CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

COMENTÁRIOS
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« ÁSIA CENTRAL - Nos caminhos da ROTA da SEDA | Main | MALTA - Três ilhas, muitos tesouros »
Quarta-feira
Ago012012

ISTAMBUL, a nossa cidade 

 

 A Ponte de Galata e a Mesquita Rüstem Pasha vistas do mirante da Torre de Galata      

                     Escandalosamente belo, o céu de Istambul anunciava o fim de um dia glorioso. Não um dia qualquer, mas aquele que vivíamos juntos, pela primeira vez, a "nossa" cidade. As nuvens estavam em alvoroço, as estrelas cravejavam o céu ainda tímidas, e os tons de rosa tingiam toda a paisagem. Do alto da Torre de Galata assistíamos a tudo, vivíamos aqueles nossos momentos absolutamente especiais, evocando em silência nossas melhores lembranças: o dia em que nos conhecemos, nosso primeiro encontro, nossa paixão por aquela cidade, nosso amor imenso, nossa união. Vivíamos ali as mais incríveis e insondáveis sensações. De amor, de paz, de serenidade e felicidade. Só mesmo Istambul consegue nos proporcionar aquilo e com tal virtude.

                    As silhuetas agudas dos minaretes de Sultanahmet pareciam lápis apontando o céu. Era Outono, vivíamos quase perplexos aquele belíssimo momento em que a teimosia do dia enfrenta a força da noite e torna tudo tão absolutamente lindo. Hoje, três anos depois, a dez dias de oficializarmos nossa união em Casamento Civil, presto essa homenagem à minha doce Emília.

 

 A Ponte de Galata

                    Jamais a essência de Istambul e todo o esplendor no império otomano revelaram-se em tal sintonia conosco. Em nenhum outro momento cativou-nos com tal perfeição, entregando a nós tão belas e maravilhosas sensações. Além do exotismo óbvio e da beleza exagerada que víamos do alto da Torre de Galata, tudo estava em perfeita sincronia: nós, a natureza, a monumentalidade de Istambul.

                   Celebramos a felicidade de nosso encontro com olhares que revelavam mais do que palavras, festejávamos "nossa" cidade. Istambul mais uma vez nos arrebatava. Para nós, sofrer de amor por Istambul é um ato contínuo, mas viver a cidade ao lado de um grande amor é um privilégio incomparável, nosso encontro um dOs acasos da vida e um grande amor. 

 

 A luz morria acentuando as silhuetas elegantes e agudas dos minaretes de Sultanahmet...    

                    As cúpulas e as torres da Mesquita Azul e da Ayasofia tornavam-se negras, vistas dali do outro lado do Corno de Ouro chocavam em igual proporção à sua inigualável beleza. Olhar Istambul do mirante da Torre de Galata é uma deliciosa vertigem emocional. 

                   Em silêncio, e extasiados, alternávamos olhares entre a cidade e nós mesmos.  Em silêncio, sorríamos discretamente, nos admirávamos óbviamente, nos amávamos explícitamente, mesmo ali, ao lado de tanta gente expremendo-se na balaustrada do mirante da torre. Provavelmente éramos os que contemplavam aquela paisagem com a maior exaltação, com emoção e reconhecimento. Só nós sabiamos o significado de estar juntos ali e naquele momento.

                     A natureza nos tocava, parecia retribuir os sentimentos, celebrava conosco a ocasião. A exuberância de seu mais belo momento - o Pôr do Sol - unia-se à arquitetura de uma cidade misteriosa e encantadora, e mais uma vez arrebatava nossos corações. Ambas, natureza e arquitetura, com inegável competência, mancomunadas, conspiravam na tentativa de nos roubar lágrimas mal contidas.  Ali no mirante da Torre de Galata, estávamos certos de que o mundo conspirara a nosso favor. 

___________________________________________________________________

As muitas razões para amar Istambul

                        VISTO assim, do alto, o bairro de Sultanahmet é mais que um convite, é um chamado encantado para seguirmos os passos daqueles que fizeram a cidade durante séculos.  Cada qual com sua grandeza, todos com igual riqueza, os mesmos passos de homens e mulheres da era de Bizâncio, de Nova Roma e da otomana Constantinopla. Por centenas de anos, diferentes poderes deixaram registrados em letras, pedras, madeira, tijolos, ferro, cerâmica, histórias, lendas, pinturas e esculturas um fabuloso, imponente patrimônio. E ainda que Istambul demonstre sua moderninade do outro lado do Estreito de Bósforo, seus arranha-céus e um certo caos, é inigualável observá-los entre telhados das construções antigas.

    Seguimos os passos daqueles que fizeram a cidade durante séculos...

  

...e deixaram registrados em letras, pedras, madeira, tijolos, ferro, cerâmica. 

                    Palácios, igrejas, mesquitas e monumentos formam um fabuloso, memorável conjunto, um impressionante acervo da humanidade.  Seguimos os passos daqueles que fizeram da excitante, rica, misteriosa Istambul, um monumento de tocante beleza, instigante conteúdo e marcante memória. 

                       Suas obras são um legado, estão por toda parte. Não é preciso esforço para encontrá-las. Os exemplos magníficos do esplendôr arquitetônico otomano de autoria do arquiteto Koca Mimar Sinan Ağa - nome em turco otomano do popularmente conhecido Mimar Sinan, em turco moderno - projetista do Império otomano durante os reinados dos sultões Selim I, Suleiman I, Selim II e Murad III. Sua obra mais relevante é a Mesquita de Selimiye, em Edirne. Todavia é a Mesquita de Suleiman a mais famosa. Em Istambul, Sinan significa exuberância, talento, grandiosidade e imponência em arquitetura otomana. Nenhum outro nome teve a projeção de Sinam. Seus trabalhos povoam a cidade e contam a história de 50 anos de atividades ininterruptas durante os reinados dos quatro sultões otomanos. São mesquitas, hammans, e medersas rojetadas por ele para a Capital mais imponente e importante do mundo no século 16. Qualquer um pode seguir os passos de Sinan e encontrar suas obras fabulosas, cujo conjunto é um legado espetacular de importância mundial. Segundo escritor turco Orhan Pamuk, Prêmio Nobel em literatura, as mesquitas desenhadas por Sinan são um perfeito elo de ligação da arquitetura com o sagrado, a mais que perfeita união da monumentalidade arquitetônica a serviço da proclamação do império otomano, cujos espaços interiores das mesquitas foram desenhados com maestria para conectar diretamente a fé dos fiéis com Deus. Centenas de seus projetos ainda existem espalhados pela cidade, alguns em ruínas, outros em estado apreciável e uns poucos ainda imponente restaurados com fidelidade aos seus desenhos originais. 

                         Istambul tem corpo, alma e personalidade.  O corpo fica às duas margens do Bósforo, metade na Europa, outra na Ásia. O coração em Sultanahmet, os olhos na Torre de Galata e a mente nos Derviches ou talvez num Hamam - o revigorante, curioso banho turco.  Istambul é assim, tem corpo e alma. É toda encontro - a cada canto - de cultura e de genteSurpreendente em cada inesperada esquina, em cada minarete e nas cúpulas da grande igreja - depois mesquita e museu - Hagia Sophia -, ou Santa Sofia; no otomano, enorme Palácio Topkap; no Grand Bazaarnos lindíssimos azulejos Iznik;  nos fascinantes e  intrincados desenhos florais da Mesquita Rüstem Pasha, nos poucos passos que a separam do Bazar Egípcio; no movimentado e moderno lado da cidade e seus cafés, butiques e galerias das ora largas, ora labirínticas estreitas ruas dos Bairros Taksim e Beyoglu; nos hotéis design; nos bares descolados e em todas as suas tribos. 

                        De um lado a Ásia, do outro, a Europa.  O que separa os dois continentes não é a grandiosidade de um oceano, mas um estreito - o de Bósforo - e um braço ainda mais estreito dele, o Corno de OuroO que os une são algumas pontes, como a de Galata, que se vai por cima e se volta por baixo. O canal liga o Mar Negro ao Mar de Mármara. De um lado a islâmica herança olha para o outro, o da Europa cristã.  E todo o patrimônio que nos encanta está nas ruas, nos sons da cidade, na boca do povo, no sabor da comida, no cheiro das especiarias, na fumaça dos narguilés, nos doces das vitrines, nas cores dos killins e nas sedas que de tão finas, tão finas, só podem ser tecidas por dedos de meninas. E ainda que bem próxima da Europa e ocidentalize-se, sua essência muçulmana permanece.

                       Os empolgantes monumentos do bairro Sultanahmet - memórias bizantinas e otomanas, heranças islâmicas - e mais a Ponte de Galata, o moderno e o chique, o estreito navegável, o bairro de Beyoglu e Taksim, com seus à primeira vista improváveis prédios em estilo eclético, art-decô, art-nouveaus e neo-clássico que abrigam cafés, butiques e restaurantes, o Grand Bazaar, o Bazar de Especiarias, os bondes, as águas que correm lentas no Estreito de Bósforo e no Corno de Ouro, a praça monumental de Sultanahmet, as lendas do harém do Palácio Topkapi e a modernidade do Bairro de Taksin tudo faz de Istambul uma cidade que não se pode perder, um destino imprescindível para qualquer viajante com muito o que ver e sentir. 

                        Exotismo e modernidade para gostos exigentes, corações apaixonados e mentes com brilho. Istambul é assim, excitante para a mente e o coração, por isso mesmo um destino a ser compartilhado com quem se ama. Istambul é uma das cidades para onde gosto de retornar, onde visitar resulta grandes prazeres.

    

                   Para além de conhecer novas e rever conhecidas atrações, ela também satisfaz naquilo que mais gosto em viagens: hospedar-me e comer bem. Visitar Istambul acompanhado de um grande amor que também ama esta cidade, hospedados num hotel com classe e serviço impecáveis e mundialmente reconhecidos - o Fours Seasons at the Bosphorus -, explorar o que ela tem de melhor em comida e compras é multiplicar por mil os já excepcionais prazeres que Istambul nos proporciona. Istambul alimenta mentes, corações e estômagos nas mesmas proporções. 

 The Four Seasons at the Bosphorus

    

                         muitas razões que tornam Istambul uma importante metrópole mundial. Uma das mais curiosas é sua situação geográfica: única cidade do mundo situada em dois continentes ao memso tempo: o lado europeu - uma península histórica ao sul do Corno de Ouro, na Cidade de Galata ao norte -, noutro a Cidade Nova, do lado asiático. No lado europeu ficam os negócios, o comércio e boa parte das atrações turísticas. O lado asiático é residencial, moderno. Istambul se estende pelos dois lados do Bósforo, um estreito que liga o Mar de Mármara ao Mar Negro e que ao mesmo tempo separa os lados europeu e asiático.

                         Istambul é uma cidade que não precisa de clichês, entretanto sua imponência natural atraiu a criação de muitos deles. Alguns são pouco criativos, outros justas homenagens. São adjetivos e slogans como "Cidade dos Sete Montes", "Rainha das Cidades", "Cidade de Constantino", "Porta para a Felicidade" (Dersaadet, originalmente Der-i Saadet), “Ponte entre a Ásia e a Europa”, “Lugar onde o Oriente encontra o Ocidente”, enfim, seja com que apelido for, Istambul é o melhor resumo do que são o país, seu povo e sua cultura. Tão histórica quanto romântica, Istambul atrai pela riqueza de uma das mais poderosas cidades do planeta. Constantinopla, chamam-na os historiadores; “Cidade Romântica”, apelidam-na os agentes de viagens, não sem motivos.  A cidade inspira corações e mentes, sobretudo as apaixonadas. Mas mesmo um coração solitário não fica indiferente ao assistir a um por do sol fascinante, sobretudo ao contemplá-lo entre as imponentes belezas das duas majestosas mesquitas da Praça de Sultanahmet. As luzes que se vão trazem outras que se projetam sobre a fachada da Mesquita Azul, numa performance enternecedora. Até mesmo nas fachadas de madeira das mansões ao longo do Bósforo encontrará romantismo um expectador atento. Situada numa espécie de periferia do Oriente, esquina com a também periferia da Europa, Istambul tem no Bósforo, no Chifre de Ouro, na Ponte Gálata, na Hagia Sofia e seus minaretes, na Mesquita Azul, nos seus bazares e em toda Sultanahmet, no cruzeiro do Bósforo e suas inúmeras estações, nas  yalis de madeira impecáveis ou do que sobrou de algumas delas, algumas de suas principais atrações.

                         Mas não pense que a cidade é apenas um belíssimo sítio histórico com monumentos imponentes construídos pelo homem. Saia de Sultanahmet - o bairro onde fica a maior parte deles, também o mais histórico e antigo de Istambul - e vá a Beyoglu para conhecer uma Istambul européia, moderna, cosmopolita e internacional, aquelas com características que se encontram em qualquer cidade do Velho Mundo, hoje plano e globalizado.

   

                    O bairro Beyoglu - em solo europeu -, “olha” para uma Ásia que está logo ali do outro lado, bem à vista, que é para não nos esquecermos de que o país e sua maior cidade ocupam os dois continentes, a maior e mais peculiar curiosidade de Istambul.  No moderno Beyoglu os prédios do Século 19 e a Avenida İstiklal (İstiklal Caddesi, ou  Independence Avenue) - a mais popular rua de pedestres - dão o tom,  as cores e a essência do lugar.

  

                   Boutiques, restaurantes, cafés, patisserias, livrarias, cinemas, escritórios e consulados. E gente, numa rua de pedestres que começa na estátua de Ataturk - na Praça Taksim - o marco zero da parte moderna de Istambul. Por ela passam nostálgicos bondes antigos e barulhentos sobre trilhos assentados no centro da avenida. São apenas 3 quilômetros ladeados por elegantes construções neoclássicas e ecléticas. Por ela caminham adolescentes, idosos, turistas. 

 

                         Perder-se nas ruas de Istambul deve fazer parte de uma jornada pela cidade. Impossível não se perder ao explorar as riquezas do império bizantino: passear de ferry pelo Bósforo, comprar tapetes e sedas no Grand Bazaar (Kapali Carsi), cruzar por cima e voltar por baixo da Ponte de Galata,  subir ao mirante da torre do mesmo nome, andar de bonde, viver a moderna Turquia, visitar palácios sultanescos, contemplar longamente as cúpulas da Mesquita Azul e da Santa Sofia, rodar com os derviches, dançar com os ventres, banhar-se turcamente num hamman, carregar pra casa um tapete turco, trazer um amuleto - o olho de vidro azul -, regatear numa loja dos bazares, percorrer os haréns do Topkapi, comer e ter uma bela vista panorâmica no hype 360o (*) e provar da cozinha otomana autêntica. 

 Não a destruam, transformem-na numa mesquita.”

Mehmet II, o Sultão, assim que conquistou Constantinopla, diante da Santa Sofia.

                 As melhores épocas para visitar Istambul são na a primavera e no outono, de abril a maio e de setembro a outubro. É quando o clima torna-se perfeito, equilibrado, sem o calor exagerado de julho e agosto ou o frio polar e do inverno.

                 Esta é uma homenagem à nossa cidade e à minha doce Emília, agora esposa, amiga, companheira e amor da minha vida.

________________________ 

Nota *1: “Poucas coisas são tão interessantes quanto “as voltas que o mundo dá”. Numa delas, sem saber que o fazia, minhas matérias sobre Istambul publicadas no Fatos & Fotos de Viagens em Setembro de 2007 influenciaram a tantos leitores, despertaram tantos desejos. Na caixa de comentários do primeiro capítulo daquela série havia um em especial no qual notava-se que uma semente fora plantada, a do desejo inesperado, súbito, de conhecer a cidade. Anos depois tive o privilégio e a honra de rever esta espetacular cidade ao lado justamente daquela leitora que as circunstâncias levaram ao meu blog e mais tarde o acaso a colocou em minha vida. Fabuloso acaso que tornou-se no maior dos maiores privilégios que a vida já me proporcionou. Aquela fora uma viagem excepcional com que mais tarde tornou-se minha doce, encantadora mulher, com quem espero que a vida me dê a sorte de que seja minha eterna companheira.”

Nota *2: A Torre de Galata é um dos mais proeminentes e visíveis marcos da cidade, onde quer que se esteja. No alto de uma colina a 35 metros do nível do mar, ela mesma tem 67 metros de altura, o que de seu topo proporciona uma vista de 360 graus. Seu mirante fica a 51,65 m de altura e está aberto de 9:00 às 18:00 horas. Sobe-se por um elevador e depois por dois lances de escada. Situada em Beyoglu, o antigo bairro Pera, fica do lado europeu Há um restaurante onde se pode almoçar e jantar. À noite há uma programação tradicional, chamada “Turkish Night”. A torre foi construída em estilo italiano genovês em 1.348, e na época era a construção mais alta da cidade, condição que manteve até o século 20. Seu primeiro nome foi “Christea Turris” e era parte das obras da colônia genovesa em Constantinopla. A torre atual difere da original bizantina, chamada “Megalos Pyrgos”, que controlava o extremo norte do mar para a entrada do Corno de Ouro, que ficava noutro lugar e fora destruída durante a Quarta Cruzada, em 1204.

Reader Comments (15)

Meu amado...Surpresa maravilhosa ver esse texto tão carinhoso e inspirado, sobre nós e Istambul.
Cidade que tanto toca o coração, de apertos de saudades...E que desejo voltar várias vezes com você, amor da minha vida, que desejo para meu companheiro de sempre.
Obrigada e um beijo...

12:17 | Unregistered CommenterEmília

Arnaldo,
Parabéns pelo inspirado post.
Abs,

17:15 | Unregistered CommenterJoao Cesar

Que texto lindo!!! Preciso ir para Istambul!!!

Adorei a declaração da esposa também!!!

Que vocês tenham sempre esse amor e carinho um pelo outro. Que continuem viajando bastante e nos inspirando também!!!

Felicidades ao casal!!!

Estivemos em Istambul em maio p.p. e concordo com tudo que está escrito, não me hospedei no Fours Seasons, mas amei do mesmo jeito. Istambul é tudo isso! É apaixonante! Felicidades para vocês, Arnaldo e Emília, saúde para realizarem muitos sonhos! Com grande e verdadeira admiração, Rosa.

14:57 | Unregistered CommenterRosa

Conheci o seu blog há pouco tempo e estou realmente ENCANTADA. Adoro viajar, e ao ler os seus maravilhosos e ricos textos, bem como suas fantásticas fotografias, tenho a oportunidade de viajar com você.

Gostaria de parabenizá-lo pelo site e incentivá-lo a prosseguir, pois na minha modesta opinião não há nada parecido no ramo de viagens...

Já estive em Istambul e na Capadócia e realmente são lugares únicos e inesquecíveis.

O seu relato me fez matar as saudades...

Mais uma vez, PARABÉNS!!!!

DANIELA

15:16 | Unregistered CommenterDaniela

Arnaldo,parabéns pelo modo maravilhosoque você escreve,pelo entusiasmo com que vê tudo ao seu redor, pelo romantismo com a Emilia.

Hoje é muito difícil encontrar alguém assim,não mude. E também não deixe de escrever,pois é importante para incentivar mais pessoas a viajar e também para as que viajam através do seu blog.

Realmente esta cidade deve ser mágica,encantadora e capaz de fazer sonhar.

Este é um momento muito importante para nós,a união de vocês. Estamos muito felizes.

Um grande abraço.

17:44 | Unregistered CommenterMariliana

Se não for pedir muito, coloca aqui algumas fotos desse momento. É muito lindo ver sonhos se tornando realidade, acontecidos onde a gente menos espera, um belo acaso da vida!!! Parabéns!!! Celebrem a felicidade todos os dias!!!

15:28 | Unregistered CommenterRosa

Estimad@ blogger,

Volto a entrar em contato contigo para saber o que achou da oferta que te fiz faz uma semana em participar de uma campanha de Marketing. Fico no aguardo de resposta

Beijos,
Taty

5:40 | Unregistered CommenterTatiana

lindo post! me senti viajando à Istambul com vc (e com a Emília)!

10:33 | Unregistered CommenterMariana

Por favor, escreva para interatab arroba yahoo com br

Parabéns pelo texto e pelas fotos maravilhosas! Fiquei encantada pelo blog.

abraços!

13:34 | Unregistered CommenterRoberta

Istambul é certamente a cidade mais encantadora que conheci e desejo rever!

Estou de saída para Istanbul. O destino é o da imaginação de menina, quando, na escola, a queda de Constantinopla parecia algo que despencava de algum lugar... A imaginação, refeita tantas vezes ao longo da vida, reafirmava o destino. Agora é entrar no clima! Mais entusiasmada fiquei quando li, recentemente, o livro "De Bizâncio" para o mundo, de Colin Wells - Ed. Bertrand Brasil. Não sei o que me espera ao chegar, mas chegarei com o respeito de uma turista que sabe o que a humanidade deve a Bizâncio e aos que os sucederam.
A quem vai para lá, recomendo.
Parabéns pelo Blog.

22:38 | Unregistered Commentersandra

Arnaldo, lindo o seu texto sobre Istambul e sobre o amor que o une à Emilia. "Você é o cara"!

Istambul é a nossa cidade mesmo.
Trabalho como guia turístico crendenciado e especializado em atendimento em português.
Adorei o texto.
Representa o meu amor.
Se vc quiser viver uma boa experiência nesta cidade de imperadores, procure os nossos serviços.
Estamos aqui para atender vc/s.

abs,

20:44 | Unregistered CommenterMehmet ali

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.