapada de Corpus Christi. Novamente confirmamos que charme mesmo, só a cidade antiga tem. E foi bem ali, na sua parte mais repleta de antiguidades, que Lisboa mostrou-se como sempre: notável, acolhedora, encantadora, interessante, sedutora, e sobretudo romântica. De volta a Portugal, sinto arrependimento por ter deixado tanto tempo passar sem vir a Lisboa.

 

- Jacarandás floridos. Rara árvore a ter o mesmo nome em quase todos os idiomas -

                          LISBOA é uma quase síntese de Portugal. Mas só agora eu entendo os versos de Amália Rodrigues: a velha cidade cheia de encanto e beleza, a sorrir tão formosa, e no vestir sempre airosa”, cantada em fado pela genial artista portuguesa.

                         JÁ não me surpreendo ao rever esta cidade e compreender suas contradições. Ou melhor, contrastes que toda boa grande Capital tem: o novo e o velho, as retas e as curvas, os azulejos e o aço, a história e a modernidade, tradição e novidade.

                         NÃO é difícil encontrar épocas diferentes em Lisboa. Todavia, felizmente a Capital portuguesa soube preservar sua história e patrimônio arquitetônico sem fechar portas e janelas ao futuro, algo tão natural quanto óbvio de se verificar: basta andar pelas ruas estreitas de Alfama em direção ao Castelo de São Jorge, ou pelo Rossio e por toda a Baixa, ou ainda pegar o caminho do Bairro Alto até o Chiado para percebermos que o novo revela-se muito discretamente, perfeitamente inserido no contexto da antiguidade. É muito bom saber que o ultra-novo e extra-moderno estão bem longe, se faz favor, lá pros lados do Parque das Nações.

   - Praça de D. Pedro IV (Praça Rossio): monumento, fontes, história e pedra portuguesa -

                           NUMA caminhada à toa,  como convém a um bom turista conhecer Lisboa, subimos e descemos as ladeiras das sete colinas, que em cada esquina revelava fachadas tão lindas quanto despretensiosas, tão bem quanto mal conservadas, tão pintadas de novo quanto pichadas por novos. Todas ao seu modo demonstrando uma arquitetura fascinante. Vez por outra parávamos para observar a cidade num de seus miradouros. Era quando um mar de vermelhos telhados e brancas paredes, de becos e ruas estreitas não escondiam a idade da cidade. Felizmente Lisboa não se envergonha dela. E que sorte podermos apreciá-la.

 - Alfama, dos bondes, do que é sereno e do que é vibrante, do ócio e da contemplação -

                          É um quê sedutor que Lisboa têm. Algo que só se percebe depois de horas na cidade explorando Alfama, o Chiado, a Baixa e o Bairro Alto, três dos bairros mais antigos, onde encontra-se a essência do que há de melhor na Capital portuguesa. Lisboa é cheia de recantos sedutores, de ruelas tão estreitas que os bondes raspam as guias, de calçadas que mal servem para passar um pedestre, onde roçam nossas cabeças as roupas dependuradas nos varais das janelas, onde é possível tanto esquecer do tempo e descobrir os segredos do passado quanro aproveitar as boas coisas do presente.

 

 - A beleza de Lisboa se vive nas ruas, em cada esquina -

                        O charme de Lisboa e sua luminosidade são um convite ao turismo fotográfico. E jamais Lisboa nos pareceu tão perfeita para esse nosso gosto. Entretanto, também é perfeita para brasileiros de primeira hora, ideal para os já habituados. A beleza de Lisboa se vive nas ruas, em cada esquina. Mas as lembranças vão muito além das imagens, sejam as que a visão acompanhou, sejam as registradas nas câmeras. Elas também ficam nos sabores, nos cheiros e nos sons. Lisboa proporciona todos os prazeres a todos os sentidos. Para nós brasileiros, o idioma é uma vantagem, um conforto, um prazer, uma alegria. Não nos preocupávamos: se não sabíamos algo, nos bastava perguntar. 

 - As roupas roçam as cabeças...

  

   ... e os bondes as calçadas -

                           HÁ os cafés mais charmosos da Europa, as livrarias mais atraentes, as lojas mais inesperadas e os restaurantes mais incrívelmente bons que experimentamos nessa curta estada. A charmosa, encantadora, eclética Lisboa tem no seu conjunto de bairros espalhados pelas sete colinas as características que mais lhe dão personalidade: inúmeros planos inclinados, elevadores e miradouros. Gostamos desta discreta multiplicidade lisboeta, e nos bateu muito bem no coração revermos a cidade, que desta vez nos acolheu ainda mais gentil. Nos agradou termos sido novamente seduzidos por ela.  

 - Miradouro de São Pedro de Alcântara. Aqui chega o Elevador da Glória -     

                        GOSTAMOS das casas de Alfama, das ruas estreitas e sinuosas, dos bondes, do que é sereno e do que é vibrante, do exercício do ócio e da contemplação, dos prazeres da comida, dos sabores incríveis do vinho, dos fabulosos crustáceos, do queijo da serra, dos pães que o sabor ainda gruda na memória, da história e da cultura, do mais lindo fado que nos apresentou Joana Amendoeira. Lisboa foi perfeita para nossa escapada. Por vezes nos fazia esquecer do tempo, outras nos fazia vê-lo passar, mas sem pressa. E era mais linda quando a avistávamos sobre um miradouro e debaixo da luz do fim-de-tarde, quando o sol baixo incide em tangente esquentando as cores de fachadas e telhados. Que fotogênica é Lisboa ao pôr-do-Sol!

  - Fachadas tão lindas quanto despretensiosas, bem ou mal conservadas, pintadas de novo, pichadas por novos...

  

... todas, ao seu modo, a demonstrarem uma arquitetura fascinante -

                         LISBOA foi perfeita nesta escapa urbana. E sempre será, devido ao vôo mais curto entre o Brasil e Europa. Foi que mais pesou na hora de nossa decisão para uma escapada tão curta. E também, lá experimentamos os doces prazeres da mesma lingua, ainda que estando na Europa, as afinidades históricas, a cultura, a semelhança com a arquitetura carioca, o que é comum entre ex-colônia e ex-colonizadores, os preços, o clima, a qualidade gastronômica e as atrações turísticas. Ao final, todavia, o que mais ficou foi o carinho e admiração dos portugues pelo Brasil, a receptividade aos brasileiros. Foi perfeito nosso feriado de Corpus Christi em Lisboa.

Prazeres: destino do Eléctrico 28 e o que provoca quem nele circula - 

                          Foram inesquecíveis nossos passeios pela comida, pela cultura, arte, arquitetura portuguesa-com-certeza, catedrais, mosteiros, fortalezas, monumentos e museus. Experimentamos intensamente de tudo um pouco daquilo que forma as delícias da adorável Lisboa. Exploramos a pé, de bonde (eléctricos) e taxi. Mas também experimentamos o exercício do ócio, num café art-nouveau, apreciando as paisagens de seus miradouros, recordando e refletindo os fortes elos entre Brasil e Portugal. O fizemos com nossos mais confortáveis sapatos de viagens, câmeras fotográficas, nosso Lonely Planet e nossa disposição e entusiasmo de sempre. 

   

- "Alfama, por ti já gastei o pensamento, ai amor, ai amor...

  

... entrego a minha voz ao coração do vento, e quanto mais água dos meus olhos corre, mais fogo acendo..." -

("Eu Não Me Entendo", fado de José Luis Gordo e José Mário Branco)

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Pelos bairros de Lisboa

                   LIBERDADE

                        A Avenida Liberdade parece inspirada no Champs d'Elysée de Paris. Se não foi assim, parece evocá-la em Lisboa. O lugar não é turístico, é de empresas internacionais, de avenidas largas e arborizadas, bem moderna, com muito trânsito e lojas imponentes. Arborizada e com bonito calçamento em pedras portuguesas, os desenhos são inspirados. Há plantas, fontes e estátuas, como convém a avenidas grandiosas.

 

                        Nela, antes de chegar às praças dos Restauradores e Marquês de Pombal, há cafés e lojas de luxo, teatros e belos edifícios antigos, alguns em estilo art nouveau onde hoje abrigam-se lojas das marcas internacionais mais requintadas, tais como Prada, Gucci e outras de alta moda.

 - Four Seasons Ritzum patrimônio de Lisboa - 

                        É uma boa zona para ficar, embora haja outras boas opções na Baixa e noutros bairros. Aqui ficam o hotel mais requintado da cidade - o Ritz Four Seasons - uma instituição. Também o fabuloso o Eleven, melhor restaurante de Lisboa, comandado por Joachim Koerper, uma experiência gastronômica memorável. 

                            A construção da Avenida da Liberdade em 1886 foi resultado de um projeto urbanístico que representava a ruptura entre o romantismo arquitetônico de Lisboa, levando-a a tornar-se uma cidade progressista que anseia a modernidade. Em resumo, a Avenida da Liberdade é uma das mais importantes de Lisboa, para além de uma elegante ligação entre a Praça do Marquês de Pombal, a Baixa e a Alta Lisboa, tudo que nos interessa.

                            ROSSIO e BAIXA

                            O destino para quem está na Liberdade e começa a passear por Lisboa pode ser a linda Praça Dom Pedro IV, ou praça do Rossio, como querem popularmente. Antes dela, a bonita Praça dos Restauradores é uma das mais movimentadas de Lisboa durante a semana. Ali destaca-se o renovado Orion Eden, um antigo teatro, hoje hotel, cuja encantadora fachada original art-deco foi preservada, ainda que modernizado todo o prédio, apenas mais um dos exemplos de inteligência à serviço da preservação do patrimônio aliado à necessidade de sua modernização. A Praça se avista ao longe ao fim da Avenida da Liberdade por causa de seu obelisco e da escultura que comemora a Independência de Portugal.

    

 - Praça do Rossio, onde Copacabana inspirou-se e tornou mundial sua calçada -

                             Esta também é a parte mais africana da cidade, onde concentram-se a maioria dos descendentes dos povos das ex-colônias na África. Mas os que atrai é a boa manutenção de todo o equipamento urbano, a arquitetura ao redor, o desenho urbanístico. Não se pode deixar de observar a beleza arquitetônica dos edifícios que a circundam, entre eles o Palácio Foz e o Avenida Palace Hotel.

  

  - Praça Dom Pedro IV, o nosso D. Pedro I -

                         Seguindo em frente, direção da Praça Dom Pedro IV, entre esta e a Praça dos Restauradores fica um dos mais bonitos edifícios de Lisboa: a antiga Estação do Rossio, de comboios, como os portugueses chamam os trens, cujo estilo neo-manuelino, da segunda metade do século XIX, um exercício romântico do estilo manuelino criado na reconstrução de Lisboa.  É um verdadeiro (e bonito) monumento. A fachada de oito portas, nove janelas e um relógio sãoé incrivelmente ornada. Hoje ainda chegam e partem dali os trens para Sintra e Queluz, além de linhas suburbanas. O prédio está bem mantido e vale a pena uma passadinha para conhecer o interior.  

   

 - A estação-monumento do Rossio -

  

                         É também da Praça dos Restauradores que sai o Elevador da Glória, um dos últimos funiculares em funcionamento na cidade, ligando a Baixa ao Bairro Alto, e deixando os passageiros lá em cima bem ao lado do belo Miradouro de São Pedro de Alcântara. A reconstrução da cidade depois do terremoto resultou no bairro chamado Baixa Pombalina, popularmente chamado Baixa, cujas ruas correm em linha reta e paralelas de um quarteirão a outro. Muito da obra de reconstrução de Lisboa foi feito com as receitas provenientes do ouro brasileiro.

                        Era nesta pequena área que realizavam-se as grandes festas, de paradas militares a touradas na Lisboa  muito antigamente. Mas o Rossio também assistiu coisas piores, como a Inquisição portuguesa, em 1536, o deplorável movimento da Igreja Católica contra a heresia, estabelecido oficialmente em Portugal pelo rei João III. Foi no Palácio de Estaús, um dos poucos edifícios que sobreviveram ao terremoto. O Palácio assitiu ao fim da Inquisição mas foi destruído por um incêndio em 1836. Em seu lugar hoje fica o Teatro Nacional D. Maria II.

  

                          A Praça Dom Pedro IV, ou praça do Rossio, é tremendamente familiar aos cariocas por seu calçamento em calcetas portuguesas pretas e brancas, cujo desenho de ondas foi levado a Copacabana. É uma das praças mais populares de Lisboa, centro de grande atividade de comercial, além de grande movimento de gente. Por trás da Praça Dom Pedro IV está outra bela praça de Lisboa, uma das mais bonitas, a Praça da Figueira, no séc. XIX, era o centro das festividades dos santos populares, especialmente Santo Antônio, São João e São Pedro, além de funcionar o antigo Mercado da Cidade, uma construção coberta demolida nos anos 50. Hoje é um mercado aberto com lojas, hotéis e cafés. No centro está a estátua equestre do Rei João I sob um belo pedestal. Também é um lugar bastante movimentado, já que fica entre o Rossio e Martim Moniz, ponto de parada de vários transportes públicos, de Metrô e ônibus (autocarros) a bondes (eléctricos) e carros particulares.

    

- Elevador da Glória, do Rossio ao Bairro Alto -

                        O resto dos edifícios que cercam esta praça foram reconstruídas em estilo neoclássico, introduzido em Lisboa pelo Marquês de Pombal, responsável pela reconstrução da cidade depois de sua destruição no terremoto de 1755. No centro da praça fica a estátua de D. Pedro IV, rei de Portugal, primeiro imperador do Brasil como D. Pedro I, sob uma grande coluna de pedra no meio da Praça. A invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão e sua conquista de Lisboa em 1807 forçaram a família real a fugir para a colônia portuguesa do Brasil, quando Pedro tinha apenas nove anos. O Brasil foi, então, promovido do status de Colônia para Reino, e ali a família real governou o Império do Brasil. O lugar é de lojas antigas, de detalhes Art nouveau mas também de algumas coisas de gosto, digamos, duvidoso.

  

- Rua da Conceição, liga a Baixa ao topo da colina de Alfama. Vá de 28! -

                        A Praça do Comércio não é um bairro, mas é também mais que uma praça. Conhecida como Terreiro do Paço, era a principal entrada marítima da cidade e ainda hoje é possível ver a escadaria em mármore que sai do Rio Tejo em direção à praça. Em 1755 o terremoto destruiu o Palácio do Paço, que deu nome ao terreiro. O destaque é o arco por cima da Rua Augusta, uma das boas áreas de comércio e de pedestre da baixa de Lisboa. O arco é decorado com estátuas de personalidades históricas, como Vasco da Gama e Marquês do Pombal. Edifícios com arcos sobre as calçadas se estendem pelos três lados da praça, onde hoje há alguns departamentos governamentais e restaurantes, entre eles o café mais antigo da cidade, Martinho da Arcada. 

                        CHIADO e BAIRRO ALTO

                        Pode-se subir pelo Elevador Santa Justa, uma obra de arte em ferro fundido à la Gustave Eiffel, desenhado por um de seus discípulos em 1901. A viagem no elevador é a própria atração, mas alguns metros acima do ponto de partida tem-se uma das belas vistas panorâmicas que esta cidade proporciona de seus miradouros: o Castelo de São Jorge à frente e ao fundo, a bela praça do Rossio vista de cima, os telhados da Baixa, o Rio Tejo.

  

 - O Rio Tejo, visto do Mirante do Elevador de Santa Justa, sobre o arco da Praça do Comércio -

                         Ali pertinho, em curta e agradável caminhada estão as ruínas do Convento do Carmo, do século XIV, e seu pequeno Museu de Arqueologia, no simpático Largo do Carmo. Subindo a Rua da Trindade, uma espiadela na fachada do Teatro da Trindade faz bem. Depois, um pouco mais abaixo, uma entradinha na Igreja do Loreto e na Igreja da Encarnação também.

    

 - O Castelo de São Jorge, visto do Mirante do Elevador de Santa Justa -

                        O Bairro Alto tem sido tradicionalmente o lugar dos boêmios, artistas e escritores. Suas ruas são silenciosas durante o dia, mas transformam-se em burburinho à noite, quando ferve na vida noturna da cidade. Nos sobrados de fachadas coloridas há boa variedade de restaurantes tradicionais, casas de Fado mais turísticas, bares e lojas de moda alternativa mas elegante. Durante toda a semana circulam pessoas de todas as idades, origens e estilos pelas ruas de calcetas portuguesas, seja caminhando ou desfrutando as noites do bairro. As principais ruas comerciais são Rua do Norte, Rua da Atalaia e a Rua do Diario de Noticias, de onde chega-se ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, de cujo jardim-terraço tem-se uma das vistas panorâmica mais bonitas da cidade, além de duas igrejas interessantes, São Roque, com o bonito interior barroco, além da ruínas góticas da Igreja do Carmo.

  

 -  As ruínas do Convento do Carmo vistas do Mirante do Elevador de Santa Justa -

   

                        No Chiado - o bairro que pegou fogo e quase acabou em 1988 - pode-se apenas caminhar, mas não se pode deixar de dar uma parada para uma “bica” no A Brasileira, o café preferido de Fernando Pessoa. O lugar tem mais fama do que merece, e para além do café expresso tão bem tirado em toda a Capital portuguesa, é um lugar providencial para uma passada no toalete. 

 

 - A Brasileira, o café preferido de Fernando Pessoa.  Mais fama do que merece -

 

                        No bairro também vale dar uma espiada na vitrine da loja de porcelanas Vista Alegre, outra na Luvaria Ulisses, a requintada e tradicional loja de luvas de couro, mais uma nas joalherias perfeitas para os apreciadores de jóias anttigas e uma namorada nas vitrines de marcas internacionais como Hermès. Pela Rua Garrett chega-se à Igreja dos Mártires, admira-se a fachada do Teatro Nacional de São Carlos, a ópera de Lisboa, o Teatro São Luís e o Museu do Chiado. Em seguida, uma esticadinha leva ao Miradouro São Pedro de Alcântara.

 - Vista Alegre, para apenas apreciar ou para comprar as famosas (e lindas!) porcelanas -  

                          Para nós, todavia, a loja mais interessante do bairro é a Livraria Bertrand, uma rede de livrarias de Portugal, cuja matriz é esta, de 1732, aqui no Chiado. Para além de loja de livros, ótima por sinal, a Bertrand é um lugar que funciona como uma espécie de clube literário, com notáveis escritores assíduos. A editora-livraria consta do Guinness World Records como os mais antigos livreiros em atividade e a loja do Chiado como a mais antiga livraria em atividade. 

                         ALFAMA

                         Alfama, é quase uma cidade dentro de Lisboa, antiga e rústica, aparentemente alheia à investida de tempo, praticamente inalterada há séculos. Suas escadas e pequenas praças, suas vias estreitas e labirínticas e suas ladeiras que sobem ao Castelo de São Jorge.

 

- Largo da Sé, Catedral da Sé e Eléctrico 28: ícones de Alfama -

                          Sua atmosfera mourisca, suas origens medievais são ainda evidentes em cada esquina das ruas de paralelepípedos, no jeito familiar e aconchegante. Aqui é fundamental explorar os pequenos pátios, escadarias, mercados e casas de Fado.

  

  - As ladeiras de Alfama, caminhos óbvios para a Feira da Ladra e o Castelo de São Jorge -

 - Pátio do Confradite, caminho alternativo para o Castelo de São Jorge -

                        É impossível ir a Lisboa sem viajar no Eléctrico 28, o bonde com o percurso mais turístico, uma das maneiras mais apropriadas de descobrir a área. O 28 cobre um extenso percurso que começa no Prazeres e vai até Martim Moniz. É o mais emblemático “eléctrico” da Carris de Lisboa, funciona desde 1914, e sua rota inclui algumas das mais importantes atrações da da cidade. É na “Carreira 28” - ou sentido Graça/Estrela - que se tem o mais clássico passeio por Lisboa. O bonde sobe as ruas estreitas e por vezes quase raspa as soleiras das calçadas. Nele, a primeira parada deve ser na Sé Catedral, de 1150, à qual três terremotos e muitas restaurações foram responsáveis pelo ecletismo atual de sua arquitetura, da qual pode-se afirmar ser quase indefinida.

     

 

                        A parada seguinte pode ser a mais próxima do Miradouro de Santa Luzia ou do Miradouro das Portas do Sol, dois dos mais famosos e bonitos pontos de vista da cidade. Se quiser, do outro lado da rua fica a Fundação Ricardo Espírito Santo, um museu com a maior coleção do mundo de objetos decorativos e mobiliário do século XVII.  

 

 - Castelo de São Jorge, antiga fortaleza e moradia -

 

                        Daqui, o próximo ponto é Castelo de São Jorge, a antiga fortaleza que já serviu a romanos, visigodos e mouros. Conquistada pelos portugueses em 1147, transformou-se em residência real até o século XVI. Também aqui foram severas as conseqüências do terremoto devastador de 1755. Hoje é um lugar com bonitos pátios e mirantes, jardins e vestígios da muralha moura, e de onde se tem uma fantástica vista da cidade. É no bairro que aos sábados ocorre a famosa Feira da Ladra, um mercado popular de barracas de rua que outrora foi um bom lugar para comprar-se antiguidades.

 

  

 

                       Hoje, todavia, é um decadente mercado de roupas e quinquilharias pobres que não vale a expectativa. Há alguns pontos de Alfama onde encontram-se boas lojas de antiguidades, entre elas a Silk Route, muito recomendável.

 

  

 

                       BELÉM 

                       Belém é um bom lugar pra relembrar a Portugal de 1500, aquele que ficou no colégio e nos livros de História. Um passeio pelo bairro, na orla do Tejo, quase onde ele desemboca no Atlântico, revela momentos em monumentos que trazem à memória o que estudamos no ginásio (ou terá sido no primário?).   

 

 - A Ponte 25 de Abril e o Padrão dos Descobrimentos: sobre o Tejo e à beira do Tejo -

 

                        São os espaços abertos que melhor caracterizam o bairro. E o Padrão dos Descobrimentos seu mais visível monumento. Homenagem comemorativa do caminho marítimo para as Índias, da era dos descobrimentos além mar, nele estão representados os mais expressivos aventureiros náuticos, lendários navegadores, assim como os seus incentivadores. A Era das explorações portuguesas do século XV, quando Portugal imperava na navegação, na astronomia, cartografia e também construção naval. Entre os 33 imortais representados em estátuas de pedra, é possível reconhecer alguns: Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Diogo Cão. O monumento tem 52 metros de altura e pode-se subir ao seu topo, de onde se tem a vista da belíssima Rosa dos Ventos de 50 metros de diâmetro executada em mosaico de mármore.

 

 - Torre de Belém, outrora uma ilha -

                        Outros monumentos destacam-se no bairro, e por certo o Mosteiro dos Jerônimos, requintada obra do século XV, o belíssimo mosteiro cujo claustro se destaca, é o mais notável e impresisonante. A Torre de Belém, quase original, é de 1525, uma das mais agradáveis atrações turísticas de Lisboa. 

 - Mosteiro dos Jerônimos. Igreja e Claustro, as maiores atrações de Belém -

  

 - O Estilo manuelino, às vezes definido como gótico português tardio e flamejante -

 

                         O Museu Nacional dos Coches, também é uma das mais visitadas, fácil de entender porquê depois de conhecê-lo e à sua fabulosa coleção, dizem que a mais valiosa do gênero no mundo, de carruagens dos tempos da realeza e nobreza, entre eles uma de Luiz XIV da França, ou a usada pelo Papa Clemente XI ou, ainda da Rainha Isabel II. Sairá em breve de seu lugar atual, um anexo ao Palácio do Governo, para um novo e moderníssimo prédio em final de construção ali perto.

 

     

                         Provavelmente a mais desejada atração seja a antiga Confeitaria de Belém, onde se fazem os mais famosos pastéis de Belém de Portugal, que atrai multidões e rivaliza com qualquer um dos monumentos de Belém. O segredo da receita se mantém bem guardado desde 1837. Dentro ou fora do estabelecimento concorridíssimo. Para nós parece ter mais fama do que qualidade, ainda que seja imprescindível conhecê-lo. Em muitos outros lugares comemos pastéis com sabor e qualidade superiores. De Belém avista-se a Ponte 25 de Abril e a Estátua do Cristo Rei, réplica da que existe no Rio de Janeiro, além de ser ter uma bela vista do Rio Tejo. Quem dispõe de tempo deve ir. 

   

 - Pastéis de Belém. Pra comer e pra trazer -

 

                        Para experiências gastronômicas espetaculares, recomendamos vivamente o Tavares Rico, o Solar dos Presuntos e o Lisboa à noite, além do Eleven. Estando em Alfama, se puder vá ao Pois, Café para umas saladinhas, sucos, cerveja ou expresso num ambiente dos mais bacanas e geniais do bairro.

 

 

 - "Pois, Café" para umas saladinhas, sucos, cerveja ou expresso -

  

 

                        O Fado é parte inseparável da cultura lisboeta, para além de belíssimo. Há quem não goste de suas músicas melancólicas inspiradas nos marinheiros portugueses e com um pé na herança moura. Todavia, pode ser uma experiência notável como a que tivemos no intimista e excepcional Senhor Vinho (Rua do Meio à Lapa, 18 - Tel: 21 397 26 81 - http://www.srvinho.com)

 Até já, Lisboa!

_______________________________

Notas: 

(*) Para viajar de “autocarro” (ônibus), “eléctrico” (bonde) ou elevador, podem-se comprar bilhetes nos quiosques da Carris, tabacarias e pequenas lojas com o símbolo “Mobi”. Saem muitíssimo em conta no preço. O Lisboa Card, um cartão-passe turístico, permite viajar nos transportes da Carris e no Metro sem limite, além de ingressar em 25 museus e ter descontos variáveis (de 10 a 50%) em outros lugares culturais. O cartão pode ser comprado no posto de Turismo da Praça dos Restauradores, no Palácio Foz ou nos quiosques turísticos da Rua Augusta, do Castelo de São Jorge, no Museu de Arte Antiga e no Mosteiro dos Jerônimos.  

 

 

 

     - Queijos da Serra, do Azeitão, de muitos lugares e tantos sabores -

Reader Comments (30)

A lembrança perfeita de nossa viagem é justamente este texto! Traduz completamente estes poucas dias em Lisboa, mas tão intensos...Que cidade fantástica para passear, delicioso revê-la depois de quase 20 anos...

0:26 | Unregistered CommenterEmília

Caríssimo,
Suas fotografias são simplesmente sensacionais! Parabéns pelo blog.Se vc não tiver tempo para escrever, nunca deixe de postar as fotos de suas viagens, que falam por si!

18:14 | Unregistered CommenterVera

Suas fotos são incríveis! Sua narração idem. Vou sentir falta das postagens. Não acabe com o blog, please! Tire férias, mas volte para a gente, seus leitores que te adoram! Abraços, Regina.

21:26 | Unregistered CommenterRegina

Que saudades de Lisboa!!! Nossas idas à Europa sempre tem o grande final em Lisboa, é uma tentação passar por lá, nem que seja por poucos dias. Dá impressão que já chegamos ao Brasil, só que um Brasil antigo, lá do nosso tempo de ginásio, como você bem lembrou Arnaldo!

17:17 | Unregistered CommenterRosa

Lendo sua matéria sobre o México, lembrei do que pensava sobre Portugal. Embora sabendo de toda a cultura, tudo que eu já tinha estudado sobre o país, nada me atraia. Já tinha viajado virtualmente na minha cabeça e criado um país "Sem Graça". Ignorância a minha! Sim, ignorância! Mas mesmo assim, não cabia a mim ignorar um país por minha tremenda ignorância, só poderia continuar com minhas idéias incrédulas caso eu visse pessoalmente todo o contexto. Durante uma viagem de retorno ao Brasil, resolvemos fazer uma escala lá. Conclusão: "Sem Graça" foi meu cérebro, acho que ele estava de mal-humor quando lia algo sobre Portugal, para não dizer algo mais pesado. Tivemos a felicidade de conhecer, particularmente Lisboa, com um nativo. Conhecemos lugares que são maravilhosos e que turista acaba não explorando porque não imagina que por trás de um porta que parece de residência, na verdade é mais um cenário mil vezes lindo. Quando estudava sobre Portugal li que fado era animado, ri muito. Fado animado? Sim! Fomos à apresentação e foi comprovado, fado pode ser animado, e muito! Quanto a comida, prefiro nem mencionar pois cada vez que lembro bate uma nostalgia tremenda. Porque todos falam do vinho do Porto e não do Vinho Verde? Porque queremos ir a França e não a Portugal? Acho que os escritores portugueses me enganaram perfeitamente, creio já sabiam a bagunça que seria quando me deparasse com Portugal. No entanto, não posso dizer o mesmo a Oslo, mas recomendo uma visita. Lembrei da sua matéria sobre o oriente quando estava lá.

4:34 | Unregistered CommenterTatiane

Tatiane, isso não é um comentário, é um post! Posso roubar pra mim esse texto "não cabe a mim ignorar um país apenas por minha tremenda ignorância"?

Ah, também desmistificamos um pouco esse negócio de que fado é só dor de cotovelo e melancolia. Achamos que pra além de lindíssimo, foi muito animado o qeu assistimos.

Muitíssimo obrigado por compartilhar sua experiência e suas reflexões. Adorei!

Um grande abraço.

Arnaldo, não poderia esperar outra atitude sua! Recordo-me perfeitamente, o primeiro dia que me deparei com seu blog alguns pontos captaram minha atenção: sendo um deles, o cuidado com as referências. Para muitos pode ser banal, no entanto, não para mim. Creio que não preciso responder diretamente a sua pergunta, caso contrário escreverei um livro aqui.

Muito obrigada pela sua simpática resposta!

Aguardo ansiosa mais um belíssimo capítulo do seu livro.

18:42 | Unregistered CommenterTatiane

Muito bom o trabalho que fez sobre Lisboa, volte sempre.

Adorei tudo que vc escreveu, toda vez que for viajar vou consultar sua página

18:13 | Unregistered CommenterMarilia

Adorei ser guiada por Lisboa por ti!
Estou planejando minha próxima viagem para Portugal e, certamente, usarei tuas referências para meu retorno a Lisboa!
Parabéns!

18:44 | Unregistered CommenterLuiza

Excelente post! Pela poesia transmitida pelas fotos e pelo texto. Parabéns!

Parabéns pelo texto e pelas fotos. Finalmente encontro alguém que vê Lisboa da mesma maneira que eu vejo: uma velha e elegante senhora e uma rapariga em flor. Amo esta cidade, tanto que já a visitei 8 vezes, sempre flanando e procurando aqueles lugares mais escondidos, despretenciosos e pouco turisticos. Ha que se perceber a alma de Lisboa para poder ama-la perdidamente.

19:27 | Unregistered Commenteralmeida

Um roteiro perfeito para o meu primeiro encontro com Lisboa.
Além das excelentes dicas, as fotos são belíssimas.
Amei.

Arnaldo, olá. Tenho visitado com bastante frequência o teu blog, pois como você mesmo propõe, ele realmente inspira profundamente quem está passando pelo encantamento de ver e sentir outros lugares e culturas e já começa a sentir as metamorfoses que os "turisjantes" e "viajistas" passam.
Lendo os seus posts e as dicas nos comentários, pensei em fazer minha primeira viagem de carro em Portugal. Gostei muito do seu roteiro "Lisboa e arredores" e pensei em montar algo no seguinte esquema:

  • 6 noites em Lisboa (no Hotel Britania ou no NH Liberdade), com 4 dias em Lisboa, 1 em Évora e 1 para Estoril, Cascais, Sintra e Queluz.
  • 1 noite em Leiria - Leiria e Batalha (alguma dica de hotel?)
  • 2 noites em Mealhada (no Bussaco Palace Hotel): descansar no local, visitar Coimbra
  • 5 noites no Porto (hotel Pestana Porto), com 1 para visitar Braga e 1 para visitar Guimarães e 3 dias para conhecer Porto.

O que você acha dessas possibilidades? Se tiver outras sugestões, por favor, me diga.

Eu vou com minha mãe e ainda estou um pouco insegura com relação à dificuldade/facilidade das estradas e dos caminhos a tomar e segurança para duas mulheres... Como faço para traçar as estradas e caminhos para cada lugar? Alguma sugestão de empresa para locar o carro? Ao mesmo tempo que existe a insegurança confessa, existe também o desejo de ver e sentir um pouco mais os lugares...

Os seus textos são muito bem escritos, pois são cuidadosos e apaixonantes. As suas imagens possuem em dispositivo de teletransporte incrível! São lindas, Arnaldo, obrigada por compartilhá-las conosco! Comecei um curso de fotografia semana passada aqui em SP e já havia comprado uma máquina mais adequada para tentar captar a beleza dos lugares e das pessoas. Minha estreia com a máquina, mas sem a técnica foi numa viagem ao norte da Patagônia, com a travessia dos lagos. Foi uma experiência incrível e gostei muito do resultados das imagens. Depois de ler os seus textos, resolvi conhecer a técnica e treinar o olhar. Novamente, obrigada pela inspiração.

Só mais uma curiosidade: a primeira vez que entrei num blog de viagem, para pesquisar sobre lugares, deparei-me com os textos e as imagens maravilhosos de Istambul na "Turista acidental". Como as buscas tornaram-se constantes e, ao consultar outros locais, deparei-me com o teu blog. Feliz fiquei em saber da ligação entre os dois blogs e os dois blogueiros, não poderia haver combinação melhor!

Desculpe incomodá-lo com tantas questões, obrigada pela atenção e ficarei muito feliz se puder me responder. Se não puder, eu entenderei, acredite.

Um abraço,
Érika

Ps: além de Portugal em julho, pretendo conhecer o Rio de Janeiro no feriado de Corpus Christi e já li todos os teus textos também! :)

Érika, não sei como lhe agradecer tamanha simpatia e gentileza. Fiquei muito feliz com seu comentário. Sim, eu e Emília somos casados e muito felizes. A melhor companheira de vida e viagens que tive a sorte da vida colocar no meu caminho. Ela leu também e sorriu, agradecendo. Sobre a câmera, se tiver alguma dúvida, fique à vontade para perguntar.

Seu roteiro está muito bom e eu não tiraria nem colocaria nada. O Hotel HN Liberdade é ótimo, eu o conheço. O Bussaco Palace Hotel, conheço apenas de nome, mas dizem que é muito bom. Quanto às estradas e à segurança, não há com o que se preocupar. Só recomendo não viajar à noite. Para proramar seus roteiros, use o programa Via Michelin ( http://www.viamichelin.com/ ). Depois imprima cada roteiro e leve também um mapa (ou compre no hotel ou um lugar que lhe recomendarem) rodoviário.

Também sugiro alugar um carro com GPS e levar os endereços impressos aqui no Brasil de todos os destinos que vc ficar e for passar, para facilitar a entrada no GPS quando estiver lá. Qualquer das grandes locadoras são ótimas, mas a Hertz tem uma loja na Rua Castilho, perto da Av da Liberdade, que pode ser bem conveniente para vc pegar e entregar o carro. ( http://www.hertz.com.br/rentacar/location/index.jsp?targetPage=locationTabView.jsp&tab=4&from_section=/reservation/gaq&from_target=reservationOnHomepage.jsp&locType=pUp#!countryCode=PT|countryName=Portugal|stateCode=|stateName=|city=Lisbon|locList=Y|tab=4 )

Ei Arnaldo!

adorei ler o seu blog, ainda mais com fotos tão lindas. Se possível, gostaria de saber qual a câmera fotográfica que usou para tirar essas fotos.

Parabéns pelo blog!

Obrigada.

14:08 | Unregistered CommenterCintia

Arnaldo, olá! Muito obrigada pela resposta e pelas excelentes dicas! Já tenho bastante lição de casa! Depois da viagem eu volto para contar como foi, até lá continuarei estudando muito por aqui. :)

Tentarei te incomodar o menos possível, mas pode deixar que tirarei dúvidas sim, sobre fotografia e sobre a cidade maravilhosa!

Um grande abraço,
Érika

Arnaldo, parabéns pelo belíssimo retrato de Lisboa tão bem sintetizado neste post. Sou brasileira e moro cá a quase 6 anos e vejo muitos brasileiros (acredito eu, ignorantes) reclamarem das "coisas velhas" em Lisboa, como se não estivessem a visitar um país com história. A modernidade, diante de tudo o que foi mostrado aqui, torna-se o dispensável da cidade. Parabéns!!

10:53 | Unregistered CommenterFlavia

Estou indo pela terceira vez a Portugal e que ma-ra-vi-lha foi descobrir esses texto inspirador e essas fotos magnifícas. Parabéns!! Daqui por diante,qualquer tempinho venho viajar em suas viagens e inspirar-me. Obrigadaaaaaa!!!

9:27 | Unregistered CommenterWilma

Parabéns linda descrição e Blog lindo obrigadíssima pelas dicas ....continue

Olá, Arnaldo!
estou montando meu roteiro de viagem para Portugal e, felizmente, encontrei seu blog. ao mesmo tempo em que fiquei maravilhada com as fotos e comentários, já estou triste em saber que o descobri tarde demais. que pena que não o escreverá mais com a frequencia que o fazia.
ainda assim, obrigada por compartilhar seu conhecimento, experiência e opinião sobre suas viagens incríveis.
Um abraço,
Marjory

11:12 | Unregistered CommenterMarjory

Sou português e vivo em Lisboa. Também sou um cidadão do mundo. Em Dezembro, percorrendo Singapura, Malásia, Vietnam, Camboja, Laos, Myanmar e Tailandia (alguns pela 2.º vez) somarei 101 países visitados. Dito isto, tenho pena não ter feito o que tão bem fez - descrever para todos quão bonito é conhecer povos, culturas, etc. e fazer viajar quem tem mais dificuldades. Adorei ler tudo o que conta. Como português quero felicitá-lo por tão bem descrever Portugal. Poucos portugueses o fariam melhor. Mas acrescento: Não se esqueça de Évora (cidade museu), Património da Humanidade a 100km de Lisboa (1h de carro ou de trem).
Parabéns. Estou ao dispor para dar dicas a quem visitar Portugal.

20:33 | Unregistered CommenterAntónio

O meu obrigada pelo blog. Já não é a primeira vez que o visito, mas hoje por curiosidade quis observar Lisboa por outros olhos e outros sentimentos de quem não é residente, e é sempre uma agradável surpresa a descrição tão precisa e detalhada para quem quiser conhecer a capital de Portugal e seus locais tão belos e expressivos, com excelentes fotos que o comprovam.

Continue com a belíssima prova de viagens.Bem Haja.

Isabel Almeida

Sabe que estamos a morrer por ir dormir a 40 km de casa e acordar domingo de manhã, feitos turistas, olhando Lisboa com outros olhos?
Subscrevo plenamente a minha homónima anterior... e quando chegar esse dia, passo por aqui primeiro.
As suas fotografias estão maravilhosas (como sempre).

Caro Arnaldo
Tecnologia serve p isso mesmo, poder partilhar c mundo essa sua paixão e maravilhoso trabalho que voce faz
Um bem haja e votos de muita vontade e energia para nos poder continuar a deliciar
Abraco
Nuno Figueiredo (visitante do blog ha ja uns anos)
Lisboa

Caro Arnaldo:
Primeiro felicitá-lo pela excelência do seu Fatos & Fotos, Viagem, da escrita à fotografia.Segundo, recordar outros maravilhos lugares de Portugal ainda para serem vistos e descobertos: Norte: Porto, Viana do Castelo e Guimarães e fazer uma viagem de barco pelo lindíssimos rio Douro , de margens ladeadas em socalcos de vinhas; no Centro: Aveiro e a sua ria, Coimbra, Óbidos e Nazaré; perto de Lisboa, o grandioso convento de Mafra e ver a obra em cerâmica de João Franco (ambos já falecidos, tem uma fotografia com o seu grande amigo Jorge Amado);para Sul Álcacer do Sal, Setúbal, toda a costa Vicentina de praias com belezas impressionantes que deixam extasiados os nossos olhos; toda a costa Algarvia; pelo Alentejo: Mértola com o seu rio Guadiana, Reguengos, Évora, Portalegre - aqui ver a impressionante colecção de Cristos do escritor José Régio, Évora, Arraiolos Campo Maior e as suas festas, a lindíssima ilha da Madeira, as ilhas de São Miguel, a ilha do Pico, a ilha de São Jorge e a ilha do Corvo.

Olá Arnaldo! Primeiramente, muito obrigada. Tenho que agradecer, pois ler o seu blog me transportou para as ruas e aromas de Lisboa, que eu sequer conheço ainda!
Então eis a questão, tenho apenas 11 dias para conhecer Lisboa e arredores, depois Coimbra e arredores e também gostaria de ir de carro à Madri, passar por Toledo, e retornar por Salamanca, Santiago, Vigo, região de Braga e Porto, onde embarco ao Brasil. O que você acha? Gostaria de sua sugestão, pois estou enlouquecendo fazendo meu roteiro!

Muito, muito obrigada.
Um abraço e um beijo nos gêmeos e em em sua doce Emília!

Paula

Obrigado, Paula. Seu roteiro é bom, mas me parece corrido demais. E ainda que isso seja uma questão de gosto pessoal (preferir conhecer mais superficial do que profundamente, privilegiando mais cidades e menos tempo nelas), eu sugiro fazer o seguinte. Tente criar um roteiro escrevendo sua viagem, desde o dia da chegada (a partir da hora de seu vôo) ao de partida (considerando a hora que terá de sair para o aeroporto) e vendo se é viável conhecer tudo que deseja e relacionou (em parte, porque os "arredores" podem ser um pouco mais ou menos cidades do que vc imagina). Feito isso, escreva aqui de novo com o roteiro imaginado e vou dando minhas sugestões a partir dele, OK?

Aguardo!

Olá Arnaldo e Emilia,

Que bom falar com vocês!

Lembro muito bem quando nos encontramos na Pizzaria Veridiana, como foi bom aquele bate papo...

A Ana e Eu estamos indo amanhã para Lisboa e depois Vale do Douro, então esse post foi mais do que providencial e como sempre inspirador.

Um abraço com o desejo que estejam muito bem!

Paulo e Ana

Olá, Paulo. Desculpe minha demora em responder ao seu gentil comentário, mas eu me dedico atualmente a escrever um livro que pretendo publicar no ano que vem, portanto, como blogs são uma mídia em decadência, prefiro concentrar meu prazer em escrever algo possivelmente mais interessante.

De todo modo, claro sim que me lembro. Já se passaram sete anos! Eu me casei com a Emília, estamos juntos esse mesmo tempo, temos dois filhos (os gêmeos Olívia e João), temos moradia no Rio de Janeiro e em São Paulo e ambos continuamos a viajar, agora um pouco menos por causa dos gêmeos, mas também com eles já demos uma andadas por aí...

Lisboa é um destino encantador e estou certo de que revisitando ou estando lá pela primeira vez terão boas surpresas. Espero que a viagem de vocês seja um sucesso e só prazeres. Quando retornar, por favor entre em contato e conte como foi. Um grande abraço a vocês.

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