CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


COMENTÁRIOS
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« MALTA - Três ilhas, muitos tesouros | Main | SICÍLIA e MALTA - Dois destinos, muitos prazeres »
Terça-feira
Jul172012

Viver é bom. Viajar também!

REFLEXÕES da vida e viagens de um viajante vivo

                       EU não sou um homem simples, mas ando com muita vontade de ser, ao menos bem mais do que tenho sido. Simplicidade é algo admirável, bacana mesmo. É como um presente que devemos dar a nós mesmos em certas fases da vida. Percebo que a vontade chega com a maturidade. Seu exercício pode trazer de volta o que perdemos no dia a dia ao complicarmos as coisas mais simples e essenciais, tais como caminhar, comer, dormir, ouvir, rir, observar e compartilhar o que vimos e sentimos.

                      TENHO percebido um verdadeiro prazer em potencializar a simplicidade, simplesmente identificando onde e como complicamos as coisas. Isso nos rejuvenesce. E tem acendido minha mente. Simplicidade pressupõe crer que separando o que é complexo em partes, encontramos os elementos simples de todas as coisas. Ou que é preciso separar as partes para entender o todo. Ou, ainda - como definem filósofos e cientistas -, que o microscópico é simples, que a falta de simplicidade pode prejudicar a compreensão plena de tudo, especialmente no plano social, comportamental, cultural. Faz parte desta perspectiva minha relação com o blog e com a Internet.

                       ME permita, exemplificar, caro leitor. Ando meio desligado. Da Internet. Na proporção e direção inversas, minha vontade de escrever só aumenta. Sei que faço um blog pra quem gosta de ler. E de ler bem mais do que os 140 caracteres do Twitter. E que não escrevo para quem gosta de ver figurinhas e ler textinhos. E adoro que me reconheçam assim. Já andei falando nisso aqui. Muitas vezes. Aliás, não tenho falado noutra coisa: que passei a régua no Twitter - o site de relacionamento mais “Ilha de Caras” de toda a Internet - o paraíso das frivolidades, superficialidades, banalidades e cafonices. No âmbito dos temas relacionados às viagens e turismo, cansei de postagens completamente inúteis tais como “estou no taxi pro aeroporto”. Muita gente boa tornou-se chatíssima ao tentar obrigar-se a produzir algo interessante em 140 caracteres. E a cada cinco minutos, pra ter seus segundos de fama no Twitter.  Ando desgostando até mesmo da vida inteligente na Internet. A dedicação excessiva à virtualidade é o mal do século. E nos torna uns chatos. Eu acordei pra isso faz tempo, mas ainda tento deixar de ser chato falando nisso. Ah, não sei se já diosse que não sigo a tendência de virar um "blog-jabá". É a moda, eu sei, mas tou fora dessa. Tem até associação de blogueiros com membro honorário que copia blog alheio!

                       DIA desses li uma matéria no Yahoo, cujo título resumia em si o que penso dos vícios da dedicação excessiva à Internet, sobretudo da hiper-exposição pessoal nas redes sociais: “Charlie Sheen usava o Twitter durante o sexo, diz ex-namorada”. Charlie Sheen era tão viciado no Twitter que postava na rede social até mesmo enquanto estava transando, revelou Bree Olson, ex-namorada do ator. A atriz pornô fez a revelação ao jornal "New York Post", um dia depois do ator ter encerrado sua conta no microblog.

                       TAMBÉM sei que não ando escrevendo aqueles posts "lindos-pra-chamar-de-seu", caro leitor. E que tampouco ando satisfazendo-o em suas expectativas. Nem lindos, nem pra chamar de seu. E para piorar as coisas (pro lado do leitor), sem uma foto sequer. Eram cerca 60 em cada matéria. Já cheguei a publicar 90 fotos numa só. Lamento muito a desfeita com os leitores que consegui. E com o nome do blog também. Reconheço que abri um campo vasto para reclamações do tipo “E aí? Agora são apenas fatos? E as fotos?”

                       BEM, leitor, são perguntas assim que têm me levado a refletir sobre o tema. Meus pensamentos sobre o assunto têm me levado a verdadeiras tormentas cerebrais, coisa típica de seres cerebrotônicos, com larga predominância das atividades intelectuais sobre as físicas, do pensamento sobre a ação. Nesta fase de aparente abandono, de textos sem fotos, ando pensando numa alternativa para manter o blog vivo, a despeito de todo meu desejo contrário. E por quê? O que me faz dedicar um derradeiro esforço para mantê-lo? Provavelmente uma homenagem à minoria que comenta.

                       NOUTRO dia uma leitora escreveu na caixa de comentários sobre minhas fotografias, “Suas fotografias são simplesmente sensacionais! Parabéns pelo blog. Se vc não tiver tempo para escrever, nunca deixe de postar as fotos de suas viagens, elas falam por si!”. Um outro leitor também escreveu, desta vez sobre os textos, “Sempre supreendendo. Gostei do texto, porque deu uma "sacodida" aqui no BLOG”. É impossível não levar em conta tamanha simpatia, gentileza e consideração.

                       A respeito da possiblilidade de encerramento do blog tenho ouvido de alguns amigos presenciais, familiares e leitores que formam o conjunto de 3 mil indivíduos que visitam o blog diariamente, que o fim do Fatos & Fotos de Viagens seria uma grande perda para o ambiente virtual relacionado às viagens. Alguns até afirmam que não tenho noção de sua verdadeira dimensão, de sua importância, do patrimônio que ele representa. Eu sei das coisas, especialmente que a gente deve considerar (e aceitar) que os fãs sempre exageram, que são extremamente parciais, e que dois terços do que dizem não é relevante, nem mesmo significativo, a não ser para o ego de quem ouve. Ainda assim, agradeço.

                       PARA que o leitor não ache que é apenas preguiça, vamos lá: preciso explicar o trabalhão que dá pra manter o Fatos & Fotos de Viagens nos moldes atuais (com capricho). Escrever jamais foi sacrifício, mesmo que eu o faça sob um rígido compromisso com a qualidade (ainda que muito distante dela para o meu gosto), e sobretudo para que o resultado seja útil, tenha conteúdo inspirador, seja cuidadoso e interessante, atraente e divertido, sobretudo que faça o leitor pensar por si, motivá-lo a conhecer um destino, inspirá-lo a comprar um bom guia de viagens e seguir seu rumo.

                       UMA idéia de todo o trabalho a que me refiro: cada foto publicada recebe ao menos cinco ou seis correções. São reparos fundamentais para que eu mesmo as classifique como “publicáveis”. São correção elementares no contraste e no brilho, a redução de tamanho para caber no blog e cortes e reenquadramentos. Também há algumas mais complexas: atenuação de sombras, correção de perspectivas e distorções harmônicas provocadas pelas lentes grande angulares. Ainda que elementares, são intervenções que não vejo nem mesmo em blogs de fotógrafos profissionais. Eu, que sou amador, jamais publicaria sem elas, para não ser mais um a contribuir para a profusão de fotos com horizontes inclinados, com prédios caindo, fachadas distorcidas e fotos super ou sub-expostas. Isso sem falar nas fotos mal enquadradas e nas composições mal feitas que nenhum fotógrafo profissional poderia permitir-se. 

                       TÁ aqui um exemplo sem e com intervenções:

 SEM intervenção:

COM intervenção:

  

 

                      VOLTANDO ao trabalho, todo ele só ocorre depois de uma seleção entre duas a três mil fotos que trago de cada viagem. Não consigo contabilizar o tempo e o trabalho que dá inserir cada uma das 60 a 90 fotos por vez, e posicioná-la corretamente no lugar escolhido no corpo do texto. Segundo o Dicionário Aulete, a isto chama-se “diagramação” (*), ou a “disposição gráfica do que fará parte de uma publicação (texto, ilustrações, legendas, etc.), tomando por base a programação visual”.

                   OUTRA idéia do trabalhão que dá isso aqui é: pode parecer pretensioso (e tem tudo para ser), mas o leitor atento já deve perceber que eu sigo regras próprias de diagramação (*). Sim, eu tenho meu próprio "Manual de Redação e Diagramação", ainda que elementaríssimo.

                    E o que isso significa? Ter roteiros para a publicação de qualquer coisa no blog. Ele vai da escolha da fonte e de suas dimensões até a escrita de palavras estrangeiras em itálico, das seis primeiras de cada parágrafo em negrito, da primeira palavra em MAIÚSCULA, da colocação de legendas em corpo menor do que o do texto, assim como das notas de roda-pé. Enfim texto e fotos obedecem a padrões pré-definidos, relativamente complexos, mas extremamente trabalhosos. E tudo o que aqui publico só ocorre depois de eu checar todas as informações obtidas em pesquisas na Internet, livros, guias ou informalmente, de confrontá-las com o que eu mesmo presenciei, equilibrando informações que qualquer um consegue na Internet com o que vi e assimilei, na tentativa de publicar um texto pessoal inspirador, evitando a todo custo opiniões pretensiosas, que não correspondam à realidade ou, ainda, que prevaleçam sobre a do leitor e sua capacidade de depreender.

                       ALGUM tempo atrás contratei uma revisora, à qual pagava algum dinheiro para corrigir os textos que publicava aqui, e só depois disso é que compreendi o quanto a gente escreve mal. "Gente", significa "eu". Todavia, jamais produzi coisas no estilo "copiar-colar" textos da Wikipédia, tampouco publiquei nada apenas para constar, para figurar, fazer número e manter o blog ativo. Tento escrever textos confiáveis e não impositivos, pessoais mas sem vaidades, que invadam a mente do leitor e o faça inspirar-se. Ainda assim, com todo esse cuidado, ainda erro.

                       RECLAMO do trabalho? Absolutamente. Não mesmo. É um prazer pessoal. Trabalho arduamente há mais de 40 anos. E sempre fui muito focado em qualidade e coisas boas, ainda que navegue na contra-mão da realidade: boa parte parece muito mais preocupada com ganhar dinheiro com blogs do que ganhar qualidade. A moda agora é querer viabilizar ganhar dinheiro com blog de viagem, ainda que seja necessário puxar o saco da indústria turística, de aviação e hoteleira. Todos os que assim pensam escrevem sobre destinos batidos e basiquinhos. E não se preocupam com inspiração, cuidados elementares, qualidade visual, personalidade. Tornam-se páginas feias, poluídas e excessivamente carregadas de alegorias e adereços propagandísticos e comerciais. Todos parecem querer ser mais uma Viagem & Turismo no mercado, ainda que muitos tivessem potencial para serem uma "Volta ao Mundo" ou uma "Rotas & Destinos".

                       PARA quem se preocupa com fazer direito, produzir fotos boas, cuidar da escrita, diagramar o texto com capricho, formatar sua estética e conteúdo, tudo isso é um verdadeiro desestímulo. Ainda assim, tenho prontinhas um monte de matérias esperando apenas a publicação, dependentes só da seleção de fotos e de subí-las ao blog. Se as irei publicar, ninguém sabe:

Nepal - A Katmandu do Século 21; Tailândia - Bangkok - Imensos e intensos prazeres; Tailândia - Chiang Mai - Uma inesquecível escapada; USA - Arches N.P. – Utah; USA - Do Capitol Reef ao Zion National Park; USA - On the road: custos, na estrada, hospedagem e dicas; USA - De Moab a Torrey, Utah. - Capitol Reef National Park; USA - Zion National Park; USA - Las Vegas - Onde o original é não ter originalidade; Rep. Tcheca - Praga. Era outono; Índia - O Taj Rambagh Palace, Jaipur; Turquia - Istambul, a nossa cidade; Ilhas Maurício: república-arquipélago, país-paraíso; Índia - Jaipur, primeiro destino no Rajastão.

                       ISSO pra não mencionar Sicília e Malta, dois destinos de onde acabamos de voltar, que dão um bocado de assunto. A Sicília, dos sabores que vão além da mesa, de sua ligação histórica com a Máfia, a "Cosa Nostra, que não compromete nem um tiquinho com sua má reputação as imensas atrações da ilha. A Máfia existe sim, mas ela e nós não estávamos nem aí um pro outro: seguimos tranquilos nosso roteiro pela Sicília passando por Palermo, cidade animada e movimentada e com muitos monumentos históricos, pela vizinha Monreale, com sua bela igreja românica na encosta do Monte Caputo e com uma bela vista para o vale de laranjais, azeitoneiras e amendoeiras, pela incrível Cefalu, a cidade medieval com vista pro mar, por Segesta, um belo cenário com ruínas gregas, Erice, bonita e medieval no topo de uma montanha, com vista impressionante, uma história de deuses e famosa por suas massas, por Mazara del Vallo, um dos lugares mais importantes da Sicília para a pesca e para a produção de legumes, frutas cítricas, azeitonas, uvas de mesa e de vinho, um antigo porto fenício, por Piazza Armerina, bem no centro da ilha, com os mosaicos romanos em da Villa Romana di Casale, por Agrigento e seu excelente complexo de templos gregos, o Vale dos Templos, mais um centro medieval e com influências árabes, por Ragusa e seu deslumbrante centro velho e a deliciosa e vizinha Noto, belas cidades barrocas e com sítios patrimônios mundiais, pela incrível Siracusa e suas ruínas clássicas, um teatro grego, um bom lugar para comer, pela graciosa Taormina, encantadora e atraente, ainda que excessivamente turística e comercial, e sua excelente vista para o mar e para  o Etna, até Catania, ponto final de nosso roteiro, nem bonita, nem pitoresca, apenas ponto final para nosso vôo até Malta, a quase desconhecida do Mediterrâneo e, finalmente,  Roma.  

                       ASSUNTO bom é que não falta: depois destes aí em cima e já escritos, por certo irei gostar de escrever sobre um dos destinos de nossa próxima viagem - Outubro ou Novembro de 2012 - ainda a escolher: Ásia Central (especialmente Casaquistão, com Istambul), ou então Tanzânia (com Zanzibar) ou, então, finalmente, Myanmar (com Cingapura ou Bangkok).  Levando em conta o ritmo atual (um post suado e sofrido por mês), é só fazer a conta: dá pra manter o blog por um ano e meio e sem posts repetitivos:  pra falar de Buenos Aires, Orlando e Praias do Nordeste é só comprar todo mês a revista Viagem e Turismo.

                       UMA das opções que imaginei seria mudar de nome. Não o meu, caro leitor, mas o do blog. Declinei da intenção porque, convenhamos, "Fatos de Viagens" seria uma escolha muito sem imaginação, zero no quesito criatividade. 

                        ASSIM, ao ponderar que a criatividade é um dos combustíveis que impulsiona o pensamento de seres cerebrotônicos como eu, concluí: o que ficou pra trás ainda justifica manter o nome original Fatos & Fotos de Viagens. Afinal, são milhares de fotos já publicadas, e mesmo que me custe algum dinheiro mantê-lo, (sim, o Squarespace é pago!) pretendo deixá-lo vivo. e, quem sabe (?), vez por outra (quando me der na telha), publicar matérias de viagens (claro que com muitas fotos). É só um ter desejo, disponibilidade e paciência. Abandoná-lo jamais foi uma alternativa, encerrá-lo a mais dolorosa que já me ocorreu. Mantê-lo, uma intenção viva.

                       CHEGUEI a pensar em fazer um novo blog, idéia que já não me deixa a cabeça faz tempo. Uma faísca cerebral que está para virar chama: manter o blog original e abrir outro para a publicação de textos mais coloquiais, sem necessariamente atender ao compromisso com o tema viagens, todavia ligando viagens a reflexões pessoais, a opiniões relacionadas a elas, com a Internet, com o que penso da vida e essas minhas filosofias baratas. O novo blog já tem até mesmo um nome: "Viver é bom. Viajar também! Reflexões de vida e viagens de um viajante vivo".

                      ENQUANTO fico aqui refletindo sobre isso, escrevendo, viajando, trabalhando e fiolosofando e novidades não chegam, mando um abraço, desejo boas viagens e recomendo: leve as crianças! 

Reader Comments (15)

Arnaldo, esta é uma reflexão profunda sobre viagens!!!

Eu acho que viajar é outra maneira de viver a vida. Penso que a viagem faz viver a vida mais intensamente (mas há pessoas que não gostam das viagens... eu não sou uma daquelas pessoas)
Bjs

4:07 | Unregistered CommenterCarmen

Carmen, obrigado pela visita e mais ainda pelo comentário. Concordamos em g~enero, número e grau a respeito da importância das viagens na vida da gente.

Um grande abraço!

Arnaldo, vir aqui no blog se tornou tarefa das mais difíceis para mim, quanto mais eu leio e aprecio as suas viagens, mas eu sinto vontade de também fazê-las, a lista não pára de crescer. Cada vez que eu realizo um desejo de conhecer um destino, já aparecem vários outros (principalmente Europa) e eu só consigo ir uma vez por ano. A informação de qualidade é o melhor conbustível para eu me apaixonar pelos destinos!!! E aqui esse produto nunca está em falta.

10:53 | Unregistered CommenterRosa

ROSA, não se preocupe, o mesmo acontece comigo toda vez que olho o Glodo terrestre ou algum Atlas geográfico.

Bem, pra agradecer fica elementar dizer apenas "obrigado". Como se não bastassem todos os elogios e impulsos genuínos seus em toda a história do blog, leio agora esse novo comentário, extremamene gentil, bem escrito e incentivador.

Novamente obrigado.

Novamente ganhei o dia.

Arnaldo, você é muito gentil!
Meu voto é para que permaneça o nome atual "Fatos e Fotos de Viagens" e na dúvida, tente manter o padrão de qualidade, mas simplifique o que for possível, assim quem sabe dê menos trabalho ao dono e o mesmo prazer aos leitores! Obrigada sempre! Saúde, alegria e muitas viagens para você e a sua doce companheira Emília!

16:53 | Unregistered CommenterRosa

Olá, estou lhe escrevendo para lhe contar como conheci esse blog. Sou uma apaixonada por viagens, fotos e livros. Estava lendo o livro "O símbolo perdido", que fala muito de Washington, e queria ter uma "visualização" melhor do lugar. Coloquei no google que me trouxe a esse blog. Li a matéria toda de Washington e me senti lá! Nunca tive vontade de ir lá, mas depois do seu blog, quero conhecer até a Índia (que não me atrai muito). Sei que é díficil manter um blog, principalmente do padrão do seu, mas não acabe com ele. Fatos & Fotos está na minha barra de favoritos! E sempre que tenho tempo, venho ver suas viagens! E, pode ter certeza,as minhas viagens pra qualquer lugar desse que tem aqui, vou ler e reler seu blog, para conseguir extrair tudo de melhor. Parabéns pela dedicação com o blog e principalmente pela qualidade que dá a ele.

20:09 | Unregistered CommenterMonique

Obrigado, Monique, pelo apoio e incentivo. Prometo que tentarei.

Grande abraço e volte sempre. E sempre que voltar, pergunte, comente, opine.\

Pode deixar. A minha próxima viagem terá uma "consultoria" de Fatos e Fotos!!
Abraço

20:51 | Unregistered CommenterMonique

Arnaldo,
Que linda reflexão... Eu imagino o trabalho que um blog com a qualidade, conteúdo e fotos como o seu dá. Mas ele é uma referência.

Quando decidimos nossa próxima viagem,África, adivinha qual foi o primeiro lugar que me lembrei de ter lido e visto sobre ela. Aqui!

Um grande abraço para você e para a Emília

18:37 | Unregistered CommenterFlora

Arnaldo, como o sítio se chama "Fatos & Fotos" e não "Fotos & Fatos", o texto é o principal e as imagens os (valiosos) acessórios. Talvez a quantidade de fotos não precise ser dessa ordem de grandeza.

Há um pouco de maldade neste post citando as próximas possíveis publicações, porém sem a certeza de que virão a público. Isso não se faz com seus leitores! :-)

Eu sou um pouco repetitivo nisso, mas meu post favorito aqui é das suas férias quase frustadas na Turquia, justamente pelo inesperado frente ao padrão dos seus posts usuais e pelo excelente sequenciamento de acontecimentos ao longo da escrita.

Se for criar o seu outro blog, sugiro que, além de suas reflexões, você também escreva histórias sobre viagens, lugares ou acontecimentos.

Abraços.

21:54 | Unregistered CommenterCarlos

Por favor, não nos abandone! Seus textos e fotos acariciam nossos olhos, vitaminam nossos pensamentos e instigam ainda mais a vontade de viajar e viajar...

Quando menciono o seu nome me vem a imagem: um bloco de notas e uma caneta...

Seu site já não faz mais parte dos meus favoritos, ele é meu café da manhã.

Abraços

12:19 | Unregistered CommenterTatiane

Caro Arnaldo,
Comento poquissimo, mas leio todos os seus posts. Sao textos especiais, me sinto fazendo parte de suas viagens, vivendo o que voce viveu, a partir de seus textos. Por favor nao nos prive do privilegio de poder acompanha-lo em suas experiencias.

Como voce mesmo comentou, o mundo blogueiro esta pobre, sempre com mais do mesmo, com a informacoes minimas e superficiais para agradar aos que querem o basico ou o raso. Ja seus textos tem brilho e nos trazem vida.

Abracos.

PS: desculpe a falta de acentuacao, mas meu teclado nao se entendeu com sua caixa de comentarios.

23:40 | Unregistered CommenterRenato

Caro Arnaldo

São por diversos motivos expostos na sua "crônica" que não aceitei participar de um blog de viagens. Sou muito exigente com tudo que faço. Sempre procuro dar o meu melhor. Preocupação em agradar a terceiros eu deixo para os políticos. Detesto essa tal de "meia boca". Se posso, faço. Caso contrário, digo não.

Sou fã incondicional da "qualidade", coisa muito rara nos dias de hoje. Fico pávido com as coisas que leio em alguns blogs, e olha que tem cada nome bonito !!!. Por outro lado, o que se escreve de bobagens, superficialidades, conteúdo sem originalidade e com ausência de qualidades de espírito ou inteligência é de arepiar. Grande parte não se preocupa, sequer, com a ortografia, quanto mais com a qualidade dos textos e fotos elencadas.

Acho que você não deve se preocupar com o nome do blog, coisa secundária. O importante é que você continue com saúde, inspirado, com prazer e alegria para escrever e nos deliciando com suas "crônicas" e "reflexões de vida e viagens de um viajante vivo".

Um grande abraço e boa sorte.

0:31 | Unregistered CommenterJoão

Parabéns pelo blog. Dos vários blogs de viagens que conheço, o seu é um dos mais completos, sempre com bons textos e ótimas fotos. Parabéns. Eu viajo pouco na vida real e muito na imaginação. Inclusive porque possuo uma grande coleção de cartões-postais do mundo inteiro, fruto de 24 anos de colecionismo. São mais de 190.000 postais, entre antigos e atuais. No Google, digitando meu nome completo entre aspas "José Carlos Daltozo" encontrará várias páginas sobre minha coleção de postais.

José Carlos Daltozo - Caixa Postal 117 - 19500-000 - Martinópolis - SP

Simplesmente adoro seu blog. Quase tanto quanto de viajar, ler e de fotografias (ver, pois sou péssima fotógrafa)! Seria uma pena que você deixasse o blog, pois seus textos são ainda melhores que as fotos. Nunca comento os posts por preguiça de escrever mas hoje quis incentivá-lo a continuar. Parabéns!

1:45 | Unregistered CommenterCynthia

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.